BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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terça-feira, 10 de julho de 2007

SETE MARAVILHAS DO MUNDO - AS ANTIGAS E AS NOVAS

A lista das Sete maravilhas da antiguidade

Para mais detalhes, consulte Sete maravilhas do mundo antigo

Jardins suspensos da Babilónia
Pirâmides de Gizé
Estátua de Zeus
Templo de Ártemis
Mausoléu de Halicarnasso
Colosso de Rodes

Farol de Alexandria


As novas Sete maravilhas do mundo

Para mais detalhes, consulte: Novas Sete Maravilhas do Mundo

As Novas Sete Maravilhas do Mundo foram escolhidas em concurso informal e popular internacional promovido pela NewOpenWorld Foundation, com o lançamento da campanha New7wonders, que contou com mais de cem milhões de votos através de telefones celulares e da internet, enviados de todas as partes do mundo e anunciados em 7 de julho de 2007, numa cerimônia em Lisboa, Portugal



Maravilha ---------------- Atributos -------------------- Localização
Muralha da China ----- Perseverança, Persistência ----- China
Petra ------------------Engenharia, Protecção --------- Jordânia
Cristo Redentor ------- Boas-vindas, Abertura --------- R. Janeiro, Brasil
Machu --------------- Comunidade, Dedicação ---------Cuzco, Peru
Chichen Itza ---------- Adoração, Conhecimento --------Yucatán, México
Coliseu ---------------- Alegria, Sofrimento ------------ Roma, Itália
Taj Mahal ------------- Amor, Paixão ------------------ Agra, India

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segunda-feira, 9 de julho de 2007

A VALSA DOS DELATORES

Componho esta valsa com o pensamento nas vitimas dos delatores, esses torpes seres que, nas palavras de François Miterrant, "fazem nojo aos cães". Componho esta valsa porque os nostálgicos dos velhos métodos do antigamente (1926-1974) estão de volta à Administração Pública. E antes que renasçam, qual "Phoenix" da "esquerda moderna", com as palavras emprestadas e adaptadas de Almada Negreiros, repetirei, indignado:


" Basta! Pum! Basta! Uma geração que consente deixar-se representar por um delator é uma geração que nunca o foi! É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o delator, morra! Pim! O delator é o escárnio da consciência! Se o delator é português, eu quero ser espanhol! O delator é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O delator é a meta da decadência mental! E ainda há quem duvide de que o delator e os seus comanditários não valem nada, não sabem nada, não são inteligentes nem decentes, nem zeros!" A delação é um fenómeno de todos os tempos e sempre habitou o lado mais negro da espécie humana. Para medrar, não importa a época. Basta, como qualquer semente daninha, que encontre terreno propicio. É preciso, por isso, avisar todos os professores "Charrua".Porque têm face e nome os que publicaram um guia incitando 700 mil funcionários públicos à bufaria. Que engendraram o "5 em 1", cartãozito tecnológico que poderá expor a nossa vida a qualquer morcão informático. Que expuseram na praça pública os devedores ao fisco.Que arregimentaram todas as policias sob comando do mesmo ministro.Que colocaram sob a estrita dependência do primeiro-ministro os serviços de informação.Que "expediram" para exílio dourados Ferro Rodrigues, João Cravinho e Manuel Maria Carrilho.Que rasteiraram Mário Soares, Manuel Alegre e . , veremos, António Costa.Que querem purificar o " jornalismo de sarjeta".
Porque, perante tal lista, que é bem mais longa, o terreno é propicio a que certos militantes, sem outras qualificações para subir na vida e chegar a dirigentes locais, regionais, centrais e outros que tais, que não delatar e lamber botas, apareçam venerandos e atentos.

Porque para eles não há amizades de 15 anos. Há promoções, fidelidades de ocasião, expectativas, subsídios, colocações, nomeações, recomendações, avaliações, excedentes (PRACE a que vais obrigar!...), ossos, restos de carne. Porque três décadas parecem ter chegado para varrer da escala de valores de tantos, que hoje detêm o poder, as referências primeiras da liberdade e da cidadania. Porque os cegou a obsessão de reduzir o défice ou, quem sabe, a ditadura apenas os incomodou por não serem eles que se sentavam na cadeira do poder.

É preciso que todos os professores "Charrua" se acautelem.

A História repete-se. E como ilustração deste ponto de vista, recordo a saga exemplar, que mereceu glosa cinematográfica, de Joaquim Silvério dos Reis, o delator dos "inconfidentes mineiros".
Era coronel, senhor de terras e dono de minas. Devido aos pesados impostos cobrados pela Coroa de Portugal, estava falido. Convidado para participar na "Inconfidência Mineira", uma revolta ocorrida em 1789, na então Capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra o domínio português, Joaquim Silvério dos Reis aceitou. Mas, tendo-lhe alguém acenado com possibilidade de ter as suas dívidas perdoadas pela Coroa, delatou os "inconfidentes" seus companheiros.
O expediente valeu-lhe a evaporação dos débitos fiscais. Como incentivo público à delação, foi-lhe concedido um cargo oficial. A Coroa agradecida deu-lhe uma pensão para toda a vida e uma nova moradia, além de um título nobiliárquico.
Que eu saiba, não passeou a cavalo na Praça Vermelha, devidamente encerrada aos olhares da plebe. Mas na primeira oportunidade foi recebido em Lisboa, com pompa e circunstância, pelo príncipe regente, D. João. "
Que canalha!...


Santana Castilho - Professor do ensino superior

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sexta-feira, 6 de julho de 2007

A IMPORTÂNCIA DO ... ARAÚJO

"Ar", de Araújo

Pepe veio para Portugal pela mão do homem mais investigado em corrupção no futebol : o empresário António Araújo.

Este vendedor de sonhos e jogadores era empreiteiro em Ermesinde. Um dia resolveu entrar no mundo do futebol e assumiu a presidência do Ermesinde.

António Araújo é familiar de Jorge Gomes, um elemento que nessa altura trabalhava no departamento de futebol do FC Porto e era o homem de maior confiança de Reinaldo Teles, tendo surgido envolvido no Caso Guímaro, quando este árbitro foi acusado de corrupção. António Araújo, pela mão do seu familiar Jorge Gomes transformou-se num dos melhores amigos de Reinaldo Teles e o seu apetite pela arbitragem ganhou mais depressa asas do que se tivesse bebido Red Bull.

Mas o futebol tem um sem número de oportunidades para se ganhar dinheiro, principalmente para aqueles que não olham a meios para atingir fins. A venda de jogadores era o que estava a dar. Araújo colocou imediatamente o seu plano em marcha. Viajou para o Brasil e num ápice deixou o Ermesinde para comprar 50% do clube brasileiro, Corinthians Alagoano em parceria com outro empresário brasileiro e o presidente do Nacional.

Este clube, em muito pouco tempo passou a ser o entreposto de venda de jogadores para Portugal. Deco veio por essa via e Pepe também. Os jogadores eram vendidos ao Corinthians Alagoano por uma determinada verba e saíam do clube brasileiro por números substancialmente superiores com negócios geridos através de "off shores".
Desta forma deixava de haver controlo entre o negócio da venda e da compra. O Corinthians Alagoano é um clube sem expressão no Brasil, mas tem vendido as melhores estrelas para o futebol português quase todos pela mão de António Araújo , o tal que trata Pinto da Costa por "engenheiro chefe".

Todavia nem Pepe nem Deco vieram directamente do Alagoano para o FC Porto. Aterraram antes noutros clubes portugueses e só depois se transferiram para os dragões, até porque António Araújo, na maior parte dos casos, ficava detentor de uma boa percentagem nos passes dos jogadores. São estes passos que estão a ser investigados pela equipa de Maria José Morgado, porque se suspeita de fugas de comissões para contas abertas em bancos no exterior e até em "off shores".

Mas ao longo de todos estes anos tem-se vindo a levantar a suspeita de que alguns dirigentes do nosso futebol têm recheado substancialmente as suas contas bancárias à custa destes negócios, no entanto, pouco se tem avançado em termos de produção de prova.

