BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

REVOLUÇÃO: COMEÇOU A NOVA ERA

INTERESSANTE !!

Uma nova Era já começou!
Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era, já começou!
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que, há cerca de 3 meses, começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução 'a sério' e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73. Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança e do que está a acontecer aos '10 factores':

1º- A Crise Financeira Mundial: desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se 'bancarrota') e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: 'emprestado virtualmente à taxa zero') montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

2º- A Crise do Petróleo: Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração: a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias está de facto a 'varrer' o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num 'caldo' de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na 'Europa', nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O 'Requiem' pela Europa e dos 'seus valores' foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China.. O gigante asiático vai agora 'atacar' o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social: As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia: para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos! Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de 'vezes' e, no fim, têm um sinal de 'igual'. Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo Mundo! Como em todas as Revoluções!

Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...
Autor Desconhecido

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A HISTÓRIA CONTADA NAS ESCOLAS

O comunismo foi positivo para a economia,
o Exército Zapatista é um “movimento social”
e a globalização quer transformar o mundo
num "vasto casino". Não é o programa do
PCP, são os manuais escolares de História

O Ministério da Educação está preocupado com a colocação dos professores e com as condições das escolas, com as reivindicações dos sindicatos e com as críticas da oposição, com as exigências da burocracia e com as notas dos alunos — está tão preocupado com todas estas coisas meritórias que parece que alguém se esqueceu de um pequeno, inocente e irrelevante detalhe: o que é que se ensina, exactamente, nas salas de aula?
A pergunta é simples e a resposta devia ser simples — mas é um pouco mais complicada do que parece. Nas aulas de História, por exemplo, devia ensinar-se História. Mas, como se percebe, o que se ensina é uma visão perturbadora, ideológica e falsa, absolutamente falsa, da História.

No manual Caminhos da História, para o 12.° ano, editado pela ASA, escreve-se:

“Qualquer que seja o modo como se encare a filosofia comunista, a verdade é que devem ser-lhe creditadas realizações positivas na economia: uma acentuada melhoria dos métodos agrícolas e do rendimento do solo, expansão considerável da industrialização; introdução daplanificaçáo que tem, pelo menos, a vantagem de evitar a superprodução.”

Nem uma palavra sobre a fome nos campos soviéticos, sobre a escassez de produtos nas lojas e supermercados ou sobre a falta de capacidade de inovação económica dos países comunistas.

No mesmo livro, o Exército Zapatista mexicano é considerado um “movimento social” que defende o ambiente, a democracia e a justiça, esquecendo que se trata de um movimento de guerrilha num país democrático.

Noutro manual, Cadernos de História, para o 9.0 ano, da Texto Editores, o maoísmo é visto como “uma longa luta revolucionária apoiada, sobretudo, pelos camponeses”, deixando para mais tarde a referência aos milhões de mortos provocados pelo regime de Mao.

E há muito mais: a globalização vista como um incentivo a que o mundo se transforme “num vasto casino”, a crise dos sindicatos como uma consequência do “egoísmo” de alguns trabalhadores, e etc., etc., etc.

O Ministério da Educação não tem que escolher todos os livros que cada aluno do País vai ler.
E é bom que as escolas possam decidir que manuais pretendem adoptar.
Mas, arranje-se a desculpa que se arranjar, livros escolares que falsificam a História não podem ser aprovados pelo Estado.
Ou será que o Ministério também permitiria que as escolas escolhessem um manua! que ensinasse que Hitler pretendia apenas um mundo mais harmonioso, que Pinochet afastou de forma pacifica alguns opositores e que Salazar não foi um ditador?

terça-feira, 29 de julho de 2008

TODOS IGUAIS, TODOS DIFERENTES

Quando George Orwell descreveu em 1943/44, no Triunfo dos Porcos (Animal Farm) a revolta na Quinta "Manor", talvez estivesse a pensar já em Portugal quando o porco Benjamim referia que os sete mandamentos já não existiam e apenas havia um único:

TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS MAS
ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS
Senão vejamos alguns exemplos significativos para percebermos algumas das razões que fazem com que Portugal seja já, com Sócrates, o País mais atrasado da Europa. E depois, isto é que é irritante, eles MENTEM com todos os dentes que têm na boca

Espanha - Governo congela salários de altos cargos públicos para fazer face à crise (na Rádio Renascença).

Portugal - José Sócrates foi o governante que mais beneficiou com a política e já arrecada por ano mais 51 mil euros do que quando era deputado (no CM).

Portugal - Gestores públicos receberam 27 milhões (no Diário de Notícias)


Confira:
Espanha
Governo congela salários de altos cargos públicos.

O Primeiro-ministro espanhol, Rodrigues Zapatero, anunciou o congelamento de ordenados de todos os altos cargos da administração do Estado. A medida, para vigorar nos próximos dois anos, tem por objectivo combater a grave crise que atravessa a economia do país vizinho. O anúncio feito por Zapatero prevê o congelamento do salário do próprio Primeiro-ministro, de todos os altos cargos da administração do Estado e dos principais dirigentes das empresas públicas. A norma não se aplicará aos outros sectores da Função Pública, pois a intenção é respeitar os compromissos assumidos com os sindicatos. Rádio Renascença

sexta-feira, 23 de maio de 2008

PORTUGAL CAMPEÃO DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL - PARABÉNS!!!

Estamos habituados a que este governo socialista, venha SEMPRE desmentir, qualquer que seja o estudo e por mais idónea que seja a instituição, TODOS os ESTUDOS e RELATÓRIOS que evidenciam o desgoverno a que temos estado a ser sujeitos. É uma VERGONHA.
Agora até estudos da Eurostat, da UE, são questionados. Este governo NUNCA faz nada mal, Portugal está em progresso. Pelos vistos, estamos todos a viver melhor. MUITO MELHOR.

