BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

ENTREVISTA DE SÓCRATES AO 4ª REPÚBLICA


Antes da entrevista do 1º Ministro à SIC, logo à noite, o 4R obteve uma entrevista exclusiva de Sócrates.Dividimo-la em duas partes: o passado e o futuro. Como é natural, apresentamos primeiramente a parte referente ao passado.
-Sr. 1º Ministro, desde que foi eleito, já teve duas derrotas eleitorais, mas mantém-se à frente nas sondagens. Como explica?

-Duas derrotas? Que derrotas?
-Olhe, as Presidenciais. Escolheu M. Soares para Presidente e perdeu!...

-Não! Quem perdeu foi Soares; eu e o PS ganhámos um grande sossego. Repare que até tive que me lesionar no esqui, para não estar na campanha...

-Bom, mas perdeu as Autárquicas e candidatou João Soares a Sintra e tornou a perder...

-Não! Depois de ter perdido Lisboa e Sintra, de mais a mais contra o Seara, J. Soares deu o berro e já não chateia. Como vê, ganhei!...

-Mas Carrilho perdeu Lisboa...

-Não! Aí foi uma dupla vitória. Neutralizei Carrilho, que andava alvoroçado em candidatar-se e com pio a mais, e agora até consegui lá pôr o Costa, que andava a levantar a garimpa e já me enfastiava no Governo. Ele agora tem com que se entreter e eu fiquei à vontade!..

-Bom, então tudo premeditado... Mas os problemas com Alegre também estavam previstos?

-Completamente! Alegre vai entretendo o PS. Eles lá vão falando do socialismo e debatendo à esquerda, e eu fico livre para fazer o que me dá na gana. No fim, vêm sempre comer à mão!...

-Então também meteu o socialismo na gaveta?

-Que ideia! Nunca faria como Soares!...(Olhe, até lhe digo, mas estritamente off the record, que nem sei bem o que é isso de socialismo…).
-Confirma ter sido o responsável exclusivo pelos projectos da Guarda?

-Ah, nem sabe o que me custou!... Aqueles mamarrachos envergonham qualquer sujeito. Apesar de tudo, os trabalhos que assinei nem diferem assim tanto dos do Siza!... Mas não tinha por onde escolher. Até porque, se não fosse assim, teria à perna os desenhadores da Guarda. Nenhum deles se revê no que fez!...Sacrifiquei a estética e mantive a ética!...

-Falemos do futuro. O Programa Novas Oportunidades é para continuar?

-Sem dúvida! Eu próprio sou um exemplo feliz de ter aproveitado a oportunidade de uma Universidade que ia fechar para me licenciar. Uma oportunidade única. Agora já não seria possível. Por isso criei as Novas Oportunidades!…

-As Novas Oportunidades também vão dar licenciaturas rápidas?

-Com certeza. Não descansarei, enquanto todos não forem licenciados como eu!...

-Haverá alterações na política de saúde?

-Não. Faremos é de forma diferente. Correia de Campos quis atingir os objectivos do Governo antes do tempo previsto.

-Mas quais eram esses objectivos?
-Naturalmente os de concentrar todas as maternidades numa mega Maternidade em Sines e todas as urgências numa mega Urgência na Ota, substituindo o aeroporto. É um propósito de que não abdicamos!…

-Então, mas uma parturiente de Vinhais tem que ir para Sines?

-Sim, e vemos também aí um incentivo à maternidade, propiciando às parturientes uma viagem a Sines. É uma cidade bonita.

-E quanto à política de educação?

-O Governo não desiste de levar para a frente a sua política de educação. É ponto assente.

-Mas qual é a política?

-Reprovar todos os professores e fazer passar todos os alunos. A segunda parte está conseguida. Quanto à primeira, estamos quase a conseguir, agora com a avaliação dos professores!...

-De facto, simplex, Senhor 1º Ministro!...Para terminar. O desemprego tem vindo a subir e atingimos o recorde em 2007, com uma taxa de 8%.

-Não é verdade. Nalguns dias o desemprego tem diminuído e o emprego crescido. O INE vai ter que comparar dias homólogos, em vez de trimestres ou anos. Por exemplo, ontem, dia 16 de Fevereiro, houve menos um desempregado do que no dia homólogo do ano anterior. É facto indesmentível!...

-Mas de 1 a 150.000 novos empregos vai uma grande diferença!...
-Mas vamos conseguir. O Governo é dinâmico e está a tomar medidas para fazer crescer as economias europeias. É a forma de criar emprego em Portugal.

-Muito obrigado, Sr. 1º Ministro!...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

MANIFESTO PELA DIGNIDADE DA EDUCAÇÃO E DA PROFISSÃO

MANIFESTO.
Os professores estão a atravessar o momento mais negro da sua vida profissional desde o 25 de Abril. Com um pacote legislativo concebido em sucessivas fases, começando pelo novo Estatuto da Carreira Docente e culminando com o novo modelo de gestão escolar, passando pelo Decreto Regulamentar da avaliação de desempenho, a actual equipa do Ministério da Educação desferiu um golpe profundo na imagem social dos professores, na sua identidade enquanto grupo profissional e nas condições materiais e simbólicas necessárias para que os mesmos se empenhem na qualidade do ensino. A um sentimento de enorme frustração soma-se hoje a insegurança quanto ao futuro profissional, uma insegurança decorrente de todos os mecanismos de fragilização da carreira e de instabilidade de emprego que o governo actual tem vindo a introduzir.

Torna-se agora cada vez mais evidente que os professores deste país foram as cobaias de um ataque aos direitos laborais, segundo uma receita de efeitos garantidos: uma campanha inicial de difamação orquestrada com a cumplicidade de uma comunicação social subserviente, que visou justificar, no plano retórico e propagandístico, a redução sistemática de direitos no plano jurídico. Hoje é também óbvio que este programa teve como objectivo essencial a quebra do estatuto salarial dos professores, que passaram a trabalhar mais pelo mesmo dinheiro, que viram a progressão na carreira arbitrariamente interrompida, e que foram, desse modo, uma das principais fontes drenadas pelo governo para satisfazer a sua obsessão de combate ao défice.
Hostilizados por uma opinião pública intoxicada e impreparada para reconhecer aos docentes a relevância da sua profissão, desprovidos dos meios legais e materiais que lhes permitiriam dignificar o seu trabalho, é com fatalismo, entremeado por uma revolta surda, que os professores deste país encaram hoje o futuro mais próximo. Muitos consideram o Estatuto da Carreira Docente como um facto consumado, procurando adaptar-se-lhe o melhor possível. No entanto, as piores consequências desse Estatuto só agora começarão a revelar-se, e há sinais de que a ofensiva do governo contra os professores e contra a escola pública não chegou ainda ao fim:
Este ano vai ter início o processo de avaliação do desempenho, pautado pela burocratização extrema, por critérios arbitrários e insuficientemente justificados que poderão abrir a porta para acentuar o clima de divisão e a quebra de solidariedade entre os professores, para «ajustes de contas» adiados, para a perseguição aos profissionais que se desviem da ideologia pedagógica dominante, para a subordinação dos resultados dos alunos à demagogia ministerial do sucesso escolar compulsivo.

O governo prepara-se para aprovar, sem discussão pública que mereça esse nome, um novo modelo de gestão escolar que se traduz pela redução ainda maior da democracia nos estabelecimentos de ensino, já antecipada ao nível do Estatuto da Carreira Docente, pela diminuição drástica da influência dos professores, atirados para uma posição subalterna nos órgãos directivos, pela sua subordinação a instâncias externas, muitas vezes movidas por interesses opostos ao rigor e à exigência do processo educativo.
Finalmente, o governo tem também a intenção de suprimir as nomeações definitivas para a grande maioria dos funcionários públicos, iniciativa que terá particular incidência numa classe docente cuja garantia de emprego já está, em muitos casos, consideravelmente ameaçada.
Tudo isto deveria impor, desde já, a mobilização dos professores e o abandono de uma postura de resignação. Não há processos legislativos irreversíveis. Por outro lado, não podemos esperar por uma simples mudança de ciclo eleitoral ou de legislatura para que o ataque à nossa condição profissional seja invertido. Ninguém, a não sermos nós, poderá lutar pelos nossos direitos.
Por tudo isto, e para contrariar a atitude cabisbaixa que impera entre a classe docente, consideramos importante lançar um conjunto de iniciativas, algumas delas faseadas, outras que poderão ser desenvolvidas em paralelo.