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O APITO DOURADO ... E O BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

A PJ tem poucas dúvidas

Transferências de jogadores podem encobrir fugas e branqueamento de capitais

A Polícia Judiciária quer desmontar um dos negócios que alegadamente mais renda proporciona no mundo do futebol: as transferências dos jogadores. Os inspectores sabem que os contratos encobrem fugas e branqueamento de capitais e crimes de peculato. Por isso resolveu ir ao fundo da questão. Em marcha estão várias investigações que podem atingir alguns clubes e os seus presidentes, muito embora toda a atenção esteja, neste momento, direccionada para os negócios feitos pelo FC Porto.

Há já algum tempo que a PJ anda a investigar crimes de fugas de capitais e branqueamento de dinheiro ligados à contratação de jogadores, mas estas investigações nunca avançaram muito em termos de produção de prova e até à altura apenas Vale e Azevedo foi condenado tendo como pano de fundo a venda do guardião russo, Ovchinnikov.

O caso Mantorras também continua com inquérito aberto, mas há mais transferências de jogadores sob suspeita, a maior parte deles ligados ao Alverca, clube do qual Luís Filipe Vieira chegou a ser presidente presidente e que serviu de entreposto para vários negócios de atletas para o FC Porto, nomeadamente de Deco, Maniche e outros.

Parece todavia, que o FC Porto é neste momento o clube mais visado e tudo porque Carolina Salgado, nos depoimentos que prestou, deixou pistas que fizeram acreditar ser possível ir até contas bancárias na Suiça, abertas por dirigentes desportivos.

Os casos relacionados com o FC Porto e que estão a ser investigados pela Equipa de Coordenação do Apito Dourado, têm a ver com os jogadores, Pepe, Paulo Ferreira, Maciel e Ricardo Carvalho .

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ENQUANTO DUROU O "BEM BOM" ...


Sim, Carolina...

Carolina Salgado veio dar um novo alento a toda esta situação quando disse à Polícia Judiciária que Pinto da Costa costumava ter em casa uma cómoda recheada de dinheiro vivo e a curiosidade espevitou os inspectores que começaram a seguir o rasto de vários negócios nomeadamente os feitos muito recentemente com o Chelsea de Mourinho.

Como se sabe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira foram vendidos ao clube inglês por uma verba que ronda os 50 milhões de euros e foram distribuídas muitas comissões.

Pepe que teve origem no Corinthians Alagoano veio para o Marítimo por um milhão de euros e "aterrou" nos dragões por uma verba muito superior, assim como Maciel que veio do Leiria.
Mas, o que mais despertou a curiosidade dos inspectores da PJ é a forma como o presidente portista compra e vende casas para viver com as suas namoradas.
Com as suas últimas três mulheres, Pinto da Costa deu uma casa a Filomena Morais, que lhe custou 120 mil contos.

Comprou uma casa de férias em Cerveira, muito embora não esteja no seu nome, mas no de uma imobiliária, mas toda a gente sabe quem lá habita e desfruta dos seus prazeres.

Comprou um apartamento para Carolina Salgado em Gaia que até nem foi muito caro, mas logo de seguida ofereceu-lhe uma casa que custou 1 milhão de euros na Madalena.

Todavia, quando se zangou com a sua companheira ficou com a propriedade. Sem deixar passar muito tempo, comprou para a sua filha Joana, um apartamento situado nos terrenos do Parque da Cidade cujo valor ultrapassa o meio milhão de euros e de seguida comprou outro pelo mesmo preço para viver com a sua nova namorada, a brasileira Liza.

Segundo conseguimos apurar, Carolina Salgado não falou só do dinheiro da cómoda, mas de muitos negócios feitos no estrangeiro e das prendas abastadas que recebia não só durante as suas viagens como em Portugal.

Para as namoradas, Pinto da Costa foi sempre um mãos-largas.

A PJ sabe que Pinto da Costa há mais de 20 anos que não tem rendimentos que não sejam os do FC Porto e o seu vencimento de cerca de 12 500 euros mensais não é considerado suficiente para permitir tantos negócios imobiliários.

É isso que está a ser investigado

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VAGAS ABERTAS PARA O MELHOR EMPREGO DO MUNDO

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INCRIÇÕES LIMITADAS ...

Uma marca de preservativos australiana espera que mil candidatos se apresentem para ocupar os 200 postos de trabalho que consiste em experimentar seus produtos. O anúncio, feito na página da empresa na internet, avisa que o trabalho não é remunerado.


Os candidatos, segundo a convocação, devem ser homens e mulheres "com um forte desejo de melhorar o desempenho sexual" e que estejam dispostos a testar com seus parceiros as últimas novidades no mundo dos preservativos, como a camisinha "Máximo prazer" e "Prazer estendido".

"Qual é o trabalho dos seus sonhos? Ser massagista da Scarlett Johansson? Pintar o corpo de Jessica Alba? Esses cargos já estão preenchidos, mas você pode experimentar camisinhas para a Durex" - diz o anúncio.

Apesar de não oferecer retorno financeiro, o "especialista" receberá um kit de produtos da campanha, concorrerá a um prêmio de US$ 860 dólares, aproximadamente e o prestígio profissional de trabalhar numa firma que é líder do setor, sugere a empresa.

Os interessados deverão explicar o motivo de se considerarem especialistas em uso de preservativo. O anúncio, porém, não diz quais os critérios dessa avaliação.

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quarta-feira, 4 de julho de 2007

GABINETE DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA (GNAL)

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GABINETE DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA - 1972

Ministério das Comunicações
ESTUDO DA LOCALIZAÇÃO DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA
Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa



O Gabinete será assistido por um conselho técnico consultivo com a seguinte composição:
a) o director-geral da Aeronáutica Civil;
b) Um representante da Secretaria de estado da Aeronáutica
c) Representantes das entidades interessadas\e especialistas de reconhecida competência nos diversos sectores abrangidos pela obra.

Foram escolhidos 5 locais (Fonte da Telha, Montijo, Alcochete, Porto Alto e Rio Fria) e incluida a Portela de Sacavem.
Nos Estudos Preliminares de Localização foram considerados os seguintes critérios:
1) Condições Operacionais
1.1) Espaço aéreo e condições de respectivo tráfego
1.2) Obstruções
1.3) Perigos existentes ou em potencial
1.4) Condições meteorológicas
1.5) Ajudas rádio

2) Condições sociais
2.1) Polos geradores de tráfego
2.2) Acessos por terra
2.3) Ruídos incómodos
2.4) Utilização dos terrenos circunjacentes

3) Condições de custo
3.1 Condições topográficas
3.2 Natureza do solo
3.3 Drenagem, abastecimento de água, esgotos, energia electrica
3.4 Valor aquisitivo do terreno
A escolha de qualquer solução implicava necessariamente a transferência do Campo de Tiro de Alcochete e a desactivação da base aérea nº 6 no Montijo.

(cedido pelo Sr. Eng. Luis Teixeira)
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II - PARA QUE SERVE A INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL? (2ª Parte)

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Segunda Parte

Ao escrevermos a primeira parte deste artigo estávamos convictos de que não havia qualquer estudo comparativo entre os prováveis locais para o novo aeroporto. Os debates na TV, os artigos nos jornais e na Net arreigaram essa crença.
Uma pesquisa revelou-nos que, afinal, houve estudos, baseados em projecções, feitas atempadamente.
O Decreto nº 48 902 de 8 de Março de 1969 criou o Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa agregado ao Ministério das Comunicações. Infere-se que o lema “governar bem é prever” foi cumprido pelos governantes de então. Quarenta anos antes da polémica sobre o novo aeroporto da OTA já aqueles governantes começaram os estudos sobre a localização.
O Decreto referido criava o Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, reunindo os técnicos mais competentes, com liberdade para contratarem especialistas. O escopo do decreto era a apresentação de um relatório final, conciso, indicando o melhor local para um novo aeroporto.
O relatório final – Estudo da Localização do Novo Aeroporto de Lisboa - foi impresso e publicado pela Imprensa Nacional em 1972. Foram escolhidos 6 locais (Fonte da Telha, Montijo, Alcochete, Porto Alto, Rio Frio e Portela de Sacavém).
Sobre os seis locais incidiram estudos preliminares atendendo aos seguintes critérios:

1) Condições Operacionais
1.1) Espaço aéreo e condições de respectivo tráfego
1.2) Obstruções
1.3) Perigos existentes ou em potencial
1.4) Condições meteorológicas
1.5) Ajudas rádio

2) Condições sociais
2.1) Pólos geradores de tráfego
2.2) Acessos por terra
2.3) Ruídos incómodos
2.4) Utilização dos terrenos circunjacentes

3) Condições de custo
3.1 Condições topográficas
3.2 Natureza do solo
3.3 Drenagem, abastecimento de água, esgotos, energia eléctrica
3.4 Valor aquisitivo do terreno.

