terça-feira, 8 de julho de 2008
AVALIAÇÃO DE PROFESSORES - UMA ANALOGIA INTERESSANTE
segunda-feira, 7 de julho de 2008
AS BALELAS DE SEMPRE

O PACOTE DE DEDUÇÕES NULAS DO EX-ENGENHEIRO SÓCRATES

Acontece que, ainda segundo as mesmas estatísticas, apenas pouco mais de um milhão de famílias utilizou esta dedução em 2006, tendo deduzido um montante de 447 milhões de euros. Ou seja, mesmo que este milhão de famílias estivesse dentro destes três escalões, a poupança que obteria com o aumento das deduções nunca ultrapassaria os 14 euros mensais. Mas não são apenas as estatísticas que indiciam que o aumento das deduções terá pouco efeito prático, especialmente sobre os contribuintes de menores rendimentos. sábado, 5 de julho de 2008
PALHAÇADA À MODA DO PORTO
Só nos podemos rir quando somos confrontados com este tipo de notícias, próprias de um mundo do futebol que nos tem habituado a uma corrupção continuada e a viver na maior promiscuidade com toda a impunidade do mundo.
Gonçalves Pereira queria fazer "um golpe de estado" e levou com ele em cima. No Zimbabwe, com o Mugabe, é que ele estava bem. Nem era preciso ter feito a tal reunião.
E é este circo uma "instituição de utilidade pública". FRANCAMENTE!
A MÁFIA em Itália? Até dá vontade de rir. Têm muito que aprender em Portugal. Comparados com os portugueses, não passam de meros e reles aprendizes A Máfia italiana em Portugal, não passa de um grupo de meninos de coro.
(Para a ouvir, desligue primeiro a Rádio Cotonete do Bolg)
PORREIRO, PÁ ... JÁ SOMOS TODOS BONS A MATEMÁTICA
sexta-feira, 4 de julho de 2008
APRENDER (E SABER) PORTUGUÊS COM CRUZINHAS
Já AQUI tinha feito esta denúncia:
"Uma prova que pouco mais exigia que fazer algumas cruzinhas nas perguntas de escolha múltipla. Uma prova de PORTUGUÊS onde poucas vezes se pedia para ESCREVER"
Deste vez, e uma vez mais, surge mais uma voz importante na denúncia desta enorme mentira que são os exames e cada vez mais o "ensino" em Portugal - Mª Filomena Mónica. Vale a pena ler o seu artigo hoje pulicado no Jornal Público a este respeito.
O Ministério da Educação, na sua política autista e incompetente, não olha a meios para atingir fins estatísticos para propaganda barata. Razão tinha Scolari: "E o burro sou eu?"
quinta-feira, 3 de julho de 2008
SALÁRIOS PORTUGUESES FORAM OS QUE MAIS CAÍRAM

Se considerarmos a média do salário do trabalhador português chegamos a um valor de 11.616 euros (18.455 dólares) em 2006, ano a que se reporta o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. A média dos salários anuais dos países integrantes da OCDE situa-se nos 39.743 dólares enquanto na Zona Euro essa média salarial anual desce para 38.759 dólares. Abaixo de Portugal apenas se contabilizam quatro países.
No Luxemburgo, onde muitos portugueses se encontram a trabalhar em busca de uma vida melhor e a Dinamarca ocupam os lugares cimeiros com vencimentos médios de 59 e 56 mil dólares anuais.
