BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

REVOLUÇÃO: COMEÇOU A NOVA ERA

INTERESSANTE !!

Uma nova Era já começou!
Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era, já começou!
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que, há cerca de 3 meses, começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução 'a sério' e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73. Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança e do que está a acontecer aos '10 factores':

1º- A Crise Financeira Mundial: desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se 'bancarrota') e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: 'emprestado virtualmente à taxa zero') montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

2º- A Crise do Petróleo: Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração: a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias está de facto a 'varrer' o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num 'caldo' de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na 'Europa', nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O 'Requiem' pela Europa e dos 'seus valores' foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China.. O gigante asiático vai agora 'atacar' o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social: As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia: para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos! Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de 'vezes' e, no fim, têm um sinal de 'igual'. Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo Mundo! Como em todas as Revoluções!

Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...
Autor Desconhecido

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

ELEIÇÕES EM ANGOLA - JÁ SE SABIA !!!

... não havia corrupção, não havia nepotismo, não havia autoritarismo.

Agora, o Governo português juntou mais alguns elogios, depois de um processo eleitoral exemplar.

Para José Sócrates, agora Angola é um país “livre”, “democrático” e “transparente”, onde se vota com “total liberdade”. Tudo o resto, é invenção dos media... e dos observadores internacionais.

Para a chefe da missão enviada pela União Europeia para fiscalizar as eleições, estas foram um “desastre” — pelo menos em alguns casos pontuais.

Durante todo o processo houve “desigualdades”: “uso indevido dos recursos do Estado por parte do MPLA”, “distribuição de ofertas do Governo” a líderes tradicionais e cobertura televisiva muito favorável ao Governo.

No dia da votação, os cadernos eleitorais — que a missão de observadores considera “um dos controlos mais importantes previstos na lei” — não foram distribuídos e as normas internacionais foram violadas.

Perante estas conclusões, não vale a pena falar das queixas da oposição, dos despedimentos por motivos políticos, do clima de medo geral, do enriquecimento repentino da família de José Eduardo dos Santos, da proibição de entrada de jornais internacionais incómodos, da coincidência da abstenção generalizada em regiões da oposição e dos surpreendentes mais de 8o°h de votos numa eleição democrática com cinco partidos.

Para o Governo português, tudo isto é livre, transparente e especialmente uma enorme oportunidade de negócio.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

SALÁRIOS PORTUGUESES FORAM OS QUE MAIS CAÍRAM


Os salários reais dos trabalhadores portugueses desvalorizaram em 2006, 2,6%, naquela que foi a maior queda nos países que compõem a OCDE. O mais grave é que os salários em Portugal são menos de metade dos restantes países da OCDE e da Zona Euro

Se considerarmos a média do salário do trabalhador português chegamos a um valor de 11.616 euros (18.455 dólares) em 2006, ano a que se reporta o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. A média dos salários anuais dos países integrantes da OCDE situa-se nos 39.743 dólares enquanto na Zona Euro essa média salarial anual desce para 38.759 dólares. Abaixo de Portugal apenas se contabilizam quatro países.

Hungria, a República Checa, a Polónia e a Eslováquia, apresentam salários médios anuais mais baixos, sendo que a Eslováquia por exemplo, se queda nos 8.675 dólares. Vencedor do ranking salarial é a Suíça onde em média um trabalhador consegue levar para casa anualmente 60.385 dólares.

No Luxemburgo, onde muitos portugueses se encontram a trabalhar em busca de uma vida melhor e a Dinamarca ocupam os lugares cimeiros com vencimentos médios de 59 e 56 mil dólares anuais.

Nos Estados Unidos da América, o trabalhador leva anualmente em média para casa a quantia de 47.688 dólares, o que constitui duas vez e meia o salário médio de um trabalhador português. Nas quedas dos salários reais Portugal apenas foi acompanhado pela Espanha, Alemanha, Itália e Holanda que, à semelhança da terra lusa viram os seus salários anuais médios reais descerem no ano de 2006.

Visto o salário médio anual auferido em Portugal, em 2006, mas medido em paridades de poder de compra, os dados da OCDE mostram que os vencimentos se quedam 44,9% abaixo da média dos países que integram a organização.

