A minha dúvida inicial, prende-se com o 2º exemplo que vou dar.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
PORQUE NÃO TE CALAS, CARAGO?
A minha dúvida inicial, prende-se com o 2º exemplo que vou dar.
PORTUGAL NO EUROPEU
domingo, 18 de novembro de 2007
ESTA É A MINISTRA DA EDUCAÇÃO QUE TEMOS!!!!
A sora ministra era professora primária e não queria que se soubesse!!!
Mas ela é cá duma koltura!!!
Dizer mal da koltura da sora ministra? Nunca!!! A ministra abzentista , afinal … é professora primária e não só nunca o disse como também o omitiu do curriculum oficial…
Então, a Prof. Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação do governo socialista , toda cheia de eduquês-sociológico cerrado para tentar demonstrar erudição, não sabe gramática básica?!... A ministra da Educação, que ocupa temporariamente, como todos, por mais que o esqueçam, um cargo de grande responsabilidade, já exercido por notáveis cultores da língua, passou a "Grande Entrevista" da RTP, a Judite de Sousa, a falar de "comportamento... ab zentista" - com o som [z] . A ministra da Educação não sabe que no português de todos os sotaques nacionais, da Fajã Grande da ilha das Flores a Paradela de Miranda do Douro, ou internacionais, de Mâncio Lima no Acre brasileiro a Tutuala em Timor, a palavra "absentista" se pronuncia "absentista" (com "s", conforme se lêem os "s" entre duas consoantes) e não abzentista (com "z"), como disse várias vezes (tantas quantas pronunciou a palavra) para ilustração dos pais e alunos portugueses?!... Para lá da responsabilidade do cargo, acresce outra circunstância ainda mais embaraçante para a ministra imortalizada pelo Antero do Anterozóide : a ministra, nascida em 1956, é alegadamente ex-professora do ensino primário, um facto que é omitido do seu curriculum oficial, onde não se regista a sua ocupação até 1986, antes de se tornar aos 30 anos docente do ISCTE - instituto que frequentou com muito bom aproveitamento o "Curso de Pós-Graduação em Gestão de Empresas, com a designação de MBA" o aluno José Sócrates. O alegado facto é omitido do curriculum oficial certamente por modéstia, pois não pode ser motivo de vergonha, mas de orgulho, ter sido professora do ensino primário, ainda para mais a formação e profissão de grande parte dos funcionários que tutela?!... Só se - e nesse caso já se compreenderia a omissão! -, apesar dessa eventual formação inicial e experiência no magistério primário for "abzentista" no respeito da língua...Lapso qualquer um tem, e não deve ser notado, mas quando é sistemático e ostensivo, já não decorre de distracção, mas de ignorância refinada. Está vingado o ex-secretário de Estado, agora deputado, Diogo Feyo . Já não bastava à ministra a notoriedade do YouTube com o episódio inesquecível do despautério dos gritos de "buuuuuuuuuu!" com que (des)educou as crianças em Santa Maria da Feira no dia 10 de Março de 2007 ... (Vejam este link que vale a pena para se perceber quem de facto ela é. .. ahahahahaha... que nível !!!) ....
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
A CULPA É DOS PROFESSORES, PONTO FINAL.

De facto, o professor está sempre errado!
Mas se você conseguiu ler até aqui,agradeça-lhe a ele.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
TROCO TODOS OS BENEFÍCIOS FISCAIS POR UM ÚNICO CANCRO DA MAMA. O Sr. MINISTRO ACEITA?
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de somenos importância.
a) A entrega do CANCRO da MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua ou Filha ainda:
c) S eis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) Vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) A angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) Ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos (?) permanentemente.
O HORÁRIO DE TRABALHO DE UM PROFESSOR
em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir integralmente nas suas escolas o seu horário de trabalho. Passo a explicar:
- pela manhã, TODOS os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho.
- Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica. Se um professor tem 3 horas de aulas num, cumpre mais quatro horas de permanência na escola.
- Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas, etc., etc. ... tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado (mal) a fazer em casa.
- É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho. É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho.
