BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
__________________________________________________________________

sexta-feira, 29 de junho de 2007

PETIÇÃO CONTRA ACUSAÇÃO DE JOSÉ SÓCRATES - LÊ E ASSINA !!!

LÊ.
Se estiveres de acordo, clica AQUI e assina.


Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva
Como direito, o cidadão expressa de sua opinião
Ao Sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva:
Sr. Presidente da República, o Sr. 1º Ministro José Sócrates, está tomando
posições não dignas de alguém que detenha um tal poder de responsabilidade e
cargo.
A Constituição da República Portuguesa está sendo infringida pelo próprio
órgão de soberania.

Artigo 37.º

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.

4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.

Sr. Presidente da República, o estremecimento causado ao título do Sr. 1º Ministro português José Sócrates, primeiramente posto em causa pelo Sr. António Albino Caldeira em seu blogue, não passa de um conjunto de caracteres que em conjunto se transformam em palavras e em conjunto formam textos e mensagens.

Tal apenas poderá estremecer o conceito dum facto que se diz adquirido ou manifestamente expresso. Na realidade, uma mensagem não anulará uma habilitação literária se ela de facto existir. Desta forma, uma mensagem não possui um carácter que possa ser nocivo à integridade da existência dessa mesma habilitação literária.

Assim, qualquer texto ou mensagem que ponham em dúvida um conceito de facto adquirido e manifestamente expresso, apenas poderá ter a forma de uma especulação, seja ela polémica, ridícula, ou real. Nunca essa especulação
poderá pôr em causa um facto em si que seja adquirido, apenas poderá ser nociva
para o conceito que o define como facto adquirido se o mesmo conceito estiver
alicerçado em bases erradas e incongruentes.

Especular-se portanto, é equivalente a uma das formas de liberdade de expressão individual. Liberdade de expressão e informação é o cerne do 37.º artigo da Constituição da República Portuguesa. Um processo jurídico contra uma especulação apregoada de difamatória é sinónimo de abuso de poder. Provindo esse abuso de poder e essa acção processual de alguém que detenha o cargo de 1º ministro é acto a ser repreendido pelo titular do cargo hierarquicamente superior – V. Exa.

Urge-se pelas circunstâncias que os factos sejam expostos e que seja tomada uma iniciativa pela parte do Sr. Presidente da República.

(Artigo 3º - Soberania e Legalidade)

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.

2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.

3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a
Constituição.

O cidadão expressa de sua opinião, centralizando a problemática não exclusivamente ao caso do Sr. António Caldeira, mas em toda a presente e hipotética futura profanação aos mais elementares direitos de cidadania – Liberdade de Expressão.

Gratos por V. Atenção
Sincerely

QUEM SE METE COM O PS ... LEVA!

Nunca como agora foi tão pertinente a ameaça de Jorge Coelho quando o Governo foi eleito, :
" quem se mete com o PS, leva"
Aconteceu ao professor Charrua na DREN.
Aconteceu à Directora do Centro de Saúde em Vieira do Minho
Aconteceu ao Professor António Balbino Caldeira
Valoriza-se a BUFARIA. Quem afronta torna-se incómodo e, por regra, prescindível.
Já tinha acontecido antes ao director-geral da Judiciária por «quebra de confiança política».
Jorge Coelho já tinha avisado "quem se meter com o PS, leva". Nessa altura, poucos terão percebido o alcance que estas palavras iam ter. Aos poucos, vamos percebendo o que é que Coelho queria dizer.
PORTUGAL PODE ESPERAR

ASFIXIA DEMOCRÁTICA

Apetece-me perguntar por onde andam aqueles milhares de "patrioteiros" que têm pugnado pela Liberdade e pela Democracia agarrando-se aos maus exemplos de Salazar como um rato procura o queijo.

De facto, às vezes questiono-me se Salazar teria feito melhor. Mas questiono-me muito mais por onde andarão todos aqueles revolucionários que sempre nos habituámos a ver de faca na liga, quais justiceiros, na procura de uma reposição da Liberdade de Expressão, do 25 de Abril, da Vitória Sempre, do Pão-Paz-Habitação, da saúde tendencialmente gratuita, do rumo ao socialismo.

Por onde andariam e que diriam os "capitões" de Abril e Mário Soares, os ditos socialistas e ditos democratas, exclusivos guardiões da revolução, se esta POUCA VERGONHA que nos OPRIME e nos (des)governa, fosse obra de um governo de "direita reaccionária"como deliram dizer?

Já antes vínhamos com as listas que o governo pretendia ter actualizadas com moradas e bilhete de identidade de todos aqueles funcionários públicos que ousassem fazer greve. Uma espécie de lista negra à mão de qualquer ministério, cujo ministro, no dia em que acordasse mal disposto ou falassem mal dele, poderia utilizar a seu bel-prazer, servindo fria, em travessa de ouro, a mesma vingança com que S. João Baptista foi brindado.

Mas não tardou. A Directora Geral da DREN, cedo se encarregou de suspender um professor que brincou em "tom jocoso" com o sr. primeiro ministro José Sócrates. Foi um gesto bonito que muito agradou ao nosso primeiro. Uma espécie de Boby e Tareco. Os cães servem para guardar os seus donos, ou não é?

E o ministro da saúde seguiu-lhe os passos, ou teria sido ele próprio a dar o primeiro sinal. Afinal de contas, uma Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho foi demitida porque não lhe foi subserviente. Tinha de o ser. Afinal é para isso que ele lhe paga e agora quando lhe for feita a avaliação, é que vai ver como vai pagar a ousadia de não ter andado a lamber as botas ao ministro da saúde como a Directora da DREN lambeu as botas ao José Sócrates.

É como se a intolerância democrática, esta incapacidade dos ministros de conviverem com a crítica, se esteja a transmitir de ministro para ministro como uma alergia.

O despacho de exoneração da licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso foi publicado quinta-feira em Diário da República, e parece ser, neste caso, «uma demissão para permitir a nomeação de alguém que não tem o currículo necessário e cujo elemento mais notório é ser vereador do PS na Câmara Municipal de Ponte da Barca». Uma "bandalhice"!!
Ao que parece, foi um profissional desse centro de saúde que afixou uma notícia publicada pelo JN e, segundo a qual, Correia de Campos dizia que «jamais iria a um SAP (Serviço de Atendimento Permanente. Parece que a directora do centro quando se apercebeu da afixação da notícia a mandou retirar. Passado alguns dias, foi chamada ao Ministério dizendo que o seu dever teria sido instaurar um processo disciplinar.
«O passo seguinte», foi a nomeação para o cargo de um vereador do PS.
No despacho do Diário da República pode ler-se o seguinte:

«Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 05 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo»

Perante este caso, considera-se demonstrado a situação de Maria Celeste Cardoso
«não reunir as condições para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde».

O despacho está datado de 1 de Junho.

Mas, obviamente que faltava o melhor exemplo. Afinal de contas os exemplos devem vir de cima, ou não é verdade? Poissssss ...