Tendo em conta o nível de vida nos diversos países, Portugal apresenta um índice de 55,1, acima dos 46,4 sem este factor, sendo que 100 é a média dos salários da OCDE.

sábado, 14 de junho de 2008

A PRAGA MUNDIAL QUE NINGUÉM QUER VER - A CHINA DO FUTURO

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reacção é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fracção dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios...Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber... Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder.

Os chineses estão a tirar proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem "terceirizar" a produção e ficar com o que "agrega valor": a marca.Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo "made in China", com rótulo estadunidense. Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...

Mesmo ao custo do fecho de suas fábricas. É o que chamo de "estratégia preçonhenta". Enquanto os ocidentais "terceirizam" as tácticas e ganham no curto prazo, a China assimila as tácticas para dominar no longo prazo. As grandes potências "mercadológicas" que fiquem com as marcas, o design... Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de ténis pelo mundo.. Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um "choque da manufactura", como foi o do petróleo.

E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que tornou-se refém do dragão que ele mesmo alimentou. Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos... Uma inversão de jogo que terá o Impacto de uma bomba atómica... Chinesa.

Nesse dia, os executivos "preçonhentos" tristemente olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando ao berlinde na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos... E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.
Luciano Pires é director de marketing da Dana e profissional de comunicação

terça-feira, 13 de maio de 2008

AINDA E SEMPRE ... A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Porque nunca é demais, retirei este texto do jornal da minha escola
A Avaliação do Desempenho ou o desempenho de uma (dita) avaliação



Parece-nos útil abrir um espaço de reflexão neste momento particularmente atribulado por que tem passado a escola e o ensino/educação na sequência de um conjunto de propostas políticas do governo que não podem nem devem ser encaradas de forma isolada ou descontextualizada.
Todos conhecemos a reacção geral dos docentes de todo o país e de todos os graus de ensino sobre a avaliação naquela que foi a maior manifestação de sempre de uma só classe profissional em Portugal, com base na avaliação de desempenho.
O sentimento de indignação foi partilhado de uma forma única e inolvidável por 100.000 professores e educadores presentes no dia 8 de Março em Lisboa e, por muitos outros que não estando presentes, acompanharam em directo a grandiosidade deste protesto, com a emoção própria de quem comungava das mesmas preocupações.
Esta reacção de tão grande profundidade e magnitude, foi um movimento genuíno de revolta e de desespero, em protesto por aquilo que eram consideradas políticas voltadas contra os professores, culminando num processo de avaliação de desempenho que, ao contrário daquilo que se pretende transmitir para a opinião pública como um dever que tem estado ausente, é, acima de tudo, mais do que um direito que nos assiste, uma inerência à profissão que abraçámos e honramos. A avaliação foi apenas a mola impulsionadora de um conjunto de equívocos autistas que têm provocado um mau estar numa classe cada vez mais carente de respeito e autoridade. Foi a cereja em cima do bolo que fez extravasar um prenhe ECD incongruente que é, acima de tudo, das maiores injustiças dolosas que já trespassaram incólumes qualquer classe. E o maior grito de revolta desta classe desprotegida é aquele que não se faz ouvir. Não porque não se oiça, mas porque não se quer ouvir. A classe docente é transversal em toda a sociedade portuguesa, não havendo quase família que não tenha conhecimento do que se passa. Jornalistas e políticos incluídos, obviamente.
Várias têm sido as tomadas de posição ditas, escritas e presenciais, assumidas por alguns professores da nossa escola, na procura de soluções que consideram mais justas e humanizadas e combatam o excesso de burocracia e a imposição da utopia de muitas medidas avulso de teimosia, meramente, política.
À pressa, atabalhoadamente e sem princípios de honorabilidade, não há transformações na Educação que aconteçam. Todos perdem em dignificação e competência.
Acreditamos que as diferentes representações de professores desta escola nos diferentes contextos de protesto no país, pelas mais diversas formas, terão ajudado a dar um contributo válido para uma maior seriedade, prudência e humildade em todo este processo que, embora tendo nascido torto, se espera que cedo ou tarde se endireite e sirva para dignificar a Escola e todos os agentes de educação
FTH