A vida é sustentável, cada vez mais sustentável, como se depreende pelas "atoardas" dos governantes. Contudo, até na página oficial da Presidência da República pode ler-se a verdade da notícia

Bom, ... mas ... Adiante!
Com base em números avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Pedro Silva Pereira contrariou os dados divulgados pelo Eurostat que apontava Portugal como o país com mais desigualdades na distribuição de rendimentos entre os 25 e o único que apresentava um desnível entre pobres e ricos superior ao dos Estados Unidos.
O mesmo relatório referia ainda que em Portugal há, neste momento, 957 mil pessoas a viverem com menos de 10 euros por dia. Estudo de Bruto da Costa conclui que pobreza afectou 52 por cento das famílias. Então, e o que é que se verifica?
• 1/5 Da população residente em risco de pobreza.
• Mulheres, idosos e menores de 18 anos, registaram taxas de risco mais elevadas do que a média da população, 19%, 26% e 21% respectivamente.
• 35% da população abaixo do limiar de pobreza são trabalhadores.
• Proporção de trabalhadores por conta própria aumenta entre aqueles em risco de pobreza.
• 20% Mais ricos possuem 45% dos rendimentos.
• Desigualdade gera maiores níveis de corrupção, sabota a legitimidade social, promove a exclusão e piores níveis de qualidade de vida.
• Limiar de pobreza pode homogeneizar e "esconder" diferentes graus de pobreza.
• Portugal perde posição no Índice de Desenvolvimento Humano.

Taxa de Desemprego é a maior dos últimos 21 anos – Mulheres continuam a serem mais afectadas que os homens; Aumenta a precariedade; Licenciados cada vez mais sujeitos ao desemprego.


Em Janeiro passado o INE divulgou os resultados do seu Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2006.
O documento destaca que 18% dos indivíduos residentes em Portugal encontravam-se em risco de pobreza, por outras palavras, quase 1/5 da população adulta recebeu menos de 366 euros por mês. Analisados isoladamente, mulheres, idosos e menores de 18 anos, registaram taxas de risco mais elevadas do que a média da população, 19%, 26% e 21% respectivamente.
O mesmo estudo ainda trabalhou outros enfoques, como a incidência de risco de pobreza e a relação com a composição do agregado familiar, constatando:
(i) agregados constituídos por um adulto com criança apresentaram taxa de risco de pobreza de 41%,
(ii) os idosos a viver sós, 40%, e
(iii) famílias com postas por dois adultos e três ou mais crianças dependentes 38%, o que os confere as maiores taxas de risco de pobreza.
O inquérito ainda traz à luz outra questão fundamental e preocupante, o facto de 35% da população abaixo do limiar de pobreza estar empregada.
Destaca ainda o aumento da participação de trabalhadores por conta própria entre a população em risco de pobreza, um forte indício da vulnerabilidade e das consequências da precariedade do trabalho. Afinal, o trabalho não nos deveria livrar da pobreza?
O estudo apresenta ainda o indicador de desigualdade do rendimento, conhecido como coeficiente de gini.
Mesmo ainda sem dispormos de informações detalhadas, já sabemos que, do total da população, os 20% mais pobres possuem apenas 7% dos rendimentos (num cenário de plena igualdade estas duas percentagens deveriam ser idênticas) e os 20% mais ricos possuíam 45% do rendimento total.
Para dar outro parâmetro, se fizéssemos o exercício de "ordenar" a população em função dos seus rendimentos, e averiguássemos quanto do rendimento total do país está atribuído a cada um dos indivíduos, constataríamos que os 20% mais ricos possuíam 6,8 vezes o rendimento dos 20% mais pobres, proporção que seria de 12 vezes se levássemos em conta o estrato dos 10% mais ricos e 10% mais pobres.
E a pergunta é inexorável: VALE A PENA CONTINUAR A VIVER NUM PAÍS DESTES?

quinta-feira, 8 de maio de 2008

BOB GELDOF E A CORAGEM DA VERDADE *** MIRA AMARAL E A COBARDE DEFESA DO SEU TACHO

Bob Geldof, músico activista que organizou nos anos oitenta o Live Aid, veio ontem a Lisboa falar sobre desenvolvimento sustentado. Foi quando defendia o "papel muito importante que Portugal terá no século XXI" para mudar a relação entre o mundo desenvolvido e África que surgiu a frase que marcou a conferência: "Angola é gerida por criminosos"

O irlandês, que desde os anos oitenta trocou a vida de estrela da música pop para se dedicar a combater a fome e as injustiças sociais, não se deteve. 'As casas mais ricas do Mundo estão na baía de Luanda. São mais caras do que em Chelsea [bairro rico de Londres]', criticou.
Entretanto. Mira Amaral, que noutras ocasiões é um autêntico PAPAGAIO a criticar tudo e todos, tudo e nada, qual sabichão a olhar para o "espelho meu, ... espelho meu", teve o descaramento de dizer que, oiçam bem ... "As palavras de Geldof são irresponsávis e profundamente desconhecedoras da realidade".
Que vergonha, este Mira Amaral, que conhecimento tem ele então da realidade em Angola? Que grande exemplo de "responsabilidade" e integridade nos dá este homem!

Para além de HIPÓCRITA, ele sabe muito bem que aquilo que Bob Geldof disse é a mais pura das verdades mas, este OPORTUNISTA que já o mostrou ser por diversas vezes, mais não fez que DEFENDER o seu TACHO perante a Isabel Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos que detém 25% do capital do banco BIC.
MENTIU com quantos dentes tem e SABE que mentiu.
É também COBARDE!

Bardamerda para estes políticos que cheiram mal. Não admira que todos eles estejam bem na vida, e acumulem às chorudas reformas, vencimentos principescos. Intelectuais da trolha!! VENDIDOS.

sábado, 19 de janeiro de 2008

POR QUE MUDA A GESTÃO DAS ESCOLAS? ... PORQUE SIM !!!!