- No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer *. Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa? Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado?
Deixem de ser um bando e passem a actuar como um grupo.
TODOS para as escolas desde manhã a cumprirem o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural. Atasquem completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto.
Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal. Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima enxovalhando-vos continuamente.
Substituam os sindicalistas que vos representam tão mal e que já não sabem o que é dar uma aula há mais de 20 anos por Professores que saibam discutir os assuntos de forma séria.
Sejam de uma vez por todos PROFESSORES UNIDOS.
Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
E NÃO SE QUEIXEM.
Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar.
AYRTON SENNA - O MELHOR PILOTO DE F1 DE TODOS OS TEMPOS
SUCESSO ESCOLAR? . . . FACÍLIMO!
POESIA PARA QUEM VIVE DISTRAÍDOS NO DESGOVERNO DE SÓCRATES
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
A EDUCAÇÃO PODE SER AINDA MUITO MELHOR
sábado, 10 de novembro de 2007
O ESTADO EM QUE SE ENCONTRA A ESCOLA E O ENSINO EM PORTUGAL
Ílhavo, 22 de Outubro de 2007
Senhor Presidente da República Portuguesa
Excelência:
Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: “Talvez V. Excia não saiba bem quanto!”
1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a “má-fé”) do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três!
Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.
2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: ”Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!”
3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.
Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.
Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.
Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.
Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio.
Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.
Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer “Olha-me este!” e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.
4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!!
Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade?
Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?...) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental.
Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: “Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?”
Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.
Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas “Entram, sentam-se e calam-se!”
Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.
Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como “obrigado”, “por favor” e “desculpe” e que as usem sempre que o seu emprego se justifique.
Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem com enfado dizendo interiormente “Mas o que é que este quer agora?” e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem.
Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno “não está na sala”, está com a cabeça em outros mundos.
Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir?
Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem “esquecidas” em cima da mesa.
Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: “Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!” mas nenhum deles se moveu um milímetro!!!
Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem sucedida?
É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!
5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1.
Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10º ano!!!
Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!
6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias irresponsáveis.
Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?
Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar mas para “tirar o 9º ano”.
Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola…
E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!
7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar ( o verbo é mesmo esse, “enfrentar”, já que de uma luta se trata…), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar.
Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibam estar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano, mas a um bacharelato…).
É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender “dói”! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos.
Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira…
Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo…
Atenciosamente
Professor de Ciências Físico-Químicas
3830 - 203 ÍLHAVO
... APENAS AO ALCANCE DOS CORRUPTOS E DITADORES FACÍNORAS
Pois é ... enquanto o povo passa fome ...
Finalmente alguém obteve estas fotos.
Imaginem quem tem este gosto e vive nesta opulência?
Um Bilionário Americano?
Um Principie Saudita?












This manison belongs to::
President of Zimbabwe
Robert Mugabe
one maniac, that has his people starving, while he fills his pockets with millions and the world looks on without doing anything and the African nations are very proud of him for standing up to the white farmers that fed the nation.
O ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E OS GENERAIS DE CARREIRA
A plataforma negocial de 14 sindicatos não chegou a acordo com a ministra sobre o novo Estatuto da Carreira Docente.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
ANGOLA - DO NOVO RIQUISMO ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS AGRAVADAS
Novos empreendimentos erguem-se em meio a cenário de desigualdade social
O superaquecimento da economia vem dando origem a uma nova geração de empreendedores, mas preserva e pode até estar agravando a diferença entre ricos e pobres.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
UMA MINISTRA QUE É PARVA OU ... UMA PARVA QUE É MINISTRA?
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
DIAMANTES ENRIQUECEM GENERAIS
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
OS PROFESSORES SÃO OS CULPADOS PELO INSUCESSO ESCOLAR?

