
segunda-feira, 11 de junho de 2007
GENTES, BELEZAS E COSTUMES DE ANGOLA
sexta-feira, 8 de junho de 2007
REPÚDIO E INDIGNAÇÃO E, A FALTA DE RESPEITO PELOS PROFESSORES
Desculpem os Srs. responsáveis pela informação em Portugal, mas estou absolutamente incomodada ao dar conta da passividade e ignorância, da surdez e cegueira dos mass media face a certos acontecimentos que se sucedem por este Portugal fora…
(Professora de Filosofia)
quinta-feira, 7 de junho de 2007
OS TRÊS MALANDROS - O ÚNICO SOSSEGADO E COM JUÍZO, ERA EU!
NEM NA MORTE, SE RECONHECE DIGNIDADE AOS PROFESSORES
PROFESSORA DOENTE OBRIGADA A TRABALHAR
Teresa Silva diz que os últimos dias da mãe, Manuela Estanqueiro, professora de Educação Tecnológica em Aveiro, foram marcados pelo sofrimento
Uma professora da Escola Básica 2/3 de Cacia, em Aveiro, a quem há pouco mais de um ano tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu no passado sábado, sem que a aposentação, pela qual batalhara, tivesse sido oficialmente decretada.
Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha sido notícia no CM em Fevereiro, quando a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a obrigou a regressar ao trabalho, sob pena de perder o vencimento.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
ALCOCHETE
terça-feira, 5 de junho de 2007
MARGEM SUL - UM EXEMPLO A SEGUIR
segunda-feira, 4 de junho de 2007
EXEMPLAR - OBRIGADA A TRABALHAR PARA MORRER MAIS DEPRESSA
Foto retirada de wehavekaosinthegarden MORREU A MANUELA ESTANQUEIRO
A Manuela Estanqueiro foi minha vizinha e colega em Aveiro, da mesma escola secundária, antes de se mudar para Cacia.
Com leucemia - Professora obrigada a dar aulasUma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento. "Sinto-me muito injustiçada. Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso", salientou a professora ao CM.ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA
O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. "Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro."
A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica "abalada psicologicamente". "Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer", diz. Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação " da qual já apresentou recurso" só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnostica.
Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando "a tinha até Outubro de 2008".
Que na morte possa ter a Paz que este governo vergonhosa e ordinariamente lhe ROUBOU nos últimos meses de vida.
Um NOJO.
PROFESSORA COM LEUCEMIA, OBRIGADA A DAR AULAS
22/02/2007
- Professora com leucemia, obrigada a dar aulas
Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois
anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento.“Sinto-me muito injustiçada.
Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso”, salientou a professora ao CM.ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA
O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. “Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro.”A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica “abalada psicologicamente”. “Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer”, diz.
Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação – da qual já apresentou recurso – só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnostica.
Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando “a tinha até Outubro de 2008”.
O MEDIATISMO COM MADDIE - AS CRIANÇAS SÃO TODAS IGUAIS?
Ian McEwan, no seu belíssimo romance Sábado, denuncia como uma das complicação da condição moderna, o fenómeno a que chama o círculo em expansão da compaixão moral.
Esta minha reflexão sobre o que aconteceu a Maddie não é, nem poderia ser, sobre o fundo da questão, o drama dos pais, a angústia da dúvida sobre o estado da criança, o sofrimento generalizado. Não. É sobre a forma que reflicto.
MICAELA REIS - MISSE ANGOLA 2007
BELEZAS E COSTUMES DE ANGOLA
sexta-feira, 1 de junho de 2007
A CONTENÇÃO SALARIAL
domingo, 27 de maio de 2007
1ª MARAVILHA DE PORTUGAL
"NA MARGEM SUL SÓ CONHECEMOS ESTE CAMELO" (CARTAZ)
sábado, 26 de maio de 2007
SERÁ PORTUGAL UM DESERTO A SUL DO TEJO? ... JAMAIS ... JAMAIS!!
A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas – à Sé – de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.
O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"!
Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto – espectáculo sempre deslumbrante – será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.
ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, M. I. Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que, não se devendo construir novas, devemos aproveitar as que temos, enquanto estão de pé.
Vale a pena um passeio a esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!
ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir qualquer das seguintes palavras jocosas: diploma, curso, Independente, engenheiro, fax e inglês técnico.
Um passeio que nunca mais vai esquecer. JAMAIS ... JAMAIS ... JAMAIS!!!!
segunda-feira, 21 de maio de 2007
LICENCIATURA DA FARINHA AMPARO
Um professor de Inglês que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
Começo, de facto, a ficar preocupado.
Já algum português não comentou a pouca vergonha que foi a forma como um primeiro ministro que exige rigor e excelência conseguiu o seu diploma de licenciado em Engenharia Civil sem que primeiro não se tivesse feito passar por Engenheiro, utilizando esse título em postais da Secretaria de Estado do Ambiente para, promiscuamente, conseguir os seus intentos ?
