BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

A NOMENKLATURA RICA EM ANGOLA


Encontrei isto, escrito por Nicola Guardiola, com o título "Os «novos ricos Angolanos» apostam nos negócios. "
Tive saudade de Angola e andei pelo Angonotícias e outros sites a saber dos generais que me permitiram mover absolutamente à vontade em todo o território durante a guerra, em zonas onde só chegavam os mercenários, soldados ... e, pior, onde o povo era atacado e chacinado sem ter militares que o acudisse.
Continua a achar imperdoável que a comunidade internacional, por causa das riquezas que rapina em Angola, não pressione a organização de eleições livres no país. «INVESTIR em Angola é agora a divisa dos nossos ricos» diz o «Semanário Angolense».

O jornal, que causou escândalo em 2004 com a publicação da lista dos homens mais ricos da «nomenklatura» angolana, voltou a carga há duas semanas com um «retrato» dos grupos privados que proliferam em Angola, à boleia do «boom» económico e da intenção confessa do Governo de favorecer a criação de grupos privados nacionais e a sua entrada em sectores estratégicos como a banca, o petróleo ou os diamantes.

O director do «Semanário Angolense», Graça Campos, admite que a lista não é exaustiva e não se apoia numa aturada investigação. São os «negócios» que dão que falar e que ilustram a importância do lóbi político e a «apetência» dos investidores estrangeiros para formarem sociedades com figuras políticas do regime ou seus familiares.

Com a devida vénia ao «Semanário Angolense», eis, em resumo e de A a Z, o retrato dos grupos privados mais «badalados» da actualidade em Luanda.

ARMINDO CÉSAR & FILHOS - No começo esteve a Maboque, empresa especializada em restauração, hotelaria e «catering». Diz-se que conta entre os seus accionistas com membros da família do Presidente Eduardo dos Santos e uma plêiade de generais. Mas nos últimos cinco anos o grupo cresceu e multiplicou-se.
Actividade: as anteriores, mais pescas (captura e comercialização), hotelaria e turismo, imobiliário, comércio (hipermercado Interpark), formação profissional e serviços.

BANCO INTERNACIONAL DE CRÉDITO (BIC) Isabel dos Santos, primogénita do Presidente Eduardo dos Santos, e o empresário português Américo Amorim (25%) são os principais accionistas. Criado em Junho, já abriu 13 balcões (8 em Luanda) e arrecadou mais de 165 milhões de dólares em depósitos.

BANCO COMERCIAL DE ANGOLA (BCA) Inclui entre os seus accionistas três ex-primeiros-ministros: Lopo do Nascimento, França Van-Dúnem e Marcolino Moco. Salomão Xirimbimbi (ministro das Pescas), Augusto Tomás (ex-governador de Benguela, ex-ministro das Finanças) e o empresário Jaime Freitas (COSAL, Interauto, Tecnomat) são os outros sócios. Em 2005 vendeu 50% das acções ao Absa Bank, de África do Sul, que por sua vez foi comprado pelo Barclays Bank, do Reino Unido.

CABUTA ORGANIZAÇÕES «Holding» criada pelo general Higino Carneiro, ministro das Obras Públicas e governador do Kwanza Sul, e família. Actividade: agricultura, agro-indústria, hotelaria, turismo, banca, seguros.

FINANGEST Entre os accionistas figuram José Pedro de Morais, ministro das Finanças, general Pedro Neto, chefe do Estado-Maior da Força Aérea, e Kundi Paihama, ministro da Defesa.
Actividade: jogos e lotarias, edição discográfica, transportes, serviços, construção, «import-export», seguros, segurança.

GEMA Criada por Simão Júnior, o seu actual presidente é José Leitão, ex-chefe da Casa Civil da Presidência. Conta entre os seus accionistas com o jurista Carlos Feijó e António Pitra Neto, vice-Presidente do MPLA e ministro do Emprego e Segurança Social. Actividade: supermercados, salas de cinema, clínica privada, accionista da Coca-Cola Angola, parcerias com empresas sul-africanas e chinesas.

GENI Empresas dos sectores da banca, petróleo, diamantes e construção florescem com o «boom» angolano. O FMI projecta um crescimento económico de 15% em 2005 O ponto de partida foi a criação da UNITEL (telefonia móvel) em parceria com a Portugal Telecom. Fundadores: Isabel dos Santos, brigadeiro Leopoldino Fragoso do Nascimento (chefe das Comunicações da Presidência), António Van-Dúnem (ex-secretário do Conselho de Ministros) e Manuel Augusto da Fonseca, do gabinete jurídico da Sonangol. Juntou-se-lhes o empresário franco-brasileiro Pierre Falcone. Actividade: telecomunicações, serviços.

GENIUS Criada pelo general João de Matos (ex-chefe de Estado-Maior-General das FAA) e Mário Pizarro (ex-governador do BNA). A jóia da coroa do grupo é a GEVAL-Angola Joint-Venture com a brasileira Vale do Rio Doce, n.º1 mundial de mineração. Actividade: minas (diamantes, manganésio, outros). Projectos: electricidade, telecomunicações. Participações: Torres do Carmo (Luanda), Belas Shopping Center.

IMPORÁFRICA-IMPORCAR Faustino Muteka ex-ministro da Administração do Território e actual secretário do MPLA para a mobilização é a figura-de-proa do grupo, a que estão associados capitais de Portugal à Índia. Actividade: construção civil, agricultura, comércio, venda de automóveis, imobiliário.

MACON Revolucionou o transporte público em Luanda (autocarros e táxis). Hélder Vieira Dias, chefe da Casa Militar da Presidência e director do Gabinete de Reconstrução Nacional, brigadeiro Leopoldino Fragoso e Júlio Bessa, ex-ministro das Finanças, em parceria com o brasileiro Minoru Dondo são os sócios-fundadores. Actividade: transportes, comércio (o Shopping Center Kinaxixi está «encalhado» há dois anos).

MELLO XAVIER Há muito que Jorge Mello Xavier deputado pelo MPLA em 1992 deixou de ser «o empresário do regime» mas continua activo, influente e irreverente. Actividade: construção civil, turismo, hotelaria, bebida, agro-indústria,

PECUS Criada pelo grupo português Tecnocarro, de José Récio, foi vendida aos irmãos António e Luís Faceira. Actividade: produção e comercialização de carne, sector que lidera.

