BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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terça-feira, 25 de março de 2008

DESCUBRAM AS DIFERENÇAS !!!

Numa altura em que se pedem responsabilidades à aluna que tratou mal a professora no Carolina Micaelis, ao aluno que filmou as cenas ou aos colegas da turma que assistiram e gozaram com as cenas de brutalidade e má educação, PORQUE não pedir igualmente responsabilidades a quem TAMBÉM teve um comportamento de má educação para com os alunos e tem muita mais responsabilidade?

Ainda hoje, o sr. Valter Lemos referiu que a indisciplina nas escolas vem de fora para dentro (!!) e eu até acho que, neste caso específico, tem toda a razão, a srª ministra levou para dentro da escola toda a indisciplina e violência que podem confirmar

Então comparem e vejam se há alguma diferença entre o comportamento mal educado dos alunos e o comportamento agressivo e mal educado da ministra.
Se uma Ministra se comporta assim com os alunos ... depois admiram-se ...


.
Percebem PORQUÊ que os alunos, com os exemplos que recebem da ministra, se comportam nas salas de aula desta forma com a professora?
.


PERCEBEM PORQUÊ que a INDISCIPLINA na escola está a crescer?
Os exemplos não vêm de cima?

A aluna vai ser expulsa? Então e a ministra vai ser O QUÊ?
A aluna vai fazer serviço cívico? Então e a ministra vai fazer O QUÊ?

VOILÁ !!!!!!!

RECADO DE UM PAI ... PELA CADERNETA


Mais uma caso ... "pontual" de (in)disciplina
Os professores têm de aturar cada coisa ...
.

ESTE PAÍS JÁ CANSA ...

Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS

É cada vez mais importante ouvir estas vozes dissidentes.
Lentamente, muito lentamente... começam a aparecer.

1.
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.
Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer
neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.

2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?
Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres? Criar mais desemprego? nviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos.
Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia parte dos regimes democráticos.

3.
Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se
estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares?
Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.

4.
Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os
deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.
Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?

5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!
O país cansa!
Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais exigentes.
Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

segunda-feira, 24 de março de 2008

DÁ-ME O TELEMÓVEL ... JÁ!!!!!

Mário , Crespo, Jornalista
Tira os adjectivos e ficas com os factos.
Atticus Finch advogado no Alabama, in Não matem a cotovia - Harper Lee. Vi há semanas uma excelente encenação do Cândido de Voltaire, no Maria Matos, em Lisboa. Uma das personagens, o filósofo germânico dr. Pangloss, que encontrava sempre um aspecto redentor em praticamente tudo (já que este era o melhor dos mundos possível), ao desembarcar na frente ribeirinha de Lisboa no dia do terramoto de 1755, vê tudo destruído e no meio das ruínas a gentalha a pilhar num saque sanguinário.
Questionado por Cândido sobre o que era aquilo, responde
"... Isto é o fim do Mundo".
Pivot
Boa noite, uma professora foi agredida na escola Carolina Michaëlis, no Porto.
A cena foi registada em vídeo por um telemóvel e divulgada no YouTube.

(Segue Vídeo 1' 10")

Se o incurável optimista Pangloss tivesse visto o vídeo da aula de Francês no 9.º C, só podia ter comentado que era o fim do Mundo. E foi. O vídeo, a boçalidade dos comentários de quem filmou, os ataques selváticos de quem atacou, a birra criminosa da delinquente a quem tiraram o telemóvel, a indiferença da maioria da turma pelo horror do que se estava a passar mostram o malogro do sistema administrado pelo Ministério da Educação.

"Ha… ha… ha...ha...ha""DÁ-ME O TELEMÓVEL!"

Há um caso exemplar no historial governativo socialista onde Maria de Lurdes Rodrigues podia ir buscar inspiração. Em Março de 2001, depois da queda da ponte de Entre-os-Rios, o ministro da tutela anunciou que se demitiria com efeitos imediatos. Foi a maneira consciente de mostrar responsabilidade.

"Sai da frente... sai da frente!"

Por favor, façam-me a justiça de não considerar sequer que estou a fazer comparações. A enorme crise que atravessa o sistema educativo em Portugal e a queda de uma ponte cheia de pessoas em cima, com as consequentes fatalidades, são situações de gravidade específica que não toleram comparações. O que digo é que a decisão de Jorge Coelho de se retirar de funções porque a ponte de Entre-os-Rios era responsabilidade de vários departamentos do seu ministério, é o modelo de comportamento governativo.

"Ó Rui, ó Rui, ó Ruizinho!"

Maria de Lurdes Rodrigues tem um tremendo desastre entre mãos e contribuiu directamente para ele com as suas políticas de desrespeito de toda a classe docente e com o incompreensível arrazoado de privilégios estatutários garantísticos aos discentes, que estão a condenar toda uma geração e a comprometer o futuro de todo um país.

"Ó gorda, ó p (...), sai daí!"

Depois de todos termos, finalmente, visto aquilo que realmente se passa nas nossas escolas, nada pode ficar na mesma. A DREN, que já se devia ter ido embora no escândalo do professor Charrua, tem de sair porque aquela gente obviamente não sabe o que está a fazer. O Conselho Directivo da Carolina Michaëlis tem de ser imediatamente substituído por gente capaz de proibir telemóveis e de impor (não tenham medo da palavra), impor, um ambiente de estudo na escola pública. Reparem que durante o desacato e o linchamento da professora nenhum dos alunos abre a porta da sala de aulas e pede ajuda.

"Sai da frente... sai da frente!"

Isso atesta que já não ocorre aos próprios alunos que haja na escola alguém capaz de impor disciplina e restabelecer a ordem.

"Olha a velha vai cair!"

Por isto a Turma do 9.ºC tem de acabar! Por uma questão de exemplo, os alunos têm de ser dispersos por outras turmas e o 9.º C deve ficar com a sala fechada o resto do ano, numa admoestação clara de que este género de comportamento chegou ao fim. Maria de Lurdes Rodrigues não pode ficar à espera de receber outra vez o apoio do primeiro-ministro. Depois disto, é seu dever sair do cargo. E não é, como diz constantemente, a mais fácil das soluções. É a medida necessária para que haja soluções.

A saída da ministra é, viu-se agora, uma questão de segurança nacional. É a mensagem necessária para a comunidade escolar, alunos e professores, entenderem que o relaxe, a desordem e o experimentalismo desenfreado chegaram ao fim. Que não há protecção política que os salve já da incompetência do Ministério, da DREN e de tudo o mais que nestes três anos nos trouxe à vergonhosa situação que o vídeo do YouTube mostrou ao país e ao Mundo.

Uma questão mais os sindicatos viram as imagens de um crime a ser cometido em público contra uma professora. Façam o que devem. Façam as devidas queixas-crime contra a aluna agressora e contra quem filmou e usou abusiva e ilegalmente da imagem da professora a ser martirizada. O crime foi visto por todos. O Ministério Público tem competência para mover o adequado processo contra esses alunos. Cumpram o vosso dever sem tibiezas palavrosas. Já não se pode perder mais tempo com disparates. Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras

http://jn.sapo.pt/2008/03/24/opiniao/dame_o_telemovel_ja.html

sábado, 22 de março de 2008

LUIS FILIPE VIEIRA ... SE A CORRUPÇÃO FOSSE MÚSICA ELE ERA O SERAFIM SAUDADE!