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

CHAMAR ÍNDIO A HUGO CHÁVEZ É OFENDER OS VERDADEIROS ÍNDIOS

Durante a campanha eleitoral, Hugo Chaves fez questão em tornar claro que era índio e não amerindio.
Amerindio dizia ele, foi um nome inventado pelos colonialistas espanhóis.
O regime que o presidente Hugo Chavez está a construir na Venezuela não apenas é autoritário como se propõe a criar uma nação à imagem e semelhança de seu governante de estilo centralizador, intolerante em relação a opiniões contrárias, em especial, no modo como procura transformar as instituições públicas em brinquedos pessoais e idiossincrasias que nos levam a pensar ser o "ditador perpétuo" e o protótipo do perfeito do déspota sul-americano. Segue o trilho de vários ditadores que deixaram a sua marca neste planeta ou ainda polulam incólumes por aí.
O Huginho, é um prepotente disposto a impor a sua visão de mundo a qualquer custo. A nova Constituição, dá sustentação legal às medidas autoritárias que Chávez vem colocando em prática desde que foi eleito. A centralização do poder nas mãos do presidente, a militarização do país e o desrespeito ao direito de propriedade não são novidades no governo deste índio coronel. Para os venezuelanos, a confirmação da nova Constituição é como viver à sombra de um regime autoritário por um período cujas verdadeiras dimensões talvez só possam ser tidas pelo preço do petróleo, cuja renda é controlada pessoalmente por Chavez, que tem a sorte do tamanho das reservas do país, que ocupa a sexta posição entre as maiores do mundo.
Depois de eleito, quando o preço do petróleo andava baixo, ele tratou de aprovar uma nova Constituição, escrita por ele próprio, que lhe permitiu governar acima da lei passando na prática pela expansão do clientelismo político. Depois, anunciou a construção do "socialismo do século XXI" que é o desejo de Chávez concentrar o poder nas suas próprias mãos pelo maior tempo possível.
Num dos programas da SIC Notícias, um comentador internacional explicava que há três motivos que levam os venezuelanos a gostar de Chávez segundo um estudo feito por uma Universidade Venezuelana importante. Primeiro, porque ele se parece com as pessoas do "povo", por ser mestiço. Segundo, porque acreditam que ele dá voz aos pobres. Terceiro, porque vêem nele os valores morais, familiares e religiosos que mais prezam. Mas, ao mesmo tempo, discordam dos ataques do presidente à propriedade privada, não gostam da militarização do país e nem querem pensar em ver a Venezuela fazer ... uma "experiência cubana" Em relação às Forças Armadas, é também o Huginho quem decide sobre a promoção dos militares. A Venezuela é hoje o segundo país com o maior gasto militar da América do Sul, a seguir à Colômbia.
Quem é que Chávez pretende enfrentar com este arsenal? A Bolívia, se Morales for derrubado do poder? Os Estados Unidos (o grande demónio imperialista)? Acho que não, nenhum deles, talvez seja para se conseguir proteger do seu próprio povo, no dia em que os venezuelanos perceberem que estão a ser enganados
A destruição do estado de direito, é mais que evidente, todas as instituições públicas têm de se sujeitar à sua vontade, juízes incluídos, pois claro.Por outro lado, temos ainda o ridículo do culto narcisista da imagem de Huginho Chávez que se apresenta como o verdadeiro herdeiro histórico de Bolívar, pronto para a construção da "Grande Nação Sul-americana" ... inacabada ... eheheheheA quem vê, por exemplo, os noticiários e documentários na televisão, não passam despercebidos os tamanhos gigantescos da sua cara em painéis, murais e autocarros. Recordo-me de ter ouvido recentemente que bateu o record de Fidel em horas de discurso, sufocando os venezuelanos com sua presença intermitente e sem fim na rádio e na TV tal como quando anteontem, disse que a vitória do NÃO era uma MIERDA e a sua derrota era ... "de coragem" ahahahahahah
Tal como na ditadura de Fidel Castro, parece que também o Huginho Chávez procura criar a imagem de que o país entrou num processo de revolução permanente com o propósito da construção do socialismo. Com o seu narcisismo e autoritarismo procura criar uma nova imagem do venezuelano inspirado em si próprio quase que diria, seguindo as pisadas do presidente do Paraguai que chegou a proibir o casamento de brancas com descendentes de espanhóis porque queria criar uma nação mestiça. Mas sobre isto há poucos comentários "demokratas"!
É pois, nesta esperteza saloia que tem mostrado eficiência em usar mecanismos "demokráticos" que acabem com a liberdade, mas que também o tornam capaz de sucatear a economia venezuelana que estatizou as principais empresas de telefone e energia e encerrou os maiores canais de TV por razões políticas. Não fosse o petróleo e queria ver ...
Mas as coisas, mesmo assim, parece que vão andando pois o racionamento de alimentos que já se regista é um dos primeiros sinais daquilo que os venezuelanos mais temem: a transformação da Venezuela numa nova Cuba.
Chamar Índio ao Hugo Chavez...
é ofender os verdadeiros Indios.

