BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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quarta-feira, 18 de abril de 2007

OTA ...OTA





RAINHA SANTA ... SOCRÉNIA


Ia a Rainha Santa Sócretina na direcção de uma televisão para distribuir mais umas quantas mentiras em forma medidas de propaganda, na companhia na sua fiel Aia Mariana dos Olhos Lindos, quando inesperadamente lhe surge ao caminho o Rei D. Aníbal Silva e seus dois lacaios, Tony Borges e Ferreira Leite.
- Onde ides minha Rainha?
- Perguntou ele com voz doce.
- Meu Senhor, ia só dar uma volta com a minha aia pelos Jardins do nosso pais.
- Vós sabeis, Scretina, que o reino passa por grandes dificuldades e que o povo não anda satisfeito. Não podemos andar sempre a distribuir-lhes mentiras.
- Meu Senhor Aníbal, vós já me haveis avisado disso e eu nunca vos desobedeceria.
- Não, minha Rainha? O que o amor que o povo vos tem mostrado nas sondagens é muito estranho. Não andareis vós a enganar-me e a distribuir mentirinhas nas minhas costas?
- Não seria capaz disso, meu Senhor. - Mentiu a Sócretina.
- Que lavais então ai no vosso regaço?
Tudo parecia perdido. O seu regaço ia carregado de mentiras para distribuir pelo povo e só um milagre a poderia salvar.
Sem saber o que fazer abriu os braços e lá de dentro, perante a surpresa de todos, caíram dezenas de diplomas.
- São diplomas, meu Senhor. São diplomas da Universidade Independente

segunda-feira, 16 de abril de 2007

NOVAS OPORTUNIDADES


O desenvolvimento do país confronta-nos com uma opção clara e inadiável: a aposta na qualificação da população portuguesa.

A Iniciativa Novas Oportunidades assenta numa base clara: o nível secundário é o objectivo de referência para a qualificação dos nossos jovens e adultos.
A estratégia da Iniciativa Novas Oportunidades tem dois pilares fundamentais.

Em primeiro lugar, fazer do ensino profissionalizante de nível secundário uma verdadeira e real opção, dando Oportunidades Novas aos nossos jovens.
O segundo pilar é o de elevar a formação de base dos activos. Dar a todos aqueles que entraram na vida activa com baixos níveis de escolaridade, uma Nova Oportunidade para poderem recuperar, completar e progredir nos seus estudos.
Atingir estes objectivos implica o desenvolvimento profundo e consistente do Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências.

Será, seguramente, um caminho muito longo, duro e difícil. Esta escolha não admite hesitações.
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PUZZLE

Dizem ...

SARIDON

Às voltas com as minhas tralhas, encontrei uma caixa de comprimidos Saridon com mais de 33 anos, ainda com 4 comprimidos no interior e os respectivos selos fiscais de Angola.
Quantas e quantas vezes essa saudosa e milagrosa caixinha se abriu em nossa casa, em Angola, para suprimir algumas dores de cabeça.
Olhar para ela, é recordar um passado feliz numa terra saudosa e grande, onde nasci e cresci- a minha terra!



Saridon® é um tradicional analgésico especialmente formulado com uma combinação diferenciada de substâncias analgésicas, que trazem o alívio rápido da dor de cabeça, para que as pessoas voltem rapidamente às suas actividades diárias.

No Saridon®, a propifenazona está combinada ao paracetamol e à cafeína.
Por um lado, o paracetamol aumenta a biodisponibilidade da propifenazona e, por outro, a toxicidade da combinação é muito menor que a toxicidade de cada substância isolada.
Além disso, as duas substâncias são complementares em termos de eficácia.
A propifenazona tem início rápido de acção e o paracetamol tem efeito mais prolongado.
Já a cafeína aumenta a eficácia de qualquer analgésico.


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sábado, 14 de abril de 2007

MOMENTO PROFUNDO DE POESIA


Sócrates e os Lusíadas

As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,
Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;

E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo
A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valerosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.



Um poema ao nosso 1º

O Churchil não tinha canudo
O John Major também não.
O Jerónimo de Sousa é metalúrgico
O Zé Socas é aldrabão.