PRODOIL, Exploração e Produção de Hidrocarbonetos Associou-se à Amec Paragon (Houston, EUA). Entre os sócios angolanos citamos Marta dos Santos, irmã mais velha do Presidente da República. Actividade: petróleo, gás natural, serviços, hotelaria.

SAGRIPEK Capital repartido entre um grupo de sócios angolanos (BAI, BPC, Banco Keve, Higino Carneiro, Mello Xavier, irmãos Faceira, Isabel dos Santos) que detém 51% e um consórcio brasileiro
Actividade: agricultura; pecuária, produção agro-industrial.

SOMOIL - Primeira empresa privada angolana a entrar na exploração de petróleo. Criada por Desidério Costa, ministro dos Petróleos, e Alberto de Sousa. Actividade: petróleo e derivados (lubrificantes)

SUNINVEST - Dirigida por Ismael Diogo, cônsul de Angola no Rio de Janeiro e presidente da FESA (Fundação Eduardo dos Santos). Actividade: indústria farmacêutica (parceria com o Laboratório Teuto do Brasil), transportes urbanos, recolha de lixo (Luanda), comércio.

VALENTIM AMÕES - Veio para Luanda vindo do Planalto Central, onde possui um grande património imobiliário e controla boa parte do comércio. Entrou para o Comité Central do MPLA em 2004 e entre os seus sócios figura o general Fernando Miala, dos serviços de informação externos da Presidência. Actividade: transportes rodoviários e aéreos, hotelaria e turismo, «rent-a-car», comércio.

SEGURANÇA - As empresas de segurança merecem ser tratadas separadamente, pois foi por esta via que muitos generais se estrearam nos negócios e adquiriram o capital que lhes permitiu mais altos voos. São agora às centenas, mais ou menos sofisticadas, e fornecem todo o tipo de serviços, desde a segurança de instalações a escoltas pessoais, transportes de fundos e instalação de sistemas de vigilância.

O «Semanário Angolense» destacou as seguintes: ANGO SEGU Empresa pioneira na segurança industrial. Tem como fundadores os generais Fernando Miala e José Maria e Santana André Pitra (Petroff) ex-ministro do Interior e comandante-geral da Polícia.
ALFA 5 Criada pelo general João de Matos e outros oficiais generais. Controla 50% da segurança das grandes áreas de exploração de diamantes. TELESERVICE Monopólio da segurança dos campos petrolíferos. Os seus fundadores foram os generais João de Matos, França Ndalu, Armando da Cruz Neto, Luís e António Faceira e Hendrick. Participações na Air Gemini, Companhia do Lumanhe (diamantes) com a Escom, ligada ao Grupo Espírito Santo. COPEBE Criada por Pedro Hendrick Vaal Neto (ex-ministro da comunicação social), Roberto Leal Monteiro «Ngongo» e Nelson Cosme, embaixador de Angola na Organização dos Estados da África Central.

Aiué nossa Angola ……

terça-feira, 8 de abril de 2008

A AVALIAÇÃO DE PROFESSORES E O ESTATUTO DO ALUNO

NÃO SE PODE TER TUDO ... NÃO É VERDADE?


domingo, 6 de abril de 2008

A MINISTRA FOI AVALIADA E BEM ...

Resultado: CHUMBADA!

PROFESSORES TITULARES - A MAIOR DESONESTIDADE QUE FOI FEITA AOS PROFESSORES

Mais do que a maior desonestidade, foi a MAIOR FRAUDE em Portugal.
A um professor com 33 anos de serviço, por exemplo, apenas lhe contaram os ÚLTIMOS 7 anos.
Isso mesmo ... 26 anos de dedicação ao ensino, simplesmente não contaram para NADA.

SINTO-ME ROUBADO, ISSO MESMO ... ROUBADO

MNE atribui apoio financeiro
Cravinho dá 150 000 euros a Soares
O secretário de Estado da Cooperação atribuiu, no primeiro semestre de 2007, à Fundação Mário Soares um subsídio de 150 mil euros.

O apoio financeiro, atribuído segundo decisão de João Gomes Cravinho, em 16 de Fevereiro de 2006, consta de uma lista de transferências correntes e capital ontem publicada em Diário da República, e destina-se a apoiar projectos de cooperação com os PALOP.
Os subsídios atribuídos pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), destina-se a várias entidades, entre embaixadas e organizações não governamentais.
O apoio financeiro dado à Fundação Mário Soares corresponde a um projecto desenvolvido por essa entidade sobre ‘Política de Cooperação entre Portugal e os PALOP’.

Na sequência deste trabalho, o MNE e a Fundação Mário Soares assinaram, em Janeiro de 2007, um protocolo de colaboração institucional num montante total de 600 mil euros, a serem distribuídos em tranches, pelo período de quatro anos, ou seja, até 2010.

Constituída em 1991, a Fundação Mário Soares é uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, ligada à pessoa do ex-Presidente da República Portuguesa, segundo é descrito no site da própria Fundação.
Mas têm sido muitas as vozes a levantar questões relativamente aos critérios de atribuição de subsídios a esta instituição. Foi o que ocorreu em 2005 quando Luís Amado, na altura ministro da Defesa, atribuiu um subsídio de vinte mil euros à entidade para a realização de um projecto de investigação sobre a ‘Participação dos Portugueses em Missões de Paz’.

O apoio surgiu numa altura em que o Governo de José Sócrates previa um corte orçamental de 58 milhões de euros no financiamento de missões de Portugal no estrangeiro, o que levou o PSD a exigir do ministério da Defesa esclarecimentos.
Já em 1997, o Governo de António Guterres disponibilizou à Fundação 2,5 milhões de euros para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifício cedido pela Câmara de Lisboa, na altura presidida pelo filho de Mário Soares, João Soares.

JF

sábado, 5 de abril de 2008

HOLOCAUSTO - PARA QUE O IRÃO NÃO SE ESQUEÇA E O MUNDO SE LEMBRE

É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, etc.), General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.

E o motivo, ele assim explanou: "Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum idiota se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'. (Edmund Burke)

Recentemente, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofendia' a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...

Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.

Este "post" é em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados, mortos à fome e humilhados, enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.

Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o 'Holocausto é um mito', torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.

