BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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quinta-feira, 8 de maio de 2008

O NEGÓCIO DA AVALIAÇÃO DE PROFESSORES COM O BENEPLÁCITO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

O Instituto Nacional de Administração, é um instituto público, com autonomia científica, administrativa, financeira (esta suspensa em 2003) e patrimonial. A sua lei orgânica, Decreto-Lei nº85/2007, de 29 de Março, estabelece-lhe como missão: “contribuir, através da formação, da investigação científica e da assessoria técnica, para a modernização da Administração Pública e para a actualização dos seus funcionários”
É neste Instituto Público que podemos encontrar, várias acções de formação para Avaliação de Pessoal Docente
Os Destinatários são Membros de Conselhos Executivos, Coordenadores, Docentes, e outras pessoas envolvidas no processo de avaliação do pessoal docente.
Formador(es): Dr. Jorge Fatal Nogueira.
Nº máximo participantes: 25
Preço (privadas/públicas): 200€ / 200€
O Dr. Jorge Fatal é formador do INA e no seu currículo NADA consta na área da Supervisão mas anda a "vender" às escolas um sistema de avaliação baseado em condutas profissionais.
Jorge Fatal Nogueira
- Licenciatura em Engenharia de Sistemas Decisionais (Faculdade de Engenharia de Sistemas de Lisboa, 1985).
- Pós-graduação em Marketing - Curso Aberto de Marketing para Executivos (Universidade Católica Portuguesa, 1995)
- MBA (Insead França, 2000).
- Director de projectos em várias organizações internacionais.
- Expert em Liderança e Gestão de Equipas, Gestão do Tempo, Motivação e Gestão da Mudança.
- Consultor e formador em diversas empresas internacionais.
E o programa em curso faz correr milhares de euros. É só fazer as contas, como dizia o "outro". Parece um verdadeiro NEGÓCIO fomentado e no seio de uma instituição pública, como pública é a escola e o ministério que a tutela.
-Seminário Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente
Semide, 9 e 10 de Maio, Agrupamento Escolas Ferrer Correia
INA, Oeiras, 12 e 13 de Maio - esgotado
Coimbra, 22 e 23 de Maio,
Agrupamento Escolas Martim de Freitas
INA, Oeiras, 6 e 7 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 11 e 12 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 20 e 21 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 30 de Junho e 1 de Julho
Póvoa do Varzim, 4 a 5 de Julho
Portel, 2 e 3 Julho
O "sistema" que o Dr. Jorge Fatal anda a "vender", consiste no enunciado de 96 "condutas" e mesmo assim, diz ele, que ainda funciona melhor se as condutas forem 12o, (com ponderações que a escola decide) de resposta Sim/Não.
E o que é GRAVE é que, para que "este sistema" seja usado, a escola tem de assinar um termo de compromisso de confidencialidade na base de um secretismo e confidencialidade inadmissíveis e inqualificáveis que vão contra todos os princípios avaliativos.
Vejamos então, as referidas Condutas, algumas delas perfeitamente incríveis e já denunciadas no Terrear de Matias Alves:

CONDUTAS
1.
É pontual.
2. Disponibiliza-se para actividades que ultrapassam obrigações horárias/profissionais.
3. Cumpre prazos .
4. Quando trabalha em equipa é um elemento participativo e não conflituoso.
5. Zela e preserva material/equipamento escolar.
6. Proporciona ambiente calmo, propício à aprendizagem.
7. Numa reunião tem uma atitude de colaboração e de entreajuda.
8. Manifesta opinião própria e construtiva relativamente a assuntos debatidos.
9. Não gera mau ambiente no local de trabalho.
10. Evita banalidades e perda de tempo.
11. É receptivo à mudança.
12. Dá sugestões / tem opiniões críticas para melhoria de serviços.
13. Faz formação de acordo com o projecto educativo da escola (1/3).
14. Faz formação na sua área específica (2/3).
15. Disponibiliza-se para apoiar os alunos após as horas lectivas, sempre que considere necessário.
16. Regista e avalia o cumprimento das actividades planificadas.
17. Estabelece planos de acção para corrigir desvios.
18. Apoia o desenvolvimento de métodos de aprendizagem / estudo.
19. Estabelece e faz respeitar regras de convivência, colaboração e respeito.
20. Aplica os critérios de avaliação aprovados pelos órgãos competentes.
21. Cumpre o horário - substituir parâmetros de assiduidade
22. Mantém a calma perante uma situação de tensão com alunos, professores ou pais.
23. Mantém limpo e arrumado o local de trabalho.
24. Oferece-se para ajudar em outras áreas que não a sua quando é necessário.
25. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço
26. Conhece o PE da escola, a missão e a visão da escola.
27. Utiliza correctamente os equipamentos.
28. Verifica o estado dos equipamentos antes e depois da sua utilização.
29. Zela pelo cumprimento do regulamento interno da escola.
30. É educado e cordial com todos os elementos da comunidade escolar
31. Perante uma situação determinada, apresenta diferentes alternativas como solução.
32. Comunica por escrito ao conselho executivo sugestões a implementar (por ex:com base na análise de melhores práticas de outras escolas ou organizações) que ajudam a garantir um
serviço de mais qualidade.
33. Mantém a confidencialidade e discrição perante determinadas situações.
34. Recolhe diferentes opiniões ou sugestões procurando criar sinergias com os seus colegas com a mesma função.
35. Colabora / age no sentido de proporcionar um bom clima de escola.
36. Resolve situações de conflito sem ter que solicitar ajuda extra.
37. Assiste a aulas de colegas sempre que considera útil.
38. Permite que outros colegas assistam a aulas suas.
39. Actua de forma rápida e eficaz, de acordo com critérios predefinidos, dentro das acções previstas nos processos de trabalho em que está envolvido
40. Age com assertividade e discernimento, encontrando as soluções mais pertinentes para cada situação, apresentando-as ao respectivo responsável hierárquico.
41. Analisa problemas e toma decisões relativas a rotinas de trabalho, não necessitando de apoio superior.
42. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as actividades para atingir os resultados de forma mais eficaz.
43. Cumpre prazos.
44. Transmite a sua opinião de forma racional e controlada.
45. É receptivo à mudança e envolve os seus pares para melhorar a sua área, a dos outros e a escola no seu todo, não se opondo às questões.
46. Quando é chamado a desenvolver outras actividades, encara sempre a situação de uma forma positiva, predispondo-se para actuar.
47. Revela empenho no desenvolvimento das tarefas, realizando-as antecipadamente.
48. Toma decisões e assume a responsabilidade não jogando a culpa dos problemas para cima de outros.
49. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
50. Gere com eficiência todos os meios existentes na escola.
51. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
52. Propõe actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra (extravasando os limites da escola).
53. Supera as expectativas do grupo com contribuições activas de desenvolvimento, motivando estes a seguir o exemplo, oferecendo ajuda e dando opiniões construtivas (não havendo rejeições das suas contribuições).
54. Assiste a eventos desenvolvidos por qualquer tipo de entidade.
55. Está ao corrente de situações e dificuldades de outras escolas desenvolvendo soluções na escola como prevenção.
56. Perante uma dificuldade na escola conversa com outros colegas que possam partilhar situações similares e sugere determinadas acções.
57. Traz à escola pessoas de assuntos de interesse partilhando experiências.
58. Desenvolve planos de acção para a implementação de melhores práticas pesquisadas e adequadas à escola.
59. Fomenta o networking interno e externo através de comunicações e actividades.
60. Analisa continuamente as tendências dos outros e procura implementar as melhores práticas para encontrar as melhores soluções.
61. Aplica a formação recebida nas tarefas que lhe são atribuídas.
62. Aproveita ideias de outras áreas ou de organizações semelhantes e adapta-as à sua.
63. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as tarefas, no sentido da melhoria, ou seja, faz alterações ao previsto, para atingir os resultados de forma mais eficaz.
64. Consegue sinergias com outras áreas da organização no sentido de facilitar ou agilizar o serviço.
65. Identifica situações que fogem do padrão do controle previsto e apresenta soluções ao Coordenador no sentido de evitar possíveis problemas.
66. Organiza e coordena actividades consideradas por outras áreas como melhores práticas e incorpora-as com vista à superação dos resultados previamente estabelecidos, apresentando propostas ao Coordenador para superação de objectivos através de um plano de a
67. Orienta e planeia acções com uma visão partilhada que potencia a missão e os valores da organização.
68. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos dentro da organização.
69. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos fora da organização, por exemplo fazendo apresentações em congressos, palestras, etc
70. Partilha técnicas, ideias e recursos melhorando o trabalho em equipa através de aconselhamentos aos seus colaboradores.
71. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço.
72. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
73. Sempre que verifica alguma anomalia mesmo que não seja da sua área sugere soluções simples mas concretas.
74. Contribui para a mudança planeando melhores práticas e tomando iniciativas, com base em projectos de autonomia e liderança, medindo o grau de satisfação de pelo menos 75% dos seus colaboradores através de pesquisas de satisfação rápidas
75. Apresenta por escrito propostas de soluções novas de problemas fora da sua área de trabalho e de actuação
76. Cria acções novas e motivadoras para a manutenção da disciplina na sala.
77. Cria e implementa novas formas e metodologias que favorecem a participação dos alunos na realização da aula.
78. Cria ferramentas de controle da sua actividade ou de outros dentro da organização que sejam simples mas resolvam os problemas de acompanhamento.
79. Cria instrumentos que proporcionam auto avaliação dos alunos com rigor e objectividade.
80. Cria novos métodos de estudo para os alunos, demonstrando a sua eficácia.
81. Cria novos sistemas ou metodologias nas turmas que estimulam o processo de ensino-aprendizagem.
82. Cria processos e critérios de avaliação e partilha com os avaliados, obtendo consenso e validação.
83. Desenvolve recursos inovadores para a realização de actividades lectivas.
84. É capaz de desenhar condutas observáveis dos colegas avaliados de forma simples e objectiva.
85. Envolve-se em projectos comunitários inovadores por iniciativa própria.
86. Estabelece mecanismos novos de seguimento ou acompanhamentos da implementação dos planos de melhoria negociados com os avaliados.
87. Executa um projecto de liderança inovador e consegue implementar ideias revolucionárias e estratégicas, envolve as pessoas nesses projectos não deixando de fora ninguém.
88. Inova com ideias jamais testadas em algum lado e prova que a organização poderá beneficiar disso.
89. O professor cria e implementa processos claros e reconhecidos pelos alunos para facilitar a sua disponibilidade e apoio aos mesmos.
90. Preocupa-se no desenho e implementação de novas ideias criadas por ele que ajudem a escola na redução do abandono escolar.
91. Propõe novas actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra.
92. Quando apresenta os problemas apresenta também hipóteses de várias soluções criadas por ele, devidamente estudadas e analisadas e dá a sua opinião de como o problema pode ser resolvido da melhor forma.
93. Sugere novas estratégias para a resolução de problemas.
94. Sugere novos critérios que permitam fazer uma análise da planificação e estratégias de ensino para a adaptação ao desenvolvimento das actividades lectivas.
95. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
96. Utiliza os resultados da avaliação dos alunos como base para criar novas formas de actividade lectiva que permitam desenvolver com eficácia e competência as atitudes dos alunos.
Apêndice
(às 20:30h do dia 11 de Maio)
Alertado pelo Paulo G. de ameaças do Dr. Fatal a diversos Blogs que tenham publicado aquilo a que ele parece chamar de "ferramentas" sobre as quais também não sei se tem alguns direitos autorais, quero reafirmar que estas 96 condutas não são de facto minhas, nem as quero rigorosamente para nada. Supostamente serão dele, do dr. Fatal, pelo menos parece que foi isso que fez passar aos seus formandos nas referidas acções onde cada um pagou a módica quantia de 200 euros. Ele a mim (ainda) nada me disse nem escreveu pelo que mantenho algumas reservas sobre as eventuais ameaças.
Mesmo assim, espero e faço mesmo questão que nenhum colega use estas tretas. Tem mais proveito, como se vê o dr. Fatal que qualquer um dos colegas. Noventa e seis (96) condutas? É de doidos, já nem questiono os conteúdos.
Aqui deixo também, para que conste, a menção quanto ao copyright, não sei quem possa estar interessado na "ferramenta" do dr. Fatal.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

AGRUPAMENTO DE AZEITÃO: PEDIDO DE DEMISSÃO

Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento Vertical de Escolas deAzeitão
Vai para três anos que, culminando um processodemocrático amplamente participado, tomou posse este Conselho Executivo.
Assumimos, então, o compromisso de 'cumprir com lealdade' as funções que nos eram confiadas, funçõesque decorriam de um quadro legislativo bem diverso doactual.
Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para benefício dos alunos. Respeitando as pessoas e dignificando a Escola.
Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente o enquadramento legal que regula a nossa acção. Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.
Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas.
A opção por um órgão unipessoal - o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos.
Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo.
Encerra uma lógica economicista e empresarial adversa à verdadeira missão da escola. Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escolade qualidade. Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania. Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de gestão chegou ao fim. E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é 'encomendada' a tarefa de, negando a sua própria natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de centralismo, e até degovernamentalização da vida das escolas.
Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Escolas deAzeitão.
Com os melhores cumprimentos
Azeitão, 28 de Abril de 2008
Maria Leonor Duarte

terça-feira, 6 de maio de 2008

QUEIXINHAS PARA A INSPECÇÃO GERAL DE EDUCAÇÃO

Não podia haver melhor SIMPLEX ... as queixinhas à distância de um clic.