Os professores são culpados do insucesso escolar?- Sim. Se metade dos alunos chumbam não é porque são mais burros que os outros. A culpa é dos professores e de quem os educou. A ministra está a ser corajosa.Inês Pedrosa (escritora)Por incrível que pareça, quem diz isto, não é uma pessoa qualquer que à partida não deveria confundir-se com uma qualquer pessoa. É uma pessoa que se faz passar por escritora, que deveria estar mais conhecedora do Ensino e da Educação em Portugal. Ou então, deve ter alguns ajustes de contas a fazer com os professores.É que se em Portugal metade dos portugueses não lê, não é porque são mais burros que os outros. A culpa é dos pseudo e incompetentes escritores como ela, ignorantes e ressabiadas da vida, que vendem menos livros que algumas peixeiras na praça vendem peixe e que, lá porque aparecem de vez em quando na TV ou nos jornais, fruto da solidariedade, corporativismo e amizades conseguidas entre os jornalista, se acham capazes de denegrir uma classe inteira de professores que merece muito mais respeito do que aquele que infelizmente lhes tem sido votado, graças aos enxovalhos de uma ministra que se chegou a vangloriar por ter "perdido os professores mas, ter ganho a população" onde ela está obviamente incluida.Apoiada por um primeiro ministro, sr. José Sócrates, ex-engenheiro, que, com o sentido de OPORTUNISMO conseguiu em pouco tempo, aquilo que qualquer estudante digno e que se preze, leva anos a conseguir - uma licenciatura.Talvez fosse interessante perguntar a esta senhora Inês Pedrosa que opinião tem sobre o sistema de equivalências do sr. Sócrates, dos exames de inglês técnico, do mesmo professor a leccionar 4 disciplinas, dos exames ao domingo, dos curriculos do curso e lista de alunos do ano da sua ... licenciatura, etc. etc. etc. E já agora, do duplicado de fotocópias rasurado que se encontram na Assembleia da República sobre as suas habilitações literárias.Gostava de saber ainda se, sobre isto, os outros portugueses também são burros.Ou estará esta dita escritora à espera de algum convite "job for de girls" ... no Ministério da Educação? Vão continuar a comprar livros da Inês Pedrosa? Não sejam burros ...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
RELATÓRIO E CONTAS DA REN - 2006
PORTANTO, HÁ QUE COBRAR IMPOSTOS AOS REFORMADOS A PARTIR DE 600 € PARA SE CHEGAR AO DEFICIT DE 3%... esta é que é a verdade!
RECORDAÇÃO DE UM DESASTRE
Uns morreram por serem "nitistas", outros por serem "netistas", mas isso não os merece. Eles foram muito mais, por isso os misturo, porque foi juntos que eles foram o que foram, jovens de coragem.O SILÊNCIO QUE GRITA
Fonte: Carlos Gonçalves - Angola DigitalWednesday, 13 June 2007
Especial Angola Digital.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
SOBREVIVENTES DO 27 DE MAIO DE 1977 AINDA PROCURAM EXPLICAÇÕES
Vários sobreviventes contaram à Lusa as suas experiências e dizem que não procuram saber a verdade, porque essa já a conhecem, mas apenas apurar o que aconteceu aos milhares de desaparecidos após o 27 de Maio.
Na versão oficial, através de uma declaração do Bureau Político do MPLA, divulgada a 12 de Julho de 1977, o 27 de Maio foi uma "tentativa de golpe de Estado" por parte de "fraccionistas" do movimento, cujos principais "cérebros" foram Nito Alves e José Van-Dunem.
Nito Alves e José Van-Dúnem tinham sido formalmente acusados de fraccionismo em Outubro de 1976. Os visados propuseram a criação de uma comissão de inquérito, que foi liderada pelo actual Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para averiguar se havia ou não fraccionismo no seio do partido.
As conclusões desta comissão nunca foram divulgadas publicamente e Nito Alves nunca terá sido ouvido. Decide então escrever "13 teses em minha defesa", que, segundo os seus apoiantes da altura, não teve oportunidade de apresentar porque foi, juntamente com José Van-Dúnem, expulso do comité central do movimento, a 21 de Maio de 1977.
Os apoiantes de Nito Alves consideravam que o golpe já estava a ser feito por uma ala maoísta do partido, liderada pelo secretário administrativo do movimento, Lúcio Lara, e que terá instrumentalizado os principais centros de decisão do partido e os media, em especial o Jornal de Angola, pelo que consideraram que a manifestação convocada por Nito Alves foi "um contra-golpe".