Estas fotos dizem TUDO, ninguém as inventou:



sexta-feira, 4 de abril de 2008

UM APITO DOURADO À MEDIDA DAS CONVENIÊNCIAS - O APITO FINAL

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Quero um regulamento disciplinar só para mim

02.04.2008, José Manuel Meirim


E, de preferência, elaborado por quem elabora os regulamentos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, agora e no passado, mais ou menos longínquo

Quero um regulamento disciplinar em que eu se corromper - ao invés da lei do Estado - seja punido não como cometendo uma infracção de corrupção, mas antes uma tentativa de corrupção. Quero um regulamento disciplinar que, ao contrário do que preveja para mim, não perdoe os árbitros e os puna severamente.

Em suma, quero um regulamento disciplinar que me defenda do incómodo de ser punido tão severamente como um acto de corrupção deve ser punido, como aliás sucede aos árbitros.

Só a Liga Portuguesa de Futebol Profissional me dá garantias, pelo seu passado e pela revisão (?) que levou a cabo este ano do seu regulamento disciplinar, de ter um "fato à minha medida".2.

Dispõe o artigo 151.º-A do referido regulamento (não do meu): "Os árbitros e árbitros assistentes que solicitem ou aceitem, para si ou para terceiros, directa ou indirectamente, quaisquer presentes, empréstimos, vantagens ou, em geral, quaisquer ofertas susceptíveis, pela sua natureza ou valor, de pôr em causa a credibilidade das funções que exercem são punidos com a pena de suspensão de 2 a 10 anos." Significa isto que mesmo que não haja, em concreto, qualquer reparo a fazer à actuação do árbitro, a corrupção está consumada. E que se passa no outro lado, o dos corruptores?
Vejamos o que afirma o artigo 51.º, n.º 1: "O clube que, através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa ou de, em geral, qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer elemento da equipa de arbitragem ou terceiros, directa ou indirectamente, solicitar e obtiver, daqueles agentes uma actuação parcial por forma a que o jogo decorra em condições anormais ou consequências no seu resultado ou que seja falseado o boletim do encontro, será punido com as seguintes penas: (a) baixa de divisão, (b) multa de 50.000 euros a 200.000 euros."


Destacámos, a obtenção.


Isto é, só há verdadeira corrupção apenas e tão-só quando houver resultado (o árbitro teve uma actuação parcial). Se não for preciso chegar a tanto, quedamo-nos por uma "mera" tentativa: nada de baixa de divisão, apenas uma subtracção de pontos e uma derrota no jogo. Não me parece que seja um mau negócio para os infractores.

terça-feira, 1 de abril de 2008

OS BUFOS... O CASAMENTO E ... O FISCO.

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Senhor injinheiro,
ministro das Finanças da 5ª Repartição, 4º bairro, Chelas, Zona K,
Excelência

Zé Carlos & Soraia Vanessa vêm por este meio bufar junto de Vossa Excelência os gastos que fizeram anteontem, derivado ao matrimónio que contraíram, aqui ao lado, naquela igreja pré-fabricada que tem a cruz fluorescente em roxo, não sei se está a ver, é aquilo que parece a oficina do Chinas, mas em branco e sem pneus pendurados. Prontos.

Então é assim, tivemos que dar uma data de dinheiro ao senhor padre, mas ele não passou recibo, pelo que achamos que é de prendê-lo e mandar vir outro.

Ao resisto com cervatória, o civil, sem ser pela igreja, esse também pagámos bué, mas esses Vossa Excelência já deve estar a mancar e sobre olho, derivado a serem da família, salvo seja,de Vossa Excelência.

Passamos então ao chamado vestido de noiva, o qual foi oferecido por uma senhora chamada Dona Clara que criou a minha esposa desde pequena,isto agora sou eu a escrever, o Zé Carlos, porque a Soraia foi à bica à Dona São, derivado a que a mãe dela teve de ir bulir para Barcelona e deve ter-se casado por lá, mas ninguém tem a certeza, derivado ao que não podemos, portanto, bufar junto de Vossa Excelência quanto é que custou o casório dela, se é que se casou mesmo, se não bufávamos e Vossa Excelência até era homem para nos fazer um desconto no IRS que eu sei que você era.

O dito vestido de noiva era da Zara e custou 19 euros, há quem ache caro à vista, mas até foi barato, a Dona Clara diz que estava em saldos e aproveitou.
Como é de Verão, deve acrescentar-se ao preço do vestido uma embalagem de parasita mor, que foi para a carraspana,genéricos, adquiridos na Farmácia da Dra. Lena (ficou de venda suspensa, por isso não tenho aqui a factura nem o número de contribuinte da Dra. Lena, senão juro que lhe mandava, até porque essa senhora deve estar cheia à custa do dinheirão que leva em preservativos e outros géneros de primeira necessidade, mas prontos, Vossa Excelência, de gatunos deve saber tudo).

Eu levei um fato do Manecas, que é central do Picheleira e mais ou menos do meu tamanho (n/c 128 396 288).
Ele não me levou nada pelo fato, só tive que o mandar limpar na Tinturaria Tati, mas foi a minha esposa que o mandou e ela, como disse, foi à Dona São, por isso não tenho aqui a facturazinha, mas acho que é três euros, não sei é se é por peça ou todo.

Quanto ao copo de água, foi servido na já referida Dona São e pago pelo meu padrinho, o Toni (n/c 277 266 109), que me disse que foi um bocado caro, mas não dizia quanto porque não se diz.
Mas é perguntar lá que a Dona São faz-lhe a conta.
Éramos cinco homens, à média de umas quatro bujecas cada um e seis senhoras, incluindo a minha, que beberam três um compal laite, uma uma mini e duas só quiseram água,que foi uma seca prós brindes, derivado a que não se fazem saúdes com água.
E quatro sandes de fiambre, duas de torresmos e um bolicau prá Sandrinha que levou as alianças, as cujas eram e voltaram a ser hoje do meu pai e da minha mãe.

A noite de núpcias não teve gastos, já íamos aviados.

Espero que Vossa Excelência fique satisfeito e que não me venha cá com coimas, porque neste preciso momento a Soraia já chegou e tenho deparar de escrever.
Vossa Excelência sabe como é a vida de casado, se é que tem mulher que lhe pegue e interesse nelas (isto é eu na reinação,não leve a mal).
Pede deferimento,
Zé Carlos e Soraia.