Se queres fazer uma casa
Um arquitecto deves procurar
Se queres construir um palheiro
Com o Socas podes tratar

Queixava-se o povo do Santana
Achava-o maluco e incompetente
Agora apanhamos o Socas
Que "tirou o curso" na Independente

Anda um gajo a queimar as pestanas
Anos a fio no ensino estatal
O Zé Socas que é um gajo ocupado
Fez tudo numa manhã dominical...

SALVADOR CORREIA DE SÁ - A CONVERSÃO DA RAINHA JINGA


"Salvador Correia de Sá e Benevides, depois de ter expulsado de Angola os Holandeses, interessa-se pela conversão de Jinga; por isso, há troca de embaixadores entre ambos.

Escreveu a Jinga, em termos mais moderados, enviando-lhe Rui Pegado como embaixador.


CONVERSÃO DE GINGA (Nzinga Mbandi Ngola)

O capitão-general Salvador Correia de Sá e Benevides, depois de ter expulsado os Holandeses do reino de Angola no ano de 1648, aplicou-se não só aos interesses materiais do Estado, mas também aos espirituais da religião católica.
Edificou, além de outras, uma igreja em honra de Santo António de Lisboa e um hospício para os nossos (1).

Procurou a extirpação da devassidão, única causa, como a própria gente admitia, das graves calamidades anteriores quando, no espaço de sete anos, foram obrigados pelos inimigos holandeses a abandonar as terras conquistadas mediante o seu suor e o seu sangue, vendo os seus haveres barbaramente dissipados. O governador usou toda a diligência para concluir a paz e renovar a aliança com o rei do Congo. Como indemnização pelos prejuízos sofridos, exigiu novecentos escravos ou o equivalente, a entrega das minas de ouro e o livre exercício pelos Capuchinhos do seu ministério apostólico (2), fazendo-lhe compreender por estas condições que o seu pedido de paz não era ditado pela necessidade e que estava em condições de obrigá-lo mediante a força.

Pelo contrário, usou da maior bondade para com a rainha Ginga, desculpando-lhe a provocação e o natural desejo de recobrar o seu antigo domínio. Enviou-lhe, portanto, Rui Pegado, capitão de experimentada prudência, acompanhado por numeroso séquito com preciosos presentes e duas cartas, uma do rei de Portugal e outra dele próprio, e com plena autorização de concluir qualquer contrato, sob condição de que ela se reconciliasse com o verdadeiro Deus. Agradaram sumamente à rainha estas aberturas e deu boas esperanças de aceitar os conselhos de Correia.

Tendo lido a carta do rei, respondeu com muita submissão que ficava obrigada pelas corteses ofertas e retorquiu desculpando-se dos seus excessos e acusando a D. Fernão de Sousa, que pretendeu não só oprimi-la invadindo o seu Estado, mas tirar-lhe até o reino, transferindo indevidamente e sem autoridade nenhuma o título e a investidura dela para a pessoa de Ngola-a-Ari, seu vassalo (3).
Numa palavra: suplicava a Sua Majestade que lhe fizesse o favor da sua assistência, prometendo-lhe por sua parte submeter-se outra vez à lei do verdadeiro Deus.

Pouco diferentes foram as expressões da resposta à carta de Correia de Sá, mas suplicava-lhe que prestasse, conforme as suas promessas, auxílios eficazes para ela recobrar o reino de Matamba (4), prometendo-lhe fazer a vontade dele quanto a abandonar a seita dos lagas. Baseando-se nestas respostas, Correia de Sá julgou que pouco faltaria para concluir o tratado.
Contudo, não se tinha ainda chegado a uma estável suspensão das hostilidades, porque a rainha, que não queria perder as suas ocasiões, continuava a combater nas partes extremas do reino de Matamba.

Então Correia de Sá escreveu-lhe outras cartas, em que a exortava a cumprir as suas promessas, a escolher uma capital para residir com a sua corte e a dar licença aos católicos para entrarem, morarem e edificarem igrejas nos seus domínios (5)
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(1 ) A ermida de Santo António foi restaurada, não edificada, por Salvador Correia, ao passo que o hospício foi edificado por ele
(2 ) «Capitulações das pazes com o rei do Congo)> (docs. 23 e 24). Uma vez que o documento 24 é muito extenso, apenas irei transcrever para aqui o documento 23 porque me parece interessante percebermos a forma como antigamente procediam para as negociações.
(3 ) Esta nota será desenvolvida posteriormente
(4) Matamba estava sujeito a Ginga, excepto uma parte do território que o jaga Cassanje tinha usurpado e da qual os Portugueses prometeram expulsá-lo
(5 ) Os Jagas não viviam em aldeias fixas, mas em acampamentos instáveis, chamados «quilombo»



(Montecucccolo, J. - Congo Matamba e Angola, 1687, reeditado em 1965)
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TRABALHAR? ... QUEM?