Golpe ou contra-golpe, a repressão que se seguiu ao 27 de Maio contra os chamados fraccionistas teve graves consequências na sociedade angolana pelo número de mortos e detidos, mas também no seio do próprio MPLA, que perdeu muitos dos seus quadros e jovens militantes.
Ninguém sabe ao certo quantas pessoas morreram. Os números são tão díspares, que vão desde 4.000 a 82.000, dependendo das fontes.
Em Abril de 1992, o governo reconhece que foram "julgados, condenados e executados" os principais "mentores e autores da intentona fraccionista", que classificou como "uma acção militar de grande envergadura" que tinha por objectivo "a tomada do poder pela força e a destituição do presidente (Agostinho) Neto".
Entre os 11 nomes dos responsáveis, divulgados pelo governo, estavam Nito Alves, José Van-Dúnem e a sua mulher Sita Valles, militante da União dos Estudantes Comunistas (UEC) em Portugal e que passou a militar no MPLA em meados de 1975. Os seus corpos, bem como os dos restantes, nunca foram entregues às famílias, nem emitidas certidões de óbito.
A Fundação 27 de Maio, criada em 2001 em Luanda, exige que o governo revele o que aconteceu aos milhares de pessoas que desapareceram para, pelo menos, "terem um enterro condigno", disse à Lusa o presidente da Fundação, Silva Mateus, que também esteve detido dois anos por acusação de envolvimento no 27 de Maio. Esta fundação entregou há dois anos uma queixa por genocídio no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra os Estados angolano e cubano, "mas até hoje não houve qualquer resposta".
Em declarações à Agência Lusa, um colaborador da embaixada de Portugal em Luanda na altura, que pediu para não ser identificado, afirmou que a embaixada "tentou salvar todas as pessoas implicadas" e reconheceu que "havia muitos portugueses envolvidos".
No entanto, acrescenta a fonte, a posição das autoridades angolanas de então era que "quem fosse angolano não seria libertado".
"Havia muitos que eram luso-angolanos, mas que recusaram assumir a nacionalidade portuguesa" e, por isso, sofreram as consequências.
"Demos toda a protecção possível aos portugueses. Até cheguei a ir buscar no meu carro pessoas que estavam com medo e levei-as para minha casa", disse a fonte.
Questionado sobre se houve portugueses mortos na sequência do 27 de Maio, o colaborador de então respondeu que não sabe, acrescentando, no entanto, que "morreu muita gente na altura".
Sobre a decisão de Agostinho Neto de expulsar os portugueses, a fonte disse que se tratou de "um mal menor".
"Mais valia sair do que ficar, ser preso e ser morto", disse.
A mesma fonte acrescentou que a embaixada tentou interceder por Sita Valles, mas esta "não quis reivindicar a nacionalidade portuguesa" e como tal, "foi presa".
Sobre o que realmente se passou nesta altura, o responsável afirma que "a História é muito cruel e muito dura", considerando que "não vale a pena falar em bons e maus.
"O tratamento dado às pessoas foi brutal e cruel. De ambos os lados", disse.
Foi esse tratamento cruel que José Reis, José Fuso e Jorge Fernandes contaram à Lusa, e a que foram submetidos precisamente por recusarem dizer que eram portugueses.
José Reis esteve preso mais de dois anos. Detido a 30 de Maio, tinha 22 anos. Foi espancado, torturado e todos os dias pensava que ia morrer.
Esteve com mais dez colegas, todos nus, num pátio nas instalações da polícia de segurança do Estado (DISA), prestes a ser fuzilado. Foram salvos pelo director-geral, Ludy Kissasunda, que deu ordem para que os levassem para a cadeia de São Paulo, em Luanda.
Seguiram-se mais seis meses de horror. "Ouvíamos os outros a serem torturados. Todas as noites levavam pessoas que regressavam mais mortas que vivas. Alguns não regressavam", recorda.