Até a "música Pimba", soa melhor.
É, de facto, preciso ter descaramento.!!!!!!
Anda este "verdadeiro artista" a telefonar ao Valentim Loureiro e Pinto de Sousa para que lhe mandassem ou o árbitro Paulo Paraty ou o árbitro João Ferreira para um "determinado" jogo da Taça de Portugal e depois ainda vem falar pelos cotovelos do "Apito da Costa" ...

Sim, a gente sabe que é para lavagem dessa atitude CORRUPTA de telefonar para arranjar árbitros, a gente sabe isso ...

Agora ... no dia 15 de Setembro desta época desportiva, ter oferecido uma peça de cristal ao árbitro Rui Silva no jogo com o Naval .. é preciso ter mesmo descaramento. A não ser que ele desta vez ache bem o ouro que foi oferecido aos árbitros em Gondomar ou as prostitutas que foram oferecidas ao árbitro Jacinto Paixão, pelo Clube de Futebol da Fruta.Que coisa MAIS RIDÍCULA, ao ponto mais hipócrita a que uma pessoa consegue chegar ....!!!!
NOJO, SABUJICE!!!!

Tal como esse senhor presidente do Naval, um dos implicados no Apito Douradoe que também andou de telemóvel em punho ... vem agora queixar-se que o LFV andou a oferecer prendas ao árbitro. Há com cada cromo ...

Nem sei se estou acordado ou a dormir, se vivo em Portugal ou no Burkina Faso!
Isto está bonito, está ...

sexta-feira, 21 de março de 2008

UM SONETO À MINISTRA DA EDUCAÇÃO

Soneto à Camões

Tão mesquinha e tão vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.
Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.
Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:
Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!

UM PONTO DA SITUAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ... PELA BLOGOSFERA



Coimbra é uma lição. Os pedidos de suspensão da avaliação de desempenho alastram
Aumenta em todo o país o número de escolas que suspenderam ou pretendem suspender o processo de avaliação. Só para falar no centro do país, é o caso do agrupamento de escolas de Montemor-o-Velho mas também de mais 20 agrupamentos de escolas e escolas secundárias do distrito de Coimbra, entre as quais, Avelar Brotero, D.Duarte, Jaime Cortesão, José Falcão, Quinta das Flores e Infanta D. Maria, a primeira escola pública do ranking — cujos presidentes apelaram hoje à ministra da Educação para suspender aquele processo até ao final do ano lectivo.
Segundo o jornal “ O Sol”, os Agrupamentos que tomaram uma posição conjunta são:
Infanta D. Maria - Silva Gaio - São Silvestre - Martim de Freitas
Pedrulha - Alice Gouveia - Avelar Brotero - D.Duarte
Jaime Cortesão - Quinta das Flores - Escolas de Taveiro - Ceira
Eugénio de Castro - Soure - Lousã - Penela - Góis - Poiares
Álvaro Viana de Lemos - José Falcão - Lousã


Professores das escolas de Montemor-o-Velho aprovam suspensão do processo de avaliação de desempenho
Num encontro convocado com o objectivo de calendarizar os procedimentos, 94 dos 99 docentes presentes votaram uma resolução a exigir a suspensão do processo. A resolução foi aprovada ontem.


Em Santarém, tem havido reuniões dos PCEs para aprovação de orientações comuns mas o processo de avaliação ainda não começou
Os agrupamentos de escolas de Santarém não suspenderam os procedimentos de avaliação mas ainda não aprovaram formalmente os instrumentos de registo. Tem havido reuniões periódicas com todos os presidentes dos conselhos executivos, no sentido de encontrar linhas orientadoras comuns a todos, nomeadamente no que diz respeito à construção dos registos de avaliação. Os PCEs estão a ponderar a hipótese de avaliar os contratados com procedimentos simplificados e sem assistência a aulas.

ALBINO ALMEIDA - O VERDADEIRO EMPLASTRO DA MINISTRA

Não parecem restar dúvidas sobre a qualidade de "pedagogo" e tribuno defensor do "novo paradigma" para a escola pública.
Vale a pena estarmos atentos As sábias e eloquentes palavras de Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), quando, a propósito do lamentável episódio do vídeo "Altamente!! - do 9º C" do Carolina Micaelis “repudia o comportamento da aluna”, e se solidariza (?!) com a docente, ressalvando ser preciso ouvir os argumentos de ambas as partes para ajuizar.

De facto, não dá ponta sem nó, já faltava, como sempre, este apêndice próprio de quem é completamente ignorante do que hoje se passa nas escolas em Portugal:
Se além de apresentar um comportamento indesculpável e inaceitável, a estudante for culposa e dolosa, ou seja, se não tiver razões que justifiquem o telemóvel, deverá ter uma pena das mais graves - mas nunca a expulsão”.
Sabem porquê? Ele explica, ora vejam:

Se não estiver na escola, a aluna estará na rua em perigo. As sanções a aplicar devem obedecer a uma estratégia de reinserção, levando-a a reflectir sobre a sua conduta”.

Então mas este "homem" não conhece a legislação? Não sabe o que ela diz a propósito da expulsão?
E, está preocupada por a aluna cair na rua? Então mas na rua não anda ela e todos os alunos que não têm educação em casa e que as famílias pensam que são os professores que têm necessidade de lhes dar essa educação falhada?
Porquê que NUNCA se refere à falta de educação que os pais e encarregados de educação que ele representa, têm? PORQUÊ.
E já tardava a necessidade de ter de ouvir as duas partes e aferir se, a professora faltou às suas obrigações ou não e se a aluna tem justificativos para o uso do telemóvel.
E depois, ainda por cima, vem com a balela de que se os motivos forem justificado, como por exemplo doença, essa atitude de uso do telemóvel na aula, tem toda a razão de ser.
Então e para que servem os telefones da escola? Como era no seu tempo? Os professores, em caso de doença, não estão atentos?
Valha-me Nossa Senhora dos Emplastros!
Já não bastava a pedopsiquiatra que esteve no noticiário da SIC dizer que é preciso compreender os jovens ... que a aluna respondeu daquela maneira porque o telemóvel "é uma extensão do seu corpo, como é um braço ou uma perna" na onda do Daniéis Sampaios e outros que tal!
Já nem a Deus sou capaz de pedir ajuda!
Eis a VERGONHA que deve enojar todo o Povo Português à excepção do sr. Albino Almeida, da ministra Maria de Lurdes e dos seus secretários Valter Lemos e Jorge Pedreira, e do nosso primeiro ministro José ´Sócrates, "licenciado" a um domingo pelos amigos com um FAX.
É este o nosso Portugal ... dos pequeninos!!