Assim, propomos:
Apoiar o movimento, que começa a surgir na blogosfera dedicada à nossa profissão, no sentido de se alargar o prazo de discussão do novo modelo de gestão escolar, e organizar nas escolas espaços de debate desse projecto-lei, tendo o cuidado de o situar no quadro mais geral dos constrangimentos legislativos a que hoje se encontra sujeita a nossa actividade profissional;
- Promover, nas diferentes escolas e nos agrupamentos de escolas, a discussão sobre as condições de aplicação do Decreto que regulamenta a avaliação de desempenho dos professores, tendo em conta a necessidade de se fixar critérios mínimos de rigor e de justiça nessa avaliação, e considerando que, se a avaliação dos alunos tem sido objecto de muita elucubração teórica, as escolas se preparam para avaliar os docentes sem ponderarem devidamente as dificuldades científicas e deontológicas que semelhante processo suscita;
- Encetar um processo de contestação do Estatuto da Carreira Docente nos tribunais portugueses e nas instâncias judiciais europeias, considerando que esse diploma atinge direitos que não são simplesmente corporativos, mas que constituem a base mínima da dignificação de qualquer actividade profissional.
- Pressionar os sindicatos para que estes retomem os canais de comunicação com os professores e efectuem um trabalho de proximidade junto destes, o qual passa pela deslocação regular dos seus representantes às escolas a fim de auscultar directamente os professores e de discutir com eles as iniciativas a desenvolver;
- Contactar jornalistas e opinion-makers que, em diferentes órgãos de comunicação, tenham mostrado compreensão pelas razões do descontentamento dos professores e apreensão perante o rumo do sistema de ensino em Portugal, no intuito de os incentivar a prosseguirem com a linha crítica das suas intervenções e de lhes fornecer informação sobre o que se passa nas escolas;
- Propor políticas educativas que se possam constituir em defesa de uma escola pública de qualidade, que não seja encarada como simples depósito de crianças e de adolescentes e como fábrica de «sucesso escolar» estatístico, políticas capazes de fornecer alternativas para as orientações globais do Ministério da Educação e para as reformas mais gravosas que o mesmo introduziu na nossa profissão.
POR UMA PROFISSÃO QUE JÁ FOI DIGNA; LUTA !!!

FREDERICO DE MOURA E NOGUEIRA DE LEMOS - UMA AMIZADE ANTIGA, REFORÇADA PELA CIRURGIA ... FÁLICA!

Carta dirigida pelo Dr. Frederico de Moura,
Médico e Historiador de Vagos
ao Dr. Nogueira de Lemos, Médico Cirurgião de Aveiro
(Se quiser ler o artigo, clique em cima para o aumentar)
Meu caro Lemos,
É coisa axiomática que o pénis não obedece a freio; e é coisa de esperar que, a natureza o tenha dado a animal que lhe não obedece. Mas como a esta estuporada profissão que exercemos só aparecem anormalidades, aberrações e coisas em desacordo coma natureza, surgiu-me hoje no consultório esse rapazinho que lhe envio, com um freio de tal dureza e de tal conformação que o insubmisso pénis, tradicionalmente indomável, não teve outro remédio senão ceder.
Calcule os mistérios e os paradoxos desta ladina natureza!
Esse moço, na casa dos 20 anos com uns corpos cavernosos que devem estar isentos de qualquer esclerose ou de qualquer obstrução, e concerteza dispondo de uma libido afinada capaz de lhe fazer sair, erecto, o próprio umbigo, resolve ir para o casamento com os seus (dele) três vinténs e confirma, então a suspeita que já tinha, de que no auge da metálica erecção, o pénis fica em crossa como o báculo de um bispo, por incapacidade de vencer a brevidade e a dureza do freio que lho verga para a terra. Calculará o meu prezado Lemos, as acrobacias de alcova que este desgraçado terá de realizar para conseguir a penetração de um membro viril, quase tão torto como uma ferradura, na vagina suplicante da consorte.
De modo que o rapazinho veio pedir-me socorro, e eu condoído peço-lhe a sua colaboração em favor da harmonia conjugal, com a certeza de que por isso ninguém nos irá acoimar de chegadores. Condoa-se a cirurgia de braço dado com a medicina que, por intermédio deste fraco servidor que eu sou, já se condoeu e endireitemos o pénis torto (e nada de confusões, que não é mole pelo que me afirma o proprietário).
Lembremo-nos, sobretudo, ao praticarmos esta obra, que vem aí um tempo em que um pénis destes, mesmo em arco ou em forma de saca-rolhas, nos faria um jeitão, e ajudemos o pobre rapaz que se compromete comigo a fazer bom uso dele, emprenhando a mulher da primeira vez que ousar, depois da operação ortomórfica que o meu amigo lhe vai fazer sem sombra de dúvida.
Desculpe mandar-lhe desta vez uma tarefa fálica!
Ouvi uma mulher um dia dizer que um Phallus é um excelente amuleto e que dá sorte verdadeira. Se quiser tirar a prova não tem mais que endireitá-lo ...e jogar a seguir na lotaria. Desculpe, pois, a remessa de bicho tão metediço que eu por mim prometo, logo que possa, e em compensação, mandar-lhe uma vulva virgem e nacarada como uma concha de madrepérola.
Um abraço do seu amigo certo
Frederico de Moura
P.S. – Como a minha letra é muito má segundo a sua opinião, e como o assunto desta carta é muito importante para duas pessoas, uma das quais do sexo fraco, entendi do meu dever dactilografá-la .
Assim, não haverá nenhuma razão para que o meu amigo dizer que não entendeu o que eu queria e, por partida, deixar o aparelho na mesma ou pior ao rapaz.
Quero ainda dizer-lhe que para sua compensação, tenciono depois do êxito que o seu ferro cirúrgico vai alcançar, comunicar o seu nome à mulher beneficiada que, por certo, lhe ficará eternamente grata, ficando sempre com a sua pessoa presente na memória nos momentos – e oxalá que sejam muitos ! – em que se sentir penetrada por um pénis que só o meu Amigo conseguiu endireitar.
E nem sei se o Estado virá louvará sua acção, se lhe for dado conhecimento que os filhos que saírem daquele casal são devidos em grande parte (não ao seu pénis) mas, sem dúvida, à sua mão. E filhos com a mão nem toda a gente se poderá gabar de os fazer!
Creia-me seu afeiçoado,
Frederico27/3/1958

A ENTREVISTA MAIS CURTA DE SEMPRE - UMA SOLUÇÃO PARA O DESEMPREGO

Depois de saber hoje que há um agravamento da taxa de desemprego no total de 2007, que atingiu um novo máximo nos 8%, acredito que esta possa ser uma "fórmula" de se conseguir melhorar esta "performance" socialista e sócretina.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego de 7,8% no quarto trimestre, compara com os 7,9% registados nos três meses anteriores e os 8,2% verificados no último trimestre de 2006.

A TRETA DA EDUCAÇÃO ... NUMA EDUCAÇÃO DE TRETA

Vale a pena reflectir sobre esta treta que ultimamente caiu (literalmente) em cima das escolas a que o Ministério insiste em chamar ... Educação.
Para ler melhor o artigo (aumentado), clica em cima

ARMANDO VARA, NÃO PRECISA DA VARA PARA SALTAR


Isto, DE FACTO, só MESMO à VARA!!!
ARMANDO VARA é uma grande figura da democracia (?) portuguesa.
Foi ele que inventou as matrículas com letra K quando foi secretário deestado, foi ele que inventou a tolerância zero nalgumas estradas assassinasem que o Estado não investiu um chavo, foi ele que esteve envolvido nacélebre Fundação para a Prevenção e Segurança e foi ele que Jorge Sampaio (socialista?) obrigou demitir através de um ultimatum a António Guterres(socialista?), por causa das broncas com a célebre fundação.
O homem fez de morto político e acabou por entrar para a administração da Caixa Geral de Depósitos onde antes, muito antes, tinha sido um modesto, mas já ambicioso, empregado de balcão. Armando Vara (socialista?) é unha com carne com Sócrates (socialista?) e tem um percurso político e académico que parece clonado do primeiro ministro.

Ambos têm uma formação académica de alto gabarito, licenciados na Universidade Independente. E se Sócrates (socialista?) teve o brio de ver asua licenciatura passada a um DOMINGO, Armando Vara (socialista?) teve a sua licenciatura passada três dias antes de entrar como administrador da CaixaGeral de Depósitos. Agora está de volta ao sucesso. E aí está outra vez o transmontano a subir acorda a pulso socialista (?). Como tem saber e talento para tanta subida nãose sabe, mas que Armando Vara (socialista?) salta bem na dita que ninguém duvide.

Recordo este extracto de uma notícia do jornal Público, ainda deste ano: Ex-professor de Sócrates (socialista?) envolvido no projecto Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de Armando Vara(socialista?) 20.04.2007 - 09h03 José António Cerejo , jornal PÚBLICO.

Armando Vara (socialista?), quando era secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do MAI ) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto deMontemor-o-Novo.


Para fazer as obras serviu-se de uma empresa e de um grupo ao qual o GEPI adjudicava muitos dos seus concursos públicos.
Com 3.500 contos ( 17.500 euros) o actual administrador da Caixa Geral deDepósitos e licenciado pela Universidade Independente tornou-se dono, em1998, de 13.700 m2 situados junto a Fazendas de Cortiços, a três quilómetros de Montemor-o-Novo. Em Março de 1999 requereu à câmara o licenciamento da ampliação e alteração da velha casa ali existente. Tratava-se de fazer uma casa nova, com 335 m2, a partir de uma quase ruína de 171 m2. O alvará foi emitido em 2000 e a moradia, que nunca teve grande uso e se encontra praticamente abandonada, ficou pronta meses depois.
Já em2005, Armando Vara (socialista?) celebrou um contrato para a vender a umparticular por 240.000 euros, mas o negócio acabou por não se concretizar.

Onde a história perde a banalidade é quando se vê quem projectou e construiu a moradia. O projecto de arquitectura tem o nome de Ana Morais. Os projectosde estabilidade e das redes de esgotos e águas foram subscritos por Rui Brás. Já as instalações eléctricas são da responsabilidade de João Morais. O alvará da empresa que fez a casa diz que a mesma dá pelo nome de Constrope.