Já lá vai o tempo em que a IGE procurava colaborar e ajudar as escolas. Agora SIM ... agora é que a IGE vai desempenhar a sua verdadeira vocação depois de fomentar queixinhas a torto e a direito..
É a ASAE da Educação

sexta-feira, 2 de maio de 2008

PETER RUFAI E O VERY-LIGHT - UMA DAS MAIORES VERGONHAS DO FUTEBOL PORTUGUÊS

Salvo erro, em 1995/1996, com influência no resultado, houve um caso nas Antas (ehehehehe), que tem andado abafado e até na altura, rapidamente foi esquecido. Mas é tão gritante que revolta qualquer um.
No exacto momento da marcação de um penálti contra o Farense, com o resultado a zero, foi lançado um very-light perto da cabeça do grande guarda-redes nigeriano Peter Rufai que lhe cai ao lado, ligeiramente em frente. Com ele total e naturalmente desconcentrado, surpreendido, atordoado com o barulho e com o fumo a envolvê-lo, Domingos Paciência do F.C. do Porto, rematou para o fundo da baliza e o árbitro validou inacreditavelmente o golo, perante os protestos dos atónitos jogadores algarvios e do povo português.
ISTO EU VI e sei do que estou a dizer, SEM A MAIS PEQUENA DÚVIDA.
Contudo, não me lembro do árbitro em causa.
ALGUÉM SABE QUEM FOI ESSE ÁRBITRO?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

FOI PRECISO JOSÉ MOURINHO SAIR PARA O CHELSEA IR À FINAL DA CHAMPIONS LEAGUE

Foi preciso o Especial One (... ahahahahaha) sair do clube para que o Chelsea finalmente chegasse à final da Champions, com um desconhecido treinador de futebol ... israelita ... logo à primeira vez. Esta é a realidade, custa mas é!!!

É o triunfo da modéstia, da simplicidade, da honestidade de processos, contra a ARROGÂNCIA, SOBRANCERIA, AUTO-CONVENCIMENTO dum quezilento portuga, auto-fabricado e fabricado por uma imprensa portuguesa, com uma pequenez mental tão grande que mesmo assim ainda é capaz de cair no ridículo e ouvi-los dizer que há o dedo de Mourinho nesta qualificação sem precedentes do Chelsea para a final da Liga dos Campeões, e não se lembraram de dizer o mesmo aquando dos primeiros triunfos do Mourinho no Chelsea, que havia ali o dedo de Ranieri, (2003/2004) pois este tinha chegado às meias-finais da Liga dos Campeões e tinha sido vice-campeão inglês, gastando muito menos que Mourinho.

Mais, no campeonato de 2003-2004 ficaram em 2º lugar e só foram superados pelo Arsenal que acabou o campeonato sem derrotas, na Liga dos Campeões ganhou em Highbury e chegou às meias finais.

Que grande azia para a imprensa portuguesa esta ida à final e para todos aqueles seguidistas da linguagem futeboleira, que cegam com a hipocrisia, a promiscuidade e a mentira.
Parabéns ao Chelsea, desde o patrão russo - que ao preço de 6 milhões de contos pôs no olho da rua e muito bem, o "Special One" - aos jogadores portugueses que integram o grupo e que vençam em Moscovo para aumento das cambrias na inteligência dos "chauvinistas" ignorantes da imprensa nacional que, agora, apostam nos Nani, Cristiano e Queiroz...
Que grande gozo!!!!!!
Uma imprensa sempre vendida, corrupta, ignorante e interesseira. Quando rebentou o Apito Dourado, fizeram passar a mensagem que já sabiam de TUDO, mas NUNCA disseram NADA.
COBARDES !!!

O Chelsea joga agora até melhor, é muito mais ofensivo ... Mourinho foi 2 vezes campeão inglês com Liverpool, Arsenal e Manchester de rastos... no ano passado Manchester aparece muito forte e é campeão 2 jornadas antes do termo do campeonato.
A leitura atempada do Mourinho foi evidente, por isso ele ABANDONOU o clube no 5º lugar antes que viesse por aí abaixo. Pensava que ia ser o descalabro do Clube, mas não, até um israelita serviu para fazer MUITO MELHOR.

É OBRA !!!!!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

MINISTRA CONSIDERA CHUMBOS «MECANISMO RETRÓGRADO»

Apostada na criação de «um modelo de escola inclusiva», a ministra considera que «os chumbos são um mecanismo retrógrado, antigo» e, rapidamente encontra estratégias para as combater: «Facilitismo é chumbar. Rigor e exigência é trabalho».
E, para Maria de Lurdes Rodrigues, «o trabalho principal não é feito na sala de aula, é feito nas escolas», pelo que «a organização é uma peça fundamental para o sucesso».
Atente-se agora às contas que faz sobre os custos financeiros das reprovações:
«Se o aluno custa 3000 euros por ano, quando chumba passa a custar 6000. E se chumbar outra vez custa 9000».

«Facilitismo é chumbar.
Rigor e exigência é trabalho».

Pois é ... como não podia deixar de ser, mais uma vez, o ónus é do professor!
A lei básica do ensino, é que só ensina quem sabe e só aprende quem quer.
O aluno não aprende? - a culpa é sempre do professor, que não quer trabalhar, não quer ter mais trabalho, é um malandro. Vê-se pela forma como fala, que continua a espelhar ódio aos professores. Aos professoreszecos!!
Não é possível ensinar a quem não quer aprender. Se o aluno não aprende porque tem dificuldades, mas quer aprender... ainda vá que não vá e isso é, e tem sido, uma das grandes preocupações dos professores. É ou não isso que os professores fazem? ENSINAR?
Mas, ... e se não quer aprender? Quantos alunos não vão às aulas ou se recusam a trabalhar em casa sistematicamente, não fazem o mínimo esforço, de quem é a culpa?
Como é que alguém em seu perfeito juízo e com estas responsabilidades pode fazer afirmações deste tipo? Uma vez mais a CULPA É DOS PROFESSORES?

Ora, ora ... já só faltava continuar a INSULTAR e ACHINCALHAR os professores.
Não haverá no ministério da educação, no governo, nos deputados, nas administrações de empresas públicas, carros topo de gama, vencimentos e reformas chorudas fora do alcance de qualquer mortal português trabalhador por onde se possa começar a cortar nos custos? Essas contas não se fazem? Já se fizeram?

segunda-feira, 28 de abril de 2008

"HOLOCAUSTO EM ANGOLA" - UM TESTEMUNHO PARA A HISTÓRIA E PARA A HUMANIDADE


"Holocausto em Angola" não é um livro de história. É um testemunho.

Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: "Memórias de entre o cárcere e o cemitério".
O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que "já sabiam". Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita.
Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. O seu autor viu tudo, soube de tudo.
Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos.
O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer. O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa.
Em 1975, meses antes da independência, já se faziam "julgamentos populares", perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.
A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade.

O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético.
O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele:
"Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador?
Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela
".
Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados.
Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros.
Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim.
Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado. Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados.
Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional.
Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona.
Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato.

Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa. Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial.

Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade.

Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?

António Barreto
Sociólogo

domingo, 27 de abril de 2008

JOSÉ MOURINHO - DO PEDESTAL À REALIDADE

Quando Mourinho saiu do Chelsea, muito se disse.
Parecia que o Chelsea ia desmoronar como um baralho de cartas como se Mourinho fosse, como ainda alguns insistem em dizer, o melhor treinador do mundo e, acima de tudo, insubstituível.

A sua arrogância e as suas provocações foleiras, fazem a delícia dos jornalistas. Isso é que vende os jornais e isso parece ser uma imagem que vende bem. Ele sabe disso.

A VERDADE do caso da camisola do Rui Jorge, ainda hoje não foi DEVIDAMENTE divulgada na mesma proporção em que foi distorcida.Mourinho, que esteve no Chelsea de 2004/5 a 2006/7, onde foi por 2 vezes campeão, abandonou precipitadamente o Chelsea em 2007/2008, deixando-o no 5º lugar (QUINTO LUGAR) com um balneário perfeitamente INDISCIPLINADO.