Mas, na roleta, calhou o professor de inglês da DREN. Que este caso, sirva de exemplo, portanto, para todos os portugueses.
Sem esquecer, obviamente, a falsificação das assinaturas na Assembleia da República e o Diploma falsificado que apareceu na Câmara Municipal da Covilhã por uma Universidade dirigida por um reitor (que parece que era-mas-não-era) preso igualmente por falsificação de documentos.
Para não ir mais longe, porque não foram exercidas essas represálias junto do Ministro das Obras Públicas Mário Lino que GOZOU com o Sócrates em plena reunião autárquica ("sou eng, inscrito na Ordem") ou com Marcelo Rebelo de Sousa que disse que o diploma de Sócrates foi conseguido na farinha amparo, sem menosprezo, obviamente, pela Farinha Amparo que não tem culpa nenhuma das cambalhotas e pouca seriedade do primeiro ministro que temos?
domingo, 20 de maio de 2007
PORTUGAL - SOMOS UM PAÍS DE VERDADEIRAS METAMORFOSES
AVES, PINTOS E NECAS, É TUDO DA FAMÍLIA DO APINTO DOURADO
Não se compreende como é possível ter a desfaçatez de umas declarações públicas como estas.
Onde é que anda a Polícia Judiciária?
Bem que podem chamar a Maria Josá Morgado que isto não tem conserto. Este é um país dourado para Apitos e para Casas Pias. A corrupção instalada tomou conta deste país.
É HOJE QUE SE DECIDE QUEM É O CAMPEÃO NACIONAL DE FUTEBOL
Hoje é o dia "D".Mais logo, saberemos quem ganhou o Campeonato Nacional.
Até que ponto o Apito Dourado ainda controla estruturas futeboleiras ...
Até que ponto as influências dos "Paratys" e dos "Joões Ferreiras" foram importantes no resultado final...
Mesmo prejudicado pelo golo com a mão da equipa da "Capital do Móvel", o Sporting Clube de Portugal, poderia de facto, por si só, ter arrumado há mais tempo esta decisão do último dia.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
ORDENADOS EM ATRASO - ESCÂNDALO
Mais um escândalo de ordenados em atraso...
O FCPorto deixou de pagar aos árbitros!
ECO QUÊ? ... ECOTERAPIA!
Investigadores da Universidade de Essex (Inglaterra) - coordenados por Rachel Hine e Jules Pretty do Departamento de Ciências Biológicas - compararam, em 20 pessoas com depressão, os efeitos de passeios a pé de 30 minutos num parque e de caminhadas da igual duração num centro comercial da cidade.

Além disso, 50 por cento destas pessoas ficaram mais tensas e 44 por cento perderam auto-estima.
Para 94 por cento dos inquiridos, as actividades ao ar livre melhoraram-lhes o estado de saúde mental e 90 por cento indicaram que o exercício tinha melhores efeitos quando associado à natureza
Não há dados sobre a prevalência de depressão na população geral em Portugal, mas segundo o Censo Psiquiátrico de 2001, cerca de 20 por cento dos utentes dos cuidados de saúde primários são pessoas com todos os tipos de depressão
CHINESISSES ...
So you think that your shoes are uncomfortable







As mulheres têm com cada ideia ...
segunda-feira, 14 de maio de 2007
A ORIGEM DE @ (ARROBA)
Os Copistas medievais e o século XXI.
Na idade média os livros eram escritos à mão pelos copistas. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido.
Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de 'Jesus Christi Pater Putativus', ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adoptar a abreviatura 'JHS PP' e depois 'PP'. A pronúncia dessas letras em sequência explica porque José em espanhol tem o diminutivo de Pepe.
Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês, 'at' ('a' ou 'em').
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contabilísticas dos ingleses.
Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @, supuseram, por engano, que o símbolo seria uma unidade de peso.
Para este entendimento contribuíram duas coincidências:
1- A unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo 'a' inicial lembra a forma do símbolo.
2- Os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de '10@£3' como 'dez arrobas a 3 libras cada uma'. Então, o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa 'a quarta parte': arroba (15 kg em números redondos) correspondia a 1/4 de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).
As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados). O teclado tinha o símbolo '@', que sobreviveu nos teclados dos computadores.
Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio electrónico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido '@' ('at' em inglês), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim Fulano@ProvedorX passou a significar 'Fulano no provedor (ou na casa) X'.
