BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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domingo, 12 de outubro de 2008

O TRIBALISMO ENTRE DOCENTES VAI OU NÃO CHEGAR ÀS ESCOLAS?

Sobre o Abominável Sucesso Educativo (ASE) de Maria de Lurdes Rodrigues chegam novas e importantes notícias a antecipar o seu de há muito adiado desaparecimento funcional da governação, ainda que física e nominalmente se encontre na incontornável situação política de se ver arrastada, nem que seja pelos cabelos, pelo seu primeiríssimo até às próximas eleições legislativas.

Quis esta equipa ministerial tramar a Escola Pública e linchar os professores, começando, para consumar esse nefasto estratagema, por, a estes últimos, lhes querer delapidar a ética e a deontologia profissionais. Por ironia do destino (e para memória futura também), os resultados deste desvario ministerial, parecem indicar, desde já, duas coisas sobremaneira importantes:

1 - Os políticos podem errar. Não podem, contudo, persistir na teimosia do erro, fechando-lhe os olhos, eternizando-o e arrastando-o penosamente até ao ministro que se segue, para que daí venham impunemente a lavar as suas mãos. Quem assim procede, é, mais tarde ou mais cedo, castigado. Os professores mais novos na profissão (principais vítimas desde hediondo processo) mas, também e sobretudo, as novas gerações a quem quiseram usurpar a Escola Pública, não deixarão de fazer pagar bem caro a encapotada cegueira e a consentida incompetência;

2 - O insensato, insustentável e hediondo processo político dirigido por Maria de Lurdes Rodrigues, não só subestimou as reais medidas urgentes que a Educação nacional de há muito carece, como, pior ainda, a empobreceu, a enlutou e a colou definitivamente a arquétipos funcionais (políticos, administrativos e educativos) próprios e característicos dos países do terceiro-mundo, de que o frankeinsteiniano sistema de avaliação de desempenho importado do Chile constitui seu máximo e vergonhoso expoente, já para não falar aqui da inóspita e inexplicável divisão da carreira docente em duas categorias de professores só equiparável, na Europa, à divisão entre primeiros-ministros de países pobres (que para castigo não têm lugar nas cimeiras mais importantes) e a dos titularíssimos primeiros-ministros dos países europeus mais ricos (que põem e dispõem naqueles e lá os avaliam à sua maneira, raramente passando-lhes qualquer crédito). Valha-nos, ao menos, o Magalhães e o Hugo Chavez!

Voltemos ao centro da notícia que aqui me trouxe:
A confirmar-se as informações veiculadas pelo SPGL, num ápice a racionalidade e a nobreza de carácter parecem ter retomado o seu lugar naqueles de quem nunca se esperou que deles se alheassem: Conceição Castro Ramos, presidente do Conselho Científico para a Avaliação do Desempenho dos Professores, ter-se-á demitido, ainda que com recurso à figura da aposentação.
Os restantes conselheiros terão também tido um assombro de lucidez que os devolveu à realidade. Dou as boas vindas aos que, após atacados por aquilo que presumo ter sido uma fortuita constipação mental, agora parece regressar ao sentido das coisas com sentido. De alguns deles seria de esperar (e desejar) a cura; de outros nem tanto. Mas o SPGL diz-nos mais. Os membros deste mesmo Conselho terão considerado:

1 - Que os avaliadores não possuem formação para avaliar os seus pares (!). Importa agora saber porque mentiram à sociedade portuguesa os responsáveis políticos ao investi-los, perante a opinião pública, de uma titularidade de competências funcionais que afinal não detinham, não detêm e que os próprios, em grande número, parecem abominar quem as detém (?);

2 - Que este sistema de avaliação do desempenho não tem repercussão positiva na prática pedagógica dos docentes e no sucesso efectivo dos alunos. O inverso apenas poderia ser verdade se a miopia de quem nas escolas trabalha todos os dias fosse similar à dos governantes da 5 de Outubro;

3 - Que o modelo de avaliação em causa é, em si mesmo, promotor de conflitos pessoais e profissionais e gerador de um indesejável clima de instabilidade nas escolas. Quem foram os estrategas de guerra que planearam até quase ao pormenor a guerrilha entre docentes? Quem são os autistas que não perceberam (não percebem?) que o conflito tribal numa escola tem por principais vítimas não os docentes mas, sobretudo,os alunos e as suas famílias?

Do muito que aqui poderia continuar a comentar, (o tempo ainda não é infelizmente de balanço) fico-me, por agora, pelo seguinte:

A sensatez terá chegado tarde, mas, ainda assim, chegou. Pelo menos chegou ao Conselho Científico da Avaliação do Desempenho (ou pelo menos a parte significativa dele). Ao invés, para vexame de todos nós professores, não terá chegado (ainda! - Ou não vai chegar nunca?) ao famigerado Conselho de Escolas, como também ainda não chegou a alguns presidentes de conselhos executivos nem, tão pouco, a alguns Conselhos de Anciãos titulares dos órgãos Pedagógicos (à espera aquela vingançazinha que agora, para sua frustração, corre o risco de se ver adiada sine die) da mesma forma que esta ou outra lucidez, este ou outro arrependimento, este ou outro acto de nobreza democrática e de honra pessoal, não chegará nunca (por aquilo que dela cada vez menos se vai sabendo) a Maria de Lurdes Rodrigues e aos apaniguados secretários de estado. Importa agora que estejamos atentos. Muito atentos!

Importa também não esquecer nunca, para que se não repita mais, o que foi esta legislatura política para a educação nacional: uma triste e vil demissão dos nossos políticos para com a escola pública; um macabro exercício de má-fé contra os seus professores.

CASAMENTOS HOMOSEXUAIS - DO MODERNISMO AO SEU RIDÍCULO

A causa "fracturante"
Uma das cíclicas "causas fracturantes" da esquerda pós-moderna, é a dos "direitos" dos homossexuais, especialmente, nos últimos tempos, o direito ao casamento. A luta pela causa tem episódios aceitáveis, que passam pela afirmação do direito à diferença e pela rejeição de acções intolerantes que ataquem os elementares direitos de cidadania do cidadão homossexual e hoje, tirando alguns trogloditas, no Ocidente quase ninguém preconiza que se espanquem ou internem homossexuais. A ideia prevalecente é a de que a vida particular de cada um só a ele diz respeito.Assim sendo, qualquer homossexual é livre de viver a sua vida como bem entender, com quem entender, e o estado ocidental não se posta à cabeceira da alcova, para inspeccionar e sancionar os pormenores íntimos da questão. Ou seja, neste particular, tanto os homossexuais, como os heterossexuais são livres como os passarinhos. Mas a "causa fracturante" mantém-se, porque se deve à necessidade que a esquerda tem de arremeter contra homens de palha e moinhos de vento, uma vez que se vê a si própria como vanguarda revolucionária, como elite cultural cuja missão histórica é orientar as massas ignaras no caminho do progresso. Os que duvidam da sua auto-atribuída iluminação são evidentemente ignorantes ou malévolos, incapazes de ver aquilo que para a elite é de uma evidência cartesiana: os direitos dos homossexuais são condição sinequanon da modernidade e do progressismo.
Sugerir ou afirmar qualquer discordância, implica o anátema e o ódio devido aos hereges "homofóbicos". A vanguarda revolucionária, ao mesmo tempo que derrama sobre os ímpios as suas indignadas condenações morais e éticas, actua, qual Tribunal do Santo Oficio, insultando com o látego dos cismáticos.

E de uma aceitável condenação das acções concretas contra os homossexuais rapidamente escala para a pretensão totalitária de fiscalizar pensamentos e intenções, procurando castrar qualquer opinião que não coincida com a ortodoxia.

A Homossexualidade é uma "escolha"?

Aqueles que desfraldam o "orgulho gay" e abanam o rabo nas marchas do "orgulho", garantem que sim. A ciência, pelo seu lado, parece indicar que se trate de uma condição biologicamente determinada. Por exemplo, este estudo de Ivanka Savic e Per Lindström , demonstra, sem margem para grandes dúvidas, que nos aspectos relevantes a arquitectura cerebral dos homossexuais masculinos é semelhante ao das mulheres heterossexuais e vice-versa. Para além disso a homossexualidade existe noutros mamíferos que não apenas o homo sapiens pelo que, a menos que se trate de uma "escolha" de um certo chimpanzé, resta a biologia como explicação. No sentido estatístico do termo é uma anormalidade, tal como o génio, também ele sustentado em cérebros com mais ou melhores conexões, ou as habilidades futebolísticas do Cristiano Ronaldo, sustentadas não sei em quê.

Nesta perspectiva, o "orgulho gay" é algo ridículo. Que um indivíduo se orgulhe de ser génio, ou meter golos como o caraças, faz algum sentido. Que se orgulhe de uma diferença que não lhe dá qualquer vantagem, não faz sentido nenhum, excepto como fuga para a frente.

É uma doença?

O fundamento biológico não torna a homossexualidade uma doença. O seu portador nasce apenas com uma característica biológica que não lhe confere vantagens reprodutivas pelo que, naturalmente, tenderá a ser "passada" cada vez menos às gerações futuras.
O que faz crescer as espécies, são pulsões sexuais puras e duras e as nossas são exactamente iguais às dos outros mamíferos. O modo como as estilizamos é que é diferente. Gostamos de embrulhar a coisa em palavras elevadas e sublimes, mas o que está lá dentro são as poderosas forças do sexo e da morte. Eros e Tanatos, a estratégia racional, ainda que não racionalizada, de escapar à morte e ao tempo, espalhando ao máximo os genes que assegurarão a continuidade.É uma das principais razões pelas quais desaguámos no presente como espécie bem sucedida. A cultura vem depois, para suavizar, estilizar, enfeitar, humanizar. Paradoxalmente, o facto de haver mais homossexuais na nossa espécie, pode dever-se exactamente ao ambiente culturalmente hostil, porque durante muitos séculos a homossexualidade foi socialmente estigmatizada e poucos se atreviam a assumi-la, acabando por procriar no seio de relações hetero normais. Principalmente as mulheres que não tinham escolha. Com a "saída do armário", os homossexuais já não precisam de fingir pelo que as suas configurações genéticas serão cada vez menos passadas às gerações seguintes e o mecanismo darwinista remetê-los-á para a irrelevância estatística. Assim, paradoxalmente, o orgulho "gay" terá como consequência a longo prazo, com mais ou menos complexidade, com mais ou menos factores influenciadores, o confinamento dos homossexuais a uma percentagem reduzida, semelhante à de outras espécies de mamíferos. Não desaparecem (e ainda bem, a espécie pode vir a necessitá-los e a variedade é uma das armas da espécie) mas tornam-se marginais…, outliers, no sentido estatístico da palavra.

