BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

O PACOTE DE DEDUÇÕES NULAS DO EX-ENGENHEIRO SÓCRATES


Deduções sem impacto

A consulta das estatísticas de IRS de 2006 e a forma como está redigida a lei fiscal permitem verificar, no entanto, que o aumento que vier a ser concretizado não terá resultados práticos significativos. Por um lado porque, segundo as estatísticas de IRS, em média, as famílias com rendimentos anuais brutos mais baixos já não pagam IRS.

Os dados deste imposto referentes a 2006 (os últimos disponíveis) mostram que uma família com rendimento bruto até 5.000 euros (pouco mais de 357 euros mensais considerando 14 salários) pagou pouco mais de 15 euros de imposto. Ou seja, mesmo que o aumento das deduções venha a fazer-se sentir nestas famílias, a poupança nunca ultrapassará este valor anual. No escalão seguinte (entre 5.000 e 10.000 euros) a poupança seria de apenas 49 euros. E mesmo no terceiro escalão, que vai até aos 13.500 euros (pouco mais de 964 euros mensais de salário bruto) a poupança apenas seria 176,34 euros anuais, cerca de 14 euros por mês.

Nestes três escalões, ainda segundo as mesmas estatísticas, encontram-se 2,5 milhões de agregados (ou famílias) de um total de pouco mais de 4,3 milhões de agregados que entregaram a sua declaração de rendimentos naquele ano.

Acontece que, ainda segundo as mesmas estatísticas, apenas pouco mais de um milhão de famílias utilizou esta dedução em 2006, tendo deduzido um montante de 447 milhões de euros. Ou seja, mesmo que este milhão de famílias estivesse dentro destes três escalões, a poupança que obteria com o aumento das deduções nunca ultrapassaria os 14 euros mensais. Mas não são apenas as estatísticas que indiciam que o aumento das deduções terá pouco efeito prático, especialmente sobre os contribuintes de menores rendimentos.

A forma como a lei fiscal está feita permite que sejam as famílias de maiores rendimentos a poderem deduzir mais despesas ao seu rendimento bruto. Isto porque a lógica da dedução é a de que o contribuinte vá deduzindo ao seu rendimento bruto várias despesas até ao momento em que já não tenha imposto a pagar ao Estado.

Acontece que no Código do IRS estão previstas nove categorias de despesa que podem ser deduzidas e se, por exemplo, se chegar à terceira categoria e já não haja imposto a pagar, então, as restantes já não se deduzem.
Ora, as despesas com encargos com a habitação, são a quinta categoria a deduzir, ficando atrás das despesas de saúde, de educação, entre outras. Ou seja, o aumento desta parcela pouco efeito terá para os contribuintes de menor rendimento.

sábado, 5 de julho de 2008

PALHAÇADA À MODA DO PORTO

Só nos podemos rir quando somos confrontados com este tipo de notícias, próprias de um mundo do futebol que nos tem habituado a uma corrupção continuada e a viver na maior promiscuidade com toda a impunidade do mundo.
Gonçalves Pereira queria fazer "um golpe de estado" e levou com ele em cima. No Zimbabwe, com o Mugabe, é que ele estava bem. Nem era preciso ter feito a tal reunião.

E é este circo uma "instituição de utilidade pública". FRANCAMENTE!

A MÁFIA em Itália? Até dá vontade de rir. Têm muito que aprender em Portugal. Comparados com os portugueses, não passam de meros e reles aprendizes A Máfia italiana em Portugal, não passa de um grupo de meninos de coro.

(Para a ouvir, desligue primeiro a Rádio Cotonete do Bolg)

PORREIRO, PÁ ... JÁ SOMOS TODOS BONS A MATEMÁTICA

De repente ... de um ano para o outro ... somos um país de matemáticos.

Assim SIM, vale a pena termos orgulho em sermos portugueses.

2+2=4 ... pois claro
Sendo a aprendizagem um processo gradual e contínuo, este Ministério consegue o milagre das notas.

"Rapidamente e em força", de um momento para o outro, a taxa de reprovação baixou de 18% para 7%. A média obtida foi de 14 valores, 3,4 valores acima do que se verificou em 2007, ano em que pela primeira vez a média obtida por estes alunos foi superior a dez valores. VALENTE!

Já tinhamos o milagre das rosas, agora conhecemos o milagre da ministra da avaliação.

"São boas notas, meu senhor".

Só falta aprender a fazer melhor as cruzinhas nos exames de português !! ehehehe

E daqui a uns anos vamos ver quem governa este país!!

Consulte aqui o quadro de exames nacionais

sexta-feira, 4 de julho de 2008

APRENDER (E SABER) PORTUGUÊS COM CRUZINHAS

AQUI tinha feito esta denúncia:

"Uma prova que pouco mais exigia que fazer algumas cruzinhas nas perguntas de escolha múltipla. Uma prova de PORTUGUÊS onde poucas vezes se pedia para ESCREVER"

Deste vez, e uma vez mais, surge mais uma voz importante na denúncia desta enorme mentira que são os exames e cada vez mais o "ensino" em Portugal - Mª Filomena Mónica. Vale a pena ler o seu artigo hoje pulicado no Jornal Público a este respeito.

O Ministério da Educação, na sua política autista e incompetente, não olha a meios para atingir fins estatísticos para propaganda barata. Razão tinha Scolari: "E o burro sou eu?"

quinta-feira, 3 de julho de 2008

SALÁRIOS PORTUGUESES FORAM OS QUE MAIS CAÍRAM


Os salários reais dos trabalhadores portugueses desvalorizaram em 2006, 2,6%, naquela que foi a maior queda nos países que compõem a OCDE. O mais grave é que os salários em Portugal são menos de metade dos restantes países da OCDE e da Zona Euro

Se considerarmos a média do salário do trabalhador português chegamos a um valor de 11.616 euros (18.455 dólares) em 2006, ano a que se reporta o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. A média dos salários anuais dos países integrantes da OCDE situa-se nos 39.743 dólares enquanto na Zona Euro essa média salarial anual desce para 38.759 dólares. Abaixo de Portugal apenas se contabilizam quatro países.

Hungria, a República Checa, a Polónia e a Eslováquia, apresentam salários médios anuais mais baixos, sendo que a Eslováquia por exemplo, se queda nos 8.675 dólares. Vencedor do ranking salarial é a Suíça onde em média um trabalhador consegue levar para casa anualmente 60.385 dólares.

No Luxemburgo, onde muitos portugueses se encontram a trabalhar em busca de uma vida melhor e a Dinamarca ocupam os lugares cimeiros com vencimentos médios de 59 e 56 mil dólares anuais.

Nos Estados Unidos da América, o trabalhador leva anualmente em média para casa a quantia de 47.688 dólares, o que constitui duas vez e meia o salário médio de um trabalhador português. Nas quedas dos salários reais Portugal apenas foi acompanhado pela Espanha, Alemanha, Itália e Holanda que, à semelhança da terra lusa viram os seus salários anuais médios reais descerem no ano de 2006.

Visto o salário médio anual auferido em Portugal, em 2006, mas medido em paridades de poder de compra, os dados da OCDE mostram que os vencimentos se quedam 44,9% abaixo da média dos países que integram a organização.