Hoje não me apetece trabalhar. NADA, NADA.
E a ti apetece?



E amanhã apetece-te fazer alguma coisa?




E depois ... também Não?

NADA, ... NADA ?



A MIM TAMBÉM NÃO!!!

NADA... NADA!!

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sexta-feira, 13 de abril de 2007

TRISTE ÁFRICA

Tenho de confessar que às vezes o Miguel Sousa Tavares também se engana e escreve algumas coisas acertadas.
Não sou grande admirador dele, principalmente porque ainda não percebeu que o melhor CLUBE, (eu disse CLUBE!) no nosso país é o Sporting Clube de Portugal e que o Apito Dourado é a ponta de um iceberg que tem no cimo o seu adorado Pinto da Costa.
Bom, mas isso são outras coisas para outras alturas

Vale a pena ler o MST na sua crónica no Jornal Expresso:


Triste África
Olhem para a cara de Jean-Pierre Bemba, o líder da oposição congolesa.
Eu sempre acreditei que olhar para a cara das pessoas ajuda muito a perceber quem são. Concordo que a receita é falível: há gente com aspecto de boa pessoa e que, afinal, não é recomendável e vice-versa. E há caras que não dizem tudo, de bom ou de mau, acerca do seu portador. Mas, para quem conhece um bocadinho a África Negra e a sua classe política, a cara do sr. Bemba diz tudo ou quase tudo sobre o que há a esperar dele no dia em que conseguir chegar à presidência da República Democrática do Congo. A menos que estejamos perante uma notável excepção ao meu critério de adivinhar carácteres a partir das caras, a do sr. Bemba traz as marcas inconfundíveis da generalidade dos políticos negros africanos da última geração. Um catálogo de horrores: nepotismo, prepotência, violência, cupidez e, fatalmente, corrupção. Agora, olhem para a cara do sr. Joseph Kabila, o seu rival e actual Presidente da RDC: a outra face da mesma moeda. O Presidente Joseph Kabila sucedeu a seu pai — coisa habitual nestas paragens —, o distinto Laurent-Desiré Kabila, cuja presidência será sobretudo recordada pela ruína do país e o estendal de cadáveres deixados para trás.

Kabila-pai tinha sucedido ao imortal Mobutu Sese Zeko, uma espécie de estereótipo de ditador africano, de quem Bemba e o pai foram estreitos aliados. Dois clãs em luta pelos despojos do país, coisa comum na África Negra. Depois de vinte anos de guerras, golpes e contra golpes, o ex-Zaire e ex-Congo Belga, um dos mais ricos países africanos, está reduzido à miséria, à ineficácia e à corrupção e exposto às intromissões e cobiças do seu poderoso vizinho angolano. Voltemos ao sr. Bemba, herdeiro de uma colossal fortuna deixada por seu pai e empresário cujos exemplos mais admirados são o marselhês Bernard Tapie e o milanês Sílvio Berlusconi, dois príncipes da alta finança europeia que a Justiça perseguiu e condenou por toda a espécie de falcatruas possíveis no ramo.

No final de 2006, Bemba regressou do exílio para fundar o MLC e concorrer às eleições. Derrotado por Kabila, gritou à fraude (o que, mais do que provavelmente, é verdade) e transformou o MLC numa milícia militar, apoiada pela Líbia e outros países africanos e acusada pela ONU de práticas de canibalismo. Em Março passado, o MLC saiu do mato e desceu às ruas de Kinshasa, tentando tomar o poder pela mais antiga das formas locais de o fazer. Derrotado também nas ruas, Bemba refugiou-se na Embaixada da África do Sul, e a situação caiu num impasse. Foi então que a diplomacia portuguesa teve uma ideia luminosa: mediar a saída negociada (e necessariamente provisória) de Bemba do país e da cena política.

Aproveitar o passaporte português da mulher, uma luso-brasileira filha de um emigrante português, e dos filhos e aproveitar o facto de o sr. Bemba ser proprietário de uma casa na Quinta do Lago, no Algarve (como já sucedia com o seu 'padrinho' Mobutu), assim proporcionando uma saída airosa a ambas as partes.