Transcrevendo do relatório:
« Os estudos de localização no Novo Aeroporto foram realizados paralela e
simultâneamente pela firmas americanas S.A.R.C./H.N.T.B. e pelo consórcio
luso-alemão I.D.G.W., como consequência imediata dos da “Previsão de
Tráfego” também por eles realizado nas mesmas condições, e ambos confirmaram, como já se referiu, a localização preliminar estudada pelo GNAL
».
Foi feita uma análise comparativa, entre os seis locais escolhidos, recorrendo ao conceito de médias ponderadas, «...para uma maior facilidade de comparação de resultados obtidos e, assim, foram atribuídos “pesos” às várias rubricas...»
O peso 5 foi atribuído a 1.1) e 2.4); o peso 4 foi atribuído a 1.2),1.4), 1.5), 2.2), 2.3), e 3.4); o peso 3 à rubrica 3.1); o peso 2 coube a 1.3),2.1),3.2) e 3.3).
A matriz da Análise Comparativa ficou assim ordenada:

Em 1969 os recursos informáticos eram mínimos, um computador gigante, que necessitava de refrigeração, tinha uma capacidade muito limitada, era quase impossível “fazer-se” Investigação Operacional(IO) com os recursos disponíveis. Mas em 1985 já havia programas de Análise Multiobjectivos e Multicritérios que optimizavam as opções escolhidas.

Poderia ter-se aproveitado este Estudo, é óbvio, “mutatis mutandis”, porque apareceram mais critérios que não eram considerados na época. Lembramos o critério de Impacto Ambiental, com grande peso, o critério de Arqueologia impensável naquela época, a própria evolução da aviação, quer no aspecto aeronáutico, quer no aspecto de frequências de voos. Poderia ter-se feito uma IO sobre este estudo de 1972, depois de completado e actualizado.

A escolha seria matemática, nada de voluntarismos.
Repare-se que a OTA não foi incluída neste Estudo mas poderia ter sido considerada em estudos posteriores, aproveitando o que já estava feito, aperfeiçoando-o de acordo com as técnicas modernas. Em Análise Multiobjectivos e Multicritérios ganhava o melhor, “em campo” e não na secretaria.
Consultando a Carta Militar de Portugal Série M586/Escala 1:250 000 –Folha nº 5-, apenas como análise preliminar, referente ao critério 1.1) Condições Operacionais, inferimos que:

a) Rio Frio e Porto Alto, em um raio de 20 km, não apresentam qualquer obstrução orográfica. A 34 km de Rio Frio destaca-se a Serra da Arrábida que culmina a 501m.
b) Alcochete não apresenta qualquer obstrução orográfica, embora obrigue ao sobrevoo de Almada, Barreiro, Seixal e Montijo.
c) Fonte da Telha não tem relevo desfavorável mas está muito próximo do mar onde há ventos que variam, constantemente, de direcção.
d) Orograficamente OTA é o mais desfavorável. Ao norte tem a Serra de Montejunto a 14 km com culminância a 666m; a 35 km avulta a Serra de Candeeiros culminando a 615m.

São apropriadas algumas considerações sobre a evolução da aviação. È muito provável que, dentro de 30 anos, a aeronáutica tenha sofrido transformações quantitativas e qualitativas devidas aos problemas de custo dos combustíveis, às restrições impostas pela degradação ambiental global, à mudança de mobilidade das pessoas, e à substituição dos motores de combustão por outros mais avançados (fusão nuclear, anti-matéria?).

É um tema um tanto ou quanto de ficção científica em que valem todas as hipóteses, mesmo aquelas que pareçam ousadas.

Ao manusearmos o Estudo de 1972, de bom apuro técnico-científico, apenas uma palavra para definir o nosso estado de espírito: perplexidade.

Em 2007, trinta e cinco anos depois, ainda se anda à procura do melhor local para um novo aeroporto!

Luiz Teixeira
Engenheiro civil
Julho 2007

(a importância do tema e o rigor de análise, leva-me a agradecer uma vez mais ao Sr. Eng Luiz Teixeira esta prestimosa colaboração)

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I - PARA QUE SERVE A INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL? (1ª Parte)

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Primeira Parte
A Investigação Operacional (IO) é um ramo das ciências relativamente novo e a sua excelência deve-se ao aparecimento dos computadores e aos, cada vez mais aperfeiçoados, programas.
A IO funda-se, essencialmente, na Estatística e na Programação Linear.
Em fins do século XIX vários matemáticos já trabalhavam com modelos de Programação Linear e com métodos de optimização. Mas foi o inglês Alan Turing que, ao provar que era possível fazerem-se os mais complexos problemas de cálculo através de máquinas, permitiu que se obtivessem análises matemáticas que, em outras eras, se admitiam como impossíveis. Só com computadores é possível a Análise Multiobjectivos e Multicritérios que optimiza a decisão para um empreendimento.

Alan Mathison Turing nasceu em Londres em 1912 e faleceu em 1954. Era filho de um funcionário colonial da Índia. Graduou-se na Universidade de Cambridge em 1934 e obteve o doutoramento em 1938. Idealizou a Máquina de Turing, o modelo matemático do computador moderno. Criou o teste Turing usado em Inteligência Artificial.
Mas a sua maior glória foi ter descodificado a Máquina Enigma, dos alemães, durante a guerra 1939/1945. Foi, indiscutivelmente, a maior contribuição de uma só pessoa em todo aquele conflito, com ela passaram os aliados a dispor de uma ferramenta - o conhecimento das mensagens alemãs - fundamental para as operações de guerra.
A invasão da Normandia, em 6 de Junho de 1944, foi planeada recorrendo à Programação Linear, rudimentar devido à ausência de computadores. As matrizes e os algoritmos foram feitas à mão, obrigando a cálculos exaustivos.

A vida de Alan Turing foi trágica, suicidou-se ingerindo cianeto de potássio. A intolerância daqueles tempos levou-o a uma situação de tragédia. Felizmente é hoje venerado na Inglaterra. Existe em Manchester uma reprodução de bronze, semelhante à de Fernando Pessoa no Chiado. Há uma certa semelhança entre as suas mortes, ambos geniais, não foram compreendidos pelos seus contemporâneos.
Em 1971 fez-se uma Análise Multiobjectivos para a ampliação do aeroporto Texcoco, na cidade do México, que obedecia aos seguintes critérios: custo mínimo, capacidade adequada para um determinado horizonte, acessos minimizados, maximização da segurança aeronáutica, minimização da ruptura social, minimização da poluição sonora.
Há vinte anos já existiam bons programas de computador que hierarquizavam as várias opções que se antepunham a um determinado empreendimento. Especialmente na área de Recursos Hídricos (planeamento de barragens por exemplo). Hoje dispõe-se, talvez, de recursos dez vezes maiores, basta dizer-se, por exemplo, que os programas de optimização Electra e Electra II, em 1986, eram adquiridos por altos preços, e constavam de fitas com mais de 100 m de comprimento. Hoje, até há programas disponíveis na Internet.