Hoje, com Avram Grant, um israelita (em Israel a bola é meio quadrada), o Chelsea deixou o 5º lugar de Mourinho e, já está em primeiro lugar, com a tal equipa e os mesmos jogadores que Mourinho abandonou, em igualdade de pontuação com a super equipa do Manchester United e a disputar a Liga dos Campeões Europeus.
Por muita competência (não a nego, há muitos que a têm) que lhe queiram atribuir, a verdade é que esteve 2 anos no Chelsea onde foi campeão com uma SUPER EQUIPA, comprada a peso de ouro, depois de ter vindo de uma época em que foi campeão europeu pelo FCPorto, curiosamente num ano em que, finalmente, se veio a comprovar ter beneficiado de telefonemas, de fruta, de rebuçados e das idas dos árbitros a casa do presidente Pinto da Costa.
Não parecia pois, muito difícil José Mourinho vir a ser campeão pelo Chelsea. Dinheiro para formar uma boa equipa, não era problema.
E agora, este israelita, depois de refazer a equipa destroçada que encontrou, também corre o risco de vir a ser campeão de Inglaterra e da Europa. Passará este Avram Grant também a ser o melhor treinador do mundo?

Esta frase em Janeiro de 2002 é ... mortal !!

Em 2003, TODA A GENTE ficou a saber o que é o APITO DOURADO

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JARDEL, "A FRUTA", A DROGA, O "JOGO" ... E A MENTIRA

JARDEL CONFESSA TER USADO DROGAS
Mário Jardel, ex-FC Porto e Sporting, admitiu hoje que a partir do momento em que começou a usar drogas a sua carreira ficou irremediavelmente afectada e que hoje em dia apenas pretende «recomeçar» um novo capitulo na sua vida.

«Errei primeiro começando a andar com más companhias. Depois veio a separação, a depressão e as drogas. Hoje o que quero é recomeçar a minha vida. Não façam o que eu fiz. Estou recomeçando minha vida e reconheço todos os meus erros. Daqui para frente quero vencer», afirmou Jardel, em declarações à Globo.
O goleador brasileiro revelou ainda qual era a droga que utilizava e vontade de voltar a jogar:«Usava só cocaína, outras drogas não, mas enquanto jogava não usava. Só nas férias. Isso existe muito no futebol. Tenho certeza que vou mudar e estou à procura de um clube porque tenho potencial e qualidade. Vou continuar sendo forte.»
Depois de Maradona (entre muitos mais), este é mais um "bom" exemplo em que os joves têm de por os olhos em cima e perceber como foi possível uma pessoa, com uma vida bonita pela sua frente, DESTRUIU TUDO o que tinha e podia ter podido vir a ter.

PECADO ... É PECADO!


Um Lisboeta, depois de muito trabalhar, ainda de fato e gravata e todo suado, vê um Alentejano deitado numa rede, no maior descanso!

O Lisboeta não resiste e diz: - Sabe que a preguiça é um dos sete pecados capitais?

E, o Alentejano, sem se mexer, responde:

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A inveja também...!!!

2007 ... SEGUNDO A REUTEURS

É uma visão sobre 2007, com alguns pormenores curiosos.

Outros nem tanto ...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES - OPINIÃO DE NUNO CRATO


Quanto à política educativa, faz alguns reparos e considera que a tutela tem revelado falta de tacto para resolver conflitos.Na sua opinião, o sistema de avaliação que é proposto pela tutela pressiona a inflação das notas. O que poderá facilitar a transição de ano de alunos que deviam ficar retidos. Nuno Crato, professor de Matemática e Estatística do Instituto Superior de Economia e Gestão, defende um processo de avaliação externa que registe resultados e regule a actividade educativa. O docente afirma que é uma "situação absurda" os estudantes não serem avaliados externamente durante o percurso escolar obrigatório.
A política educativa tem vindo a gerar uma onda de descontentamento. Quais os pontos que, na sua opinião, a tutela devia rever e alterar?
NC: São tantos! A actual equipa ministerial pegou em alguns pontos importantes, mas tem ignorado outros. E, mesmo tendo razão em muitas decisões administrativas que tem tomado, tem tido uma notória falta de capacidade para gerar consensos. É mais do que falta de tacto, parece vontade de criar conflitos.Uma das questões essenciais em que discordo da política ministerial tem sido nas orientações educativas e pedagógicas. Em vez de rever um passado de facilitismo, o Ministério tem promovido a revisão de programas continuando a velha política de simplificação de conteúdos. Outro dos aspectos de que discordo é a falta de avaliação. Alguns exames acabaram (nos cursos tecnológicos) e mantém-se esta situação absurda de os alunos não serem avaliados externamente durante todo o percurso escolar obrigatório. Só no 9.º ano têm dois exames, apenas dois, a Matemática e Português, e valendo apenas 30% da nota final.
Os poucos exames que temos são de uma facilidade extrema e os critérios têm variado de ano para ano, de forma que os resultados não são comparáveis. Os progressos que se anunciam não são progressos, ou não se sabe se são, pois não há critérios para os medir.
E: A avaliação dos professores proposta pelo Ministério da Educação está bem planeada? Quais os aspectos que destaca?
NC: Acho que há um erro base: não se pode avaliar os professores sem avaliar o resultado do seu trabalho, ou seja, sem fazer exames externos aos alunos. O sistema de avaliação proposto constitui uma pressão para que os professores inflacionem as notas e passem alunos que deveriam ser retidos. Sem um processo de avaliação externa que registe os resultados e regule a actividade educativa, tudo isto pode ser muito grave.
E: Há algum tempo disse que a formação, selecção e promoção de professores não privilegiam o conhecimento das matérias, a capacidade pedagógica e o mérito. Continua tudo na mesma?
NC: No que se refere à formação de professores, a situação varia muito consoante as escolas. No que se refere à selecção, esperemos que venha a mudar com o exame de entrada na profissão, que a Sociedade Portuguesa de Matemática tem vindo a defender há quase uma década. No que se refere à avaliação, há uma tentativa de mudar, reconheça-se. Mas sem exames externos aos alunos a avaliação dos professores é muito difícil, como disse.
O novo Estatuto do Aluno está desenhado para combater o insucesso e abandono escolares?
NC: Não. Acho o novo Estatuto um passo em frente demasiado tímido, em alguns casos até um passo atrás. Tudo está a ser posto em causa agora depois dos acontecimentos na Secundária Carolina Michaëlis.
O novo regime de faltas dos alunos contribuirá para a diminuição dos casos de indisciplina?
NC: Acho que não, de forma alguma.
Que análise faz do protesto dos professores de 8 de Março? Foi à manifestação?
NC: Não fui à manifestação, mas percebo que os professores se sintam revoltados e rejeitem serem vistos como culpados de todos os problemas.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

AGORA ... COMO ANTES

João Cravinho exonera no dia 3 de Abril a sua secretária particular ... "a seu pedido"!!
Nesse mesmo dia, essa mesma secretária particular é nomeada para lhe prestar apoio técnico com todas as mordomias e mais algumas:
- 2.300 € mensais, subsidio de Natal, férias e de refeição e ainda ... como dizia o "outro" ... e ainda ... direito a abono de despesas de transporte e ajudas de custo equiparado aos adjuntos de gabinete ... no país ou no estrangeiro! NEM MAIS!!!!
Tudo isto no mesmo dia!
As voltas que a vida dá, não é verdade?
Quem é amigo, Maria de Lurdes Teixeira Gonçalves?
Quem é amigo?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A FALTA DE SATISFAÇÃO E DIGNIDADE DOS PROFESSORES