Tendo em conta o nível de vida nos diversos países, Portugal apresenta um índice de 55,1, acima dos 46,4 sem este factor, sendo que 100 é a média dos salários da OCDE.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ENERGIA EÓLICA: MEGAWATTS OU NEGAWATTS

No passado fim de semana estive no Caramulo onde, um amigo residente me convidou a visitar um miradouro para desfrutar de uma paisagem que seria ímpar não fosse, de facto, ver uma enorme área pejada de turbinas eólicas que transformavam uma natureza selvagem num verdadeiro PALITEIRO, tantas eram as turbinas espalhadas pela paisagem. É verdade, à minha frente estava um parque eólico que adulterava a paisagem transformando-a, EXACTAMENTE, num verdadeiro PALITEIRO . Uma vez mais, e na sequência daquilo que tanto me afrontou na altura e afronta, não posso deixar de agradecer o valioso e prestimoso contributo do Engenheiro Luiz Teixeira, a este blog e à causa da energia, que de seguida reproduzo:

"Nos últimos dias de Maio o entusiasmo alastrou-se por todo o país, mesmo antes de ter começado mais um Europeu de Futebol. Desta vez não foi o futebol que causou tanto alvoroço; foi a venda de acções da EDP-Energias Renováveis. Claro que a maioria dos portugueses acha que energias renováveis dizem respeito, apenas, às turbinas eólicas e aos painéis solares. Na prática as barragens (grandes produtoras de energia eléctrica constante e duradoura) também estão incluídas nas energias renováveis nas quais detêm sempre a maior participação em termos de potência e produção contínua.
Apesar de haver uma má vontade contra estas indiscutíveis e, por enquanto, insubstituíveis, fontes de electricidade.

Fig 2 -Um parque eólico trabalhando com “vento de projecto” ( Velocidade do vento de 13 a 20 m/s ou 46 a 72 km/h). Na escala de Beaufort à velocidade maior do que de 13 m/s os galhos das árvores oscilam fortemente, as bandeiras ficam desfraldadas, as pás das turbinas não se vêm, o vento “uiva” através das frinchas das janelas).
Abordaremos a seguir apenas a energia produzida pelo vento.
Desde tempos imemoriais que o homem transforma a energia do vento em outras energias especialmente em mecânica. Basta dizer-se que o vento, até à descoberta da máquina a vapor, era o único meio de propulsão na água, quando não era utilizada a energia muscular, esta as mais das vezes obtida através da escravatura.
O vento é gratuito e não provoca danos ambientais; mas é difícil de converter, é volátil, exige grandes áreas de conversão, as estruturas destacam-se pelo gigantismo, em suma é muito fraca a sua densidade energética, imprevisível o seu sopro. Há cerca de 15 anos, quando se começaram a notar os primeiros sintomas da depleção mundial do petróleo, muitos interesses se voltaram para a velha conversão do vento em outras energias. Até então, os velhos “moinhos de vento” estavam, em grande número, abandonados, substituídos por pequenos geradores movidos a gasolina ou gasóleo.

A energia do vento é intermitente e inconstante: muda de direcção e velocidade em poucos segundos, não se podem estabelecer tempos ou direcções. A energia eléctrica, produzida por uma turbina eólica, não pode ser injectada numa rede de macro-energia devido à sua volatilidade. Na verdade passa-se de uma potência para outra em poucos segundos, o que é altamente danoso para um complexo sistema eléctrico. Uma turbina hidráulica, por exemplo, trabalha com queda e caudal constantes e com um coeficiente de permanência superior a 90 %, o que não sucede com as turbinas eólicas. Ao contrário da eólica, a energia hidroeléctrica é altamente confiável.
A potência teórica de uma turbina eólica,utilizando a fórmula de Janet Ramage (Guia da Energia) é:

P=(D2x V3)/2000

sendo P a potência em kW, D o diâmetro em m da área de recepção do vento (ou seja as pás correspondem a metade do diâmetro D), V a velocidade do vento em m/s.
Por esta fórmula a potência obtida depende de duas variáveis: o vento, intermitente e de velocidades inconstantes e o diâmetro que tem que ser de grandes dimensões. Como se não pode mexer com o vento, só há um caminho: aumentar o diâmetro ou seja o comprimento das pás.

É por isto que as turbinas eólicas padecem de gigantismo. As pás têm vindo, de ano para ano, a aumentar de tamanho, de modo a obter-se uma área de recepção que possa aumentar a potência, uma vez que o vento não pode ser modificado.

Fig 3 -A gravura dá para se perceber o gigantismo das estruturas eólicas.

A única alternativa para melhorar a velocidade do vento é aumentando a altura das torres, agravando, ainda mais, o gigantismo. Já há pás em funcionamento com 45 m de comprimento, superiores às asas da maior parte dos aviões. Isto cria enormes problemas de construção, manutenção e avarias. Está em fase experimental uma turbina de 6 MW cujas pás têm o comprimento de 126 m criando problemas futuros de manutenção e de economia de escalas.
Mas as maiores limitações dizem respeito ao vento.As maiores potências obtêm-se com a velocidade do vento acima de 13 m/s (47 km/h), mas, a partir deste valor, a potência passa a ser constante (limite de Betz ou rendimento máximo de 60%).

Fig 4-Um pequeno vale encaixado inundado por eólicas

Por outro lado só se pode contar com ventos de projecto (acima de 10 m/s) em torno de 90 dias no ano, e em flagrante descontinuidade. A velocidade do vento acima de 60 km/h é perigosa para a estrutura, por tal motivo as hélices ficam, automaticamente, em bandeira, deixando de funcionar. É muito estreita a área de optimização.

A energia eólica apresenta as seguintes vantagens:
- combustível gratuito;
- não polui o ar, águas ou solos;
gera muitos empregos temporários, durante a construção;
- garante empregos fixos durante a operação, manutenções e avarias. Estamos a considerar o critério social, antagónico ao critério económico, modernamente gerador de desempregos em grande escala. Pelos modernos ditames da actual economia predadora, quanto menos empregos, melhor!

As desvantagens são:
- Ddescaracterização da paisagem; muitos ambientalistas chamam-lhe um “estupro da paisagem”. - as turbinas são instaladas em calotas de relevo, ou em vales encaixados, precisamente áreas pouco visitadas, onde ainda estão preservadas algumas condições naturais; quebram-se os últimos resquícios de beleza e tranquilidade, não tem interesse fotografar as paisagens pejadas de “ventoinhas”, ou “avantesmas” como lhes chamou um conhecido cronista;
- ruído que, a ser atenuado, obriga à instalação de painéis acústicos, mais uma agressão ambiental;
- volátil, imprevisível e de baixa densidade energética,ou seja a implantação abrange áreas imensas;
- interfere no voo de morcegos, aves e insectos e, portanto, na polinização e na reprodução. - funcionamento muito limitado à velocidade do vento: leque entre 10 e 50 km/h; este último verifica-se, regra geral em 90 dias no ano mas em descontinuidade;
- grande exposição aos incêndios florestais;
- maquinaria sofisticada, muito dispersa volumosa e pesada, necessitando de um grande corpo técnico e um dispendioso parque de máquinas pesadas (camiões-plataforma, tractores pesados, gruas e guindastes);
- abertura de muitas estradas secundárias “roubando” a privacidade dos baldios naturais.
- a ACV (Análise do Ciclo de Vida) de uma eólica é negativa, se nos cingirmos aos combustíveis fósseis que serão necessários para a sua construção, operação, manutenção e posterior desmantelamento. Por exemplo, as fundações das torres consomem betão armado em quantidades pantagruélicas, abrem-se quilómetros de estradas, com piso adequado para as máquinas pesadas. A rede rodoviária fica um autêntico Dédalo.

