BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

CHAMAR ÍNDIO A HUGO CHÁVEZ É OFENDER OS VERDADEIROS ÍNDIOS

Durante a campanha eleitoral, Hugo Chaves fez questão em tornar claro que era índio e não amerindio.
Amerindio dizia ele, foi um nome inventado pelos colonialistas espanhóis.
O regime que o presidente Hugo Chavez está a construir na Venezuela não apenas é autoritário como se propõe a criar uma nação à imagem e semelhança de seu governante de estilo centralizador, intolerante em relação a opiniões contrárias, em especial, no modo como procura transformar as instituições públicas em brinquedos pessoais e idiossincrasias que nos levam a pensar ser o "ditador perpétuo" e o protótipo do perfeito do déspota sul-americano. Segue o trilho de vários ditadores que deixaram a sua marca neste planeta ou ainda polulam incólumes por aí.
O Huginho, é um prepotente disposto a impor a sua visão de mundo a qualquer custo. A nova Constituição, dá sustentação legal às medidas autoritárias que Chávez vem colocando em prática desde que foi eleito. A centralização do poder nas mãos do presidente, a militarização do país e o desrespeito ao direito de propriedade não são novidades no governo deste índio coronel. Para os venezuelanos, a confirmação da nova Constituição é como viver à sombra de um regime autoritário por um período cujas verdadeiras dimensões talvez só possam ser tidas pelo preço do petróleo, cuja renda é controlada pessoalmente por Chavez, que tem a sorte do tamanho das reservas do país, que ocupa a sexta posição entre as maiores do mundo.
Depois de eleito, quando o preço do petróleo andava baixo, ele tratou de aprovar uma nova Constituição, escrita por ele próprio, que lhe permitiu governar acima da lei passando na prática pela expansão do clientelismo político. Depois, anunciou a construção do "socialismo do século XXI" que é o desejo de Chávez concentrar o poder nas suas próprias mãos pelo maior tempo possível.
Num dos programas da SIC Notícias, um comentador internacional explicava que há três motivos que levam os venezuelanos a gostar de Chávez segundo um estudo feito por uma Universidade Venezuelana importante. Primeiro, porque ele se parece com as pessoas do "povo", por ser mestiço. Segundo, porque acreditam que ele dá voz aos pobres. Terceiro, porque vêem nele os valores morais, familiares e religiosos que mais prezam. Mas, ao mesmo tempo, discordam dos ataques do presidente à propriedade privada, não gostam da militarização do país e nem querem pensar em ver a Venezuela fazer ... uma "experiência cubana" Em relação às Forças Armadas, é também o Huginho quem decide sobre a promoção dos militares. A Venezuela é hoje o segundo país com o maior gasto militar da América do Sul, a seguir à Colômbia.
Quem é que Chávez pretende enfrentar com este arsenal? A Bolívia, se Morales for derrubado do poder? Os Estados Unidos (o grande demónio imperialista)? Acho que não, nenhum deles, talvez seja para se conseguir proteger do seu próprio povo, no dia em que os venezuelanos perceberem que estão a ser enganados
A destruição do estado de direito, é mais que evidente, todas as instituições públicas têm de se sujeitar à sua vontade, juízes incluídos, pois claro.Por outro lado, temos ainda o ridículo do culto narcisista da imagem de Huginho Chávez que se apresenta como o verdadeiro herdeiro histórico de Bolívar, pronto para a construção da "Grande Nação Sul-americana" ... inacabada ... eheheheheA quem vê, por exemplo, os noticiários e documentários na televisão, não passam despercebidos os tamanhos gigantescos da sua cara em painéis, murais e autocarros. Recordo-me de ter ouvido recentemente que bateu o record de Fidel em horas de discurso, sufocando os venezuelanos com sua presença intermitente e sem fim na rádio e na TV tal como quando anteontem, disse que a vitória do NÃO era uma MIERDA e a sua derrota era ... "de coragem" ahahahahahah
Tal como na ditadura de Fidel Castro, parece que também o Huginho Chávez procura criar a imagem de que o país entrou num processo de revolução permanente com o propósito da construção do socialismo. Com o seu narcisismo e autoritarismo procura criar uma nova imagem do venezuelano inspirado em si próprio quase que diria, seguindo as pisadas do presidente do Paraguai que chegou a proibir o casamento de brancas com descendentes de espanhóis porque queria criar uma nação mestiça. Mas sobre isto há poucos comentários "demokratas"!
É pois, nesta esperteza saloia que tem mostrado eficiência em usar mecanismos "demokráticos" que acabem com a liberdade, mas que também o tornam capaz de sucatear a economia venezuelana que estatizou as principais empresas de telefone e energia e encerrou os maiores canais de TV por razões políticas. Não fosse o petróleo e queria ver ...
Mas as coisas, mesmo assim, parece que vão andando pois o racionamento de alimentos que já se regista é um dos primeiros sinais daquilo que os venezuelanos mais temem: a transformação da Venezuela numa nova Cuba.
Chamar Índio ao Hugo Chavez...
é ofender os verdadeiros Indios.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

PORQUE NÃO TE CALAS, CARAGO?