Mas a que propósito é que estamos dissertando sobre a Investigação Operacional?
A resposta resume-se em três letras: OTA.
Temos acompanhado, com interesse, uma vezes divertidos, outras vezes estupefactos, através da TV, jornais e Internet, os diversos debates ou artigos de opinião sobre o novo aeroporto de Lisboa. Não consegui, até agora, vislumbrar qualquer resquício de estudo de hierarquização de opções ou de análise comparativa como foi denominada em um dos debates na TV.
Dá-nos a impressão de que só foi considerada uma escolha: a Ota.
Um estudo de hierarquização de opções ou Análise Multiobjectivos e Multicritérios é feito na fase de previsão, ou seja vinte anos antes do início da obra, sendo os últimos cinco anos dedicados ao projecto. Manda a prudência e o bom senso que a Análise Multiobjectivos e Multicritérios seja feita, exclusivamente, pelas universidades, consoante as suas tradições.
Estado, apoiado nos seus institutos superiores. Estes estudos, que são preliminares, mas com alto teor científico, servem de incentivo aos jovens e aumentam a riqueza cultural das Universidades, ou seja enriquecem o património do país.
Em linhas gerais, uma vez que a matéria é abrangente e de alto teor científico, em uma Análise Multiobjectivos são estabelecidas matrizes e algoritmos. Uma matriz simples consta de um mapa, tipo folha Excel, em que em linhas horizontais são inseridas todas as hipóteses. Inscrevem-se todas as soluções, mesmo aquelas que sejam encaradas “como disparatadas”.
No nosso caso seriam consideradas por ordem alfabética, as hipóteses Alcochete, Montijo, Ota, Poceirão, Portela I, Portela II, Porto Alto e Rio Frio, isto para só apontar os nomes que foram citados na imprensa falada e escrita. E provável que se consigam arranjar mais opções. Incluímos Portela I e Portela II porque achamos que se podem encarar opções de aumento ou combinação com outro aeroporto. Estas soluções “ganham” em certos critérios, por exemplo Turismo, Acessos e Transportes.
Nas colunas seriam inseridos os critérios Custo/Beneficio, Engenharias, Aeronáutica (Orografia, descolagens, aterragens, segurança), Ambiente, Estratégia Regional e Internacional, Acessos e Transportes, Expropriações, Cadastro, Meteorologia, Arqueologia, Custos para o Utilizador, Energia, Aceitação pelas Populações, Ruptura do Status-Quo Regional, Capacidade de Expansão, Turismo etc. Podem-se estabelecer pesos, consoante a importância dos critérios, por exemplo, para nós o critério de maior peso é o da Aeronáutica.
Como exemplo mencionamos o critério Engenharias que englobaria a Civil, a Mecânica, a Eléctrica a Electrónica. Cingindo-nos à Civil destacamos um mundo de estudos: cortes, aterros, pedra, areia, madeira, empréstimos de solos bons para compactação acima de 100%, lençóis freáticos, águas superficiais, geotecnia etc.
As matrizes multiobjectivos, através de uma luta “corpo a corpo” fornecem uma lista de optimização de cada coluna; um algoritmo estabelecerá o resultado final, que ditará qual é a melhor opção, em termos globais e em critérios. Que não vai ser aceita de imediato. Podem-se modificar os pesos e obter novo algoritmo; podem-se aumentar ou diminuir determinados critérios, mediante negociações (caso da Aceitação pelas Populações), da Arqueologia (com compensações), das Expropriações (não deixando aparecerem as especulações) do Cadastro etc.

Em conclusão: Uma Investigação Operacional destinada a uma decisão final aborda todos os problemas que se deparam em um projecto de grande envergadura, como é o caso do Novo Aeroporto de Lisboa. E, especialmente, a decisão final está outorgada pelas populações, e foi estudada pelas Universidades, últimos repositórios da cultura da nação.
Enfatizamos a preferência pelas Universidades porque a IO, sendo de índole multidisciplinar, pode gerar muitas teses de mestrado e doutoramento. Os jovens estudantes empolgam-se e ainda não estão subjugados pelo dinheiro. Querem aprender.
Uma análise Multiobjectivos é feita com grande antecipação (20 anos), recorrendo aos mais competentes, não admitindo interferências de especuladores. Escolhida, matematicamente, a melhor solução será objecto de discussão pública e entre os decisores. A escolha final, seguramente, será a melhor. Depois de escolhida estará imune a críticas, a azedumes ou a interesses. Triunfa a racionalidade sobre o voluntarismo. Não aparecem soluções de ultima hora do género “parece que há uma melhor opção”.
No tempo de Luiz 14 dizia-se que “governar bem é secar pântanos”; o presidente brasileiro Washington Luiz em 1926 dizia que “governar bem é abrir estradas”; actualmente pode afirmar-se que “governar bem é prever”. Para isto, a IO é um poderoso auxiliar, pois optimiza matematicamente as opções.

2007-06-13
Luiz Teixeira
Engenheiro Civil
(a importância do tema e o rigor de análise, leva-me a agradecer ao Sr. Eng Luiz Teixeira esta prestimosa colaboração)
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DEPENDÊNCIA SEM SUBSTÂNCIAS - JOGO É TÃO VICIANTE COMO DROGA

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Estudos científicos recentes sugerem que os mecanismos cerebrais que conduzem ao jogo compulsivo são semelhantes aos dos consumidores de drogas que se tornam dependentes de uma substância.

Depois de já em 2006 o XIX Encontro das Taipas, seguindo as tendências internacionais, incluir um painel intitulado ‘Dependências sem substâncias’, onde se abordaram os jogos de azar, internet e videojogos, a edição de Maio da revista ‘Science & Vie’, num amplo dossier dedicado às drogas (incluindo álcool e tabaco), reservou um artigo para ‘O aumento dos vícios sem drogas’, destacando o jogo a dinheiro e os casinos.
O artigo aborda, entre outros assuntos, questões como as ligações cerebrais e libertação de substâncias endógenas (existentes no corpo humano, neste caso no cérebro, como a dopamina e a serotonina), associadas ao prazer ou falta dele.
Com recurso a imagens obtidas por ressonância magnética, a revista mostra que o prazer de “ganhar ao jogo”, neste caso a dinheiro e em casino, como na roleta ou no black jack, ilumina – no sentido em que afecta – num jogador compulsivo exactamente as mesmas zonas cerebrais que são activadas pelo consumo de uma dose de heroína ou cocaína por parte de um toxicodependente.

SINAIS DE RISCO
Sinais de alerta são: pôr em perigo relação, estudo ou emprego; tentar recuperar quando se perde; insistir para ganhar mais; jogar até ficar sem nada; mentir, roubar ou pedir emprestado para jogar; gastar dinheiro destinado a outro fim; vender bens para jogar ou pagar dívidas.
PEDIDOS EXTREMOS
Alguém que perca o auto domínio, no que ao jogo diz respeito, e fique incapaz de evitar consequências nefastas para a sua vida pessoal e familiar pode solicitar, junto da APC, a proibição de acesso aos casinos. O motivo não tem de ser explícito e a proibição é válida para todos os casinos nacionais

101º ANIVERSÁRIO VERDADEIRO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

PARABÉNS SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
Um CLUBE de Portugal que festeja DE FACTO os seus 101 anos, não é como os outros que inventam aniversários baseados nas mais esfarrapadas descobertas ou justificações.
Ser do Sporting, é ser-se como é usual dizer-se: "É ser diferente"
Entrámos no 101º aniversário do Sporting. Festejemos, pois!
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LIBER ... QUÊ? ... LIBERDADE?

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Por determinação do Governo Civil de Braga, o Ministério Público do Tribunal de Guimarães está a investigar ao pormenor o que se passou na pequena manifestação que esperou o Primeiro Ministro, José Sócrates, aquando da reunião do Conselho de Ministros realizada em Guimarães, no passado dia 7 de Outubro, tudo isto deve-se ao facto de aproximadamente cem pessoas terem recebido o primeiro-ministro com cartazes e palavras de ordem contra a política com que este (Des)governo socialista nos tem vindo a brindar.
Os casos sucedem-se ... o Professor Charrua, Blog doportugalprofundo, o Centro de Saúde de Viera do Minho, para já não falar na PATÉTICA intenção do (des)governo socialista querer identificar os funcionários públicos grevistas

Liberdade de expressão, alguém me sabe dizer o que é isso?
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ARREPENDIDA?

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A notícia saiu no [Jornal de Notícias] como mais um episódio deste tão rocambolesco caso do Apito Dourado cuja promiscuidade do dirigismo desportivo portista adulterou a VERDADE DESPORTIVA nos últimos anos.
Os telefonemas apanhados não enganam ninguém por mais voltas que se queiram dar aos códigos das conversas ou às justificações das razões das ditas. A embrulhada e o compadrio é tão grande e tão evidente que nem o mais tótó era capaz de acreditar que tudo aquilo primava pela seriedade em busca da VERDADE DESPORTIVA.
E os artistas são sempre os mesmos, por mais voltas que se queira dar para fugir.