Visto o salário médio anual auferido em Portugal, em 2006, mas medido em paridades de poder de compra, os dados da OCDE mostram que os vencimentos se quedam 44,9% abaixo da média dos países que integram a organização.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
ENERGIA EÓLICA: MEGAWATTS OU NEGAWATTS
No passado fim de semana estive no Caramulo onde, um amigo residente me convidou a visitar um miradouro para desfrutar de uma paisagem que seria ímpar não fosse, de facto, ver uma enorme área pejada de turbinas eólicas que transformavam uma natureza selvagem num verdadeiro PALITEIRO, tantas eram as turbinas espalhadas pela paisagem. É verdade, à minha frente estava um parque eólico que adulterava a paisagem transformando-a, EXACTAMENTE, num verdadeiro PALITEIRO . Uma vez mais, e na sequência daquilo que tanto me afrontou na altura e afronta, não posso deixar de agradecer o valioso e prestimoso contributo do Engenheiro Luiz Teixeira, a este blog e à causa da energia, que de seguida reproduzo:"Nos últimos dias de Maio o entusiasmo alastrou-se por todo o país, mesmo antes de ter começado mais um Europeu de Futebol. Desta vez não foi o futebol que causou tanto alvoroço; foi a venda de acções da EDP-Energias Renováveis. Claro que a maioria dos portugueses acha que energias renováveis dizem respeito, apenas, às turbinas eólicas e aos painéis solares. Na prática as barragens (grandes produtoras de energia eléctrica constante e duradoura) também estão incluídas nas energias renováveis nas quais detêm sempre a maior participação em termos de potência e produção contínua.
Apesar de haver uma má vontade contra estas indiscutíveis e, por enquanto, insubstituíveis, fontes de electricidade.
A potência teórica de uma turbina eólica,utilizando a fórmula de Janet Ramage (Guia da Energia) é:
P=(D2x V3)/2000
sendo P a potência em kW, D o diâmetro em m da área de recepção do vento (ou seja as pás correspondem a metade do diâmetro D), V a velocidade do vento em m/s.
Por esta fórmula a potência obtida depende de duas variáveis: o vento, intermitente e de velocidades inconstantes e o diâmetro que tem que ser de grandes dimensões. Como se não pode mexer com o vento, só há um caminho: aumentar o diâmetro ou seja o comprimento das pás. 
É por isto que as turbinas eólicas padecem de gigantismo. As pás têm vindo, de ano para ano, a aumentar de tamanho, de modo a obter-se uma área de recepção que possa aumentar a potência, uma vez que o vento não pode ser modificado.
Fig 3 -A gravura dá para se perceber o gigantismo das estruturas eólicas.
A única alternativa para melhorar a velocidade do vento é aumentando a altura das torres, agravando, ainda mais, o gigantismo. Já há pás em funcionamento com 45 m de comprimento, superiores às asas da maior parte dos aviões. Isto cria enormes problemas de construção, manutenção e avarias. Está em fase experimental uma turbina de 6 MW cujas pás têm o comprimento de 126 m criando problemas futuros de manutenção e de economia de escalas.
Mas as maiores limitações dizem respeito ao vento.As maiores potências obtêm-se com a velocidade do vento acima de 13 m/s (47 km/h), mas, a partir deste valor, a potência passa a ser constante (limite de Betz ou rendimento máximo de 60%).
Fig 4-Um pequeno vale encaixado inundado por eólicas
Por outro lado só se pode contar com ventos de projecto (acima de 10 m/s) em torno de 90 dias no ano, e em flagrante descontinuidade. A velocidade do vento acima de 60 km/h é perigosa para a estrutura, por tal motivo as hélices ficam, automaticamente, em bandeira, deixando de funcionar. É muito estreita a área de optimização.A energia eólica apresenta as seguintes vantagens:
- combustível gratuito;
- não polui o ar, águas ou solos;
gera muitos empregos temporários, durante a construção;
- garante empregos fixos durante a operação, manutenções e avarias. Estamos a considerar o critério social, antagónico ao critério económico, modernamente gerador de desempregos em grande escala. Pelos modernos ditames da actual economia predadora, quanto menos empregos, melhor!
As desvantagens são:
- Ddescaracterização da paisagem; muitos ambientalistas chamam-lhe um “estupro da paisagem”. - as turbinas são instaladas em calotas de relevo, ou em vales encaixados, precisamente áreas pouco visitadas, onde ainda estão preservadas algumas condições naturais; quebram-se os últimos resquícios de beleza e tranquilidade, não tem interesse fotografar as paisagens pejadas de “ventoinhas”, ou “avantesmas” como lhes chamou um conhecido cronista;
- ruído que, a ser atenuado, obriga à instalação de painéis acústicos, mais uma agressão ambiental;
- volátil, imprevisível e de baixa densidade energética,ou seja a implantação abrange áreas imensas;
- interfere no voo de morcegos, aves e insectos e, portanto, na polinização e na reprodução. - funcionamento muito limitado à velocidade do vento: leque entre 10 e 50 km/h; este último verifica-se, regra geral em 90 dias no ano mas em descontinuidade;
- grande exposição aos incêndios florestais;
- maquinaria sofisticada, muito dispersa volumosa e pesada, necessitando de um grande corpo técnico e um dispendioso parque de máquinas pesadas (camiões-plataforma, tractores pesados, gruas e guindastes);
- abertura de muitas estradas secundárias “roubando” a privacidade dos baldios naturais.