A arquitecta Ana Morais era à época casada com António José Morais, o então director do GEPI, que fora assessor de Armando Vara (socialista?) entre Novembro de 1995 e Março de 1996. Nessa altura, recorde-se, foi nomeado director do GEPI por Armando Vara (socialista?) - cargo em que se manteve até Junho de 2002 - e era professor de quatro das cinco disciplinas que deram a José Sócrates (socialista?) NUM DOMINGO, o título de licenciado em Engenharia pela UnI.
O BCP continua no bom caminho como se pode ver.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O ESTATUTO DO ALUNO

O estatuto de aluno concede-lhe o direito de não reprovar por faltas.
Se faltar, o problema não é dele. A escola é que terá que resolver o problema.
Tendo singrado na vida e atingido o fim da escolaridade sem saber ler nem escrever e mesmo sem ter posto os pés nas aulas, o estatuto de cidadão concede-lhe o direito de ter um emprego.
Se faltar ao emprego como faltava às aulas, o problema não é dele.
O patrão é que terá que resolver o problema.
Se, por um impensável absurdo, for despedido, o problema não é dele.
O estatuto de desempregado concede-lhe o direito de ter um subsídio de desemprego e o problema é do Estado.
Se, na vigência do subsídio, faltar às entrevistas ou recusar novo emprego, o problema não é dele. As suas habilitações arduamente conquistadas concedem-lhe o direito de escolher emprego compatível e o problema é do Instituto do Emprego, obrigado a arranjar-lhe ocupação, para não aumentar as listas de desempregados.
Se, por um novo improvável absurdo, ficar fora do esquema, o problema não é dele, que o estatuto de cidadão com todos os direitos concede-lhe o direito ao rendimento social de inserção.
Que constituirá uma renda perpétua, pois o cidadão tem direito à existência!...
Renda paga pelos portugueses e não, como devia ser, pelos autores desta celerada lei, fautora da indisciplina, do laxismo, do não te rales, da irresponsabilidade mais absoluta, fomentadora da exclusão social!...
Por uma vez, tenho direito à indignação, com todas as letras:
P.... que os pariu!...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A TORRENTE LEGISLATIVA DO MINISTÉRIO DA "INDUCAÇÃO"


Paulo Guinote
Não sei se existe um calendário apropriado para legislar. Parece quem em Portugal qualquer altura é boa para tal actividade e que o fazemos de forma extremamente prolífica.
No entanto, julgo ser de senso comum que deveria existir algum cuidado na forma como se desenvolvem certos pacotes legislativos que enquadram actividades com calendários específicos. E também penso ser exigível uma mínima razoabilidade e exequibilidade no que se relaciona com os prazos previstos para que determinadas leis entrem em vigor.
A Educação é uma actividade que obedece a um calendário com características próprias a que se chama “ano lectivo”. Começa a 1 de Setembro de cada ano civil e não a 1 de Janeiro. Cada ano lectivo necessita de planeamento e preparação atempada. As Escolas e os agentes educativos ao prepararem cada ano lectivo devem estar na posse dos elementos mais relevantes para fazerem uma adequada planificação do seu trabalho, sendo que essa preocupação visa principalmente o sucesso escolar dos seus alunos. Em circunstâncias normais, seria de pensar que quando se preparam reformas legislativas na área da Educação os respectivos responsáveis políticos tivessem isso em atenção.
- Que dialogassem na medida do possível quanto às medidas a aplicar, o que não significa necessidade de abdicarem totalmente das suas posições.
- Que divulgassem os diplomas em tempo útil e com um calendário que permitisse a sua aplicação nas melhores condições possíveis.
Infelizmente não é o que, em muitas circunstâncias, se passa e com este Governo e esta equipa no Ministério da Educação se tornou regra absoluta. Parece que nas Escolas se vive de acordo com o ano civil e Janeiro é o mês preferido para despejar leis, decretos, portarias, despachos e toda a restante panóplia de documentos menores (ofícios, circulares e ofícios-circulares). Sem um cuidado mínimo em esclarecer devidamente se existem períodos e regimes transitórios ou como é que se podem mudar regras quase a meio de um ano lectivo.
Foi assim em 2007 com a publicação do Estatuto da Carreira Docente, que tinha implicações na assiduidade dos docentes, mas não só.
É assim este ano com uma verdadeira saraivada legislativa, já em letra de lei ou projecto, cobrindo áreas desde a avaliação dos docentes ao enquadramento dos alunos com necessidades educativas especiais, não esquecendo a proposta de alteração do regime jurídico da administração e gestão dos estabelecimentos de ensino não-superior.
É absolutamente incompreensível que se legisle sem qualquer respeito pelo ritmo de funcionamento das escolas e pelo trabalho de alunos e professores. E que os pacotes legislativos se sucedam um pouco entre a estratégia do work in progress e a manta de retalhos.
Em termos muito concretos, os dois diplomas recentemente publicados (Decreto-Lei 3/2008 e Decreto Regulamentar 2/2008) na viragem do Ano Novo levantam imensas reservas em termos não apenas de forma como de conteúdo. Um cai nas Escolas, revogando o conhecido 319/91 sem especificar qualquer tipo de normas transitórias e prazos de aplicação. Alguém se esqueceu de colocar lá um artigozinho a explicar se todas as suas medidas são para aplicar já ou no próximo ano lectivo. O outro aparece com prazos perfeitamente aberrantes quanto à exequibilidade da sua aplicação na generalidade das escolas e agrupamentos.
Alguém acredita que seja possível em 30 dias colocar em marcha mecanismos de avaliação de 140.000 docentes?
Haverá nas Escolas e Agrupamentos a coragem para exercer o direito à resistência consagrado no artigo 21º da Constituição da República Portuguesa, perante a falta de razoabilidade do que lhes é exigido pela tutela?
Será que o Conselho de Escolas, que foi criado a partir de cima, demonstrará a sua capacidade de representar efectivamente as Escolas?
Mas o “mais” interessante é que isto ocorre ao mesmo tempo que se coloca em discussão pública, por um único mês e sem um calendário claro de negociação com os “parceiros” tradicionais ou outros, uma proposta de novo regime de gestão escolar que parece querer fazer-se passar como facto consumado.
Só que esta é uma questão demasiado importante para ser resolvida em duas ou três reuniões à porta fechada, sem efectiva discussão pública e sem que sejam demonstradas quer a necessidade de alteração do regime vigente, quer a efectiva bondade das propostas apresentadas como praticamente indiscutíveis.
Ora o projecto do Ministério da Educação em matéria de gestão escolar suscita enormes dúvidas formais e substantivas:
- Desde logo a forma como desrespeita claramente a Lei de Bases do Sistema Educativo (artigos 46º e 48º) no que se relaciona com a composição e competências do futuro Conselho Geral.
- Em seguida o modo como pretende abafar o escrutínio público do projecto, apresentando o projecto a discussão por um curto período de tempo
, coincidente com a tal torrente legislativa sobre as Escolas, diminuindo a capacidade de intervenção no debate de muitos dos potenciais interessados.
- Para além disso, o projecto proposto pelo Ministério da Educação é feito sem a apresentação de qualquer avaliação formal e rigorosa do regime em vigor e sem estudos que demonstrem a adequação das medidas agora propostas como obrigatórias e que antes eram facultativas. Pelo contrário, os resultados da avaliação externa das escolas realizada pela IGE indicam que a sua esmagadora maioria é bem ou muito bem gerida de acordo com os próprios parâmetros definidos pelo ME.
Há que ser claro: este projecto não vem colmatar qualquer necessidade sentida na generalidade das comunidades educativas e, em nome de uma alegada «autonomia» impõe um figurino único à administração dos estabelecimentos públicos de ensino. Assim como em nome da «abertura às comunidades» apenas reforça aspectos que na legislação em vigor não foram aproveitados, ou foram claramente recusados por aqueles que agora se quer colocar a definir os destinos das escolas. O que é um manifesto benefício dos infractores.
O problema não é o modelo unipessoal de direcção, nem a participação do poder local e das famílias, nem sequer a questão da autonomia, que já eram possíveis de acordo com o Dec-Lei 115/98.
O problema é a opção por um modelo formalista, restritivo, mas ao mesmo tempo potenciador de uma completa desregulação do sistema público de ensino que apenas tenderá a agravar fenómenos de desigualdade, quebra de solidariedade e fragmentação desse mesmo sistema, organizado em unidades atomizadas num país cuja dimensão territorial e demográfica não justifica tal opção.
A Educação já sofreu em Portugal imensos maus-tratos ao longo dos tempos.
Era tempo de existir um mínimo de pudor e deixar que os seus destinos fossem definidos por quem tem dela uma mera visão instrumental ao serviço de uma construção estatística da realidade, ou melhor, de uma manipulação estatística da realidade.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