"A escritora do livro "Eu, Carolina" disse em interrogatório perante o Ministério Público (MP) que a ex-companheira do presidente do FC Porto decidiu publicar o livro para se vingar de Pinto da Costa e para fazer dinheiro... denuncia ainda que a versão final do livro publicado não é igual ao texto que escreveu.

Fernanda Freitas fez também referências a um jantar realizado dois dias depois do lançamento do livro (Dezembro do ano passado), em que ficou "convencida de que Carolina e Leonor Pinhão eram amigas ou se conheciam bem". ... a sensação de que Carolina ...

Sabia apenas que [Pinto de Sousa] "era presidente de qualquer coisa ligada à arbitragem, mas não sabia de quê (em concreto)".

Fernanda Freitas não tem sido acusada nos processos por difamação que têm sido concluídos no DIAP do MP do Porto. É que a escritora revelou-se "arrependida" de ter ajudado Carolina e pediu desculpa aos visados. Assim sendo, tem sido arrolada como testemunha nos demais processos. "


Mesmo que assim fosse, PORQUÊ que Carolina Salgado não há-de poder querer ganhar dinheiro? E mesmo que fosse por vingança? Os telefonemas deixavam de ter sido feitos? Os cafezinhos em casa do presidente tinham deixado de existir? A fruta e o café com leite passavam a ser mentira?E o Pinto da Costa, não se terá também vingado dela de outra forma?
Não sei, sei que o que é importante é que as comadres se zanguem, isso sei, porque há muita coisa que temos de saber para bem da VERDADE DESPORTIVA que muito mal tem sido tratado nos últimos 30 anos ... depois do Calabote!
E se a versão final não é igual à que a "escritora" escreveu, onde está o problema? A autora não era afinal a Carolina Salgado? E só ao fim de 8 meses é que a Fernanda Freitas deu pelas alterações ao livro? Qual é o problema das alterações? Ficou convencida que a Carolina Salgado era amiga da Leonor Pinhão? E depois, não podem ser? E antes podia ser amiga do "Macaco"? E do Reinaldo Teles? Também se diz que para a "escritora" ter acesso ao original do livro ... teve de o comprar. Acreditam?
A Carolina Salgado era obrigada a saber qual a verdadeira função do sr. Pinto de Sousa? Quantas das pessoas que andam pelo "mundo da bola" não sabem e têm muito mais obrigação de saber?
A Fernanda Freitas deixou de ser processada como arguida e passou a testemunha. Pediu desculpa, arrependeu-se e já não é arguida. Devia andar "borradinha" de medo ... digo eu.
Ou muito me engano ou ainda a vamos ver a passar umas ricas férias este verão ao Brasil
E já agora, deixem-me perguntar:
A Fernanda Freitas que não era CREDÍVEL quando escreveu o livro,
AGORA JÁ É CREDÍVEL?
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O PECADO DE ESTAR PARA MORRER

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Às vezes dou comigo a pensar em que mundo vivemos nós.
Pior que isso, que país é este onde se desumaniza, se maltrata sem piedade, se obriga a sofrer até à morte a troco sei lá de quê, para não estar a pensar que seja por causa da diminuição do deficit público.
Num país onde, para que tal aconteça, é selectivamente escolhido um ministério - o da Educação - e funcionários especiais - os professores.
A coincidência é que já é o segundo caso com professores que dedicaram uma vida ao ensino e a quem lhes é negado o direito de morrer com dignidade e de viver os ultimos dias com a mesma dignidade que os nossos governantes querem para eles próprios e para as suas famílias.
A mensagem parece clara:
"Estás doente? Em estado terminal?
Trabalha, malandro que é para ver se morres mais depressa."
É de facto repugnante a forma como andamos a ser tratados e enxovalhádos. De uma Ministra da Educação que em determinada altura disse do alto da sua arrogância que "tinha perdido os professores mas tinha ganho a população" não é para admirar que isto aconteça.
Tal como não é para admirar de um Primeiro Ministro, com um nariz cada vez maior, cuja incompetência está provada na forma oportunista e muito pouco clara como arranjou, num domingo, o seu Diploma e como se andou a pavonear pelo portal do governo com o título de engenheiro que ele próprio mandou retirar quando se viu apanhado e porque, de consciência pesada, sabia que não o tinha, de facto.
O professor de Filosofia, Artur Silva, da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, foi considerado apto para leccionar apesar de ter cancro na traqueia e uma operação o ter deixado mudo. Tinha mais de trinta anos de serviço quando adoeceu. Morreu no passado dia 9 de Janeiro, aos 60 anos sem direito à reforma.
O Estado e o Governo, estão felizes. Pouparam na reforma, abreviando-lhe a morte. É para isto que governam, é isto que sabem melhor.
É o Portugal socialista que diz governar para o povo e pelo povo. E em nome do POVO.

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sexta-feira, 29 de junho de 2007

PETIÇÃO CONTRA ACUSAÇÃO DE JOSÉ SÓCRATES - LÊ E ASSINA !!!

LÊ.
Se estiveres de acordo, clica AQUI e assina.


Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva
Como direito, o cidadão expressa de sua opinião
Ao Sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva:
Sr. Presidente da República, o Sr. 1º Ministro José Sócrates, está tomando
posições não dignas de alguém que detenha um tal poder de responsabilidade e
cargo.
A Constituição da República Portuguesa está sendo infringida pelo próprio
órgão de soberania.

Artigo 37.º

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.

4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.

Sr. Presidente da República, o estremecimento causado ao título do Sr. 1º Ministro português José Sócrates, primeiramente posto em causa pelo Sr. António Albino Caldeira em seu blogue, não passa de um conjunto de caracteres que em conjunto se transformam em palavras e em conjunto formam textos e mensagens.

Tal apenas poderá estremecer o conceito dum facto que se diz adquirido ou manifestamente expresso. Na realidade, uma mensagem não anulará uma habilitação literária se ela de facto existir. Desta forma, uma mensagem não possui um carácter que possa ser nocivo à integridade da existência dessa mesma habilitação literária.

Assim, qualquer texto ou mensagem que ponham em dúvida um conceito de facto adquirido e manifestamente expresso, apenas poderá ter a forma de uma especulação, seja ela polémica, ridícula, ou real. Nunca essa especulação
poderá pôr em causa um facto em si que seja adquirido, apenas poderá ser nociva
para o conceito que o define como facto adquirido se o mesmo conceito estiver
alicerçado em bases erradas e incongruentes.

Especular-se portanto, é equivalente a uma das formas de liberdade de expressão individual. Liberdade de expressão e informação é o cerne do 37.º artigo da Constituição da República Portuguesa. Um processo jurídico contra uma especulação apregoada de difamatória é sinónimo de abuso de poder. Provindo esse abuso de poder e essa acção processual de alguém que detenha o cargo de 1º ministro é acto a ser repreendido pelo titular do cargo hierarquicamente superior – V. Exa.

Urge-se pelas circunstâncias que os factos sejam expostos e que seja tomada uma iniciativa pela parte do Sr. Presidente da República.

(Artigo 3º - Soberania e Legalidade)

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.

2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.

3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a
Constituição.

O cidadão expressa de sua opinião, centralizando a problemática não exclusivamente ao caso do Sr. António Caldeira, mas em toda a presente e hipotética futura profanação aos mais elementares direitos de cidadania – Liberdade de Expressão.

Gratos por V. Atenção
Sincerely

QUEM SE METE COM O PS ... LEVA!

Nunca como agora foi tão pertinente a ameaça de Jorge Coelho quando o Governo foi eleito, :
" quem se mete com o PS, leva"
Aconteceu ao professor Charrua na DREN.
Aconteceu à Directora do Centro de Saúde em Vieira do Minho
Aconteceu ao Professor António Balbino Caldeira
Valoriza-se a BUFARIA. Quem afronta torna-se incómodo e, por regra, prescindível.
Já tinha acontecido antes ao director-geral da Judiciária por «quebra de confiança política».
Jorge Coelho já tinha avisado "quem se meter com o PS, leva". Nessa altura, poucos terão percebido o alcance que estas palavras iam ter. Aos poucos, vamos percebendo o que é que Coelho queria dizer.
PORTUGAL PODE ESPERAR

ASFIXIA DEMOCRÁTICA

Apetece-me perguntar por onde andam aqueles milhares de "patrioteiros" que têm pugnado pela Liberdade e pela Democracia agarrando-se aos maus exemplos de Salazar como um rato procura o queijo.