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O Zé Sócas responde em inglês técnico:
Diar Zé,
trazeite-me your uaife to bufeite-me in person.
If i like, então i deferirei.
Ass. Zé Sócas
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sexta-feira, 28 de março de 2008

A TRISTE FIGURA, DA FIGURA TRISTE DE MÁRIO SOARES ... HAJA PACIÊNCIA!

AQUI
Quem teve oportunidade de ouvir Mário Soares, tenho a certeza que ficou com pena dele.
Não me quero referir ao fundo da questão, à invasão do Iraque, isso é assunto para outra reflexão.
O que quero acima de tudo referir é a falta de vergonha na cara deste dirigente socialista quando refere responsabilidades de outros e ignora, não sei se propositadamente se pela idade avançada, TODAS as SUAS responsabilidades que lhe cabem, POR INTEIRO, no CRIME IRREPARÁVEL que foi a FORMA como ele procedeu à descolonização.
Aliás, não percebo como ainda é possível haver quem o convide a falar normalmente sobre nada só para lhe dar um tempo de antena. Só de pensar que ele concorreu a Presidente da República e que se tivesse ganho neste momento seria o Presidente de Portugal, deixa-nos a pensar sobre o desgraçado Portugal que somos.

Ele é, DE FACTO, a última pessoa com moral para se referir ao que se referiu e principalmente da forma como se referiu.
Afinal de contas, estamos a falar da PRIMEIRA PESSOA MAIS RESPONSÁVEL por uma descolonização sangrenta e horrenda com mais de 3 milhões de mortos. Essa SIM, uma verdadeira "descolonização da vergonha" de todos nós, um verdadeiro "crime irreparável" ao qual "FICARÁ AMARRADO A UM FERRETE PARA SEMPRE"

Desta responsabilidade, desta incompetência como ministro dos negócios estrangeiros e ministro dos governos anteriores ele diz o quê? NADA!

E não assume responsabilidades por tudo o que não soube fazer ou fez mal. Porque se assumisse essa responsabilidade, tinha de a pagar. Ficou impune como ficará certamente Bush, escondendo-se e branqueando a sua efectiva responsabilidade através de protagonismos e balelas como este aproveitamento em Elvas.

Ah ... e já agora, gostava de o ouvir falar da VERGONHA do Aeroporto de Macau, dos seus amigos Carlos Melancia de Rui Mateus


Vou recuperar uma série de artigos a que Joaquim Vieira chamou “O Polvo” na Grande Reportagem distribuída semanalmente em forma de suplemento com os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias onde cita passagens do livro “Contos Proibidos – Memorias de um PS desconhecido” escrito por Rui Mateus, membro do PS

(03 de Setembro de 2005, G.R. Nº 243)
“...Em síntese, que diz Mateus? “... após ganhar as primeiras presidenciais, 1986, Soares fundou com alguns amigos políticos um grupo empresarial destinado a usar fundos financeiros remanescentes da campanha.”
”Um dos objectivos da recolha de dinheiros era financiar a reeleição de Soares. Não podendo presidir ao grupo por razões óbvias, Soares colocou os amigos como testas-de-ferro, embora reunisse amiúde com eles...” Que..., Soares convocou alguns magnatas internacionais - Rupert Murdoch, Sílvio Berlusconi, Robert Maxwell e Stanley Ho - para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo, a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal.”

O Polvo (10 de Setembro de 2005, na G.R. nº 244)
”A rede de negócios que Soares dirigiu enquanto Presidente foi sediada na empresa Emaudio, agrupando um núcleo de próximos seus, dos quais António Almeida Santos, Carlos Melancia e o próprio filho, João. A figura central era Rui Mateus, que detinha 60 mil acções da Fundação de Relações Internacionais..., as quais eram do Presidente mas de que fizera o outro fiel depositário na sua permanência em Belém.”
”Soares controlaria assim a Emaudio pelo seu principal testa-de-ferro no grupo empresarial. Diz Mateus que o Presidente queria investir nos média: daí o convite inicial para S. Berlusconi...”
“Acordou-se a sua entrada com 40% numa empresa em que o grupo de Soares reteria o resto, mas tudo se gorou por divergências no investimento. Soares tentou então a sorte com R. Murdoch...”
“Interpôs-se porém outro magnata, R. Maxwell, arqui-rival de Murdoch, que invocou em Belém credenciais socialistas. Soares daria ordem para se fazer o negócio com este. O empresário inglês passou a enviar à Emaudio 30 mil euros mensais. Apesar de os projectos tardarem, a equipa de Soares garantira o seu "mensalão".”
”Só há quatro anos foi criminalizado o tráfico de influências em Portugal...”
“...Mas a ética política é um valor permanente, e as suas violações não prescrevem. Daí a actualidade destes factos, com a recandidatura de Soares.”

O Polvo (17 de Setembro de 2005, na G.R. Nº 245)
”A empresa Emaudio, dirigida na sombra pelo Presidente Soares, arrancou pouco após a sua eleição e, segundo Rui Mateus em Contos Proibidos, contava "com muitas dezenas de milhares de contos "oferecidos" por (Robert) Maxwell (...), consideráveis valores oriundos do "ex-MASP" e uma importante contribuição de uma empresa próxima de Almeida Santos." Ao nomear governador de Macau um homem da Emaudio, Carlos Melancia, Soares permite juntar no território administração pública e negócios privados. Acena-se a Maxwell a entrega da estação pública de TV local, com a promessa de fabulosas receitas publicitárias. Mas, face a dificuldades técnicas, o inglês, tido por Mateus como "um dos grandes vigaristas internacionais", recua.”
”O esquema vem a público, e Soares acusa os gestores da Emaudio de lhe causarem perda de popularidade, anuncia-lhes alterações ao projecto e exige a Mateus as acções de que é depositário e permitem controlar a empresa. O testa-de-ferro, fiel soarista, será cilindrado. Mas antes resiste, recusando devolver as acções e esperando a reformulação do negócio. E, quando uma empresa reclama por não ter contrapartida dos 50 mil contos (250 mil euros) pagos para obter um contrato na construção do novo aeroporto de Macau, Mateus propõe o envio do fax a Melancia exigindo a devolução da verba.”
”O Governador cala-se. Almeida Santos leva a mensagem a Soares, que também se cala. Então Mateus dá o documento a 'O Independente”, daqui nascendo o "escândalo do fax de Macau". Em plena visita de Estado a Marrocos, ao saber que o Ministério Público está a revistar a sede da Emaudio, o Presidente envia de urgência a Lisboa Almeida Santos (membro da sua comitiva) para minimizar os estragos. Se Melancia acaba absolvido, Mateus e colegas são condenados como corruptores. Uma das revelações mais curiosas do seu livro é que o suborno (sob o eufemismo de "dádiva pública") não se destinou de facto a Melancia mas "à Emaudio ou a quem o Presidente da República decidisse". Quem afinal devia ser réu?”