Fig 5 -Isto é uma pá de um conjunto de três. Será que é viável manter milhares de estruturas gigantes como esta?

A operação exige um grande corpo técnico e viaturas e máquinas de elevação de grande porte. A parte ambiental na ACV reúne condições pouco atractivas.

Quanto maior o parque eólico maior será o número de turbinas em manutenção ou avariadas. Um aspecto positivo é o de proporcionar muitos empregos, como já frisámos atrás.
Na fase final de desmantelamento as despesas ainda serão maiores. Para o desmonte final serão necessárias as mesmas máquinas gigantes que ajudaram à construção. A energia eólica alivia a atmosfera de C02, mas consome combustíveis fósseis durante a a sua existência.

Qual o saldo final?

Chega-se ao paradoxo de, em qualquer avaria, a energia eléctrica, necessária para os consertos, ser fornecida por um motor a gasóleo, porque pode não haver vento.
Uma das maneiras de aproveitar a energia eólica, que não pode entrar na rede geral dada a sua intermitência, é carregando baterias. Mas estas têm inconvenientes: tecnologia do século 19, são grandes, muito pesadas, contêm cádmio, chumbo e ácido sulfúrico, o que as torna perigosas no manuseio.
Toda a potência eólica instalada, se estiver ligada a uma rede geral, precisa de uma fonte de energia de substituição, que seja mobilizável rapidamente,e de potência mais ou menos equivalente. Na Dinamarca a energia nuclear da Suécia socorre a energia eólica quando é necessário.

Um parque eólico é interessante quando em conjunção com uma barragem, constituindo uma reversão energética. A energia cinética do vento é convertida em energia potencial hidráulica. Por outras palavras: toda a energia das eólicas, seja grande ou pequena, é “canalizada” para bombas especiais (que trabalham com um leque muito diversificado de potências) que restituem, para as albufeiras, ou para lagos artificiais a grandes alturas,uma pequena parte dos caudais que saem pelas turbinas hidráulicas. É uma forma mitigada de “armazenamento de energia”, com grandes perdas, como é óbvio. E, por paradoxo, é uma maneira de fazer com que “umas águas voltem a passar de novo debaixo de uma ponte”.

Estava prevista uma reversão para a barragem de Foz Coa. Esta barragem era uma boa reserva técnica de água. Era uma feliz combinação elo-hidráulica, que foi, ironicamente, substituída por uma reversão a favor da arqueologia. Agora, quando o barril de petróleo se aproxima dos 200 dólares, vão-se construir, a toque de caixa, 10 barragens em Portugal, ultrapassada que foi a psicose contra as barragens.Tenciona-se, agora, fazer-se reversões nestas barragens, para aproveitar os numerosos parques eólicos “que nasceram como cogumelos depois de uma invernada” De negativo, também, o facto de serem grandes as distâncias entre os diferentes parques eólicos, originando custos elevados de transportação. Recordamos aqui a recente polémica em torno do custo dos cabos substitutivos das linhas de alta tensão que passavam sobre habitações.

Um parque eólico, próximo de uma barragem, beneficia das estruturas de apoio desta , como sejam os bons acessos, já construídos, o pessoal (fixo, de “carreira”) a energia eléctrica constante, e os estaleiros que sempre rodeiam os aproveitamentos hidroeléctricos.
É pertinente transcrever uma interrogação, formulada por John Howard Kunstler no seu “best seller “O Fim do Petróleo”: «Que acontece se não houver por trás o fantástico apoio tecnológico da economia baseada no petróleo?». "

Luiz Teixeira
Engenheiro civil

terça-feira, 1 de julho de 2008

O MENTIROSO DE OURO DO PS...

Tenho de confessar que foi com alguma surpresa que ouvi recentemente a jornalista Eduarda Maio, subdirectora para a Informação (desde 2003) da estação pública Antena 1 na SIC-Notícias a apresentar a biografia sobre o actual Primeiro-Ministro, José Sócrates, que realizou para a Esfera dos Livros.
  • Mas a minha curiosidade foi ainda maior quando percebi que ele era o "menino" ... "de ouro" do PS. Imagino as pressões (?!) de marketing que o bem montado "Gabinete de Propaganda" do PS deve ter montado. Imagino. Ou se calhar nem imagino, porque a partir de agora, confesso também que começo a não acreditar na Eduarda Maio. O menino de ouro do PS ... imaginem !!!!
É que se esta jornalista quisesse manter o seu carácter de neutralidade e isenção, COMO LHE COMPETIA, teria em primeiro lugar de se demitir da função que exerce numa estação radiofónica pública e só depois escrever o livro que, muito provavelmente coloca nos píncaros da lua um primeiro ministro ainda no activo

Não vou certamente ler esse livro mas, tenho alguma curiosidade (ai se tenho!) sobre a forma como ela abordará (se é que aborda) o processo POUCO CLARO e OPORTUNISTA das habilitações de Sócrates. Já agora, uma explicação convincente da duplicação do seu registo biográfico rasurado na Assembleia da República e da forma como ele assinava os projectos daquelas míseras casas que diz ele, também as projectou.

Sempre admirei a Eduarda Maio, mas esta aparente promiscuidade, desiludiu-me. E MUITO!Inclusivamente a forma como ela defendeu Sócrates no Opinião Pública, de algumas vozes discordantes da política do primeiro ministro, deixou-me a pensar na sua isenção. No tempo que provavelmente andei enganado a seu respeito.

102 ANOS REAIS - PARABÉNS SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

Parabéns Sporting Clube de Portugal pelo teu aniversário - 102 anos reais e verdadeiros.
Ao contrário do F.C.Porto e do S.L.Benfica que inventaram uma data de formação do clube, o Sporting Clube de Portugal conseguiu resistir a essa hipócrita tentação o que mostra, uma vez mais, uma postura que orgulha todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes.
Uma História bonita, recheada de mérito e valores.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O FUTURO AGORA, ESTÁ MAIS PARA A CIGARRA DO QUE PARA A FORMIGA


- Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!
- Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
- Empresário: Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
- Ministro: E que habilitações ele tem?!
- Empresário: Tem o 12.º completo.
- Ministro:O que ele sabe fazer?!
- Empresário:Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas damanhã!
- Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000€, agrada-te?!
- Empresário:Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma desgraça não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!
- Ministro: Sim, um lugar de Secretario já se ganha 3000€ ! ...
- Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada volta dos 600/700€ ???
- Ministro: Eh pá, isso não, para esse ordenado tem de ser Licenciado, falar Inglês e dominar Informática!!!...