O "Porque não te calas ?" do Rei Juan Carlos a Hugo Chávez foi dos maiores alívios de liberdade dos últimos tempos.
O Rei deixou o aprendiz de ditador petrificado ... não tugiu nem mugiu. ACOBARDOU-SE
E acobardou-se de tal forma que só depois de estar BEM LONGE é que anda a dizer que não ouviu e que se tivesse ouvido teria respondido à letra.
Santa paciência, e ainda temos de o andar a ouvir em cada passo que dá a recordar, ESPUMADO, a sua falta de coragem. Hugo Chávez terá uma vida inteira para digerir a ORDEM que tão EDUCADAMENTE acatou na cimeira, e um dia talvez perceba que a história não se apaga facilmente.
Por muito que isso custe, e isto CUSTA-LHE MUITO, o índio teve que engolir e calar, sujeitando-se mais uma vez à voz de comando que foi incapaz de contrariar, qual tigre de papel. E existem mil razões para a razão do monarca espanhol, muito para além daquelas que suscitaram a aplaudida intervenção de quase todo o mundo civilizado.
Em primeiro lugar porque a Venezuela só existe e fala espanhol porque à Espanha lhe deve. E Chavez é ele próprio um produto de todas as contradições próprias do petróleo, da vaidade, democracia, autismo, pobreza, ganância, liberdade ainda que só cante de galo e se ufane em "Fidelito" por causa desse mesmo petróleo. Não fora isso e ele seria aquilo que mostrou ser na Cimeira - um cobardolas.
E percebe-se que a legitimidade ocasional dos eleitos não era nada se comparada com o peso da representação histórica que o Rei transporta consigo. Com o incidente a Espanha ficou mais forte e a justa repreensão ficou em casa, o mundo hispânico compreendeu que tinha identidade própria e o Huginho talvez perceba que não pode tratar o mundo civilizado com a "meia bola e força" com que trata um povo inteiro - o venezuelano.
Com este PUXÃO DE ORELHAS que colocou o ditadorzeco no seu devido lugar, cada vez mais nos leva a crer que há que contar com a Espanha.
VALENTE!

Hugo Chávez foi democraticamente eleito!!!!!!!!!!
É ouvir a esquerda ... a esquerda democrática, a esquerda antidemocrática e a esquerda complexada ... repetir e recordar aos 4 ventos que o Huguinho foi eleito democraticamente pelo povo venezuelano.
É um facto, É uma verdade. É um direito que lhe assiste ser legitimamente quem é - o Presidente da Venezuela!
Contudo, gostaria de recordar o quanto lhe está no sangue o espírito golpista que acabou por o levar a Presidente democraticamente eleito.
Vamos por partes.
Na ultima década do século passado, no tempo do Presidente Andrez Peres, o oficial do exército Hugo Chávez "capitaneou" um GOLPE DE ESTADO, contra o regime DEMOCRATICAMENTE eleito na Venezuela.Como esse GOLPE DE ESTADO fracassou, o oficial Hugo Chávez foi preso não sei quantos anos até que, durante o mandato de Rafael Caldera, este promove uma amnistia e ele, o Chávez, é libertado.Deixa a vida militar e passa a político, forma o seu partido, concorre às eleições e vence-as com maioria.Tudo bem, tudo normal.
A minha dúvida inicial, prende-se com o 2º exemplo que vou dar.
Em Espanha, no início dos anos 80 um também oficial do exército de nome Tejero Molina (e Milan del Bosch), TAMBÉM promove um GOLPE DE ESTADO a que todos pudemos assistir em directo, se bem se recordam.
TAMBÉM fracassou e TAMBÉM foi preso. A diferença é que este teve mais de uma dezena de anos na Prisão
Contudo, façamos um pequeno exercício.Imaginemos que Tejero Molina era amnistiado, formava um partido e ganhava em Espanha eleições democráticas.
Já imaginaram?
Já imaginaram o que a esquerda ... a esquerda democrática, a esquerda antidemocrática e a esquerda complexada ... estariam hoje a dizer?
Que diferença entre ambos?
De um lado ... o golpista de um regime democrático Hugo Chávez, mais tarde democraticamente eleito e, amigo de Fidel que de democraticamente NADA tem mas também NADA dizem contra ele ... elevado à enésima potência da heroicidade
Do outro lado, ... o golpista de um regime democrático Tejero Molina, que mesmo que mais tarde tivesse sido eleito democraticamente, continuaria fascista.