O Polvo, (24 de Setembro de 2005 na G.R. Nº 246)
”Ao investigar o caso de corrupção na base do "fax de Macau", o Ministério Público entreviu a dimensão da rede dos negócios então dirigidos pelo Presidente Soares desde Belém. A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano, Procurador-geral adjunto da República, que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o próprio Soares.”
”Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então Procurador-geral da República, Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a Caixa de Pandora, implicando uma investigação ao financiamento dos partidos políticos...”
”Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém, optou pela versão mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o Governador de Macau, Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros.”
”Entretanto, já R. Maxwel abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares, explicando a decisão em carta ao próprio Presidente. Mas logo a seguir surge Stanley Ho a querer associar-se ao grupo soarista...”
”Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares, durante uma "presidência aberta" que este efectua na Guarda. “... o grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina (uma empresa portuguesa arregimentada por Almeida Santos) no gigantesco projecto de assoreamento e desenvolvimento urbanístico da baía da Praia Grande, em Macau... onde estavam "previstos lucros de milhões de contos.”
”Com estas operações, o Presidente fortalecia uma nova instituição: a Fundação Mário Soares. Inverosímil? Nada foi desmentido pelos envolvidos, nem nunca será.”

O Polvo, (01 de Outubro de2005 na G.R. Nº 247)
”As revelações de Rui Mateus sobre os negócios do Presidente Soares, em Contos Proibidos, tiveram impacto político nulo e nenhuns efeitos. Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um Chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela "traição" a Soares...”
”Da parte dos soaristas, imperou a lei do silêncio...”, “...comentar o tema era dar o flanco a uma fragilidade imprevisível. Quando o livro saiu, a RTP procurou um dos visados para um frente-a-frente com Mateus - todos recusaram.”
”Com a questão esquecida, Soares terminou em glória uma histórica carreira política, mas o anúncio da sua recandidatura veio acordar velhos fantasmas. O mandatário, Vasco Vieira de Almeida, foi o autor do acordo entre a Emaudio e Robert Maxwell. Na cerimónia do Altis, viram-se figuras centrais dos negócios soaristas, como Almeida Santos ou Ílidio Pinho, que o Presidente fizera aliar a Maxwell.” Dos notáveis próximos da candidatura do "pai da pátria", há também homens da administração de Macau sob a tutela de Soares, como António Vitorino e Jorge Coelho, actuais eminências pardas do PS, ou Carlos Monjardino, conselheiro para a gestão dos fundos soaristas e presidente de uma fundação formada com os dinheiros de Stanley Ho.”
”Outros ex-"macaenses" influentes são o ministro da Justiça Alberto Costa..., ou o presidente da CGD por nomeação de Sócrates, que o Governador Melancia pôs à frente das obras do aeroporto de Macau.”
In Grande Reportagem

nota: Joaquim Vieira, director da 'Grande Reportagem', detida pelo grupo Controlinveste, foi despedido. O jornalista foi, igualmente, informado de que a revista iria ser fechada.

ESPELHO MEU, ESPELHO MEU ... HAVERÁ ALGUÉM PIOR E MAIS MENTIROSO QUE EU?

Imagino a cólera que deve ir neste momento no nosso primeiro ministro, o ex-engenheiro José Sócrates. Mas a verdade é ESTA - O PIOR primeiro ministro de sempre em Portugal é, nem mais nem menos, o sr. José Sócrates.
Não sei se estará mais possesso do que quando percebeu que o povo português ficou a saber que afinal ele não era sr. engenheiro de nada, ... que assinou projectos rascas que ele diz serem seus, ... que trabalhava para além do regime de exclusividade que ele diz que era por solidariedade ou coisa que o valha, ... que apareceram fotocópias de habilitações suas rasuradas na Assembleia da República que ele não soube explicar como foi possível, ... que se licenciou a um domingo com um amigo e por fax, depois de ter enviado alguns bilhetinhos na qualidade de governante ao reitor da UNI e que ele diz ter sido tudo uma cortesia, ... que por OPORTUNISMO se transferiu do Politécnico de Coimbra onde tinha médias de 12 e passou para a UNI, no seu ano de abertura, e passou a ter médias de 18 que ele diz que era por estar mais perto de casa, ... que utilizou o portal do governo com a indicação de falsas habilitações que ele NUNCA conseguiu provar serem verdadeiras, ... e por aí em diante
Não sei se estará mais possesso, dizia eu do que em todas as outras ocasiões já referidas, mas lá que está ferido no alto do seu orgulho e arrogância ... está!
Ficamos então agora à espera da próxima sondagem.
Não a do primeiro ministro mais mentiroso de sempre mas sim, a do PORTUGUÊS MAIS MENTIROSO DE SEMPRE.

quinta-feira, 27 de março de 2008

NOVA COLECÇÃO ...

... acabadinhas de chegar e já preparadas para a próxima manifestação.








Ou muito me engano ou nem sequer vão ter tempo de aquecer antes de entrarem em campo ...



A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA ...

Depois da FIDELIDADE no casamento, vem aí o "Divórcio na Hora".


terça-feira, 25 de março de 2008

DESCUBRAM AS DIFERENÇAS !!!

Numa altura em que se pedem responsabilidades à aluna que tratou mal a professora no Carolina Micaelis, ao aluno que filmou as cenas ou aos colegas da turma que assistiram e gozaram com as cenas de brutalidade e má educação, PORQUE não pedir igualmente responsabilidades a quem TAMBÉM teve um comportamento de má educação para com os alunos e tem muita mais responsabilidade?