domingo, 29 de junho de 2008

AZAR ... ACONTECE SEMPRE AOS MESMOS


Nuno Espregueira Mendes, administrador da FC Porto Multimédia e ex-administrador da SAD, foi condenado hoje, no Tribunal de S. João Novo, no Porto, a 6 anos de prisão efectiva por burla qualificada. O seu advogado, Gil Moreira dos Santos, vai recorrer da sentença, pelo que o cumprimento da pena fica suspenso.
O colectivo deu como provado que Espregueira Mendes, na qualidade de gerente do balcão do banco Mello nas Antas, usou avultadas quantias depositadas por clientes, desconhecendo estes os factos, para aplicações bolsistas, usando as mais valias também para uso próprio e para conceder empréstimos com juros abaixo dos concedidos pelo banco.
Por exemplo, emprestou ao FC Porto 2,5 milhões de euros à margem normais do banco e emprestou a Joaquim Oliveira um pouco mais de 10 milhões de euros.
A Adelino Caldeira, administrador da FC Porto, SAD, também foi concedido um empréstimo de 2,1 milhões de euros, enquanto António Oliveira, principal accionista individual da SAD portista, foi contemplado com empréstimos na ordem dos 2,5 milhóes de euros.

"Estas pessoas eram das relações do arguido e tinham ligações ao FC Porto e à sua SAD, da qual arguido era administrador, tendo efectuado tais financiamentos usando montantes dos depositantes do Banco Mello, montantes transferidos para beneficiarios daqueles emprestimos", refere-se no acórdão.

Neste esquema que considerou "ardiloso", o colectivo considerou que Espregueira Mendes "geriu a seu bel-prazer mais de 100 milhões de euros e que se enriqueceu "com quantias que não se conseguiram apurar". O esquema consistia em atrair investimentos que garantia aos clientes serem para aplicações financeiras sem risco e que aplicava, sem estes o conheceram, no mercado bolsista.
Os lucros gerados eram geridos por Espregueira Mendes ou para conceder empréstimos ou para seu uso, numa conta a que chamava "bolo".
Como agravante para aplicação da pena que tinha como máximo 8 anos de prisão, o colectivo destacou o facto de o arguido não ter mostrado "o mais ténue juízo crítico" em relação à sua actuação.
"Actuou como se tratasse de um banqueiro e não de um bancário que realmente era", sublinha-se no acórdão.
Entre os clientes do banco que confiaram a Espregueira Mendes elevadas quantias contam-se Drulovic, Zahovic, Secretário e Rui Moreira.

GENIAL

É no sul de França que um cavaleiro comunica com os seus cavalos e
nos oferece um espectáculo único no mundo. Genial



sábado, 28 de junho de 2008

DA PROMISCUIDADE EDUCATIVA À MINISTRA DA AVALIAÇÃO E AO MINISTÉRIO DA ESTATÍSTICA

A ministra já tinha avisado que "chumbar" era a via do facilitismo.
Chumbar, era igualmente um custo "muito elevado" por aluno.

Os professores de Matemática da escola Tomás Cabreira já tinham denunciado isto em comunicado.
Esta constante e permanente pressão que o ministério exerce sobre os professores para seguir a via do sucesso a martelo e a qualquer preço, já há muito que tem vindo a ser denunciado.
Como têm vindo a apresentar queixa contra este FACILITISMO e PROMISCUIDADE EDUCATIVA e CULTURAL, várias associações de professores.

As provas e exames passaram a ser BÁSICAS, extremamente elementares.

Agora, até a "insuspeita" Margarida Moreira, quer que as correcções das provas se façam por critérios que elevem" a média" do sucesso a martelo.

Às vezes pasmo com tanta admiração pelo que está a acontecer no ensino em Portugal

Mas então digam-me lá uma coisa:

Sócrates não tirou o "diploma" ao domingo? Das 31 cadeiras que tinha de fazer, não lhe deram equivalência a 26? das 5 que sobraram, 4 não foram dadas pelo mesmo professor Morais, o amiguinho do peito? A outra, Inglês Técnico não foi dada pelo reitor, preso por falsificação de documentos? Já para não falar nos bilhetinhos pessoais em papel timbrado da Secretaria de Estado do Ambiente.


ENTÃO estavam à espera DE QUÊ?

HONESTIDADE? RIGOR? MÉRITO? TRABALHO?

... ora, ora, ... se o exemplo de OPORTUNISMO e de FACILITISMO vem do 1º ministro ...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

PASQUIM DE PROFISSÃO

Este pasquim "O JOGO", estava mortinho para culpar o Ricardo como o grande responsável pela eliminação de Portugal.
Nem uma referência à responsabilidade de Bosingwa e Pepe no primeiro golo, dos centrais no 2º golo e de Paulo Ferreira no primeiro e terceiro golos. Nada disso, a culpa é do Ricardo.
Estavam habituados a serem eles a fazer a selecção por conveniência e interesses. Felizmente Scolari acabou com mais essa promiscuidade.
Fica o ódio e a inveja não apenas ao Ricardo que sentou no banco do sofá o Vítor Baía mas também ao êxito da selecção nestes últimos anos.
Talvez tenham bebido um champanhe com a saída de Scolari. Perguntem à Carolina, que ela sabe.
Como eu os percebo!!!
Ai se a inveja matasse ...

sábado, 14 de junho de 2008

A PRAGA MUNDIAL QUE NINGUÉM QUER VER - A CHINA DO FUTURO

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reacção é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fracção dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios...Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber... Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder.

Os chineses estão a tirar proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem "terceirizar" a produção e ficar com o que "agrega valor": a marca.Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo "made in China", com rótulo estadunidense. Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...

Mesmo ao custo do fecho de suas fábricas. É o que chamo de "estratégia preçonhenta". Enquanto os ocidentais "terceirizam" as tácticas e ganham no curto prazo, a China assimila as tácticas para dominar no longo prazo. As grandes potências "mercadológicas" que fiquem com as marcas, o design... Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de ténis pelo mundo.. Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um "choque da manufactura", como foi o do petróleo.

E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que tornou-se refém do dragão que ele mesmo alimentou. Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos... Uma inversão de jogo que terá o Impacto de uma bomba atómica... Chinesa.

Nesse dia, os executivos "preçonhentos" tristemente olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando ao berlinde na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos... E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.
Luciano Pires é director de marketing da Dana e profissional de comunicação

quarta-feira, 11 de junho de 2008

IV - PARA QUE SERVE A INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL? (4ª Parte)

O assunto morreu,depois de tantas certezas e arrogâncias. "Eles" tencionavam iniciar a Ota, rapidamente, devido aos colossais volumes de terraplanagens. Ainda não havia qualquer projecto de infraestruturas, mas eles queriam iniciar os movimentos de terras (um verdadeiro lombinho para o gang de Macau) cujo projecto é, relativamente fácil ou, se calhar, até nem haveria projecto.
Leia atentamente esta IV parte. Poderá ainda consultar a parte I, parte II e parte II e aqui e aqui.

