BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A HISTÓRIA CONTADA NAS ESCOLAS

O comunismo foi positivo para a economia,
o Exército Zapatista é um “movimento social”
e a globalização quer transformar o mundo
num "vasto casino". Não é o programa do
PCP, são os manuais escolares de História

O Ministério da Educação está preocupado com a colocação dos professores e com as condições das escolas, com as reivindicações dos sindicatos e com as críticas da oposição, com as exigências da burocracia e com as notas dos alunos — está tão preocupado com todas estas coisas meritórias que parece que alguém se esqueceu de um pequeno, inocente e irrelevante detalhe: o que é que se ensina, exactamente, nas salas de aula?
A pergunta é simples e a resposta devia ser simples — mas é um pouco mais complicada do que parece. Nas aulas de História, por exemplo, devia ensinar-se História. Mas, como se percebe, o que se ensina é uma visão perturbadora, ideológica e falsa, absolutamente falsa, da História.

No manual Caminhos da História, para o 12.° ano, editado pela ASA, escreve-se:

“Qualquer que seja o modo como se encare a filosofia comunista, a verdade é que devem ser-lhe creditadas realizações positivas na economia: uma acentuada melhoria dos métodos agrícolas e do rendimento do solo, expansão considerável da industrialização; introdução daplanificaçáo que tem, pelo menos, a vantagem de evitar a superprodução.”

Nem uma palavra sobre a fome nos campos soviéticos, sobre a escassez de produtos nas lojas e supermercados ou sobre a falta de capacidade de inovação económica dos países comunistas.

No mesmo livro, o Exército Zapatista mexicano é considerado um “movimento social” que defende o ambiente, a democracia e a justiça, esquecendo que se trata de um movimento de guerrilha num país democrático.

Noutro manual, Cadernos de História, para o 9.0 ano, da Texto Editores, o maoísmo é visto como “uma longa luta revolucionária apoiada, sobretudo, pelos camponeses”, deixando para mais tarde a referência aos milhões de mortos provocados pelo regime de Mao.

E há muito mais: a globalização vista como um incentivo a que o mundo se transforme “num vasto casino”, a crise dos sindicatos como uma consequência do “egoísmo” de alguns trabalhadores, e etc., etc., etc.

O Ministério da Educação não tem que escolher todos os livros que cada aluno do País vai ler.
E é bom que as escolas possam decidir que manuais pretendem adoptar.
Mas, arranje-se a desculpa que se arranjar, livros escolares que falsificam a História não podem ser aprovados pelo Estado.
Ou será que o Ministério também permitiria que as escolas escolhessem um manua! que ensinasse que Hitler pretendia apenas um mundo mais harmonioso, que Pinochet afastou de forma pacifica alguns opositores e que Salazar não foi um ditador?

terça-feira, 29 de julho de 2008

TODOS IGUAIS, TODOS DIFERENTES

Quando George Orwell descreveu em 1943/44, no Triunfo dos Porcos (Animal Farm) a revolta na Quinta "Manor", talvez estivesse a pensar já em Portugal quando o porco Benjamim referia que os sete mandamentos já não existiam e apenas havia um único:

TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS MAS
ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS
Senão vejamos alguns exemplos significativos para percebermos algumas das razões que fazem com que Portugal seja já, com Sócrates, o País mais atrasado da Europa. E depois, isto é que é irritante, eles MENTEM com todos os dentes que têm na boca

Espanha - Governo congela salários de altos cargos públicos para fazer face à crise (na Rádio Renascença).

Portugal - José Sócrates foi o governante que mais beneficiou com a política e já arrecada por ano mais 51 mil euros do que quando era deputado (no CM).

Portugal - Gestores públicos receberam 27 milhões (no Diário de Notícias)


Confira:
Espanha
Governo congela salários de altos cargos públicos.

O Primeiro-ministro espanhol, Rodrigues Zapatero, anunciou o congelamento de ordenados de todos os altos cargos da administração do Estado. A medida, para vigorar nos próximos dois anos, tem por objectivo combater a grave crise que atravessa a economia do país vizinho. O anúncio feito por Zapatero prevê o congelamento do salário do próprio Primeiro-ministro, de todos os altos cargos da administração do Estado e dos principais dirigentes das empresas públicas. A norma não se aplicará aos outros sectores da Função Pública, pois a intenção é respeitar os compromissos assumidos com os sindicatos. Rádio Renascença

sexta-feira, 11 de julho de 2008

DE CADA VEZ QUE ABRE A BOCA, OU MENTE, OU ... MENTE

Na linha daquilo que este ex-engenheiro pela Independente nos tem presenteado, uma vez mais, abriu a boca e saiu .. a mosca.

Promete aquilo que não é e que muito menos sabe. Fala do que não sabe mas, promete. Está-lhe na alma a MENTIRA.

Prometeu baixar o imposto de um automóvel que por si só já estava ISENTO do imposto.
São as brejeirices do sr. ex-engenheiro.

Cada cavadela cada minhoca!
Sempre do mesmo, nada a que não estejamos habituados: à MENTIRA e à PROPAGANDA.
Já agora, que baixe também o imposto de circulação dos BURROS.
Uma verdadeira medida ... à sua medida

segunda-feira, 7 de julho de 2008

AS BALELAS DE SEMPRE

Quem ganha com o IMI

A descida das taxas de IMI, a segunda promessa feita por José Sócrates tem a forte possibilidade de vir a beneficiar poucos contribuintes. Actualmente existem duas bandas de taxas de IMI. Uma que varia entre 0,2 e 0,5 por cento e que se aplica aos prédios novos ou aos que foram transaccionados a partir de 2003; e outra que varia entre 0,4 e 0,8 por cento e que se aplica aos restantes prédios.