Ainda hoje, o sr. Valter Lemos referiu que a indisciplina nas escolas vem de fora para dentro (!!) e eu até acho que, neste caso específico, tem toda a razão, a srª ministra levou para dentro da escola toda a indisciplina e violência que podem confirmar

Então comparem e vejam se há alguma diferença entre o comportamento mal educado dos alunos e o comportamento agressivo e mal educado da ministra.
Se uma Ministra se comporta assim com os alunos ... depois admiram-se ...


.
Percebem PORQUÊ que os alunos, com os exemplos que recebem da ministra, se comportam nas salas de aula desta forma com a professora?
.


PERCEBEM PORQUÊ que a INDISCIPLINA na escola está a crescer?
Os exemplos não vêm de cima?

A aluna vai ser expulsa? Então e a ministra vai ser O QUÊ?
A aluna vai fazer serviço cívico? Então e a ministra vai fazer O QUÊ?

VOILÁ !!!!!!!

RECADO DE UM PAI ... PELA CADERNETA


Mais uma caso ... "pontual" de (in)disciplina
Os professores têm de aturar cada coisa ...
.

ESTE PAÍS JÁ CANSA ...

Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS

É cada vez mais importante ouvir estas vozes dissidentes.
Lentamente, muito lentamente... começam a aparecer.

1.
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.
Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer
neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.

2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?
Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres? Criar mais desemprego? nviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos.
Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia parte dos regimes democráticos.

3.
Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se
estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares?
Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.

4.
Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os
deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.
Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?

5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!
O país cansa!
Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais exigentes.
Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

segunda-feira, 24 de março de 2008

DÁ-ME O TELEMÓVEL ... JÁ!!!!!

Mário , Crespo, Jornalista
Tira os adjectivos e ficas com os factos.
Atticus Finch advogado no Alabama, in Não matem a cotovia - Harper Lee. Vi há semanas uma excelente encenação do Cândido de Voltaire, no Maria Matos, em Lisboa. Uma das personagens, o filósofo germânico dr. Pangloss, que encontrava sempre um aspecto redentor em praticamente tudo (já que este era o melhor dos mundos possível), ao desembarcar na frente ribeirinha de Lisboa no dia do terramoto de 1755, vê tudo destruído e no meio das ruínas a gentalha a pilhar num saque sanguinário.
Questionado por Cândido sobre o que era aquilo, responde
"... Isto é o fim do Mundo".
Pivot
Boa noite, uma professora foi agredida na escola Carolina Michaëlis, no Porto.
A cena foi registada em vídeo por um telemóvel e divulgada no YouTube.

(Segue Vídeo 1' 10")

Se o incurável optimista Pangloss tivesse visto o vídeo da aula de Francês no 9.º C, só podia ter comentado que era o fim do Mundo. E foi. O vídeo, a boçalidade dos comentários de quem filmou, os ataques selváticos de quem atacou, a birra criminosa da delinquente a quem tiraram o telemóvel, a indiferença da maioria da turma pelo horror do que se estava a passar mostram o malogro do sistema administrado pelo Ministério da Educação.

"Ha… ha… ha...ha...ha""DÁ-ME O TELEMÓVEL!"

Há um caso exemplar no historial governativo socialista onde Maria de Lurdes Rodrigues podia ir buscar inspiração. Em Março de 2001, depois da queda da ponte de Entre-os-Rios, o ministro da tutela anunciou que se demitiria com efeitos imediatos. Foi a maneira consciente de mostrar responsabilidade.

"Sai da frente... sai da frente!"

Por favor, façam-me a justiça de não considerar sequer que estou a fazer comparações. A enorme crise que atravessa o sistema educativo em Portugal e a queda de uma ponte cheia de pessoas em cima, com as consequentes fatalidades, são situações de gravidade específica que não toleram comparações. O que digo é que a decisão de Jorge Coelho de se retirar de funções porque a ponte de Entre-os-Rios era responsabilidade de vários departamentos do seu ministério, é o modelo de comportamento governativo.

"Ó Rui, ó Rui, ó Ruizinho!"

Maria de Lurdes Rodrigues tem um tremendo desastre entre mãos e contribuiu directamente para ele com as suas políticas de desrespeito de toda a classe docente e com o incompreensível arrazoado de privilégios estatutários garantísticos aos discentes, que estão a condenar toda uma geração e a comprometer o futuro de todo um país.

"Ó gorda, ó p (...), sai daí!"

Depois de todos termos, finalmente, visto aquilo que realmente se passa nas nossas escolas, nada pode ficar na mesma. A DREN, que já se devia ter ido embora no escândalo do professor Charrua, tem de sair porque aquela gente obviamente não sabe o que está a fazer. O Conselho Directivo da Carolina Michaëlis tem de ser imediatamente substituído por gente capaz de proibir telemóveis e de impor (não tenham medo da palavra), impor, um ambiente de estudo na escola pública. Reparem que durante o desacato e o linchamento da professora nenhum dos alunos abre a porta da sala de aulas e pede ajuda.

"Sai da frente... sai da frente!"

Isso atesta que já não ocorre aos próprios alunos que haja na escola alguém capaz de impor disciplina e restabelecer a ordem.

"Olha a velha vai cair!"

Por isto a Turma do 9.ºC tem de acabar! Por uma questão de exemplo, os alunos têm de ser dispersos por outras turmas e o 9.º C deve ficar com a sala fechada o resto do ano, numa admoestação clara de que este género de comportamento chegou ao fim. Maria de Lurdes Rodrigues não pode ficar à espera de receber outra vez o apoio do primeiro-ministro. Depois disto, é seu dever sair do cargo. E não é, como diz constantemente, a mais fácil das soluções. É a medida necessária para que haja soluções.

A saída da ministra é, viu-se agora, uma questão de segurança nacional. É a mensagem necessária para a comunidade escolar, alunos e professores, entenderem que o relaxe, a desordem e o experimentalismo desenfreado chegaram ao fim. Que não há protecção política que os salve já da incompetência do Ministério, da DREN e de tudo o mais que nestes três anos nos trouxe à vergonhosa situação que o vídeo do YouTube mostrou ao país e ao Mundo.