PARA QUE SERVE A INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL? IV Parte

No rescaldo do “incêndio” que mobilizou a opinião pública - o aeroporto da Ota - cabem algumas reflexões finais. Nunca é tarde para se aclarar a verdade, para isso há que recuar no tempo. E o assunto está longe de se tornar irrelevante. Trata-se de dinheiros públicos gastos ao longo de mais de trinta anos. E, pelos vistos, para nada.
Em 1969 foi criado o GNAL (Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa) para apurar a melhor localização para um novo aeroporto em Lisboa. Em 1972 o GNAL publicou o relatório final sobre o estudo para que havia sido criado. Neste estudo, depois de seleccionados 14 locais, foram escolhidas 6 localizações. Sobre estas foi feita uma Análise Comparativa tendo sobressaído Rio Frio como a melhor solução, seguindo-se-lhe Porto Alto, Alcochete, Montijo, Portela e Fonte da Telha.
Em 1978 e 1982 a ANA levantou a hipótese da Ota como sendo uma localização a considerar porque era a mais viável na Margem Norte do Tejo.Era, talvez, uma hipótese para o desenvolvimento da zona Oeste. Uma hipótese errada, porque um aeroporto é para servir uma cidade e não o contrário. Nenhum aeroporto criou uma cidade, mas o contrário é óbvio. É ver-se o caso de Guarulhos, originada pelo novo aeroporto da Cumbica em São Paulo, de Confins em Belo Horizonte, e dos novos aeroportos, muito longe, de Milão e de Atenas. Como curiosidades, remotas, lembramo-nos de Kano na Nigéria (que dava apoio aos aviões de hélice, com pouca autonomia) e do Luso em Angola (hoje Luena) que nem chegou a entrar em funcionamento, para o fim a que era destinado, porque apareceram os modernos jactos.

Em 1998 foram feitos estudos comparativos entre Ota e Rio Frio. A Comissão, nomeada para o efeito, concluiu “ser a localização do NAL na zona da Ota menos desfavorável do que em Rio Frio, por esta apresentar graves condicionantes que podiam pôr em causa a sua sustentabilidade por razões ambientais”. Repare-se na forma capciosa de justificar a decisão: “na zona menos desfavorável”. Para quê entrar-se em comparativos diminutivos?
Em Julho de 1999 o Governo tomou a decisão de seleccionar a zona da Ota para localização do NAL. Esta decisão baseou-se na conclusão de que a localização em Rio Frio constituiria um sério risco de provocar “danos não minimizáveis,irreversíveis e não compensáveis”. Que danos serão, sabendo-se que hoje em Rio Frio avultam pequenas quintas quase todas com os 2 F´s, os maiores inimigos dos aquíferos: furos e fossas. E que está muito próximo de Poceirão, uma das localidades onde vai passar o futuro TGV.
Por que se não apontam os tais danos? Por que se salientam, sempre, os danos ambientais( sem se especificarem) quando se tomam decisões voluntariosas, numa terra em que são clamorosos os atentados à Natureza? Por que é que é sempre posto em primeiro lugar, quando se querem impor soluções de cima para baixo, o Relatório de Impacto Ambiental, não levando em conta os critérios técnicos e de custos ? No estudo de um aeroporto os principais critérios, indiscutíveis, são a segurança de voo, a meteorologia e os custos e não os tais danos não minimizáveis, irreversíveis e não compensáveis. Quais são, gostaríamos de saber.

Comparando os dois locais, Ota e Rio Frio, salta logo à vista, até para um leigo, os enormes factores negativos da Ota: orografia com as obstruções Monte Redondo (212m), Montejunto (666m) e, mais longe, Candeeiros (615 m) que põem em grande risco a segurança de voo. Rio Frio está em uma área plana. Na Ota a hidrologia é desfavorável: 2 rios de 5ª ordem (Ota e Alenquer) e 3 ribeiras de 3ª ordem (Alvarinho, Camarnal e Archinho. No relatório do LNEC é encarada a hipótese do desvio das águas da ribeira de Alvarinho através de uma barragem a montante da área escolhida. Todo este sistema fluvial concentra-se em um único ponto a jusante, um perigoso factor de convergência de águas de cheias. O sistema fluvial de Rio Frio desenvolve-se em área plana ou levemente ondulada.

Clique na figura para a aumentar

O estudo feito pelo LNEC, quase por imposição da CIP, acabou por repor tardiamente, a verdade gritante entre as duas opções. A localização saída do último estudo, eufemisticamente denominada de Alcochete, está encostada a Rio Frio, o melhor local apontado pelo longínquo relatório do GNAL em 1972. Afinal este estudo estava correcto e já preconizava uma construção faseada de acordo com a evolução da aviação. Dir-se-ia que até adivinhavam a futura passagem do TGV.É bom vincar que a actual localização compreende 1 800 ha para as pistas e mais 7 929 ha para possíveis ampliações. Era impossível, na Ota, dispor-se desta ultima área, só se dispunham de 1600 ha conseguidos com colossais movimentos de terras.

Insistimos, era de bom alvitre que se tivesse reactivado o antigo estudo de 1972, ampliando-o e considerando até a opção Ota, mais como tira-teimas. Sobre este estudo far-se-ia uma Análise Multiobjectivos e Multicritérios com base nos modernos programas de Investigação Operacional . Todos os estudos, de acordo com os diversos critérios, seriam feitos por um cluster(cacho) de universidades. Obter-se ia um enorme potencial científico, dentro da área da nova Ciência da Decisão. Este trabalho dotaria o país de tecnologia exportável para outros países e para outras áreas das actividades humanas. Era um verdadeiro Choque Tecnológico.
Tem aqui cabimento realçar o trabalho de todos os que colaboraram na elaboração do Estudo da Localização do Novo Aeroporto de Lisboa-Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, 1972. A escolha estava correcta, é o melhor local.

A opinião pública conseguiu suster as terraplanagens na Ota, uma verdadeira mina de ouro para os empreiteiros e correlatos. Foi “in extremis”, porque com os aumentos galopantes do petróleo, estaríamos hoje no limiar de um medonho desastre técnico, financeiro e ambiental.
Perdeu-se tempo em tergiversações que tiveram como sub-produtos os relatórios e mais relatórios, as reuniões, os debates na TV, as discussões e, principalmente, as malversações dos dinheiros públicos. É devido a estas últimas, infelizmente existentes em muitas outras decisões, que o salário mínimo em Portugal continua, e continuará, muito abaixo dos padrões europeus.

Luiz Teixeira
engenheiro civil
Maio2008

Rectificação: Na terceira parte destes artigos, em referência ao Canal do Panamá, mencionámos o Oceano Índico ao invés de Oceano Pacífico. As nossas desculpas.

(a importância do tema e o rigor de análise, leva-me a agradecer uma vez mais ao Sr. Eng Luiz Teixeira esta prestimosa colaboração)

terça-feira, 10 de junho de 2008

PEPETELA - UM DOS INTERROGADORES DA DISA

Chamo-me Rui Tukayana.

Tenho 30 anos e nasci em Angola, quando esta já era uma nação livre e independente. Do meu pai herdei o meu primeiro nome próprio: Rui. Ele chamava-se Rui Coelho. Fruto do que aconteceu, faz hoje 31 anos, a minha mãe escolheu o meu segundo nome próprio: Tukayana.
Esta é uma palavra em Kimbundo, um dialecto angolano, que quer dizer "venceremos". Chamo-me, portanto, Rui Venceremos.