Dentro destas bandas cabe a cada município definir qual a taxa a aplicar. A promessa do primeiro-ministro é de que irá reduzir estas taxas, mas, mais uma vez, a medida poderá não ter grandes efeitos. Primeiro, porque actualmente a lei fiscal isenta do pagamento deste imposto todos as famílias que preencham duas condições: que tenham um rendimento anual inferior a cerca de 10 mil euros e cuja casa não tenha um valor patrimonial superior a cerca de 50 mil euros. Ou seja, por mais mexidas que se faça nas taxas, estes contribuintes não irão sentir qualquer diferença.

Depois, a lei fiscal permite ainda uma outra isenção.

As casas cujo valor patrimonial seja inferior a 157.500 euros estão isentas por seis anos e as casas que tenham um valor entre 157.500 e 236.250 euros estão isentas por um período de três anos. Mas estas isenções apenas vigoram desde 2003, ano em que foi introduzida a reforma da tributação do património pela então equipa liderada pela ministra das Finanças Manuela Ferreira leite.

Antes disso as isenções (então de Contribuição Autárquica e não de IMI) chegavam aos dez anos para as casas cujo valor não ultrapassasse os 113.492 euros.

Por lógica, os contribuintes de mais baixos rendimentos compram casas de valor mais reduzido pelo que, a grande maioria deles gozam actualmente de isenção de imposto, logo, não sentirão, no imediato, uma redução de taxas. Assim, apenas beneficiarão de uma redução de taxas os contribuintes que tendo comprado uma casa de baixo valor já saíram do período de isenção e todos os que compraram casas de valor mais elevado e, como tal, não tiveram direito a isenção.

Refira-se que, segundo números publicados pelo Jornal de Negócios, 70 por cento das casas transaccionados entre 2004 e Janeiro de 2006 não pagavam IMI, beneficiando de uma qualquer das isenções.

Mas mesmo os contribuintes sem qualquer isenção poderão não sentir qualquer alteração no imposto a pagar, a menos que a redução de taxas seja muito significativa. Isto porque como são as Câmaras Municipais a fixar as taxas, muitas delas já aplicam valores que não são o limite máximo.

E analisando os 10 concelhos mais populosos do país, verifica-se que apenas três – Vila Nova de Gaia; Porto e Cascais - aplicam as duas taxas máximas (0,8 e 0,5 por cento). Lisboa, por exemplo, aplica uma taxa de 0,7 e 0,4 por cento.

Logo, se o Governo vier a descer os limites máximos para 0,7 e 0,4 por cento, os munícipes de Lisboa não notarão qualquer alteração.

O PACOTE DE DEDUÇÕES NULAS DO EX-ENGENHEIRO SÓCRATES


Deduções sem impacto

A consulta das estatísticas de IRS de 2006 e a forma como está redigida a lei fiscal permitem verificar, no entanto, que o aumento que vier a ser concretizado não terá resultados práticos significativos. Por um lado porque, segundo as estatísticas de IRS, em média, as famílias com rendimentos anuais brutos mais baixos já não pagam IRS.

Os dados deste imposto referentes a 2006 (os últimos disponíveis) mostram que uma família com rendimento bruto até 5.000 euros (pouco mais de 357 euros mensais considerando 14 salários) pagou pouco mais de 15 euros de imposto. Ou seja, mesmo que o aumento das deduções venha a fazer-se sentir nestas famílias, a poupança nunca ultrapassará este valor anual. No escalão seguinte (entre 5.000 e 10.000 euros) a poupança seria de apenas 49 euros. E mesmo no terceiro escalão, que vai até aos 13.500 euros (pouco mais de 964 euros mensais de salário bruto) a poupança apenas seria 176,34 euros anuais, cerca de 14 euros por mês.

Nestes três escalões, ainda segundo as mesmas estatísticas, encontram-se 2,5 milhões de agregados (ou famílias) de um total de pouco mais de 4,3 milhões de agregados que entregaram a sua declaração de rendimentos naquele ano.

Acontece que, ainda segundo as mesmas estatísticas, apenas pouco mais de um milhão de famílias utilizou esta dedução em 2006, tendo deduzido um montante de 447 milhões de euros. Ou seja, mesmo que este milhão de famílias estivesse dentro destes três escalões, a poupança que obteria com o aumento das deduções nunca ultrapassaria os 14 euros mensais. Mas não são apenas as estatísticas que indiciam que o aumento das deduções terá pouco efeito prático, especialmente sobre os contribuintes de menores rendimentos.

A forma como a lei fiscal está feita permite que sejam as famílias de maiores rendimentos a poderem deduzir mais despesas ao seu rendimento bruto. Isto porque a lógica da dedução é a de que o contribuinte vá deduzindo ao seu rendimento bruto várias despesas até ao momento em que já não tenha imposto a pagar ao Estado.