MANIFESTO: ESCOLA PÚBLICA PELA IGUALDADE E DEMOCRACIA

A Escola Pública é uma conquista de que a esquerda só se pode orgulhar. Mas esta conquista está hoje esvaziada de quaisquer valores emancipadores. Atacada por todos os lados pela Direita e pela agenda neoliberal, a escola pública está em crise. Falhou na sua promessa de corrigir as assimetrias e diferenças sociais que atravessam o país: hoje, 75% dos filhos de pobres são pobres, a taxa de abandono escolar é de 39% (contra 15% da União Europeia), metade dos alunos reprova no ensino secundário e os últimos dados das comparações internacionais colocam a escola portuguesa na dianteira da reprodução das fronteiras sociais e culturais de partida.
A reprodução das desigualdades de origem e a exclusão escolar acompanham, sem variações, as rotas do insucesso: o interior do país, os concelhos mais pobres das áreas metropolitanas, os nichos guetizados dentro das cidades e subúrbios, as classes sociais mais desfavorecidas.
As políticas educativas das duas últimas décadas muito contribuíram para a desfiguração da escola pública. Reformas sobre reformas, e nas costas dos parceiros, uma trovoada de medidas legislativas, tantas vezes contraditórias, e orçamentos estrangulados foram marcas de uma constante: a debilidade das políticas públicas para a Educação, demonstrada pela persistência do insucesso e do abandono.
Sobre esta debilidade instalou-se o autoritarismo e mantêm-se o laxismo e a irresponsabilidade. Investido na ideologia da rentabilização e da gestão por resultados, que branqueia os verdadeiros problemas e encavalita a urgência dos números do sucesso nas costas dos professores, o PS oferece mais Governo e menos serviço público à educação. E na escola-empresa, que vai triunfando contra a escola-democrática, crescem novas burocracias feitas por decreto, centraliza-se o poder em figuras unipessoais, desenvolve-se a cultura da subordinação e do sacrifício acrítico.
Nenhum outro governo foi tão longe na amputação de direitos aos professores e na degradação das suas condições de trabalho, abrindo caminho à desvalorização social da escola pública e do papel dos profissionais de educação, que são o seu rosto . A resposta não se pode ficar pelo protesto. Ela exige o projecto, e há nas escolas experiências e práticas que são património e potencial deste projecto.
É urgente relançar a escola pública pela igualdade e pela democracia, contra a privatização e a degradação mercantil do ensino, contra os processos de exclusão e discriminação. Uma escola exigente na valorização do conhecimento, e promotora da autonomia pessoal contra a qualificação profissionalizante subordinada.
Somos pela escola pública laica e gratuita e que não desiste de uma forte cultura de motivação e realização, que não pactua com a angústia onde os poderes respiram. Uma escola que não desiste é aquela que combate a fatalidade: pelas equipas multidisciplinares e redes sociais, determinantes na prevenção e intervenção perante dificuldades de aprendizagem; pela valorização das aprendizagens não formais; pelas turmas mais pequenas e heterogéneas como espaço de democracia, potenciador de sucesso; pela discriminação positiva das escolas com mais problemas; pela real aproximação à cultura e à língua dos filhos de imigrantes.
Somos pela escola pública que assume @s alun@s como primeiro compromisso, lugar de democracia, dentro e fora da sala de aula, de aprendizagem intensa, apostada no debate para reflectir e participar no mundo de hoje.
Somos por políticas públicas fortes, capazes de criar as condições para que a escolaridade obrigatória seja, de facto, universal e gratuita e de assumir que o direito ao sucesso de todos e de todas é um direito fundador de democracia e é o desafio que se impõe à esquerda.
Porque queremos fazer parte da resposta emancipatória, empenhamo-nos na construção de um Movimento que promova a escola pública pela igualdade e pela democracia. Ao subscrever este Manifesto queremos dar corpo a uma corrente que mobilize a cooperação contra a competição, a inclusão contra a exclusão e o preconceito, que dê visibilidade a práticas e projectos apostados numa escola como espaço democrático, de cidadania, de conhecimento e de felicidade, porque uma outra escola pública é possível.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A ESCOLA QUE (INFELIZMENTE) TEMOS

A escola que temos não exige a muitos jovens qualquer aproveitamento útil ou qualquer respeito da disciplina. Passa o tempo a pôr-lhes pó de talco e a mudar-lhes as fraldas até aos 17 anos.
Entretanto mostra-lhes com toda a solicitude que eles não precisam de aprender nada, enquanto a televisão e outros entretenimentos tratam de submetê-los a um processo contínuo de imbecilização.
Se, na adolescência, se habituam a drogar-se, a roubar, a agredir ou a cometer outros crimes, o sistema trata-os com a benignidade que a brandura dos nossos costumes considera adequadas à sua idade e lava-lhes ternurentamente o rabinho com água de colónia.
Ficam cientes de que podem fazer tudo o que lhes der na real gana na mais gloriosa das impunidades.
Não são enquadrados por autoridade de nenhuma espécie na família, nem na escola, nem na sociedade, e assim atingem a maioridade.
Deixou de haver serviço militar obrigatório, o que também concorre para que cheguem à idade adulta sem qualquer espécie de aprendizagem disciplinada ou de noção cívica.
Vão para a universidade mal sabendo ler e escrever e muitas vezes sem sequer conhecerem as quatro operações. Saem dela sem proveito palpável.
Entretanto, habituam-se a passar a noite em discotecas e noutros proficientes locais de aquisição interdisciplinar do conhecimento, até às cinco ou seis da manhã.
Como não aprenderam nada digno desse nome e não têm referências identitárias, nem capacidade de elaboração intelectual, nem competência profissional, a sua contribuição visível para o progresso do país consiste no suculento gáudio de colocarem Portugal no fim de todas as tabelas.
Capricham em mostrar que o "bom selvagem" afinal existe e é português.
A sua capacidade mais desenvolvida orienta-se para coisas como o /Rock in Rio/ ou o futebol. Estas são as modalidades de participação colectiva ao seu alcance e não requerem grande esforço (do qual, aliás, estão dispensados com proficiência desde a instrução primária).
Contam com o extremoso apoio dos pais, absolutamente incapazes de se co-responsabilizarem por uma educação decente, mas sempre prontos a gritar aqui-d'el-rei! contra a escola, o Estado, as empresas, o gato do vizinho, seja o que for, em nome dos intangíveis rebentos.
Mas o futuro é risonho e é por tudo o que antecede que podemos compreender o insubstituível papel de duas figuras como José Mourinho e Luiz Felipe Scolari.
Mourinho tem uma imagem de autoridade friamente exercida, de disciplina, de rigor, de exigência, de experiência, de racionalidade, de sentido do risco. Este conjunto de atributos faz ganhar jogos de futebol e forma um bloco duro e cristalino a enredomar a figura do treinador do Chelsea e o seu perfil de /condottiere/ implacável, rápido e vitorioso. Aos portugueses não interessa a dureza do seu trabalho, mas o facto de "ser uma máquina" capaz de apostar e ganhar, como se jogasse à roleta russa.
Scolari tem uma imagem de autoridade, mas temperada pela emoção, de eficácia, mas temperada pelo nacional-porreirismo, de experiência, mas temperada pela capacidade de improviso, de exigência, mas temperada pela compreensão afável, de sentido do risco, mas temperado por um realismo muito terra-a-terra. É uma espécie de tio, de parente próximo que veio do Brasil e nos trata bem nas suas rábulas familiares, embora saiba o que quer nos seus objectivos profissionais.
Ora, depois de uns séculos de vida ligada à terra e de mais uns séculos de vida ligada ao mar, chegou a fase de as novas gerações portuguesas viverem ligadas ao ar, não por via da aviação, claro está, mas porque é no ar mais poluído que trazem e utilizam a cabeça e é dele que colhem a identidade, a comprazer-se entre a irresponsabilidade e o espectáculo.
E por isso mesmo, Mourinho e Scolari são os novos heróis emblemáticos da nacionalidade, os condutores de homens que arrostam com os grandes e terríficos perigos e praticam ou organizam as grandes façanhas do peito ilustre lusitano. São eles quem faz aquilo que se gosta de ver feito, desde que não se tenha de fazê-lo pessoalmente porque dá muito trabalho.
Pensam pelo país, resolvem pelo país, actuam pelo país, ganham pelo país.
Daí as explosões de regozijo, as multidões em delírio, as vivências mais profundas, insubordinadas e estridentes, as caras lambuzadas de tinta verde e vermelha dos jovens portugueses.
Afinal foi só para o Carnaval, que a escola os preparou.
Mas não para o dia seguinte.
Vasco Graça Moura

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

UM PROJECTO DE DECRETO-LEI DE SARJETA - O NOJO E A VERGONHA

Recentemente o Conselho Pedagógico e Assembleia de Escola da Escola Secundária Rainha Dona Amélia, em reunião conjunta de 16 de Janeiro de 2008 tomou uma decisão de coragem, mas acima de tudo em defesa da DIGNIDADE dos professores e da VERDADE de um ensino a definhar cada vez mais em Portugal.

Com o devido respeito e admiração, transcrevo:

"O Projecto de decreto-lei do Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário – tal como o governo o apresentou em Dezembro de 2007 – desrespeita a dignidade profissional dos professores, ignora o seu papel pedagógico específico e, de facto, despreza a autonomia das Escolas que paradoxalmente diz defender.