EMÍDIO RANGEL - HOLLIGAN MENTIROSO - MAIS VALIA TER FICADO CALADO




Costuma dizer-se que uma mentira muitas vezes repetida acaba por ser verdade: Há muitos exemplos na História e nas estórias de alguns homens públicos.
Ao longo dos últimos anos, que, reparando bem, já são muitos, Emídio Rangel, quando é entrevistado, repete - sempre da mesma maneira - muitas mentiras que já fazem parte da sua biografia oficial.
Não tenho nada contra o modo como ele tem construído a sua vida , a sua carreira ,e até reconheço e aprecio a sua marca nas principais mudanças na maneira de fazer Rádio e Televisão em Portugal.
Por isso não me proponho analisar todas as mentiras repetidas sistematicamente - algumas delas são mesmo pequenas mentirinhas - nem alguns dos seus métodos de trabalho, onde os fins normalmente justificam os meios.Todavia, já estou cansado daquela estória - que está a virar História - da fuga heróica de Angola.
A verdade é que Emídio Rangel fugiu como dezenas de milhares de outros colonos, no contexto de uma conjuntura política que não entenderam e com o medo natural de terem que suportar uma guerra que achavam não lhes dizer respeito.
Estava, portanto, no seu direito - fugir.Mas, a fuga de Emídio Rangel não foi uma simples fuga. Foi, igualmente, uma traição, já que, ao contrário do que sempre vem afirmando ao longo dos anos, ele era um militante "engajado" do MPLA.
Também ao contrário do que sugere em todas as entrevistas, os tiros que aconteceram na madrugada em que fugiu não eram surpresa para ele, uma vez que sabia dos planos para o início da guerra entre os então movimentos de libertação( MPLA contra UNITA/FNLA).
Ele sabia dos planos e, nesse contexto, tinha assumido responsabilidades de comando de um grupo de soldados praticamente sem experiência, que acabaram por se bater sózinhos nesssa guerra, iniciada na madrugada de 20 para 21 de Agosto, altura em que ele fugiu, traindo os homens que deveria ter comandado.Apesar da fuga dele (planeada durante meses - soube-se depois), o MPLA ganhou a contenda e a 23 de Agosto UNITA/FNLA assinaram a rendição.Também contrariamente ao que ele sugere, o exército sul-africano não estava ainda em território angolano. É verdade que se tinha concentrado na fronteira, mas, do ponto de vista dele, o perigo acabava logo que passasse a linha.
Quanto às ameaças - que lhe foram transmitidas "por um jornalista ainda hoje na RDP de Coimbra" não é, seguramente, mentira, mas uma verdade para dar côr à estória. É que todos os militantes do MPLA, sobretudo os que, por alguma razão especial se destacavam na vida da cidade, foram ameaçados, quer pela UNITA, quer pelas BJR's da FNLA. A alguns deles fizeram pior: ameaçaram-lhes os filhos.Só mais um pormenor relativo a esta estória, que sendo uma pequena mentira, não deixa de ser uma grande injustiça:; quem o salvou das garras da secreta sul-africana, que o tinha idenficidado como militante activo do MPLA, foi um outro colega de profissão, de nome Diamantinmo Pereira Monteiro, esse sim sem qualquer ligação política e que arriscou ficar preso em sua substituição, e por isso, teve que suportar por mais algum tempo as condições horríveis dos campos de "concentração" em que foram armazenados os colonos fugitivos de Angola.
Como se vê, as omissões também fazem parte desta estória de Rangel, contada em capítulos oportunos.
Além do nome de Pereira Monteiro, há o de Mário Gomes, o tal piloto que levou os pais de avião para Whindoek e o de Saraiva Coutinho, o "ainda hoje jornalista da RDP em Coimbra" .Na entrevista da revista "Sábado" que me fizeram chegar via Net, Rangel não se refere ao 25 de Abril de 1974, mas, já agora, não quero deixar passar uma outra mentira muito propalada em outras, nomeadamente uma feita por Batista Bastos. Emídio Rangel não era o director da Rádio Comercial de Angola naquela altura e, por isso, não deu instruções nenhumas para que a Revolução de Lisboa fosse noticiada.
Por acaso até conheço a pessoa que era director daquela estação de rádio ao tempo e bem me lembro que ela se transformou, nesse mesmo dia, na primeira voz livre de Angola.Quanto a outras mentiras que "o velho leão" tem vindo a propalar: é preciso cuidado, porque as pessoas podem cansar-se. Tal como dizia Nheru, referindo-se à ocupação portuguesa de Goa, Damão e Diu: não se pode confundir pacifismo com cobardia.
Alguém avise o Emídio que é melhor servir-se dos seus méritos, das suas qualidades de grande condutor de equipas (desde que não seja contestado), que são muitas, do que continuar a efabular com coisas que já passaram há muitos anos e que só já têm importância para os que, lembrando-as, voltam a sentir-se miseravelmente traídos. E depois, há um perigo de as verdades se trasnformarem em cerejas.

E já agora: fico desejando que recupere completamente dos problemas de saúde que o têm afligido e que volte às lides, para, pelo menos, fazer justiça a alguns amigos (verdadeiros), de quem sempre se serviu para, depois, atirar para o caixote dos ostracizados, uma condição que agora reclama para si próprio, mas que não é verdadeira - outra pequena mentira...

FALSOS ENGENHEIROS? ... AHAHAHAHAHAHAH

E afinal de contas onde é que está o problema?
Já se esqueceram que ao ex-engenheiro José Sócrates não lhe aconteceu nada?
E já agora, para além do ESCÂNDALO da sua "licenciatura" na Universidade Independente, também não foi no Politécnico de Coimbra que ele tirou o bacharel de Engenheiro Técnico?
Querem ver, querem ver ...
Se cavarem mais um bocadinho ainda nos vão surpreender ... ehehehehehe
Quer dizer ... surpreender, surpreender ... não sei ... depois das assinaturas nos projectos do amigo que trabalhava na Câmara Municipal da Guarda e que ele diz serem obra sua (eu até tinha vergonha daquelas casas em cima de currais !!! - ver AQUI), depois do incumprimento pelo dever de exclusividade e que ao que parece os "extras" eram todos por solidariedade ... ehehehehe ... alguém se surpreende com este PINÓQUIO?
É só ver o seu nariz a crescer dia-a-dia!!!!