O nosso primeiro ministro José Sócrates, acaba de processar o professor António Balbino Caldeira (ver e acompanhar com atenção que vale a pena o blogue http://doportugalprofundo.blogspot.com/) apenas e só porque este questionou, com factos, o seu título de engenheiro (que o próprio Sócrates reconheceu ao alterar a página do governo), a via atribulada e pouco clara que levou ao processo de licenciatura em engenharia de José Sócrates, a um domingo com um único professor a fazer-lhe o exame dos 4 "cadeirões", a duplicação de assinaturas e documentos alterados em fotocópias inexplicadas e inexplicáveis na Assembleia da República, um diploma na Câmara Municipal da Covilhã com data anterior à conclusão (?!) da licenciatura na Independente, etc, etc, etc.

Não percebo como José Sócrates não se indignou com todos os outros jornais e blogueers que anunciaram e noticiaram os mesmíssimos factos como não percebo porque razão não houve um processo a Santana Lopes, quando o José Sócrates, na televisão, veio dizer que ele era o autor do "boato" da sua homossexualidade. Parece-me pois que o incomodou mais a noticia de factos objectivos da sua duvidosa licenciatura e falsa utilização de um título de engenheiro, do que o tal boato de que seria homossexual. Ele lá sabe o que não o incomoda. E o professor Marcelo Rebelo de Sousa, também vai ser processado por ter dito que a Licenciatura de José Sócrates lhe tinha saído na FARINHA AMPARO?

E o tal padre? O tal FALSO padre? Poderá ou deverá ele também processar todos aqueles que tiveram a "desfaçatez" de o desmascarar perante a utilização ABUSIVA de um "título" que não tem nem teve, tal como ao FALSO título de engenheiro utilizado por José Sócrates INDEVIDAMENTE no portal do governo, e não só, retirado de pantufas pela calada da noite, com peso na consciência?

Este é de facto, e infelizmente, o Portugal que temos, o Portugal socialista, o Portugal de Abril.

Mas ainda bem que o professor António Balbino Caldeira foi processado, pode ser que ao menos assim se possa fazer justiça e todos saibamos QUEM É verdadeiramente José Sócrates. A minha solidariedade ao professor António Balbino Caldeira e ao seu advogado José Maria Martins.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O DESVARIO DOS SOCIALISTAS

.


Alguma coisa deve estar tremendamente confusa na cabeça dos socialistas e do ex-engenheiro José Sócrates. Eles não perceberam que não são nenhuma comissão liquidatária dos dinheiros e património públicos em nome dos ‘superiores interesses da economia’
Miguel Sousa Tavares
A partir do final dos anos 30, o Estado Novo lançou-se na volúpia das grandes obras públicas. Sob o comando de Duarte Pacheco, acumulando o cargo de ministro das Obras Públicas com o de presidente da Câmara de Lisboa, lançaram-se os grandes projectos emblemáticos do regime, ao estilo arquitectónico grandiloquente do fascismo italiano: a Gare Marítima de Alcântara, o Estádio Nacional, o Técnico, a ponte de Vila Franca, o aterro de Belém, destinado a preparar o terreno para o que viria a ser o culminar dessa imensa demonstração de capacidade de realização e ‘modernismo’: a Grande Exposição do Mundo Português, de 1940. Lá longe, no outro extremo da Europa, também o estalinismo se lançava nos grandes projectos megalómanos servidos por uma arquitectura monumental e esmagadora, como que destinada a mostrar aos cidadãos que eles nada eram ao pé da dimensão imensa do Estado.
Não pretendo que as grandes obras públicas dos países pobres tenham apenas uma função de propaganda dos regimes. Muitas foram e continuam a ser úteis, mas todas elas ilustram duas crenças comuns à direita e à esquerda: a crença de que para muitos males nada melhor do que poucas e grandiosas soluções, de que as obras públicas monumentais são o instrumento mais apetecível; e a crença de que o Estado é o motor da economia. Portugal conhece várias destas demonstrações, saldadas por outros tantos elefantes brancos: Sines, Cahora-Bassa, Alqueva, a Exponor, o CCB. Todos os dias pagamos a factura dessas ilusões.
Eu acredito, pelo contrário, que, para muitos males simultâneos, devem existir muitas e adequadas soluções. Parece-me fácil e barato pôr termo às condições miseráveis e degradantes que ainda se vivem em tantos hospitais públicos; parece-me fácil e barato acabar de vez com as condições de vida humilhantes de tanta gente nas grandes cidades, aproveitando os terrenos públicos, em lugar de os entregar à especulação imobiliária.
O que me custa a entender é que se queiram gastar biliões num aeroporto novo cuja necessidade está por provar, e mais uns biliões num TGV para o qual se desconfia que não haverá utilizadores que o justifiquem, ao mesmo tempo que há gente a viver como nos subúrbios de África e a tratar da saúde em hospitais que parecem saídos da Idade Média. Custa-me a aceitar a convivência entre o luxo e a miséria, entre um país pobre e um Estado esbanjador.