Acontece que no Código do IRS estão previstas nove categorias de despesa que podem ser deduzidas e se, por exemplo, se chegar à terceira categoria e já não haja imposto a pagar, então, as restantes já não se deduzem.
Ora, as despesas com encargos com a habitação, são a quinta categoria a deduzir, ficando atrás das despesas de saúde, de educação, entre outras. Ou seja, o aumento desta parcela pouco efeito terá para os contribuintes de menor rendimento.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

SALÁRIOS PORTUGUESES FORAM OS QUE MAIS CAÍRAM


Os salários reais dos trabalhadores portugueses desvalorizaram em 2006, 2,6%, naquela que foi a maior queda nos países que compõem a OCDE. O mais grave é que os salários em Portugal são menos de metade dos restantes países da OCDE e da Zona Euro

Se considerarmos a média do salário do trabalhador português chegamos a um valor de 11.616 euros (18.455 dólares) em 2006, ano a que se reporta o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. A média dos salários anuais dos países integrantes da OCDE situa-se nos 39.743 dólares enquanto na Zona Euro essa média salarial anual desce para 38.759 dólares. Abaixo de Portugal apenas se contabilizam quatro países.

Hungria, a República Checa, a Polónia e a Eslováquia, apresentam salários médios anuais mais baixos, sendo que a Eslováquia por exemplo, se queda nos 8.675 dólares. Vencedor do ranking salarial é a Suíça onde em média um trabalhador consegue levar para casa anualmente 60.385 dólares.

No Luxemburgo, onde muitos portugueses se encontram a trabalhar em busca de uma vida melhor e a Dinamarca ocupam os lugares cimeiros com vencimentos médios de 59 e 56 mil dólares anuais.

Nos Estados Unidos da América, o trabalhador leva anualmente em média para casa a quantia de 47.688 dólares, o que constitui duas vez e meia o salário médio de um trabalhador português. Nas quedas dos salários reais Portugal apenas foi acompanhado pela Espanha, Alemanha, Itália e Holanda que, à semelhança da terra lusa viram os seus salários anuais médios reais descerem no ano de 2006.

Visto o salário médio anual auferido em Portugal, em 2006, mas medido em paridades de poder de compra, os dados da OCDE mostram que os vencimentos se quedam 44,9% abaixo da média dos países que integram a organização.

Tendo em conta o nível de vida nos diversos países, Portugal apresenta um índice de 55,1, acima dos 46,4 sem este factor, sendo que 100 é a média dos salários da OCDE.

domingo, 25 de maio de 2008

GALP - UM PARAÍSO DE GENTE MUITO BEM PAGA. O ZÉ POVINHO QUE SE LIXE.

Recebi um email sobre a GALP, em power point, que vale a pena partilhar pois dá alguma informação que revolta qualquer contribuinte que anda pura e simplesmente a ser ROUBADO.
Exactamente, ROUBADO!!
A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de alguns cromos e de troca de incompetentes.
É inacreditável, mas é o país que temos ...
Uma das manchete do Expresso em tempos referia exactamente isto e, custa acreditar.

- Por exemplo, um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...
- O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais.
- Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.
- Manuel Queiró, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000 euros/mês.
- A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
- Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
- Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
- Outros exemplos avulso: Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês;
- A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês...
- Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.
- Com os novos aumentos Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.

A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo.

Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo.

Assim, este dream-team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de comilões que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...
Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes MILIONÁRIOS!

E AINDA DIZEM QUE A CRISE É CULPA DA FUNÇÃO PÚBLICA !!!
E outros que mais…!!!!!


sexta-feira, 23 de maio de 2008

PORTUGAL CAMPEÃO DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL - PARABÉNS!!!

Estamos habituados a que este governo socialista, venha SEMPRE desmentir, qualquer que seja o estudo e por mais idónea que seja a instituição, TODOS os ESTUDOS e RELATÓRIOS que evidenciam o desgoverno a que temos estado a ser sujeitos. É uma VERGONHA.
Agora até estudos da Eurostat, da UE, são questionados. Este governo NUNCA faz nada mal, Portugal está em progresso. Pelos vistos, estamos todos a viver melhor. MUITO MELHOR.

A vida é sustentável, cada vez mais sustentável, como se depreende pelas "atoardas" dos governantes. Contudo, até na página oficial da Presidência da República pode ler-se a verdade da notícia

Bom, ... mas ... Adiante!
Com base em números avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Pedro Silva Pereira contrariou os dados divulgados pelo Eurostat que apontava Portugal como o país com mais desigualdades na distribuição de rendimentos entre os 25 e o único que apresentava um desnível entre pobres e ricos superior ao dos Estados Unidos.
O mesmo relatório referia ainda que em Portugal há, neste momento, 957 mil pessoas a viverem com menos de 10 euros por dia. Estudo de Bruto da Costa conclui que pobreza afectou 52 por cento das famílias. Então, e o que é que se verifica?
• 1/5 Da população residente em risco de pobreza.
• Mulheres, idosos e menores de 18 anos, registaram taxas de risco mais elevadas do que a média da população, 19%, 26% e 21% respectivamente.
• 35% da população abaixo do limiar de pobreza são trabalhadores.
• Proporção de trabalhadores por conta própria aumenta entre aqueles em risco de pobreza.
• 20% Mais ricos possuem 45% dos rendimentos.
• Desigualdade gera maiores níveis de corrupção, sabota a legitimidade social, promove a exclusão e piores níveis de qualidade de vida.
• Limiar de pobreza pode homogeneizar e "esconder" diferentes graus de pobreza.
• Portugal perde posição no Índice de Desenvolvimento Humano.