- a ACV (Análise do Ciclo de Vida) de uma eólica é negativa, se nos cingirmos aos combustíveis fósseis que serão necessários para a sua construção, operação, manutenção e posterior desmantelamento. Por exemplo, as fundações das torres consomem betão armado em quantidades pantagruélicas, abrem-se quilómetros de estradas, com piso adequado para as máquinas pesadas. A rede rodoviária fica um autêntico Dédalo.
Fig 5 -Isto é uma pá de um conjunto de três. Será que é viável manter milhares de estruturas gigantes como esta?
A operação exige um grande corpo técnico e viaturas e máquinas de elevação de grande porte. A parte ambiental na ACV reúne condições pouco atractivas.
Quanto maior o parque eólico maior será o número de turbinas em manutenção ou avariadas. Um aspecto positivo é o de proporcionar muitos empregos, como já frisámos atrás.
Na fase final de desmantelamento as despesas ainda serão maiores. Para o desmonte final serão necessárias as mesmas máquinas gigantes que ajudaram à construção. A energia eólica alivia a atmosfera de C02, mas consome combustíveis fósseis durante a a sua existência.
Qual o saldo final?
Chega-se ao paradoxo de, em qualquer avaria, a energia eléctrica, necessária para os consertos, ser fornecida por um motor a gasóleo, porque pode não haver vento.
Uma das maneiras de aproveitar a energia eólica, que não pode entrar na rede geral dada a sua intermitência, é carregando baterias. Mas estas têm inconvenientes: tecnologia do século 19, são grandes, muito pesadas, contêm cádmio, chumbo e ácido sulfúrico, o que as torna perigosas no manuseio.
Toda a potência eólica instalada, se estiver ligada a uma rede geral, precisa de uma fonte de energia de substituição, que seja mobilizável rapidamente,e de potência mais ou menos equivalente. Na Dinamarca a energia nuclear da Suécia socorre a energia eólica quando é necessário.
Um parque eólico é interessante quando em conjunção com uma barragem, constituindo uma reversão energética. A energia cinética do vento é convertida em energia potencial hidráulica. Por outras palavras: toda a energia das eólicas, seja grande ou pequena, é “canalizada” para bombas especiais (que trabalham com um leque muito diversificado de potências) que restituem, para as albufeiras, ou para lagos artificiais a grandes alturas,uma pequena parte dos caudais que saem pelas turbinas hidráulicas. É uma forma mitigada de “armazenamento de energia”, com grandes perdas, como é óbvio. E, por paradoxo, é uma maneira de fazer com que “umas águas voltem a passar de novo debaixo de uma ponte”.
Estava prevista uma reversão para a barragem de Foz Coa. Esta barragem era uma boa reserva técnica de água. Era uma feliz combinação elo-hidráulica, que foi, ironicamente, substituída por uma reversão a favor da arqueologia.
Agora, quando o barril de petróleo se aproxima dos 200 dólares, vão-se construir, a toque de caixa, 10 barragens em Portugal, ultrapassada que foi a psicose contra as barragens.Tenciona-se, agora, fazer-se reversões nestas barragens, para aproveitar os numerosos parques eólicos “que nasceram como cogumelos depois de uma invernada” De negativo, também, o facto de serem grandes as distâncias entre os diferentes parques eólicos, originando custos elevados de transportação. Recordamos aqui a recente polémica em torno do custo dos cabos substitutivos das linhas de alta tensão que passavam sobre habitações.
Um parque eólico, próximo de uma barragem, beneficia das estruturas de apoio desta , como sejam os bons acessos, já construídos, o pessoal (fixo, de “carreira”) a energia eléctrica constante, e os estaleiros que sempre rodeiam os aproveitamentos hidroeléctricos.