Os nossos socialistas ‘modernos’ têm dois fascínios fatais: as obras públicas e os interesses privados. A simbiose que daqui resulta é a pior possível. O Estado, empenhado em mostrar grande obra a qualquer preço, contrata com os grandes interesses privados tudo e mais alguma coisa: as estradas, as telecomunicações, o ensino, a saúde, a defesa. E dá de si tudo o que tem para dar: terrenos e dinheiros públicos, património e paisagem, empreitadas e fornecimentos, concessões e direitos de toda a espécie. A confusão de funções, de papéis e de interesses entre o público e o privado que daqui resulta é total e perturbante.
Anteontem, na apresentação do TGV (e tal como já havia sucedido com a da Ota), o Governo falou, não para o país ou os seus representantes, mas para uma plateia seleccionada dos grandes clientes privados dos negócios públicos: bancos, seguradoras, construtoras, empresas de estudos, gabinetes de engenharia e escritórios de advocacia.
E o discurso foi lapidar: “Meus amigos: temos aqui 600 quilómetros de TGV a construir e dez mil milhões de euros a gastar. Cheguem-se à frente e tratem de os ganhar!”.
Dois dias antes, na Assembleia da República, o PS uniu-se como um todo para votar contra a proposta do PP, apoiada por toda a oposição, para que o estudo de uma alternativa à Ota contemplasse também aquela que é a solução que o bom-senso defende: a da chamada Portela±1. No dia seguinte, no ‘Público’, o americano do MIT Richard Neufville, uma autoridade mundial em aeroportuária, explicava por que razão a questão do aeroporto de Lisboa se resolveria melhor e infinitamente mais barato com o simples aproveitamento de uma pista já existente e a construção de infra-estruturas mínimas e eficazes para as «low-cost». Mas os deputados socialistas, representantes nominais do interesse público, não querem sequer que a solução seja considerada.
Porquê?
A resposta só pode ser uma: porque na Ota e no TGV estão em jogos muitos interesses, muitos biliões, que o Governo promove e protege e que o partido compreende.
Temos agora a questão do TGV. Das três linhas previstas - Porto/Vigo, Porto/Lisboa e Lisboa/Madrid -, apenas a Porto/Lisboa se mostra necessária e eventualmente rentável - e isto porque a experiência de um anterior governo socialista com os ‘pendulares’, após milhões investidos e estudos feitos, se revelou um fiasco. Mas Porto/Vigo e Lisboa/Madrid ninguém sabe para que servirão. Não há estudos sobre a utilização prevista e a relação custo-benefício da sua construção. Depois de tranquilamente nos esclarecerem que, quanto aos custos de construção, a hipótese de a sua amortização ser realizada com as receitas de exploração é “totalmente para esquecer”, a própria secretária de Estado dos Transportes duvida de que, por exemplo, a linha para Madrid consiga ser auto-sustentável. Ou seja, depois de um investimento de dez mil milhões de euros a fundo perdido, preparam-se para aceitar tranquilamente um défice permanente de exploração.
Quanto é que ele poderá vir a ser, ninguém sabe, porque não se estudou o mercado para saber se haverá passageiros que justifiquem três comboios diários para Madrid. Mas, para que os privados, que ficarão com a concessão por troços, não se assustem com a vulnerabilidade do negócio, o Governo garante-lhes antecipadamente o lucro, propondo-se pagar-lhes segundo a capacidade instalada e não segundo a capacidade utilizada.
Isto é, se num comboio com trezentos lugares só trinta forem efectivamente ocupados, o Governo garante às concessionárias que lhes pagará pelos 270 lugares vazios. Todos os dias, três vezes ao dia para Madrid e eternamente, até eles estarem pagos e bem pagos. Eis o que os socialistas entendem por ‘obras públicas’ e ‘iniciativa privada’!
Alguma coisa deve estar tremendamente confusa na cabeça dos socialistas e do engenheiro José Sócrates. Eles não perceberam que não são nenhuma comissão liquidatária dos dinheiros e património públicos em nome dos ‘superiores interesses da economia’ (agora, vai a ria de Alvor, em projecto PIN...). Eles não perceberam que o interesse público não é construir aeroportos e comboios de luxo de que o país não precisa, para ‘estimular a economia’ e encher de dinheiro fácil empresários que não sobrevivem sem o Estado; que não é entregar todo o património natural e a paisagem protegida a especuladores imobiliários sem valor nem qualificação; que não é ‘emprestadar’ o CCB ao comendador Berardo para lhe resolver o problema de armazenamento da sua colecção de arte.
Se isto é a esquerda, que venha a direita!
.

NO (DES)GOVERNO SOCIALISTA - ALTERNATIVAS PARA O TGV

.

Acho interessante o Editorial do Jornal Expresso desta semana - 23.06.2007 - que aproveito para reproduzir

Alternativas para o TGV Por coincidência, ou não, na mesma página em que o ‘Diário de Notícias’ publicava um trabalho sobre o TGV, um anúncio da empresa Vueling - uma «low cost» da Iberia - oferecia voos para Madrid a partir de 30 euros, com tudo incluído. Este facto é suficiente para se entender a pressão de custo e comodidade que existe, já hoje, sobre o transporte ferroviário de alta velocidade.
Recorde-se que, no início da discussão do TGV, o preço referenciado para uma viagem Lisboa-Madrid rondava os 100 euros. Hoje, uma companhia aérea propõe o serviço por menos de um terço.

Claro que existem outros factores a ponderar, nomeadamente o transporte de mercadorias (embora se duvide desta urgência de enviar contentores a 300 km/hora). Há ainda, talvez, o argumento mais sólido: o da ligação de Portugal à rede europeia de Alta Velocidade.
Mas, tendo em conta o investimento (cerca de oito mil milhões, mais do dobro do que o aeroporto), ele tem de ser muito bem pensado e discutido. Caso contrário, estaremos, uma vez mais, a fazer figura de novos ricos, como um dos protagonistas de um livro de Steinbeck que, morando num bairro de lata sem electricidade, todos os dias ‘aspirava’ a casa só para mostrar que tinha aspirador.

Se a ligação europeia ainda é discutível, a ligação ao Porto é totalmente questionável. Sendo esta ligação mais cara do que a de Lisboa a Badajoz, e apesar de retirar mais de uma hora ao percurso (comparado com os pendulares), é duvidoso que este investimento tenha racionalidade.
Mas também nada obriga a que a ligação portuguesa à Alta Velocidade se faça obrigatoriamente a partir de Lisboa ou do Porto. Por vezes, é o costume de raciocinarmos como um país rico e grande que nos impede de chegar a conclusões com bom senso.

.

COMO SE CHAMAM OS APOIANTES DO EX-ENG. JOSÉ SÓCRATES?

.
VAMOS LÁ A VER SE A MALTA NÃO LEVA UM PROCESSO DISCIPLINAR POR CAUSA DISTO…


...SÓCRETINOS...
.

O ZÉ FAZ FALTA ... MUITA FALTA!!!!

O Zéquinha Sá Fernandes
SABIAM QUE este Zéquinha custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês?
Pois é, para sustentar as influências deste Zéquinha andamos a pagar do nosso bolso a onze "desgraçados", entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo -tudo a recibo verde.

"O Zé faz falta!" -- Faz?
Claro que sim: faz a maior falta a estas 11 encomendas!

Se não vejamos:

CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOAS

Nome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)

Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação -1.530 ,00
Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) - Renovação - 2.000.00
António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00
Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) - Renovação - 2.500,00
Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação -1.530,00
Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00
Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00
Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00
Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação -1.530 ,00
Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
O Assessor Carlos Marques da Silva é o líder da bancada de deputados do BE na Assembleia Municipal de Lisboa.
Ou seja, para além do ordenado de assessor do Sá Fernandes, ainda ganha quase 79 € por cada reunião da Assembleia ou das Comissões.
Viva a esquerda caviar!
O ZÉ mais estes Zezinhos e estas Zezinhas só fazem falta à ....

E não se esqueçam de que este Zéquinha é vereador sem pelouro.
Imaginem se alguma vez chegar a ter um!...

SÓCRATES - AUTORITÁRIO, DESPÓTICO, IRRITADO, ENERVADO e ... ALDRABÃO

Enfim, só!
Por António Barreto- J. Público


Magistralmente explicado por António Barreto, o perfil ditatorial do actual primeiro ministro, o pseudo licenciado, José Sócrates Pinto de Sousa.
Um sereno e verdadeiro retrato do que está a acontecer ao nosso país sobre a égide de um ditador socretino.
A Democracia???? portuguesa está a ser vendida a retalho!

"A SAÍDA DE ANTÓNIO COSTA para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal. A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro . Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.

Manuel Alegre resiste, mas já não conta. Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão. Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates . Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.

Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado. Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo . Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.

O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.

Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer.

Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível.
Mas não é boa notícia.
É sinal da impotência da oposição.
De incompetência da sociedade.
De fraqueza das organizações.
E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade."