Preconceito

Nada há de escandaloso ou preconceituoso nisto, a não ser que se considere Charles Darwin e Mendel como maldosos homofóbicos.
Todavia eu tenho preconceitos relativamente à homossexualidade. Tenho e reivindico o direito de os ter. Faz parte da minha liberdade básica e não penso abdicar dela. Mas, contrariamente à correcção política vigente, penso que os preconceitos sobre a homossexualidade não são o resultado da ignorância ou da maldade. Pelo contrário, sou da opinião que as razões mergulham fundo nos nossos arquétipos colectivos, e estão presentes na maioria das pessoas.Por uma questão de conveniência ou boa educação, controlamos o impulso de fazer chacota, disfarçamos a aversão, retocamos a máscara, tal como fazemos com pessoas estranhas, obesas, deformadas, etc. A moral vigente dá polimento às atitudes mas na viela iluminada da nossa consciência, não podemos esconder de nós próprios o que realmente somos: velhos primatas prontos a matar e morrer, caso a natureza nos alcance.

Eu não sou hipócrita a não ser quando me convém. Consigo conversar civilizadamente com qualquer pessoa e disfarçar o que realmente penso, em suma, agir com correcção. Mas isso é apenas verniz social.

Importante, sem dúvida, mas apenas verniz. Para lá dele, eu penso que a homossexualidade é uma coisa estranha, e desagradam-me as suas manifestações públicas. Reconheço às pessoas o direito de serem o que são, mas reivindico para mim o direito de gostar ou não gostar disso. Há coisas que me desagradam e repugnam, não sei se por instinto, mas certamente para lá da racionalidade: por exemplo, ver dois tipos aos beijos. Porquê? Ignoro! Só sei que detesto olhar para aquilo. Há umas séries na RTP 2 que passam cenas e diálogos de gays e aquilo faz-me mudar de canal, é como mostrarem cenas de agulhas a espetarem nos braços, ou blocos operatórios, ou partos, etc. Mudo de canal porque ver aquilo incomoda-me. Não é uma questão religiosa… não acredito em Deus e estou-me nas tintas para os anjos. É algo de epidérmico. E tenho a razoável convicção de que a maioria das pessoas sente o mesmo, embora não o verbalize porque há uma pressão social que rotula tal aversão como pouco "avançada", pouco "moderna", pouco "sofisticada".
Também não gosto de ver uma pessoa com um furúnculo no nariz.

Não gosto e pronto, viro a cara e olho para coisas bonitas. Mas se a pessoa insiste em vir meter-me o furúnculo à frente dos olhos, e exige o meu respeito pelo furúnculo, e esfrega-o no furúnculo de outro tipo em público e diz que tem orgulho e quer que o estado reconheça e dignidade do furúnculo, a situação torna-se irritante.É isto que se está a passar.

Há quem pense que os outros devem submeter-se à sua visão da homossexualidade como um sinal de "modernidade", de "progressismo". É uma guerra cultural que tem de ser rechaçada.

Casamento homossexual

Quanto à "discriminação do casamento", a argumentação não me convence. Até porque a malta que agora exige o "casamento gay", é exactamente a mesma que tende a desvalorizar o casamento tradicional. Porque razão pretende esta gente estender aos homossexuais um estatuto que tanto critica, trazendo o Estado para o interior de uma relação que o não necessita, é algo que me faz torcer o nariz. Entendo que os próprios pretendam ter acesso aos benefícios que o Estado garante aos casais heterossexuais. É racional que assim o desejem. Ora o Estado, enquanto comunidade politicamente organizada, tem interesse em proteger e incentivar relacionamentos normais, com potenciais benefícios para a sociedade. A começar pela procriação, condição sinequanon da sobrevivência da sociedade.

Mas também a família, o equilíbrio, a educação das gerações, o controle da agressividade que a testosterona provoca, (basta ver a estatística de acidentes entre homens novos solteiros e casados, ou saber que os homossexuais não fazem cavalinhos nas motas para impressionar as fêmeas, para se ter uma ideia do que isto significa), a noção de uma "razão" de vida, etc, etc, tudo boas consequências empíricas de uma relação normal. Nem todos têm estes benefícios? Claro que não mas isso só se sabe à posteriori.

Pelo seu lado, as relações homossexuais não são vantajosas para a espécie, até ver. Certamente que interessam a alguns indivíduos, mas há uma certa arrogância em alguém considerar que aquilo que é bom para ele, é automaticamente bom para a sociedade. A meu ver, a sociedade apenas deve "pagar" aquilo que é potencialmente do seu interesse. A homossexualidade não o é. As sociedades humanas não necessitam de proteger juridicamente, ou incentivar a relação homossexual, porque dela não colhem quaisquer benefícios. Pode um estado legislar sobre a relação homossexual, mas não se vêem razões de "bem geral" que o justifiquem. De qualquer modo, se se vier a estender o contrato de casamento à relação homossexual, não se entende porque há-de parar aí.

Porque não incluir também outros tipos de associações conjugais, como os serralhos, por exemplo? Porque razão especial um homem há-de poder casar com outro homem e não com 3, 4, ou 5 mulheres e vice-versa? Será menos digno? Menos moderno? Menos progressista? Menos "de esquerda"? Se alguém entende que o casamento homossexual é uma coisa de tal modo importante para a sociedade, que justifica que a lei o enquadre, então o casamento poligâmico é-o por maioria de razão, porque mais natural e susceptível de gerar mais descendência.Afinal de contas, todos os homens normais gostariam de se "pôr" no maior número possível de mulheres, e todas as mulheres normais gostariam de ser apreciadas pelo máximo possível de homens, para poderem escolher o que lhe interessa mais.

A fêmea escolhe. E é porque a fêmea escolhe que o macho se exibe e se arrisca, e quer mostrar que é melhor que o outro e que tem melhores genes. Porque a fêmea não tem outra estratégia senão a escolha criteriosa. As suas oportunidades são finitas, tem de jogar pelo seguro. Não tem biliões de óvulos para desperdiçar e se hipoteca um, convém que valha a pena porque o vai carregar durante muitos meses e porque a cria será indefesa durante anos. Os seus genes sobreviverão ao tempo e à morte, se a cria sobreviver. Tem de escolher bem… tem de escolher bons genes e um parceiro que proteja a cria.Essa é a sua estratégia. Subliminar, não racionalizada, na maioria das vezes, mas que se mostra clara nos comportamentos normais. Quase tudo se joga na biologia. A "correcção política" é uma moda de gente mimada, numa época mimada.Assim que a natureza reclama o seu lugar, as Sabinas voltam a ser raptadas e os homossexuais a levar com ovos na testa.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

POUCO ESCLARECIDO O PERCURSO ACADÉMICO DE JOSÉ SÓCRATES

Esta informação por email é antiga e tem continuado a circular por aí. Ainda bem, é importante percebermos os contornos de quem tanto exige RIGOR mas NÃO SABE O QUE ISSO É.
Uns sobem na vida com esforço e trabalho, outros ... bem, outros aproveitam-se das oportunidades, cunhas e compadrios e sobem na vida com OPORTUNISMOS.
E NADA lhes acontece!!!!

O PROFESSOR QUE SÓCRATES NÃO CONHECIA, NÃO CONHECEU NEM QUER OUVIR FALAR; A BEM DA NAÇÃO CHAMA-SE ANTÓNIO JOSÉ MORAIS E É ENGENHEIRO A SÉRIO; DAQUELES RECONHECIDOS PELA ORDEM


O António José Morais é primo em primeiro grau da Dra. Edite Estrela.
É um transmontano tal como a prima que também é uma grande amiga do Eng. Sócrates. Também é amigo de outro transmontano, também l"icenciado" pela INDEPENDENTE o Dr. Armando Vara, há bem pouco tempo ainda era caixa do balcão da Caixa Geral de Depósitos e actualmente é Administrador da Caixa Geral de Depósitos, grande amigo do Eng. Sócrates e da Dr.ª Edite Estrela.

O Eng. Morais trabalhou no prestigiado LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), só que devido ao seu elevado empreendedorismo canalizava trabalhos destinados ao LNEC, para uma empresa em que era parte interessada.
Um dia foi convidado a sair pela infeliz conduta. Trabalhou para outras empresas entre as quais a HIDRO-PROJECTO e pelas mesmas razões foi convidado a sair.

Nesta sua fase de consultor de reconhecido mérito trabalhou para a Câmara da Covilhã onde vendeu serviços requisitados pelo técnico Eng. Sócrates.
Daí nasce uma amizade.
É desta amizade entre o Eng. da Covilhã e o Eng. Consultor que se dá a apresentação do Eng. Sócrates à Dr.ª Edite Estrela, proeminente deputada e dirigente do Partido Socialista.
E assim começa a fulgurante ascensão do Eng. Sócrates no Partido Socialista de Lisboa apadrinhada pela famosa Dr.ª Edite Estrela, ainda hoje um vulto extremamente influente no núcleo duro do líder socialista.

À ambição legítima do político Sócrates era importante acrescentar o grau de licenciatura.
Assim o Eng. Morais, já professor do prestigiado ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) passa a contar naquela Universidade com um prestigiado aluno - José Sócrates Pinto de Sousa, bacharel.
O Eng. Morais demasiado envolvido noutros projectos faltava amiúde às aulas e, naturalmente, foi convidado a sair daquela docência.
Homem de grande espírito de iniciativa, rapidamente, se colocou na Universidade Independente. Aí o seu amigo bacharel José Sócrates, imensamente absorvido na politica e na governação seguiu-o ......" porque era a escola, mais perto do ISEL que encontrou ".