Em diversos idiomas, o símbolo '@' ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma. Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco). Noutros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel em Israel, strudel na Áustria, pretzel em vários países europeus.
domingo, 13 de maio de 2007
JORNAL RECORD - UM PASQUIM OPORTUNISTA E CINZENTO
Onde estava este jornal quando desapareceram todos os outros meninos e meninas, portugueses inocentes, raptados, mortos e desaparecidos que NUNCA se lembrou deles nem ofereceu qualquer recompensa por nada?
sexta-feira, 11 de maio de 2007
ESTÁDIO NA PALESTINA OFERECIDO POR PORTUGAL
OS AMIGOS DOS HOMENS E ... AS AMIGAS DAS MULHERES
GNR
quinta-feira, 10 de maio de 2007
CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO JOSÉ SÓCRATES
Não pode continuar a valer tudo, mesmo que ideologicamente nos custe.
Não pode haver duas medidas: a dos poderosos e a do povo ralé.
No fim, no fim, não devemos viver - depois de um 25 de Abril, como se ainda fossemos carneiros.
Nada mais me move senão o respeito que acho que merecemos, nós, o povo que paga impostos, deste "diz que é um país".
Valério
Carta Aberta ao
Excelentíssimo Senhor José Sócrates,
Primeiro-Ministro de Portugal
Sou português, africano. Natural do sul de Angola, cresci perto dos elefantes e esta é uma das razões de lhe escrever. Como sabe, os elefantes não esquecem e, o meu neto, educado em "ambiente" africano, o mais certo é não esquecer, também. Como a minha filha mais nova, a acabar o curso numa faculdade pública prestigiada, também não esquece.
E este é um dos meus problemas. Deixou de haver tertúlias sossegadas e conversas equilibradas cá em casa. Bastou para tanto, a história da sua licenciatura.
Sabe, eu quase sou descendente dos primeiros colonos que rumaram ao Lubango. O meu pai nasceu em 1917 e o meu avô foi criancinha para aqueles sertões. Já deve estar a ver como fomos criados: numa simbiose entre respeito, atenção com os idosos, rigor, honradez e verdade. A trapaça era muito mal vista, e alguns funantes sofreram com isso. Fomos educados na famosa pureza da água da Senhora do Monte, na cristalina transparência, no pão pão, queijo queijo. Foram estes valores que transmiti aos filhos, e espero que continuem para os netos.
E aqui começa o desassossego. A minha filha, até porque a nossa situação económica não é nada folgada, quer vir para casa. Para não gastar tanto, diz, insiste que vai falar com os professores para fazer os exames em casa. Podiam ser enviados pela Internet, em vez do fax, que é mais dispendioso. Não consigo demovê-la. Já lhe expliquei que se fosse deputada, talvez fosse possível e, mesmo assim, não seria para qualquer uma. Ou secretária adjunta de algum ministro, mas isso também seria difícil porque não temos partido: vamos votando.
E as altercações começam a subir de tom. É que ela quer também, médias altas, sem ter de estudar muito, sem ter de passar horas e horas agarrada às sebentas. Como não conheço nem reitor nem vice, ou, pior ainda, ela não tem nenhum professor a dar-lhe quatro cadeiras (quase do género – compra uma leva quatro!), isto está a tornar-se frustrante.
O senhor é o Chefe do Governo e, como tal, respeito-o e considero-o. Agora, não sou, nem devo ser obrigado, a imbecilizar a inteligência. Nem milhares e milhares de jovens que lutam denodadamente para se licenciarem, o devem fazer. Com essa obscuridade de equivalências e de cadeiras por atacado, que o senhor deseja transformar em exemplo, mais um seu ministro, fico com mais um problema: como é que explico aos meus filhos, os nossos antepassados e a pureza da água?
Sabe, sem história, sem exemplos, os valores perdem-se, alteram-se, e começa aí a desgraça, o declínio de um povo: passa a ser a lei do mais forte, de quem está no poleiro, de quem pode condicionar… em última instância, ao absurdo de maioria ser igual a absolutismo. E aqui é grave, muito grave, e não deve ser novidade para si.
Como é que me desenvencilho desta situação? A minha filha fala-me de si. Eu explico-lhe que isso é uma confusão. Que errar é humano, e pôr a culpa em alguém é estratégia, uma refinada estratégia - todos o sabemos!
Entretanto, ela não se cala. Diz que eu é que não quero ver. Que o senhor, em funções de muita responsabilidade e trabalho – trabalho de 24 horas, é o que dizem, ainda fez os exames todos num só semestre, num só mês, praticamente. Só de uma vez, fez quatro. Deve ter sido extenuante, para não dizer sobre-humano. E insiste nisto, porque acha que foi por ter feito em casa, ou no trabalho, fora do expediente, pois claro, como aquele de inglês, entregue depois da data de licenciatura.
Com isto, fico sem argumentos para a minha tradição de rigor, clareza, verdade, para não dizer de igualdade e, claro, perco a disputa. E isso é mau para quem é cumpridor. Fica-se devastado interiormente. Os filhos acham que falhámos, porque lhes ensinámos o caminho mais difícil e não o sol doirado da trapalhada, do vale tudo.