"Público" de 27 de Maio de 2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O PROFESSOR TITULAR

O «Professor Titular» visto pel'A BOLA"


As nossas escolas lançam-se, definitivamente, na arrojada experiência do mundo da bola.
Com uma Ministra apostada em ser um género de Scolari da educação, o Ministério investe na divisão sectarista entre(professores) titulares e suplentes.
Os titulares serão, então, convocados à luz de uma escolha surpreendente.
Mais importante do que saber dar aulas e ter sucesso na relação educativa com os alunos, interessará saber como pisar a alcatifa dos gabinetes, ter prática de carreira burocrática fora da sala de aulas e, acima de tudo, não ter tido lesões que obriguem a paragens mais ou menos longas no Campeonato, mesmo que por culpa de qualquer sarrafada alheia.


A táctica é, pois, não ter vida para além do dever.
O destino é entregar a titularidade professoral aos mais dignos ratos de sacristia.
Por isso, não bastará saber marcar golos.
E, tal como em alguns clubes de futebol manhosos, é preciso não esquecer de elogiar o presidente e ser de uma fidelidade canina ao treinador.


"Do jornal A BOLA (pág.9 - Vítor Serpa, Director do jornal)

CONTAS SUSPEITAS QUANTO À ORIGEM DOS FUNDOS ...

... Estão, pelos vistos a ser devolvidos a governantes, inclusivamente, alguns deles já falecidos:
Mobutu Sese Seko (Congo) - 6,1 milhões €
Sani Abacha (Nigéria) - 560 milhões €
Jean Claude Duvalier (Haiti) - 4.5 milhões €
Ferdinando Marcos (Filipinas) - 824 milhões €
Benazhir Bhutto (India) - 39-63 milhões €
José Eduardo dos Santos (Angola) - 79 milhões €
Vladimiro Montesinos (Peru - Serviços secretos) - 84 milhões €
Nursultan Nazarbavev (Casaquistão) - 158 milhões €

Tantos milhões ...
Teriam eles já nascido ricos?

quarta-feira, 20 de junho de 2007

DREN - DESPACHO DE ACUSAÇÃO AO PROFESSOR CHARRUA

Afinal, o ex-engenheiro José Sócrates, licenciado a um Domingo, continua a ser formal e descaradamente tratado como engenheiro. Entretanto, o sistema de bufaria montado pela "democracia" que nos governa é evidente.


Despacho de acusação


----------Vista e ponderada a prova constante dos autos e na qualidade de instrutor do processo disciplinar N° 496/2007.A.J./DREN, instaurado por despacho da Senhora Directora Regional de Educação do Norte, datado de 23/04/2007, através do qual o signatário foi igualmente nomeado para o desempenho daquelas funções, deduzo, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 57°, n°2 do Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração Central, Regional e Local, aprovado pelo decreto-lei nº 24/84, de 16 de Janeiro, contra o arguido, Dr. Fernando António Esteves Charrua, professor do quadro de nomeação definitiva, do Grupo de Inglês, da Escola Secundário Carolina Michoelis, Porto, o qual se encontrava, à data da prática dos factos, requisitado na Direcção Regional de Educação do Norte, o seguinte artigo único de acusação:



ARTIGO ÚNICO


----------1. No dia 19 de Abril de 2007, pelas 13H30, nas instalações da Direcção Regional de Educação do Norte, o Dr. Fernando António Esteves Charrua, ora arguido, e o Dr. António Basílio, Director de Serviços de Recurso Humanos da DREN e superior hierárquico imediato daquele, encontraram-se com o Dr. Rolando Silva e o Eng. Rogério Correia, ambos Assessores da Direcção, e com o Eng. Manuel Oliveira, Director Regional Adjunto de Educação do Norte, no exterior do gabinete da assessoria à direcção, situado no primeiro andar, defronte às escadas centrais da DREN;

----------2. O arguido entrou, com o Dr. Rolando Silva no gabinete da assessoria à Direcção, enquanto o Eng. Rogério Correia e o Dr. António Basílio, permaneceram no exterior a conversar e o Eng. Manuel Oliveira se afastou, dirigindo-se para o seu gabinete de trabalho, situado no mesmo andar, a cerca de 8 metros;

----------3. Dentro do gabinete de assessoria da Direcção, o arguido questionou o Dr. Rolando Silva sobre o “Programa Connectar” e, dirigindo-se ao Eng. Rogério Correia, que entretanto havia entrado nesse gabinete, perguntou-lhe em tom jocosos “então também és engenheiro da Independente?”

----------4.0 arguido comentou ainda em tom de brincadeira, com o Dr. Rolando Silva que “Já não precisava da licenciatura, mas caso pretendesse bonificar na carreira, o poderia requerer, mas apenas por fax.”, aludindo, igualmente de forma jocosa, à questão da licenciatura do primeiro-ministro, Eng. José Sócrates;

----------5. De seguida, o arguido dirigiu-se para a saída do gabinete de assessoria da Direcção e, ao sair, com a porta aberta, e na presença do Dr. António Basílio que permanecia no exterior do gabinete, local de passagem de funcionários da DREN e de acesso, condicionado, a utentes externos, proferiu, de forma perfeitamente audível, a frase “somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta

----------6.Todos os que se encontravam presentes no local, o Dr. Rolando Silva e o Eng. Rogério Correia no interior do gabinete de assessoria da direcção e o Dr. António Basílio, no seu exterior, perceberam, em face do contexto em que a conversa se vinha desenrolando, que o arguido apelidou, com um sentido depreciativo e injurioso, o Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates, de “filho da puta

----------7.Com o comportamento atrás enunciado nos pontos 5. e 6., livre e conscientemente assumido pelo arguido, demonstrou o mesmo, grave desinteresse pelo cumprimento dos deveres gerais de lealdade e correcção, previstos, respectivamente, nas alíneas d) e f) do nº 4 e números 8. e 10., todos do art° 3° do Estatuto Disciplinar, traduzindo essa sua conduta, infracção disciplinar prevista e punida pelo nº 1 do art°24° do Estatuto Disciplinar, com a pena de suspensão.

A aplicação da pena, é nos termos do disposto no art. 41° do Estatuto Disciplinar e do n° 2 do art. 1160 do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-lei n° 1/98, de 2 de Janeiro, republicado pelo Decreto-lei no 15/2007, de 19 de Janeiro, da competência da Senhora Directora Regional de Educação do Norte.

Fixo ao arguido o prazo de quinze dias úteis, a contar do primeiro dia útil seguinte àquele em que receber cópia desta acusação para, querendo, por si ou por advogado constituído, consultar o processo e deduzir a defesa que entender, oferecendo a prova testemunhal e documental que julgar necessária, tudo nos termos dos art°s. 61°., 62°. e 63°. do Estatuto Disciplinar.