Taxa de Desemprego é a maior dos últimos 21 anos – Mulheres continuam a serem mais afectadas que os homens; Aumenta a precariedade; Licenciados cada vez mais sujeitos ao desemprego.


Em Janeiro passado o INE divulgou os resultados do seu Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2006.
O documento destaca que 18% dos indivíduos residentes em Portugal encontravam-se em risco de pobreza, por outras palavras, quase 1/5 da população adulta recebeu menos de 366 euros por mês. Analisados isoladamente, mulheres, idosos e menores de 18 anos, registaram taxas de risco mais elevadas do que a média da população, 19%, 26% e 21% respectivamente.
O mesmo estudo ainda trabalhou outros enfoques, como a incidência de risco de pobreza e a relação com a composição do agregado familiar, constatando:
(i) agregados constituídos por um adulto com criança apresentaram taxa de risco de pobreza de 41%,
(ii) os idosos a viver sós, 40%, e
(iii) famílias com postas por dois adultos e três ou mais crianças dependentes 38%, o que os confere as maiores taxas de risco de pobreza.
O inquérito ainda traz à luz outra questão fundamental e preocupante, o facto de 35% da população abaixo do limiar de pobreza estar empregada.
Destaca ainda o aumento da participação de trabalhadores por conta própria entre a população em risco de pobreza, um forte indício da vulnerabilidade e das consequências da precariedade do trabalho. Afinal, o trabalho não nos deveria livrar da pobreza?
O estudo apresenta ainda o indicador de desigualdade do rendimento, conhecido como coeficiente de gini.
Mesmo ainda sem dispormos de informações detalhadas, já sabemos que, do total da população, os 20% mais pobres possuem apenas 7% dos rendimentos (num cenário de plena igualdade estas duas percentagens deveriam ser idênticas) e os 20% mais ricos possuíam 45% do rendimento total.
Para dar outro parâmetro, se fizéssemos o exercício de "ordenar" a população em função dos seus rendimentos, e averiguássemos quanto do rendimento total do país está atribuído a cada um dos indivíduos, constataríamos que os 20% mais ricos possuíam 6,8 vezes o rendimento dos 20% mais pobres, proporção que seria de 12 vezes se levássemos em conta o estrato dos 10% mais ricos e 10% mais pobres.
E a pergunta é inexorável: VALE A PENA CONTINUAR A VIVER NUM PAÍS DESTES?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

POIS É, AGORA ATÉ A GASOLINA É ... NA HORA!

Não há dúvida.
Vivemos a era do tudo na hora.


A nova modernice do governo é o aumento de gasolina na hora. Aumentos hora sim, hora sim. UMA VERGONHA, ainda dizem que vão investigar

Quer abastecer mais barato? Confirme aqui no "mais gasolina" onde o deve fazer!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O MENTIROSO JOSÉ SÓCRATES SABE DAR ORDENS, NÃO SABE É CUMPRIR

Apesar de o filme de segurança do avião explicar que aquele era um voo de não-fumadores, depois do jantar, alguns membros do gabinete do primeiro-ministro dirigiram-se para a frente do avião com maços de tabaco na mão e referindo o facto de "já se poder fumar".
O local escolhido foi a zona de serviço de pessoal de bordo, na parte da frente do avião que dividia a classe executiva - onde seguiam o primeiro-ministro, os ministros e os secretários de Estado - da classe económica. Uma cortina, junto à porta de emergência, escondia os fumadores dos restantes passageiros. Mais tarde foi a vez de o próprio primeiro-ministro se esconder atrás da cortina e acender um cigarro. Voltaria lá mais uma vez, cerca de meia hora mais tarde. Porém, numa terceira vez, acabou por fumar sem se esconder, mesmo perante um aviso de obrigatoriedade de permanecer sentado e com o cinto apertado.



O constitucionalista Jorge Miranda, que negou que os casinos fossem uma excepção à nova Lei do Tabaco, situação invocada pelo presidente da ASAE, António Nunes, quando foi fotografado a fumar a 1 de Janeiro no Casino Estoril, disse que "neste caso há ainda menos dúvidas".
Vital Moreira, lembrou que "as normas valem para todos".
A TAP considerou que pedir para fumar num voo fretado é tão "normal" como solicitar uma "refeição especial".
O supervisor do voo, João Raio, a segunda autoridade a bordo logo após o comandante, disse não ter dúvidas de que era proibido fumar a bordo e, embaraçado, falou em "situações de excepção".
Nos voos da Presidência também se fuma. Contudo, "toda gente sabe que o Presidente da República não fuma", reagiu o assessor da Presidência Fernando Lima.