E assim se licenciou a um domingo, tendo como professor da maioria das cadeiras (logo quatro) o desconhecido mas exigente Eng. Morais. E ultrapassando todas as dificuldades, conseguindo ser ao mesmo tempo Secretário de Estado e trabalhador estudante licencia-se, e passa a ser Engenheiro, à revelia da maçadora Ordem dos Engenheiros, que segundo consta é quem diz quem é Engenheiro ou não, sobrepondo-se completamente ao Ministério que tutela o ensino superior.

(Essa também não é muito estendível; se é a Ordem que determina quem tem aptidão para ser Engenheiro devia ser a Ordem a aprovar os Cursos de Engenharia....La Palisse não diria melhor)

Eis que licenciado o governante há que retribuir o esforço do HIPER-MEGA PROFESSOR, que com o sacrifício do seu próprio descanso deve ter dado aulas e orientado o aluno a horas fora de normal já que a ocupação de Secretário de Estado é normalmente absorvente.

E ASSIM FOI:
O amigo Vara, também secretário da administração Interna coloca o Eng. Morais como Director Geral no GEPI, um organismo daquele Ministério.
O Eng. Morais, um homem cheio de iniciativa, teve que ser demitido devido a adjudicações de obras não muito consonantes com a lei e outras trapalhadas na Fundação de Prevenção e Segurança fundada pelo Secretário de Estado Vara

(lembram - se que foi por causa dessa famigerada Fundação que o Eng. Guterres foi obrigado a demitir o já ministro Vara (pressões do Presidente Sampaio), o que levou ao corte de relações do Dr. Vara com o Dr. Sampaio - consta até que o Dr. Vara nutre pelo ex-Presidente um ódio de estimação.

O Eng. Guterres farto que estava do Partido Socialista (porque é um homem de bem, acima de qualquer suspeita, íntegro e patriota) aproveita a derrota nas autárquicas e dá uma bofetada de luva branca no Partido Socialista e manda-os todos para o desemprego.
Segue-se o Dr. Durão Barroso e o Dr. Santana Lopes e novamente o Partido Socialista comandado pelo Eng. Sócrates..... Que GANHA AS ELEIÇÕES COM MAIORIA ABSOLUTA.

Eis que, amigo do seu amigo é e vamos dar mais uma oportunidade ao Morais, que o tipo não é para brincadeiras.
E o Eng. Morais é nomeado Presidente do Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Justiça.
O Eng. Morais homem sensível e de coração grande, tomba de amores por uma cidadã brasileira que era empregada num restaurante no Centro Comercial Colombo.
E como a paixão obnubila a mente e trai a razão nomeia a "brasuca " Directora de Logística dum organismo por ele tutelado a ganhar 1600 € por mês. Claro que ia dar chatice, porque as habilitações literárias (outra vez as malfadadas habilitações) da pequena começaram a ser questionadas pelo pessoal que por lá circulava.
Daí a ser publicado no " 24 HORAS" foi um ápice.

E ASSIM lá foi o apaixonado Eng. Morais despedido outra vez.

TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES E NÃO SE ESQUEÇAM:
EM 2009 CONTINUEM A VOTAR NELES!!!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

MAGALHÃES - A MENTIRA DO SÉCULO

O computador "Magalhães"- uma aldrabice que a televisão não descobriu.
Não há ninguém em Portugal com acesso aos "média", e que não dependa de lugares ou favores, que possa desmascarar a esperteza saloia destes "polí­ticos" poucos escrupulosos e sem ní­vel?!...

O "Magalhães" - o mais escandaloso golpe de propaganda do ano.
Os noticiários abriram há semanas, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do primeiro computador portátil português, o "Magalhães".

A RTP refere que é projecto português produzido em Portugal'.
A SIC refere que é um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel' e que a concepção portuguesa foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnológico.
Na realidade, nem com muito boa vontade o que foi dito e escrito é verdadeiro.

O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já não é vendido há muito tempo através da Amazon.

As notí­cias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o 'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notí­cia do Portugal Diário: tecnologia intel-magalhães .

Tirando o nome, o logotipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.'Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inova versão do portátil de 100 dólares...

A Intel foi um dos parceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos paí­ses em desenvolvimento.

Sócrates acaba de se aliar, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A empresa que já fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.Tudo se justifica em nome de um número de propaganda polí­tica terceiro-mundista.

Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandí­sticos em vez de fazer perguntas.

Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla - esta propaganda não seria desmascarada.

Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz. (Negroponte)

Nota:Para confirmar pode consultar todos os sites a azul.

1. "Portugal to sell 500,000 of Intel's Classmate PCs".
A Intel vende a Portugal Classmate's, (antigos) Com isto combate a OLPC (One Laptop Per Child organization)
Ah... menino de oiro, já tens lugar nos EUA. Uma sala só para ti em Santa Clara

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES: DOS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS À PALHAÇADA

De facto, chegámos a um ponto em que a virtude do ensino já não passa pela nobreza de ensinar. Basta ver que, como há dias verifiquei por um amigo adulto que queria matricular-se na escola para APRENDER, que a escola afinal já não ensina ... CERTIFICA !!!!.

Como é possível que o ministério nos coloque num momento em que mal conhecendo o nível das capacidades e aprendizagens dos alunos e já se apontam resultados a atingir nos seus vários parâmetros.

Definem-se objectivos sem estarem aprovados o PEE e o PAA? Como podemos, neste momento, saber a percentagem de cada nível a atribuir no final do ano lectivo? Então se o docente fez tudo o que estava ao seu alcance para que o aluno superasse as suas dificuldades e não conseguiu, o que vai ser feito perante os objectivos traçados? Mas então os alunos devem passar por decreto ou pelo seu próprio mérito? Como é possível afirmar-se que, por exemplo, para o 9º ano deve haver 100% de sucesso ainda antes do início das actividades lectivas?

Esta lógica dos objectivos individuais apenas me é apreensível na perspectiva de uma humilhação docente generalizada porque, qualquer docente que trace estes objectivos na pressão em que está a ser OBRIGADO a viver em cada dia, no desconhecimento do presente e do futuro e no medo da avaliação sem seriedade, será sempre um docente "BRINCALHÃO" (...) que não pode levar a sua profissão a SÉRIO.

Trata-se de facto de uma verdadeira brincadeira do MINISTÉRIO DA CERTIFICAÇÃO de péssimo mau gosto para nos levar a reescrever, pelo nosso punho o vexame a que temos vindo a ser sujeitos, de uma anormalidade maior que a imbecilidade de quem tem ultrajado a nossa profissão, de quem sempre nos vexou e insultou, de quem NÃO GOSTA DE NÓS.

Não me parece que o acto educativo possa ser quantificável, principalmente na forma e no modo como se pretende que o seja. Todos estes excessos são prejudiciais ao exercício das funções lectivas.

Depois da VERGONHA e do LOGRO que nos devia REVOLTAR a TODOS, que foi o concurso de professores titulares do qual infelizmente nos deixámos embalar, surge agora este ENXOVALHO que empurra os professores para níveis de "ridicularidade" que infelizmente vamos alegremente assumindo - a AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES (na forma e no modo).

E o que mais me dói, é saber que estou a ser sujeito a um modelo de avaliação mais ridículo que aquele a que foi sujeito o nosso primeiro ministro, o ex-engenheiro José Sócrates. Um primeiro ministro que exige rigor, excelência e mérito quando aquilo que sabemos foi coisa que ele não teve na sua própria avaliação. O oportunismo completo na sua dita licenciatura enquadra-se perfeitamente no RIDÍCULO de um "diploma" tirado a um domingo.

domingo, 28 de setembro de 2008

E-ESCOLINHAS ... AFINAL O MAGALHÃES É PORTUGUÊS!!!

Para ouvir o vídeo, por favor,

desligue a rádio cotonete do Blog

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

TAS DIZ QUE FCPORTO TEM RAZÃO E PINTO DA COSTA É UM SANTINHO

Este acórdão do TAS é uma verdadeira pérola. Uma preciosidade
Não devem ter lido o Relatório da Comissão Disciplinar da Liga onde se conta TUDO o que faz parte do vergonhoso e chamado processo da fruta.
Só um imbecil poderia alguma vez pensar que Pinto da Costa é culpado do que quer que fosse.
Pinto da Costa é um ANJO ... um berdadeiro ANJO, carago!!!!
Para ler parte do Relatório aqui publicado, basta clicar em cima do documento para o aumentar
















sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A HISTÓRIA CONTADA NAS ESCOLAS

O comunismo foi positivo para a economia,
o Exército Zapatista é um “movimento social”
e a globalização quer transformar o mundo
num "vasto casino". Não é o programa do
PCP, são os manuais escolares de História

O Ministério da Educação está preocupado com a colocação dos professores e com as condições das escolas, com as reivindicações dos sindicatos e com as críticas da oposição, com as exigências da burocracia e com as notas dos alunos — está tão preocupado com todas estas coisas meritórias que parece que alguém se esqueceu de um pequeno, inocente e irrelevante detalhe: o que é que se ensina, exactamente, nas salas de aula?
A pergunta é simples e a resposta devia ser simples — mas é um pouco mais complicada do que parece. Nas aulas de História, por exemplo, devia ensinar-se História. Mas, como se percebe, o que se ensina é uma visão perturbadora, ideológica e falsa, absolutamente falsa, da História.

No manual Caminhos da História, para o 12.° ano, editado pela ASA, escreve-se:

“Qualquer que seja o modo como se encare a filosofia comunista, a verdade é que devem ser-lhe creditadas realizações positivas na economia: uma acentuada melhoria dos métodos agrícolas e do rendimento do solo, expansão considerável da industrialização; introdução daplanificaçáo que tem, pelo menos, a vantagem de evitar a superprodução.”

Nem uma palavra sobre a fome nos campos soviéticos, sobre a escassez de produtos nas lojas e supermercados ou sobre a falta de capacidade de inovação económica dos países comunistas.

No mesmo livro, o Exército Zapatista mexicano é considerado um “movimento social” que defende o ambiente, a democracia e a justiça, esquecendo que se trata de um movimento de guerrilha num país democrático.

Noutro manual, Cadernos de História, para o 9.0 ano, da Texto Editores, o maoísmo é visto como “uma longa luta revolucionária apoiada, sobretudo, pelos camponeses”, deixando para mais tarde a referência aos milhões de mortos provocados pelo regime de Mao.