De facto, às vezes questiono-me se Salazar teria feito melhor. Mas questiono-me muito mais por onde andarão todos aqueles revolucionários que sempre nos habituámos a ver de faca na liga, quais justiceiros, na procura de uma reposição da Liberdade de Expressão, do 25 de Abril, da Vitória Sempre, do Pão-Paz-Habitação, da saúde tendencialmente gratuita, do rumo ao socialismo.

Por onde andariam e que diriam os "capitões" de Abril e Mário Soares, os ditos socialistas e ditos democratas, exclusivos guardiões da revolução, se esta POUCA VERGONHA que nos OPRIME e nos (des)governa, fosse obra de um governo de "direita reaccionária"como deliram dizer?

Já antes vínhamos com as listas que o governo pretendia ter actualizadas com moradas e bilhete de identidade de todos aqueles funcionários públicos que ousassem fazer greve. Uma espécie de lista negra à mão de qualquer ministério, cujo ministro, no dia em que acordasse mal disposto ou falassem mal dele, poderia utilizar a seu bel-prazer, servindo fria, em travessa de ouro, a mesma vingança com que S. João Baptista foi brindado.

Mas não tardou. A Directora Geral da DREN, cedo se encarregou de suspender um professor que brincou em "tom jocoso" com o sr. primeiro ministro José Sócrates. Foi um gesto bonito que muito agradou ao nosso primeiro. Uma espécie de Boby e Tareco. Os cães servem para guardar os seus donos, ou não é?

E o ministro da saúde seguiu-lhe os passos, ou teria sido ele próprio a dar o primeiro sinal. Afinal de contas, uma Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho foi demitida porque não lhe foi subserviente. Tinha de o ser. Afinal é para isso que ele lhe paga e agora quando lhe for feita a avaliação, é que vai ver como vai pagar a ousadia de não ter andado a lamber as botas ao ministro da saúde como a Directora da DREN lambeu as botas ao José Sócrates.

É como se a intolerância democrática, esta incapacidade dos ministros de conviverem com a crítica, se esteja a transmitir de ministro para ministro como uma alergia.

O despacho de exoneração da licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso foi publicado quinta-feira em Diário da República, e parece ser, neste caso, «uma demissão para permitir a nomeação de alguém que não tem o currículo necessário e cujo elemento mais notório é ser vereador do PS na Câmara Municipal de Ponte da Barca». Uma "bandalhice"!!
Ao que parece, foi um profissional desse centro de saúde que afixou uma notícia publicada pelo JN e, segundo a qual, Correia de Campos dizia que «jamais iria a um SAP (Serviço de Atendimento Permanente. Parece que a directora do centro quando se apercebeu da afixação da notícia a mandou retirar. Passado alguns dias, foi chamada ao Ministério dizendo que o seu dever teria sido instaurar um processo disciplinar.
«O passo seguinte», foi a nomeação para o cargo de um vereador do PS.
No despacho do Diário da República pode ler-se o seguinte:

«Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 05 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo»

Perante este caso, considera-se demonstrado a situação de Maria Celeste Cardoso
«não reunir as condições para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde».

O despacho está datado de 1 de Junho.

Mas, obviamente que faltava o melhor exemplo. Afinal de contas os exemplos devem vir de cima, ou não é verdade? Poissssss ...

O nosso primeiro ministro José Sócrates, acaba de processar o professor António Balbino Caldeira (ver e acompanhar com atenção que vale a pena o blogue http://doportugalprofundo.blogspot.com/) apenas e só porque este questionou, com factos, o seu título de engenheiro (que o próprio Sócrates reconheceu ao alterar a página do governo), a via atribulada e pouco clara que levou ao processo de licenciatura em engenharia de José Sócrates, a um domingo com um único professor a fazer-lhe o exame dos 4 "cadeirões", a duplicação de assinaturas e documentos alterados em fotocópias inexplicadas e inexplicáveis na Assembleia da República, um diploma na Câmara Municipal da Covilhã com data anterior à conclusão (?!) da licenciatura na Independente, etc, etc, etc.

Não percebo como José Sócrates não se indignou com todos os outros jornais e blogueers que anunciaram e noticiaram os mesmíssimos factos como não percebo porque razão não houve um processo a Santana Lopes, quando o José Sócrates, na televisão, veio dizer que ele era o autor do "boato" da sua homossexualidade. Parece-me pois que o incomodou mais a noticia de factos objectivos da sua duvidosa licenciatura e falsa utilização de um título de engenheiro, do que o tal boato de que seria homossexual. Ele lá sabe o que não o incomoda. E o professor Marcelo Rebelo de Sousa, também vai ser processado por ter dito que a Licenciatura de José Sócrates lhe tinha saído na FARINHA AMPARO?

E o tal padre? O tal FALSO padre? Poderá ou deverá ele também processar todos aqueles que tiveram a "desfaçatez" de o desmascarar perante a utilização ABUSIVA de um "título" que não tem nem teve, tal como ao FALSO título de engenheiro utilizado por José Sócrates INDEVIDAMENTE no portal do governo, e não só, retirado de pantufas pela calada da noite, com peso na consciência?

Este é de facto, e infelizmente, o Portugal que temos, o Portugal socialista, o Portugal de Abril.

Mas ainda bem que o professor António Balbino Caldeira foi processado, pode ser que ao menos assim se possa fazer justiça e todos saibamos QUEM É verdadeiramente José Sócrates. A minha solidariedade ao professor António Balbino Caldeira e ao seu advogado José Maria Martins.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O DESVARIO DOS SOCIALISTAS

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Alguma coisa deve estar tremendamente confusa na cabeça dos socialistas e do ex-engenheiro José Sócrates. Eles não perceberam que não são nenhuma comissão liquidatária dos dinheiros e património públicos em nome dos ‘superiores interesses da economia’
Miguel Sousa Tavares
A partir do final dos anos 30, o Estado Novo lançou-se na volúpia das grandes obras públicas. Sob o comando de Duarte Pacheco, acumulando o cargo de ministro das Obras Públicas com o de presidente da Câmara de Lisboa, lançaram-se os grandes projectos emblemáticos do regime, ao estilo arquitectónico grandiloquente do fascismo italiano: a Gare Marítima de Alcântara, o Estádio Nacional, o Técnico, a ponte de Vila Franca, o aterro de Belém, destinado a preparar o terreno para o que viria a ser o culminar dessa imensa demonstração de capacidade de realização e ‘modernismo’: a Grande Exposição do Mundo Português, de 1940. Lá longe, no outro extremo da Europa, também o estalinismo se lançava nos grandes projectos megalómanos servidos por uma arquitectura monumental e esmagadora, como que destinada a mostrar aos cidadãos que eles nada eram ao pé da dimensão imensa do Estado.
Não pretendo que as grandes obras públicas dos países pobres tenham apenas uma função de propaganda dos regimes. Muitas foram e continuam a ser úteis, mas todas elas ilustram duas crenças comuns à direita e à esquerda: a crença de que para muitos males nada melhor do que poucas e grandiosas soluções, de que as obras públicas monumentais são o instrumento mais apetecível; e a crença de que o Estado é o motor da economia. Portugal conhece várias destas demonstrações, saldadas por outros tantos elefantes brancos: Sines, Cahora-Bassa, Alqueva, a Exponor, o CCB. Todos os dias pagamos a factura dessas ilusões.
Eu acredito, pelo contrário, que, para muitos males simultâneos, devem existir muitas e adequadas soluções. Parece-me fácil e barato pôr termo às condições miseráveis e degradantes que ainda se vivem em tantos hospitais públicos; parece-me fácil e barato acabar de vez com as condições de vida humilhantes de tanta gente nas grandes cidades, aproveitando os terrenos públicos, em lugar de os entregar à especulação imobiliária.
O que me custa a entender é que se queiram gastar biliões num aeroporto novo cuja necessidade está por provar, e mais uns biliões num TGV para o qual se desconfia que não haverá utilizadores que o justifiquem, ao mesmo tempo que há gente a viver como nos subúrbios de África e a tratar da saúde em hospitais que parecem saídos da Idade Média. Custa-me a aceitar a convivência entre o luxo e a miséria, entre um país pobre e um Estado esbanjador.