A 27 de Maio de 77, ainda eu não tinha nascido, Luanda acorda ao som de tiros. A população estava nas ruas e havia uma marcha em direcção ao palácio presidencial. Hoje em dia a opinião geral é que se tratava de uma tentativa de golpe de estado liderada por dois homens: Nito Alves e José Van Dunen.
O meu pai era muito próximo de Nito Alves. Enquanto ele (o Nito Alves) foi Ministro da Administração Interna, o meu pai foi o seu chefe de gabinete. A tentativa de golpe, se é que a houve, correu mal e a rebelião foi esmagada. Agostinho Neto, o presidente angolano na altura, disse qualquer coisa como "não perderemos tempo com julgamentos". E assim foi. Logo na noite de 27 de Maio a DISA, a polícia politica, começou as buscas às casas. O meu pai não estava em Angola nesse dia. Estava noutro país ao serviço do Governo. Chegou apenas um dia depois (a 28) e não dormiu em casa. Não era seguro. No dia seguinte, 29 de Maio, ele e a minha mãe (grávida de 7 meses) foram presos. À entrada da prisão foram separados. Nunca mais se viram.
A minha mãe, talvez por estar grávida, foi solta pouco depois. O meu pai não teve a mesma sorte. Foi espancado, torturado e, perante um tribunal, obrigado a confessar crimes. "Não perderemos tempo com julgamentos". Esta espécie de tribunal, ficou conhecida como a Comissão das Lágrimas.

Um dos interrogadores era o Pepetela, um (actualmente) conhecidíssimo escritor angolano.
Após o julgamento a TV angolana ainda mostrou o meu pai (Rui Coelho) como um troféu da DISA e do MPLA. Depois fuzilaram-no. No meio de tudo isto, eu ainda tive alguma sorte. Primeiro, porque sobrevivi. Segundo, porque a minha mãe sobreviveu. Terceiro, porque depois de dias à porta de um ministro, a minha mãe conseguiu obter uma certidão de óbito. Ainda hoje não sabemos onde estão os seus restos, se numa vala comum, se no meio da selva, mas mesmo assim lá se fez uma espécie de luto.
Depois do dia 27 de Maio de 1977, seguiram-se dois anos de terror, repressão, prisões e execuções. Acredita-se que, como o meu pai, outras 30 mil pessoas desapareceram. 30 mil mortos. 30 mil pessoas que, talvez por não terem sido mostradas como troféus na TV, as respectivas famílias ainda não receberam uma certidão de óbito, ou não se sabe onde estão os restos mortais. Lembro que Pinochet "apenas" é responsável pelo desaparecimento de 3 mil e é um monstro aos olhos de todo o mundo civilizado.
Rui Coelho -------->

É evidente que nem todos os que foram presos, foram mortos. Os sobreviventes, nós, criámos uma associação. A ideia é que ninguém esqueça o que se passou e que um dia se faça justiça e as vítimas sejam homenageadas de alguma forma. Recuperar e identificar os restos mortais parece-me mais difícil, mas quem sabe?

É este o dia, 27 de Maio, que escolhi para fazer o luto ao meu pai. Não sei quando morreu. Sei apenas que tinha 25 anos quando foi morto, menos cinco do que a minha idade actual. Dizem-me que soube que teve um filho (nasci em Agosto). Um rapaz. Quero acreditar que sim. Todos os anos, neste dia, lhe digo a mesma coisa: Rui, Tukayana.

Pai, venceremos.
Venceremos.

domingo, 8 de junho de 2008

JOGO ANTI-STRESS

É professor? Vai entrar em avaliações?
Tem algum aluno em risco de chumbar? É contra o facilitismo?
Então não entre em stress. Distraia-se e jogue!
Não entre em "parafuso"

Aguarde um pouco ... deixe "carregar" o jogo.


quinta-feira, 5 de junho de 2008

O PORTUGAL QUE MERECEMOS!!!!

É por sermos mesmo assim, que a coisa está como está!!!!






quinta-feira, 29 de maio de 2008

QUEM SE METE COM A GALP ... LEVA!

OS PROFESSORES DE MATEMÁTICA, E O FACILITISMO DA MINISTRA

Declaração aprovada por unanimidade na última reunião do

Departamento de Matemática da Escola Secundária Tomás Cabreira

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---- Em reacção às recentes declarações da Senhora Ministra da Educação, foi apresentada para discussão a seguinte declaração:
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DECLARAÇÃO
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Relativamente às recentes declarações da Senhora Ministra da Educação, em que se mostrou preocupada com o insucesso escolar, afirmando que “os chumbos é que são facilitismo”, os professores do Departamento de Matemática da Escola Secundária de Tomás Cabreira, reunidos em 30 de Abril de 2008, declaram o seguinte:
Denunciamos a distorção do conceito correspondente ao termo “facilitismo”, tendo em conta a realidade e a vivência concreta na maioria das escolas portuguesas, onde os professores são constantemente pressionados para passarem alunos que não atingem os objectivos mínimos das respectivas disciplinas.
Sublinhamos a explicitação, por parte da tutela, das verdadeiras razões que sustentam a preocupação com o insucesso, razões, quer de ordem economicista – chegando a argumentar com o preço de 3000 euros a que fica cada “chumbo” –, quer de ordem estatística – pretendendo comparar níveis de sucesso de países com realidades sociais que não são comparáveis;
Não obstante não enjeitarmos a responsabilidade que nos cabe na parte em que a Senhora Ministra afirma que não é com “chumbos”, mas com mais trabalho dos professores que se atinge o sucesso, não deixamos de lamentar que a tutela continue a enviar a falsa mensagem aos alunos e respectivas famílias de que os professores trabalham pouco, em vez do apelo, que vem tardando, de estudo, rigor, trabalho e disciplina nas aulas para a maioria dos alunos e maior acompanhamento e exigência, por parte de muitas famílias, no sentido de cumprirem plenamente o papel que lhes cabe na educação dos filhos;
Atendendo ao momento em que foram proferidas – perto do final de ano lectivo –, classificamos de irresponsáveis as declarações da Senhora Ministra da Educação, pela pretensão de condicionamento dos professores no processo de avaliações que se avizinha.
Mais declaramos que a mensagem de desresponsabilização dos alunos e respectivas famílias, essa sim, hipoteca o futuro dos nossos jovens e do País num mundo global cada vez mais exigente.
Depois de discutida, a declaração foi aprovada, por unanimidade, pelos professores do Departamento.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

PROVAS DE AFERIÇÃO - "UMA CENA FIXE E BUÉ DE FÁCIL"

Esta é a prova de aferição de Português do 6º ano. Exactamente, do 6º ano!!

Tal como se suspeitava, os exames e as provas e tudo o que possa ser para avaliar ou aferir, serão cada vez mais fáceis. Foi assim no passado com esta ministra, é no presente e, já se começa a perceber que o facilitismo será igualmente risonho no futuro.

Uma prova que pouco mais exigia que fazer algumas cruzinhas nas perguntas de escolha múltipla. Uma prova de PORTUGUÊS onde poucas vezes se pedia para ESCREVER.