E há muito mais: a globalização vista como um incentivo a que o mundo se transforme “num vasto casino”, a crise dos sindicatos como uma consequência do “egoísmo” de alguns trabalhadores, e etc., etc., etc.

O Ministério da Educação não tem que escolher todos os livros que cada aluno do País vai ler.
E é bom que as escolas possam decidir que manuais pretendem adoptar.
Mas, arranje-se a desculpa que se arranjar, livros escolares que falsificam a História não podem ser aprovados pelo Estado.
Ou será que o Ministério também permitiria que as escolas escolhessem um manua! que ensinasse que Hitler pretendia apenas um mundo mais harmonioso, que Pinochet afastou de forma pacifica alguns opositores e que Salazar não foi um ditador?

A LUANDA QUE É MISERÁVEL E ... A QUE É MILIONÁRIA

Bob Gedolf veio a Portugal dizer que as casas em Luanda são mais caras do que em Londres. As autoridades angolanas ripostaram violentamente. O BN foi saber de que fala o cantor irlandês.Empreendimentos de luxo nascem ao lado dos mussequesIndiferente à pressão dos musseques (bairros de lata) que cercam a cidade, nasce mais um prédio de luxo no centro de Luanda.
'Bunker para os milionários'

Com 24 andares e 150 metros de altura, o edifício Espírito Santo custou ao grupo português liderado por Ricardo Salgado 115 milhões de euros. Tem uma zona comercial, com lojas e esplanadas, e escritórios, entre o quarto e o décimo sexto andares. No topo, com vista privilegiada sobre a baía de Luanda, foram construídos quatro apartamentos. Para já, sabe-se que Ricardo Salgado deverá ficar com uma dessas casas cujos valores oscilam entre os 625 mil e um milhão de euros. O preço dos escritórios é ainda mais elevado: três vezes o preço do andar mais caro. Estão todos vendidos.

Apenas dois tipos de pessoas têm acesso a estes empreendimentos que proliferam pela capital angolana: os ricos, altos cargos de empresas estrangeiras, e os muito ricos, nomenclatura do MPLA e generais que subiram na vida à custa da guerra civil. A sua identidade não é segredo para ninguém. Em Fevereiro de 2003, o jornal O Angolense publicou os nomes dos angolanos com fortunas superiores a 32 milhões de euros, num artigo intitulado 'Os nossos milionários'. A ousadia de escrever a verdade valeu aos dois editores do jornal perseguições a ameaças, segundo o que contaram ao Human Rights Watch, e o jornalista Graça Campos acabou oito meses fechado numa prisão.Também no centro da cidade, no famoso bairro de Miramar - onde o Presidente José Eduardo dos Santos tem uma das suas residências não oficiais -, ergue-se mais uma torre imponente. Em breve, será ocupada pela Wayfield, holding empresas de fabrico e comércio de produtos alimentares, como a Refriango. Para os últimos andares foram projectados dois duplexes de 1100m2 com casa de banho revestidas de pedras semi-preciosas. Um deles já tem dono: o líder do grupo, o português Luís Vicente.

Ali bem perto, em Alvalade, o bairro mais caro da cidade, onde o preço do aluguer de uma moradia não é menos do que dez mil euros por mês, vive Fernando Teles, presidente do BIC (Banco Internacional de Crédito) numa moradia com todas as comodidades, incluindo piscina.A maioria dos empresários portugueses com negócios em Angola, como Américo Amorim, prefere, no entanto, hospedar-se em hotéis ou em casas de amigos. 'Luanda é demasiado perigosa e assusta muitos destes empresários, que evitam comprar uma casa e preferem a comodidade e segurança de se instalarem um hotel', contou ao DN um angolano que pediu para não ser identificado.

Se comprar casa só está ao alcance de alguns, alugar também não é para todos.

A invasão de estrangeiros endinheirados numa cidade sobrelotada (Luanda foi projectada para receber 500 mil habitantes, hoje tem cinco milhões) fez com que os preços dos arrendamentos disparassem nos últimos cinco anos. Um português expatriado em Angola contou ao DN que o grosso dos engenheiros, advogados e arquitectos estrangeiros estão instalados no centro da cidade, na zona de Kinaxixi. onde pagam em média dois mil euros por mês por um T2 num prédio com mais de 30 anos, sem elevador e com constantes infiltrações, entupimentos e falhas de energia.

Já os altos quadros de empresas estrangeiras e os angolanos milionários vivem barricados em condomínios de luxo em Luanda Sul a 17 km do centro da cidade, resguardados dos musseques que os cercam. Seguranças armados à porta 24 horas por dia, piscina nas traseiras e heliporto no quintal isolam os muito ricos do resto da paisagem decadente. Deslocam-se em seus, jipes e Porsches de vidros fumados indiferentes a que 80% da população da cidade não tenha energia eléctrica (segundo um estudo da UNICEF) e que 11 milhões de pessoas vivam abaixo da linha da pobreza. Uma visita ao Google Earth é esclarecedora das assimetrias abissais. Condomínios em forma de trevo com as suas piscinas de um azul profundo destacam-se entre a imensidão do musseque que do céu parece um amontoado de lata velha.O fosso entre os muitos ricos e os muito pobres escava-se diariamente. Em breve, outro condomínio irá nascer em Luanda Sul. Da responsabilidade do maior consórcio diamantífero de Angola, o Catoca/Endiama, as casas estão a ser comercializadas em segredo, apenas através de contactos pessoais. Ao mesmo passo a que a cólera invade os musseques e as barracas invadem a cidade, constrói-se mais um bunker para os milionários.O luxo na baíaNa baía de Luanda os novos prédios que se erguem com vista sobre o mar são luxuosas sedes de grandes empresas corno a BP e a Exxon Mobil. A requalificação da marginal é uma iniciativa do consórcio Luanda Waterfront Corporation, do empresário português José Récio. muito próximo de José Eduardo dos Santos. O projecto, aprovado pelo Governo em 2005, inclui a construção de parques de estacionamento, de uma nova ponte de acesso à ilha de Luanda, a criação de espaços verdes, a par da construção de hotéis e prédios de escritórios. Inicialmente, foi também aprovada a construção de uma ilha artificial (ver em cima desenho do projecto), inspirada na fanhosa Palm do Dubai. mas os veementes protestos de ambientalistas deram os seus frutos e, por agora, o projecto parece ter sido abandonado.


ELEIÇÕES EM ANGOLA - JÁ SE SABIA !!!

... não havia corrupção, não havia nepotismo, não havia autoritarismo.

Agora, o Governo português juntou mais alguns elogios, depois de um processo eleitoral exemplar.

Para José Sócrates, agora Angola é um país “livre”, “democrático” e “transparente”, onde se vota com “total liberdade”. Tudo o resto, é invenção dos media... e dos observadores internacionais.

Para a chefe da missão enviada pela União Europeia para fiscalizar as eleições, estas foram um “desastre” — pelo menos em alguns casos pontuais.

Durante todo o processo houve “desigualdades”: “uso indevido dos recursos do Estado por parte do MPLA”, “distribuição de ofertas do Governo” a líderes tradicionais e cobertura televisiva muito favorável ao Governo.

No dia da votação, os cadernos eleitorais — que a missão de observadores considera “um dos controlos mais importantes previstos na lei” — não foram distribuídos e as normas internacionais foram violadas.

Perante estas conclusões, não vale a pena falar das queixas da oposição, dos despedimentos por motivos políticos, do clima de medo geral, do enriquecimento repentino da família de José Eduardo dos Santos, da proibição de entrada de jornais internacionais incómodos, da coincidência da abstenção generalizada em regiões da oposição e dos surpreendentes mais de 8o°h de votos numa eleição democrática com cinco partidos.

Para o Governo português, tudo isto é livre, transparente e especialmente uma enorme oportunidade de negócio.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

CARTA ABERTA AOS MEUS COLEGAS PROFESSORES

Por Joaquim Moedas Duarte

Fui professor durante 37 anos na Escola P. Francisco Soares de Torres Vedras e reformei-me em Janeiro passado. Hoje, dia 1 de Setembro, senti necessidade de voltar à escola para dar um abraço solidário aos meus colegas.

Num expositor da Sala de Professores deixei este texto, que partilho agora com o grupo mais alargado dos leitores deste blogue, cujo mérito tenho divulgado sempre que posso.

CARTA ABERTA AOS MEUS COLEGAS PROFESSORES
Pela primeira vez em muitos anos não retomo a actividade docente no início do ano lectivo. Mas não o lamento e é isso que me dói. Sempre disse que queria ficar na escola mais alguns anos para além do tempo da reforma, desde que tivesse condições de saúde para tal. Contudo, vi-me 'obrigado' a sair mais cedo, inclusive aceitando uma penalização de 4,5% sobre o vencimento.

Não sou protagonista de nada: o meu caso é apenas mais um no meio de milhares de professores a quem este Governo afrontou. Só quem não conhece as escolas e tem uma ideia errada da função docente é que não entende isto.

É doloroso ouvir pessoas que sempre deram o máximo pela sua profissão, que amam o ensino e têm uma ligação profunda com os alunos, a dizerem que estão exaustas e que lamentam não serem mais velhas para poderem reformar-se já. Vejo com enorme tristeza estes colegas a entrarem no ano lectivo como quem vai para um exílio. Compreendo-os bem…Este estado de coisas tem responsáveis: são a equipa do Ministério da Educação e o Primeiro-ministro.A eles se deve a criação de um enorme factor de desestabilização e conflito nas escolas que é a divisão artificial da carreira docente entre 'professores titulares' e os outros que o não são. Todos fazem o mesmo, a todos são pedidas as mesmas responsabilidades, mas estão em patamares diferentes, definidos segundo critérios arbitrários.A eles se deve um sistema de avaliação de desempenho que não é mais do que a extensão administrativa daquele erro colossal.

A eles se deve a legislação que não reforça a autoridade dos professores na escola, antes os transforma em burocratas ao serviço de encarregados de educação a quem não se pedem responsabilidades e de alunos a quem não se exige que estudem e tenham sucesso por mérito próprio.