Os professores de línguas mostram graus de satisfação menores do que os de expressões e os homens têm graus de satisfação superiores às mulheres.
Os dados foram recolhidos por Maria de Fátima Figueiredo, no âmbito da Tese de Mestrado em Didáctica e Organização das Instituições Educativas da Universidade de Sevilha, entre finais de 2006 e o ano de 2007.
A investigação baseou-se numa amostra de 210 professores do Ensino Secundário, em sete locais diferentes de Portugal, sendo que 39% dos inquiridos estavam a leccionar no concelho de Almada. Setenta e três por cento dos inquiridos são do sexo feminino, a média das idades é de 40 anos, tratando-se de professores, em média, com 17 anos de serviço.
Vejam AQUI a entrevista.

terça-feira, 22 de abril de 2008

AFINAL É PRECISO TEMPO PARA DEFINIR ESTRATÉGIAS!!!



Mas não foi apenas a presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP), a pedir tempo para que possa definir a sua estratégia.
Não!!
Veja-se e pasme-se com o que a seguir disse a ministra: "O Conselho Científico para a Avaliação de Professores, tem todo o tempo do mundo"

Oiçam e vejam AQUI para fazerem como S. Tomé. "Ver para crer"!

Ouviram bem? ... "tem todo o tempo do mundo"

Não há nenhum jornalista que lhe pergunte se AGORA tem todo o tempo do mundo, PORQUÊ que até agora era TUDO para ser feito ... ONTEM?

Com ministras destas, como é que a EDUCAÇÃO não há-de estar a viver estes momentos de caos?

domingo, 20 de abril de 2008

MULHER MUCUBAL DO DESERTO DO NAMIBE

Sou angolano e ainda hoje recordo com saudade a terra que me viu nascer, e que viu igualmente nascer a minha mãe e os meus 2 avós maternos.
A saudade é eterna mas a vida continua.
Uma pessoa amiga que acaba de regressar do Sul de Angola - a minha terra (Lubango) - acaba de me enviar estas duas fotografias de uma mulher mucubal que quero partilhar não apenas pela beleza própria das mulheres mucubais mas, principalmente por um pormenor que dificilmente escapará aos mais atentos que lá viveram: o pormenor do relógio no pulso e os chinelos.

PROFESSORESZECOS ... ESTÁ CLARO!!!

Esta ministra impressiona qualquer um !!
Em entrevista ao Correio da Manhã, acaba de descobrir que nas escolas há professores de ginástica, imaginem.
Não sabe certamente que são professores de Educação Física como certamente não deve saber que não há nas escolas professores de equações, nem de gramática, nem de fórmulas químicas, nem de plantas, nem de computadores ... e por aí em diante.
Poderíamos estar à espera de mais, de uma ex-professora primária que renega essa sua passagem ENVERGONHADA pelo ensino?

CHUMBAR NAS ESCOLAS? NÃO! ... INFORMEM-SE SOBRE AS "NOVAS OPORTUNIDADES". ESTÁ LÁ A SOLUÇÃO

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É verdade que a avaliação, defendida com unhas e dentes pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, só vai incidir, este ano lectivo, em quatro parâmetros mas, por outro não haverá suspensão do processo, como pretendiam os sindicatos.
Mas a ministra, demagogicamente, continua a atirar para o ar, para povo português, que os professores não queriam era avaliação, que é como se sabe, um DIREITO que lhes assiste.
E a culpa de tudo o que se passa na escola, continua a ser dos professores. Os alunos, chumbam, repetem e não aprendem mais.
Venham as "Novas Oportunidades" ... isso sim, aprender para quê? Em 3 meses têm o 9º anos e em mais 6 meses o 12º ano.
Para quê realmente andarem 5 ou 6 anos na escola se podem em 9 meses ter o 12º ano!
Bora lá ... todos para as "Novas Oportunidades" e já agora, que se estendam tanto quanto possível às Universidades.
Acredito que com as "Novas Oportunidades" integradas no Acordo de Bolonha, Portugal conseguirá RAPIDAMENTE ser o país NÚMERO UM de DOUTORES.
Bora lá ... Já não temos o exemplo do nosso primeiro ministro, o ex-engenheiro José Sócrates, que se licenciou a um domingo, por Fax e entre amigos, que ABANDONOU a escola pública para ir para uma privada à procura de um curso rápido e de notas mais elevadas e não tem pós graduações de nada (embora diga que tem)?
Foi foi muito melhor e mais fácil para ele este OPORTUNISMO do que ter-se inscrito nas "Novas Oportunidades" onde ao menos ainda se fala, fala, fala.
Não de matemática, de português, de física, de biologia ... NÃO! Mas ..., convive-se!
CUMBAR NAS ESCOLAS? Isso é que NÃO!!!

TODOS ÀS MANIFESTAÇÕES DO DIA 21 (2ª FEIRA) - EU VOU LÁ ESTAR !!!!!!!!!!!

Por mais entendimentos que possa haver, nem os professores esquecem a forma como foram nestes anos enxovalhados e espezinhados pela ministra, nem conseguem interiorizar os permanentes atropelos a legislação que surge, não a favor da educação mas exclusivamente contra eles e apenas com a teimosia política de ter que se fazer ... por se fazer.

Os professores não podem desmobilizar e é decisivo continuarmos a demonstrar que o problema não está apenas no modelo de avaliação que é aliás, um DIREITO que reclamamos - o de ser avaliados. O que os professores QUEREM MESMO é ver alteradas algumas medidas legislativas incongruentes e inconcebíveis, de forma camuflada algumas, como sejam a perfeita destruição da escola pública e permanente desprestígio que tem levado os professores a sucessivas desvalorizações, humilhações e desgaste, junto da opinião pública.

Vamos continuar a lutar. Não faltem às manifestações marcadas. Os professores têm de mostrar que não se podem impor estas espécies de normativos que pomposamente gostam de lhe chamar de reformistas:

- O Estatuto da Carreira Docente que cria fraudulentamente a divisão de professores entre os bons e os maus, quase que diria entre titulares e suplentes. Uma tristeza!
- O Modelo de avaliação do desempenho dos docentes, que mantém franjas de perfeita inexequibilidade. A sua aplicação é uma utopia
- O Modelo para a futura gestão dos estabelecimentos de ensino, que transforma as escola em extensões do "quero, posso e mando" da 5 de Outubro
- O Estatuto do aluno, incongruente até à exaustão
- Enquadramento e medidas para a i.ntegração dos alunos com NEE, que lhes deteriora a qualidade de vida
- O Enquadramento do ensino da música, que tornará Portugal ainda mais medíocre nesta área

É IMPERIOSO, meus caros amigos... TODOS às manifestações e a TODAS.

Amanhã, segunda feira, dia 21 de Abril, lá estarei, em Aveiro, junto ao Centro Comercial OITA, às 21 HORAS.
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ORGANIGRAMA DA AVALIAÇÃO E DA ... GESTÃO.