Se os esforços do embaixador Alfredo Duarte Costa tiverem sucesso, a nossa diplomacia consegue, de facto, uma lança em África: proporciona uma saída para a crise, que Kabila tem de agradecer, e fica nas boas graças do sr. Bemba, para o dia em que este, milhar de mortos a mais ou a menos, consiga enfim sentar-se no trono do Leopardo. O desfecho diplomático está iminente e apenas aguarda que Kabila resista à tentação de tentar deitar a mão ao seu rival para o cortar às postas e se decida a assinar um papel, deixando-o sair.Como se pode imaginar, aos congoleses, à excepção dos milicianos e arregimentados de ambos os lados, tanto se lhes faz Kabila como Bemba.

Quem ficar com o poder enriquecerá — ele e a sua corte; o resto da população continuará na miséria, à espera do milagre impossível do dia em que o Congo, como o resto da África Negra, seja governado por homens sérios, competentes e com vontade de servir o seu país.
Desçamos um pouco mais abaixo e a leste, onde temos o caso-limite do Zimbabwe, desse louco criminoso que é Robert Mugabe.
Como escreveu há dias a Conferência Episcopal do Zimbabwe, ali o poder perdeu já qualquer resquício de vergonha, de pudor, de condescendência para com a miséria do povo ou de respeito pelos direitos humanos mais elementares.

A oposição é espancada, presa e torturada à vista de todos, os jornalistas estrangeiros são expulsos, o desemprego atinge os 80%, e a fantástica Reforma Agrária de Mugabe, que correu com os melhores agricultores africanos, que eram os rodesianos brancos, trouxe a fome aos campos e às cidades superlotadas. No seu delírio de psicopata, Mugabe não encontrou melhor plano do que mandar o Exército desterrar da capital, Harare, centenas de milhares de pessoas que não tinham para onde ir. Em Harare esteve há duas semanas o ministro dos Estrangeiros de Angola, que lá foi oferecer apoio militar a Mugabe e proclamar a solidariedade 'anticolonialista' do regime de José Eduardo dos Santos.

Depois, o ministro veio a Lisboa e sentou-se numa mesa ao lado do nosso MNE, Luís Amado. Perguntaram a Amado se, perante a situação no Zimbabwe e o isolamento a que o regime foi votado pela União Europeia, ele ponderava a possibilidade de não convidar Mugabe para a Cimeira Europa-África, prevista para a presidência portuguesa da UE. O MNE deve ter estremecido, antes de responder convictamente que não: imaginar que Portugal pudesse comprometer aquilo que está previsto ser o «achievement» da nossa presidência, arriscando-se a que os países africanos boicotassem a Cimeira por 'solidariedade anticolonialista' com o Zimbabwe, é simplesmente antipatriótico.

Seria o mesmo que convidar o Governo português, por exemplo, a perguntar a Luanda para onde vão as receitas do petróleo angolano que não entram no Orçamento do Estado. 'Provocações' dessas não se fazem aos africanos. Eles são muito sensíveis às intromissões 'colonialistas' dos brancos nos seus assuntos: em especial se forem europeus e, pior ainda, antigas potências coloniais em África. Eles não se importam de ser neocolonizados pelos indianos e agora pelos chineses, que estão a tomar conta de África em busca de energia e terras cultiváveis. Como antes não se importavam com os negócios ruinosos feitos com russos ou americanos, desde que as 'nomenclaturas' locais, bem entendido, fossem devidamente recompensadas.

Mas, para os europeus, as regras são muito mais duras e exigem, como ponto prévio, que só há negócios em África se se seguir estritamente a diplomacia dos interesses e jamais a dos valores. É preciso ficar muito calado, olhar para o lado, fingir que não se vê e não se sabe e, sendo possível, como fazem Portugal e França, conseguir que os seus dirigentes tenham sempre um «pied à terre» na Côte d'Azur ou no Algarve, para criarem laços de afinidade e cumplicidade connosco. Um dia, quando se fizer a história da África desaparecida, haveremos de chegar à conclusão de que, muito pior e muito mais imperdoável do que os cinco séculos de colonialismo europeu, foram estas cinco décadas de cumplicidade com o que há de pior em África.