No ano passado 100 000 mil professores na rua mostraram que não se conformavam com este estado de coisas. O Governo tremeu. Mas os Sindicatos de professores não souberam gerir esta revolta legítima. Ocupados por gente que não dá aulas, funcionalizados e alienados pelo sistema, apressaram-se a assinar um acordo que nada resolveu, antes adiou um problema que vai inquinar o ano lectivo que hoje começa.

Todos os que podem estão a vir-se embora das escolas, é a debandada geral. Gente com a experiência e a formação profissional de muitos anos, que ainda podiam dar tanto ao ensino, retiram-se desgostosos, desiludidos, magoados. Deixaram de acreditar que a sua presença era importante e bateram com a porta. O Governo não se importa, nada faz para os segurar: eram gente que tinha espírito crítico e resistia. «Que se vão embora, não fazem cá falta nenhuma!»

Não, não tenho pena de não voltar à escola. Pelo contrário: entro em Setembro com um enorme alívio. Mas não me sinto bem. Estou profundamente solidário com os meus colegas de profissão e tenho a estranha sensação de que os abandonei, embora saiba quanto isso é pretensioso da minha parte. Vejo com apreensão e desgosto que, trinta e sete anos depois de começar a ser professor, a escola não está melhor.

Sim, regressarei hoje à escola. Mas só para dar um imenso abraço àqueles que, corajosamente, como professores no activo, enfrentam um novo ano lectivo.

Torres Vedras, 1 de Setembro de 2008

domingo, 7 de setembro de 2008

"TIMES" EM ARQUIVO ELECTRÓNICO DESDE 1785

O arquivo completo do Jornal Times, está disponível online
O jornal foi fundado em 1785, portanto podem imaginar a quantidade de informação interessante existente neste arquivo:
Vejam AQUI
Vale a pena ver notícias como a morte de Maria Antonieta (1793), o assassinato do presidente dos EUA Lincoln (1865), o crash de 1929, etc., etc., etc.

sábado, 6 de setembro de 2008

VITOR BAÍA - COBARDES AO ESPELHO

Rui Hortelão,
Director-adjunto do Diário de Notícias
06.Setembro.2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ANDALUZIA - "EL CAMINO DEL REY"

Este vídeo é de facto um espectáculo, vale a pena ver.
O "Caminho do Rei" na Andaluzia é a melhor terapia para quem sofre de vertigens
Se possível, vejam em ecrã completo. O prazer é maior e até nós, do lado de cá, sentimos toda a adrenalina.
Verdadeiramente ... ARREPIANTE !!!!

VITOR BAÍA UM ÍDOLO DE BARRO - SÓ LHE FALTA O BOBBY E O TARECO

De acordo com o seu pasquim "O Jogo", órgão oficial do Futebol Clube do Porto, clube que reconheceu publicamente a corrupção em que se envolveu e foi castigado por isso mesmo ainda que tenha escapado a 30 anos de persistente manipulação de estratégias que o levassem a ganhar em campo sempre que tivessem dificuldades para tal, mas dizia eu que nesse pasquim, e a letras gordas triunfais, "Vítor Baía arrasa Scolari".
E porquê?

Porque simplesmente, Luís Filipe Scolari, na óptica deste antigo guarda-redes suplente de Helton, deveria ter dado uma explicação a sua excelência, das razões porque não foi convocado para a selecção por aquele seleccionador que conseguiu acabar com a corrupção de empresários e clubes no seu seio e dos mexericos de Pinto da Costa que era quem, no limite, fazia as equipas de acordo com a conveniência de projecção dos jogadores do Porto, tendo em vista transferências futuras.

Vítor Baía que tem no seu currículo títulos nacionais onde, por exemplo, como suplente de Helton, NUNCA jogou no campeonato nacional a não ser no último minuto do último jogo do campeonato, ou ainda, outro exemplo, não jogou a Super Taça mas só porque estava (EXCLUSIVAMENTE) na lista de jogadores da equipa, ganhou esse título, vem agora que Scolari está em Inglaterra, acusá-lo de cobardia.

Vítor Baía esquece-se de explicar, PORQUÊ que foi seleccionado por António Oliveira para o seu (felizmente) último campeonato do mundo em que participou quando, TODA A GENTE SABIA, (e ele obviamente, também) que nessa altura, para além de andar com uma perna às costas por causa do joelho, ou lá do que era, o RICARDO estava em MUITO MELHOR FORMA.

Vítor Baía, que tanto defendeu bolas dentro da baliza e que não foram golos, como defendeu, mais que uma vez, bolas com as mãos fora da área com o árbitro DESCARADAMENTE a ver e não foi expulso, esquece-se de dizer que ele não é mais que todos os outros jogadores que não foram seleccionados. Nem é mais, nem é menos, é igual a todos os outros.

Por isso, deveria, se se acha ídolo de alguma coisa que não percebi ainda de quê, fazer como a maior parte dos restantes e maioria dos jogadores que não foram seleccionados e aceitaram com educação e fairplay a escolha de Scolari, que tem de se limitar aos 23 (11) jogadores (3 dos quais GR).

A escolha de um seleccionador é PESSOAL e NÃO TEM RIGOROSAMENTE NADA de explicar porque não convoca este ou aquele, senão não fazia mais nada na vida. PONTO FINAL !!

Vítor Baía? Quem é Vítor Baía? Alguém sabe quem é este ex-guarda-redes, suplente de Helton que mantém tiques de prepotência e altivez, esquecendo-se que os bons tempos já lá vão e que entrámos na época do pós "APITO DOURADO" em que valores como fruta, rebuçados, café com leite e outros, tendem gradualmente a desaparecer e deixar de fazer parte do léxico da linguagem desportiva em geral e do futebol em particular?

É esse, o mesmo que foi ao banco de suplentes do Campomaiorense AGREDIR um seu dirigente e depois levou um castigo à medida. O mesmo que afrontava os árbitros testa-com-testa e nada lhe acontecia.

Pelos vistos, a terapia que Scolari indicou para tratamento a Vítor Baía, reduzindo-o à sua verdadeira dimensão, não parece ter resultado. Vítor Baía espuma de raiva por lhe terem tocado na sua auréola preciosa - a VAIDADE e o ORGULHO.
Os seus fervorosos adeptos e fãs que não se preocupem. Com Alka Selzer isso passa. Ele que comece por ir bebendo uma garrafa de Água das Pedras.

Vitor Baía que ponha os olhos na HUMILDADE de Ricardo que já é a 2ª vez que não é convocado por Carlos Queiroz e não se põe na rua aos gritos histéricos a deitar baba e ranho pedindo de forma ridícula uma explicação para a sua não convocação. Era o que mais faltava, pois claro, o Carlos Queiroz ter de dar uma explicação a Ricardo. Assim como, Scolari a Vitor Baía, obviamente. Quem pensa o Vitor Baía que é?
Parabéns Ricardo, esse teu comportamento é o de um VERDADEIRO SENHOR!!!

OBRIGADO SCOLARI, MUITO OBRIGADO

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

COM AS "NOVAS OPORTUNIDADES", ATLETA É CANDIDATO A MEDICINA

Se José Sócrates teve a sua "NOVAS OPORTUNIDADES" para "tirar" uma Licenciatura em Engenharia a um domingo numa Universidade que ele próprio mandou mais tarde encerrar, não fosse o diabo virmos a conhecer mais coisas, com uma disciplina tirada por FAX, quatro disciplinas feitas por um professor seu amigo e mais 25 (vinte e cinco!!!) disciplinas oferecidas por equivalência PORQUÊ que este jovem não havia de ter também a sua "NOVAS OPORTUNIDADES"?

Via mais rápida para o sucesso, NÃO HÁ. Só mesmo o tal Diploma conseguido por FAX com muito suor e lágrimas pelo José Sócrates nas barraquinhas de marroquinaria da tal, já encerrada, Universidade Independente. Vejam a revista Sábado do dia 21 de Agosto, página 28.


Esta verdadeira OFERTA que são as "Novas Oportunidades" e os "Cursos de Formação e Educação de Adultos", são uma treta. São uma forma de os alunos fugirem SEMPRE, vou repetir, SEMPRE aos exames nacionais ficando com o 12º ano. Em 6 meses, um aluno com o 5º ano (antigo 2º ano) fica com habilitações do 9º ano (antigo 5º ano) e, passados mais 6 meses, fica com o 12º ano (antigo 7º ano+1).

Tudo isto sem as disciplinas tradicionais, apenas com disciplinas temáticas e outras que passam pela "experiência de vida".

Pois bem, mas o que é certo é que o atleta olímpico Pedro Póvoa dos Ultra da Ribeira da claque dos Super Dragões do Futebol Clube da Fruta, aproveitando-se desta OFERTA e do Estatuto de Alta Competição, (que permite a esses atletas escolherem qualquer curso com qualquer média) é candidato a Medicina, na Universidade do Minho.

E depois a culpa continua a ser dos professores.

Ai Scolari, Scolari ... : E o burro sou eu?