Das várias alterações propostas, algumas há tão graves – quer em si mesmas consideradas, pelo que revelam de falta de respeito e reconhecimento pelos professores e pelas suas funções docentes e pedagógicas, quer pelas consequências que inevitavelmente vão trazer à vida escolar do nosso país (tão vulnerável, tão fragilizada já por políticas educativas contraditórias, apressadas e insensatas) – que importa recusar com veemência e firmeza, de todos os modos possíveis.
Parecem-nos especialmente graves os pontos seguintes:

Conselho Geral:
Neste “órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola”, a participação dos professores fica reduzida a um máximo de 40%. Este órgão assegura “a participação e representação da comunidade educativa” e longe de nós menosprezar essa participação. Muito pelo contrário, esperamos que ela se torne mais sentida e mais activa. Nessa comunidade educativa têm especial relevo, por motivos óbvios, os Pais e Encarregados de Educação, cujos educandos são a razão de ser da própria Escola – sendo a colaboração dos Pais e Encarregados de Educação uma tradição nossa, foi com muito gosto que a vimos expressa e consagrada na lei (Dec.-Lei nº115-A/98). Importa, no entanto, distinguir o papel que cabe a cada um dos corpos representados no Conselho Geral, e estamos seguramente perante uma errada concepção de escola quando, num órgão que tem as competências a este atribuídas, se determina que a participação dos Professores não ultrapasse os 40%.
Esta minoria para que são remetidos não corresponde ao papel que desempenham na escola – sem paralelo com qualquer outro – e reforça a sistemática desautorização e desrespeito pelo papel específico que lhes cabe, seja ele de natureza pedagógica ou científica, ou de ambas, como costuma ser. Do mesmo passo ignora-se a dignidade do estatuto do professor e subalterniza-se a sua função a interesses múltiplos verosimilmente presentes neste órgão todo-poderoso. Simbolicamente, a representação atribuída aos professores é eloquente quanto ao papel que, na Escola, a tutela lhes reserva.
Tão grave, ou mais grave ainda, o Presidente deste Conselho não pode ser um professor. Quanto a nós, deveria sê-lo, obrigatoriamente. Mas a tutela entendeu por bem vedar aos professores o acesso a este cargo. Não imaginamos que, expressamente, alguma vez de um documento legal constasse maior desconsideração pelos docentes. Esta desconfiança quanto aos professores – que perpassa por todo o documento – atinge aqui proporções inaceitáveis, e indicia a criação de uma escola à qual não gostaríamos de pertencer.

O Director, os Órgãos de Gestão Intermédia, o Conselho Pedagógico

O projecto de decreto-lei “pretende” reforçar a autoridade do Director – entidade que, espantosamente, não foi escolhida por uma maioria de professores! – mas fá-lo de forma verdadeiramente aberrante, asfixiando os outros órgãos de gestão. Nesta linha, cabe ao Director a designação dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia: coordenadores de departamento, coordenadores de grupo, coordenadores dos ensinos básico e secundário, etc. Assim, todos os professores que têm assento no Conselho Pedagógico são nomeados pelo Director. Que independência pode ter aquele órgão? Que sentido tem um Conselho Pedagógico que mais não é do que a extensão da autoridade do Director?

O Conselho Geral Transitório

Na composição deste órgão culmina a falta de respeito pelos professores e o desconhecimento – ou a ignorância – do que é a Escola e o seu funcionamento.
A este conselho cabem funções tão importantes como, por exemplo, a elaboração do Regulamento Interno que estabelece a composição dos vários órgãos da escola – aqueles que existem por força de lei e aqueles que são criados no âmbito da “autonomia” concedida aos estabelecimentos de ensino. Por outras palavras, a este órgão cabe redigir o documento “fundador da escola”, a partir do qual tudo o mais se organiza. Ora, justamente, dos vinte membros, apenas sete são professores. Representantes da autarquia são três (lembramos que com dificuldade a autarquia tem assegurado a participação esporádica de um elemento). Representantes da comunidade local são três. Que comunidade local é essa? Que interesses representa? Que vontade, que capacidade tem de participar neste conselho que vai “ criar” a escola onde, diariamente, professores e alunos desenvolvem o processo de ensino - aprendizagem? Os representantes dos pais são cinco, e apesar do respeito que nos merecem, parece-nos desproporcionado este número quando o comparamos com a representação dos docentes.
A composição deste conselho é uma afronta aos professores e o reconhecimento expresso de que, na escola, a sua voz é de importância relativa, a sua formação inútil, o seu papel secundário.

Rejeitando toda e qualquer acusação de corporativismo, afirmamos que os professores são profissionais que na escola têm o papel específico para o qual estão, ou devem estar, preparados: a eles cabe o desempenho das funções pedagógicas que lhes estão atribuídas, a leccionação das matérias curricularmente estabelecidas. Com os alunos, eles são o núcleo essencial da escola – sem eles, não há escola.
A comunidade educativa deve mobilizar-se para que os professores tenham condições para exercer as suas funções: tem direito a obter as informações que solicitar, pode pedir avaliações, deve exigir resultados, mas não pode assumir, em tempo algum, o papel exclusivo que cabe aos professores, como não o fará relativamente ao papel dos médicos, dos juízes, dos engenheiros…
O que o legislador pretende da escola não se depreende da leitura dos vários diplomas legais recentemente promulgados. Mas a verdade é que, sistematicamente, têm contribuído para a desmotivação, para o desânimo dos professores, sobretudo daqueles que mais respeitam a sua profissão. "
Texto aprovado com 32 votos e uma abstenção.
Presenças de acordo com convocatória em anexo.
Aprovou-se igualmente que fosse enviado às seguintes personalidades / entidades:

Presidente da República - Primeiro-Ministro - Ministra da Educação - Presidente da Assembleia da República - Comissão de Educação da Assembleia da República - Conselho Nacional de Educação - Conselho de Escolas - Estabelecimentos de ensino público - Confap - Câmara Municipal de Lisboa - Meios de Comunicação Social - Fórum para a Liberdade de Educação

O JORNAL PÚBLICO E JOSÉ SÓCRATES


Tem havido umas mentes perversas que não gostam da verdade e então insinuam, ...
"Tem o jornal o "Público", de uma forma persistente e concertada, desde que Belmiro de Azevedo não conseguiu sucesso na OPA sobre a PT responsabilizando o Governo, feito uma campanha difamatória organizada e eventualmente concertada com outra Comunicação Social."
... que o Público isto, o Público aquilo quando o que o Jornal Público faz é aquilo que qualquer orgão de comunicação SÉRIO deveria fazer: Investigar e dizer a VERDADE.
Sabemos todos que o sr. ex-injenheiro José Sócrates muito gostaria de TAMBÉM controlar este jornal e inclui-lo no rol daqueles que são uns lacaios da sua máquina de propaganda.
O sr. ex-injenheiro, licenciado com 16 valores a um domingo com 4 cadeiras (as mais difíceis) feitas com um único professor seu amigo numa Universidade privada (acabadinha de se fundar ... eheheh) já que na pública não passava de médias normais, e com fotocópias razuradas na Assembleia da República ... é um MENTIROSO.
Toda a gente sabe, ou é isto mentira?
Percebe-se portanto que também agora lance esta campanha contra o Público.
Percebe-se!
Não quer que os portugueses conheçam o seu obscuro passado e que o queira esconder a todo o custo.
São jornais como o PÚBLICO que os portugueses precisam. Independentes e isentos na busca da verdade, que não se deixem amordaçar nem amedrontar com telefonemazecos a reprender e a censurar.
Quem não tem MEDO e tem a sua vida transparente, tem que se queixar de quê? Ó sr. ex-injenheiro Sótrócas ... diga mas é DE UMA VEZ POR TODAS as ilegalidades que já fez e poupa-nos de investigações e do sr. passar a vida a mentir.
Fica-lhe mal e já ninguém acredita em si, as mentiras na boca deste homem parecem cerejas.
Lá diz o velho ditado português: "Quem faz um cesto, faz um cento."
Ao menos a MENTIR, somos os PRIMEIROS na Europa com um "primeiro" como este.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

OS PROJECTOS DE JOSÉ SÓCRATES

Vale a pena deixar aqui, vários dos projectos do ex-injinheiro Sócras.
Não é motivo de riso por favor, já basta a desgraça de quem teve de lhe pagar para lá viver.
Quem mais não sabe, a mais não é obrigado. É óbvio !!!!!
Vê-se pela forma como projecta ... vê-se pela forma como desgoverna.
Para mais pormenor da "arte" ... CLICAR EM CIMA DA IMAGEM














Vá lá ... ao menos estas ainda tiveram alguma sorte. A de cima porque tem uma casa pintada de verde ao lado e a de baixo porque ela própria, está pintada de verde. Foi a única maneira de as tentar valorizar. Há dias felizes ...




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Agora a falar a sério ... depois desta vergonha, não ficam com a ideia de que até qualquer um era capaz de fazer muito melhor?
Haja Deus ...
.

TRISTEZA

Este ex-injinheiro Sócrates é um perfeito MENTIROSO
É exactamente o que estou a dizer: MENTIROSO !!!!!
Já o mostrou por várias vezes.
Não foi por falta de oportunidades.
Como um indivíduo destes chega a primeiro ministro é a imagem perfeita do estado lastimável a que chegou este pobre e pequeno país.
TRISTEZA ...

O EX-INJINHEIRO JOSÉ SÓCRATES NÃO PÁRA ... A VERGONHA CONTINUA!