Miguel Sousa Tavares Publicado segunda-feira, 9 de Abril de 2007 5:12 por Expresso Multimédia
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QUANDO HÁ COISAS QUE NÃO ACONTECEM SÓ AOS OUTROS


António Lobo Antunes luta contra um cancro após intervenção cirúrgica.

Lobo Antunes escreveu a crónica no hospital, onde recuperava de uma intervenção cirúrgica em que lhe foi retirada a vesícula.

O prognóstico era ainda reservado.

O escritor confessa abertamente a sua angústia e desespero, mitigados com a esperança dada pelo facto de um amigo de longa data, em quem deposita inteira confiança, ter aceite operá-lo.


"Não acreditava que um dia destes chegasse. E agora, Março de 2007, veio com a brutalidade de uma explosão no peito. Não imaginava que fosse assim, tão doloroso e, ao mesmo tempo, tão pouco digno como a velhice e a decadência. Tão reles. O olhar de pena dos outros, palavras de esperança em que não têm fé" - escreve Lobo Antunes.O autor diz que está a lutar e que, seja qual for o desfecho, o cancro alterou "de cabo a rabo" a sua vida, mas ainda sem saber em que sentido.Pede também desculpa pelo facto de o texto poder estar um pouco desconexo e pede à revista que entenda "a caligrafia tremida da crónica".Sobre o cancro, escreve: "Mói e mata. Mata. Mata. Mata. Mata. Levou-me tantas das pessoas que mais queria. E eu, já agora, quero-me? Sim. Não. Sim. Não - sim.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

O DIA SEGUINTE

Sócrates esteve ontem na RTP1 para falar da sua licenciatura

Constrange-me os jornaleiros encomendados para a entrevista.
A forma como ela foi conduzida, as perguntas por fazer, a insistência que ficou por ser feita em dúvidas que persistem.
Perguntas simples como a utilização provinciana de um curso municipal de 7 dias utilizado pomposamente como pós graduação, o título e orientador da monografia, uma explicação plausível para a rasura de documentos na AR, impossibilidade legislativa ao alcance de ninguém para se matricular sem documentos comprovativos que atestem as suas habilitações a não ser POR FAVOR, confirmação abusiva de um título que não possui desde que andou a forjar em 93 documentos na AR até à permanente alteração do CV no portal do governo, etc,
Mas temos um primeiro ministro que tem uma licenciatura em que todas as incongruências (e não são poucas) e pouca transparência (e não é pouca) são SEMPRE culpa da Universidade. Ele é um pobre coitado, uma vítima apanhado numa teia que não urdio. Uma matrícula na UnI, inocente e descomprometida.
Ficámos a saber que o PM tem uma licenciatura e um percurso exemplar com documentos sem datas, sem carimbos, sem assinaturas, com favores, concluída ao domingo, matriculado sem apresentar documentos e na boa fé da secretaria da UnI (só ao alcance dele, de mais ninguém).Uma entrevista bem organizada, com gente certa no lugar certo.
Como se impunha. Com guião.
Como se fossemos todos parvos.
A saber:

- Certificado de Habilitações - Entregou-o, conforme confirmou, em Junho/Julho de 1996, tendo-se inscrito em 1995. É mais que óbvio que aqui houve favorecimento!
Se eu chegar a uma secretaria e disser: "Acabei o Bacharelato, quero inscrever-me na Licenciatura, para o ano trago as minhas habilitações (ou quando as tiver)"
Alguém consegue esse FAVOR?
- Professor(es) - Foi para uma turma especial de Inglês Técnico do 1º ano, com o Reitor, que se encontra de momento preso por FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS, leccionada por outro professor que diz ser ele o titular da cadeira. PORQUÊ?
As restantes cadeiras (4) com outro professor, TODAS NO MESMO ANO. Teve dois 17 e dois 18, era era seu colega no governo Guterres e mais tarde fez parte do seu governo, e acabou demitido por ter contratado uma brasileira (boazona?) cozinheira no Restaurante "Sr. Bacalhau" em Benfica para assessora dele ou de um amigo, não sei bem. Estranho? Não é nada...
- Coincidências - Afirmou claramente que não conhecia o professor em questão antes deste lhe dar aulas, mas este tinha sido seu docente também no ISEL. Não o conhecia anos depois quando o nomeou, através do seu ministro, para director das finanças do ministério da Justiça (grande Engenharia).
Este senhor viria mais tarde a demitir-se devido a um escândalo convenientemente abafado de ter nomeado uma senhora brasileira que era criada de mesa para chefe do seu gabinete. Caricato.
- Equivalências - Pediu 25 e obteve 26. Querem melhor? Mas melhor ainda é que faltavam 12 disciplinas e passaram a faltar 5! Uffffffff! E deram-lhe as equivalências sem certificado de habilitações entregue, como ele próprio admitiu e achou "normal" com um papel que ele entregou ao reitor Arouca, com o plano de equivalências que ele (Sócrates) achava correcto...
- Títulos - Se usou do titulo de Engenheiro ou não, é irrelevante. Como ele diz, é um titulo "social". Mas trabalhou em Castelo Branco ou na Covilhã entre 1981/82 até 1987, como engenheiro. Isto é um bocadinho mais grave.
- Falsificação de documentos - Na inscrição da Assembleia, nota-se claramente 2 acrescentos: Na profissão, de "engenheiro civil" para "técnico de engenheiro civil" e nas qualificações, de "Engenharia Civil" para "bach engenharia civil". Diz ele que aquilo foi uma correcção. E porque não foi destruída a que estava errada?