O único critério, o critério oculto, é domar o que resta, depois de vexar os professores com um estatuto indigno.
O que Sócrates disse no último debate parlamentar de 2007 não me surpreendeu.
Fazia sentido esse fechar de ciclo de genuflexão dos professores. Para analisar o diploma agora posto à discussão pública, vou socorrer-me de dois excertos do discurso com que Sócrates fez o anúncio ao país. "Chegou agora o momento de avançar com a alteração da lei de autonomia, gestão e administração escolar." Mas Sócrates não explicou porquê. Para suprir a lacuna fui ler o novo diploma, compará-lo com o anterior, e tirei estas conclusões:
1. Os dois diplomas apregoam autonomia mas castram toda e qualquer livre iniciativa das escolas. Nada muda. Apenas se refina o cinismo, na medida em que muito do anteriormente facultativo (o pouco que não estava regulamentado) passa agora a obrigatório. Não há uma só coisa que seja importante na vida da escola que o órgão de gestão possa, autonomamente, decidir. Um e outro são uma ode ao centralismo asfixiante.
2. O novo diploma diminui o peso dos professores da escola nos órgãos de gestão dessa escola. Esclareço a aparente redundância trazida pela insistência no vocábulo "escola" na construção deste parágrafo. É que o novo diploma torna possível que um professor de qualquer escola, mesmo que seja privada, concorra a director de qualquer outra, pública, mediante "um projecto de intervenção na escola". Que estranho conceito de escola daqui emana! Como pode alguém que não viveu numa escola, que não se envolveu com os colegas e com os alunos dessa escola, que não sofreu os seus problemas nem respirou o seu clima, conceber "um projecto de intervenção na escola"? Não é de intervenção que eles falam. É de subjugação! É a filosofia ASAE transposta para as escolas. Não faltarão os comissários, os "boys" e os "laranjas" deste "centralão" imenso em que a oligarquia partidária transformou o país, a apresentar projectos de intervenção "eficazes", puros, esterilizadores de maus hábitos e más memórias. E este é o único critério, o critério oculto que Sócrates não explicitou: domar o que resta, depois de vexar os professores com um estatuto indigno, de os funcionalizar com uma avaliação de desempenho própria de amanuenses, de os empobrecer com cotas e congelamentos, de os dividir em castas de vergonha. Tinha razão o homem: "Chegou agora o momento de avançar com a alteração da lei de autonomia, gestão e administração escolar." "A nossa visão para a gestão das escolas assenta em três objectivos principais. O primeiro é abrir a escola, reforçando a participação das famílias e comunidades na sua direcção estratégica. O segundo objectivo é favorecer a constituição de lideranças fortes nas escolas. O terceiro é reforçar a autonomia das escolas", disse Sócrates na Assembleia da República.
Mas que está por baixo do celofane? A "abertura" é uma falácia. O Conselho Geral, com a participação da comunidade, já existe, com outro nome. Chama-se Assembleia. Porém, os casos em que esta participação teve relevância são raros. E quem está nas escolas sabe que não minto. Ora não é por mudar o nome que mudam os resultados. A participação da comunidade não se decreta. Promove-se. Se as pessoas acreditarem que podem mudar algo, começam a interessar-se. Mas o despotismo insaciável que este Governo trouxe às escolas não favorece qualquer tipo de participação. Para que as pessoas possam participar, há décadas que Maslow deu o tom: têm que ter necessidades básicas resolvidas. Aqui, as necessidades básicas são não terem fome, terem tempo e terem uma cultura mínima.
Ora, senhor primeiro-ministro, o senhor que empobreceu os portugueses (tem dois milhões de pobres e outros dois milhões de assistidos), que tem meio milhão no desemprego, está à espera que acorram à sua "abertura"? Sabe quem vai acorrer? Os ricos que o senhor tem inchado? Não! Esses estão-se borrifando para a Escola Pública. São os oportunistas e os caciques, para quem a sua "abertura" é de facto uma nova oportunidade.
O senhor, que tem promovido uma política de escola-asilo, porque as pessoas não têm tempo para estar com os filhos, acredita que as famílias portuguesas, as mais miseráveis da Europa, têm disponibilidade para a sua abertura? Não! Conte com os pais interessados de uma classe média que o senhor tem vindo a destruir e são, por isso, cada vez em menor número, e com os autarcas empenhados a quem o senhor dá cada vez menos dinheiro. De novo, repito, terá os arrivistas. Julga que é com os diplomas de aviário das novas oportunidades que dá competência à comunidade para participar na gestão das escolas? Não! Os que conseguiram isso começaram há um século a investir no conhecimento da comunidade e escolheram outros métodos. Porque, ao contrário do senhor, sabem que gerir uma escola é diferente de gerir um negócio ou uma rede de influências partidárias.
A sua visão de escola ficou para mim caracterizada quando o ouvi dizer que tinha escolhido a veneranda Universidade Independente por uma razão geográfica e me foi dada a ler a sua prova de Inglês Técnico, prestada por fax. O que politicamente invocou a propósito deste diploma, que agora nos impõe, está muito longe de limpar essa péssima imagem que me deixou. A mim e a muitos portugueses, pese embora serem poucos os que têm a oportunidade ou a independência para o dizer em público. Disse impõe, e disse bem. Porque a discussão pública é outra farsa. O senhor quer que alguém acredite nisto? Depois de ver o conceito que o seu governo tem do que é negociar e os processos que a sua ministra da Educação tem usado para lidar com os professores? Em plenas férias escolares (mais uma vez) lança a discussão de um diploma deste cariz e dá para tal um mês? Acha isso sério? Se o senhor estivesse de facto interessado em discutir, era o primeiro a promover e a dinamizar esse debate, através do Ministério da Educação. Mas o que o senhor tem feito tem sido cercear todas as hipóteses de participação dos professores em qualquer coisa que valha a pena: retirando-lhe todas as vias anteriormente instituídas e afogando-os em papéis ridículos e inúteis.
Dizem, ou disse o senhor, vá lá a gente saber, que cursou um MBA. Não lhe ensinaram lá que as mudanças organizacionais sérias estabelecem com clareza as razões para mudar? Cuidam de expor aos implicados essas razões e dar-lhes a oportunidade para as questionar? Devem assentar numa avaliação criteriosa do que existia e se quer substituir? Quando podem originar convulsões antecipáveis, devem ser precedidas de ensaios e simulações prudentes? Já reparou que terá que constituir mais de 10 mil assembleias a 20 elementos cada? Que tal como a lei está, são escassos os que podem ser adjuntos do director? Que fecha a porta a que novos professores participem nas tarefas de gestão? Que exclui, paradoxalmente, um considerável número de professores titulares? Que, goste dela ou não, existe uma Lei de Bases que torna o que propõe inconstitucional e como tal já foi chumbado pelo Tribunal Constitucional?
Lideranças fortes? Deixe-me rir enquanto não proíbe o riso. O senhor que só quer uma liderança forte, a sua, que até o seu partido secou e silenciou, quer lideranças fortes na escolas? É falso o que digo? Prove-o! Surpreenda uma vez e permita que professores independentes discutam publicamente o deserto em que está a transformar a Escola Pública e para que este diploma é o elo que faltava.
Santana Castilho - Professor do ensino superior
Público - 08.01.2008

SERÁ ESTE O PAÍS QUE QUEREMOS?

1. Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual. Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato. Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.
2. Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?
Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres? Criar mais desemprego? Enviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos. Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia parte dos regimes democráticos.
3. Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares? Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.
4. Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.
Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?
5. Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!
O país cansa!
Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais exigentes.Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!
(*) Ana Benavente
Professora Universitária, militante do PS
PÚBLICO, 02.12.2007

sábado, 29 de dezembro de 2007

2008 - PORTUGAL NO SEU MELHOR - UM ANO DE ATROPELOS E VERGONHAS POLÍTICAS

O ano de 2007 foi pródigo em gafes e atropelos nas explicações dadas pelos nossos políticos sobre decisões e acontecimentos polémicos.
Desde a licenciatura do primeiro-ministro que, durante a Primavera, foi o tema predilecto dos quadros humorísticos dos Gato fedorento na RTP, até ao apelo de Cavaco Silva a um maior pendor procriativo por parte das gentes lusas - um repto descontraído e até um pouco gracejante, fora do registo do presidente da República -, muitos foram os exemplos.
Noutros casos - cómicos por ser penoso ver um governante falar sem noção das consequências - mais valia os políticos em causa terem reflectido um pouco antes de dizer o quer que seja.
Como aconteceu com os ministros da Economia, Manuel Pinho, na visita oficial à China, e o das Obras Públicas, Mário Lino, quando comparou a margem sul a um deserto. Para meses depois admitir que o novo aeroporto em Alcochete até pode bem ser uma solução interessante.
Não tendo o presidente da Assembleia da República, o socialista Jaime Gama, tido a mesma notoriedade anedótica do antecessor, o social-democrata Mota Amaral, quando se referiu a um "curioso número", restaram os protagonistas do costume. Falamos, é claro, das habituais picardias corrosivas do presidente do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, ao Governo da República - sobretudo por causa da lei das Finanças Regionais - e a igualmente costumeira deselegância de Mário Soares sobre qualquer assunto, ainda que a sua opinião possa embaraçar o Executivo ou o partido de que foi fundador.
Também um "habitué" em questões de lapsos e de rápidas rectificações, Marcelo Rebelo de Sousa apostou com firmeza que a liderança do PSD se manteria em Marques Mendes e teve de dar o dito pelo não dito ao confirmar-se a vitória de Luís Filipe Menezes. Isto para além do reparo que o professor teceu à presidente da Mesa do Congresso, Manuela Ferreira Leite, por não ter manifestado, de forma inequívoca, o seu apoio a Marques Mendes. A ex-ministra considerou que a opinião do comentador e antigo líder social-democrata foi de teor pessoal e abusiva e, desse modo, terminou uma amizade com algumas décadas de existência.
Em suma, momentos para relembrar antes do fim de 2007 e numa época em que os políticos andam mais comedidos... com as palavras. Licenciatura de Sócrates explicada em directo. Em Abril, em entrevista à RTP, José Sócrates justifica ter pedido transferência do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) para a Universidade Independente (UnI) por, na UnI, haver uma licenciatura e o curso do ISEL apenas lhe dar equivalência.
Além disso, refere, a UnI "era perto do ISEL" e tinha regime pós-laboral. Havia, contudo, uma questão que pareceu não incomodar o então deputado socialista o curso da UnI não era reconhecido pela Ordem dos Engenheiros. Luís Arouca, reitor da UnI aceitou a candidatura sem lhe ter sido entregue o certificado de habilitações do ISEL e as classificações de quatro cadeiras foram lançadas num domingo de Agosto.
Sócrates alega que "um aluno não é responsável pelo funcionamento" da universidade que frequenta. O primeiro-ministro diz ainda que integrava uma turma "especial, de alunos oriundos de outras instituições", razão pela qual foi Arouca o docente de Inglês Técnico e não o regente da cadeira.
Uma enorme coincidência foi a explicação dada para o facto de António José Morais, filiado no PS e antigo ocupante de cargos dirigentes nos governos de Guterres e de Sócrates, ter sido, ao mesmo tempo, professor de três disciplinas que faltavam ao futuro líder do PS. Quanto ao constar, na sua biografia de deputado, como "engenheiro civil", o chefe de Governo disse não se lembrar por já ter sido há 14 anos.
Cavaco pede entusiasmo para se fazer mais filhos.
No final de uma visita de dois dias aos concelhos da Guarda e de Gouveia, no dia 24 de Novembro, o presidente da República quis saber "Por que é que nascem tão poucas crianças?".
E questionou: "O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?".
Numa das suas intervenções mais espontâneas ao longo deste ano, Cavaco ainda referiu não acreditar "que tenha desaparecido nos portugueses o entusiasmo por trazer novas vidas ao mundo".
Contribuam para tornar Portugal mais... pobre.
Foi a 21 de Maio, no Parlamento, no discurso que abriu o plenário sobre a Lei da Nacionalidade, que da garganta do primeiro-ministro saiu uma das gafes mais hilariantes do ano. José Sócrates queria pedir a todos os portugueses que contribuíssem para tornar Portugal um país mais próspero, mas foi traído na verbalização. "Quero deixar-vos também uma palavra de confiança, confiança em vós, nas vossas famílias e a certeza que cada um dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre... perdão, para um país mais solidário, mais próspero, evoluído", foi o que se ouviu.
Cavaquismo inspira corte nas férias judiciais
Em meados de Janeiro, em entrevista ao "Expresso", o ministro da Justiça, Alberto Costa, afirma que a redução das férias judiciais para apenas um mês foi uma sua medida de "inspiração cavaquista" e elogia o "ímpeto reformista" dos governos de Cavaco Silva no final da década de 80.
Manuel Pinho elogia baixos salários nacionais.