Tudo isto não é seguramente surpresa para ninguém. José Sócrates está habituado do alto da sua arrogância a mandar, a exigir, a dar ordens.
MAS NÃO CUMPRE. Não sabe cumprir. É incapaz de cumprir.
Tanto foi assim com a "istória "das habilitações como é agora com a vergonhosa prepotência do "vocês não podem fumar mas eu posso!"
Isto é verdadeiramente mais um escândalo para o país pelo incumprimento deliberado da lei, ainda por cima por pessoas que deviam dar o exemplo. Sócrates dá novamente mais um mau exemplo às pessoas violando a lei. Já se sabia que de maus exemplos está Sócrates cheio, desde aquelas fotocópias com a sua assinatura em duplicado na Assembleia da Republica, até às assinaturas de projectos seus (?) ou ao compromisso assumido do regime de exclusividade da AR.
Gostava era de saber a posição da ASAE sobre mais esta vergonhosa questão

José Sócrates não é mais que os professores. Quando querem fumar, abrem a porta e vão fumar para fora da escola. Sócrates deveria ter feito o mesmo, abrir a porta do avião e fumar lá fora.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

AGORA ... COMO ANTES

João Cravinho exonera no dia 3 de Abril a sua secretária particular ... "a seu pedido"!!
Nesse mesmo dia, essa mesma secretária particular é nomeada para lhe prestar apoio técnico com todas as mordomias e mais algumas:
- 2.300 € mensais, subsidio de Natal, férias e de refeição e ainda ... como dizia o "outro" ... e ainda ... direito a abono de despesas de transporte e ajudas de custo equiparado aos adjuntos de gabinete ... no país ou no estrangeiro! NEM MAIS!!!!
Tudo isto no mesmo dia!
As voltas que a vida dá, não é verdade?
Quem é amigo, Maria de Lurdes Teixeira Gonçalves?
Quem é amigo?

domingo, 6 de janeiro de 2008

ASSALTO AO BCP


Sobre a promiscuidade da relação BCP/CGD/PS/Governo, vale a pena ler a corajosa crónica de João Miranda no Diário de Notícias de hoje 5-1-2008, intitulada ASSALTO AO BCP

De acordo com a versão oficial, o BCP atravessava um período de instabilidade accionista que colocava em risco todo o sistema bancário. Por coincidência, algumas irregularidades descobertas recentemente levaram o Banco de Portugal a intervir.

O Banco de Portugal aconselhou os accionistas a não apoiarem 26 antigos administradores do BCP. Um desses administradores, Filipe Pinhal, foi obrigado a retirar a sua candidatura à administração.

Os accionistas descobriram que Santos Ferreira era o homem providencial de que precisavam. Por coincidência, Santos Ferreira era também presidente do banco público concorrente do BCP. O Governo deu o seu apoio a esta solução em nome da estabilidade do sistema bancário.

Uma leitura mais atenta revela outra história.

Grande parte da instabilidade accionista foi criada por Joe Berardo, um dos principais apoiantes de Santos Ferreira.

Santos Ferreira é um socialista e quer levar para o BCP Armando Vara, outro reputado socialista e amigo do primeiro-ministro.

O director do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, também é membro do Partido Socialista. Vítor Constâncio vetou os 26 administradores do BCP sem conceder às vítimas qualquer possibilidade de defesa. Ao fazê-lo, impôs Santos Ferreira aos accionistas.

As irregularidades atribuídas aos 26 administradores afinal eram antigas. Vítor Constâncio foi incompetente e só agora é que as descobriu.
O súbito interesse do Banco de Portugal por problemas antigos sugere uma intervenção cirúrgica a favor de uma das facções em luta pelo BCP. O Banco de Portugal, em vez de se comportar como um regulador neutro, optou por ajudar uma das facções a controlar o BCP. A transferência de Santos Ferreira para o BCP teve a bênção do ministro das Finanças, membro do Partido Socialista, que enquanto presidente da CMVM foi incapaz de detectar as irregularidades que agora são atribuídas aos 26 antigos administradores.

As últimas notícias sugerem uma história ainda mais obscura. Alguns accionistas do BCP (entre os quais Joe Berardo) compraram acções com empréstimos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos.

Estes accionistas são precisamente os mesmos que apoiam Santos Ferreira, que por sua vez foi o responsável máximo pela aprovação dos empréstimos. Pelos vistos, a instabilidade accionista do BCP andou a ser financiada por um banco público.

No próximo dia 15, na assembleia geral do BCP, Santos Ferreira deverá ser eleito presidente do banco. Para essa eleição deverão contribuir votos que correspondem a acções que foram compradas com dinheiro emprestado pelo antigo banco de Santos Ferreira.

Se a falta de vergonha for total, é mesmo possível que a Caixa Geral de Depósitos, que é accionista do BCP, vote, por ordens do Governo, no seu antigo presidente.
E já agora, vale igualmente a pena ler o artigo no seu blog do advogado José Maria Martins

QUANDO EU FOR GRANDE, TAMBÉM QUERO SER DA ... ASAE



A MEIA DÚZIA DE LAVRADORES que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida.
Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios.
Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A SOLUÇÃO FINAL vem aí.
Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado.
Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou!
É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido.

Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género. Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda. Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido.
Têm de ser de plástico, papel ou tecido.Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido.
As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido.
Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido.
Tem de ser em carros refrigerados.
TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
«Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007
- Por António Barreto

