quinta-feira, 19 de julho de 2007
A SANIDADE MENTAL DA MINISTRA DA EDUCAÇÃO, D. MILU RODRIGUES
APANHADOS DO BENFICA ...
POSTAL ESCRITO DE LUANDA (4)
O facto é que saí inteiro, de posse de minha câmera e cheio de fotos do Roque para postar. (Se bem que, assim em close, o Roque Santeiro não é muito diferente de qualquer feira que se possa fotografar nos grotões do Brasil.)
É divertido ouvir os angolanos. A elite angolana fala igualzinho aos portugueses. Já o povo tem um sotaque diferente – os nasais são agudos, espanholados (Luánda, Án-gola, páo, máe); alguns "e" e "o" são fechados (dêla, côla). Nos meus ouvidos autocentrados, eles soam como estrangeiros falando o português do Brasil.
Mas a surpresa é quando cantam. Se a música for angolana ou portuguesa, o sotaque é português. Mas se o cantor ataca de música brasileira, o sotaque se torna carioca da gema, com todos os dji, tchi, amorrr e forrrrça a que se tem direito.O Brasil é adorado por aqui. Quer dizer: graças à exibição diária do "Cidade Alerta" pela Record Internacional, o Brasil não é mais idealizado, mas é de qualquer maneira queridíssimo.
A identificação cultural é enorme. (E não estou falando de candomblé, vatapá ou acarajé – coisas, a propósito, inexistentes por aqui.) É triste ver que o Brasil não esteja mais presente em Angola neste momento tão fundamental. Portugal será, na melhor das hipóteses, um bom padrasto – enquanto o Brasil está fugindo às suas obrigações de irmão mais velho.
O que tanto estamos fazendo na Venezuela, quando existe um país inteiro de fãs do Martinho da Vila precisando da nossa força (e oferecendo imensas oportunidades)?
quarta-feira, 18 de julho de 2007
POSTAL ESCRITO DE LUANDA (3)
Tão logo começamos a descer – nosso grupo: dois brasileiros visitantes, um brasileiro residente, três seguranças angolanos – deu para ver que barra não era tão pesada assim. Quem pinta o Roque como um lugar apavorante certamente nunca pulou o carnaval em Salvador (naquele momento em que você resolve sair do bloco e precisa atravessar a pipoca). Eu posso imaginar vários outros lugares – a bilheteria do Pacaembu em dia de venda de ingresso para decisão, por exemplo – em que aqueles três seguranças se fariam mais necessários.
No início eu fotograva timidamente, sem querer enquadrar ninguém em primeiro plano. Mas de repente comecei a ouvir "Amigô, tira foto!", "Amigô, filma a minha barraca!", "Amigô, a minha também!". Se o resto do grupo não estivesse com pressa, eu poderia passar a tarde inteira fazendo lambe-lambe do povo do Roque
POSTAL ESCRITO DE LUANDA (2)
Todo mundo adverte o tempo todo para o problema da segurança, mas não vi muito motivo. Como não existem táxis e quase não há comércio (o primeiro shopping ainda está para ser inaugurado), nenhum visitante tem possibilidade ou motivo para andar sozinho pela cidade. Ainda assim, com exceção de disputas entre flanelinhas para vigiar o carro (alguém por acaso nunca passou por isso no Brasil?), não vi nada que pudesse indicar um ambiente hostil. Na vida real, pelo que notei, o medo maior é o de ser achacado pela polícia.
Depois de muito insistir, acabei sendo levado a uma área normalmente off-limits (eu poderia dizer "vedada", mas off-limits é tão mais proibido, não é?) a estrangeiros: o Roque Santeiro, o maior mercado negro do mundo. São quilômetros e mais quilômetros de barracas montadas diariamente no alto de uma colina, onde se encontra de pasta de dente a metralhadora.
Existem quarteirões inteiros dedicados a artigos como jeans, perfumes, móveis e telemóveis (celulares). Lá dentro dá para ir ao cinema, jogar videogame, obturar uma cárie ou trepar em francês com putas importadas do Congo.