O ex-deputado José Sócrates recebeu indevidamente um subsídio de exclusividade da Assembleia da República, entre finais de 1988 e princípios de 1992, por acumular as suas funções parlamentares com a actividade profissional de engenheiro técnico, enquanto projectista e como responsável pelo alvará de uma empresa de construção civil.
Sócrates nega que tal tenha acontecido, mas diversos documentos por ele assinados confirmam a violação do regime legal de dedicação exclusiva.
Declarando “sob compromisso de honra” que “exerceu as funções de deputado em regime de exclusividade” entre Outubro de 1988 e o final de 1991, o então porta-voz do PS para a área do Ambiente requereu ao presidente da Assembleia da República que lhe fosse pago, relativamente àquele período, um subsídio mensal para despesas de representação reservado aos deputados em dedicação exclusiva.
O pedido foi feito em Fevereiro de 1992 porque o processamento do abono em causa, correspondente a 10 por cento do vencimento (100 euros, vinte mil escudos à época), tinha estado congelado desde a publicação da lei que o criou, em Agosto de 1988, devido à existência de dúvidas sobre o conceito de dedicação exclusiva.

Ultrapassado este impasse em Janeiro de 1992, graças a um parecer da Procuradoria-Geral da República que fazia equivaler a exclusividade à impossibilidade legal de desempenho de “qualquer actividade profissional” – sem falar em actividade remunerada –, José Sócrates e muitos outros deputados requereram o pagamento rectroactivo do subsídio desde Outubro de 1988.


No caso do actual primeiro-ministro, os serviços da assembleia chamaram-lhe a atenção, logo após a entrega do requerimento, para o facto de a sua declaração de IRS mostrar que tinha exercido a actividade de engenheiro técnico em 1989, situação que contrariava a declaração feita no requerimento.
O deputado informou então, por escrito, que “a verba de 95 000$00”, constante da sua declaração de IRS, se referia a “um projecto executado no mês de Março de 1989” – informação que aliás não coincide com a que agora deu.





TADINHO DO "SÓCRAS" ... DEIXEM MAZÉ O PINÓQUIO EM PAZ.

Ridícula carta de penitência do sr. ex-injinheiro com
pós graduação em Sanitas ao Director do Jornal Público

(Não se riam que é feio)


Exmo. Senhor Director
Insiste o jornal que V. Exa. dirige em vasculhar o meu passado em constantes e desesperadas tentativas para descobrir qualquer coisa, mínima que seja, que permita atacar-me pessoal e politicamente. É uma forma de estar na política – mais do que uma forma de estar no jornalismo
– que já não passa despercebida a ninguém.
Desmentido categoricamente pela investigação das instâncias judiciárias competentes no caso da minha licenciatura pela Universidade Independente, o jornal cuja direcção lhe foi confiada, sem conter o ressentimento, decidiu agora dedicar-se a um novo exercício de arqueologia jornalística procurando questionar o meu passado profissional na década de 80.
Espero que não deixem em branco as décadas de 60 e 70 que, bem exploradas, e com os critérios em voga, ainda poderão render uma ou duas manchetes…

Ainda assim, não quero que fiquem sem resposta as perguntas que o Público me colocou através do bem conhecido jornalista José António Cerejo:
1. Exerci funções, entre 1981 e 1987, como engenheiro técnico nos quadros da Câmara Municipal da Covilhã.
Como é sabido, deixei de prestar serviço efectivo na Câmara em 1987, por ter sido eleito deputado à Assembleia da República.
2. Desde 1980 exerci também funções privadas, em regime de profissão liberal, sendo que assumo, naturalmente, a autoria e responsabilidade de todos os projectos que assinei. No quadro dessas funções privadas, exerci funções como consultor técnico da empresa “Sebastião dos Santos Goulão”, entre 1980 e 1989.
3. A minha actividade profissional privada desenvolveu-se sempre nos termos da lei e sem qualquer incompatibilidade com as funções que exerci na Câmara Municipal da Covilhã. Como é sabido, à época a lei não exigia, por regra, nenhuma formalidade de prévia autorização
superior para a acumulação entre funções públicas e privadas.

Na verdade, a referida autorização só passou a ser exigida através dos DL nºs 184/89, de 2 de Junho e 427/89, de 7 de Dezembro, num regime que foi estendido às câmaras municipais
apenas a partir de 1991, com o DL 409/91, de 17 de Outubro.

Em todo o caso, a minha actividade profissional privada nunca constituiu segredo e sempre foi do conhecimento das minhas chefias na Câmara Municipal.
4. Desde que fui eleito Deputado, em 1987, a minha actividade privada tornou-se, naturalmente, muito residual, resumindo-se à intervenção pontual em pequenos projectos a pedido de amigos, sem remuneração.
Na mesma linha, fiz cessar em 1989 a colaboração mínima que ainda mantinha com a empresa “Sebastião dos Santos Goulão”. Por essa razão, o único pagamento que recebi referente a
esse período foi no reduzido montante de 95 contos, pagos justamente em 1989 para acerto final de contas. Seja como for, para além de ter declarado esses rendimentos na declaração fiscal
competente, comuniquei aos serviços da Assembleia da República esse recebimento, para que me não fosse aplicado nesse ano, como não foi, o regime de dedicação exclusiva. Não auferi quaisquer outras remunerações por actividades privadas nem nesse ano nem nos anos subsequentes.
5. Em 1992 a empresa “Sebastião dos Santos Goulão” pediu-me que retomasse a colaboração anterior e chegámos a acordar essa possibilidade, uma intenção que, todavia, foi abandonada poucos dias depois, também por comum acordo, sem que tenha chegado a produzir quaisquer
efeitos.
Estes são os factos, senhor Director, mas não passam disso mesmo: factos. Sei por experiência própria que há sempre quem insista em não deixar que os factos atrapalhem uma boa história.


José Sócrates
Primeiro-Ministro

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

ACADÉMICA DE COIMBRA - UNIÃO DE COIMBRA (UM FILME DE 1930)


Magnifico filme dos anos trinta do século passado.


Nele se visiona um renhidíssimo Académica - União, disputado no desaparecido Campo do Arnado que se localizava na zona entre a Fernão de Magalhães e a linha do comboio.

Dá para ver o casário existente na Rua Figueira da Foz (ou de Fora de Portas) e a Igreja de Santa Justa.
Se alguma vez forem à Rua do Arnado, ali ao lado da Auto Industrial e frente à Coimbra Editora (tipografias) ainda se podem ver um resto deste campo na entrada (serventia) para o Restaurante do Joaquim dos Leitões, paredes meias com os restos do edifício da Fábrica de Malhas Ideal.

Nessa entrada do lado direito, na parede, ainda estão as bilheteiras do Campo do Arnado.
O filme está AQUI
.

É PRECISO TER LATA ... ÓÓÓ TCHIZÉ SANTOS

"Ouvi recentemente a polémica música do cantor Dog Murras e como jornalista, não pude ficar indiferente à sua letra.

Creio que o Dog Murras canta algumas verdades, mas como figura de referência que é, não devia fomentar a desunião e a frustração que todo o povo angolano vive, no anseio por uma angola reconstruida e totalmente recuperada da guerra, onde todos os nossos filhos possam ir à escola e onde já não teremos as "diarreias" de que ele fala e que todos nós já tivemos. Mas o próprio Dog Murras há de saber que não se constroi um apaís em 5 anos, nem em 10.

Ninguém gosta de ser relembrado que vive num país com difiuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas, aos quais estão expostos TODOS os angolanos, RICOS E POBRES. Todos passamos pelos mesmos buracos e todos sofremos no mesmo trânsito no dia-a-dia, Ricos e Pobres. E todos continuamos a amar a nossa Angola, Ricos e Pobres. Temos é que trabalhar UNIDOS por uma angola melhor e por um futuro melhor para os nossos filhos, ricos ou pobres. E para esquecer as "malambas", então juntamo-nos ao fim-de semana e dançamos os Kuduros do momento que geralmente, esperamos que nos entretenham e nos façam esquecer os problemas, ao invês de nos frustrar ainda mais.


É preciso entender que os obstáculos fazem parte do percurso e que os "engraxadores", "bajuladores", os "Kotas Bosses", e outros delinquentes do colarinho branco, existem em todas as sociedades e passam por cima de outros cidadãos, ricos ou pobres. É o dia-a-dia da batalha pelo ganha pão. A discrepância social infelizmente é um mal global que temos que combater, JUNTOS, e não desunidos e odiando-nos uns aos outros e fomentando o ódio, ou criando bodes espiatórios como os emigrantes estrangeiros ou os ricos, que na sua maioria um dia também foram pobres.

O problema é que infelizmente alguns "pseudo-novos-ricos" angolanos esquecem as suas origens e querem passar por cima do seu vizinho que saiu do mesmo bairro e acham que têm direito a tudo na lei da força. Isto é que tem que acabar, pois o dinheiro e o poder não identificam um ser humano. Os seus valores sim o caracterizam, fazendo dele um bom ou mau angolano.

Também acho que os Chineses não têm culpa da nossa herança histórica que traz consigo poucos quadros angolanos capazes de fazer as obras que eles fazem com aquela rapidez.

O que seria melhor? Não fazer as obras porque não sabemos fazer bem e rápido, ou chamar expatriados que façam bem e aprender com eles a fazer melhor ainda? Temos que ser humildes e reconhecer que Angola é um país novo no qual TODOS estamos a aprender como se constroi uma economia de mercado forte. Ninguém nasce ensinado.

Agora coloquem-se no lugar do Chinês, Francês, Brasileiro, etc... Quem trabalha de graça na terra dos outros? Claro que os expatriados têm de ser recompensados por irem para a nossa terra dos buracos, do paludismo e da poeira, como diz o próprio cantor, que aliás é um compositor genial.