O processo disciplinar encontra-se à disposição do arguido ou da sua advogada constituída nos autos, na Escola Secundário Carolina Michaelis, Porto, à ordem do instrutor, onde poderá ser consultado dentro das horas regulamentares de serviço, podendo igualmente ser confiado à ilustre mandatária, nos termos e sob a cominação do disposto nos artigos 169° a 171° do Código de Processo Civil, por remissão do art° 62° do Estatuto Disciplinar.








segunda-feira, 18 de junho de 2007

ESGUEIRA - CANDIDATA ÀS 7 MARAVILHAS DE PORTUGAL

Como morador em Esgueira, posso-me considerar uma pessoa feliz porque finalmente, temos uma obra de vulto, que não é apenas candidata a uma das 7 Maravilhas de Portugal mas antes, uma verdadeira e séria candidata à vitória final.

De facto, não é qualquer ponte que já mereceu honras de Telejornal em todas as estações televisivas.
No dia da sua inauguração oficial, a ponte sobre a linha de caminho de ferro que liga Aveiro ao norte, foi encerrada. A inclinação foi considerada excessiva e várias foram as imagens na TV que mostraram algumas pessoas a subirem a pé com a bicicleta na mão isto é, com a bicicleta "às costas".
Uma obra de engenharia notável, a cair praticamente em cima da rotunda e a obrigar, por isso (?) a uma inclinação com cálculos "de matar a cabeça", ao nível de um engenheiro, provavelmente diplomado ao Domingo, com 4 cadeiras feitas por um professor amigo numa Universidade Privada com média de 17, já que na pública não conseguia passar do 12
































































E, portanto ...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

PINTO DA COSTA APITAVA EM CÓDIGO


ESCUTAS

"Quer fruta para dormir. (...) O homem que vai ter consigo esta tarde. (...)
O JP. Pediu-me rebuçados para a noite. E café com leite.”
António Araújo, falando com Pinto da Costa, já no dia do jogo


"Só estou a dar-lhe... dar conhecimento ao presidente, se não isto fica.... eu estou sempre ao dispor, também não há necessidade.” António Araújo, ainda em conversa com Pinto da Costa


“Já mandei a fruta. (...) Diga que sim senhor. A fruta já foi mandada.” Pinto da Costa, para António Araújo


Pois é, Pinto da Costa confirma estes telefonemas, só que diz que tudo aquilo eram códigos ... fruta, por exemplo, queria dizer dinheiro e quem disser que queria dizer prostitutas, é mentiroso. Que necessidade teria ele para estar a falar por códigos? Estranho.

Há ainda quem diga, tal como Pinto da Costa, que que nessa altura o FCP já tinha 11 pontos de avanço e portanto não havia necessidade de um "pagamento em géneros" para esse jogo. Esquecem-se que há sempre muitos pagamentos que se fazem ... atrasados, e alguns até com juros! Seria o "café com leite" os juros de pagamentos atrasados?

Esquecem-se que quando o Carlos Calheiros da AF Viana do Castelo, foi a figura central do caso da viagem paga (750 mil escudos) ao Brasil, alegadamente financiada pelo FC Porto através da agência Cosmos, que o Ministério Público confirmou ter existido corrupção, já o campeonato tinha acabado e estávamos em plenas férias de verão? Como não podia deixar de ser, o CD da FPF decidiu arquivar o processo por falta (!), alegadamente de meios (!?) para investigar, dada a promiscuidade que sempre existiu lá dentro.

Esquecem-se igualmente que a 29 de Junho de 1994, José Guímaro, da Associação de Futebol de Coimbra, foi detido preventivamente após ouvido por um juiz após Reinaldo Teles ter sido apanhado em escutas telefónicas alegadamente a negociar com o árbitro o pagamento dos «quinhentinhos»

De facto, é curioso como todas as estórias rocambolescas de corrupção no mundo subterrâneo e promiscuo do futebol recaem sempre no mesmo destinatário - o FCPorto e/ou Pinto da Costa. É a teoria da cabala, dizem os portistas (alguns), mas o que é curioso é que todos eles não põem as mãos no fogo pelo presidente e reconhecem-lhe pessoa para "manobras" menos lícitas que toda a gente conhece. Curiosamente, a imprensa, principalmente a desportiva, assobia para o ar. Basta ver as primeiras páginas e interiores, sempre que alguma notícia sobre o apito dourado surge.

A foto da gravura é do Correio da Manhã, não é de qualquer jornal desportivo, não.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

REPÚDIO E INDIGNAÇÃO E, A FALTA DE RESPEITO PELOS PROFESSORES


Desculpem os Srs. responsáveis pela informação em Portugal, mas estou absolutamente incomodada ao dar conta da passividade e ignorância, da surdez e cegueira dos mass media face a certos acontecimentos que se sucedem por este Portugal fora…
Já vi noticiários a abrirem com as «famosas façanhas» de indivíduos que estão em quintas das celebridades (?)… no “big brother” e outras anormalidades que vão acontecendo neste mundo, cada vez mais miserável, mais pobre em ideias, em sentimentos e em valores… Porém, a morte de uma Professora, vítima de leucemia, obrigada a trabalhar até à morte, porque acharam, certos Senhores, a bem do cumprimento de certas políticas sociais justíssimas, que essa professora não só se encontrava capaz de trabalhar, como AINDA, não reunia os requisitos para a reforma – apesar dos seus 63 anos, apesar dos 30 anos de serviço e apesar da leucemia que a consumia - não faz notícia.
É impressionante como é que não há uma única notícia QUE SE VEJA e que produza eco nas consciências das pessoas. A que preço querem o avanço de um país??? E que avanço se pretende??? Económico??? Só pode ser meramente económico porque, de facto, basta sair à rua para nos confrontarmos com a desumanização crescente… E o mais grave é a desumanização das políticas governativas que vão grassando neste país.
No campo da educação, o exemplo é flagrante, gritante.
Numa área tão crucial como esta, em que mais do que conhecimentos se transmitem valores e princípios, em que se pretende educar para a cidadania e, onde, nas mais diversas circunstâncias se apregoam os valores humanos, os Direitos do Homem, em que se fazem actividades cujo objectivo é alertar as mentes dos nossos jovens para o respeito efectivo da vida humana, eis-nos, no entanto, num país terceiro mundista que, atrelados à Europa nada mais sabe fazer do que copiar modelos de um modo acrítico, de um modo irreflectido, sem uma avaliação da realidade Portuguesa…. POR FAVOR, Srs Governantes, por FAVOR Sra Ministra da Educação….ABRAM OS OLHOS E VEJAM; ouçam quem sente, quem sabe, quem vive as realidades que os senhores só conhecem teoricamente, sentados confortavelmente nos seus gabinetes, surdos e cegos por motivos escusos.
Ninguém com bom senso, com conhecimento de causa pode ver boas intenções em certas medidas que estão a ser tomadas; ninguém, cuja cor política seja ou não rosa, com uma consciência moral bem formada é capaz de não ficar indignado com tanta ignorância, crueldade e falta de justeza. Subtilmente, violam-se direitos fundamentais; com subtileza, se fez querer que a classe docente é uma classe rasca; com subtileza, desprezou-se o trabalho nobre de um professor…. Sim, NOBRE! Somos professores, somos pais, somos educadores, somos animadores sociais, somos psicólogos, somos amigos….
Basta de tanto cinismo; basta de tanta prepotência; basta de tanta surdez mal intencionada…. EU QUERO SER OUVIDA… Os professores, como qualquer outra classe, merecem respeito. De facto, e mais do que nunca, ser professor é assumir uma vocação.
Termino, imaginando o que, ao lerem este artigo, estarão a pensar e a dizer todos aqueles que vêem os professores como uma classe cheia de «benesses», como uma classe de «calões», que nada fazem…A esses respondo com três afirmações/apelo: 1º O Todo nem sempre é igual às suas partes (conseguiram perceber??); 2º Se duvidam, porque não experimentam?; 3º Quem sabe o que sabe, deve-o aos seus mestres!
Eu sou professora, não por obrigação, mas por vocação.
Por amor à profissão e aos meus alunos já abdiquei de muita coisa.
Por ela, já estive dois anos consecutivos a 530 km da minha família, da minha filha com dois anos de idade; por ela, encontro-me ainda, a 116 km da minha origem; por ela, raros são os fim-de-semana gozados.
Por isso, haja respeito!!!
Carla Luísa Gouveia
(Professora de Filosofia)