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POSTAL ESCRITO DE LUANDA (1)
Você pode se chocar com a pobreza de um lugar em que todo mundo parece viver de vender alguma coisa na beira da estrada. Ou você pode admirar a vitalidade e a capacidade de um povo que inventa uma maneira de sobreviver entre os escombros de uma guerra que durou quase os 30 anos da existência do país. No meu caso, depois de quatro dias tentando encarar tudo da maneira mais otimista, de repente me vi caído na mais profunda depressão. Mas daí pedi um pudim de sobremesa e passou. (Lição no. 235: nunca faça regime em países em fase de reconstrução.)
Não há turismo em Angola – os estrangeiros que estão por aqui, aos montes, não vieram a passeio. Se eu ligar para a recepção do hotel e pedir um táxi para ir à praia, a recepcionista vai achar graça. Mas tão logo haja a mínima estrutura (daqui a três, cinco, dez anos?), não tenho dúvida de que os turistas vão começar a aparecer.
A situação de Luanda é belíssima: a cidade fica à beira de uma baía que mais parece uma lagoa, protegida do mar aberto por uma peninsulazinha longa e bastante estreita que o pessoal aqui chama de "Ilha de Luanda". Ao longo da baía corre uma avenida que me lembrou muito o Malecón de Havana, com alguns prédios muito bonitos da época colonial e um forte encarapitado num morro (não há cidade colonial portuguesa sem morro).
A região da Ilha é o playground da cidade, com praias públicas extensas e – preciso deixar claro que a-do-rei isso – pequenas praias particulares, servidas por restaurantes muitíssimo bem montados, freqüentados pela elite angolana e pelos "expatriados", que é como são chamados os gringos (portugas incluídos) por aqui.
Assim como no Brasil, a pobreza é evidente demais – basta sair da região central que a cidade vira um interminável "musseke", o termo kimbundo para favela. Ao contrário de nossas cidades, no entanto, a riqueza (ou a falta de pobreza) se esconde por trás de fachadas decrépitas e muros sem pintura. Deve ser mais ou menos como as ruas: a aparência pode ser lamentável, mas o engarrafamento é de jipões japoneses com ar-condicionado (OK, dividindo o que restou do asfalto com um exército de vans-lotações caindo aos pedaços).
Saindo da beira-mar (onde fica a parte antiga) em direção ao interior, a cidade apresenta um layout muito interessante, com avenidas largas e muitas rotatórias. Embora o socialismo
instaurado com a independência já tenha dado lugar a um capitalismo pragmático, aqui e ali ainda se notam resquícios da era pró-soviética – como as avenidas Lenine e Ho Chi Minh, o cinema Karl Marx e a implicância da polícia com qualquer pessoa de posse de uma câmera fotográfica. Arquitetonicamente, a cidade (assim como aconteceu com Havana, perdoe a insistência) parou na época da revolução – no caso de Angola, em 1975. Se por um lado o Estado nunca teve dinheiro para a manutenção dos prédios residenciais que já existiam, por outro lado também não conseguiu enfear a cidade com a horrorosa arquitetura institucional comunista.
Dificilmente, no entanto, Luanda vai escapar agora da horrorosa arquitetura corporativa capitalista – os arranha-céus vêm aí.
FOTOGRAFIA ... APENAS ISSO!
terça-feira, 17 de julho de 2007
ÚLTIMO JAPONÊS MORRE EM 2800, ÚLTIMO PORTUGUÊS NÃO SE SABE
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OS PRIMEIROS NA AUSTRÁLIA FORAM ... OS PORTUGUESES
segunda-feira, 16 de julho de 2007
CIÊNCIA VIVA
lesões graves. Mas um estudo realizado nos Estados Unidos da América mostra como o uso de um equipamento de protecção da cabeça pode também evftar certas lesões e deveria ser utilizado de modo muito mais frequente. Este estudo publicado na edição de Julho da publicação inglesa da medicina do desporto “Journal of Sports Medicine”, foi realizado no final da época de 2006, e abarcou 268 adolescentes entre os 12 e os 17 anos, de um clube americano “Oakville Soccer Club”.Assim, 52,8% dos adolescentes que não usaram esta protecção apresentaram concussões de diferentes gravidades relativamente a apenas 26,9 % casos de concussões entre os que efectivamente usaram esta protecção da cabeça.