AS OUTRAS MEDALHAS OLÍMPICAS DE PORTUGAL NOS J. OLÍMPICOS DE PEQUIM

"Lançar a esta hora foi muito complicado. De manhã só estou bem é na caminha." Marco Fortes - Lançador do Peso, classificado em 38º

"A arbitragem estava feita para ganhar a chinesa."Telma Monteiro - Judoca, classificada em 9º lugar

"Não me dou nada bem com este tipo de competições." Vânia Silva - Lançadora do Martelo, classificada em 46º

"Entrar neste estádio cheio bloqueou-me um pouco. Acabei a prova fresco, o que é estranho." Arnaldo Abrantes - Velocista, último lugar nos 200m

"Vou de férias. Não vou participar nos 5.000 metros porque não vale a pena." Jessica Augusto - Meio Fundista, eliminada nos 3.000 metros obstáculos

"A égua entrou em histeria com o écran de vídeo." Miguel Ralão Duarte - Cavaleiro, desistiu na disciplina de «dressage»

"Ai Car****! Ainda bem que já passou a prova." Vanessa Fernandes - Atleta de Triatlo, Medalha de Prata

"Não me recandidato e saio de consciência tranquila" (19.08.2008 ) "Admito recandidatura para o 5º mandato" (22.08.2008 ) Comandante Vicente Moura - Presidente do COP

"Aproveito a ocasião para deixar uma palavra de confiança e homenagem a todos os atletas portugueses participantes nos Jogos Olímpicos." José Sócrates - 1º Ministro, não foi a Pequim

... para já não falar no Sérgio Paulinho que DESISTIU (!?) em cima da hora de ir aos Jogos "por causa da asma" depois de andar a receber um subsidio de alta competição para se preparar para os Jogos durante 4 anos

NEXTTRAVEL - UM CLUBE DE FÉRIAS POUCO CREDÍVEL

É importante que toda a gente saiba de que empresa estou a falar para que não caiam no mesmo engano em que familiares meus, e directos, caíram e se viram na obrigação e necessidade de colocar a empresa em tribunal. Esta empresa a que me refiro é a

NEXTRAVEL (GLOBAL EXPERIENCE)
Rua Castilho, Edifício Castil, nº 39-10ºB
1250-068 LISBOA

No dia 06.08.2008, em vésperas de irem de férias para o Brasil já com passagens pagas por eles próprios e marcadas meses antes por outra agência, assinaram aquilo a que a NextTravel pomposamente chama contrato prestige. No regresso de férias, procuraram inteirar-se melhor da identidade da NextTravel uma vez que até ao momento nada tinham recebido por correio, ao contrário do prometido e da brevidade, para além de dois duplicados em papel amarelo do contrato com letra cinzenta minuscula (tamanho 6), uma folha de boas vindas, uma fotocópia de parabéns com indicação de possíveis destinos em 15 anos e de um recibo provisório dos cinquenta euros pagos entretanto. Nada mais.
Receberam sim, por correio, com a devida brevidade, apenas um plano de pagamentos de 48 mensalidades enviado pela CrediBom

Informaram-nos que estavam ligados à Novo Mundo, e que, por via disso, conseguiam preços muito mais acessíveis que com qualquer outro clube ou agência de viagens. Acontece que, depois de chegarem do Brasil, verificaram que a Novo Mundo já não existe há 2 (dois) anos. Ficaram imediatamente ALERTA e desconfiados porque entenderam essa informação como de má fé.

Acontece que já quando souberam dessa deslocação ao Brasil, lhes tinha sido feita a oferta de um hotel, em transito, em Lisboa. Ficava-lhes bem!
Contudo, falharam redondamente porque se “esqueceram” de tratar de TUDO o prometido. Esperaram até à véspera (sexta-feira) e telefonaram, por falta do contacto esperado, para recordar essa oferta para sábado. Disseram-lhes que não era fácil, nesse dia, os escritórios contactarem o hotel.
IMAGINEM só esta resposta!!!

Estranharam desde logo, mas já estavam quase de partida para o Brasil. Foi logo um mau começo e uma péssima imagem.
Mas o melhor ainda estava para vir.

Verificaram ainda que o contrato refere que, “só estão reunidas condições de utilização plena do cartão NextTravel aquando do pagamento de 35% do valor total do contrato” situação essa, que não só lhes foi omitida como ainda lhes foi referido que poderiam desde logo usufruir de todas as vantagens como associados no dia imediato.

Foi-lhes também dito que teriam 30 (trinta) dias para resolver o contrato no caso de repensarem melhor e o pretenderem anular e, por isso, a deslocação ao Brasil foi feita, ainda assim, com alguma despreocupação. Acontece que acabados de chegar, verificaram após algumas chamadas telefónicas para o escritório da NextTravel, e na sequência das outras constatações já referidas que, em letras minúsculas apenas perceptíveis com a ajuda de uma lupa, o que está lá escrito, no final do verso do contrato de cor amarela e com letra cinzenta, assinado numa sala de pouca luz e na sequência de várias assinaturas seguidas, são 14 (catorze) dias.

Ora, ultrapassados os 14 dias em que os privaram da documentação prometida na altura, como por exemplo, catálogos, preçários, protocolos e outros que lhes possibilitaria poderem estudar e reflectir melhor sobre a aceitação/resolução do contrato, com este atraso claro e ainda não esclarecido, que em nada correspondem aos 30 dias que foram de facto a referência transmitida, fizeram com que fosse impossível esses meus familiares terem uma ideia clara e uma reflexão possível, apenas com o intuito claro de deixar passar o tempo e assim não ser possível resolver o tal contrato cujas indicações dadas não correspondiam em grande parte e no essencial ao que estava escrito em letra minúscula no verso do contrato.

E para que as coisas fossem todas bem feitas, até o site da empresa www.nexttravel.pt continua permanentemente em remodelação apesar de prometerem ser breves. O costume!


É GRAVE esta falta de verdade. MUITO GRAVE mesmo. E revolta muito mais a forma ardilosa como a empresa procurou OBRIGAR ao cumprimento de um contrato sem terem a possibilidade que a lei confere de, com lisura, seriedade e serenidade o resolverem se nessa reflexão chegassem a essa conclusão.

Isto é um ALERTA a todos os incautos ou simplesmente gente boa que confia nos outros, como era o caso desses meus familiares.
Fixem bem e tenham muita ATENÇÃO: NEXTTRAVEL
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A UTOPIA DE UM "NOVO BRASIL" EM ÁFRICA (1)

Esta matéria é retirada do livro “Mucandas do Tempo do Caparandanda” (Cartas do Tempo do Antigamente) em fase de pré-prelo, numa presiosa colaboração, uma vez mais, do engenheiro "Luiz Chinguar" (Agosto de 2008)


A UTOPIA DE UM “NOVO BRASIL” EM ÁFRICA


Sob o aspecto de colonização europeia por que quase tudo no Brasil deu certo? Por que quase tudo em Angola deu errado? As respostas a estas conjecturas podem filiar-se em vários factores.


Factores antigos: geográfico, litoral, climático, económico, orográfico, hidrográfico, geológico, demográfico, de transportes e políticos.


Factores modernos: agrícola, pecuário, de transportes, climático, geopolítico e centralismo metropolitano obsessivo e absoluto.


Factor geográfico – Embora Angola tenha sido reconhecida e cartografada(1482), antes do Brasil, não despertou, inicialmente, qualquer interesse à Coroa Portuguesa. As frotas da Índia, quando passavam por Angola, apenas faziam aguadas na foz dos rios e tinham alguns contactos com os povos ribeirinhos. Mas o destino estava fixado: as Índias.
Com a “descoberta” do Brasil(1500) descobriu-se, também, que a melhor rota de navegação para a Índia era através do Brasil, de acordo com a feição dos ventos e correntes marítimas. Com isto, mesmo os barcos mais bem aparelhados e aprovisionados, com destino fixo para Angola, passavam primeiro pelo Brasil, as sobras iam para África.


Como notou Gago Coutinho «A importância da ponta nordeste do Brasil na latitude de 5 graus- O Cabo de São Roque- não foi notada nem pelos cronistas, nem por autores de agora. Ignoravam os riscos das naus, ao tentarem montá-lo à vela. Pois são-lhe impostos tanto o sueste, vento dominante do Atlântico Sul, como ainda a forte corrente Equatorial para Poente. Era necessário cortarem o Equador pelo meridiano das ilhas de Cabo Verde, como lemos nos roteiros. Mas este detalhe não foi adivinhado, e até Colombo o ignorou. Ademais, hoje já sabemos que as travessias atlânticas à vela obedecem a mãos, como as ruas: o que não fora adivinhado. Não havia lá sinais nem sinaleiros. No Norte a mão é pela esquerda e, no Atlântico Sul, pela direita. Ambas eram “segredo de D.João II” e os pilotos faziam caixinhas. Com eles aprendeu Colombo, mas não foi contar para Espanha. E tanto que das suas caravelas, duas já levaram velas quadrangulares, as próprias para ventos favoráveis. Foi às Antilhas pelo Sul, e regressou pelos Açores. Sempre pela esquerda».

Fig 1 – A corrente fria de Benguela e a corrente quente do Brasil formam “um rodísio”muito aproveitado no tempo dos barcos à vela. Isto criou uma relação profunda entre as duas colónias.

Angola “encaixa” no Brasil entre as latitudes de 5º Sul ( Cabinda/ Galinhas no Rio Grande do Norte) a 17º Sul (Foz do Cunene/Porto Seguro). No Brasil existem, neste desenvolvimento de costa, mais de 60 cidades litorâneas e mais de 100 cidades a menos de 50 km do mar. Em Angola existem 14 cidades litorâneas e 3 a menos de 50 km do mar.


Factor litoral – O Brasil tem uma área de 8 547 403 km² e um recorte litoral de mais de 8 000 km. Angola tem 1 246 700 km² e um recorte litoral de 1 650 km. O Brasil é cerca de 7 vezes o tamanho de Angola que, mesmo assim, abrange, em área, os estados de Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Os navegadores portugueses pisaram terras angolanas, pela primeira vez, em 1482 e chegaram ao Brasil dezoito anos depois, em 1500. A costa angolana é semi-árida, de feição desértica, com vegetação xerófila (predominância de embondeiros, espinheiras e eufórbias ou “cactos candelabros”). Não apresenta nascentes de água, a que existe é trazida pelos rios vindos dos planaltos, ou em lagoas originadas pela chuvas. Estas são escassas e irregulares na orla marítima (350 mm anuais) e são fartas nos planaltos (1200 mm anuais). A costa apresenta falésias, com alturas chegando aos 100 metros, muito erosionadas pelas chuvas e pelos ventos. A costa brasileira é verdejante, com uma flora exuberante a que não faltam frutos silvestres e uma fauna variada, com milhares de nascentes provenientes das chuvas regulares que ali ocorrem. É um contraste bem marcante.


O litoral brasileiro, embora não tenha um grande recorte, se o compararmos com a costa leste dos Estados Unidos, é mais bem servido de baías e ancoradouros naturais do que Angola, um factor importante nos tempo de barcos à vela que, como é óbvio, teriam que ficar bem resguardados das ondas, dos ventos, de tempestades e das esquadras inimigas.
A costa de Angola não tem uma única baía natural, isto é, que seja de origem tectónica (proveniente de movimentos da crusta terrestre, ao longo de milhões de anos). As baías onde foram construídos portos marítimos (Luanda, Lobito e Moçâmedes) foram originadas por cordões litorais (restingas)constituídos por areias trazidas pelos rios ou provenientes de erosões costeiras. A baía mais notável é a Baía dos Tigres que era um cordão litoral, com 30 km de extensão, originado pelas areias carreadas pelo rio Cunene cuja foz se situa 30 km ao Sul. Dizemos era porque a língua de areia transformou-se em uma ilha, separada de terra em mais de 2 km. A melhor baía de Angola foi tragada pelo mar. A costa angolana ficou mais lisa.