quinta-feira, 7 de junho de 2007

OS TRÊS MALANDROS - O ÚNICO SOSSEGADO E COM JUÍZO, ERA EU!

Conhecemo-nos em Luanda enquanto estudantes e neste fim de semana, encontrámo-nos num almoço de aniversário organizado pelo Pedro Freitas e, matámos saudades. Aqui estão os malandros que vaguearam por Luanda em vez de estudarem - o Soba, sentado, a olhar de lado, o Trindade que apanhado pela "pelingrafia" apenas lhe restava sorrir, e o Mota, a fazer de conta que não é nada com ele. O único que, de facto, parece que tinha juízo, era EU.
O Soba, desculpem, o Eduardo Costa Marques, enganava toda a gente. Tanto andava, tanto andava, que sempre conseguia o que queria. Ainda hoje não percebo como foi possível ter tido tantas namoradas. E não há problema dizer isso aqui porque a Maria, sua esposa, sabe muito bem do que a casa, ... gastou.
De tal forma enganava, no seu modo mais "soft" já muito batido e treinado, que quando chegou a Portugal, tornou-se político.
Só podia mesmo.
Por alguma coisa sempre foi o SOBA e, por mais voltas que a terra dê, sempre será ... SOBA.
O Eduardo Trindade, era o mais velho, chicoronho como eu, menos dado aos "malabarismos" do nosso Soba. Com ele partilhei um acidente quando nos deslocámos num fim de semana de Luanda para Sá da Bandeira (mais de 2.000km) para ... namorar.
"Gandas" Malucos!
Tanta pontaria fez que enfiou o Autobianchi debaixo de uma camioneta que estava parada na estrada. No resto da viagem, apanhei o maior frio da minha vida. Ah ... ninguém se magoou!
O Francisco Manuel dos Anjos Mota, era um rapaz especial. Ainda hoje é. Comprou um Austim 1300 em segunda mão, mas era sempre muito complicado andar com ele no carro. Nem respirar podíamos para não embaciarmos os vidros. Para fecharmos a porta tinhamos de a bater com conta-peso-e-medida. Nem mais, nem menos, era aquela "dose". Para entrarmos no carro, tínhamos de bater com os sapatos um no outro fora do carro para não levar areias ou coisa que o valha, lá para dentro. E quando as coisas não eram exactamente como ele queria, tinhamos de o ouvir "rezar baixinho" a noite toda.
Cada dia que ele parava à hora combinada para irmos passear, havia sempre uma norma nova a cumprir no carro. E para azar dele, era o único benfiquista, coitado.
Falta-me ainda uma companhia que não está aqui na fotografia, faltou ao encontro - o Francisco Lourenço Martins Teófilo que dividia o apartamento comigo, próximo do Kinaxixe. O Homem dos sete ofícios. Não perdeu essa mania ainda hoje e, tanto é possível vê-lo numa orquestra de música, como num trabalho de topografia. É um professor reformado mas continua nas suas 7 quintas: fala com TODOS, fala de TUDO e ... conhece TODA A GENTE. Quando pede alguma explicação a alguém, quem estiver ao longe, até parece que é ele quem está a explicar. Utiliza melhor as mãos e os braços para falar que o Pinto da Costa o telemóvel para comunicar com árbitros.
Uma vez caiu de um hangar de aviões da Força Aérea com mais de 8 metros de altura. Partiu-se todo. Quando numa bela tarde cheguei a casa, encontrei-o cheio de febre a delirar. Mas, está vivo!
Sobro EU, obviamente.
Bom rapaz, atinado, controlava os excessos do grupo, não gostava de confusões, procurava deitar-me sempre cedo, estudante aplicado, cumpridor de horários.
Era a referência do grupo ... ehehehehe
Mas pronto, com tanta tropelia, tanta tropelia, são amigos do peito.

NEM NA MORTE, SE RECONHECE DIGNIDADE AOS PROFESSORES

Até parece que nos querem desumanizar!
Os últimos exemplos que o governo tem estado a transmitir ao povo português são não apenas de uma tremenda desumanidade mas de um vergonhoso oportunismo, pouca vergonha na cara e descaramento pela mentira e pela batota.
Neste último caso, todos conhecemos o VERGONHOSO processo do Diploma da Farinha Amparo tirado por Sócrates a um Domingo que mete pelo meio, documentos falsificados na AR e na CM da Covilhã.
Ficou impune. Apesar da MENTIRA, da FALSIDADE e do OPORTUNISMO não teve qualquer VERGONHA naquela cara e continua como se NADA tivesse feito.
Quanto à desumanidade, este exemplo da professora Manuela Estanqueiro, com leucemia, em estado terminal de doença, ter de ir trabalhar 31 dias para não perder o vencimento nem a reforma, ultrapassa, infelizmente tudo isso.
E ultrapassa porque METE NOJO.
O ex-engenheiro Sócrates, todos sabemos que mente, é mentiroso, faz batota, é batoteiro, procura o caminho mais fácil, é oportunista ... e por aí em diante.
Contudo, o que acaba de se passar no Ministério da Educação, abreviando a morte a uma docente é SELVAGEM, é, eu diria mesmo, ASSASSINO.
Tal como em Auschwitz, também para o Ministério da Educação, a VIDA não tem valor. Os nazis, não fariam melhor.
Aquilo que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues nos transmite, são valores de desprezo, de imbecilidade, de afrontamento, de arrogância, de maldade ... por isso, não é para admirar que até aqueles que são e foram educadores toda a vida, com princípios e valores nobres, entendam e reconheçam que há de facto muitos filhos da puta à solta ao cimo da terra que mereciam que lhes caisse o céu em cima e que a terra lhes fosse pesada.
A argumentação de que "filho da puta", possui um significante próprio em Trás-os-Montes, foi utilizada por Armando Vara quando era arguido num processo de injúrias. O tribunal não deu provimento a esse argumento portanto, não há azar, não me mandam para a biblioteca!
Que humanidade é possível encontrar em quem desde sempre desprezou e procurou penalizar a gravidez das professoras, considerando essas faltas para efeitos de avaliação?
Às vezes até me questionava se essa dita senhora MLR, como ela julga ser, alguma vez teve filhos?
Que humanidade é possível encontrar em quem pela morte de um parente mais próximo de um professor (pai, filho, conjuge) entende que acompanhá-lo à ultima morada é superfluo e deve ser um gesto atrevido, e como tal, merecedor de castigo?
Questiono-me igualmente muitas vezes que faria ela se essa desgraça lhe batesse à porta.
Muito provavelmente faria como o mentiroso do primeiro ministro José Sócrates que quer que os outros sejam rigorosos e excelentes e ele, pela socapa e às escondidas lá se foi arranjando, saltitando de escola em escola, até ao ... diploma final conhecido.
E se ela já assim pensava, porque nos admiramos que a professora Manuela Estanqueiro tenha sido obrigada a trabalhar até morrer? Moribunda e a trabalhar, em estado terminal perfeitamente diagnosticado!!!
Ao fim e ao cabo o que interessa são numeros, pois claro, é menos 1 professor com mais de 50 anos, menos 1 titular, menos uma reforma a pagar a quem descontou toda a vida. Isto SIM, isto é que tem interesse e faz toda a diferença.
Porque nos admiramos se nem sequer aos colegas da mesma escola onde ela trabalhou para o Estado durante anos, tenha sido dada uma dispensa de 1 hora apenas para que fosse possível acompanhá-la à sua ultima morada
E se a Ministra não nos respeita, não dá valor à vida, que respeito merece ela?
Não se admire pois, que tenhamos TAMBÉM todo o direito de a tratar da mesma forma, pensando que ela é exactamente aquilo que eu agora mesmo estou a pensar que ela, DE FACTO, É!