Este estudo apresenta sugestões á FIFA para tornar obrigatório o uso destas protecções particularmente entre as camadas jovens (neste momento a FIFA autorizou o seu uso, mas não o tornou obrigatório).
domingo, 15 de julho de 2007
GRAMÁTICA PORTUGUESA
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Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
TITULARÍSSIMO CONCURSO A PROFESSOR TITULAR
quinta-feira, 12 de julho de 2007
DUPONT E DUPONT, NÃO DIRIAM MELHOR: FICÁMOS TÃO CHOCADOS!
HÁBITOS DE CONSUMO DE MEDIA EM ANGOLA
O estudo decorreu sobre a população residente em Luanda, com 5000 entrevistas, entre 13 de Fevereiro e 24 de Maio últimos. ANGOLA DOS RICOS
O Expresso foi espreitar a nova sociedade angolana
Num país que exibe uma taxa de crescimento da economia de 18% e com o desemprego a rondar os 80%, há quem viva entre galas no palácio oficial do Presidente José Eduardo dos Santos e recepções nos jardins da Cidade Alta e quem se desloca em helicóptero privado para festas no Mussulo, recanto paradisíaco de Luanda Sul.
A assimetria social é flagrante.
Os ricos são poucos e muito ricos. Os pobres são muitos e muito pobres. Nesta Luanda a rebentar pelas costuras, onde Angola está sitiada, são vizinhos. Em mundos diferentes.
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quarta-feira, 11 de julho de 2007
A LUA NOVA NO PÓLO NORTE
DO VERMELHO AO COR DE ROSA ... UMA EVOLUÇÃO PERFEITAMENTE NATURAL!
Contra factos não há argumentos!


terça-feira, 10 de julho de 2007
SETE MARAVILHAS DO MUNDO - AS ANTIGAS E AS NOVAS
A lista das Sete maravilhas da antiguidade
Para mais detalhes, consulte Sete maravilhas do mundo antigo
Jardins suspensos da Babilónia
Pirâmides de Gizé
Estátua de Zeus
Templo de Ártemis
Mausoléu de Halicarnasso
Colosso de Rodes
Farol de Alexandria
As novas Sete maravilhas do mundo
Para mais detalhes, consulte: Novas Sete Maravilhas do Mundo
As Novas Sete Maravilhas do Mundo foram escolhidas em concurso informal e popular internacional promovido pela NewOpenWorld Foundation, com o lançamento da campanha New7wonders, que contou com mais de cem milhões de votos através de telefones celulares e da internet, enviados de todas as partes do mundo e anunciados em 7 de julho de 2007, numa cerimônia em Lisboa, Portugal
Maravilha ---------------- Atributos -------------------- Localização
Muralha da China ----- Perseverança, Persistência ----- China
Petra ------------------Engenharia, Protecção --------- Jordânia
Cristo Redentor ------- Boas-vindas, Abertura --------- R. Janeiro, Brasil
Machu --------------- Comunidade, Dedicação ---------Cuzco, Peru
Chichen Itza ---------- Adoração, Conhecimento --------Yucatán, México
Coliseu ---------------- Alegria, Sofrimento ------------ Roma, Itália
Taj Mahal ------------- Amor, Paixão ------------------ Agra, India
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segunda-feira, 9 de julho de 2007
A VALSA DOS DELATORES
" Basta! Pum! Basta! Uma geração que consente deixar-se representar por um delator é uma geração que nunca o foi! É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o delator, morra! Pim! O delator é o escárnio da consciência! Se o delator é português, eu quero ser espanhol! O delator é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O delator é a meta da decadência mental! E ainda há quem duvide de que o delator e os seus comanditários não valem nada, não sabem nada, não são inteligentes nem decentes, nem zeros!" A delação é um fenómeno de todos os tempos e sempre habitou o lado mais negro da espécie humana. Para medrar, não importa a época. Basta, como qualquer semente daninha, que encontre terreno propicio. É preciso, por isso, avisar todos os professores "Charrua".Porque têm face e nome os que publicaram um guia incitando 700 mil funcionários públicos à bufaria. Que engendraram o "5 em 1", cartãozito tecnológico que poderá expor a nossa vida a qualquer morcão informático. Que expuseram na praça pública os devedores ao fisco.Que arregimentaram todas as policias sob comando do mesmo ministro.Que colocaram sob a estrita dependência do primeiro-ministro os serviços de informação.Que "expediram" para exílio dourados Ferro Rodrigues, João Cravinho e Manuel Maria Carrilho.Que rasteiraram Mário Soares, Manuel Alegre e . , veremos, António Costa.Que querem purificar o " jornalismo de sarjeta".