Na visita oficial à China, num seminário em Pequim, a 1 de Fevereiro, perante 300 empresários chineses, o ministro da Economia diz que a mão-de-obra portuguesa é barata, logo uma vantagem competitiva a aproveitar. Foi esta a terceira razão apontada por Manuel Pinho para se investir em Portugal "Somos um país competitivo em termos de custos, nomeadamente, os custos salariais são mais baixos do que a média da União Europeia."Ministro anuncia postos de trabalho que já existiam.
Face o despedimento de 500 trabalhadores da fábrica Delphi, em Maio, o ministro garantiu, em Bruxelas, que a multinacional tinha criado 250 postos de trabalho em Castelo Branco. Só que esses empregos já se encontravam preenchidos desde 2006.
Piada sobre Sócrates suspende professor.
Segundo a nota de culpa da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), no dia 19 de Abril, o professor de Inglês e ex-deputado do PSD, Fernando Charrua, disse "Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um f... da p...". Charrua alega que o insulto é "falso" e adianta que o comentário foi sobre a licenciatura de Sócrates, ocorreu dia 20 de Abril, num restaurante, onde estava com um colega e a directora da DREN, Margarida Moreira, que até terá respondido que, através do programa Novas Oportunidades, o primeiro-ministro poderia sanar essa questão. A suspensão de Charrua foi retirada semanas mais tarde. Pela própria ministra da Educação.
Frase de Correia de Campos exonera funcionária.
Foi no final de Junho. Um médico amplia um artigo de jornal em que o ministro da Saúde, Correia de Campos, diz nunca ter ido a um SAP (Serviço de Atendimento Permanente). O clínico agarra numa caneta e acrescenta "Façam como o ministro, não venham ao SAP". No inquérito que foi realizado, o médico admite a autoria da fotocópia e da frase. A administrativa do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, acaba por ser exonerada.SEC propõe que se diga mal do Governo, mas em casa.
Dias depois, a 5 de Julho, na apresentação do relatório anual do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, a secretária de Estado adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli diz "Vivemos num país em que as pessoas são livres de dizer aquilo que pensam... desde que seja nos locais apropriados". E foi ainda mais explícita: "Eu sou secretária de Estado, aqui nunca poderia dizer mal do Governo. Aqui. Mas posso dizer na minha casa, na esquina, no café. Tem é de haver alguma sensibilidade social.
"Lino diz que é engenheiro civil inscrito na Ordem".
A 4 de Maio, quando a polémica sobre a licenciatura do primeiro-ministro começava a ser esquecida, Mário Lino puxa dos galões e na abertura do 3.º Congresso do Oeste, em Alcobaça, para acusar de pouco sérios os argumentos dos que defendem o aeroporto na margem sul, brada "Digo isto com consciência profissional, evocando a minha condição de engenheiro civil, engenheiro inscrito na Ordem dos Engenheiros". A gargalhada foi geral. Ministro afunda-se no deserto da margem sul.
A 23 de Maio, num almoço da Ordem dos Economistas, o ministro das Obras Públicas recusa construir o aeroporto em Alcochete. "O que eu acho faraónico é fazer o aeroporto na margem sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hotéis e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar. "Lino não acerta na data e recua na localização.
Na mesma ocasião, Lino fala do calendário do projecto "Vamos lançar o concurso no segundo semestre de 2009". De repente, dá conta do lapso e rectifica: "Vamos lançar o concurso no segundo semestre de 2007". E a 12 de Junho - apenas 15 dias depois - anuncia ter pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete.
Alberto João Jardim escapa ao "espeto"Quinze antes das eleições legislativas antecipadas, a 6 de Maio, na Madeira, causadas pela sua demissão, Alberto João Jardim disse "Os socialistas contavam que roubando o dinheiro à Madeira, pegavam no Alberto João, pegavam no PSD, metiam no espeto, punham o Alberto João a grelhar ao lume e o Alberto João saía que nem um franguinho assado". "Só que eu gosto de frango e de frangas, mas servir de espeto...", é que não, percebeu-se. Jardim foi reeleito por mais quatro anos. Com maioria absoluta.
Almeida Santos diz que Ota é melhor contra terrorismo.
A 24 de Maio, no fim de uma reunião da Comissão Nacional do PS, Almeida Santos lança um novo argumento pró-Ota é menos vulnerável ao terrorismo. "Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o Norte do Sul do País".
Santana sai de entrevista por causa de Mourinho...
Dia 26 de Setembro à noite, Pedro Santana Lopes abandona, a meio, a entrevista que estava a dar à SIC Notícias sobre a eleição para a liderança do PSD. Por ter sido interrompido pelo directo da chegada de José Mourinho a Lisboa. "Eu vim com sacrifício pessoal e sou interrompido por causa da chegada de um treinador de futebol... Acho que o país está doido."... e compara Sócrates ao homem da Regisconta.
11 de Dezembro, no debate mensal com o primeiro-ministro, Santana Lopes diz a Sócrates "O senhor primeiro-ministro não pode querer ser o homem da Regisconta, que é uma máquina. E a Regisconta até faliu...".
Telemóvel do PGR faz "barulhos esquisitos"
A 20 de Outubro, Pinto Monteiro diz, em entrevista ao "Sol", que desconfia que é escutado. "Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta. Como é que vou lidar com isso? Não sei. Como vou controlar isto? Não sei". "Penso que tenho um telefone sob escuta. Às vezes, faz uns barulhos esquisitos.
"Soares chama "desgraça" à eleição de Menezes..."
Foi uma desgraça o que aconteceu no PSD", disse Mário Soares à TSF, a 30 de Setembro, sobre a eleição de Luís Filipe Menezes. "Aquilo que sucedeu é uma coisa que não nos agrada". E explica porquê "Um Governo precisa de uma Oposição forte e estruturada, porque senão o Governo pode dizer que não há alternativa e que pode fazer o que quiser".... e manda Sócrates virar um pouco à Esquerda"
Gostaria que o PS agora se voltasse um bocadinho mais para a esquerda", afirma o ex-chefe de Estado, no dia 11 de Novembro, ao "Diário de Notícias", opinando que a partir de agora, o PS deverá "dialogar com os sindicatos".
Um tratado "porreiro" ou demasiado confuso
Dias antes do Tratado de Lisboa ser assinado e dois meses após Sócrates ter murmurado a Durão Barroso "Porreiro, pá!", acerca do consenso obtido entre os 27 estados- -membros, Mário Soares deu, em Coimbra, a sua sincera opinião sobre o documento: "O Tratado de Lisboa não é muito especial. No que conheço, é muito confuso.
Nem é pequeno nem é claro. É o mais confuso possível".