Creio que os senegaleses, zairenses e malianos tb não podem ser culpados da nossa falta de competitividade, ou inexperiência natural de um país com 32 anos, que os deixa vencer a concorrencia nos nossos próprios mercados. E por fim, os portugueses não têm culpa do facto de gostarmos tanto de comer os seu chouriço, bacalhau com natas, Sumol de ananás e cerveja Sagres, em vez valorizarmos a nossa CUCA e Nocal e o Yuki, ou a chikaungua da terra nas festas e bailes onde agora finalmente já dançamos as músicas dos nossos cantores e compositores sem vergonha.

Conclusão, temos que trabalhar, pois ser empregado não é vergonha, ser pobre não é vergonha. Trabalhar até de madrugada não é vergonha. Vergonha é ser-se arrogante, ser-se fraco e baixar a cabeça quando um obstáculo se nos impõe. Vergonha é ficar a lamentar os problemas de braços cruzados. E o Angolano não é fraco. O angolano não é violento. O angolano é orgulhoso, mas também é lutador. E com o seu jeitinho, vai resolvendo os problemas.

Sejamos unidos, ouçamos as críticas do Dog Murras, sem entretanto interpretá-las como um estímulo ao racismo, nem à desunião dos angolanos, pois com certeza não é essa a intenção do poeta. Enfrentemos a nossa realidade de frente e sem hipocrisia, mas creio que Angola não é dos Chineses, nem dos portugueses e nem dos brasileiros. Angola é mesmo dos angolanos! E nós temos que nos instruir, temos que batalhar e ganhar experiência de trabalho para não nos deixarmos enganar pelo senegalês, brasileiro, português, francês, inglês, chinês na nossa própria terra, pois a ignorância é o maior inimigo do homem e o esclarecimento a melhor ferramenta para o sucesso. "
Artigo de Tchizé dos Santos
em Resposta à Musica do DOG MURRAS

O "SÓCRAS" A PROJECTAR NÃO DÁ HIPOTESES AOS INJINHEIROS

O primeiro-ministro, ex-ministro do ambiente, e também "ex-injinheiro" José Sócrates, projectou uma casa, enquanto exerceu funções privadas de projectista de edifícios, na década de 80, por cima de um curral de vacas «sem drenagem de esgotos», segundo criticou a arquitecta que apreciou o projecto.
Um dos projectos consultados pelo jornal Público diz respeito a uma habitação na aldeia de Rapoula projectada, em 1983, em cima de uma «loja de vacas».
A arquitecta, Maria José Abrunhosa, já falecida critica o projecto do primeiro-ministro e explica porquê: «A habitação projectada sobre a palheira existente apresenta as divisões anti-regulamentares, bem como janelas e beirados para terrenos particulares, além de, por se tratar de um prédio muito estreito, resultar esteticamente feio».

O parecer aponta mais erros: «Também não pode sanitariamente aceitar-se uma habitação sobre uma loja de vacas, sem drenagem de esgotos (...)». Segundo o jornal, a licença da casa nunca terá sido emitida, mas acabou por ser construída em cima do curral, com o aval de Sócrates.
Projectos com «pouco cuidado»

No ano anterior, a mesma arquitecta atacou o «pouco cuidado» os projectos do primeiro-ministro: «Julgo de deferir o projecto, devendo no entanto chamar-se a atenção do técnico autor para o pouco cuidado manifestado na elaboração do mesmo».
«Todas as peças têm de ser assinadas pelo autor do projecto. Não se aceitam rabiscos que não são nada em folhas de responsabilidade», lê-se numa informação de 1985, relativa a um projecto seu.
Novamente, em 1983, Sócrates autorizou a construção de uma moradia em terrenos agrícolas e fora do perímetro urbano, junto ao Mondego, em Porto da Carne. O projecto, da autoria de Sócrates, que viria a ser ministro do Ambiente, foi aprovado pela câmara contra os pareceres dos seus serviços e ainda dos ministérios da Agricultura e das Obras Públicas - estes últimos vinculativos.
O director regional de Coimbra dos serviços de Planeamento Urbanístico (Ministério das Obras Públicas) escreveu várias vezes a Abílio Curto a exigir o embargo e demolição da casa, mas a câmara nada fez.
Pelo contrário, três anos depois aprovou uma ampliação da moradia com 168 m2.
O projectista voltou a ser Sócrates, segundo o jornal Público.






PINÓQUIO NO SEU MELHOR ... QUEM DIRIA ?

Então mas afinal, o ex-injinheiro José Sócrates, andava a assinar projectos durante uma década na zona da Guarda que os outros ... projectavam ... e não dizia NADA??????

Ai o malandro !!!!!!
"Quem faz um cesto, faz um cento", lá diz a sabedoria popular e, se o rapazinho já fez tantas com a licenciatura na Independente e com a duplicação de papéis na Assembleia da República, alguém se admira que possa ter feito mais estas e outras que qualquer dia se virão a saber?
Ora, ora ... por alguma razão ele escolheu a Universidade Independente para se licenciar a um DOMINGO. Não é para todos, pois não?
Só se lamenta a IMPUNIDADE com que estas coisas se fazem e, das quais, sempre os mesmos beneficiam. Havia de ter sido eu, ou outro pobre coitadinho como eu ... tá bem tá ...

Qual Siza Vieira!!!!!!!!!!

Qual Edgar Cardoso!!!!!!!

Adorei esta casa projectada pelo ilustre Inginheiro.... caraças... que BELEZA !!
Isto sim, é uma casa, e que ambiente, assim sim, é uma casa portuguesa, cum raio....
A construção civil e o poder autárquico, sempre foram uma ligação perigosa.
Mas apenas para alguns ... como se vê, mas fede por todos os lados, a começar por cima!
Por quem DEVIA dar o exemplo, mas ... NÃO DÁ !!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

NO REINO DA MACACADA

O Paulo Teixeira Pinto está a triplicar? E daí?
O que é isso comparado com os 9.732 milhões de euros de "compensações" e "remunerações variáveis" que recebeu pela sua "justa reforma"?
Em carta enviada ao Público, Paulo Teixeira Pinto indica que passou “à situação de reforma em função de relatório de junta médica”. Dá para rir? Não, não dá!

E se eu dissesse que mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, muito embora já tenha arranjado um cargo numa consultora financeira? Dava vontade de rir? Talvez desse, sim, mas isso era se as juntas médicas que exigem que os professores morram no trabalho, tivessem o mesmo comportamento.
Assim, mais do que vontade de chorar, mete NOJO !!! ENOJA qualquer ser humano
Afinal há quem não tenha razões de queixa das mesmas.


E o curioso é que Teixeira Pinto nega ter recebido 1o milhões de euros de "indemnização pela rescisão do contrato” com o BCP, garantindo que apenas recebeu a “remuneração total referente ao exercício de 2007”: 9.732 milhões de euros em "compensações" e "remunerações variáveis".
Afinal que é que está a GOZAR connosco?
Quantas juntas médicas há neste país?
Três ... provavelmente. Uma para ricos, outra para pobres e, ainda outra para ... professores
PATA QUE OS LAMBEU!!!!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

CONTESTAÇÃO À ARROGÂNCIA DO GOVERNO, CRESCE NO PS

NOTÍCIA DO JORNAL PÚBLICO
25.01.2008, Leonete Botelho
Para uns, foi a reunião "mais complicada" dos últimos tempos; para outros, apenas uma reunião "viva e participada", como "é timbre do PS". Certo é que no grupo parlamentar socialista ouviram-se ontem fortes críticas à actuação do Governo, ou pelo menos de alguns sectores do executivo.
A crítica é recorrente e prende-se com a acusação de falta de diálogo entre ministros e o grupo parlamentar sobre políticas difíceis e de grande impacto público. Mas ontem, subiu de tom, com os ministros da educação e da saúde a serem acusados de falta de espírito democrático e de arrogância pela forma como lidam com os deputados e os cidadãos.
Dois dos protagonistas foram Luís Fagundes Duarte e Teresa Portugal, ambos da comissão parlamentar de educação, que na véspera tinha reunido com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. A reunião prendia-se com a análise de dois decretos-leis que, como instrumento legislativo do Governo, não passaram pelo Parlamento: o da avaliação dos professores (publicado) e o da gestão das escolas (em discussão pública).
Os deputados quiseram, ainda assim, analisar os dois, na medida em que têm recebido muitas contribuições e queixas de cidadãos e professores. Mas a reunião não terá corrido bem e acabou com acusações mútuas: a equipa do ministério considerou que os deputados estavam a dar voz a "professorzecos", enquanto estes lembraram os governantes de que só estavam no Governo porque existia a maioria parlamentar.
O mal-estar transbordou para a reunião da bancada depois de um vice-presidente ter feito um reparo quanto ao elevado número de declarações de voto entre os socialistas na votação da lei eleitoral autárquica. E depois de Maria de Belém ter levantado a voz contra a falta de consideração do ministro Correia de Campos pelos parlamentares.
Mas também se ouviram vozes apaziguadoras. E o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, acabou por ser elogiado como um bom exemplo de articulação entre o Governo e o grupo parlamentar.
É tempo de a equipa ministerial respeitar o
Professor enquanto Pessoa e enquanto Profissional!