PROFESSORA DOENTE OBRIGADA A TRABALHAR

Aveiro : Dada como apta para o serviço
Professora doente morre a trabalhar



Teresa Silva diz que os últimos dias da mãe, Manuela Estanqueiro, professora de Educação Tecnológica em Aveiro, foram marcados pelo sofrimento

Uma professora da Escola Básica 2/3 de Cacia, em Aveiro, a quem há pouco mais de um ano tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu no passado sábado, sem que a aposentação, pela qual batalhara, tivesse sido oficialmente decretada.

Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha sido notícia no CM em Fevereiro, quando a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a obrigou a regressar ao trabalho, sob pena de perder o vencimento.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

ALCOCHETE

Para quem pensava que José Sócrates não é um polivalente ...


terça-feira, 5 de junho de 2007

MARGEM SUL - UM EXEMPLO A SEGUIR

O metro para a Margem Sul já está a funcionar

segunda-feira, 4 de junho de 2007

EXEMPLAR - OBRIGADA A TRABALHAR PARA MORRER MAIS DEPRESSA

Foto retirada de wehavekaosinthegarden
MORREU A MANUELA ESTANQUEIRO

A Manuela Estanqueiro foi minha vizinha e colega em Aveiro, da mesma escola secundária, antes de se mudar para Cacia.

A Manuela é aquela professora que tendo uma leucemia, foi obrigada a ir trabalhar há 3 meses atrás, quando já se encontrava em estado terminal.

Hoje, foi a enterrar às 15.30h

À Teresa, sua filha e ainda minha colega de escola, o meu sentido pesar pelo acontecimento.Este é o Ministério da Educação que temos, a humanidade e o carinho que todos sentimos diariamente.

Assim, sim, até dá vontade de trabalhar!!!E depois não querem que se chamem nomes ou falem mal dos ministros.

Se o Pluto é filho da Pluta, porque razão a Ministra e o Sócrates também não podem ser filhos das suas mães?

ISTO FAZ-SE?

CAMBADA de IRRESPONSÁVEIS e INCOMPETENTES que desgovernam este país e nos sequestram e amordaçam. É o MÍNIMO!!!!!

Em 22/02/2007, a notícia vinha AQUI


Com leucemia - Professora obrigada a dar aulas

Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento. "Sinto-me muito injustiçada. Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso", salientou a professora ao CM.

ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA

O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. "Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro."

A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica "abalada psicologicamente". "Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer", diz. Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação " da qual já apresentou recurso" só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnostica.

Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando "a tinha até Outubro de 2008".


Que na morte possa ter a Paz que este governo vergonhosa e ordinariamente lhe ROUBOU nos últimos meses de vida.

Até aos seus colegas, na casa onde ela serviu o Estado durante anos, NÃO LHES FOI PERMITIDO uma mísera dispensa de 1 hora para a acompanhar à sua última morada.


Um NOJO.


Que Deus não bata à porta de familiares da Ministra da Educação nem do primeiro ministro José Sócrates que o que sabe de melhor é tirar Diplomas na Farinha Amparo.

Para aí, tem a esperteza toda.

PROFESSORA COM LEUCEMIA, OBRIGADA A DAR AULAS

Há 3 meses, a Professora Manuela Estanqueiro, minha vizinha e colega de escola até há pouco tempo, foi obrigada a ir trabalhar sob pena de perder o vencimento. Ficou sem a baixa médica que mantinha há quase 2 anos por causa de uma doença grave que lhe foi detectada - LEUCEMIA.
Hoje, 4 de Junho às 15.30 horas, a Manuela Estanqueiro foi a sepultar no Cemitério da Gafanha da Nazaré, em Aveiro.
Este é o Governo que temos, o Ministério da Educação que temos, o sentido de humanismo que nos transmite. Não é coisa para admiração depois da Ministra ter dito aos professores que as faltas por nojo, penalizam qualquer um na avaliação escolar. Professor que lhe morra um filho, um pai ou o cônjuge, tem de ir dar aulas, se for ao funeral, fica penalizado.
Sem querer mal à Ministra, gostava de saber como ela faria se esse azar lhe batesse à porta.
Tal como o Sócrates que quer a excelência e o rigor, ... mas é para os outros.
Quem não conhece o seu diploma que lhe saiu na Farinha Amparo a um Domingo?
Sinto-me REVOLTADO!
Sinto-me ENOJADO!


22/02/2007
- Professora com leucemia, obrigada a dar aulas

Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois
anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho.
Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento.“Sinto-me muito injustiçada.
Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso”, salientou a professora ao CM.

ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA

O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. “Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro.”A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica “abalada psicologicamente”. “Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer”, diz.

Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação – da qual já apresentou recurso – só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnostica.
Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando “a tinha até Outubro de 2008”.

O MEDIATISMO COM MADDIE - AS CRIANÇAS SÃO TODAS IGUAIS?

A COMPAIXÃO MEDIÁTICA: TODAS AS CRIANÇAS SÃO IGUAIS?