terça-feira, 4 de setembro de 2007

CHOQUE TECNOLÓGICO

Agora é que vai ser.
Com o encerramento definitivo da Universidade Independente (porque terá sido verdadeiramente?) e com a distribuição de computadores a começar pelos estudantes e a acabar nas pequenas aldeias, o povo português passará a ser dos mais educados e informados.
O novo crédito para estudantes, também é uma excelente ideia. Acredito mesmo que José Sócrates será o primeiro a dar o exemplo e a pedir esse crédito.
Afinal desde pequenino, sempre sonhou em ser Engenheiro Civil ... com MÉRITO!


quarta-feira, 29 de agosto de 2007

JUNTAS MÉDICAS - A NOVA ÁRVORE GENEALÓGICA

O Governo decidiu alterar a legislação que regula o funcionamento das juntas médicas, depois de terem sido conhecidos os casos de uma professora de Aveiro com leucemia e de um doente de Braga com cancro na traqueia, que trabalharam nas respectivas escolas praticamente até à data da morte, depois de lhes serem negados por juntas os respectivos pedidos de aposentação.
As novas regras do projecto-lei sobre a composição das juntas médicas que confere aos doentes o direito a indicarem um médico nas futuras juntas de recurso estão actualmente em fase de apreciação pelos sindicatos

DO LIMIAR DA POBREZA AO SALÁRIO MÉDIO ... EM PORTUGAL

Mais uma medalha para Portugal.
O limiar da pobreza é o mais baixo da União Europeia.
Apenas falta calcular o limiar da pobreza dos políticos em Portugal que nos têm governado.
Talvez aí fossemos os melhores.


segunda-feira, 9 de julho de 2007

A VALSA DOS DELATORES

Componho esta valsa com o pensamento nas vitimas dos delatores, esses torpes seres que, nas palavras de François Miterrant, "fazem nojo aos cães". Componho esta valsa porque os nostálgicos dos velhos métodos do antigamente (1926-1974) estão de volta à Administração Pública. E antes que renasçam, qual "Phoenix" da "esquerda moderna", com as palavras emprestadas e adaptadas de Almada Negreiros, repetirei, indignado:


" Basta! Pum! Basta! Uma geração que consente deixar-se representar por um delator é uma geração que nunca o foi! É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o delator, morra! Pim! O delator é o escárnio da consciência! Se o delator é português, eu quero ser espanhol! O delator é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O delator é a meta da decadência mental! E ainda há quem duvide de que o delator e os seus comanditários não valem nada, não sabem nada, não são inteligentes nem decentes, nem zeros!" A delação é um fenómeno de todos os tempos e sempre habitou o lado mais negro da espécie humana. Para medrar, não importa a época. Basta, como qualquer semente daninha, que encontre terreno propicio. É preciso, por isso, avisar todos os professores "Charrua".Porque têm face e nome os que publicaram um guia incitando 700 mil funcionários públicos à bufaria. Que engendraram o "5 em 1", cartãozito tecnológico que poderá expor a nossa vida a qualquer morcão informático. Que expuseram na praça pública os devedores ao fisco.Que arregimentaram todas as policias sob comando do mesmo ministro.Que colocaram sob a estrita dependência do primeiro-ministro os serviços de informação.Que "expediram" para exílio dourados Ferro Rodrigues, João Cravinho e Manuel Maria Carrilho.Que rasteiraram Mário Soares, Manuel Alegre e . , veremos, António Costa.Que querem purificar o " jornalismo de sarjeta".
Porque, perante tal lista, que é bem mais longa, o terreno é propicio a que certos militantes, sem outras qualificações para subir na vida e chegar a dirigentes locais, regionais, centrais e outros que tais, que não delatar e lamber botas, apareçam venerandos e atentos.

Porque para eles não há amizades de 15 anos. Há promoções, fidelidades de ocasião, expectativas, subsídios, colocações, nomeações, recomendações, avaliações, excedentes (PRACE a que vais obrigar!...), ossos, restos de carne. Porque três décadas parecem ter chegado para varrer da escala de valores de tantos, que hoje detêm o poder, as referências primeiras da liberdade e da cidadania. Porque os cegou a obsessão de reduzir o défice ou, quem sabe, a ditadura apenas os incomodou por não serem eles que se sentavam na cadeira do poder.

É preciso que todos os professores "Charrua" se acautelem.

A História repete-se. E como ilustração deste ponto de vista, recordo a saga exemplar, que mereceu glosa cinematográfica, de Joaquim Silvério dos Reis, o delator dos "inconfidentes mineiros".
Era coronel, senhor de terras e dono de minas. Devido aos pesados impostos cobrados pela Coroa de Portugal, estava falido. Convidado para participar na "Inconfidência Mineira", uma revolta ocorrida em 1789, na então Capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra o domínio português, Joaquim Silvério dos Reis aceitou. Mas, tendo-lhe alguém acenado com possibilidade de ter as suas dívidas perdoadas pela Coroa, delatou os "inconfidentes" seus companheiros.
O expediente valeu-lhe a evaporação dos débitos fiscais. Como incentivo público à delação, foi-lhe concedido um cargo oficial. A Coroa agradecida deu-lhe uma pensão para toda a vida e uma nova moradia, além de um título nobiliárquico.
Que eu saiba, não passeou a cavalo na Praça Vermelha, devidamente encerrada aos olhares da plebe. Mas na primeira oportunidade foi recebido em Lisboa, com pompa e circunstância, pelo príncipe regente, D. João. "
Que canalha!...