REGIME DISCIPLINAR NAS ESCOLAS

"Novo regime disciplinar retirou poderes à escola
Num caso ocorrido em Dezembro, na mesma escola onde foi feito o vídeo colocado no YouTube, a DREN impediu expulsão de aluna agressora"
A Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, também foi o palco de um episódio de violência ocorrido em Dezembro passado que ninguém filmou. O alvo foi uma professora de Português e a agressora uma aluna, desta feita do 10.º ano. Só que, neste caso, os cabelos puxados pela aluna à professora num corredor da escola, depois de discussão acesa na sala de aula, deram lugar a um processo disciplinar. E por duas vezes o conselho de turma decidiu expulsar a adolescente. Contudo, com base num recurso interposto pelos pais da aluna, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) decidiu amenizar a medida disciplinar e optou por transferir a jovem de escola. É que a expulsão até foi revogada pelo novo Estatuto do Aluno aprovado por este Governo. A história foi relatada ao PÚBLICO por vários professores da escola, que confrontou ontem a DREN, através do assessor de imprensa do Ministério da Educação, Rui Nunes.
A história desta agressão começa com uma discussão acesa sobre uma nota. A aluna decide abandonar a sala sem autorização da professora e, quando esta tenta impedi-la, o caso complica-se. A aluna acaba a puxar os cabelos à professora em pleno corredor da escola.Mas o guião não termina aqui. Chamada à escola, a mãe da aluna ameaça bater na presidente do conselho executivo, sendo necessária a intervenção da PSP. A senhora é detida e obrigada a pagar uma multa. A filha teve mais sorte. Apesar de o conselho de turma disciplinar ter decidido, face à gravidade do sucedido, aplicar a mais severa medida sancionatória, a expulsão, a jovem acabou apenas por ser transferida em Janeiro para a Escola João Gonçalves Zarco, em Matosinhos, para onde já tinha intenção de ir. Isto, porque a DREN chamou a si o processo, decidindo a transferência da aluna, após os seus pais terem interposto dois recursos. Da primeira vez, a DREN aceitou a contestação da escola e enviou o caso novamente ao conselho de turma, que voltou a aplicar a expulsão.
Os pais repetiram o recurso alegando questões formais e a escola contestou novamente os argumentos. Mas desta vez a DREN decide chamar a si o processo e aplicar a medida de transferência. O facto de os recursos terem um efeito suspensivo, o que significava que a aluna continuava na escola, gerava uma situação que estava a indignar muitos professores. A transferência resolveu esta questão prática, mas no espírito de muitos ficou a convicção de que a intervenção da DREN resultou na impunidade da aluna. Um deles é Fernando Charrua, que acredita que a direcção regional aplicou a lei por antecipação, já que uns dias depois é publicado o novo estatuto do aluno que revoga a expulsão como medida disciplinar. João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação, diz que o novo estatuto tem como objectivo facilitar estes processos, mas explica que o modelo ainda não passou do papel. "O novo regime disciplinar, na prática, está adiado até ao final deste ano lectivo porque as escolas ainda não adaptaram os seus regulamentos internos ao novo estatuto", afirma.
O PÚBLICO comparou os dois regimes e verificou que a principal diferença reside na perda de importância do conselho de turma disciplinar, na nova versão. Este órgão colegial, constituído pelo presidente do conselho executivo, pelos professores da turma e por um representante dos pais, deixa de ter competência para decidir as medidas disciplinares mais pesadas e passa a ser um mero órgão consultivo. A maior parte das vezes facultativo. Quem passa a ter competência para decidir as sanções disciplinares é o presidente do conselho executivo, que está mais limitado nas medidas que pode aplicar.
Das cinco existentes na versão inicial do estatuto, só restam três: a repreensão registada, a suspensão da escola até 10 dias úteis e a transferência de escola. Acontece que esta última é da competência dos directores regionais. Excepcionalmente, os professores podem aplicar a repreensão registada, mas apenas quando a infracção disciplinar for provocada na sua sala de aula.

sábado, 15 de março de 2008

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS - MANIFESTO "ANTI-LURDES"


Basta pum, basta!!!
Uma geração de professores que consente deixar-se representar por uma Lurdes é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
Uma geração de professores com uma Lurdes a cavalo é um burro impotente!
Uma geração de professores com uma Lurdes ao leme é uma canoa em seco!
A Lurdes é uma cigana!
A Lurdes é meio cigana!
A Lurdes saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ela faz!
A Lurdes pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas!
A Lurdes é uma habilidosa!
A Lurdes veste-se mal!
A Lurdes usa ceroulas de malha!
A Lurdes especula e inocula os concubinos!
A Lurdes é Lurdes!
A Lurdes é Maria!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
A Lurdes fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!
E a Lurdes teve claque! E a Lurdes teve palmas! E a Lurdes agradeceu!
A Lurdes é uma ciganã!
Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como a Lurdes! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Lurdes!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
A Lurdes nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
A Lurdes é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro!
A Lurdes é um soneto dele-próprio!
A Lurdes em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.
A Lurdes nua é horrorosa!
A Lurdes cheira mal da boca!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
A Lurdes é o escárnio da consciência!
Se a Lurdes é portuguêsa eu quero ser espanhol!
A Lurdes é a vergonha da intelectualidade portuguesa!
A Lurdes é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar a Lurdes!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó da Lurdes!
E ainda há quem duvide que a Lurdes não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!
Vocês não sabem quem é a soror Mariana da Lurdes? Eu vou-lhes contar:
(...)
Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela gritar desalmadamente plo seu Noel. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral da Lurdes.
A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana-alLurdescufurado que tinha cheliques e exageros sexuais.
Continue a senhora Lurdes a escrever assim que há-de ganhar muito com o Alcufurado e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes pró seu monumento erecto por subscrição nacional do "Século" a favor dos feridos da guerra, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Maria de Lurdes, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta "Maria Lurdes" e pasta Lurdes prós dentes, e graxa Lurdes prás botas e Niveína Lurdes, e comprimidos Lurdes, e autoclismos Lurdes e Lurdes, Lurdes, Lurdes, Lurdes... E limonadas Lurdes- Magnésia.
E fique sabendo a Lurdes que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é a Lurdes que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.
E fique sabendo a Lurdes que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.
Mas julgais que nisto se resume literatura portuguesa? Não Mil vezes não!
Temos, além disto o Chianca que já fez rimas prá Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos Castelhanos pra ser a derrota do Chianca.
E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avózinha! E as infelicidades de Ramada Curto! E o talento insólito de Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só pra homem do ilustríssimos excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o frei Matta Nunes Moxo! E a Inês Sifilítica do Faustino! E as imbecelidades do Sousa Costa! E mais pedantices da Lurdes! E Alberto Sousa, a Lurdes do desenho! E os jornalistas do Século e da Capital e do Notícias e do Paiz e do Dia e da Nação e da República e da Lucta e de todos, todos os jornais! E os actores de todos os teatros! E todos os pintores das Belas-Artes e todos os artistas de Portugal que eu não gosto. E os da Águia do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez do Oldemiro César e o Dr. José de Figueiredo Amante do Museu e ah oh os Sousa Pinto hu hi e os burros de cacilhas e os menos do Alfredo Guisado! E (o) raquítico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Lucta a quem Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Arte(s)! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camacho, os Cunha, os Carneiro, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mântua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas e todas as Lurdes que houver por aí!!!!!!!!!
E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!...
E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa da Lurdes!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus!
O entulho das desvantagens e dos sobejos!
Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
José de Almada Negreiros
Poeta d'Orpheu
Futurista E Tudo

sexta-feira, 14 de março de 2008

PROTESTOS NAS ESCOLAS - O CORDÃO HUMANO

As manifestações de protesto não param. Na escola secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, em Esgueira, (Aveiro) esta foi mais uma semana de protestos. Depois do regresso da manifestação da INDIGNAÇÃO pela forma como o Ensino, a Educação e os Professores têm estado a ser tratados por uma equipa ministerial incompetente e raivosa, iniciou-se um programa de protestos que culminaram hoje, dia 14, com uma sessão de cantigas à porta da escola e que juntou uma centena de professores .
Na véspera, dia 13, o sucesso do cordão humano à volta da escola foi filmado pela SIC que noticiou às 13horas durante o Telejornal. No dia anterior, dia 12, promoveu-se a leitura de um texto apoiado pela maioria dos professores presentes (1 abstenção) e no dia 11, terça-feira, pintaram-se cartazes e colocou-se LUTO à volta de toda a escola.

terça-feira, 11 de março de 2008

SPORT LISBOA E BENFICA ... UM CEMITÉRIO DE TREINADORES

Com este Luis Filipe Vieria - o homem que telefonou a Valentim Loureiro e Pinto de Sousa para pedir os árbitros Paulo Paraty ou o João Ferreira para a Taça de Portugal - já vão 7 (sete) treinadores.