Os nossos socialistas ‘modernos’ têm dois fascínios fatais: as obras públicas e os interesses privados. A simbiose que daqui resulta é a pior possível. O Estado, empenhado em mostrar grande obra a qualquer preço, contrata com os grandes interesses privados tudo e mais alguma coisa: as estradas, as telecomunicações, o ensino, a saúde, a defesa. E dá de si tudo o que tem para dar: terrenos e dinheiros públicos, património e paisagem, empreitadas e fornecimentos, concessões e direitos de toda a espécie. A confusão de funções, de papéis e de interesses entre o público e o privado que daqui resulta é total e perturbante.
Anteontem, na apresentação do TGV (e tal como já havia sucedido com a da Ota), o Governo falou, não para o país ou os seus representantes, mas para uma plateia seleccionada dos grandes clientes privados dos negócios públicos: bancos, seguradoras, construtoras, empresas de estudos, gabinetes de engenharia e escritórios de advocacia.
E o discurso foi lapidar: “Meus amigos: temos aqui 600 quilómetros de TGV a construir e dez mil milhões de euros a gastar. Cheguem-se à frente e tratem de os ganhar!”.
Dois dias antes, na Assembleia da República, o PS uniu-se como um todo para votar contra a proposta do PP, apoiada por toda a oposição, para que o estudo de uma alternativa à Ota contemplasse também aquela que é a solução que o bom-senso defende: a da chamada Portela±1. No dia seguinte, no ‘Público’, o americano do MIT Richard Neufville, uma autoridade mundial em aeroportuária, explicava por que razão a questão do aeroporto de Lisboa se resolveria melhor e infinitamente mais barato com o simples aproveitamento de uma pista já existente e a construção de infra-estruturas mínimas e eficazes para as «low-cost». Mas os deputados socialistas, representantes nominais do interesse público, não querem sequer que a solução seja considerada.
Porquê?
A resposta só pode ser uma: porque na Ota e no TGV estão em jogos muitos interesses, muitos biliões, que o Governo promove e protege e que o partido compreende.
Temos agora a questão do TGV. Das três linhas previstas - Porto/Vigo, Porto/Lisboa e Lisboa/Madrid -, apenas a Porto/Lisboa se mostra necessária e eventualmente rentável - e isto porque a experiência de um anterior governo socialista com os ‘pendulares’, após milhões investidos e estudos feitos, se revelou um fiasco. Mas Porto/Vigo e Lisboa/Madrid ninguém sabe para que servirão. Não há estudos sobre a utilização prevista e a relação custo-benefício da sua construção. Depois de tranquilamente nos esclarecerem que, quanto aos custos de construção, a hipótese de a sua amortização ser realizada com as receitas de exploração é “totalmente para esquecer”, a própria secretária de Estado dos Transportes duvida de que, por exemplo, a linha para Madrid consiga ser auto-sustentável. Ou seja, depois de um investimento de dez mil milhões de euros a fundo perdido, preparam-se para aceitar tranquilamente um défice permanente de exploração.
Quanto é que ele poderá vir a ser, ninguém sabe, porque não se estudou o mercado para saber se haverá passageiros que justifiquem três comboios diários para Madrid. Mas, para que os privados, que ficarão com a concessão por troços, não se assustem com a vulnerabilidade do negócio, o Governo garante-lhes antecipadamente o lucro, propondo-se pagar-lhes segundo a capacidade instalada e não segundo a capacidade utilizada.
Isto é, se num comboio com trezentos lugares só trinta forem efectivamente ocupados, o Governo garante às concessionárias que lhes pagará pelos 270 lugares vazios. Todos os dias, três vezes ao dia para Madrid e eternamente, até eles estarem pagos e bem pagos. Eis o que os socialistas entendem por ‘obras públicas’ e ‘iniciativa privada’!
Alguma coisa deve estar tremendamente confusa na cabeça dos socialistas e do engenheiro José Sócrates. Eles não perceberam que não são nenhuma comissão liquidatária dos dinheiros e património públicos em nome dos ‘superiores interesses da economia’ (agora, vai a ria de Alvor, em projecto PIN...). Eles não perceberam que o interesse público não é construir aeroportos e comboios de luxo de que o país não precisa, para ‘estimular a economia’ e encher de dinheiro fácil empresários que não sobrevivem sem o Estado; que não é entregar todo o património natural e a paisagem protegida a especuladores imobiliários sem valor nem qualificação; que não é ‘emprestadar’ o CCB ao comendador Berardo para lhe resolver o problema de armazenamento da sua colecção de arte.
Se isto é a esquerda, que venha a direita!
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NO (DES)GOVERNO SOCIALISTA - ALTERNATIVAS PARA O TGV

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Acho interessante o Editorial do Jornal Expresso desta semana - 23.06.2007 - que aproveito para reproduzir

Alternativas para o TGV Por coincidência, ou não, na mesma página em que o ‘Diário de Notícias’ publicava um trabalho sobre o TGV, um anúncio da empresa Vueling - uma «low cost» da Iberia - oferecia voos para Madrid a partir de 30 euros, com tudo incluído. Este facto é suficiente para se entender a pressão de custo e comodidade que existe, já hoje, sobre o transporte ferroviário de alta velocidade.
Recorde-se que, no início da discussão do TGV, o preço referenciado para uma viagem Lisboa-Madrid rondava os 100 euros. Hoje, uma companhia aérea propõe o serviço por menos de um terço.

Claro que existem outros factores a ponderar, nomeadamente o transporte de mercadorias (embora se duvide desta urgência de enviar contentores a 300 km/hora). Há ainda, talvez, o argumento mais sólido: o da ligação de Portugal à rede europeia de Alta Velocidade.
Mas, tendo em conta o investimento (cerca de oito mil milhões, mais do dobro do que o aeroporto), ele tem de ser muito bem pensado e discutido. Caso contrário, estaremos, uma vez mais, a fazer figura de novos ricos, como um dos protagonistas de um livro de Steinbeck que, morando num bairro de lata sem electricidade, todos os dias ‘aspirava’ a casa só para mostrar que tinha aspirador.

Se a ligação europeia ainda é discutível, a ligação ao Porto é totalmente questionável. Sendo esta ligação mais cara do que a de Lisboa a Badajoz, e apesar de retirar mais de uma hora ao percurso (comparado com os pendulares), é duvidoso que este investimento tenha racionalidade.
Mas também nada obriga a que a ligação portuguesa à Alta Velocidade se faça obrigatoriamente a partir de Lisboa ou do Porto. Por vezes, é o costume de raciocinarmos como um país rico e grande que nos impede de chegar a conclusões com bom senso.

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COMO SE CHAMAM OS APOIANTES DO EX-ENG. JOSÉ SÓCRATES?

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VAMOS LÁ A VER SE A MALTA NÃO LEVA UM PROCESSO DISCIPLINAR POR CAUSA DISTO…


...SÓCRETINOS...
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O ZÉ FAZ FALTA ... MUITA FALTA!!!!

O Zéquinha Sá Fernandes
SABIAM QUE este Zéquinha custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês?
Pois é, para sustentar as influências deste Zéquinha andamos a pagar do nosso bolso a onze "desgraçados", entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo -tudo a recibo verde.

"O Zé faz falta!" -- Faz?
Claro que sim: faz a maior falta a estas 11 encomendas!

Se não vejamos:

CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOAS

Nome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)

Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação -1.530 ,00
Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) - Renovação - 2.000.00
António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00
Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) - Renovação - 2.500,00
Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação -1.530,00
Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00
Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00
Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00
Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação -1.530 ,00
Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
O Assessor Carlos Marques da Silva é o líder da bancada de deputados do BE na Assembleia Municipal de Lisboa.
Ou seja, para além do ordenado de assessor do Sá Fernandes, ainda ganha quase 79 € por cada reunião da Assembleia ou das Comissões.
Viva a esquerda caviar!
O ZÉ mais estes Zezinhos e estas Zezinhas só fazem falta à ....