terça-feira, 8 de maio de 2007

PORTUGAL - NEM ESQUERDA NEM DIREITA ... O QUE TEMOS É CORRUPÇÃO!



Durão Barroso, Santana Lopes, e José Sócrates fizeram da governação uma quinta. HÁ DÚVIDAS?

Uma auditoria do Tribunal de Contas arrasou o governo e pôs a nu as causas verdadeiras do défice nas contas públicas.
Há anos que andamos a ser sacrificados e o pretexto é o do défice das contas públicas.
Para reduzir o défice das contas públicas, o governo não encontra outras soluções que não sejam as de fechar centros de saúde, maternidades, urgências hospitalares, escolas, consulados, e tantos outros serviços necessários às pessoas.
Nestes apertos, o interior do país tem sido o principal sacrificado, retirando-lhe o pouco que tem.
Na sanha da poupança, o governo aumenta os impostos, encarece serviços de saúde, reduz pensões, encarece medicamentos, tudo numa cata ao dinheiro do pobre, esmifrando tudo o que pode.
Não contente com as contas, o governo atirou-se aos funcionários públicos como se eles não fossem necessários e não prestassem serviços.
Pois agora, caiu a máscara. O relatório do Tribunal de Contas é claro e arrasador.
Os governos de Durão Barroso, de Santana Lopes, de José Sócrates fizeram da governação uma quinta, trataram-se, tratam-se como nababos. Verdadeiros esbanjadores da riqueza pública.
Consta no relatório do Tribunal de Contas que “os gabinetes ministeriais dos últimos três governos gastaram, entre 2003 e 2005, 12,8 mil milhões de euros”.
Isso mesmo: 12,8 mil milhões de euros. Uma soma astronómica!
Cada português paga 430 euros por ano para financiar os gastos com os gabinetes do governo. São os salários dos assessores, os pedidos de pareceres e a contratação de especialistas. Tudo feito sem controlo.” Uma anarquia! Os gabinetes ministeriais tornaram-se máquinas devoradoras de dinheiro público! Uma gamela onde se come à grande!
É um rosário de nomeações, gente amiga. “Durão Barroso fez 72 nomeações e terminou com 62; Pedro Santana Lopes começou com 108 nomeações e acabou com 80 pessoas; José Sócrates é apontado como o campeão das nomeações, 148”.
Foi José Sócrates que se apresentou como o moralista, o disciplinador.
Agora imagine-se se este ex-engenheiro não primasse pela excelência e pelo rigor (que ao que parece apenas se aplica aos outros, não a ele)
“Da astronómica verba, 12,8 mil milhões de euros, 216,3 milhões foram gastos em despesas de funcionamento, ou seja, papel, lapiseiras, clips, contas da água e da luz, telefones, etc.”
A fatia de leão dos gastos foi para “salários e outras retribuições para secretárias, motoristas, assessores (alguns com ordenados escandalosos), conselheiros, chefes de serviço, especialistas diversos, técnicos, juristas, em síntese, o chamado pessoal político”, uma corte de muita gente. Gente amiga.
Tudo pago pelo Zé.
Mas o espantoso deste regabofe é que os políticos responsáveis por este esbanjar são os mesmos que apregoam em público austeridade, rigor, eficiência administrativa, qualificação.
Os números do desmando são esmagadores. Em três anos (2003 a 2005) a despesa total movimentada pelos gabinetes do governo atingiu o valor de 12,8 mil milhões de euros”. Para se ter uma ideia: "os gastos dos ministérios davam para construir três aeroportos da Ota e uma dezena de pontes iguais à Vasco da Gama. "
Cada português teve de pagar do seu bolso 430 euros por ano para financiar o funcionamento dos gabinetes do governo. Estamos a falar de despesas que dizem respeito a ordenados com assessores, chefes de gabinete, pagamento de pareceres e contratação de especialistas”.
São 250 gabinetes governamentais que foram auditados pelo Tribunal de Contas e que empregaram 1303 assessores, técnicos, consultores e especialistas durante três anos.
“José Sócrates foi o primeiro-ministro em causa que mais nomeações fez para o seu gabinete, 148 nomeações”.
O “reformista” que despede funcionários públicos para entregar serviços a privados. Com estas políticas, com governantes deste calibre, o país não sairá da cepa torta, continuaremos mergulhados em sacrifícios insuportáveis.
Com tanto dinheiro gasto, quantos centros de saúde, hospitais, urgências, escolas se poderiam construir e manter em funcionamento, abertos às necessidades das populações e com bom serviço?
Os impostos que pagamos servem para alimentar um sistema político ineficaz, incompetente, esbanjador.
Deus nos proteja.