Quem será o próximo a enterrar?

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES EM LISBOA

Afinal não havia só comunistas, também havia socialistas ... e que socialistas.
Na foto a mulher de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa ... aos gritos !!!!



JOSÉ SÓCRATES, A SOVENCO E ... A MENTIRA QUE ATÉ JÁ CHATEIA

Recentemente, chegou-me mais um email que uma vez mais nos deve envergonhar.

A TODOS os portugueses!!

"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço" - deverá pensar em surdina José Sócrates, como se todos fossemos parvos. O exemplo que devia vir de cima, NÃO VEM, tal como foram já vários os casos passados com o ex-engenheiro José Sócrates, desde o rocambolesco e oportunista "Diploma" de licenciatura em Engenharia Civil, tirada a um domingo com professores amigos até aos mais recentes casos dos projectos que assinou e, às incompatibilidades que devia cumprir. Mais grave ainda, são as fotocópias em duplicado e rasuras das com habilitações literárias diferentes. GRAVE, ... GRAVÍSSIMO!!!

Mas voltando ao email, soube que afinal a casa de Sócrates no registo predial, não passa de um simples apartamento.
Na verdade trata-se de uma casa senhorial no coração de Lisboa. São cinco assoalhadas dum 3º andar no edifício Heron Castilho. Tem 150 metros quadrados, avaliados em 800.000 euros, que custaram em Fevereiro de1996, 240.000 euros.
Antes vivia num modesto apartamento T2 na calçada Eng. Miguel Pais, em São Bento. Na garagem tem um Mercedes C230. Longe vão os tempos em que conduzia um modesto Rover 111.
Além disto frequenta restaurantes caros e usa fatos de marca. Como pode Sócrates viver como um homem rico, com 82 mil euros brutos (57 mil líquidos) que declarou ao Tribunal Constitucional ganhar por ano? Diz não ter rendimentos de quaisquer empresas, acções ou planos de poupança. O único património que diz ter é o carro, a casa e ordenado.

Esqueceu-se de dizer que foi sócio da Sovenco?

Sociedade de Venda de Combustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está registado na matrícula da sociedade. No seu site Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, não consta este pormenor.
Segundo fontes, o Ministério Público está a investigar os investimentos governamentais efectuados nas áreas do tratamento de resíduos urbanos, e a sua relação com o financiamento de actividades partidárias, durante o período em que José Sócrates exerceu funções governativas (Ministro do Ambiente de António Guterres).

Uma das principais dúvidas recai sobre o processo de adjudicação do concurso para o sistema da recolha e tratamento de resíduos do Planalto Beirão.
A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis.

A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio de Sousa.
Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez.

E porque se tenta ele esquecer?
Porque:

Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entanto recebeu o prémio do amigo José Sócrates, e agora é ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.

Fátima Felgueiras - andou foragida da Justiça no Brasil dois anos; HOJE É ELEITA PRESIDENTE DE CÂMARA DE FELGUEIRAS, e tem imunidade parlamentar.

Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.
Veja-se o que já dizia o JN em 23.01.2005

(...) Apesar do esforço de organização e método, Sócrates evitou passos em falso, como o negócio em que entrou com o amigo Vara numa empresa de distribuição de combustíveis. Em 1990 os dois deputados do PS tornaram-se sócios da Sovenco - Sociedade de Venda de Combustíveis, com outros três parceiros, um dos quais, anos depois, havia de dar pano para mangas nos jornais Virgílio de Sousa, condenado a prisão por um processo de corrupção no centro de exames de condução de Tábua. A aventura empresarial de Sócrates foi curta (menos de um ano) e literalmente para esquecer: no ano passado, quando a revista Focus desenterrou esse episódio, o socialista jurou que estava a ouvir falar dessa empresa "pela primeira vez". Só após algum esforço de memória se lembrou que tinha sido sócio. (...)

Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar. Que "ricos" amigos, hein?...Como é mesmo aquele provérbio?...
"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!"
Sócrates já não se lembra...Convém que o pessoal não se esqueça!!!

domingo, 9 de março de 2008

EMÍDIO RANGEL - O PALHAÇO FOI AO CIRCO

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(Clicar em cima para aumentar)

SINTO-ME ENXOVALHADO !!!!!

Holligan deve ser a prima dele e travestido deve andar ele próprio. Só assim poderemos pensar estar perante uma verdadeira BESTA-QUADRADA, um IMBECIL e um PALHAÇO, que não sabe o que diz nem diz o que sabe e se põe a disparar de forma gratuita contra os professores.

Se este NÉSCIO genuíno e pseudojornalista fosse professor como eu ("Chicoronho" e "macongino", tal como ele também é), e tivesse sido avaliado APENAS e SÓ pelos seus últimos 7 anos de carreira docente de entre os 34 anos de serviço docente como eu tenho, talvez a sua imbecilidade, ignorância e estupidez ganhasse maior clarividência na sua limitada capacidade de compreensão e entendimento do que é básico e percebesse que, o Estatuto da Carreira Docente mais do que uma ENORME injustiça foi uma VERDADEIRA FRAUDE a que ele e outros como ele, fecharam os olhos.
Parece que ele esteve doente com alguma gravidade. Ouvi dizer e, se assim foi (é), lamento se isso é verdade. Desejo-lhe, aliás, ardentemente que recupere desse mal.
Mas a sorte deste BOBO e ANORMAL é pertencer a uma classe altamente privilegiada deste país - a de jornalistas - ainda que não passe, ele sim, de um travestido de jornalista, porque senão, se fosse professor, teria morrido a trabalhar até ao último dia como morreram outros professores meus colegas.
Mais, todas as faltas que ele tivesse dado com a doença comprovada e grave, teriam contado para a sua classificação e hoje, NUNCA teria conseguido atingir o garboso grau que ostenta de TITULAR ... da IMBECILIDADE e IGNORÂNCIA da sua balizada competência circense, tal como outros professores não conseguiram ser Professores Titulares apesar de uma ENORME COMPETÊNCIA e DEDICAÇÃO com mais de 30 e 35 anos de serviço em prol do ensino, da escola e dos jovens em idade escolar. Do amor por ensinar!!!
Já agora, tenho alguma curiosidade em saber QUAL FOI O SEU PERCURSO ACADÉMICO e principalmente se também não se licenciou a um DOMINGO.
É que há por aí muita gentalha, que é licenciada ao Domingo, por professores amigos e com currículos DUVIDOSOS.
E essa "coisa", essa necessidade de ter de dizer que frequentou e deu aulas na Universidade, para mim ... traz água no bico. A necessidade de aproveitar o escárnio e mal dizer para se colocar em bico de pés é RIDÍCULA mas é própria dos lambe-botas que se querem bater por um lugar na RTP. Que bazófia!
Ele que guarde lá toda a sua pesporrente ... sapiência universitariazeca !!!
Cheira mal este Rangel!!!!
As coisas que os professores têm que aturar ...
_________________
Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 7ª Edição
Besta-quadrada - pessoa MUITO ignorante, rude ou grosseira.
Imbecil - fraco de corpo e de espírito, néscio, parvo, idiota, que revela idiotice.
Palhaço - personagem cómica e burlesca de circo que diverte o público com facécias, anedotas, etc ...
Néscio - o mesmo que imbecil.
Bobo - o mesmo que palhaço.
Anormal - pessoa que não é normal, que se afasta da norma.