O PAÍS COM QUE SÓCRATES SEMPRE SONHOU - PORTUGAL DOS PEQUENINOS

"No mesmo país em que uma cadeia de grandes superfícies processou uma velhota por supostamente ter roubado um creme de beleza no valor de3,39 euros, o maior banco comercial português perdoa dívidas da ordem dos duzentos milhões de euros aos amigos da administração sem que nada aconteça.
E ainda vêm tranquilizar o mercado porque esses prejuízos estão reflectidos nas contas do banco, isto é, roubaram aos accionistas e ainda vão ganhar algum por conta dos impostos que não serão cobrados porque o "roubo" foi convertido em prejuízo.
No mesmo país onde as grandes superfícies são selvas de câmaras de vídeo seguranças, a CNVM e o Banco de Portugal fazem de virgens ofendidas como se as operações do Millennium fossem uma surpresa, como se nunca tivessem ouvido falar de off-shores ou da Operação Furacão. É exactamente o mesmo país cujo Procurador-geral recebeu em audiência o presidente do Millennium que lhe foi dar as boas-vindas, ninguém estranhando tanta cortesia entre o chefe da investigação criminal e o chefe de um banco sob suspeita.
Não me admiraria nada que, por este andar, o chefe dos Super Dragões passe a visitar o Procurador-Geral para lhe cantar as Janeiras e desejar-lhe um bom Ano Novo.Mas o problema do Millennium está em vias de resolução para que seja reposta paz no mundo da alta finança, o presidente da CGD já se demitiu para poder transitar para o Millennium. Isto é, os grandes accionistas do Opus Banco, incluindo os beneficiados da opus-pouca-vergonha de Jardim Gonçalves, vão ser ressarcidos dos prejuízos.
Com Santos Ferreira (por coincidência cunhado de António Guterres) o banco tem à sua frente a pessoa ideal pois o novo presidente conhece os cantos à casa do principal concorrente do Millennium. E como se isso fosse pouco ainda leva consigo António Vara que, na CGD, tinha o pelouro do crédito às empresas.
Estão reunidas as condições para o golpe do baú, não admira que pela primeira vez nos últimos dois anos haja paz entre a maioria dos accionistas, algo que nem a mão divina da Opus Dei tinha conseguido.Tudo normal? Claro, a liderança do Millennium tem todas as condições para consolidar a liderança no mercado financeiro, agora que está na posse de todas as informações estratégicas da CGD, não admira que as suas acções tenham reagido em alta. Com tão boas acções até a Opus Dei ficou contente com a solução. Inside trading? Não, nem por isso pois tem a bênção de Sócrates, Constâncio e Carlos Tavares. Não admira que também tenha o apoio divino com a Opus Dei a orar e o Cardeal a dar a Bênção.
O que diz Cavaco Silva? Não tem muito a dizer, os negócios do Millennium são antigos, até se fala da ida de Catroga, um dos seus íntimos, para a CGD, o mesmo Catroga que era ministro das Finanças no tempo da privatização do BPA, o mesmo que foi parar ao Millennium. E por falar em CGD, além do nome de Catroga, um homem de Cavaco, fala-se de Manuel Pinho, um homem de Sócrates e do BES, o mesmo BES que tem alguns negócios com o banco público, em tempos até participou numa tentativa de compra manhosa da GALP, em que esta era adquirida pela Carlyle, por intermédio de amigos portugueses (entre os quais a Fundação Mário Soares), com dinheiro que seria da CGD, como Louçã denunciou na AR.
Nesse tempo era primeiro-ministro Durão Barroso, um amigo do BES. O velho patriarca do BES costumava dizer que este banco "é como as putas,está sempre ao lado do poder".
Começa a ser difícil distinguir entre putas e poder, já não sei se é o poder que escolhe as putas ou se são as putas que escolhem o poder.
No meio deste bordel já começa a ser difícil distinguir se os que têm dinheiro são banqueiros, putas ou os filhos das ditas. Fez muito bem o tribunal que se entreteve a julgar a velhota acusada de ter roubado um creme de beleza no valor de 3,99 euros ao Lidl.
Para além de dever saber que estes cremes não dão beleza a ninguém, muito menos a rugas com 76 anos, com esta idade já devia ter aprendido que se roubar um papo seco vai presa, mas se roubar duzentos milhões de euros passa a fazer parte do jet set, ninguém lhe olha para as rugas e, se o Procurador-Geral não tiver uma agenda muito preenchida, ainda pode ir beber um chá ao Palácio de Palmela."