domingo, 6 de maio de 2007

CUBA - O "IDH" QUE TANTO ORGULHA OS SIMPATIZANTES DE FIDEL CASTRO


Índice de Desenvolvimento Humano
(Isto a propósito de uma conversa com um amigo que se encontra no Rio de Janeiro, defensor do regime castrista)
Qual Desenvolvimento Humano em Cuba?
Isto só mesmo para brincar ... De facto, os parâmetros para o cálculo do IDH, são quase todos eles baseados na saúde e educação (alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade) o que, obviamente, à custa do mísero sacrifício a que o povo cubano é sujeito, elevam o índice de Cuba.
Não é difícil perceber a FALSIDADE que reveste a capa do índice de natalidade em Cuba, parte integrante dos parâmetros do IDH.
Medido por esses parâmetros, obviamente que o Índice de Cuba tem de crescer. Mas isso é extremamente redutor. Redutor e RIDÍCULO. Feito à medida.
Parece a Academia sueca a eleger o Prémio Nobel.

Agora, se incluirmos no Desenvolvimento Humano, a alimentação (que em Cuba é racionada e miserável por ser exígua), o conhecimento do mundo, a tecnologia, a habitação, o turismo, a informação, o automóvel, a televisão, o computador, o telefone, a máquina de lavar roupa, o lazer, o cinema, ir a um café tomar a bica e estar com os amigos, os transportes públicos, as publicações e revistas sociais, o turismo (interno) dos cubano ... enfim ... tudo aquilo que para nós hoje não passa de uma banalidade, as coisas assumem uma figura completamente diferente.
E o Poder de Compra? ZERO, aliás, nem isso, ... é NEGATIVO!
Quem não é do governo ou prostituta, vive ao nível ... de cão, (é a realidade, para além destas duas "classes sociais" quem vive bem em Cuba?)
Quanto ganha um cubano? Qual é o nível de vida lá? O que diz a "Human Rights Watch" de Cuba?
O "regime cubano social-comunista" RACIONA a comida nas lojas do Povo e, 1 pacote de arroz tem de dar para um mês numa família de 5/6 pessoas. Qual é o ordenado mínimo nacional? O equivalente a 12 euros em Portugal (2.4000$00) e o nível de vida lá é muito parecido com o de cá em Portugal. Um taxista, por exemplo, ganha 15 euros (3.000$00) e num mês de maior movimento, consegue ir aos 17 euros (3.400$00).O vencimento de um cubano é pago em "pesos cubanos" (moeda nacional) que apenas serve para eles cubanos pagarem as "despesas oficiais". Se pretenderem comercializar cá fora, têm de trocar esse dinheiro que sobrar por "pesos convertíveis" que são 10 vezes mais caros.
Não, NÃO ME ENGANEI, disse bem, DEZ VEZES MAIS CARO.