Ian McEwan, no seu belíssimo romance Sábado, denuncia como uma das complicação da condição moderna, o fenómeno a que chama o círculo em expansão da compaixão moral.
Esta minha reflexão sobre o que aconteceu a Maddie não é, nem poderia ser, sobre o fundo da questão, o drama dos pais, a angústia da dúvida sobre o estado da criança, o sofrimento generalizado. Não. É sobre a forma que reflicto.
Talvez por pensar, como McEwan, que as reservas de compaixão de cada um são limitadas. Vão-se gastando. Gastam-se mais depressa sob o efeito da constante banalização do sofrimento que os media, particularmente a televisão, instituem diariamente. O excesso indiscriminado de informação sobre a desgraça alheia vai dando lugar a sentimentos de conformismo, uma passividade de espectador que nos afasta da verdadeira compaixão.
O modo como o desaparecimento de Maddie se tornou, imediatamente, um caso nacional assentou, quase só, em más razões. O nosso complexo de inferioridade, a nossa baixa auto-estima que nos colocou, voluntariamente, sob o escrutínio da opinião pública inglesa. O nosso provincianismo, desatado pelas manchetes na imprensa internacional. O medo do que irão dizer e pensar de nós. De repente, Portugal torna-se um país perigoso, o Algarve um antro de malfeitores, a nossa polícia uns incompetentes, as nossas técnicas obsoletas, os nossos meios para actuar ridículos.
O país entrou em competição consigo mesmo. Todos os dias, um novo par de olhos se junta à galeria de notáveis que nos observam, críticos e impiedosos. Li recentemente que Carlos e Camila acabam de se pôr na lista. Outro dia, zapando, vi e ouvi um esganiçado súbdito britânico que, comentando uma iniciativa da nossa polícia, afirmava que se fosse em Inglaterra tal iniciativa já teria sido tomada há muito tempo.
Para quem não queira ajudar a esta perversão informativa, que nos afasta do essencial - e o essencial é Maddie - e desgasta o melhor da genuína compaixão, a que partilha sentimentos e não tablóides, três notas úteis.
A primeira para lembrar que uns pais portugueses que deixassem sozinhos três filhos de tão tenra idade, mesmo que por motivos de força maior, como o de ganhar o pão de cada dia, seriam considerados pelas instâncias competentes (comissões de protecção, curadores, juízes...) como negligentes, senão mesmo incapazes. Ao que parece em Inglaterra não é assim.
Esta minha reflexão sobre o que aconteceu a Maddie não é, nem poderia ser, sobre o fundo da questão, o drama dos pais, a angústia da dúvida sobre o estado da criança, o sofrimento generalizado. Não. É sobre a forma que reflicto. Talvez por pensar, como McEwan, que as reservas de compaixão de cada um são limitadas. Vão-se gastando. Gastam-se mais depressa sob o efeito da constante banalização do sofrimento que os media, particularmente a televisão, instituem diariamente. O excesso indiscriminado de informação sobre a desgraça alheia vai dando lugar a sentimentos de conformismo, uma passividade de espectador que nos afasta da verdadeira compaixão.
O modo como o desaparecimento de Maddie se tornou, imediatamente, um caso nacional assentou, quase só, em más razões. O nosso complexo de inferioridade, a nossa baixa auto-estima que nos colocou, voluntariamente, sob o escrutínio da opinião pública inglesa. O nosso provincianismo, desatado pelas manchetes na imprensa internacional. O medo do que irão dizer e pensar de nós. De repente, Portugal torna-se um país perigoso, o Algarve um antro de malfeitores, a nossa polícia uns incompetentes, as nossas técnicas obsoletas, os nossos meios para actuar ridículos. O país entrou em competição consigo mesmo.
Todos os dias, um novo par de olhos se junta à galeria de notáveis que nos observam, críticos e impiedosos. Li recentemente que Carlos e Camila acabam de se pôr na lista. Outro dia, zapando, vi e ouvi um esganiçado súbdito britânico que, comentando uma iniciativa da nossa polícia, afirmava que se fosse em Inglaterra tal iniciativa já teria sido tomada há muito tempo. Para quem não queira ajudar a esta perversão informativa, que nos afasta do essencial - e o essencial é Maddie - e desgasta o melhor da genuína compaixão, a que partilha sentimentos e não tablóides, três notas úteis.

A primeira para lembrar que uns pais portugueses que deixassem sozinhos três filhos de tão tenra idade, mesmo que por motivos de força maior, como o de ganhar o pão de cada dia, seriam considerados pelas instâncias competentes (comissões de protecção, curadores, juízes...) como negligentes, senão mesmo incapazes. Ao que parece em Inglaterra não é assim.

A segunda diz respeito ao número crescente de crianças que, cada ano, desaparecem sem deixar rasto, no espaço da União Europeia: 35 mil, segundo há uns meses denunciou o Comissário Europeu responsável pala infância. É de admitir que muitas sejam raptadas por redes de pedofilia e levadas para outros países onde as espera uma vida de escravatura e terrível sofrimento. O comissário europeu fez um veemente apelo mas quase ninguém deu por isso...
Em termos absolutos e relativos, Portugal está muito aquém do Reino Unido no que se refere ao desaparecimento de crianças e aos resultados obtidos pelos respectivos dispositivos policiais. Grande parte dos pedófilos que gozam as doçuras climatéricas do nosso Algarve são de nacionalidade inglesa.

A terceira refere-se à vida quotidiana de milhares de crianças portuguesas cuja situação é de verdadeiro perigo e não de mero risco. Para além daquelas (largos milhares) que integram as famílias que vivem em estado de pobreza persistente, um número crescente de crianças portuguesas é posto em situação de perigo pelos próprios pais. Um quarto dos quais tem menos de 18 anos, fracas ou nenhumas capacidades parentais e estilos de vida que os levam da rua para a prisão e da prisão para a rua onde se dedicam a actividades ilícitas. Cresce, assustadoramente, o fenómeno do abandono. Continuamos sem saber ao certo quantas crianças estão institucionalizadas e em que condições.
O instituto da adopção continua emperrado. A falta de meios, a multiplicidade de actores e a burocracia impedem, frequentemente, procedimentos expeditos.
Estas crianças estão, à partida, condenadas a não ter futuro. De vez em quando, noticiam a morte de uma delas às mãos da própria família. Perpassa uma tão forte como efémera comoção. Não dá para mais. Essa criança não é inglesa. Carlos e Camila não sabem que ela existe.
É esta realidade, portuguesa, nossa, que nos devia envergonhar a todos. O Governo, o Parlamento, os cidadãos. Perante o escrutínio internacional mas, sobretudo, o da nossa própria consciência.

Maria José Nogueira Pinto
jurista

MICAELA REIS - MISSE ANGOLA 2007



LINDA, não é verdade?

BELEZAS E COSTUMES DE ANGOLA

Lavadeiras nas margens do rio Quanza

Muila com o filho ao colo

Calumbo - Dia de Mercado


Mucubal - foto tirada em 26 Setembro de 1957


Penteados do sul de Angola



Celeiros numa aldeia de Maquela do Zombo



Muilas do sul de Angola