"Um dia chamaram-me à noite, disseram-me para assinar um documento a afirmar que era português e deixavam-me sair de Angola. Recusei", diz, com orgulho.
A mulher, portuguesa, foi expulsa de Angola e a sua casa ocupada por um chefe da DISA. "Acabei por vê-lo mais tarde com os meus sapatos calçados", recorda.
Em Janeiro de 1978 foi transferido para um "campo de recuperação". "Foi horrível porque apesar de estar ao ar livre, sem grades, a pressão psicológica era terrível", diz.
José Reis foi inicialmente condenado à pena de morte, depois comutada para 24 anos de cadeia. Nunca foi julgado e saiu ao fim de quase dois anos e meio. Deixou Angola quatro meses depois por se sentir ainda "perseguido". Nunca mais voltou.
Jorge Fernandes foi preso no mesmo dia. Na cadeia, foi torturado e espancado durante um dia e meio. Ainda hoje tem problemas no ouvido esquerdo.
O episódio que recorda com maior mágoa foi a forma como o informaram da morte do pai, que já estava em Portugal. "Esperaram pelo meu dia de anos para me darem a notícia".
José Fuso também fazia parte deste grupo. Tinha 23 anos e era estudante de Economia. Nunca foi acusado de nada e diz: "Se cometi algum crime foi o de opinião política".
Há muitas coisas de que não se lembra, "uma forma de defesa para tentar apagar certas situações que se passaram".
A filha nasceu enquanto esteve preso. Diz que soube o sexo da criança "através de panos cor-de-rosa" que amigos lhe mostraram de fora da cadeia.
Das torturas, recorda que foi "levado para uma sala" e "interrogado enquanto um amigo pessoal estava a ser ameaçado com choques eléctricos nos órgãos genitais". Ainda tem marcas na cabeça das pancadas que levou.
Recorda que muitos presos "eram levados à noite, em ambulâncias, que regressavam no dia seguinte, vazias, e sujas de sangue".
Foi libertado a 17 de Agosto de 1979. Guarda "religiosamente" o mandado de soltura. Veio para Portugal em 1983 e nunca mais voltou a Angola.
Estes três sobreviventes formaram há três anos a Associação 27 de Maio, com um site onde podem ser deixados testemunhos. Reconhecem que não teve grande sucesso "porque as pessoas ainda têm medo de falar".
No entanto, o site serve pelo menos para partilha de informação. "Dá para juntar uma ponta daqui, outra dali e chegar a algumas conclusões".
Todos os anos lançam iniciativas para recordar a data e até já escreveram uma carta aberta ao Presidente angolano, mas nunca obtiveram resposta.
Este ano, não vão fazer nada. Porque assinalar 29, 30 ou 31 anos é a mesma coisa.
A Lusa contactou fonte da Presidência angolana, que não fez qualquer comentário sobre o assunto e um responsável do MPLA remeteu para "mais tarde" uma posição, que não foi possível obter em tempo útil.
Numa declaração oficial, aquando dos 25 anos do 27 de Maio, o Bureau Político do MPLA não usa a expressão "golpe de Estado", mas refere-se apenas aos "acontecimentos" motivados pela "atitude de alguns dos seus militantes que (.) conduziram uma acção de contestação aos órgãos de direcção do partido e do Estado, utilizando componentes de violência com excessos visíveis".
Na altura, o MPLA considerou que estava "virada mais esta página" da História de Angola.
"Devemos assumir o compromisso, perante o povo angolano e o mundo de tudo fazermos para que Angola seja a pátria da liberdade, da tolerância, da democracia e da justiça".
Links - O dia mais negro. Associação 27 de Maio.
27 DE MAIO DE 1977 - ESTAÇÃO DAS CHUVAS
«Por estranho que pareça, as atrocidades cometidas no Chile de Pinochet, se comparadas com o que se passou, de 1977 a 1979, no país de Agostinho de Neto, assumem modestas proporções. E o mais chocante é que, no caso de Angola, nem sequer atingiram inimigos, mas sim membros da própria família política.»«Na margem sul do Tejo, faleceu recentemente um angolano, antigo membro do MPLA, a quem por alturas do 27 de Maio foi atribuída a tarefa de coveiro. Há quem se lembre de o ouvir contar que fora obrigado a sepultar pessoas vivas. Milhares de famílias de angolanos nunca puderam enterrar os seus mortos.»