Fig 2 – Angola “encaixa” no Brasil do Ceará até ao sul da Baía.




Fig 3- A costa de Angola é lisa, com “baías” muito modestas..


A costa brasileira tem boas e grandes baías naturais com relevância para A Baía de Marajó (Belém), a Baía de S.Marcos (S.Luiz), a Baía de Todos os Santos (Salvador), Baía da Guanabara (Rio de Janeiro), Baía da Paranaguá, ilha de Santa Catarina(Florianópolis), e Laguna dos Patos (Porto Alegre).
As “baías” de Angola, ou restingas, são Luanda, Lobito e Namibe. Baía dos Tigres perdeu a ligação umbilical ao continente, é hoje uma ilha, como já foi dito. No Ambriz há uma lagoa natural (Gango)que comunica com o mar através de um canal.São condições naturais que podem transformar, artificialmente, o Ambriz no melhor porto marítimo da costa ocidental de África.
Factor climático – No litoral brasileiro, regra geral, as temperaturas divergem com a humidade atmosférica, ou seja, quando a temperatura aumenta diminui a humidade, caracterizando um tempo quente e seco. Quando a humidade aumenta chove abundantemente, baixando a temperatura. Em Angola, no litoral, a temperatura e a humidade são concordantes, provocando um certo desconforto, e chove pouco. Nas regiões quentes e húmidas há uma pesada carga patológica em cima de homens, animais e plantas. A evaporação é pequena, criando um clima propício à proliferação de bactérias e de mosquitos. Por isso o litoral de Angola era um cadinho de doenças desconhecidas.


A morte ceifava, abruptamente, os poucos europeus que ali desembarcavam. E ninguém conseguia explicar o porquê das diferenças entre o litoral brasileiro e o litoral angolano. Em Angola proliferavam, em primeiro plano, a malária, a febre amarela e a doença do sono. Em todos os relatos antigos sobre Angola as doenças são sempre mencionadas, ocupam a maior parte dos escritos. Nos relatos sobre o Brasil raramente são mencionadas as doenças. Os partos de mulheres europeias em Angola quase sempre tinham um desfecho trágico, mãe e filho morriam. Só nos anos vinte do século 20 é que os nascimentos de europeus em Angola deixaram de ser motivo de preocupações.


Uma característica da colonização belga, na actual República Democrática do Congo, era a de que quase todos os nascimentos dos europeus se realizavam na Bélgica, sob o temor de que o parto fosse trágico. O governo belga pagava todas as despesas. O que não sucedia em Angola, só os comissionados é que usufruíam do privilégio dos partos na Metrópole.Por isto, nos primeiros tempos até cerca de 1920, os “colonos”tinham medo de levar as mulheres para Angola.


Factor económico – A riqueza portuguesa, sem necessidade de escravatura, pelo menos na sua forma mais repugnante, proveio da Índia (Goa, Damão e Diu) até meados do século 16. Depois, fluxos imigratórios constantes (o que não sucedeu com a Índia) transformaram o Brasil, rapidamente, de feitoria em colónia de povoamento, cujas traves mestras eram a cana de açúcar e o gado bovino. Em fins do século 17 a mineração foi um catalisador que acelerou o processo do povoamento do Brasil, porque passou a circular riqueza entre os humildes. Angola não atraía colonos, embora oferecesse condições para a cultura da cana sacarina em toda a orla marítima, mas só na foz dos rios. O interior era indevassável.


Por que se não desenvolveu uma cultura açucareira em Angola, dispondo-se de mão de obra abundante (Angola era mais povoada do que o Brasil)? Por que Paulo Dias de Novais não conseguiu imitar os seus “colegas” capitães donatários do Brasil, fundando uma colónia próspera?


O factor litoral , onde chove irregularmente, o factor da falta de capital e o factor doenças foram causas importantes, para a ausência da agricultura da cana, mas o factor humano foi o mais importante. Uma agricultura escravista no próprio solo dos escravos era, literalmente, impossível. Os escravos estariam sob vigilância redobrada, as fugas seriam constantes, como constantes seriam as rebeliões. As recapturas seriam impossíveis. Os escravos “jogavam em casa”. Os “capitães do mato”, que no Brasil capturavam escravos fugitivos,a cavalo, em Angola passariam a ser caça. Os cavalos em Angola morriam, sistematicamente, os capitães do mato teriam que “correr pelos matos”.


Seria uma agricultura sempre em “pé de guerra”. Parece que houve tentativas de agricultura, antes do século 19, cujos fracassos confirmam estas nossas suposições. As chuvas no litoral angolano são escassas e erosivas. Uma cultura de cana teria que ser irrigada, inviável em épocas antigas. Pelo contrário, no litoral brasileiro as chuvas são regulares e os solos (massapé na Baía e Pernambuco) são fertilíssimos. O outro pilar da economia brasileira –o gado bovino- não era viável em Angola. As doenças atacavam todos os gados,o bovino, o cavalar, o asinino e o porcino inviabilizando a agricultura, a pecuária e os transportes. O gado no Brasil dá-se muito bem, as manadas têm altos índices de crescimento. Em Angola, a morte era uma constante.


Nada sobrou para Angola, nenhuma atracção exerceu sobre os colonos portugueses e outros europeus, se atentarmos na breve ocupação holandesa de Luanda e Benguela de 1641 a 1648. A ocupação dos holandeses foi, totalmente, militar e estratégica. Não se instalou um único colono holandês; ele não duraria mais de um ano, como sucedeu em S.Tomé. A posse holandesa de Angola destinou-se, fundamentalmente, à arregimentação de escravos. Economicamente Angola viu-se reduzida a um zero absoluto porque a escravatura não se pode considerar um meio de produção e, muito menos, de comércio. O tráfico da escravatura não era, nem poderia ser, um factor de desenvolvimento. Antes pelo contrário, é uma fonte de conflitos e ódios.


Factor orográfico– As subidas para os planaltos interiores, a mais de 1500 m de altitude, eram difíceis e longas. Chegavam a constituir verdadeiras epopeias. No inverno seco (Maio a Setembro) a ausência de água, na escarpa de transição, era uma constante; no verão (Outubro a Abril) as chuvas diluvianas traziam alagamentos e doenças. Os rios, muito caudalosos e velozes, eram difíceis de transpor.Mesmo em pleno século 20, com todos os meios aerofotogramétricos, o “ataque” à escarpa, para a construção de modernas estradas, não foi fácil. Para citar, só um exemplo, foi homérica a construção da “subida da Leba”, na serra da Chela ao sul do país, uma monumental obra de engenharia rodoviária. A subida é toda feita em lacetes. A orografia no Brasil, tirando a parte de Minas Gerais, não é tão escarpada, as entradas são mais fáceis. A altitude média brasileira é em torno de 900 m. Os rios são largos e mansos, boas vias de penetração.



Fig 4 - Na imagem de satélite é notória a “Escarpa Atlântica” concordante com a costa


A cerca de 100 km da costa angolana começa a Escarpa Atlântica onde se atinge a altitude de 1000 m em pouco mais de 100 km; a seguir mais outro degrau até se atingir a altitude de 1500 m; depois um planalto sulcado de milhares de linhas de água perenes, quase intransponíveis no tempo das chuvas abundantes, em torno de 1350 mm anuais no Planalto Central


Fonte: A.Castanheira Diniz: Angola o Meio Físico e Potencialidades Agrárias
Fig 5 – Mapa hipsométrico mostrando que Angola é um país quase todo acima de 1000m de altitude. As primeiras faixas de relevo (0 a 1000 m de altitude) são estreitas, denunciando um enorme potencial hidroeléctrico.A rede hidrográfica diverge segundo cinco direcções. A Escarpa originando rios declivosos, não navegáveis, foi um enorme obstáculo físico para a penetração do interior. Ela só se verificaria em fins do século 19.


Factor hidrográfico – Os grandes rios brasileiros, os costeiros e os interioranos, são “planos”, extensos, largos e caudalosos, as quatro condições para a navegação fluvial. Sem dúvida o maior e melhor meio de transporte para o interior, até ao aparecimento das ferrovias e do automóvel. Muitos rios brasileiros correm no interior e para o interior do país, um factor positivo para o povoamento daquelas terras. Não admira que, mesmo em clima equatorial (Amazónia), quente e húmido, desde muito cedo em pleno século 16, se tenham implantado cidades de feição europeia. Basta dar um relance pela bacia amazónica: Manaus, um bom porto de mar, está a mais de 1 000 km do Oceano Atlântico, Porto Velho está a mais de 2 000 km, em um afluente do rio Amazonas, Vai-se, em barcos de grande calado, de Belém, no estado do Pará, até Iquitos no Perú a mais de 3 000 km,Corumbá, no rio Paraná, está a mais de 2 500 km do mar. O rio Paraná vai desaguar entre o Uruguai e Argentina, milhares de quilómetros a sul.


Os rios angolanos são muito inclinados, com quedas e corredeiras constantes, pouco excedendo os 1 000 km de estirão, em geral são estreitos no inverno seco, em termos de grande navegabilidade. Não era possível a navegação fluvial, único meio de que a Europa dispunha para subjugar os povos africanos do interior. A Europa, antes do aparecimento da arma de repetição, da metralhadora e das pequenas peças de artilharia móvel, não se arriscava a empreender grandes expedições militares de infantaria através do coração de África. Seriam dizimadas pelas doenças e, até, pela fome.E com os africanos, numerosos, sempre de tocaia, ofererecendo uma resistência encarniçada. Pelo contrário, no Brasil era baixíssima a densidade demográfica dos povos nativos e não eram tão levantadiços como os africanos. As comunidades eram pequenas, isoladas e pacíficas.