Era coronel, senhor de terras e dono de minas. Devido aos pesados impostos cobrados pela Coroa de Portugal, estava falido. Convidado para participar na "Inconfidência Mineira", uma revolta ocorrida em 1789, na então Capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra o domínio português, Joaquim Silvério dos Reis aceitou. Mas, tendo-lhe alguém acenado com possibilidade de ter as suas dívidas perdoadas pela Coroa, delatou os "inconfidentes" seus companheiros.
O expediente valeu-lhe a evaporação dos débitos fiscais. Como incentivo público à delação, foi-lhe concedido um cargo oficial. A Coroa agradecida deu-lhe uma pensão para toda a vida e uma nova moradia, além de um título nobiliárquico.
Que eu saiba, não passeou a cavalo na Praça Vermelha, devidamente encerrada aos olhares da plebe. Mas na primeira oportunidade foi recebido em Lisboa, com pompa e circunstância, pelo príncipe regente, D. João. "
sexta-feira, 6 de julho de 2007
A IMPORTÂNCIA DO ... ARAÚJO
Pepe veio para Portugal pela mão do homem mais investigado em corrupção no futebol : o empresário António Araújo.
António Araújo é familiar de Jorge Gomes, um elemento que nessa altura trabalhava no departamento de futebol do FC Porto e era o homem de maior confiança de Reinaldo Teles, tendo surgido envolvido no Caso Guímaro, quando este árbitro foi acusado de corrupção. António Araújo, pela mão do seu familiar Jorge Gomes transformou-se num dos melhores amigos de Reinaldo Teles e o seu apetite pela arbitragem ganhou mais depressa asas do que se tivesse bebido Red Bull.
Mas o futebol tem um sem número de oportunidades para se ganhar dinheiro, principalmente para aqueles que não olham a meios para atingir fins. A venda de jogadores era o que estava a dar. Araújo colocou imediatamente o seu plano em marcha. Viajou para o Brasil e num ápice deixou o Ermesinde para comprar 50% do clube brasileiro, Corinthians Alagoano em parceria com outro empresário brasileiro e o presidente do Nacional.
Este clube, em muito pouco tempo passou a ser o entreposto de venda de jogadores para Portugal. Deco veio por essa via e Pepe também. Os jogadores eram vendidos ao Corinthians Alagoano por uma determinada verba e saíam do clube brasileiro por números substancialmente superiores com negócios geridos através de "off shores".
Desta forma deixava de haver controlo entre o negócio da venda e da compra. O Corinthians Alagoano é um clube sem expressão no Brasil, mas tem vendido as melhores estrelas para o futebol português quase todos pela mão de António Araújo , o tal que trata Pinto da Costa por "engenheiro chefe".
Todavia nem Pepe nem Deco vieram directamente do Alagoano para o FC Porto. Aterraram antes noutros clubes portugueses e só depois se transferiram para os dragões, até porque António Araújo, na maior parte dos casos, ficava detentor de uma boa percentagem nos passes dos jogadores. São estes passos que estão a ser investigados pela equipa de Maria José Morgado, porque se suspeita de fugas de comissões para contas abertas em bancos no exterior e até em "off shores".
Mas ao longo de todos estes anos tem-se vindo a levantar a suspeita de que alguns dirigentes do nosso futebol têm recheado substancialmente as suas contas bancárias à custa destes negócios, no entanto, pouco se tem avançado em termos de produção de prova.