sábado, 29 de dezembro de 2007

2008 - PORTUGAL NO SEU MELHOR - UM ANO DE ATROPELOS E VERGONHAS POLÍTICAS

O ano de 2007 foi pródigo em gafes e atropelos nas explicações dadas pelos nossos políticos sobre decisões e acontecimentos polémicos.
Desde a licenciatura do primeiro-ministro que, durante a Primavera, foi o tema predilecto dos quadros humorísticos dos Gato fedorento na RTP, até ao apelo de Cavaco Silva a um maior pendor procriativo por parte das gentes lusas - um repto descontraído e até um pouco gracejante, fora do registo do presidente da República -, muitos foram os exemplos.
Noutros casos - cómicos por ser penoso ver um governante falar sem noção das consequências - mais valia os políticos em causa terem reflectido um pouco antes de dizer o quer que seja.
Como aconteceu com os ministros da Economia, Manuel Pinho, na visita oficial à China, e o das Obras Públicas, Mário Lino, quando comparou a margem sul a um deserto. Para meses depois admitir que o novo aeroporto em Alcochete até pode bem ser uma solução interessante.
Não tendo o presidente da Assembleia da República, o socialista Jaime Gama, tido a mesma notoriedade anedótica do antecessor, o social-democrata Mota Amaral, quando se referiu a um "curioso número", restaram os protagonistas do costume. Falamos, é claro, das habituais picardias corrosivas do presidente do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, ao Governo da República - sobretudo por causa da lei das Finanças Regionais - e a igualmente costumeira deselegância de Mário Soares sobre qualquer assunto, ainda que a sua opinião possa embaraçar o Executivo ou o partido de que foi fundador.
Também um "habitué" em questões de lapsos e de rápidas rectificações, Marcelo Rebelo de Sousa apostou com firmeza que a liderança do PSD se manteria em Marques Mendes e teve de dar o dito pelo não dito ao confirmar-se a vitória de Luís Filipe Menezes. Isto para além do reparo que o professor teceu à presidente da Mesa do Congresso, Manuela Ferreira Leite, por não ter manifestado, de forma inequívoca, o seu apoio a Marques Mendes. A ex-ministra considerou que a opinião do comentador e antigo líder social-democrata foi de teor pessoal e abusiva e, desse modo, terminou uma amizade com algumas décadas de existência.
Em suma, momentos para relembrar antes do fim de 2007 e numa época em que os políticos andam mais comedidos... com as palavras. Licenciatura de Sócrates explicada em directo. Em Abril, em entrevista à RTP, José Sócrates justifica ter pedido transferência do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) para a Universidade Independente (UnI) por, na UnI, haver uma licenciatura e o curso do ISEL apenas lhe dar equivalência.
Além disso, refere, a UnI "era perto do ISEL" e tinha regime pós-laboral. Havia, contudo, uma questão que pareceu não incomodar o então deputado socialista o curso da UnI não era reconhecido pela Ordem dos Engenheiros. Luís Arouca, reitor da UnI aceitou a candidatura sem lhe ter sido entregue o certificado de habilitações do ISEL e as classificações de quatro cadeiras foram lançadas num domingo de Agosto.
Sócrates alega que "um aluno não é responsável pelo funcionamento" da universidade que frequenta. O primeiro-ministro diz ainda que integrava uma turma "especial, de alunos oriundos de outras instituições", razão pela qual foi Arouca o docente de Inglês Técnico e não o regente da cadeira.
Uma enorme coincidência foi a explicação dada para o facto de António José Morais, filiado no PS e antigo ocupante de cargos dirigentes nos governos de Guterres e de Sócrates, ter sido, ao mesmo tempo, professor de três disciplinas que faltavam ao futuro líder do PS. Quanto ao constar, na sua biografia de deputado, como "engenheiro civil", o chefe de Governo disse não se lembrar por já ter sido há 14 anos.
Cavaco pede entusiasmo para se fazer mais filhos.
No final de uma visita de dois dias aos concelhos da Guarda e de Gouveia, no dia 24 de Novembro, o presidente da República quis saber "Por que é que nascem tão poucas crianças?".
E questionou: "O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?".
Numa das suas intervenções mais espontâneas ao longo deste ano, Cavaco ainda referiu não acreditar "que tenha desaparecido nos portugueses o entusiasmo por trazer novas vidas ao mundo".
Contribuam para tornar Portugal mais... pobre.
Foi a 21 de Maio, no Parlamento, no discurso que abriu o plenário sobre a Lei da Nacionalidade, que da garganta do primeiro-ministro saiu uma das gafes mais hilariantes do ano. José Sócrates queria pedir a todos os portugueses que contribuíssem para tornar Portugal um país mais próspero, mas foi traído na verbalização. "Quero deixar-vos também uma palavra de confiança, confiança em vós, nas vossas famílias e a certeza que cada um dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre... perdão, para um país mais solidário, mais próspero, evoluído", foi o que se ouviu.
Cavaquismo inspira corte nas férias judiciais
Em meados de Janeiro, em entrevista ao "Expresso", o ministro da Justiça, Alberto Costa, afirma que a redução das férias judiciais para apenas um mês foi uma sua medida de "inspiração cavaquista" e elogia o "ímpeto reformista" dos governos de Cavaco Silva no final da década de 80.
Manuel Pinho elogia baixos salários nacionais.
Na visita oficial à China, num seminário em Pequim, a 1 de Fevereiro, perante 300 empresários chineses, o ministro da Economia diz que a mão-de-obra portuguesa é barata, logo uma vantagem competitiva a aproveitar. Foi esta a terceira razão apontada por Manuel Pinho para se investir em Portugal "Somos um país competitivo em termos de custos, nomeadamente, os custos salariais são mais baixos do que a média da União Europeia."Ministro anuncia postos de trabalho que já existiam.
Face o despedimento de 500 trabalhadores da fábrica Delphi, em Maio, o ministro garantiu, em Bruxelas, que a multinacional tinha criado 250 postos de trabalho em Castelo Branco. Só que esses empregos já se encontravam preenchidos desde 2006.
Piada sobre Sócrates suspende professor.