É bom perceber como a "coisa" funciona

É para isto, que este governo procura encaminhar a escola pública: na avaliação e na gestão
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sábado, 19 de abril de 2008

PROFESSORES PEDINTES À ESPERA DE "NOVAS OPORTUNIDADES"

Uma coisa é certa:
Este "Licenciado" não tirou o curso nem ao Domingo, nem por FAX, nem entre amigos e o seu inglês técnico não é de algibeira.
Também não é "injinheiro" nem pós graduado em sanitas. Não foi aluno da Independente!!!
É o azar dele, senão a esta hora, estaria bem melhor ... ai se estaria.

Mas, de facto, já faltou muito menos para os professores se tornarem nuns pedintes miseráveis.
Já vão "pedinchando" para poderem fazer aquilo que mais gostam que é dar aulas, em vez de passarem a vida em reuniões e na elaboração de mapas, grelhas, planos e outras tretas que nada valem nem a metro nem ao kilo e, pior ainda, NADA produzem e muito menos produziram.
Quem vai agora pagar as TONELADAS de fichas e grelhas que as escolas vão deitar fora por via do entendimento que anulou completamente um modelo de avaliação sem nexo e disparatado que os PCEs modernaços elaboraram em 2 períodos e a equipa ministerial pura e simplesmente aceitou que NADA valia e deixou cair COMPLETAMENTE por terra?
E o tempo DESPERDIÇADO no aproveitamento e ensino voltado para os alunos em detrimento de reuniões, mais reuniões e mais reuniões que quase consumiram um ano escolar em desaproveitamento TOTAL já que, em mesquinhices foi pródigo?

ENTREVISTA A MÁRIO NOGUEIRA - PRESIDENTE DA FENPROF

A propósito do célebre "entendimento" entre a Plataforma Sindical e o Ministério da Educação, acho interessante ouvir a entrevista de Mário Nogueira, à Maria Flor Pedroso

SÓCRATES AINDA CANTA PIOR DO QUE GOVERNA ... QUEM DIRIA

Coisa rara para quem tão mal governa.
Será assim tão dificl cantar ...vá lá ... mais ou menos?


A SEGUIR AO BOAVISTA ... SERÁ O BENFICA?

Num jogo digno de uma final, o Sporting venceu o Benfica por 5-3 qualificando-se assim para a final da Taça de Portugal.
Os golos leoninos foram apontados por Yannick Djaló (68 e 84 minutos), Liedson (76 minutos), Derlei (79 minutos) e Vukcevic (aos 93 minutos).
Do lado encarnado Rui Costa (19 minutos), Nuno Gomes (31 minutos) e Cristián Rodriguez (82 minutos) apontaram os golos deste jogo.
Todos os derbies deveriam ser assim!

Uma 2ª parte a não esquecer



O SLBenfica tem um passivo superior ao do FCP e SCP juntos quase (300 Milhões de €uros), [contudo ninguém se preocupa] qualquer dia o clube fecha portas por falência Real, porque técnica, já está há muito.
Orçamentos (Ordenados e despesas de representação) para 2007/ 2008
FCPorto - 75 Milhões de €urosS
lbenfica - 25 Milhões de €uros
SportingCP - 14 Milhões de €uros

Gastos em Contratações em 2007/ 2008
Slbenfica - 38 Milhões de €uros
FCPorto - 9 Milhões de €uros
SportingCP - 1,5 Milhões de €uros

Passivos Acumulados
Slbenfica - 300 Milhões de €uros
SportingCP - 200 Milhões de €uros
FCPorto - 90 Milhões de €uros

Resumo para investidores:
ALGUÉM ARRISCA EM GASTAR DINHEIRO NUMA DESORGANIZAÇÃO COMO A DO BENFICA?

CONCURSO EXTRAORDINÁRIO DE ACESSO A PROFESSOR TITULAR


Isto é de facto uma VERGONHA.

Agora os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola.

Que VERGONHA !
Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma: Ponto 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.
Agora é que não percebo nada!

Mas agora já se pode "atingir o topo"...mesmo estando "fora" da escola?
Todas as mudanças que o ME quis fazer não foi para acabar com "isso"?

Não ia ser titular apenas quem provasse, "no terreno", a sua excelência? Dizem uma coisa, fazem outra... a toda a hora!
Depois de se terem "esquecido"dos que antes estiveram nessas funções, no primeiro concurso....: mais um concurso extraordinário? ou só conta daqui para a frente, e os «tristes» que ficaram para trás? Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão? O novo 4º escalão será, provavelmente, para os "Professores-titulares-avaliadores". Deste modo, cria um "estatuto" diferente para quem é avaliador e foge às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas cotas. Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores titulares.

Esta proposta do PM é inaceitável. Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa! Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender.

Esta é das respostas mais repugnantes jamais feitas por um governo. Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos vários ministérios, há uma tentativa de oferecer aos professores avaliadores um "acesso" ao 4º escalão de titular.

Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma: revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação.
DEVEMOS OBRIGAR OS SINDICATOS A REJEITAR LIMINARMENTE ESTAS PROPOSTAS!

A RESPONSABILIDADE DE ROSA COUTINHO NO HOLOCAUSTO EM ANGOLA

Já há algum tempo me tinha referido a este livro AQUI
Um excelente artigo de António Barreto no «Público» de ontem sobre o livro "Holocausto em Angola - Memórias de entre o cárcere e o cemitério", de Américo Cardoso Botelho.
O sociólogo é categórico na sua apreciação, "O que ali se lê é repugnante", diz. Sobre aquela a que alguns chamaram a "descolonização exemplar", não se inibe de dizer:
"O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade."
Fala também da responsabilidade de Rosa Coutinho neste Holocausto e no caso de Manuel Ennes Ferreira, preso e torturado depois de lhe ter sido assegurada protecção na Embaixada de Portugal em Luanda.
Também vale a pena referir aqui e aqui o INSURGENTE. Eu também estive e nasci em Angola (3ª geração - Lubango - Moçamedes - Moçamedes), e em 1974/75 estava a estudar em Luanda. Eu estava lá!!!!

Sobre o percurso dos responsáveis por este Holocausto e a atitude cúmplice dos polítcos portugueses, diz: "Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos (...) estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato."


Rosa Coutinho no Holocausto em Angola
O meu amigo Nonas já me havia falado no livro "Holocausto em Angola - Memórias de entre o cárcere e o cemitério", de Américo Cardoso Botelho, e despertara a minha curiosidade. Mas depois de ler o excelente e corajoso artigo de António Barreto na edição de ontem do jornal «Público», passou a ser obrigatório.

Na sua lúcida análise e reflexão, lembrei-me do meu avô materno, oficial de Marinha que esteve colocado na Base Naval de Luanda. Fiquei com pena de ele não poder ler isto por já ter falecido. Sabia muito bem quem era Rosa Coutinho e o que tinha feito. Chocava-o um militar ser capaz de atraiçoar a Pátria que jurara defender. Sentia repulsa pelos traidores tornados "heróis". Mas não deixei de sentir alguma felicidade em ver como as verdades incómodas começam a vir à tona. Ainda para mais, por uma pena insuspeita, como neste caso.
Diz António Barreto no seu texto: "O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República.

Diz ele: "Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela"."