Uma questão mais os sindicatos viram as imagens de um crime a ser cometido em público contra uma professora. Façam o que devem. Façam as devidas queixas-crime contra a aluna agressora e contra quem filmou e usou abusiva e ilegalmente da imagem da professora a ser martirizada. O crime foi visto por todos. O Ministério Público tem competência para mover o adequado processo contra esses alunos. Cumpram o vosso dever sem tibiezas palavrosas. Já não se pode perder mais tempo com disparates. Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras

http://jn.sapo.pt/2008/03/24/opiniao/dame_o_telemovel_ja.html

sábado, 22 de março de 2008

LUIS FILIPE VIEIRA ... SE A CORRUPÇÃO FOSSE MÚSICA ELE ERA O SERAFIM SAUDADE!

Até a "música Pimba", soa melhor.
É, de facto, preciso ter descaramento.!!!!!!
Anda este "verdadeiro artista" a telefonar ao Valentim Loureiro e Pinto de Sousa para que lhe mandassem ou o árbitro Paulo Paraty ou o árbitro João Ferreira para um "determinado" jogo da Taça de Portugal e depois ainda vem falar pelos cotovelos do "Apito da Costa" ...

Sim, a gente sabe que é para lavagem dessa atitude CORRUPTA de telefonar para arranjar árbitros, a gente sabe isso ...

Agora ... no dia 15 de Setembro desta época desportiva, ter oferecido uma peça de cristal ao árbitro Rui Silva no jogo com o Naval .. é preciso ter mesmo descaramento. A não ser que ele desta vez ache bem o ouro que foi oferecido aos árbitros em Gondomar ou as prostitutas que foram oferecidas ao árbitro Jacinto Paixão, pelo Clube de Futebol da Fruta.Que coisa MAIS RIDÍCULA, ao ponto mais hipócrita a que uma pessoa consegue chegar ....!!!!
NOJO, SABUJICE!!!!

Tal como esse senhor presidente do Naval, um dos implicados no Apito Douradoe que também andou de telemóvel em punho ... vem agora queixar-se que o LFV andou a oferecer prendas ao árbitro. Há com cada cromo ...

Nem sei se estou acordado ou a dormir, se vivo em Portugal ou no Burkina Faso!
Isto está bonito, está ...

sexta-feira, 21 de março de 2008

UM SONETO À MINISTRA DA EDUCAÇÃO

Soneto à Camões

Tão mesquinha e tão vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.
Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.
Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:
Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!

UM PONTO DA SITUAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ... PELA BLOGOSFERA



Coimbra é uma lição. Os pedidos de suspensão da avaliação de desempenho alastram
Aumenta em todo o país o número de escolas que suspenderam ou pretendem suspender o processo de avaliação. Só para falar no centro do país, é o caso do agrupamento de escolas de Montemor-o-Velho mas também de mais 20 agrupamentos de escolas e escolas secundárias do distrito de Coimbra, entre as quais, Avelar Brotero, D.Duarte, Jaime Cortesão, José Falcão, Quinta das Flores e Infanta D. Maria, a primeira escola pública do ranking — cujos presidentes apelaram hoje à ministra da Educação para suspender aquele processo até ao final do ano lectivo.
Segundo o jornal “ O Sol”, os Agrupamentos que tomaram uma posição conjunta são:
Infanta D. Maria - Silva Gaio - São Silvestre - Martim de Freitas
Pedrulha - Alice Gouveia - Avelar Brotero - D.Duarte
Jaime Cortesão - Quinta das Flores - Escolas de Taveiro - Ceira
Eugénio de Castro - Soure - Lousã - Penela - Góis - Poiares
Álvaro Viana de Lemos - José Falcão - Lousã


Professores das escolas de Montemor-o-Velho aprovam suspensão do processo de avaliação de desempenho
Num encontro convocado com o objectivo de calendarizar os procedimentos, 94 dos 99 docentes presentes votaram uma resolução a exigir a suspensão do processo. A resolução foi aprovada ontem.


Em Santarém, tem havido reuniões dos PCEs para aprovação de orientações comuns mas o processo de avaliação ainda não começou
Os agrupamentos de escolas de Santarém não suspenderam os procedimentos de avaliação mas ainda não aprovaram formalmente os instrumentos de registo. Tem havido reuniões periódicas com todos os presidentes dos conselhos executivos, no sentido de encontrar linhas orientadoras comuns a todos, nomeadamente no que diz respeito à construção dos registos de avaliação. Os PCEs estão a ponderar a hipótese de avaliar os contratados com procedimentos simplificados e sem assistência a aulas.

ALBINO ALMEIDA - O VERDADEIRO EMPLASTRO DA MINISTRA

Não parecem restar dúvidas sobre a qualidade de "pedagogo" e tribuno defensor do "novo paradigma" para a escola pública.
Vale a pena estarmos atentos As sábias e eloquentes palavras de Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), quando, a propósito do lamentável episódio do vídeo "Altamente!! - do 9º C" do Carolina Micaelis “repudia o comportamento da aluna”, e se solidariza (?!) com a docente, ressalvando ser preciso ouvir os argumentos de ambas as partes para ajuizar.

De facto, não dá ponta sem nó, já faltava, como sempre, este apêndice próprio de quem é completamente ignorante do que hoje se passa nas escolas em Portugal:
Se além de apresentar um comportamento indesculpável e inaceitável, a estudante for culposa e dolosa, ou seja, se não tiver razões que justifiquem o telemóvel, deverá ter uma pena das mais graves - mas nunca a expulsão”.
Sabem porquê? Ele explica, ora vejam:

Se não estiver na escola, a aluna estará na rua em perigo. As sanções a aplicar devem obedecer a uma estratégia de reinserção, levando-a a reflectir sobre a sua conduta”.