PROFESSORES - 42% .... E A SINISTRA DA EDUCAÇÃO SÓ COM 7%

Sondagem Gallup para o Fórum Económico Mundial
Professores são profissão em que portugueses mais confiam e a quem dariam mais poder
25.01.2008 - 12h29 Lusa
Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF). Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.
Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas sete por cento a dizerem que confiam nesta classe. Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com seis por cento, as estrelas desportivas ou de cinema.
A confiança dos portugueses por profissões não se afasta dos resultados médios para a Europa Ocidental, onde 44 por cento dos inquiridos confiam nos professores, seguindo-se (tal como em Portugal) os líderes militares e policiais, com 26 por cento.
Os advogados, que em Portugal apenas têm a confiança de 14 por cento dos inquiridos, vêm em terceiro lugar na Europa Ocidental, com um quarto dos europeus a darem-lhes a sua confiança, seguindo-se os jornalistas, que são confiáveis para 20 por cento. Políticos em último também na Europa. Em ultimo lugar na confiança voltam a estar os políticos, com dez por cento.
A nível mundial, os professores são igualmente os que merecem maior confiança, de 34 por cento dos inquiridos, seguindo-se os líderes religiosos (27 por cento) e os dirigentes militares e da polícia (18 por cento).
Uma vez mais, os políticos surgem na cauda, com apenas oito por cento dos 61.600 inquiridos pela Gallup, em 60 países, a darem-lhes a sua confiança.
Os professores surgem na maioria das regiões como a profissão em que as pessoas mais confiam. Os docentes apenas perdem o primeiro lugar para os líderes religiosos em África, que têm a confiança de 70 por cento dos inquiridos, bastante acima dos 48 por cento dos professores, e para os responsáveis militares e policiais no Médio Oriente, que reúnem a preferência de 40 por cento, à frente dos líderes religiosos (19 por cento) e professores (18 por cento).
A Europa Ocidental daria mais poder preferencialmente aos intelectuais (30 por cento) e professores (29 por cento), enquanto a nível mundial voltam a predominar os professores (28 por cento) e os intelectuais (25 por cento), seguidos dos líderes religiosos (21 por cento).

7% para os políticos?
Pudera ..... foram eles a votarem neles próprios!!!

ADIVINHA

O grande poeta Bocage mais actual que nunca!
Ah, grande Bocage!!



Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:


Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é MINISTRA.

QUEM É?

domingo, 27 de janeiro de 2008

PROFESSOR TITULAR

"As nossas escolas lançam-se, definitivamente, na arrojada experiência do mundo da bola.
Com uma Ministra apostada em ser um género de Scolari da educação, o Ministério investe na divisão sectarista entre (professores) titulares e suplentes.
Os titulares serão, então, convocados à luz de uma escolha surpreendente. Mais importante do que saber dar aulas e ter sucesso na relação educativa com os alunos, interessará saber como pisar a alcatifa dos gabinetes, ter prática de carreira burocrática fora da sala de aulas e, acima de tudo, não ter tido lesões que obriguem a paragens mais ou menos longas no Campeonato, mesmo que por culpa de qualquer sarrafada alheia.
A táctica é, pois, não ter vida para além do dever. O destino é entregar a titularidade professoral aos mais dignos ratos de sacristia. Por isso, não bastará saber marcar golos.
E, tal como em alguns clubes de futebol manhosos, é preciso não esquecer de elogiar o presidente e ser de uma fidelidade canina ao treinador. "
Vítor Serpa, Director
In jornal A BOLA

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR - SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA (2)

Retirado do Arquivo
Nacional de Torre de Tombo

Notas de Publicação

DECRETO nº 11 707 I Série. (03-06-26) [A.O.Salazar é nomeado ministro das Finanças]DECRETO nº 11 753 D.G. I Série. (26-06-19) [A.O.Salazar é exonerado da pasta das Finanças]DECRETO nº 15 409. D.G. I Série. (28-04-27) [A.O.Salazar é nomeado ministro das Finanças]DECRETO nº 17 886/30. D.G. I Série (30-01-21) [A.O.S. é nomeado ministro interino das Colónias]
DECRETO nº 18 691/30. D.G. I Série (30-07-29) [A.O.S. é exonerado do cargo de ministro das Colónias]
DECRETO nº 18 999/30. D.G. I Série (30-11-03) [A.O.Salazar é nomeado ministro interino das Colónias]
DECRETO nº 19 014/30. D.G. I Série (30-11-06) [A.O.Salazar é exonerado do cargo de ministro interino das Colónias]
DECRETO nº 21 444/32. D.G. I Série (32-07-05) [A.O.S. é nomeado para o cargo de presidente do Ministério]
DECRETO nº 26 584/36. D.G. I Série (36-05-11) [Salazar é nomeado para o cargo de ministro interino da Guerra]
DECRETO nº 27 161. D.G. I Série (36-11-06) [A. O. Salazar é nomeado para o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros]
DECRETO nº 30 704/40. D.G. I Série (40-08-28) [A.O.S. é exonerado do cargo de ministro das Finanças]
DECRETO nº 33 926/44. D.G. I Série (44-09-06) [A.O.Salazar é exonerado do cargo de ministro da Guerra]
DECRETO nº 36 126/47. D.G. I Série (47-11-06) [A.O.Salazar é exonerado do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros]
DECRETO nº 43 592/61. D.G. I Série (61-04-13) [A.O.Salazar é nomeado para o cargo de ministro da Defesa Nacional]
DECRETO nº 44 753/62. D.G. I Série (62-12-04) [A.O.Salazar é exonerado do cargo de ministro da Defesa Nacional]
DECRETO nº 48 597/68. D.G. I Série (68-09-27) [A.O.Salazar é exonerado do cargo de presidente do Conselho, sendo nomeado, para o substituir, Marcelo Caetano]
DESPACHO (68-09-21) [Nomeação de Comissão para providenciar sobre a guarda e conservação de todos os documentos do Arquivo Salazar]
DECRETO nº 77/81. D.G. I Série (81-04-18) [Consignou a transferência do Arquivo Salazar do Palácio Nacional de S. Bento para a Biblioteca Nacional]
DECRETO nº 33/85. D.G. I Série (85-01-31) [Declara o Arquivo Salazar coisa dominial única, constituindo propriedade do Estado]
DECRETO nº 279/91 D.G. I Série (91.08.09) [Determinou a transferência do Arquivo Salazar da Biblioteca Nacional para o Palácio de S. Bento]
ALMEIDA, Pedro Ramos de - Salazar: biografia da ditadura. Lisboa: Edições Avante, [1999]Armindo Monteiro e Oliveira Salazar: correspondência política, 1926-1955. Org. de Fernando Rosas, Júlia Leitão de Barros, Pedro Oliveira. Lisboa: Estampa, 1996
BARREIRA, Cecília - Salazarismo e outros ismos. Lisboa: Imprensa Universitária, 1997.
CAETANO, Marcelo - Minhas memórias de Salazar. Rio de Janeiro: Editora Record, [1977].
FERRO, António. Salazar: o homem e a sua obra. Pref. de Oliveira Salazar. Lisboa: Emp. Nac. de Publicidade, 1933.
GALLAGHER, Tom - Dictatorial Portugal, 1926-1974: a bibliography. Durham: University of New Hampshire, [1979].
LUCENA, Manuel de Lucena - O regime salazarista e a sua evolução. Matosinhos: Contemporânea Editora, [1995].
NOGUEIRA, Franco - Salazar. Porto: Civilização, 1977-1985. 6 vol.
OLIVEIRA, César de - Salazar e o seu tempo. Lisboa: O Jornal, 1991.
PINTO, António Costa - O salazarismo e o fascismo europeu: problemas de interpretação nas Ciências Sociais. Lisboa: Estampa, 1992.
PLONCARD d'ASSAC, Jacques - Salazar. Milano: Edizione del Borghese, 1968.
ROSAS, Fernando;
BRITO, J.M. Brandão de - Salazar e Salazarismo. Lisboa: Dom Quixote, 1989.
SALAZAR, António de Oliveira - O ágio de ouro: sua natureza e suas causas: 1891-1915. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1916.
SALAZAR, António de Oliveira - Discursos: 1928-1934. Coimbra: Coimbra Editora, Lda., 1935. (vol. 1º)
SALAZAR, António de Oliveira - Discursos e Notas Políticas: 1935-1937. Coimbra: Coimbra Editora Lda., 1937. (vol. 2º)
SALAZAR, António de Oliveira Salazar - Discursos e notas políticas: 1938-1943. Coimbra: Coimbra Editora Lda., 1943 (vol. 3º)
SALAZAR, António de Oliveira - Discursos e Notas Políticas: 1943-1950. Coimbra: Coimbra Editora Lda., 1951. (vol. 4º)
SALAZAR, António de Oliveira - Discursos: 1950-1958. Coimbra: Coimbra Editora Lda., 1959. (vol. 5º)
SALAZAR e Caetano: Cartas secretas 1932-1868. Introd. e coord. de José Freire Antunes. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993
SALAZAR: Inéditos e dispersos . Org. e pref. de Manuel Braga da Cruz. Venda Nova: Bertrand, 1997-1998.
SALAZAR: pensamento e doutrina política. Organização e prefácio de Mendo Castro Henriques e Gonçalo Sampaio e Melo. Lisboa: Verbo, [1989].