A Bélgica facilmente subjugou os povos da bacia do rio Congo porque dispôs de uma extensa navegação fluvial. O rio Congo (segundo do mundo em caudal) era “plano”, extenso, largo e caudaloso. Tal como o Amazonas, situado no Equador, o Congo beneficiava das chuvas do hemisfério norte e das chuvas do hemisfério sul, desfasadas de seis meses. Por este motivo o rio é sempre caudaloso, está sempre com cheias, oferecendo um tirante de água e uma largura propícios para a navegação fluvial. Além do rio Congo, com mais de 2 000 km navegáveis, também os seus afluentes são, quase todos, navegáveis. O rio Ubangui, que vem da República Centro Africana, e o Cassai que nasce em Angola, têm mais de 1 000 km navegáveis, além de dezenas de afluentes, notáveis vias de comunicação. Assim, foi fácil ao rei da Bélgica Leopoldo II subjugar os povos da bacia do Congo e implantar o Estado Livre do Congo, assim chamado porque tudo nele era livre, inclusive a prerrogativa de usar escravos. A “política da canhoneira” encontrou ali o seu melhor habitat. Era Livre porque se podia canhonear os povos ribeirinhos.


Factor geológico – Desde muito cedo, meados do século 17, que no Brasil começaram a descobrir-se metais preciosos (ouro e prata) e pedras preciosas (esmeraldas, rubis e diamantes) além de muitas pedras ornamentais. Em meados do século 17 o garimpo de ouro e diamantes fazia parte da vida quotidiana dos brasileiros, injectando jorros de dinheiro na economia. O ouro e os diamantes podiam ser explorados por particulares, embora a Corôa Portuguesa reivindicasse um quinto dos rendimentos. O ouro e os diamantes, em mãos dos naturais da colónia, empurraram o futuro país para um desenvolvimento acelerado, que chegou a ser avassalador, visível no fulgurante aparecimento de belas cidades e vilas de feição totalmente europeia.Ficou um património riquíssimo. O dinheiro ganho no Brasil era, de imediato, lá investido.
Em Angola, salvo umas curiosidades de palhetas de ouro em alguns rios, uma “caspa” de ouro, não se descobriu ouro em pepitas (que denunciam a proximidade de um filão) e nenhum grão da almejada prata. Os diamantes, que poderiam ter revolucionado a economia de Angola, pelo menos no século 19, só foram descobertos em 1919. E foram, de pronto, abarbatados por uma companhia monopolista. Não houve qualquer surto de mineração que servisse de catalisador em Angola. Nenhum angolano podia usufruir das riquezas minerais.O garimpo era seriamente reprimido, ao contrário do Brasil. Tudo passava para monopólios europeus. Por isso era inviável um entesouramento em Angola; isto não atraía imigrantes.


Factor demográfico – Angola era mais povoada do que o Brasil. Havia milhares de pequenas nações, agrupadas em mais de 5 grandes confederações ou reinos. Embora determinada literatura do século 19 enfatize o facto de que “não havia nenhum organização social entre os africanos”, lendo-se os cronistas sérios daquele tempo verificamos que havia reinos estruturados e governos com planos definidos, embora não existisse a noção de nacionalidade. Basta ler as obras de Henrique de Carvalho para se verificar que a região onde ele viveu- o reino de Muatiânvua (Lundas e norte das Lundas até ao rio Congo)- tinha uma grande organização social. Uma das figuras mais conhecidas das epopeias africanas do século 19, Henry Stanley, descreveu reinos importantes na África Austral. Outro viajante africano do século 19 David Livingstone também anotou povos agrupados em domínios socialmente governados. A ocupação de África, com os meios poderosíssimos de que a Europa dispunha, desfez toda a situação política existente. É uma das causas do actual desassossego em África.


O Brasil tinha uma densidade demográfica muito inferior à africana e os seus povos apresentavam-se em um degrau histórico inferior. Grande parte das nações de Angola já estava numa étapa rural e pastoril, os angolanos já extraíam o ferro e trabalhavam-no, mas o Brasil estava, ainda, em uma étapa colectora e caçadora. Os povos de Angola sempre ofereceram um oposição encarniçada contra o domínio português. As lutas arrastaram-se durante séculos, só terminaram em pleno século 20.


Factor transportes – A orografia e a hidrografia angolanas eram altamente desfavoráveis para um penetração interior. Os gados de transportes (cavalar e asinino) morriam com doenças completamente estranhas aos europeus. O recurso aos carregadores serviu para avolumar, ainda mais, as violências e prolongar, em exagero de tempo, a escravatura.No Brasil todo o transporte, afastado dos rios, era feito pelas tropas de cavalos e burros, em carroções. As tropas eram um factor altamente aglutinante entre os diversos povoados que nasciam sob os auspícios da mineração. O Estado de Minas Gerais tomou o nome devido à fartura de ouro e diamantes. Em Angola só começaram a nascer povoados definitivos ou urbanos a partir de 1920, quando as ferrovias se impuseram,logo seguidas pelo automóvel. Os povoados “fugiram”quase todos dos grandes rios


Factor político – É natural que, com tantos factores negativos, a Corôa Portuguesa se desinteressasse por Angola, pelo menos sob o ponto de vista de colonização. Salvo as tentativas goradas de Inocêncio de Sousa Coutinho, em meados do século 18, e a boa vontade de Pedro Alexandrino da Cunha em meados do século 19, nenhum governador geral se interessou pelo povoamento de Angola. E, também, nenhum português estava interessado em viver em Angola. Viver de quê, se não havia consumidores para quaisquer produtos, se a agricultura, em moldes europeus, era penosa e de fracos rendimentos, se o gado morria em tempos fulminantes, se o transporte era todo feito por carregadores, uma fonte de conflitos e violências. Viver para quê se não havia entesouramento, o recurso aos dentes de elefante era uma forma, única, de prevenção de futuro muito precária. Era um entesouramento volumoso e extremamente pesado. Um dente de marfim era transportado por 2 carregadores. Já em fins do século 19 o marfim começou a perder valor. A melhor moeda, ainda hoje, para entesouramento é o ouro. Onde estava?


Analisemos os factores modernos, os que passaram a contar após a independência do Brasil. Depois de 7 de Setembro de 1822 Portugal ficou perturbado e só teve um pensamento: fazer um novo Brasil, mas agora tomando certas precauções políticas (mais ainda do que no Brasil). Nada de independências.Mas a realidade era diferente, os factores que acabámos de mencionar estavam lá todos. Angola era indomável e a Corôa estava exaurida devido às invasões napoleónicas e à perda do Brasil. E com uma agravante: o número de emigrantes portugueses, com destino ao Brasil, cresceu em progressão quase geométrica. O Brasil independente passou a absorver mais portugueses do que quando era colónia. O povoamento de Angola foi adiado, até porque Portugal entrou em guerras civis. Angola continuou como sempre tinha estado: mera feitoria para embarque de escravos para as Américas. Para Angola “exportavam-se” os degredados.Foi um século perdido!


A partir de 1880, em face do início da industrialização da Europa, aguçou-se o apetite por colónias em quase todos os países europeus, em Portugal regressou o velho assunto do Novo Brasil. A Europa precisava de matérias primas (minérios especialmente) e novos mercados. A África e Ásia ficaram na mira das potências europeias, que principiaram a degladiar-se naqueles continentes e nas chancelarias. Para apaziguar as escaramuças o chanceler Bismarck convocou a célebre conferência de Berlim(1885), para partilha de África, segundo “moldes civilizados”. Portugal foi obrigado a fazer a ocupação efectiva de Angola. E fê-lo, não sem dificuldades, umas que já conhecia e outras por conhecer. As dificuldades continuaram a ser as doenças, os insucessos na pecuária e na agricultura, a ausência de minas de ouro e prata, os transportes e, com mais agudeza, a obsessão metropolitana de não querer perder Angola, ou seja, não ceder aos angolanos qualquer poder, ou uma simples capacidade de decisão. O “grito do Ipiranga” ecoava, sempre, em som fantasmagórico,em todas as reuniões de governos metropolitanos. Todos os portugueses que se notabilizassem em Angola, todos com bons propósitos, eram ostracizados pelos governos em Lisboa. Estes não aceitavam qualquer progresso da colónia dirigido por angolanos ou portugueses angolanizados. Isso ajudaria à emancipação.
Embora fizesse parte do imaginário leuco-angolano o episódio do “grito do Ipiranga”, não havia base histórica nem social, nem demográfica sob o aspecto europeu,para se repetir em Angola.


Era inexequível, em termos políticos modernos, semelhante aventura. O número de colonos era, confrangedoramente, diminuto. E a maioria tinha sempre os olhos postos na Metrópole. Era diminuto o numero de aposentados europeus que se fixavam em Angola. Era diminuto o número de descendentes de portugueses. Era diminuto o número de mestiços. Era diminuto o número de africanos ocidentalizados.


Factor agro-pecuário – Depois da independência do Brasil em 1822 Portugal alimentou a esperança em um segundo Brasil, ou seja apoiado na agro-pecuária.Começaram a aparecer uns primeiros relatórios exaltando os bons climas planálticos, especialmente os das terras acima dos 1 500 m de altitude. Angola tem 97 500 km² acima dos 1 500 m de altitude (um pouco maior do que a área de Portugal) e 1 200 km² ( maior do que a ilha da Madeira) acima dos 2 000 m de altitude. Nestas áreas o clima é tropical de altitude com temperaturas amenas e frias, muito raramente atingindo os 30ºC. Chove abundantemente no Verão, o Inverno( Junho a Setembro), impropriamente denominado de Cacimbo, é seco, de céu limpo(um azul maravilhoso) cheio de triliões de estrelas, visíveis a olho nu, e frio.As terras altas, bem drenadas naturalmente, têm abundantes águas cristalinas e potáveis. Estas condições destruiram a corrente pessimista, que se tinha instalado em Portugal, sobre a colonização de terras africanas. Mas as tentativas de colonização começaram, logo de início, a fracassar. O desânimo começou a instalar-se, mas dois acontecimentos activaram os velhos propósitos: a Conferência de Berlim, obrigando a uma ocupação efectiva, e a entrada de uma colónia bóer, vinda da África do Sul, fugida da guerra entre as duas nações bóeres unidas, o Transval e Orange, contra a poderosa Inglaterra da Raínha Victória. Em breve o número de bóeres, entrados em Angola, sobrepujou o de portugueses no sul . O governo de Lisboa estremeceu.