Então mas este "homem" não conhece a legislação? Não sabe o que ela diz a propósito da expulsão?
E, está preocupada por a aluna cair na rua? Então mas na rua não anda ela e todos os alunos que não têm educação em casa e que as famílias pensam que são os professores que têm necessidade de lhes dar essa educação falhada?
Porquê que NUNCA se refere à falta de educação que os pais e encarregados de educação que ele representa, têm? PORQUÊ.
E já tardava a necessidade de ter de ouvir as duas partes e aferir se, a professora faltou às suas obrigações ou não e se a aluna tem justificativos para o uso do telemóvel.
E depois, ainda por cima, vem com a balela de que se os motivos forem justificado, como por exemplo doença, essa atitude de uso do telemóvel na aula, tem toda a razão de ser.
Então e para que servem os telefones da escola? Como era no seu tempo? Os professores, em caso de doença, não estão atentos?
Valha-me Nossa Senhora dos Emplastros!
Já não bastava a pedopsiquiatra que esteve no noticiário da SIC dizer que é preciso compreender os jovens ... que a aluna respondeu daquela maneira porque o telemóvel "é uma extensão do seu corpo, como é um braço ou uma perna" na onda do Daniéis Sampaios e outros que tal!
Já nem a Deus sou capaz de pedir ajuda!
Eis a VERGONHA que deve enojar todo o Povo Português à excepção do sr. Albino Almeida, da ministra Maria de Lurdes e dos seus secretários Valter Lemos e Jorge Pedreira, e do nosso primeiro ministro José ´Sócrates, "licenciado" a um domingo pelos amigos com um FAX.
É este o nosso Portugal ... dos pequeninos!!

EMÍDIO RANGEL - HOLLIGAN MENTIROSO - MAIS VALIA TER FICADO CALADO




Costuma dizer-se que uma mentira muitas vezes repetida acaba por ser verdade: Há muitos exemplos na História e nas estórias de alguns homens públicos.
Ao longo dos últimos anos, que, reparando bem, já são muitos, Emídio Rangel, quando é entrevistado, repete - sempre da mesma maneira - muitas mentiras que já fazem parte da sua biografia oficial.
Não tenho nada contra o modo como ele tem construído a sua vida , a sua carreira ,e até reconheço e aprecio a sua marca nas principais mudanças na maneira de fazer Rádio e Televisão em Portugal.
Por isso não me proponho analisar todas as mentiras repetidas sistematicamente - algumas delas são mesmo pequenas mentirinhas - nem alguns dos seus métodos de trabalho, onde os fins normalmente justificam os meios.Todavia, já estou cansado daquela estória - que está a virar História - da fuga heróica de Angola.
A verdade é que Emídio Rangel fugiu como dezenas de milhares de outros colonos, no contexto de uma conjuntura política que não entenderam e com o medo natural de terem que suportar uma guerra que achavam não lhes dizer respeito.
Estava, portanto, no seu direito - fugir.Mas, a fuga de Emídio Rangel não foi uma simples fuga. Foi, igualmente, uma traição, já que, ao contrário do que sempre vem afirmando ao longo dos anos, ele era um militante "engajado" do MPLA.
Também ao contrário do que sugere em todas as entrevistas, os tiros que aconteceram na madrugada em que fugiu não eram surpresa para ele, uma vez que sabia dos planos para o início da guerra entre os então movimentos de libertação( MPLA contra UNITA/FNLA).
Ele sabia dos planos e, nesse contexto, tinha assumido responsabilidades de comando de um grupo de soldados praticamente sem experiência, que acabaram por se bater sózinhos nesssa guerra, iniciada na madrugada de 20 para 21 de Agosto, altura em que ele fugiu, traindo os homens que deveria ter comandado.Apesar da fuga dele (planeada durante meses - soube-se depois), o MPLA ganhou a contenda e a 23 de Agosto UNITA/FNLA assinaram a rendição.Também contrariamente ao que ele sugere, o exército sul-africano não estava ainda em território angolano. É verdade que se tinha concentrado na fronteira, mas, do ponto de vista dele, o perigo acabava logo que passasse a linha.
Quanto às ameaças - que lhe foram transmitidas "por um jornalista ainda hoje na RDP de Coimbra" não é, seguramente, mentira, mas uma verdade para dar côr à estória. É que todos os militantes do MPLA, sobretudo os que, por alguma razão especial se destacavam na vida da cidade, foram ameaçados, quer pela UNITA, quer pelas BJR's da FNLA. A alguns deles fizeram pior: ameaçaram-lhes os filhos.Só mais um pormenor relativo a esta estória, que sendo uma pequena mentira, não deixa de ser uma grande injustiça:; quem o salvou das garras da secreta sul-africana, que o tinha idenficidado como militante activo do MPLA, foi um outro colega de profissão, de nome Diamantinmo Pereira Monteiro, esse sim sem qualquer ligação política e que arriscou ficar preso em sua substituição, e por isso, teve que suportar por mais algum tempo as condições horríveis dos campos de "concentração" em que foram armazenados os colonos fugitivos de Angola.
Como se vê, as omissões também fazem parte desta estória de Rangel, contada em capítulos oportunos.
Além do nome de Pereira Monteiro, há o de Mário Gomes, o tal piloto que levou os pais de avião para Whindoek e o de Saraiva Coutinho, o "ainda hoje jornalista da RDP em Coimbra" .Na entrevista da revista "Sábado" que me fizeram chegar via Net, Rangel não se refere ao 25 de Abril de 1974, mas, já agora, não quero deixar passar uma outra mentira muito propalada em outras, nomeadamente uma feita por Batista Bastos. Emídio Rangel não era o director da Rádio Comercial de Angola naquela altura e, por isso, não deu instruções nenhumas para que a Revolução de Lisboa fosse noticiada.
Por acaso até conheço a pessoa que era director daquela estação de rádio ao tempo e bem me lembro que ela se transformou, nesse mesmo dia, na primeira voz livre de Angola.Quanto a outras mentiras que "o velho leão" tem vindo a propalar: é preciso cuidado, porque as pessoas podem cansar-se. Tal como dizia Nheru, referindo-se à ocupação portuguesa de Goa, Damão e Diu: não se pode confundir pacifismo com cobardia.
Alguém avise o Emídio que é melhor servir-se dos seus méritos, das suas qualidades de grande condutor de equipas (desde que não seja contestado), que são muitas, do que continuar a efabular com coisas que já passaram há muitos anos e que só já têm importância para os que, lembrando-as, voltam a sentir-se miseravelmente traídos. E depois, há um perigo de as verdades se trasnformarem em cerejas.

E já agora: fico desejando que recupere completamente dos problemas de saúde que o têm afligido e que volte às lides, para, pelo menos, fazer justiça a alguns amigos (verdadeiros), de quem sempre se serviu para, depois, atirar para o caixote dos ostracizados, uma condição que agora reclama para si próprio, mas que não é verdadeira - outra pequena mentira...