Por exemplo, eu comprei a uma criança de 5/6 anos talvez, 4 latas de leite em pó que não dá para 15 dias (pouco maior, cada uma, que a lata de leite moça) pelo equivalente a 22 euros, imaginem ... (ordenado mínimo 12 euros, recordo)
O "regime social-comunista/castrista" de facto, raciona a alimentação e com a política económica e objectivos de vida que traça e a que OBRIGA cada cubano, limita-os ao mínimo, ao que eles querem que o povo tenha. Dá-lhes saúde e educação, é um facto, mas NÃO PASSA DISSO. Realmente, quando se quer encontrar algo que mereça algum "destake" do "regime social-comunista/castrista", fala-se da saúde e da educação.

OS CUBANOS NÃO TÊM MAIS NADA ... !!! Isto tudo para já não falar na... ditadura de Fidel, nos presos políticos, nos fuzilamentos, na censura, etc. etc.
De facto Cuba tem o sistema de saúde e educação gratuitos, é verdade, mas para o governo ter AO MENOS alguma coisa para lhes dar do "sistema social-comunista" CADUCO, vê-se obrigado a CHULAR TODO o seu povo e, claro, os agentes de saúde e de educação.
Alguém troca uma saúde gratuita com 77,23 anos de VIDA DE CÃO por uma vida digna?
Eu, prefiro pagar a saúde e ter DIREITO A VIVER.
Trata-se, de facto, da opressão do povo cubano por uma SEVERA E SANGUINÁRIA DITADURA há 50 anos. Há mais tempo que Salazar em Portugal.
E o Bloqueio oprime o povo cubano? É verdade que sim, o bloqueio traz imensas dificuldades a esse povo que só é povo "coitadinho" para isso, porque para as barbaridades que o SISTEMA POLÍTICO ASSASSINO, BÁRBARO E CADUCO, isso já não é povo que sofre. Quando se trata de falar em Direitos Humanos... está bem, está bem ...
O Bloqueio de facto não dá aos cubanos para "viverem à larga" mas, o "regime de ditadura social-comunista" que vigora a FERRO E FOGO, dá muito, mas MUITO menos. E isso é o que custa dizer em voz alta embora eu admita que muitas vezes os seus defensores o pensem para dentro e em surdina.
Mas, toda a gente sabe que o Bloqueio é desculpa para TUDO e já não pega, (embora importante mas não é só, já o referi), não é pau para toda a colher, já são muitas desculpas ... por tudo e por nada, é o bloqueio. BASTA de desculpas já esfarrapadas, até parece que o resto é uma santidade. Parece o Sócrates, que ao fim de 2 anos de governo desastroso, a culpa ainda é do governo anterior, como se fosse a primeira vez que ele estivesse no o governo. Porquê que a Internet é proibida ao povo cubano? E os telemóveis? E os Jornais? E a pesca quando o que mais há lá é peixe e água por todo o lado? E o turismo? E a livre opinião? E a propriedade privada? O que é que tudo isto tem a ver com o Bloqueio?

Já alguém se imaginou 6 horas de pé, OBRIGADO a estar na Praça da Revolução (figura ao lado), debaixo de uma temperatura de 40 graus e mais, sem sombras no meio de milhares de pessoas, a ter de ouvir um discurso monocórdico e, no fim, ser OBRIGADO a bater palmas? O que é que isto tem a ver com o Bloqueio? Se um dos "inspectores de bairro" (chamados "bufos" no tempo de Salazar, ... em Cuba sempre é mais pomposo), - cada bairro tem 4 (1 por rua) - denunciar, faltas de rotina na rua ou faltas às manifestações de apoio a Fidel, o que é que isto tem a ver com o Bloqueio?
E se Cuba é um exemplo mais mediático, não será porque "aquilo" está tão podre que muito provavelmente será o próximo regime comunista a levar uma volta. Salazar caiu da cadeira, Fidel tropeçou no atacador. Querem maior semelhança?
O sistema socialista/marxista/comunista cubano de ditadura é deprimente para o povo cubano.
O Bloqueio NÃO PODE, NEM DEVE ser utilizado como ESCUDO ou como GUARDA-CHUVA do regime caótico, assassinos, desumano, "social-comunista" de Fidel de Castro. É óbvio que continuar ao fim de tantos anos a atirar a culpa POR TUDO E POR NADA ao bloqueio é também, para além de uma desculpa esfarrapada, má fé. O progresso cubano e o bem estar do povo cubano, devem-se mais ao regime que ao bloqueio já que a falta de direitos e limitações impostas por uma UTOPIA CEGA de regime, NADA têm a ver com o bloqueio.