Santana Castilho - Professor do ensino superior

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quarta-feira, 20 de junho de 2007

DREN - DESPACHO DE ACUSAÇÃO AO PROFESSOR CHARRUA

Afinal, o ex-engenheiro José Sócrates, licenciado a um Domingo, continua a ser formal e descaradamente tratado como engenheiro. Entretanto, o sistema de bufaria montado pela "democracia" que nos governa é evidente.


Despacho de acusação


----------Vista e ponderada a prova constante dos autos e na qualidade de instrutor do processo disciplinar N° 496/2007.A.J./DREN, instaurado por despacho da Senhora Directora Regional de Educação do Norte, datado de 23/04/2007, através do qual o signatário foi igualmente nomeado para o desempenho daquelas funções, deduzo, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 57°, n°2 do Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração Central, Regional e Local, aprovado pelo decreto-lei nº 24/84, de 16 de Janeiro, contra o arguido, Dr. Fernando António Esteves Charrua, professor do quadro de nomeação definitiva, do Grupo de Inglês, da Escola Secundário Carolina Michoelis, Porto, o qual se encontrava, à data da prática dos factos, requisitado na Direcção Regional de Educação do Norte, o seguinte artigo único de acusação:



ARTIGO ÚNICO


----------1. No dia 19 de Abril de 2007, pelas 13H30, nas instalações da Direcção Regional de Educação do Norte, o Dr. Fernando António Esteves Charrua, ora arguido, e o Dr. António Basílio, Director de Serviços de Recurso Humanos da DREN e superior hierárquico imediato daquele, encontraram-se com o Dr. Rolando Silva e o Eng. Rogério Correia, ambos Assessores da Direcção, e com o Eng. Manuel Oliveira, Director Regional Adjunto de Educação do Norte, no exterior do gabinete da assessoria à direcção, situado no primeiro andar, defronte às escadas centrais da DREN;

----------2. O arguido entrou, com o Dr. Rolando Silva no gabinete da assessoria à Direcção, enquanto o Eng. Rogério Correia e o Dr. António Basílio, permaneceram no exterior a conversar e o Eng. Manuel Oliveira se afastou, dirigindo-se para o seu gabinete de trabalho, situado no mesmo andar, a cerca de 8 metros;

----------3. Dentro do gabinete de assessoria da Direcção, o arguido questionou o Dr. Rolando Silva sobre o “Programa Connectar” e, dirigindo-se ao Eng. Rogério Correia, que entretanto havia entrado nesse gabinete, perguntou-lhe em tom jocosos “então também és engenheiro da Independente?”

----------4.0 arguido comentou ainda em tom de brincadeira, com o Dr. Rolando Silva que “Já não precisava da licenciatura, mas caso pretendesse bonificar na carreira, o poderia requerer, mas apenas por fax.”, aludindo, igualmente de forma jocosa, à questão da licenciatura do primeiro-ministro, Eng. José Sócrates;

----------5. De seguida, o arguido dirigiu-se para a saída do gabinete de assessoria da Direcção e, ao sair, com a porta aberta, e na presença do Dr. António Basílio que permanecia no exterior do gabinete, local de passagem de funcionários da DREN e de acesso, condicionado, a utentes externos, proferiu, de forma perfeitamente audível, a frase “somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta

----------6.Todos os que se encontravam presentes no local, o Dr. Rolando Silva e o Eng. Rogério Correia no interior do gabinete de assessoria da direcção e o Dr. António Basílio, no seu exterior, perceberam, em face do contexto em que a conversa se vinha desenrolando, que o arguido apelidou, com um sentido depreciativo e injurioso, o Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates, de “filho da puta

----------7.Com o comportamento atrás enunciado nos pontos 5. e 6., livre e conscientemente assumido pelo arguido, demonstrou o mesmo, grave desinteresse pelo cumprimento dos deveres gerais de lealdade e correcção, previstos, respectivamente, nas alíneas d) e f) do nº 4 e números 8. e 10., todos do art° 3° do Estatuto Disciplinar, traduzindo essa sua conduta, infracção disciplinar prevista e punida pelo nº 1 do art°24° do Estatuto Disciplinar, com a pena de suspensão.

A aplicação da pena, é nos termos do disposto no art. 41° do Estatuto Disciplinar e do n° 2 do art. 1160 do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-lei n° 1/98, de 2 de Janeiro, republicado pelo Decreto-lei no 15/2007, de 19 de Janeiro, da competência da Senhora Directora Regional de Educação do Norte.

Fixo ao arguido o prazo de quinze dias úteis, a contar do primeiro dia útil seguinte àquele em que receber cópia desta acusação para, querendo, por si ou por advogado constituído, consultar o processo e deduzir a defesa que entender, oferecendo a prova testemunhal e documental que julgar necessária, tudo nos termos dos art°s. 61°., 62°. e 63°. do Estatuto Disciplinar.

O processo disciplinar encontra-se à disposição do arguido ou da sua advogada constituída nos autos, na Escola Secundário Carolina Michaelis, Porto, à ordem do instrutor, onde poderá ser consultado dentro das horas regulamentares de serviço, podendo igualmente ser confiado à ilustre mandatária, nos termos e sob a cominação do disposto nos artigos 169° a 171° do Código de Processo Civil, por remissão do art° 62° do Estatuto Disciplinar.








quarta-feira, 6 de junho de 2007

ALCOCHETE

Para quem pensava que José Sócrates não é um polivalente ...


terça-feira, 5 de junho de 2007

MARGEM SUL - UM EXEMPLO A SEGUIR

O metro para a Margem Sul já está a funcionar

segunda-feira, 4 de junho de 2007

EXEMPLAR - OBRIGADA A TRABALHAR PARA MORRER MAIS DEPRESSA

Foto retirada de wehavekaosinthegarden
MORREU A MANUELA ESTANQUEIRO

A Manuela Estanqueiro foi minha vizinha e colega em Aveiro, da mesma escola secundária, antes de se mudar para Cacia.