E não se esqueçam de que este Zéquinha é vereador sem pelouro.
Imaginem se alguma vez chegar a ter um!...

SÓCRATES - AUTORITÁRIO, DESPÓTICO, IRRITADO, ENERVADO e ... ALDRABÃO

Enfim, só!
Por António Barreto- J. Público


Magistralmente explicado por António Barreto, o perfil ditatorial do actual primeiro ministro, o pseudo licenciado, José Sócrates Pinto de Sousa.
Um sereno e verdadeiro retrato do que está a acontecer ao nosso país sobre a égide de um ditador socretino.
A Democracia???? portuguesa está a ser vendida a retalho!

"A SAÍDA DE ANTÓNIO COSTA para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal. A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro . Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.

Manuel Alegre resiste, mas já não conta. Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão. Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates . Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.

Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado. Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo . Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.

O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.

Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer.

Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível.
Mas não é boa notícia.
É sinal da impotência da oposição.
De incompetência da sociedade.
De fraqueza das organizações.
E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade."

"Público" de 27 de Maio de 2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O PROFESSOR TITULAR

O «Professor Titular» visto pel'A BOLA"


As nossas escolas lançam-se, definitivamente, na arrojada experiência do mundo da bola.
Com uma Ministra apostada em ser um género de Scolari da educação, o Ministério investe na divisão sectarista entre(professores) titulares e suplentes.
Os titulares serão, então, convocados à luz de uma escolha surpreendente.
Mais importante do que saber dar aulas e ter sucesso na relação educativa com os alunos, interessará saber como pisar a alcatifa dos gabinetes, ter prática de carreira burocrática fora da sala de aulas e, acima de tudo, não ter tido lesões que obriguem a paragens mais ou menos longas no Campeonato, mesmo que por culpa de qualquer sarrafada alheia.


A táctica é, pois, não ter vida para além do dever.
O destino é entregar a titularidade professoral aos mais dignos ratos de sacristia.
Por isso, não bastará saber marcar golos.
E, tal como em alguns clubes de futebol manhosos, é preciso não esquecer de elogiar o presidente e ser de uma fidelidade canina ao treinador.


"Do jornal A BOLA (pág.9 - Vítor Serpa, Director do jornal)

CONTAS SUSPEITAS QUANTO À ORIGEM DOS FUNDOS ...

... Estão, pelos vistos a ser devolvidos a governantes, inclusivamente, alguns deles já falecidos:
Mobutu Sese Seko (Congo) - 6,1 milhões €
Sani Abacha (Nigéria) - 560 milhões €
Jean Claude Duvalier (Haiti) - 4.5 milhões €
Ferdinando Marcos (Filipinas) - 824 milhões €
Benazhir Bhutto (India) - 39-63 milhões €
José Eduardo dos Santos (Angola) - 79 milhões €
Vladimiro Montesinos (Peru - Serviços secretos) - 84 milhões €
Nursultan Nazarbavev (Casaquistão) - 158 milhões €

Tantos milhões ...
Teriam eles já nascido ricos?

quarta-feira, 20 de junho de 2007

DREN - DESPACHO DE ACUSAÇÃO AO PROFESSOR CHARRUA

Afinal, o ex-engenheiro José Sócrates, licenciado a um Domingo, continua a ser formal e descaradamente tratado como engenheiro. Entretanto, o sistema de bufaria montado pela "democracia" que nos governa é evidente.


Despacho de acusação


----------Vista e ponderada a prova constante dos autos e na qualidade de instrutor do processo disciplinar N° 496/2007.A.J./DREN, instaurado por despacho da Senhora Directora Regional de Educação do Norte, datado de 23/04/2007, através do qual o signatário foi igualmente nomeado para o desempenho daquelas funções, deduzo, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 57°, n°2 do Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração Central, Regional e Local, aprovado pelo decreto-lei nº 24/84, de 16 de Janeiro, contra o arguido, Dr. Fernando António Esteves Charrua, professor do quadro de nomeação definitiva, do Grupo de Inglês, da Escola Secundário Carolina Michoelis, Porto, o qual se encontrava, à data da prática dos factos, requisitado na Direcção Regional de Educação do Norte, o seguinte artigo único de acusação:



ARTIGO ÚNICO


----------1. No dia 19 de Abril de 2007, pelas 13H30, nas instalações da Direcção Regional de Educação do Norte, o Dr. Fernando António Esteves Charrua, ora arguido, e o Dr. António Basílio, Director de Serviços de Recurso Humanos da DREN e superior hierárquico imediato daquele, encontraram-se com o Dr. Rolando Silva e o Eng. Rogério Correia, ambos Assessores da Direcção, e com o Eng. Manuel Oliveira, Director Regional Adjunto de Educação do Norte, no exterior do gabinete da assessoria à direcção, situado no primeiro andar, defronte às escadas centrais da DREN;

----------2. O arguido entrou, com o Dr. Rolando Silva no gabinete da assessoria à Direcção, enquanto o Eng. Rogério Correia e o Dr. António Basílio, permaneceram no exterior a conversar e o Eng. Manuel Oliveira se afastou, dirigindo-se para o seu gabinete de trabalho, situado no mesmo andar, a cerca de 8 metros;

----------3. Dentro do gabinete de assessoria da Direcção, o arguido questionou o Dr. Rolando Silva sobre o “Programa Connectar” e, dirigindo-se ao Eng. Rogério Correia, que entretanto havia entrado nesse gabinete, perguntou-lhe em tom jocosos “então também és engenheiro da Independente?”

----------4.0 arguido comentou ainda em tom de brincadeira, com o Dr. Rolando Silva que “Já não precisava da licenciatura, mas caso pretendesse bonificar na carreira, o poderia requerer, mas apenas por fax.”, aludindo, igualmente de forma jocosa, à questão da licenciatura do primeiro-ministro, Eng. José Sócrates;

----------5. De seguida, o arguido dirigiu-se para a saída do gabinete de assessoria da Direcção e, ao sair, com a porta aberta, e na presença do Dr. António Basílio que permanecia no exterior do gabinete, local de passagem de funcionários da DREN e de acesso, condicionado, a utentes externos, proferiu, de forma perfeitamente audível, a frase “somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta

----------6.Todos os que se encontravam presentes no local, o Dr. Rolando Silva e o Eng. Rogério Correia no interior do gabinete de assessoria da direcção e o Dr. António Basílio, no seu exterior, perceberam, em face do contexto em que a conversa se vinha desenrolando, que o arguido apelidou, com um sentido depreciativo e injurioso, o Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates, de “filho da puta

----------7.Com o comportamento atrás enunciado nos pontos 5. e 6., livre e conscientemente assumido pelo arguido, demonstrou o mesmo, grave desinteresse pelo cumprimento dos deveres gerais de lealdade e correcção, previstos, respectivamente, nas alíneas d) e f) do nº 4 e números 8. e 10., todos do art° 3° do Estatuto Disciplinar, traduzindo essa sua conduta, infracção disciplinar prevista e punida pelo nº 1 do art°24° do Estatuto Disciplinar, com a pena de suspensão.

A aplicação da pena, é nos termos do disposto no art. 41° do Estatuto Disciplinar e do n° 2 do art. 1160 do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-lei n° 1/98, de 2 de Janeiro, republicado pelo Decreto-lei no 15/2007, de 19 de Janeiro, da competência da Senhora Directora Regional de Educação do Norte.

Fixo ao arguido o prazo de quinze dias úteis, a contar do primeiro dia útil seguinte àquele em que receber cópia desta acusação para, querendo, por si ou por advogado constituído, consultar o processo e deduzir a defesa que entender, oferecendo a prova testemunhal e documental que julgar necessária, tudo nos termos dos art°s. 61°., 62°. e 63°. do Estatuto Disciplinar.

O processo disciplinar encontra-se à disposição do arguido ou da sua advogada constituída nos autos, na Escola Secundário Carolina Michaelis, Porto, à ordem do instrutor, onde poderá ser consultado dentro das horas regulamentares de serviço, podendo igualmente ser confiado à ilustre mandatária, nos termos e sob a cominação do disposto nos artigos 169° a 171° do Código de Processo Civil, por remissão do art° 62° do Estatuto Disciplinar.