CUBA - O PARAÍSO DE FIDEL CASTRO

"A revolução de Fidel foi a revolução do ódio, da vingança e das vítimas."
(Papa João Paulo II)

Fidel de Castro faltou às manifestações do 1º de Maio e as manifestações de apreço, são cada vez mais tímidas. Até parece que as "coisas" se estão a preparar.
Nós que passámos pelo 25 de Abril, sabemos como funcionam. De um dia para o outros, os comprometidos com o regime, fazem uma volta de 180 graus, arrumam a boina e vão ao Palácio da Revolução (4 andares de fotocópias de intoxicação nas paredes) queimar o pouco que lá existe, depois de derrubarem os tanques e estátuas da 3ª revolução.
Tornam-se assim, de um dia para o outro, nos verdadeiros DEMOCRATAS que já eram desde pequeninos. Daqui a uns meses ... estarão todos ao lado daquele povo que, neste preciso momento em que escrevo, são uns REVOLTADOS com a situação de miséria que vivem.

Não faz muito tempo que estive em Cuba. Foi em Outubro de 2006.
A miséria em que o "social-comunismo" deixou aquele povo é enorme. Acredito que só estejam à espera de um "sinal" para virarem aquilo tudo ao contrário. A insatisfação é TOTAL e não escondem a necessidade de manifestarem essa REVOLTA. Se puderem, até os comem vivos ...Uma tristeza aquele país!!!

E, estes apoios frenéticos à distância não me admiram NADA, afinal de contas, não são eles que lá vivem. De facto ...

É inegável que Fidel faz um grande investimento na saúde e educação, tornando-as gratuitas em Cuba mas, para isso (e não só), deixa a população na MAIOR POBREZA E MISÉRIA.
Eu, NÃO GOSTARIA, (e até acredito que muitos de nós que sabemos o que é qualidade de vida e gostamos de ter "as nossas coisas" para vivermos melhor) não gostaria(mos) de ter e de viver nesse regime de saúde e de educação gratuita.
Porquê?
Porque infelizmente para que o povo cubano possa ter essa enorme benesse (que é!!!) PASSA FOME e VIVE HORRIVELMENTE MAL. Mas quando estou a dizer MAL, é mesmo verdade e não acredito que alguém que já lá tenha ido me possa desmentir.

O Estado, para poder ter dinheiro para pagar a saúde e a educação ao POVO de forma gratuita, ROUBA-LHE o dinheiro do sustento. Acho que assim não é difícil ter um sistema de saúde gratuito em que os médicos são PESSIMAMENTE MAL PAGOS e os professores são HORRIVELMENTE MAL PAGOS para já não falar ... "no povo trabalhador" que é como dizem os sindicatos aqui em Portugal.
Com um investimento na saúde como de facto têm, parece-me óbvio que os índices de esperança de vida cresçam, mal dos cubanos seria se depois de tanto sacrifício para conseguirem viver, ainda tivessem de se sacrificar da mesma forma para nascer e para morrer. Era demais.

Mas, com os índices de mortalidade infantil já não posso aceitar de forma alguma.
Esses dados sobre a mortalidade infantil em Cuba não são credíveis pois é dos países com maior taxa de abortos em todo o mundo e, não percebo como podem entrar nessas estatísticas mundiais. Isso só mostra a pouca seriedade com que se levam esses estudos em diante. De facto, Cuba é o país com maior recorrência de aborto legal.
Por exemplo, nos anos 90, a taxa cubana girava em torno de 60 (***Vasquez, 1994) ou seja, ao engravidarem, as adolescentes cubanas, somavam mais abortos que nascimentos vivos.
Em 2001, por exemplo, 32,8% de adolescentes com MENOS de 20 anos, abortaram.
Um aborto, em vez de matar no primeiro ano de vida, mata logo à nascença, já nem dá possibilidade de morrer passado um ano. É uma espécie de estatística "espartana", (a meu ver, claro) que faz obviamente melhorar a taxa de mortalidade infantil.
Bom ...Por isso, não me admira que esses níveis sejam RELATIVAMENTE elevados mas, apesar de tudo isto, apesar de todo esse esforço enorme do governo cubano que SUGA o seu povo no resto, mesmo assim, fica sempre atrás dos países europeus, à excepção dos países ex-socialistas (claro!!) aparecendo apenas o Chipre e a Turquia numa situação, atrás de Cuba.
De resto, ficar à frente de todos os países africanos, de uma boa franja de asiáticos e da maior parte da América Latina, não me parece que seja assim tão, tão, tão fantástico, mas é bom.
Não podemos ignorar a privação, a fome e a miséria que aquele povo passa por opção do governo cubano. De facto, quem tanto investe na saúde e não investe no bem estar do seu povo, melhor seria que não tivesse melhores índices nela, tal como quando investe no tabaco.
Mas tudo isto que refiro da saúde, tem de ser visto no contexto global.