A Manuela é aquela professora que tendo uma leucemia, foi obrigada a ir trabalhar há 3 meses atrás, quando já se encontrava em estado terminal.

Hoje, foi a enterrar às 15.30h

À Teresa, sua filha e ainda minha colega de escola, o meu sentido pesar pelo acontecimento.Este é o Ministério da Educação que temos, a humanidade e o carinho que todos sentimos diariamente.

Assim, sim, até dá vontade de trabalhar!!!E depois não querem que se chamem nomes ou falem mal dos ministros.

Se o Pluto é filho da Pluta, porque razão a Ministra e o Sócrates também não podem ser filhos das suas mães?

ISTO FAZ-SE?

CAMBADA de IRRESPONSÁVEIS e INCOMPETENTES que desgovernam este país e nos sequestram e amordaçam. É o MÍNIMO!!!!!

Em 22/02/2007, a notícia vinha AQUI


Com leucemia - Professora obrigada a dar aulas

Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento. "Sinto-me muito injustiçada. Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso", salientou a professora ao CM.

ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA

O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. "Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro."

A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica "abalada psicologicamente". "Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer", diz. Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação " da qual já apresentou recurso" só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnostica.

Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando "a tinha até Outubro de 2008".


Que na morte possa ter a Paz que este governo vergonhosa e ordinariamente lhe ROUBOU nos últimos meses de vida.

Até aos seus colegas, na casa onde ela serviu o Estado durante anos, NÃO LHES FOI PERMITIDO uma mísera dispensa de 1 hora para a acompanhar à sua última morada.


Um NOJO.


Que Deus não bata à porta de familiares da Ministra da Educação nem do primeiro ministro José Sócrates que o que sabe de melhor é tirar Diplomas na Farinha Amparo.

Para aí, tem a esperteza toda.

PROFESSORA COM LEUCEMIA, OBRIGADA A DAR AULAS

Há 3 meses, a Professora Manuela Estanqueiro, minha vizinha e colega de escola até há pouco tempo, foi obrigada a ir trabalhar sob pena de perder o vencimento. Ficou sem a baixa médica que mantinha há quase 2 anos por causa de uma doença grave que lhe foi detectada - LEUCEMIA.
Hoje, 4 de Junho às 15.30 horas, a Manuela Estanqueiro foi a sepultar no Cemitério da Gafanha da Nazaré, em Aveiro.
Este é o Governo que temos, o Ministério da Educação que temos, o sentido de humanismo que nos transmite. Não é coisa para admiração depois da Ministra ter dito aos professores que as faltas por nojo, penalizam qualquer um na avaliação escolar. Professor que lhe morra um filho, um pai ou o cônjuge, tem de ir dar aulas, se for ao funeral, fica penalizado.
Sem querer mal à Ministra, gostava de saber como ela faria se esse azar lhe batesse à porta.
Tal como o Sócrates que quer a excelência e o rigor, ... mas é para os outros.
Quem não conhece o seu diploma que lhe saiu na Farinha Amparo a um Domingo?
Sinto-me REVOLTADO!
Sinto-me ENOJADO!


22/02/2007
- Professora com leucemia, obrigada a dar aulas

Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois
anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho.
Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento.“Sinto-me muito injustiçada.
Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso”, salientou a professora ao CM.

ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA

O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. “Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro.”A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica “abalada psicologicamente”. “Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer”, diz.

Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação – da qual já apresentou recurso – só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnostica.
Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando “a tinha até Outubro de 2008”.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

A CONTENÇÃO SALARIAL

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Ao mesmo tempo que, segundo números da Comissão Europeia, o poder de compra dos trabalhadores portugueses registou, em 2006, a maior descida dos últimos 22 anos, a CMVM anunciou que, entre 2000 e 2005, os vencimentos dos administradores das empresas cotadas em bolsa duplicaram (e nas empresas do PSI 20 mais que triplicaram!).
Isto é, enquanto pagam aos seus trabalhadores dos mais baixos salários da Europa a 25 (e todos os dias reclamam, sob a batuta do governador do Banco de Portugal, por "contenção salarial" e "flexibilidade"), esses administradores duplicam, ou mais que triplicam, os próprios vencimentos, vampirizando os accionistas e metendo ao bolso qualquer coisa como 23,9% (!) dos lucros das empresas.
Recorde-se que o Estado é accionista maioritário ou de referência em muitas dessas empresas, como a GALP, a EDP, a AdP, a REN ou a PT, cujas administrações albergam "boys" e "girls" vindos directamente da política partidária (cada um atribuindo-se a si mesmo, em média, 3,5 milhões de euros por ano!).
Se isto não é um ultraje, talvez os governos que elegemos (e o actual é, presumivelmente, socialista) nos possam explicar o que é um ultraje.
O mais certo, porém, é que se calem e continuem a pedir "sacrifícios" aos portugueses.
A que portugueses?
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sábado, 26 de maio de 2007

SERÁ PORTUGAL UM DESERTO A SUL DO TEJO? ... JAMAIS ... JAMAIS!!

Depois de Mário Lino mostrar ser um excelente entertainer de almoços e de convívios de autarcas do Oeste, começam a surgir pelo país empresas dispostas a organizar, para os próximos dias, passeios ao Oásis de Alcochete.
A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas – à Sé – de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.
O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"!
Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto – espectáculo sempre deslumbrante – será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.

ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, M. I. Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que, não se devendo construir novas, devemos aproveitar as que temos, enquanto estão de pé.
Vale a pena um passeio a esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!
ATENÇÃO
: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir qualquer das seguintes palavras jocosas: diploma, curso, Independente, engenheiro, fax e inglês técnico.

Um passeio que nunca mais vai esquecer. JAMAIS ... JAMAIS ... JAMAIS!!!!