É pertinente transcrever uma interrogação, formulada por John Howard Kunstler no seu “best seller “O Fim do Petróleo”: «Que acontece se não houver por trás o fantástico apoio tecnológico da economia baseada no petróleo?». "
Luiz Teixeira
Engenheiro civil
terça-feira, 1 de julho de 2008
O MENTIROSO DE OURO DO PS...
Tenho de confessar que foi com alguma surpresa que ouvi recentemente a jornalista Eduarda Maio, subdirectora para a Informação (desde 2003) da estação pública Antena 1 na SIC-Notícias a apresentar a biografia sobre o actual Primeiro-Ministro, José Sócrates, que realizou para a Esfera dos Livros. - Mas a minha curiosidade foi ainda maior quando percebi que ele era o "menino" ... "de ouro" do PS. Imagino as pressões (?!) de marketing que o bem montado "Gabinete de Propaganda" do PS deve ter montado. Imagino. Ou se calhar nem imagino, porque a partir de agora, confesso também que começo a não acreditar na Eduarda Maio. O menino de ouro do PS ... imaginem !!!!
Não vou certamente ler esse livro mas, tenho alguma curiosidade (ai se tenho!) sobre a forma como ela abordará (se é que aborda) o processo POUCO CLARO e OPORTUNISTA das habilitações de Sócrates. Já agora, uma explicação convincente da duplicação do seu registo biográfico rasurado na Assembleia da República e da forma como ele assinava os projectos daquelas míseras casas que diz ele, também as projectou.
102 ANOS REAIS - PARABÉNS SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
Parabéns Sporting Clube de Portugal pelo teu aniversário - 102 anos reais e verdadeiros.segunda-feira, 30 de junho de 2008
O FUTURO AGORA, ESTÁ MAIS PARA A CIGARRA DO QUE PARA A FORMIGA
- Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!
domingo, 29 de junho de 2008
AZAR ... ACONTECE SEMPRE AOS MESMOS
"Estas pessoas eram das relações do arguido e tinham ligações ao FC Porto e à sua SAD, da qual arguido era administrador, tendo efectuado tais financiamentos usando montantes dos depositantes do Banco Mello, montantes transferidos para beneficiarios daqueles emprestimos", refere-se no acórdão.
GENIAL
sábado, 28 de junho de 2008
DA PROMISCUIDADE EDUCATIVA À MINISTRA DA AVALIAÇÃO E AO MINISTÉRIO DA ESTATÍSTICA
Sócrates não tirou o "diploma" ao domingo? Das 31 cadeiras que tinha de fazer, não lhe deram equivalência a 26? das 5 que sobraram, 4 não foram dadas pelo mesmo professor Morais, o amiguinho do peito? A outra, Inglês Técnico não foi dada pelo reitor, preso por falsificação de documentos? Já para não falar nos bilhetinhos pessoais em papel timbrado da Secretaria de Estado do Ambiente.
ENTÃO estavam à espera DE QUÊ?
sexta-feira, 20 de junho de 2008
PASQUIM DE PROFISSÃO
sábado, 14 de junho de 2008
A PRAGA MUNDIAL QUE NINGUÉM QUER VER - A CHINA DO FUTURO
Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios...Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber... Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
IV - PARA QUE SERVE A INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL? (4ª Parte)
No rescaldo do “incêndio” que mobilizou a opinião pública - o aeroporto da Ota - cabem algumas reflexões finais. Nunca é tarde para se aclarar a verdade, para isso há que recuar no tempo. E o assunto está longe de se tornar irrelevante. Trata-se de dinheiros públicos gastos ao longo de mais de trinta anos. E, pelos vistos, para nada.
Em 1969 foi criado o GNAL (Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa) para apurar a melhor localização para um novo aeroporto em Lisboa. Em 1972 o GNAL publicou o relatório final sobre o estudo para que havia sido criado. Neste estudo, depois de seleccionados 14 locais, foram escolhidas 6 localizações. Sobre estas foi feita uma Análise Comparativa tendo sobressaído Rio Frio como a melhor solução, seguindo-se-lhe Porto Alto, Alcochete, Montijo, Portela e Fonte da Telha.