Vejamos outros comentários:

“Simplesmente patético! Um primeiro-ministro a defender-se como um arguido!

Um primeiro-ministro a considerar insinuações as mais legítimas dúvidas da imprensa e da opinião pública!
Um primeiro-ministro que acha normal que um deputado, ministro depois, se matricule em curso superior e obtenha diploma académico de recurso (feito em três universidades diferentes), ainda por cima em estabelecimento não reconhecido pela respectiva Ordem profissional!
(…)
Um primeiro-ministro que considera normal e desculpável que os seus documentos oficiais curriculares sejam corrigidos e alterados ao gosto das revelações públicas!” António Barreto



“ (…) Para começar, arrumou com brandura o caso da sua carreira académica, que afinal não é um caso. A Universidade Independente mandou e ele cumpriu. Quanto à burocracia, não sabe, nem se interessa. Quanto ao Dr. António José Morais, que lhe “deu” quatro cadeiras, não o conhecia antes. Quanto ao resto, toda a sua vida de estudante só revela “nobreza de carácter”, vontade de “melhorar” e de se “enriquecer” (intelectualmente). Um exemplo que ele, aliás, recomenda aos portugueses. Ponto final.
A minha ignorância não me permite contestar explicações tão, por assim dizer, “transparentes”. Claro que nunca ouvi falar de um professor que “desse” quatro cadeiras no mesmo ano ao mesmo aluno, nem um reitor que ensinasse “inglês técnico”, nem um conselho científico que fabricasse um “plano de estudos” para “acabar” uma licenciatura. Falha minha, com certeza. Se calhar, agora estas coisas são normais. (…) ” Vasco Pulido Valente



“O único momento verdadeiramente surpreendente da entrevista do primeiro-ministro à RTP foi quando explicou que escreve o pronome seu no fim das cartas, para ser como o inglês yours. Isso e a ideia de que, afinal, o substantivo engenheiro não designa uma competência mas sim um rótulo social definiram uma entrevista que valeu pelo que não se viu. Desde logo não se viu o balanço dos dois anos do Governo, que era a justificação da entrevista. Ora, gastou-se mais tempo com a Independente. (…) “ Miguel Gaspar



“ (…) Conseguiu desmontar bem o alegado caso de assassínio de carácter, mas acabou por se atrapalhar nos pormenores. Ficou muito emperrado na questão da emenda dos documentos da Assembleia da República, bem como nas notas lançadas pela Independente a um domingo. As questões de facto foram remetidas para casos de secretaria. (…) “ Pedro Mexia



“José Sócrates não esclareceu porque falou tão tarde. Disse que estava à espera que decorresse o processo de investigação em relação à Universidade Independente mas este ainda está em curso. É uma falácia política. Qualquer cidadão colocado perante tantos factos – a questão da data de lançamento da conclusão do curso, estatísticas erradas que dizem que não houve licenciados no seu ano de curso – teria uma reacção: eu reconheço que a minha vida académica parece uma trapalhada, mas não é, porventura por culpa da instituição. Eu nunca vi um tão grande amontoado de factos erróneos, contradições. Não há como não admitir que a situação precisa de se explicar.” António Lobo Xavier



“Há esclarecimentos que o primeiro-ministro não deu. Usou ou não de forma indevida títulos académicos a que não tinha direito? A resposta é sim, voluntariamente ou quanto mais não seja por omissão. Nenhum deputado permite que se reproduzam documentos que lhe atribuem títulos académicos que não tinha. Foi um jovem que se deixou deslumbrar. Quanto ao processo Universidade Independente caiu em contradições: hoje falou dos seus professores, ao Público disse que não se lembrava dos professores. Pode ser vítima de caos administrativo, mas isto tem de ser esclarecido. O caso não acabou.” José Pacheco Pereira
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terça-feira, 10 de abril de 2007

HUMOR

- Qual é a coisa qual é ela que antes de ser já o era?