«[...] Eram presos e enviados, sem qualquer processo, para campos de concentração. Muitos dos que morreram nem sequer sabiam quem era Nito Alves. E eram muitos os que tinham menos de 18 anos. Entre os detidos encontravam-se, até, soldados que não estavam em Angola no dia 27 de Maio.»
«Houve pessoas que foram presas e até mortas, porque eram amigos ou parentes afastados. Pior, quando eram parentes próximos.»
«De modo que os soldados entravam nas casas perguntando onde estavam os intelectuais ou os estudantes. E acabaram por matar muitos.»
A chamada Comissão das Lágrimas foi criada pelo Bureau Políticos do MPLA com o objectivo de seleccionar os depoimentos dos presos do 27 de Maio. No entanto, como veremos, alguns dos seus membros interrogaram ou provocaram os detidos. Dela fizeram parte: Iko Carreira, Henrique Santos (Onambwé), Ambrósio Lukoki, Costa Andrade (Ndunduma), Paulo Teixeira Jorge, Manuel Rui, Diógenes Boavida, Artur Carlos Pestana (Pepetela), José Mateus da Graça (Luandino Vieira), Mendes de Carvalho, Henrique Abranches, Eugenio Ferreira, Rui Mingas, Beto van Dunem, Cardoso de Matos, Paulo Pena e outros não identificados.»
«O inquiridor principal foi Artur Carlos Pestana (Pepetela). Num registo particularmente agressivo, queria saber quais eram as suas actividades, se e quando tivera reuniões, quem contactava, como funcionavam as ligações entre os sectores da educação, da saúde e da função pública. [...] Foi também interrogado por Manuel Rui. [...] Maria da Luz Veloso, na altura com 47 anos, também se lembra de ter comparecido nesta Comissão, onde foi interrogada por Pepetela e por Manuel Rui. [...] Como não fazia o que pretendiam, Manuel Rui não hesita em dizer: "A minha vontade era dar-lhe um par de bofetadas. Você não colabora. Vejo-me obrigado a entregá-la aos militares." Os detidos passavam para os militares. E para as torturas.»
«Presos atirados pelas escadas e, no pátio, brutalmente espancados. Berravam e pediam clemência. Quase desfalecidos eram atirados para dentro de viaturas. Um mercenário norte-americano comentava: "Já vi muita coisa na minha vida. Mas nunca tinha visto tal coisa."»

«João Jacob Caetano, o lendário Monstro Imortal, morreu com o garrote do nguelel>. Também consta que o tinham cegado. Foi interrogado por Pedro Tonha (Pedalé), o qual, possivelmente como prémio, subirá do 10º para 4º lugar na hierarquia do MPLA. No entanto, nem coragem tinha para lhe fazer as perguntas. Os algozes deixavam na sala um gravador, para depois reproduzirem o que dizia. E iam apertando o garrote. [...] Ao que parece, atiraram o corpo de um avião.» ",

«A indicação para o seu fuzilamento [Nito Alves] terá sido do presidente da República, embora na Fortaleza, onde estava, a ordem tenha sido dada por Iko Carreira, Henrique Santos (Onambwé) e Carlos Jorge. Nito não quis que lhe tapassem os olhos, pois queria ver os que o iam matar. O corpo foi varado por umas três dezenas de balas. E um dos chefes ainda lhe foi dar o tiro de misericórdia. O seu corpo foi atirado ao mar, com um peso.»
«Carlos Jorge, Pitoco e Eduardo Veloso chicoteia-no [a Costa Martins], batem-lhe com um pau com espigão de ferro, massacram-lhe as costas com correias de uma ventoinha de camião. Ao chicote chamavam Marx e, ao espigão, Lenine. Uma das vezes puseram-no numa sala, junto a uma máquina de choques eléctricos. Ainda cheirava a carne queimada.»