Angola 1975.
Enquanto em Luanda, sob o troar dos canhões na batalha de Kifangondo, Agostinho Neto proclama, perante a África e o Mundo, a independência de Angola, em simultâneo, em Carmona, hoje Uige, e em Nova Lisboa, hoje Huambo, os ainda aliados, Holden Roberto e Jonas Savimbi, proclamavam a efémera República Democrática de Angola. O que resultou dessa dupla e antagónica proclamação foi uma das mais sangrentas guerras fratricidas que dizimou para cima de 100.000 pessoas para só falar de angolanos.
A maior parte deles, presos, torturados e assassinados sumariamente sem culpa formada e sem um julgamento legal. Sobretudo pós 27 de Maio quando, face ao golpe Nitista, os ânimos e ódios se extremaram e Agostinho Neto, sedento de poder único e absoluto, não olha a meios, mesmo os mais sanguinários, para o conquistar e deter. As prisões e campos de concentração vão-se enchendo de cidadãos, nacionais e estrangeiros, acusados dos crimes mais diversos e inimagináveis. A terra angolana cobre-se assim de sangue numa escalada de violência e de crimes nunca vista. Com o auxílio dos soviéticos e dos cubanos, o MPLA, Agostinho Neto e as forças da ordem, Disa e militares, não poupam nenhum dos considerados opositores ou discordantes do regime ditatorial que pretendem impor e os fuzilamentos em massa começam a entrar na ordem do dia. É neste cenário terrível que o Autor deste livro, Américo Cardoso Botelho, se vê detido e mergulhado na masmorra de uma prisão onde diariamente são cometidos os maiores atentados à vida e aos direitos humanos. Durante cerca de 5 anos, Américo Cardoso Botelho conhece os horrores desse inferno prisional e mercê de uma coragem excepcional não só resiste às provações que lhe são impostas como consegue registar tudo o que vê e lhe contam outros prisioneiros, alguns deles hoje ainda vivos e citados no livro. Os casos de barbárie e crueldade humana a que assiste e lhe são transmitidos são narrados com uma isenção exemplar, não por ajuste de contas ou retaliação das penas sofridas, mas por uma assunção de justiça e julgamento dos principais autores desses crimes (alguns deles a ocuparem hoje lugares de relevo no governo de José Eduardo dos Santos), pela memória de todos quantos foram vítimas desses crimes e em respeito às famílias que ainda hoje ignoram onde param os corpos dos seus parentes para fazerem o luto e as honras funerárias.

Contextualizando as circunstâncias históricas e politicas que estão na raiz dessa luta sangrenta e fazendo eco do sofrimento, tortura e morte de muitos dos seus colegas de prisão, Américo Cardoso Botelho dá-nos um testemunho impressionante e de inestimável valor para que, à semelhança do que aconteceu em Nuremberga em relação ao holocausto nazi, as entidades internacionais se detenham nesse outro holocausto e promovam o julgamento de todos quantos estão na sua origem.

Dr. Assírio Bacelar, Editor

E estes "descolonizadores exemplares" acabarão por morrer sem julgamento....
Pior; muito intelectual português continua, hoje ainda, considerando cobardes aos que, nestas circunstâncias, tiveram de fugir.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

POSIÇÃO DA APEDE SOBRE A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Porque me parece um comunicado equilibrado e bem feito, acho que vale a pena deixar aqui o documento que a APEDE elaborou sobre o momento conturbado que vive a escola e o ensino em Portugal.

Considerando que todo o modelo de avaliação do desempenho dos professores está marcado pela total burocratização, pela imposição aos avaliados e aos avaliadores de tarefas impossíveis de cumprir sem graves prejuízos da sua actividade lectiva, por critérios de avaliação pretensamente objectivos mas, na verdade, altamente discutíveis e, em grande medida, impossíveis de aferir;
Considerando que a finalidade de uma avaliação dos docentes efectivamente empenhada na melhoria das práticas educativas deveria ter uma dimensão essencialmente formativa e não apenas empenhada em criar diferenciações e hierarquias espúrias entre os professores, as quais irão acentuar ainda mais o clima de hostilidade e de desconfiança recíproca que já se vive em muitas escolas;
Considerando ainda a forma arbitrária com que o Ministério da Educação tem vindo a impor às escolas este processo de avaliação, violando sistematicamente as regras do direito e o enquadramento legislativo que o próprio Ministério definiu;
Considerando, por fim, que em muitas escolas do ensino básico e secundário os professores, reunidos em assembleia ou representados pelos seus conselhos pedagógicos, têm vindo a contestar, de forma clara e firme, este processo de avaliação do desempenho, enviando ao Ministério pareceres negativos devidamente fundamentados;a Comissão Instaladora da APEDE vem, deste modo, tomar posição sobre a actual conjuntura do confronto entre os professores e a equipa ministerial:
1. A APEDE opõe-se frontalmente a quaisquer medidas que se limitem a reajustar o Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, as quais terão como efeito o prolongamento da sua vigência, quando é esta que importa anular. Sendo assim, a APEDE discorda das seguintes propostas recentemente defendidas pela Plataforma Sindical dos Professores e que encontraram expressão no entendimento entre o Ministério da Educação e a referida Plataforma:
a) A inclusão de organizações sindicais de docentes no Conselho científico para a Avaliação do Desempenho. Em nosso entender, esta inclusão só servirá para legitimar um órgão cuja composição obedeceu a critérios nebulosos e arbitrários, e cujas funções se inscrevem na lógica de diplomas legislativos que os professores têm repudiado veementemente.
b) A introdução de horários e de remunerações diferenciadas para os professores coordenadores de departamento curricular. A APEDE considera que estas medidas abrem a porta para reduzir o trabalho dos coordenadores à mera avaliação dos seus colegas, pervertendo por completo o seu ofício de professores, ao mesmo tempo que tenta aliciá-los em termos salariais para que apliquem acriticamente a política do Ministério. Sublinhamos, por outro lado, que tais medidas aceitam o quadro criado pelo concurso para professores titulares, legitimando as assimetrias iníquas que o mesmo introduziu entre os professores e a arbitrariedade com que foi conduzida a selecção dos titulares actualmente investidos na função de avaliadores. Consideramos, pois, que esta medida só contribuirá para aprofundar as clivagens no seio da classe docente e o mal-estar nas escolas, um efeito com repercussões profundamente negativas no sistema de ensino e no clima de cooperação inter-pares sem o qual a escola pública não conseguirá preencher a sua função social.
c) O facto de o processo negocial com as organizações sindicais, relativo à avaliação do desempenho, estar a ser remetido para Junho e Julho de 2009, num quadro de mera “avaliação do modelo” e de “acompanhamento, avaliação e monitorização do primeiro ciclo de aplicação”. A APEDE receia que um processo negocial a decorrer em plena aplicação do modelo de avaliação dos professores possa servir, no essencial, para avalizar este último, deixando incólumes os seus aspectos mais gravosos: a burocratização do ofício de professor; a produção de “sucesso escolar” em conformidade com critérios meramente estatísticos; a relação de poder desigual entre professores titulares e não titulares, entre avaliadores e avaliados; a avaliação do trabalho docente orientada para fins persecutórios e punitivos.
2. Em conformidade com as posições referidas no ponto anterior, a APEDE defende as seguintes medidas:
a) Para o ano lectivo de 2008/2009, dar-se-á a suspensão integral do supracitado Decreto Regulamentar e a readopção temporária do modelo de avaliação anterior, consignado no Decreto Regulamentar n.º 11/98, de 15 de Maio, com todos os seus efeitos em termos da celebração e renovação de contratos e de progressão na carreira.
b) No início do ano lectivo de 2008/2009 será reaberto o processo negocial, quer em relação ao modelo de avaliação do desempenho, quer em relação ao Estatuto da Carreira Docente, com vista à revisão destes diplomas.
Pela Comissão Instaladora da APEDE
António Ferreira
Francisco Trindade
Isabel Parente
José Manuel Filipe
Mário Machaqueiro
Ricardo Silva

A SUPER ESCOLA PORTUGUESA - ASSIM É QUE É ... SOMOS OS MAIORES!