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O APITO DOURADO ... E O BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS
O caso Mantorras também continua com inquérito aberto, mas há mais transferências de jogadores sob suspeita, a maior parte deles ligados ao Alverca, clube do qual Luís Filipe Vieira chegou a ser presidente presidente e que serviu de entreposto para vários negócios de atletas para o FC Porto, nomeadamente de Deco, Maniche e outros.
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ENQUANTO DUROU O "BEM BOM" ...
Sim, Carolina...
Carolina Salgado veio dar um novo alento a toda esta situação quando disse à Polícia Judiciária que Pinto da Costa costumava ter em casa uma cómoda recheada de dinheiro vivo e a curiosidade espevitou os inspectores que começaram a seguir o rasto de vários negócios nomeadamente os feitos muito recentemente com o Chelsea de Mourinho.
Como se sabe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira foram vendidos ao clube inglês por uma verba que ronda os 50 milhões de euros e foram distribuídas muitas comissões.
A PJ sabe que Pinto da Costa há mais de 20 anos que não tem rendimentos que não sejam os do FC Porto e o seu vencimento de cerca de 12 500 euros mensais não é considerado suficiente para permitir tantos negócios imobiliários.
É isso que está a ser investigado
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VAGAS ABERTAS PARA O MELHOR EMPREGO DO MUNDO
INCRIÇÕES LIMITADAS ... Uma marca de preservativos australiana espera que mil candidatos se apresentem para ocupar os 200 postos de trabalho que consiste em experimentar seus produtos. O anúncio, feito na página da empresa na internet, avisa que o trabalho não é remunerado.
Os candidatos, segundo a convocação, devem ser homens e mulheres "com um forte desejo de melhorar o desempenho sexual" e que estejam dispostos a testar com seus parceiros as últimas novidades no mundo dos preservativos, como a camisinha "Máximo prazer" e "Prazer estendido".
"Qual é o trabalho dos seus sonhos? Ser massagista da Scarlett Johansson? Pintar o corpo de Jessica Alba? Esses cargos já estão preenchidos, mas você pode experimentar camisinhas para a Durex" - diz o anúncio.
Apesar de não oferecer retorno financeiro, o "especialista" receberá um kit de produtos da campanha, concorrerá a um prêmio de US$ 860 dólares, aproximadamente e o prestígio profissional de trabalhar numa firma que é líder do setor, sugere a empresa.
Os interessados deverão explicar o motivo de se considerarem especialistas em uso de preservativo. O anúncio, porém, não diz quais os critérios dessa avaliação.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
GABINETE DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA (GNAL)
GABINETE DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA - 1972
Ministério das Comunicações
ESTUDO DA LOCALIZAÇÃO DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA
Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa
O Gabinete será assistido por um conselho técnico consultivo com a seguinte composição:
a) o director-geral da Aeronáutica Civil;
b) Um representante da Secretaria de estado da Aeronáutica
c) Representantes das entidades interessadas\e especialistas de reconhecida competência nos diversos sectores abrangidos pela obra.
Foram escolhidos 5 locais (Fonte da Telha, Montijo, Alcochete, Porto Alto e Rio Fria) e incluida a Portela de Sacavem.
Nos Estudos Preliminares de Localização foram considerados os seguintes critérios:
1) Condições Operacionais
1.1) Espaço aéreo e condições de respectivo tráfego
1.2) Obstruções
1.3) Perigos existentes ou em potencial
1.4) Condições meteorológicas
1.5) Ajudas rádio
2) Condições sociais
2.1) Polos geradores de tráfego
2.2) Acessos por terra
2.3) Ruídos incómodos
2.4) Utilização dos terrenos circunjacentes
3) Condições de custo
3.1 Condições topográficas
3.2 Natureza do solo
3.3 Drenagem, abastecimento de água, esgotos, energia electrica
3.4 Valor aquisitivo do terreno
(cedido pelo Sr. Eng. Luis Teixeira) .
II - PARA QUE SERVE A INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL? (2ª Parte)
Ao escrevermos a primeira parte deste artigo estávamos convictos de que não havia qualquer estudo comparativo entre os prováveis locais para o novo aeroporto. Os debates na TV, os artigos nos jornais e na Net arreigaram essa crença.