Segundo a nota de culpa da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), no dia 19 de Abril, o professor de Inglês e ex-deputado do PSD, Fernando Charrua, disse "Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um f... da p...". Charrua alega que o insulto é "falso" e adianta que o comentário foi sobre a licenciatura de Sócrates, ocorreu dia 20 de Abril, num restaurante, onde estava com um colega e a directora da DREN, Margarida Moreira, que até terá respondido que, através do programa Novas Oportunidades, o primeiro-ministro poderia sanar essa questão. A suspensão de Charrua foi retirada semanas mais tarde. Pela própria ministra da Educação.
Frase de Correia de Campos exonera funcionária.
Foi no final de Junho. Um médico amplia um artigo de jornal em que o ministro da Saúde, Correia de Campos, diz nunca ter ido a um SAP (Serviço de Atendimento Permanente). O clínico agarra numa caneta e acrescenta "Façam como o ministro, não venham ao SAP". No inquérito que foi realizado, o médico admite a autoria da fotocópia e da frase. A administrativa do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, acaba por ser exonerada.SEC propõe que se diga mal do Governo, mas em casa.
Dias depois, a 5 de Julho, na apresentação do relatório anual do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, a secretária de Estado adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli diz "Vivemos num país em que as pessoas são livres de dizer aquilo que pensam... desde que seja nos locais apropriados". E foi ainda mais explícita: "Eu sou secretária de Estado, aqui nunca poderia dizer mal do Governo. Aqui. Mas posso dizer na minha casa, na esquina, no café. Tem é de haver alguma sensibilidade social.
"Lino diz que é engenheiro civil inscrito na Ordem".
A 4 de Maio, quando a polémica sobre a licenciatura do primeiro-ministro começava a ser esquecida, Mário Lino puxa dos galões e na abertura do 3.º Congresso do Oeste, em Alcobaça, para acusar de pouco sérios os argumentos dos que defendem o aeroporto na margem sul, brada "Digo isto com consciência profissional, evocando a minha condição de engenheiro civil, engenheiro inscrito na Ordem dos Engenheiros". A gargalhada foi geral. Ministro afunda-se no deserto da margem sul.
A 23 de Maio, num almoço da Ordem dos Economistas, o ministro das Obras Públicas recusa construir o aeroporto em Alcochete. "O que eu acho faraónico é fazer o aeroporto na margem sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hotéis e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar. "Lino não acerta na data e recua na localização.
Na mesma ocasião, Lino fala do calendário do projecto "Vamos lançar o concurso no segundo semestre de 2009". De repente, dá conta do lapso e rectifica: "Vamos lançar o concurso no segundo semestre de 2007". E a 12 de Junho - apenas 15 dias depois - anuncia ter pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete.
Alberto João Jardim escapa ao "espeto"Quinze antes das eleições legislativas antecipadas, a 6 de Maio, na Madeira, causadas pela sua demissão, Alberto João Jardim disse "Os socialistas contavam que roubando o dinheiro à Madeira, pegavam no Alberto João, pegavam no PSD, metiam no espeto, punham o Alberto João a grelhar ao lume e o Alberto João saía que nem um franguinho assado". "Só que eu gosto de frango e de frangas, mas servir de espeto...", é que não, percebeu-se. Jardim foi reeleito por mais quatro anos. Com maioria absoluta.
Almeida Santos diz que Ota é melhor contra terrorismo.
A 24 de Maio, no fim de uma reunião da Comissão Nacional do PS, Almeida Santos lança um novo argumento pró-Ota é menos vulnerável ao terrorismo. "Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o Norte do Sul do País".
Santana sai de entrevista por causa de Mourinho...
Dia 26 de Setembro à noite, Pedro Santana Lopes abandona, a meio, a entrevista que estava a dar à SIC Notícias sobre a eleição para a liderança do PSD. Por ter sido interrompido pelo directo da chegada de José Mourinho a Lisboa. "Eu vim com sacrifício pessoal e sou interrompido por causa da chegada de um treinador de futebol... Acho que o país está doido."... e compara Sócrates ao homem da Regisconta.
11 de Dezembro, no debate mensal com o primeiro-ministro, Santana Lopes diz a Sócrates "O senhor primeiro-ministro não pode querer ser o homem da Regisconta, que é uma máquina. E a Regisconta até faliu...".
Telemóvel do PGR faz "barulhos esquisitos"
A 20 de Outubro, Pinto Monteiro diz, em entrevista ao "Sol", que desconfia que é escutado. "Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta. Como é que vou lidar com isso? Não sei. Como vou controlar isto? Não sei". "Penso que tenho um telefone sob escuta. Às vezes, faz uns barulhos esquisitos.
"Soares chama "desgraça" à eleição de Menezes..."
Foi uma desgraça o que aconteceu no PSD", disse Mário Soares à TSF, a 30 de Setembro, sobre a eleição de Luís Filipe Menezes. "Aquilo que sucedeu é uma coisa que não nos agrada". E explica porquê "Um Governo precisa de uma Oposição forte e estruturada, porque senão o Governo pode dizer que não há alternativa e que pode fazer o que quiser".... e manda Sócrates virar um pouco à Esquerda"
Gostaria que o PS agora se voltasse um bocadinho mais para a esquerda", afirma o ex-chefe de Estado, no dia 11 de Novembro, ao "Diário de Notícias", opinando que a partir de agora, o PS deverá "dialogar com os sindicatos".
Um tratado "porreiro" ou demasiado confuso
Dias antes do Tratado de Lisboa ser assinado e dois meses após Sócrates ter murmurado a Durão Barroso "Porreiro, pá!", acerca do consenso obtido entre os 27 estados- -membros, Mário Soares deu, em Coimbra, a sua sincera opinião sobre o documento: "O Tratado de Lisboa não é muito especial. No que conheço, é muito confuso.
Nem é pequeno nem é claro. É o mais confuso possível".

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O CRIME ORGANIZADO

Ou há democracia e o direito é igual para todos ou então ... comem todos

E se as coisas continuarem assim, não me admira NADA que um dia destes se caminhe para uma situação idêntica a esta.
Qualquer dia, o sector privado quer ter os mesmos direitos que o governo e, acho muito bem!!!
Obviamente!