segunda-feira, 3 de março de 2008

PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA 2/3 DE 5 DE OUTUBRO

Plano de Recuperação

Aluna nº 1; Turma: 1;
Nome: MARIA DE LURDES RODRIGUES
Enc. Educação: Ela própria
Morada: Avenida 5 de Outubro, nº 107, 1069-018 Lisboa



Dificuldades diagnosticadas:


· Deficiente capacidade de relacionamento interpessoal (tem dificuldade em olhar as pessoas de frente, não respeita opiniões diferentes da sua, distorce a realidade à medida dos seus interesses;

· Falta de pré-requisitos (deveria saber algo sobre a escola e sobre o seu modo de funcionamento antes de começar a dizer que está tudo mal e produzir legislação em catadupa e antes de ser demonstrada a sua necessidade);


· Deficiente domínio da Língua Portuguesa (confunde a palavra “Professor” – nome comum concreto, com os adjectivos “malandro”, “incompetente”, “baldas”, “ocioso”, entre outros.



Propostas para a recuperação da aluna:

· Frequentar workshops sobre relacionamento interpessoal – recomenda-se em particular o desenvolvimento das capacidades de ouvir os outros, pensar pela sua cabeça e agir em seguida;

· Leccionar aulas numa escola do ensino público onde poderá demonstrar as suas brilhantes qualidades de condutora de jovens, professora, confidente, amiga e, por fim, mãe…

· Relacionar-se com membros dessa classe marginal que são os professores para estudar a origem das suas limitações e comportamentos desviantes, de modo a apresentar alternativas válidas para a sua integração como cidadãos de pleno direito, na sociedade.




O Director de Turma: Hélder Figueira

domingo, 2 de março de 2008

OPOSIÇÃO vs GOVERNO

Em Portugal, o poder de compra caiu de tal modo que até a classe média está a sentir na pele essa queda.
No seu estilo, o Bloco de Esquerda atacou o Governo com o seguinte argumento:
- Temos a situação tão degradada com os valores éticos, sociais e morais a ser postos quotidianamente em causa por este Governo, que até universitárias estão a começar a prostituir-se.
A resposta de Sócrates não se fez esperar:
- Em primeiro lugar, este Governo não recebe lições de ética, nem quaisquer outras, de ninguém; em segundo lugar e como é apanágio de V.Ex.ª que já nos habituou à distorção sistemática da realidade, o que acontece é exactamente o oposto: a situação é tão boa que até as prostitutas já são universitárias!

O CHEIRO DOS POLÍTICOS

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Os políticos e as fraldas
devem ser mudados frequentemente
e pela mesma razão.
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PORQUÊ QUE A CONFAP APOIA CEGAMENTE A MINISTRA DA EDUCAÇÃO

E já agora, fiquemos a saber porque razão o sr. Albino Almeida, Presidente da CONFAP, apoia cegamente a Ministra da Educação e espuma ódio aos professores.
Sem palavras!

Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720).

Recebeu ainda, mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115).

Trata-se de uma organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra.
Perante isto, que se pode esperar do apoio que o sr. Albino Almeida dá à ministra ?
Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro, ou não é?

QUE RICO PAR ... COM O EMPLASTRO

Os beijinhos da ministra.
Maria de Lurdes Rodrigues e o major Valentão.

Não poderia ser melhor o par !!!!!!!

No primeiro dia de Março, a ministra mais contestada do Governo, Maria de Lurdes Rodrigues, foi a Gondomar falar sobre educação (!?).
Para comentar as manifestações de milhares de professores na rua esteve indisponível. Mas para receber uma oferta das mãos do presidente da câmara, trocar dois beijinhos com Valentim Loureiro e sorrir a uma graçola do major sobre o «apito dourado» foi toda sorrisinhos.
Claro que a situação da educação em Portugal é séria, enquanto este episódio não passa de uma anedota. Mas fica mal a um membro do Governo expor-se a este tipo de situações. Mas esta ministra não se importa do ridículo e da colagem. Soube-lhe bem e sentiu-se bem ao lado do major, um dos símbolos do processo corrupto do Apito Dourado. E até gostou de receber a caravela de prenda. Não levou peças em ouro ... levou a caravela! Bonito!!
Na prática, o presidente da câmara, que também é um dos principais arguidos num caso de corrupção desportiva, aproveitou a presença da ministra para tentar, mais uma vez, esvaziar o julgamento do «apito dourado».

E Maria de Lurdes Rodrigues sorriu.

E já agora, fiquemos a saber porque razão na mesma mesa, a aplaudir a Ministra e a espumar ódio aos professores, estava lá um emplastre que faz gala em aparecer sempre ao beija-mão da ministra. Sabem PORQUÊ?

Sem palavras!

Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720).

Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115). Trata-se de uma organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra.

... dá para perceber muita coisa, não dá? Muito histerismo hipócrita ... Pudera !!!!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

PROTESTO DOS PROFESSORES EM AVEIRO

É o culminar de algumas iniciativas espontâneas que se têm verificado mais recentemente.
Em 16 de Fevereiro, dezenas de pessoas convocadas por SMS, manifestaram-se à porta da sede do PS em Lisboa quando este se reunia com professores socialistas.
A 23 de Fevereiro, mais de 2 mil professores, juntaram-se nas Caldas da Rainha, Leiria e Porto. Antes disso, já em Aveiro um grupo de professores de Eixo, fazia uma vigília.
A 26 de Fevereiro, 3.000 professores desfilaram em Coimbra. Nos dias seguintes em Viseu, Guarda e Castelo Branco juntaram-se mais de 5.000 professores.
Dia 8 em Lisboa, espera-se a MAIOR MANIFESTAÇÃO de sempre contra o Ministério da Educação que de ,tem muito pouco.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

POLÍTICA E JORNALISMO - PROMISCUIDADE E OPORTUNISMO

Pois é ... se dúvidas houvesse de que este governo não dorme, não há nada como um "tachinho" para a mulher do senhor director da SIC, irmão do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, não é verdade?
Depois do controlo absoluta na RTP, que tal uma lança agora em África?
Porquê que Sócrates não mexeu nos privilégios e regalias da classe mais favorecida em Portugal - os jornalistas - logo a seguir aos corruptos que há do melhor em Portugal e se movimentam na política?
Como é que se diz da mulher de César, como é?
Ahhhhhh ... afinal vocês sabem, não sabem? Então contem lá essa ao ... director da SIC!
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domingo, 24 de fevereiro de 2008

"PROFESSORESZECOS" - UMA NOVA CLASSE DE PROFESSORES A EMERGIR

O incrível sucedeu.