O Decreto nº 48 902 de 8 de Março de 1969 criou o Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa agregado ao Ministério das Comunicações. Infere-se que o lema “governar bem é prever” foi cumprido pelos governantes de então. Quarenta anos antes da polémica sobre o novo aeroporto da OTA já aqueles governantes começaram os estudos sobre a localização.
O relatório final – Estudo da Localização do Novo Aeroporto de Lisboa - foi impresso e publicado pela Imprensa Nacional em 1972. Foram escolhidos 6 locais (Fonte da Telha, Montijo, Alcochete, Porto Alto, Rio Frio e Portela de Sacavém).
Sobre os seis locais incidiram estudos preliminares atendendo aos seguintes critérios:
1) Condições Operacionais
1.1) Espaço aéreo e condições de respectivo tráfego
1.2) Obstruções
1.3) Perigos existentes ou em potencial
1.4) Condições meteorológicas
1.5) Ajudas rádio
2) Condições sociais
2.1) Pólos geradores de tráfego
2.2) Acessos por terra
2.3) Ruídos incómodos
2.4) Utilização dos terrenos circunjacentes
3) Condições de custo
3.1 Condições topográficas
3.2 Natureza do solo
3.3 Drenagem, abastecimento de água, esgotos, energia eléctrica
3.4 Valor aquisitivo do terreno.
Transcrevendo do relatório:
« Os estudos de localização no Novo Aeroporto foram realizados paralela eFoi feita uma análise comparativa, entre os seis locais escolhidos, recorrendo ao conceito de médias ponderadas, «...para uma maior facilidade de comparação de resultados obtidos e, assim, foram atribuídos “pesos” às várias rubricas...»
simultâneamente pela firmas americanas S.A.R.C./H.N.T.B. e pelo consórcio
luso-alemão I.D.G.W., como consequência imediata dos da “Previsão de
Tráfego” também por eles realizado nas mesmas condições, e ambos confirmaram, como já se referiu, a localização preliminar estudada pelo GNAL».
Em 1969 os recursos informáticos eram mínimos, um computador gigante, que necessitava de refrigeração, tinha uma capacidade muito limitada, era quase impossível “fazer-se” Investigação Operacional(IO) com os recursos disponíveis. Mas em 1985 já havia programas de Análise Multiobjectivos e Multicritérios que optimizavam as opções escolhidas.
Poderia ter-se aproveitado este Estudo, é óbvio, “mutatis mutandis”, porque apareceram mais critérios que não eram considerados na época. Lembramos o critério de Impacto Ambiental, com grande peso, o critério de Arqueologia impensável naquela época, a própria evolução da aviação, quer no aspecto aeronáutico, quer no aspecto de frequências de voos. Poderia ter-se feito uma IO sobre este estudo de 1972, depois de completado e actualizado.
A escolha seria matemática, nada de voluntarismos.
Repare-se que a OTA não foi incluída neste Estudo mas poderia ter sido considerada em estudos posteriores, aproveitando o que já estava feito, aperfeiçoando-o de acordo com as técnicas modernas. Em Análise Multiobjectivos e Multicritérios ganhava o melhor, “em campo” e não na secretaria.
Consultando a Carta Militar de Portugal Série M586/Escala 1:250 000 –Folha nº 5-, apenas como análise preliminar, referente ao critério 1.1) Condições Operacionais, inferimos que:
a) Rio Frio e Porto Alto, em um raio de 20 km, não apresentam qualquer obstrução orográfica. A 34 km de Rio Frio destaca-se a Serra da Arrábida que culmina a 501m.
b) Alcochete não apresenta qualquer obstrução orográfica, embora obrigue ao sobrevoo de Almada, Barreiro, Seixal e Montijo.
c) Fonte da Telha não tem relevo desfavorável mas está muito próximo do mar onde há ventos que variam, constantemente, de direcção.
d) Orograficamente OTA é o mais desfavorável. Ao norte tem a Serra de Montejunto a 14 km com culminância a 666m; a 35 km avulta a Serra de Candeeiros culminando a 615m.