A SUPERESCOLA ou o retrato da escola portuguesa
onde estão as melhores escolas do mundo?Claro! Está certo! Em... Portugal !!
Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.
Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente!

DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES :

1. Língua Portuguesa
2. História
3. Língua Estrangeira I
- Inglês
4. Língua Estrangeira II
- Francês
5. Matemática
6. Ciências Naturais
7. Físico-Químicas
8. Geografia
9. Educação Física
10. Educação Visual
11. Educação Tecnológica
12. Educação Moral R.C.
13. Estudo Acompanhado
14. Área Projecto
15. Formação Cívica
É ISSO - CONTARAM BEM - SÃO 15 !!!Carga horária = 36 tempos lectivos

Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal?Somos demais, mesmo bons!

MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!!!!
A Escola ainda:

- Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência,apesar dos professores não terem formação para isso;
- Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado detoda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formaçãopara isso;
- Não pode esquecer os outros alunos,'atestado-médico-excluídos' quetambém têm enormes dificuldades de aprendizagem;
- Integra alunos oriundos de outros países que, por as mais das vezesnão falam um cu de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que querdizer cu;
- Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:

* Currículos Alternativos
* Percursos Escolares Próprios
* Percursos Curriculares Alternativos
* Cursos de Educação e Formação
MAS AINDA HÁ MAIS...

A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nosmais variados domínios:
* Educação sexual
* Prevenção rodoviária
* Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.
* Preservação do meio ambiente
* Prevenção da toxicodependência
* Etc, etc...'peço desculpa por interromper, mas... em Portugal são todos órfãos?'(possível interpolação do ministro da educação da Finlândia)

...Só se encontra mesmo um único defeito: Os professores.

Uma cambada de selvagens e incompetentes, que não merecem o queganham, trabalham poucas horas (Comparem com os alunos! Vá! Vá!Comparem!!!)
Têm muitas férias, faltam muito, passam a vida a faltarao respeito e a agredir os pobres dos alunos, coitados!
Vejam bem queos professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todosos dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, queestejam atentos e calados na sala de aula, etc... e depois ainda ficamaborrecidos por os alunos lhes faltarem ao respeito!
Olha que há cada uma!
COM FRANQUEZA!!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

"ENTENDIMENTO" - PLATAFORMA SINDICAL E MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. A TRETA CONTINUA E A LUTA ... TAMBÉM

É verdade que os sindicatos ganharam uns trocos. Mas o lance era para devolução integral: da dignidade perdida.
Comecemos por uma questão semântica: entendimento e acordo são vocábulos sem diferenças, do ponto de vista da significação, que justifiquem o esforço da Plataforma Sindical para os distinguir. Vão a um bom dicionário.
No contexto que "aproximou" sindicatos e ministério, são sinrónimos. Mas se essa fosse a questão, então capitular dirimia o conflito. E não estou a ser irónico. Voltem a um bom dicionário.Posto isto, passemos ao que importa: ministério e sindicatos acertaram, concertaram sob determinadas condições. No fim, os sindicatos cantaram vitória.
Permitam-me que invoque alguns argumentos para desejar que os sindicatos não voltem a ter outra vitória como esta. A actuação política deste Governo e desta ministra produziu diplomas (estatuto de carreira, avaliação do desempenho, gestão das escolas e estatuto do aluno) que envergonham aquisições civilizacionais mínimas da nossa sociedade.
A rede propagandística que montaram procurou denegrir os professores por forma antes inimaginável. Cortar, vergar, fechar foram desígnios que os obcecaram. Reduziram salários e escravizaram com trabalho inútil. Burocratizaram criminosamente. Secaram o interior, fechando escolas aos milhares.
Manipularam estatísticas.
Abandalharam o ensino com a ânsia de diminuir o insucesso.
Chamaram profissional a uma espécie de ensino cuja missão é reter na escola, a qualquer preço, os jovens que a abandonavam precocemente. Contrataram crianças para promover produtos inúteis. Aliciaram pais com a mistificação da escola a tempo inteiro ( que sociedade é esta em que os pais não têm tempo para estar com os filhos? Em que crianças passam 39 horas por semana encerradas numa escola e se aponta como progresso reproduzir o esquema no secundário, mas elevando a fasquia para as 50 horas?).
Foram desumanos com professores nas vascas da morte e usaram e deitaram fora milhares de professores doentes (depois de garantir no Parlamento que não o fariam). Promoveram a maior iniquidade de que guardo recordação com o deplorável concurso de titulares.
Enganaram miseravelmente os jovens candidatos a professores e avacalharam as instituições de ensino superior com a prova de acesso à profissão.
Perseguiram. Chamaram a polícia. Incitaram e premiaram a bufaria.
Desrespeitaram impunemente a lei que eles próprios produziram. Driblaram as leis fundamentais do país. Com grande despudor político, passaram sem mossa por sucessivas condenações em tribunais. Fizeram da imposição norma e desrespeitaram continuadamente a negociação sindical. Reduziram a metade os gastos com a Educação, por referência ao PIB.

No que era essencial, no que aumentaria a qualidade do ensino, não tocaram, a não ser, uma vez mais, para cortar e diminuir a exigência e castrar o que faz pensar e questionar. A questão que se põe é esta: por que razão esta gente, que tanto mal tem feito ao país e à Escola, que odeia os professores, que espezinhou qualquer discussão ou concertação séria, que sempre permaneceu irredutível na sua arrogância de quero, posso e mando, de repente, decidiu "aproximar-se" dos sindicatos?
A resposta é evidente: porque os 100.000 professores na rua, a 8 de Março, provocaram danos. Porque a campanha eleitoral começou a reparar os estragos para garantir mais quatro anos. O tempo e a oportunidade política da plataforma sindical aconselhava uma firmeza que claudicou.
Porque quem estava em posição de impor contemporizou. Porque de um dia para o outro se esqueceram as exigências da véspera. Porque quem demandou a lei em tribunal pactuou com uma farsa legal. Porque quem acusou de chantagem acabou a negociar com o chantagista. Porque quem teve nos braços uma unidade de professores nunca vista pensou pouco sobre os riscos de a pôr em causa.
É verdade que os sindicatos ganharam uns trocos. Mas o lance não era para trocos. Era para devolução integral: da dignidade perdida. Aqui chegados, permitam-me a achega: pior que isto é não serem capazes de superar isto. E lembrem-se de Pirro, quando agradeceu a felicitação pela vitória: "Mais uma vitória como esta e estou perdido".
Santana Castilho,
Professor do ensino superior