Este mês a ministra da educação foi à assembleia da república e alguns deputados do PS questionaram-na sobre algumas das suas políticas da educação.
Confrontada com essas dúvidas o que faz a ministra... Responde ?

Não...

Acusa antes os deputados de ao colocarem dúvidas estarem a dar voz aos "professorezecos"...
Assim mesmo, os "professorzecos".
(Clicar em cima para ampliar)

http://educar.files.wordpress.com/2008/01/ps.jpg

Esta notícia foi publicada no Público, mas, por alguma razão, passou praticamente despercebida, ...

PROPAGANDA E PETER PAN - ASSIM VAI A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL

Público - 20.02.2008
Santana Castilho - Professor do ensino superior


A avaliação do desempenho dos professores é a referência mais recente e persistente na demagogia do discurso de Sócrates
No Parlamento, a 13, e na SIC, a 18, Sócrates falou duma Educação virtual, dum país que não existe senão no imaginário dele. Em qualquer dos locais, o homem cavalgou uma onda autista. Falou do que quis, mas não do que é. Como se estivesse num comício do PS, despejando propaganda sobre os fiéis. Parafraseando Churchill, o êxito dele não é mais que ir de fracasso em fracasso, mantendo o entusiasmo.
A avaliação do desempenho dos professores é a referência mais recente e persistente na demagogia do discurso de Sócrates. Com a arrogância que lhe conhecemos, tem falado dela com a mesma ligeireza com que projectou vivendas sobre estábulos ou prestou provas de licenciatura por fax.

Não é verdade que durante 30 anos não tenha havido avaliação de desempenho dos professores, como não se cansa de repetir, ou que os professores não queiram ser avaliados, como insinua. A questão reside na substituição de um modelo de avaliação ineficiente, o que existia, por outro, escabroso, o que propõe, que, se se consumar, trará mais caos ao caótico sistema de ensino. Nenhuma organização séria, seja pública ou privada, propõe mudar seja o que for, neste quadro, sem permitir (e mais que isso, fomentar e promover) o envolvimento dos visados na construção do processo.

A avaliação do desempenho só vale a pena, se for concebida como instrumento de gestão do desempenho. Quer isto dizer que o seu fim primeiro é identificar obstáculos ao desenvolvimento das organizações, removendo-os, e não castigar pessoas. Dito doutro modo, as instituições maduras preocupam-se hoje mais com a apropriação por parte dos colaboradores dos valores que, intrinsecamente, geram o sucesso e melhoram o desempenho do que com os instrumentos que, extrinsecamente, o promovem.

Porque o primeiro-ministro não tem tempo para ler esses estudos, quando na SIC deu o exemplo dos Estados Unidos da América, ignorava, por certo, que a introdução, aí, do indicador "resultados obtidos pelos estudantes", logo fez aparecer professores a treinarem alunos nas técnicas de copiar nos exames.

Ou ainda, quando invocou a França, se esqueceu que a avaliação do desempenho dos professores franceses (que mostrou desconhecer) não impediu o descalabro do respectivo sistema educativo. Lá, como cá (ainda não tivemos Lisboa a arder como eles já tiveram Paris), é a desregulamentação da sociedade e a desagregação da escola pública que tornou os menores franceses o grupo mais representativo nos delinquentes cadastrados (quase 20 por cento).

Sem discutir a bondade dos fins, o que afasta qualquer democrata honesto do primeiro-ministro é a teimosia em que este persiste: porque julga que o fim é bom, despreza os meios e os processos, como fazem os ditadores. Uma questão deste melindre e com as implicações sociais que lhes estão associadas, obrigaria sempre a ponderações criteriosas das soluções e à sua testagem antes da aplicação. Não entender isto, compactar tudo em prazos irreais, persistir na defesa das trapalhadas normativas do ministério, mesmo depois de, por quatro vezes, quatro tribunais administrativos distintos aceitarem providências cautelares sobre a matéria, é reagir como um menino grande, que manipula o brinquedo do poder sem qualquer sentido de Estado.

Quando Sócrates fala de números em Educação, já sabemos o que vai dizer, porque repete sempre o mesmo. Na SIC, Nicolau Santos, jornalista familiarizado com estatísticas, deveria tê-lo confrontado com as mais fresquinhas do INE: durante o Governo de Sócrates o desemprego aumentou 6,5 por cento e, dentro deste, o aumento do desemprego dos licenciados ultrapassou os 63 (sessenta e três) por cento. Este sim é o país real.


O resto são fantasias de Peter Pan.
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PROFESSORES - UMA CLASSE A LUTAR PELA EDUCAÇÃO E PELA PROFISSÃO

Os professores andam FARTOS de serem enchovalhados, do ensino se tornar numa vulgaridade sem mérito, da escola estar a ser transformada numa enorme sala de aula sem educação e disciplina, sem aprendizagem e sem ensino.
A INDEPENDÊNCIA de ser professor está em risco por via de uma avaliação que tenha em vista resultados positivos pré-definidos.
Este fim de semana foram vários milhares de professores que manifestaram a sua INDIGNAÇÃO. Escola EBI de Eixo (Aveiro), Porto, Caldas da Rainha, Leiria.


Para contrabalaçar, o Ministério da Educação, AGENDOU para amanhã um programa a que eles intitulam "Prós e Contras" convidando a Ministra para estar presente e responder a perguntas de convidados previamente seleccionados. A fazer lembrar aquelas entrevistas ao nosso primeiro ministro, combinadas previamente para não o comprometerem.
Sabendo-se que este é um programa mais do tipo "Prós e Prós", estamos à espera de mais uma saída em beleza da Ministra, com toda a gente cheia de dúvidas mas ela com a noção de que tudo vai bem, está a correr bem e ... com tranquilidade.
A Fátima Campos Ferreira, saberá dar a volta, evitar perguntas incómodas e directas, convidar gente do "sistema". Não é por acaso que os jornalistas andam calados com toda esta pouca vergonha e escondem "revelações" processuais chave ou evitam perguntas fundamentais incómodas. Não é porque não saibam o que se passa, NÃO, mas lá que há muita gente besuntada ...