São apropriadas algumas considerações sobre a evolução da aviação. È muito provável que, dentro de 30 anos, a aeronáutica tenha sofrido transformações quantitativas e qualitativas devidas aos problemas de custo dos combustíveis, às restrições impostas pela degradação ambiental global, à mudança de mobilidade das pessoas, e à substituição dos motores de combustão por outros mais avançados (fusão nuclear, anti-matéria?).
É um tema um tanto ou quanto de ficção científica em que valem todas as hipóteses, mesmo aquelas que pareçam ousadas.
Ao manusearmos o Estudo de 1972, de bom apuro técnico-científico, apenas uma palavra para definir o nosso estado de espírito: perplexidade.
Em 2007, trinta e cinco anos depois, ainda se anda à procura do melhor local para um novo aeroporto!
Luiz Teixeira
Engenheiro civil
Julho 2007
(a importância do tema e o rigor de análise, leva-me a agradecer uma vez mais ao Sr. Eng Luiz Teixeira esta prestimosa colaboração)
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I - PARA QUE SERVE A INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL? (1ª Parte)
Primeira Parte A Investigação Operacional (IO) é um ramo das ciências relativamente novo e a sua excelência deve-se ao aparecimento dos computadores e aos, cada vez mais aperfeiçoados, programas.
Em fins do século XIX vários matemáticos já trabalhavam com modelos de Programação Linear e com métodos de optimização. Mas foi o inglês Alan Turing que, ao provar que era possível fazerem-se os mais complexos problemas de cálculo através de máquinas, permitiu que se obtivessem análises matemáticas que, em outras eras, se admitiam como impossíveis. Só com computadores é possível a Análise Multiobjectivos e Multicritérios que optimiza a decisão para um empreendimento.
Mas a sua maior glória foi ter descodificado a Máquina Enigma, dos alemães, durante a guerra 1939/1945. Foi, indiscutivelmente, a maior contribuição de uma só pessoa em todo aquele conflito, com ela passaram os aliados a dispor de uma ferramenta - o conhecimento das mensagens alemãs - fundamental para as operações de guerra.
A invasão da Normandia, em 6 de Junho de 1944, foi planeada recorrendo à Programação Linear, rudimentar devido à ausência de computadores. As matrizes e os algoritmos foram feitas à mão, obrigando a cálculos exaustivos.
Em 1971 fez-se uma Análise Multiobjectivos para a ampliação do aeroporto Texcoco, na cidade do México, que obedecia aos seguintes critérios: custo mínimo, capacidade adequada para um determinado horizonte, acessos minimizados, maximização da segurança aeronáutica, minimização da ruptura social, minimização da poluição sonora.
Há vinte anos já existiam bons programas de computador que hierarquizavam as várias opções que se antepunham a um determinado empreendimento. Especialmente na área de Recursos Hídricos (planeamento de barragens por exemplo). Hoje dispõe-se, talvez, de recursos dez vezes maiores, basta dizer-se, por exemplo, que os programas de optimização Electra e Electra II, em 1986, eram adquiridos por altos preços, e constavam de fitas com mais de 100 m de comprimento. Hoje, até há programas disponíveis na Internet.
A resposta resume-se em três letras: OTA.
Um estudo de hierarquização de opções ou Análise Multiobjectivos e Multicritérios é feito na fase de previsão, ou seja vinte anos antes do início da obra, sendo os últimos cinco anos dedicados ao projecto. Manda a prudência e o bom senso que a Análise Multiobjectivos e Multicritérios seja feita, exclusivamente, pelas universidades, consoante as suas tradições.
Em linhas gerais, uma vez que a matéria é abrangente e de alto teor científico, em uma Análise Multiobjectivos são estabelecidas matrizes e algoritmos. Uma matriz simples consta de um mapa, tipo folha Excel, em que em linhas horizontais são inseridas todas as hipóteses. Inscrevem-se todas as soluções, mesmo aquelas que sejam encaradas “como disparatadas”.
Como exemplo mencionamos o critério Engenharias que englobaria a Civil, a Mecânica, a Eléctrica a Electrónica. Cingindo-nos à Civil destacamos um mundo de estudos: cortes, aterros, pedra, areia, madeira, empréstimos de solos bons para compactação acima de 100%, lençóis freáticos, águas superficiais, geotecnia etc.