Em 1978 e 1982 a ANA levantou a hipótese da Ota como sendo uma localização a considerar porque era a mais viável na Margem Norte do Tejo.Era, talvez, uma hipótese para o desenvolvimento da zona Oeste. Uma hipótese errada, porque um aeroporto é para servir uma cidade e não o contrário. Nenhum aeroporto criou uma cidade, mas o contrário é óbvio. É ver-se o caso de Guarulhos, originada pelo novo aeroporto da Cumbica em São Paulo, de Confins em Belo Horizonte, e dos novos aeroportos, muito longe, de Milão e de Atenas. Como curiosidades, remotas, lembramo-nos de Kano na Nigéria (que dava apoio aos aviões de hélice, com pouca autonomia) e do Luso em Angola (hoje Luena) que nem chegou a entrar em funcionamento, para o fim a que era destinado, porque apareceram os modernos jactos.
Em 1998 foram feitos estudos comparativos entre Ota e Rio Frio. A Comissão, nomeada para o efeito, concluiu “ser a localização do NAL na zona da Ota menos desfavorável do que em Rio Frio, por esta apresentar graves condicionantes que podiam pôr em causa a sua sustentabilidade por razões ambientais”. Repare-se na forma capciosa de justificar a decisão: “na zona menos desfavorável”. Para quê entrar-se em comparativos diminutivos?
Em Julho de 1999 o Governo tomou a decisão de seleccionar a zona da Ota para localização do NAL. Esta decisão baseou-se na conclusão de que a localização em Rio Frio constituiria um sério risco de provocar “danos não minimizáveis,irreversíveis e não compensáveis”. Que danos serão, sabendo-se que hoje em Rio Frio avultam pequenas quintas quase todas com os 2 F´s, os maiores inimigos dos aquíferos: furos e fossas. E que está muito próximo de Poceirão, uma das localidades onde vai passar o futuro TGV.
Por que se não apontam os tais danos? Por que se salientam, sempre, os danos ambientais( sem se especificarem) quando se tomam decisões voluntariosas, numa terra em que são clamorosos os atentados à Natureza? Por que é que é sempre posto em primeiro lugar, quando se querem impor soluções de cima para baixo, o Relatório de Impacto Ambiental, não levando em conta os critérios técnicos e de custos ? No estudo de um aeroporto os principais critérios, indiscutíveis, são a segurança de voo, a meteorologia e os custos e não os tais danos não minimizáveis, irreversíveis e não compensáveis. Quais são, gostaríamos de saber.
Comparando os dois locais, Ota e Rio Frio, salta logo à vista, até para um leigo, os enormes factores negativos da Ota: orografia com as obstruções Monte Redondo (212m), Montejunto (666m) e, mais longe, Candeeiros (615 m) que põem em grande risco a segurança de voo. Rio Frio está em uma área plana. Na Ota a hidrologia é desfavorável: 2 rios de 5ª ordem (Ota e Alenquer) e 3 ribeiras de 3ª ordem (Alvarinho, Camarnal e Archinho. No relatório do LNEC é encarada a hipótese do desvio das águas da ribeira de Alvarinho através de uma barragem a montante da área escolhida. Todo este sistema fluvial concentra-se em um único ponto a jusante, um perigoso factor de convergência de águas de cheias. O sistema fluvial de Rio Frio desenvolve-se em área plana ou levemente ondulada.
Clique na figura para a aumentar
Insistimos, era de bom alvitre que se tivesse reactivado o antigo estudo de 1972, ampliando-o e considerando até a opção Ota, mais como tira-teimas. Sobre este estudo far-se-ia uma Análise Multiobjectivos e Multicritérios com base nos modernos programas de Investigação Operacional . Todos os estudos, de acordo com os diversos critérios, seriam feitos por um cluster(cacho) de universidades. Obter-se ia um enorme potencial científico, dentro da área da nova Ciência da Decisão. Este trabalho dotaria o país de tecnologia exportável para outros países e para outras áreas das actividades humanas. Era um verdadeiro Choque Tecnológico.
Tem aqui cabimento realçar o trabalho de todos os que colaboraram na elaboração do Estudo da Localização do Novo Aeroporto de Lisboa-Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, 1972. A escolha estava correcta, é o melhor local.