Uma autêntica brincadeira de garotos, ao nível de uma criança do 4º ano, como refere Edviges Ferreira, vice-presidente da Associação de Professores de Português tal como acontecera igualmente com a prova de aferição de Matemática que, segundo Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática a classificou de "ridiculamente fácil" e de um "teste de uma simplicidade infantil, com muito pouco a ver com a Matemática".




CINCO DOCUMENTOS DE ANGOLA E UMA SAUDADE IMENSA

Para ouvir os documentários, desligue o rádio cotonete do blog










O CRIME NÃO COMPENSA ... OBVIAMENTE !!!

Chegaram-me algumas imagens trágicas e horrendas do ciclone Burma que recentemente varreu a Birmânia provocando milhares de mortos. Apenas publico aquelas que, mesmo dramáticas, são as que menos impressionam mas que são ao mesmo tempo uma prova da força que a natureza tem e com a qual muitas vezes os homens tendem a enfrentá-la. Tendem mesmo em matá-la.
Obviamente que a natureza não quer morrer, melhor dizendo, não quer que a matem. É natural que por vezes responda às agressões a que permanentemente são sujeitas. E depois queixamo-nos. E choramos. Infelizmente nessas alturas quem paga são muitos dos inocentes.

Para aumentar a imagem, clique em cima


Por outro lado, nas imagens seguintes, esta agressão à natureza, este autêntico massacre impune a animais indefesos e também eles completamente inocentes, atraídos para a mortandade, passa-se num país que à partida seria civilizado, europeu - a Dinamarca. O assassínio em massa, de forma cobarde, é uma prática impune que nos deve enojar. Também esta agressão a elementos da natureza, principalmente pela forma como ela é feita, merece um momento de grande reflexão e um repudio solene. Uma barbárie que devia ferir a sensibilidade de qualquer um em pleno século XXI.





domingo, 25 de maio de 2008

GALP - UM PARAÍSO DE GENTE MUITO BEM PAGA. O ZÉ POVINHO QUE SE LIXE.

Recebi um email sobre a GALP, em power point, que vale a pena partilhar pois dá alguma informação que revolta qualquer contribuinte que anda pura e simplesmente a ser ROUBADO.
Exactamente, ROUBADO!!
A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de alguns cromos e de troca de incompetentes.
É inacreditável, mas é o país que temos ...
Uma das manchete do Expresso em tempos referia exactamente isto e, custa acreditar.

- Por exemplo, um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...
- O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais.
- Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.
- Manuel Queiró, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000 euros/mês.
- A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
- Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
- Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
- Outros exemplos avulso: Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês;
- A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês...
- Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.
- Com os novos aumentos Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.

A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo.

Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo.

Assim, este dream-team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de comilões que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...
Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes MILIONÁRIOS!

E AINDA DIZEM QUE A CRISE É CULPA DA FUNÇÃO PÚBLICA !!!
E outros que mais…!!!!!


ABASTECER NA GALP? NEM QUE A RAPARIGA DA BILHA ME LEVE AO COLO!

Não ao abastecimento na Galp, na BP e na Repsol.

Não ao abastecimento na Galp, na BP e na Repsol

Enquanto os portugueses vão deitando contas à vida, em Espanha, os preços vão mantendo alguma estabilidade, como se o custo do petróleo tivesse um preço diferente para os espanhóis. Só o gasóleo custa em Espanha menos cerca de 30 cêntimos que em Portugal e na gasolina a diferença é ainda maior.

Só a BP, por exemplo, no 1.º trimestre, obteve um lucro 53% superior ao do mesmo trimestre do ano passado e a Galp lucrou 23% e a Repsol um lucro de 39%. Estamos a falar de LUCROS RECORD das petrolíferas, não se esqueçam.

Será que o governo não tem meios para pôr cobro a esta pouca vergonha? Ou será porque o governo também ganha com o aumento dos combustíveis e que tem que compensar as suas contas, em função da redução do IVA em 1%, já a partir de Junho?

Os combustíveis sobem quase sempre que se descobrem novas reservas de petróleo no mundo como aconteceu quando recentemente foi anunciada há poucos dias a descoberta, no Brasil, de uma das maiores reservas de crude do mundo, num consórcio de empresas que inclui a Galp. Foi o que aconteceu em Portugal.

Curiosamente, depois da visita de Sócrates à Venezuela e dos acordos assinados para a importação de petróleo venezuelano, também voltou a subir.
Até quando seremos forçados a sofrer esta escalada escandalosa do preço da gasolina? Um governo verdadeiramente preocupado em imprimir uma maior dinamismo à economia e atento aos problemas sociais, já teria assumido a sua função moralizadora pondo termo a esta especulação sem limites.



Combustíveis: de aumento em aumento até quando, esta VERGONHA?

sábado, 24 de maio de 2008

PROFESSORES DOMINAM AS QUEIXAS AO PROVEDOR


Protestos de professores fazem disparar queixas na Provedoria de Justiça
O relatório anual da Provedoria de Justiça de 2007, enviado esta semana para a Assembleia da República, regista um aumento do número de queixosos de 22 por cento, relativamente ao ano anterior, totalizando 10.021 participações.

Este acréscimo decorreu sobretudo de problemas relacionados com o emprego na administração pública, sobretudo no sector da educação.

As queixas relativas à função pública (859 novos processos) assinalaram um crescimento de 37 por cento, colocando o tópico no primeiro lugar dos assuntos mais reclamados ao provedor de Justiça.

Em 25 por cento destes processos a iniciativa pertenceu a professores, por causa do concurso de ingresso na categoria de professor titular.

Em muitos casos, o "volumoso número de queixas" mereceu a concordância de Nascimento Rodrigues, que decidiu enviar um ofício à ministra da Educação, recomendando medidas para corrigir "flagrantes injustiças" originadas no concurso.
Apesar de a ministra da Educação não ter dado resposta positiva às propostas de Nascimento Rodrigues, já este ano o Tribunal Constitucional veio confirmar uma das reservas feitas então pelo provedor.

A impossibilidade de os professores temporariamente dispensados da componente lectiva concorrerem a titulares foi declarada inconstitucional e a tutela vai mesmo ter de fazer um concurso extraordinário.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

PORQUÊ? ...

A violência xenófoba na África do Sul ENVERGONHAM o mundo inteiro. Ou pelo menos deviam envergonhar. Os imigrantes do Zimbabwe e de Moçambique têm sido das principais vítimas por serem os principais alvos. Gente inocente é morta selvaticamente por uma xenofobia incompreensível e reprovável.

Curiosamente, muitos dos que são abertamente contra o racismo e a xenofobia, e pela cooperação entre os povos, não se têm feito ouvir. Ou marcam presença sorrateiramente. Sem comentários, apenas a notícia vagamente. Não passam disso. Andam estranhamente calados. Também gostava de os ouvir nestas ocasiões de verdadeiro horror porque o combate ao racismo e à xenofobia, não deve ser selectivo, deve ser total.





Cadê os defensores dos DIREITOS HUMANOS? Ou só alguns têm esses direitos?


PORTUGAL CAMPEÃO DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL - PARABÉNS!!!