O DESENCANTO DA EDUCAÇÃO

Um texto de Maria João Teles
Tristeza
(...) Por isso, fiquei muito surpreendida quando, esta manhã, acordei com uma vontade intensa de procurar o endereço do meu blog ( até me esqueço dele!) e desabafar.
Desabafar porque a tristeza que tem tomado conta de mim, nos últimos tempos, já não se contenta em ser verbalizada com alguns colegas de trabalho (poucos!) que, infelizmente, vão partilhando estes sentimentos de desalento e angústia.
Desabafar porque estou a sentir-me inútil, enxovalhada, descartável e uma peça partida de um jogo de xadrez qualquer, jogado por aprendizes dessa arte ancestral e que requer tanto inteligência como habilidade. Ou será que se tratam antes de foliões que, num pub rasca qualquer, vão atirando dardos a um alvo para passarem o tempo?
Desabafar porque, quando me perguntam qual é a minha profissão, eu já não sei se devo responder orgulhosamente "Sou professora!" ou, em vez disso, "Faço parte de uma companhia circense e, conforme o dia, vou sendo a mulher-palhaço, contorcionista, malabarista, domadora de feras...Olhem! Acumulo funções!"

Aproximam-se a passos largos os meus quarenta e três anos. Desde os seis que estou ligada ao ensino. Nunca cheguei a sair da escola. Fui aluna e depois professora. Comecei a leccionar ainda como estudante universitária e esta profissão faz parte de mim como a minha pele. No entanto, hoje sinto-me como uma cobra: com uma urgente necessidade de a mudar e arranjar uma nova.
Pela primeira vez, questiono a sabedoria da escolha que fiz relativamente à minha profissão. Escolha consciente, diga-se em abono da verdade...a culpa foi toda minha, ninguém me obrigou e pessoas avisadas bem me alertaram. Mas, também existiam outras que pensavam de forma diferente. Relembro nomes de antigos professores... daqueles que, por si só, já eram uma aula e não precisavam de recorrer a metodologias e estratégias inovadoras (já agora...se alguém souber de alguma que ainda não tenha sido tentada, não seja egoísta e partilhe-a comigo...eu já não consigo inventar mais!).
Recordo como esses professores me incentivaram a seguir esta carreira-"Foste feita para ensinar, miúda! Vai em frente!"- e como um deles, quando o encontrei já bem velhote, comentou com um sorriso "Eu bem sabia! Sempre lá esteve o bichinho!" Que diriam, todos os meus professores que já partiram, sobre tanto decreto regulamentar que, em vagas sucessivas, vai transformando a nossa Escola e os seus professores num circo de muito má qualidade, cheio de artistas saturados, humilhados, mal pagos e fartos de trabalharem num trapézio sem rede?
Sou regulada por um Ministério que espera que eu seja animadora cultural, psicóloga, socióloga, burocrata, legisladora, boa samaritana, mãe substituta... Espera-se que tenha doses industriais de paciência e boa vontade, que me permitam aguentar a falta de educação de meninos mal formados, de meninos dos papás, de meninos que estão na escola apenas porque não têm ainda idade para trabalhar (porque bom corpo isso têm!), de meninos que estão na escola a enganar os pais, que até se deixam enganar por conveniência, de meninos que frequentam os Cursos de Educação e Formação e os Profissionais porque acham que é uma forma de fazer turismo com os livros debaixo do braço (desculpem, enganei-me...vou rectificar- "sem os livros debaixo do braço"), de meninos que vêm para a escola para não deixarem que outros meninos, estes últimos sim, com aspirações e provas dadas, possam seguir em frente até serem os homens que os primeiros nem sequer conseguem projectar mentalmente...
Além disso, tenho reuniões: de departamento, de conselho de turma, de equipa pedagógica, de Assembleia de Escola (pois foi...também caí na patetice de aceitar presidir a este órgão...mais uma vez a culpa foi minha, pois pessoas avisadas bem me alertaram!), de grupos ad-hoc, de reuniões para decidir quando faremos mais reuniões...
Tenho legislação para ler.
Labirintos de artigos em que o próprio Minotauro marraria vez após vez num ataque de fúria! Um dédalo legislativo, no qual nem Teseu conseguiria encontrar a ponta do fio.
Há papelada para preencher. Pautas dos profissionais, grelhas de observação para cada um dos alunos, registos das actividades de remediação... Não esquecer a reposição de aulas. As dos alunos que faltam por doença, por namoro, por jogo dos matraquilhos...desde que a justificação do Encarregado de Educação seja aceite, lá tenho eu de arranjar actividades de remediação para quem não quer ser remediado!
Proibi a mim própria adoecer, visto que também tenho de repor essas aulas, mais as das greves, as das visitas de estudo dos alunos nas quais a minha disciplina não participa ( mesmo estando eu a cumprir o meu horário na escola...não faz mal, depois ofereço um bloco ou dois de noventa minutos gratuitamente!), as das minhas ausências em serviço oficial...
A questão é saber quando e como vou repor essas aulas, dado que o meu horário e o dos alunos é incompatível durante os períodos lectivos!
Claro que isso não faz mal: dou dias das minhas férias! Afinal, não consta por aí que os professores estão sempre a descansar? Tenho aulas para preparar. Testes e trabalhos para corrigir.
Devo investir na minha formação. Quando? Como? Onde?
E isto é a ponta de um rolo de lã que, bem aproveitadinho, dava uma camisola e pêras! Ou então uma camisa de onze varas! Fazendo o ponto da situação, sobra-me pouco tempo para aquilo que gosto realmente: ensinar.
Pouco tempo para aquilo que me dá prazer: fazer circular o conhecimento.
Pouco tempo para conseguir que esse conhecimento ocupe o espaço que, na maioria dos casos, é ocupado por uma crassa ignorância.
Agora, dizem-me que vou ser avaliada ( tudo bem, não tenho nada contra o ser avaliada...talvez assim, com as novas emoções, eu descongele, pois há tanto tempo que estou no frigorífico laboral!), mas parece-me que vou voltar a uma espécie de estágio ainda pior do que aquele que enfrentei há dezassete anos atrás.
Tenho receio que as escolas se transformem num circo ainda maior. Um circo de palhaços ricos e palhaços pobres. Um circo de compadrios e vingançazinhas pessoais. Um circo em que uma meia dúzia de artistas vai andar vestido de lantejoulas e seguido de cãezinhos amestrados, uma outra meia dúzia vai tornar-se perita na arte do contorcionismo, para evitar obstáculos, e a grande maioria da companhia vai ter de engolir fogo para o resto da vida profissional.
Ah! Não posso esquecer que, se tudo correr de feição a este Ministério da Deseducação, até o senhor Zé da padaria vai poder presidir a um órgão de gestão das escolas.
Esta não é a profissão para a qual eu me preparei anos a fio. Por isso, estou triste. Estou triste.
E não escrevi sobre tudo a que tinha direito.
E esta tristeza, para que eu a consiga despejar convenientemente, tem de ser escrita, gravada com letras...não me chega falar dela. Até porque, ultimamente, também já não me apetece falar.