Há um presidente que, com malabarismos de relatórios, justificou uma guerra. O senhor condena-o. Acho muito bem! É assim que deve ser. É pena é ter ficado por aqui. Claro que uma coisa não tem nada a haver com a outra, dir-me-á. Mas tem: é uma questão de comportamento social, de nos sentirmos bem ou mal com a inverdade, com o baralha e torna a dar.
E agora, se não se importa, volto ao meu neto. Como os elefantes, já guardou datas e equivalências que baralharam as nossas conversas. Depois, como é que lhe vou incutir que não se deve copiar nas provas, fazer cábulas, etc., etc. Coisas em que a tentação de estudante é fértil!
Lá voltamos ao tal rigor, que o senhor gosta tanto, mas que vou ter dificuldade de explicar ao miúdo. Ele vai responder-me que com mais verdade ou menos verdade, também ele, sabe-se lá, poderá vir a ser presidente. E, perante isto, faço o quê? Lá vai a tradição, até da boa conduta, por água abaixo. Tantos anos, desde o meu avô, se calhar, desde o avô dele, em sermos pessoas de bem, e depois, por uma trapalhada que não entendo nem tem explicação lógica, desmorona-se um rumo educacional! Passa a haver desculpa para actos menos correctos – acabamos por cair nisso -, desde que depois se vá a votos, se tenha uns milhares de votos e, já está! Vira-se santinho! Será que é por isso que alguns autarcas – inocentes até prova em contrário -, ganharam eleições? Será que o povo já interiorizou que vale tudo e que os votos limpam mais branco? Que a Ética, nem falo na Moral, não tem raiz na Razão e sim no sufrágio dos votos?
Quero crer que não. Por isso lhe peço ajuda. É que isto tem transtornado os nossos serões, para além da situação económica, mas disso não deve ser o culpado! São os estrangeiros! Num aparte: tem alguma coisa a haver com o turismo?
Tem sido desgastante esta dualidade "orwelliana". Outro qualquer funcionário já teria um processo disciplinar, estaria a ser investigado pelas instâncias adequadas, etc. No seu caso, muito pouco se passa: quase somos a "Alice no país das maravilhas". E isto não é bom. Alguém deve ter razão. Não podem ser os dois lados desta moeda enegrecida. Até a democracia fica mal vista! Também não é justo para si! Deve ter razão, mas com essas suspeitas todas, passa a ser o que não quer que achemos que é. E não é justo! Mande logo entrar os cabrestos para recolher a infâmia - se for infâmia, para que venha a verdade, presa que está nos curros.
O que começa a doer, é que as pessoas já se aperceberam que o senhor não é o que quiseram fazer de si. Exceptuando os ortodoxos e os fanáticos, o bom senso começa a sofrer.
E lá estou eu, outra vez, metido numa embrulhada: a de explicar que os políticos, se não são sérios, é por uma questão de estratégia, etc., etc.
Assim, Senhor Primeiro-Ministro, como não se quis dar ao trabalho de solicitar uma sindicância, uma investigação (o nome, era consigo: também não é por aí!), independente – independentíssima, para apurar os factos relativos à sua licenciatura, ao menos incentive a senhora Procuradora a ser célere. É certo que está um pouco esquecido e baralhado, já lá vão uns anos, mas há todo o interesse de não se andar a arrastar este episódio. É que nunca mais tenho sossego, e há outros assuntos para conversar!
Lembrei-me agora. Porque não põe em tribunal a UNI, já que é ela que baralha os documentos (não é ela que os passa? Ou não será?), mais os jornais e os "blogues" que andam a mostrar coisas em que a bota não bate com a perdigota?
Para não falar noutra solução que lhe granjearia prestígio: candidatar-se ao exame, ou lá o que é, à Ordem dos Engenheiros. Inteligente como é, fazia-o com uma perna às costas, com distinção e matava a coutada inteira. Esta é uma boa ideia, não acha?
Isto resolvia-se, e eu tinha menos um problema para educar o meu neto!
Esperançado de que encontre tempo para atender o meu pedido
Seu
Valério Guerra
quarta-feira, 9 de maio de 2007
FOTO FANTÁSTICA
Em 26 de Janeiro de 2006 em Perth, na Austrália, uma multidão juntou-se numa praia local para testemunhar um espectáculo de fogo-de-artifício.
Entretanto, uma trovoada começou a aparecer do lado direito.
Mas o mais inesperado, foi entre estas duas manifestações de luz aparecer uma terceira, o Cometa McNaught, visível no hemisfério sul.
Um autêntico três-em-um que resultou nesta foto fantástica.
