A opinião pública conseguiu suster as terraplanagens na Ota, uma verdadeira mina de ouro para os empreiteiros e correlatos. Foi “in extremis”, porque com os aumentos galopantes do petróleo, estaríamos hoje no limiar de um medonho desastre técnico, financeiro e ambiental.
Perdeu-se tempo em tergiversações que tiveram como sub-produtos os relatórios e mais relatórios, as reuniões, os debates na TV, as discussões e, principalmente, as malversações dos dinheiros públicos. É devido a estas últimas, infelizmente existentes em muitas outras decisões, que o salário mínimo em Portugal continua, e continuará, muito abaixo dos padrões europeus.
Luiz Teixeira
engenheiro civil
Maio2008
Rectificação: Na terceira parte destes artigos, em referência ao Canal do Panamá, mencionámos o Oceano Índico ao invés de Oceano Pacífico. As nossas desculpas.
(a importância do tema e o rigor de análise, leva-me a agradecer uma vez mais ao Sr. Eng Luiz Teixeira esta prestimosa colaboração)
terça-feira, 10 de junho de 2008
PEPETELA - UM DOS INTERROGADORES DA DISA
A 27 de Maio de 77, ainda eu não tinha nascido, Luanda acorda ao som de tiros. A população estava nas ruas e havia uma marcha em direcção ao palácio presidencial. Hoje em dia a opinião geral é que se tratava de uma tentativa de golpe de estado liderada por dois homens: Nito Alves e José Van Dunen.
O meu pai era muito próximo de Nito Alves. Enquanto ele (o Nito Alves) foi Ministro da Administração Interna, o meu pai foi o seu chefe de gabinete. A tentativa de golpe, se é que a houve, correu mal e a rebelião foi esmagada. Agostinho Neto, o presidente angolano na altura, disse qualquer coisa como "não perderemos tempo com julgamentos". E assim foi. Logo na noite de 27 de Maio a DISA, a polícia politica, começou as buscas às casas. O meu pai não estava em Angola nesse dia. Estava noutro país ao serviço do Governo. Chegou apenas um dia depois (a 28) e não dormiu em casa. Não era seguro. No dia seguinte, 29 de Maio, ele e a minha mãe (grávida de 7 meses) foram presos. À entrada da prisão foram separados. Nunca mais se viram.
A minha mãe, talvez por estar grávida, foi solta pouco depois. O meu pai não teve a mesma sorte. Foi espancado, torturado e, perante um tribunal, obrigado a confessar crimes. "Não perderemos tempo com julgamentos". Esta espécie de tribunal, ficou conhecida como a Comissão das Lágrimas.
Após o julgamento a TV angolana ainda mostrou o meu pai (Rui Coelho) como um troféu da DISA e do MPLA. Depois fuzilaram-no. No meio de tudo isto, eu ainda tive alguma sorte. Primeiro, porque sobrevivi. Segundo, porque a minha mãe sobreviveu. Terceiro, porque depois de dias à porta de um ministro, a minha mãe conseguiu obter uma certidão de óbito. Ainda hoje não sabemos onde estão os seus restos, se numa vala comum, se no meio da selva, mas mesmo assim lá se fez uma espécie de luto.

É evidente que nem todos os que foram presos, foram mortos. Os sobreviventes, nós, criámos uma associação. A ideia é que ninguém esqueça o que se passou e que um dia se faça justiça e as vítimas sejam homenageadas de alguma forma. Recuperar e identificar os restos mortais parece-me mais difícil, mas quem sabe?
É este o dia, 27 de Maio, que escolhi para fazer o luto ao meu pai. Não sei quando morreu. Sei apenas que tinha 25 anos quando foi morto, menos cinco do que a minha idade actual. Dizem-me que soube que teve um filho (nasci em Agosto). Um rapaz. Quero acreditar que sim. Todos os anos, neste dia, lhe digo a mesma coisa: Rui, Tukayana.domingo, 8 de junho de 2008
JOGO ANTI-STRESS
Tem algum aluno em risco de chumbar? É contra o facilitismo?
Então não entre em stress. Distraia-se e jogue!
Não entre em "parafuso"
Aguarde um pouco ... deixe "carregar" o jogo.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
O PORTUGAL QUE MERECEMOS!!!!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
QUEM SE METE COM A GALP ... LEVA!