«Em meados de Junho [Sita Valles] é presa com o marido [José Van Dunem]. Entra no Ministério da Defesa de mão dada com José. [...] Terá ido para a Fortaleza de S. Miguel. Terá sido torturada e violada por elementos da DISA. [...] Várias fontes, entre as quais um responsável da DISA, declaram que se encontrava novamente grávida. ",
Terão esperado que tivesse a criança para depois a fuzilar. O bebé nunca foi entregue à família.
[...] Uma presa ouviu contar que, antes de a matarem, lhe deram um tiro em cada braço e em cada perna.»
«Os cálculos sobre o número de mortos variam. Um responsável da DISA, ouvido por nós, fala em 15 000. A Amnistia Internacional fez um levantamento e avançou com 20 000 a 40 000. Adolfo Maria, militante da Revolta Activa, e José Neves, um juiz militar, falam de 30 000 mortos. O jornal Folha 8 falou de 60 000. E a chamada Fundação 27 de Maio foi até aos 80 000. [...] Quedemo-nos pelos 30 000 mortos. Dez vezes mais mortos do que no Chile de Pinochet. Na própria família política. Sem qualquer julgamento. E em muitos casos sem qualquer relação com os acontecimentos.»
«Em Malanje foram fuziladas mais de mil pessoas. No Moxico, Huambo, Lobito, Benguela, Uíje e Ndatalando aconteceu o mesmo. No Bié mataram cerca de 300 pessoas. Em Luanda, os fuzilamentos prosseguiram durante meses e meses.»
«As cadeias eram sucessivamente cheias e sucessivamente esvaziadas, desaparecendo as pessoas. [...] Um grupo de militares foi morto na periferia de Luanda, junto a uma praia. Foram abatidos um a um, com tiros na cabeça. Os vivos que assistiam à cena pediam clemência. Os verdugos divertiam-se. E continuavam a matar, com um tiro na cabeça.»
«As forças de segurança prenderam muita gente jovem que, na manhã de 27 de Maio de 1977, andava nas ruas de Luanda. Centenas deles foram levados para um Centro de Instrução Revolucionária na Frente Leste e os dirigentes locais assassinaram-nos friamente.»
«Estudantes que estavam na União Soviética, na Bulgária, na Checoslováquia e noutros países do Leste, foram mandados regressar. No aeroporto de Luanda foram presos. E muitos foram decapitados, sem saberem a razão. [...] Nas Faculdades desapareceram cursos inteiros. No Lubango, dirigentes e quadros da juventude foram atados de pés e mãos e atirados do alto da Tundavala.» "
«Onde param os fuzilados? Uns foram depositados em valas comuns. Outros lançados de avião ou de helicóptero para o mar ou para a mata. [...] Um ano depois do 27 de Maio, ainda se matava. Ademar Valles [irmão de Sita Valles] foi morto em Março de 1978.» «O juiz José Neves conclui: "Foi um verdadeiro genocídio. Em Angola devem ter morrido umas 30 000 pessoas."»
«A questão dos presos portugueses em Angola era tratada com a máxima moderação, ao contrário do que acontecia com na imprensa ocidental com casos de idêntica natureza. [...] A solidariedade com os presos políticos angolanos era, também, um tema de excepção na imprensa portuguesa, evitando-se qualquer crítica ao regime do MPLA. Apenas a poetisa Natália Correia, no Jornal Novo, se referira a um regime de sistemática repressão policial, falando mesmo no Gulag angolano.»«Muitos dos "libertadores" sonhavam com a casa, o carro, os privilégios e as posições dos colonos. Conquistaram-nas e tornaram-se piores do que estes. Desculpar-se-ão com a guerra. Só que a guerra, que tantos matou e estropiou, alimentou um punhado de pessoas, que se tornaram insultuosamente ricas.» Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus,
Purga em Angola. Nito Alves, Sita Valles, Zé Van Dunem e o 27 de Maio de 1977
Associação 27 Maio
Edições Asa.