Estamos habituados a que este governo socialista, venha SEMPRE desmentir, qualquer que seja o estudo e por mais idónea que seja a instituição, TODOS os ESTUDOS e RELATÓRIOS que evidenciam o desgoverno a que temos estado a ser sujeitos. É uma VERGONHA.
Agora até estudos da Eurostat, da UE, são questionados. Este governo NUNCA faz nada mal, Portugal está em progresso. Pelos vistos, estamos todos a viver melhor. MUITO MELHOR.

A vida é sustentável, cada vez mais sustentável, como se depreende pelas "atoardas" dos governantes. Contudo, até na página oficial da Presidência da República pode ler-se a verdade da notícia

Bom, ... mas ... Adiante!
Com base em números avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Pedro Silva Pereira contrariou os dados divulgados pelo Eurostat que apontava Portugal como o país com mais desigualdades na distribuição de rendimentos entre os 25 e o único que apresentava um desnível entre pobres e ricos superior ao dos Estados Unidos.
O mesmo relatório referia ainda que em Portugal há, neste momento, 957 mil pessoas a viverem com menos de 10 euros por dia. Estudo de Bruto da Costa conclui que pobreza afectou 52 por cento das famílias. Então, e o que é que se verifica?
• 1/5 Da população residente em risco de pobreza.
• Mulheres, idosos e menores de 18 anos, registaram taxas de risco mais elevadas do que a média da população, 19%, 26% e 21% respectivamente.
• 35% da população abaixo do limiar de pobreza são trabalhadores.
• Proporção de trabalhadores por conta própria aumenta entre aqueles em risco de pobreza.
• 20% Mais ricos possuem 45% dos rendimentos.
• Desigualdade gera maiores níveis de corrupção, sabota a legitimidade social, promove a exclusão e piores níveis de qualidade de vida.
• Limiar de pobreza pode homogeneizar e "esconder" diferentes graus de pobreza.
• Portugal perde posição no Índice de Desenvolvimento Humano.

Taxa de Desemprego é a maior dos últimos 21 anos – Mulheres continuam a serem mais afectadas que os homens; Aumenta a precariedade; Licenciados cada vez mais sujeitos ao desemprego.


Em Janeiro passado o INE divulgou os resultados do seu Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2006.
O documento destaca que 18% dos indivíduos residentes em Portugal encontravam-se em risco de pobreza, por outras palavras, quase 1/5 da população adulta recebeu menos de 366 euros por mês. Analisados isoladamente, mulheres, idosos e menores de 18 anos, registaram taxas de risco mais elevadas do que a média da população, 19%, 26% e 21% respectivamente.
O mesmo estudo ainda trabalhou outros enfoques, como a incidência de risco de pobreza e a relação com a composição do agregado familiar, constatando:
(i) agregados constituídos por um adulto com criança apresentaram taxa de risco de pobreza de 41%,
(ii) os idosos a viver sós, 40%, e
(iii) famílias com postas por dois adultos e três ou mais crianças dependentes 38%, o que os confere as maiores taxas de risco de pobreza.
O inquérito ainda traz à luz outra questão fundamental e preocupante, o facto de 35% da população abaixo do limiar de pobreza estar empregada.
Destaca ainda o aumento da participação de trabalhadores por conta própria entre a população em risco de pobreza, um forte indício da vulnerabilidade e das consequências da precariedade do trabalho. Afinal, o trabalho não nos deveria livrar da pobreza?
O estudo apresenta ainda o indicador de desigualdade do rendimento, conhecido como coeficiente de gini.
Mesmo ainda sem dispormos de informações detalhadas, já sabemos que, do total da população, os 20% mais pobres possuem apenas 7% dos rendimentos (num cenário de plena igualdade estas duas percentagens deveriam ser idênticas) e os 20% mais ricos possuíam 45% do rendimento total.
Para dar outro parâmetro, se fizéssemos o exercício de "ordenar" a população em função dos seus rendimentos, e averiguássemos quanto do rendimento total do país está atribuído a cada um dos indivíduos, constataríamos que os 20% mais ricos possuíam 6,8 vezes o rendimento dos 20% mais pobres, proporção que seria de 12 vezes se levássemos em conta o estrato dos 10% mais ricos e 10% mais pobres.
E a pergunta é inexorável: VALE A PENA CONTINUAR A VIVER NUM PAÍS DESTES?

O RELÓGIO

Um cidadão morreu e foi para o céu.
Enquanto estava em frente a São Pedro nas Portas Celestiais, viu uma enorme parede com relógios atrás dele.

Perguntou:
-O que são todos aqueles relógios?
São Pedro respondeu:

-Toda a gente na Terra tem um Relógio da Mentira.
-Cada vez que você mente, os ponteiros movem-se mais rápido.
-São Relógios da Mentira...

- Oh! - exclamou o cidadão. De quem é aquele relógio ali?
- É o da Madre Teresa. Os ponteiros nunca se moveram, indicando que ela nunca mentiu.

- E aquele, é de quem?
- É o de Abraham Lincoln. Os ponteiros moveram-se duas vezes, indicando que ele só mentiu duas vezes em toda a sua vida.

- E o Relógio do Sócrates, também está aqui?
- Ah! O do Sócrates está na minha sala.

-Ai sim? - espantou-se o cidadão. Por quê?
-E São Pedro, rindo:
- Uso-o como ventoinha de tecto!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

POIS É, AGORA ATÉ A GASOLINA É ... NA HORA!

Não há dúvida.
Vivemos a era do tudo na hora.


A nova modernice do governo é o aumento de gasolina na hora. Aumentos hora sim, hora sim. UMA VERGONHA, ainda dizem que vão investigar

Quer abastecer mais barato? Confirme aqui no "mais gasolina" onde o deve fazer!

terça-feira, 20 de maio de 2008

SÓCRATES PEDE DESCULPA E NÃO PAGA POR FUMAR MAS ... PAGA E NÃO PEDE DESCULPA POR DIFAMAR !!

O jornalista José António Cerejo processa José Sócrates.

Sócrates diz que são tretas de Cerejo. Um caso de 2001.


Hoje, 20-5-2008, José Sócrates foi condenado pelo Tribunal da Relação de Lisboa a pagar uma indemnização de 10 mil euros ao jornalista José António Cerejo do Público por danos morais e materiais.

Dizia José Sócrates, na altura ministro do Ambiente, em que este acusava José António Cerejo de ser “leviano e incompetente”, de padecer de “delírio” e de servir “propósitos estranhos à actividade de jornalista”.

Para quem é tão arrogante como ele ... deve-lhe estar a doer muito, ai se deve!!

Mas a grande questão ainda é a de saber como é possível este José Sócrates, um pseudo-engenheiro, que diz que tirou um curso e um pós graduação que já toda a gente sabe COMO FOI e ONDE FOI e que, ainda por cima, MENTIROSO como tem sido, assume a paternidade de uns pseudo PROJECTOS de engenharia/arquitectura de fazer arrepiar qualquer mestre de obras com a 4ª classe, ainda é capaz de chamar alguém de "incompetente e leviano"? E mesmo depois daquelas "istórias" MUITO MAL CONTADAS das fotocópias na Assembleia da República também ainda tem o descaramento de falar em "propósitos estranhos à actividade"?

Estamos na Europa ou isto já é o Burkina Faso, com todo o respeito por esse país africano?