E a questão que se coloca é a de saber se alguém gostaria de viver os 77,23 anos de vida com saúde gratuita (mesmo que poucas vezes possas ter necessitado dela) mas, toda uma vida na maior pobreza, miséria, falta de liberdade, sem acesso a bens de qualidade de vida que hoje todo o mundo tem (telefone, telemóvel, Internet, televisão satélite ...).

Faça-se essa pergunta aos cubanos e vejam a resposta.
Eu fi-la várias vezes e TODOS me disseram que preferiam VIVER (viver a vida) pagando a saúde. Não me admirou, não deveria ser difícil prever essa resposta pois, todos nós temos consciência do desequilíbrio que existe no prato da balança em 77,23 anos de vida.
Não percebo, como é que essa malta que tanto fala do Salazar, defende o Fidel. Será que se o Salazar tivesse tido saúde e educação gratuita a esta hora não seria "fascista" como lhe chamam os socialistas/comunistas? Seria um amigo do povo e pelo povo?

*** VÁSQUEZ, L. A. Un informe psico sócio demográfico del aborto en Cuba, Encuentro de Investigadores sobre el aborto inducido en América Latina y el Caribe. Impactos Demográficos y Psicosociales del aborto, Anais ... Santafé de Bogotá, Universidad Externato de Colômbia, Novembro 1994

quinta-feira, 26 de abril de 2007

AI ÁFRICA ... ÁFRICA ... PARA ONDE VAIS?

Uma excelente reportagem assinada pelo jornalista britânico Alex Perry, publicada esta semana na revista Time, revela bem o inferno em que se transformou o Zimbabué, que nos anos 80 tinha a segunda mais próspera economia da África Austral – logo após a imbatível África do Sul.
Sob o mando despótico de Robert Mugabe, o país afundou-se, recuando a padrões de vida que remontam ao início da década de 50, quando ainda estava sob o domínio colonial.

O desemprego atinge 80% da população activa, a inflação subiu a 1.792,9% em Fevereiro, pensando-se que no fim do ano atinja níveis ainda mais astronómicos, rondando os 3700%.
Uma perda da moeda com esta magnitude significa, por exemplo, que na prática um só tijolo custa hoje mais do que uma casa com piscina em 1990”, escreve Perry, que foi detido logo no primeiro dia em que chegou à antiga Rodésia e relata com minúcia a sua amarga experiência prisional neste país transformado num imenso cárcere que perdeu cerca de dois milhões de habitantes nos últimos anos e onde grande parte dos que ainda não partiram são forçados a caçar animais selvagens para sobreviverem.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a esperança de vida no Zimbabué é de 34 anos para as mulheres e 37 para os homens – a mais baixa do planeta.
E, no entanto, o ditador, de 83 anos, mantém-se agarrado ao poder, procurando perpetuar o seu regime de terror que não hesita em silenciar todas as vozes discordantes – incluindo políticos, sindicalistas, clérigos e jornalistas.


Nada inédito no continente africano, desde sempre um fértil viveiro de tiranias.
Admira-me apenas o silêncio cúmplice de tantos intelectuais comprometidos com o progresso, que nem uma palavra de indignação exprimem contra a ditadura de Mugabe.
Ou talvez nem deva admirar-me: conheço demasiado bem os manuais de indignação selectiva deste gente, que fala alto e se cala, alternadamente, consoante o quadrante geográfico ou a costela ideológica que estiverem em causa.
in Caderno Diário de Pedro Correia
(Hoje Macau de 23 de Abril)