Em conclusão: Uma Investigação Operacional destinada a uma decisão final aborda todos os problemas que se deparam em um projecto de grande envergadura, como é o caso do Novo Aeroporto de Lisboa. E, especialmente, a decisão final está outorgada pelas populações, e foi estudada pelas Universidades, últimos repositórios da cultura da nação.
Enfatizamos a preferência pelas Universidades porque a IO, sendo de índole multidisciplinar, pode gerar muitas teses de mestrado e doutoramento. Os jovens estudantes empolgam-se e ainda não estão subjugados pelo dinheiro. Querem aprender.
No tempo de Luiz 14 dizia-se que “governar bem é secar pântanos”; o presidente brasileiro Washington Luiz em 1926 dizia que “governar bem é abrir estradas”; actualmente pode afirmar-se que “governar bem é prever”. Para isto, a IO é um poderoso auxiliar, pois optimiza matematicamente as opções.
2007-06-13
Luiz Teixeira
Engenheiro Civil (a importância do tema e o rigor de análise, leva-me a agradecer ao Sr. Eng Luiz Teixeira esta prestimosa colaboração)
DEPENDÊNCIA SEM SUBSTÂNCIAS - JOGO É TÃO VICIANTE COMO DROGA
Depois de já em 2006 o XIX Encontro das Taipas, seguindo as tendências internacionais, incluir um painel intitulado ‘Dependências sem substâncias’, onde se abordaram os jogos de azar, internet e videojogos, a edição de Maio da revista ‘Science & Vie’, num amplo dossier dedicado às drogas (incluindo álcool e tabaco), reservou um artigo para ‘O aumento dos vícios sem drogas’, destacando o jogo a dinheiro e os casinos.101º ANIVERSÁRIO VERDADEIRO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
PARABÉNS SPORTING CLUBE DE PORTUGALLIBER ... QUÊ? ... LIBERDADE?
Por determinação do Governo Civil de Braga, o Ministério Público do Tribunal de Guimarães está a investigar ao pormenor o que se passou na pequena manifestação que esperou o Primeiro Ministro, José Sócrates, aquando da reunião do Conselho de Ministros realizada em Guimarães, no passado dia 7 de Outubro, tudo isto deve-se ao facto de aproximadamente cem pessoas terem recebido o primeiro-ministro com cartazes e palavras de ordem contra a política com que este (Des)governo socialista nos tem vindo a brindar.
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ARREPENDIDA?

Fernanda Freitas fez também referências a um jantar realizado dois dias depois do lançamento do livro (Dezembro do ano passado), em que ficou "convencida de que Carolina e Leonor Pinhão eram amigas ou se conheciam bem". ... a sensação de que Carolina ..."A escritora do livro "Eu, Carolina" disse em interrogatório perante o Ministério Público (MP) que a ex-companheira do presidente do FC Porto decidiu publicar o livro para se vingar de Pinto da Costa e para fazer dinheiro... denuncia ainda que a versão final do livro publicado não é igual ao texto que escreveu.
Sabia apenas que [Pinto de Sousa] "era presidente de qualquer coisa ligada à arbitragem, mas não sabia de quê (em concreto)".
Fernanda Freitas não tem sido acusada nos processos por difamação que têm sido concluídos no DIAP do MP do Porto. É que a escritora revelou-se "arrependida" de ter ajudado Carolina e pediu desculpa aos visados. Assim sendo, tem sido arrolada como testemunha nos demais processos. "
A Fernanda Freitas que não era CREDÍVEL quando escreveu o livro, AGORA JÁ É CREDÍVEL?
O PECADO DE ESTAR PARA MORRER
"Estás doente? Em estado terminal?Trabalha, malandro que é para ver se morres mais depressa."
O professor de Filosofia, Artur Silva, da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, foi considerado apto para leccionar apesar de ter cancro na traqueia e uma operação o ter deixado mudo. Tinha mais de trinta anos de serviço quando adoeceu. Morreu no passado dia 9 de Janeiro, aos 60 anos sem direito à reforma.