OS PROFESSORES DE MATEMÁTICA, E O FACILITISMO DA MINISTRA
Departamento de Matemática da Escola Secundária Tomás Cabreira
quarta-feira, 28 de maio de 2008
PROVAS DE AFERIÇÃO - "UMA CENA FIXE E BUÉ DE FÁCIL"
CINCO DOCUMENTOS DE ANGOLA E UMA SAUDADE IMENSA
O CRIME NÃO COMPENSA ... OBVIAMENTE !!!
Para aumentar a imagem, clique em cima

Por outro lado, nas imagens seguintes, esta agressão à natureza, este autêntico massacre impune a animais indefesos e também eles completamente inocentes, atraídos para a mortandade, passa-se num país que à partida seria civilizado, europeu - a Dinamarca. O assassínio em massa, de forma cobarde, é uma prática impune que nos deve enojar. Também esta agressão a elementos da natureza, principalmente pela forma como ela é feita, merece um momento de grande reflexão e um repudio solene. Uma barbárie que devia ferir a sensibilidade de qualquer um em pleno século XXI.



domingo, 25 de maio de 2008
GALP - UM PARAÍSO DE GENTE MUITO BEM PAGA. O ZÉ POVINHO QUE SE LIXE.
É inacreditável, mas é o país que temos ...
- Manuel Queiró, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000 euros/mês.
- A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
- Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
- Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.
Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes MILIONÁRIOS!
E AINDA DIZEM QUE A CRISE É CULPA DA FUNÇÃO PÚBLICA !!!
E outros que mais…!!!!!

ABASTECER NA GALP? NEM QUE A RAPARIGA DA BILHA ME LEVE AO COLO!
Não ao abastecimento na Galp, na BP e na Repsol
Só a BP, por exemplo, no 1.º trimestre, obteve um lucro 53% superior ao do mesmo trimestre do ano passado e a Galp lucrou 23% e a Repsol um lucro de 39%. Estamos a falar de LUCROS RECORD das petrolíferas, não se esqueçam.
Será que o governo não tem meios para pôr cobro a esta pouca vergonha? Ou será porque o governo também ganha com o aumento dos combustíveis e que tem que compensar as suas contas, em função da redução do IVA em 1%, já a partir de Junho?
Curiosamente, depois da visita de Sócrates à Venezuela e dos acordos assinados para a importação de petróleo venezuelano, também voltou a subir.
Até quando seremos forçados a sofrer esta escalada escandalosa do preço da gasolina? Um governo verdadeiramente preocupado em imprimir uma maior dinamismo à economia e atento aos problemas sociais, já teria assumido a sua função moralizadora pondo termo a esta especulação sem limites.
sábado, 24 de maio de 2008
PROFESSORES DOMINAM AS QUEIXAS AO PROVEDOR
O relatório anual da Provedoria de Justiça de 2007, enviado esta semana para a Assembleia da República, regista um aumento do número de queixosos de 22 por cento, relativamente ao ano anterior, totalizando 10.021 participações.
As queixas relativas à função pública (859 novos processos) assinalaram um crescimento de 37 por cento, colocando o tópico no primeiro lugar dos assuntos mais reclamados ao provedor de Justiça.
Em 25 por cento destes processos a iniciativa pertenceu a professores, por causa do concurso de ingresso na categoria de professor titular.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
PORQUÊ? ...
A violência xenófoba na África do Sul ENVERGONHAM o mundo inteiro. Ou pelo menos deviam envergonhar. Os imigrantes do Zimbabwe e de Moçambique têm sido das principais vítimas por serem os principais alvos. Gente inocente é morta selvaticamente por uma xenofobia incompreensível e reprovável.
Curiosamente, muitos dos que são abertamente contra o racismo e a xenofobia, e pela cooperação entre os povos, não se têm feito ouvir. Ou marcam presença sorrateiramente. Sem comentários, apenas a notícia vagamente. Não passam disso. Andam estranhamente calados. Também gostava de os ouvir nestas ocasiões de verdadeiro horror porque o combate ao racismo e à xenofobia, não deve ser selectivo, deve ser total.
