- O Diploma de Sócrates

"DIPLOMA" DOMINGUEIRO

Voilá!
Este é o Certificado do aluno nº 950389 José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que concluiu o curso de Licenciatura em Engenharia Civil com a média final de 14 - catorze valores - em 08 de Setembro de 1996 ... a um Domingo!

Este é o "célebre" bilhetinho que o sr. ex-engenheiro enviou ao Reitor a dar conta do seu "desconsolo", utilizando para o efeito o papel TIMBRADO do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente. Bonito!

Mas HÁ MAIS documentos e perguntas que, por exemplo o Jornal Público, gostava de ver esclarecidas. Vejam AQUI

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O EXEMPLAR PERCURSO ACADÉMICO DE SÓCRATES

Pois é, Portugal ficou a saber que o percurso académico daquele que hoje é o Ministro Primeiro deste país, teve um percurso académico exemplar.
E se esse percurso é de facto um exemplo para os nossos jovens, estamos mal.

A partir de agora, ficamos a saber que cada um de nós pode publicitar o título que não tem.
Toda a gente pode passar a auto-intitular-se de Engenheiro.
Inclusivamente, é exemplar, a utilização de folhas TIMBRADAS do Ministério/Secretaria de Estado do Ambiente para resolver assuntos pessoais, "pressionando" o Reitor.
Aliás, terminar a licenciatura a um domingo é de facto um exemplo.
Melhor dizendo, um EXEMPLO ÚNICO.
Ao que parece, segundo o próprio Sócrates, o seu motorista particular no carro do estado, enquanto membro do governo, pode testemunhar as vezes (!) que o levou à UnI e ficou à espera. E nós a pagarmos ao motorista, digo eu.
Mariano Gago deu ainda a conhecer a Portugal e ao mundo as razões e o exemplo porque Sócrates teve de alterar repetidamente o seu CV no portal do governo.
Talvez faça igualmente parte desse exemplo, as incompreensíveis e frequentes tentativas em silenciar a comunicação social pois, sendo o seu percurso exemplar, não faz sentido essa pressão.
Ou estaria Mariano Gago a referir-se à gestão do silêncio do Primeiro Ministro sempre que era confrontado com as suas habilitações e principalmente pela forma como a conseguiu?
Exemplo de quê, afinal?
Quem assim fala ... não é Gago.



domingo, 8 de abril de 2007

DIPLOMA


A todo(a)s o(a)s portuguese(a)s que mantiveram e trouxeram novos valores e talentos para a política nacional e elegeram grandes personalidades e grandes estadistas para nos representarem no Parlamento, no Governo e no Parlamento Europeu:
É atribuído o DIPLOMA TROUXA

sábado, 7 de abril de 2007

"ANGOLAGATE" - JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, NEM INOCENTE NEM INGÉNUO ... CORRUPTO!

José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola desde 1979, portanto, há 28 anos no poder, é um exemplo consagrado da ditadura e da corrupção do tal poder que tanto se gosta de dizer ser do povo.

Desde a sua subida ao poder, o seu principal aliado é a indiferença do povo angolano perante a teia que sustenta e consagra um império que tem no vértice José Eduardo dos Santos e família e na base todo um generalato em compadrio.
Os diamantes e o petróleo mantêm esta família cada vez mais rica e poderosa, apoiada numa cumplicidade sustentada no silêncio e no servilismo de um pobre povo, incompreensivelmente resignado ao momento, mas sabedor da forma como é urdida e controlada a corrupção instalada, por aquele que reconhecidamente é um ditador.


A guerra foi sempre a desculpa para tudo, contudo, desde que a guerra acabou, o bem estar do povo angolano, continua a contrastar com a riqueza pessoa e familiar de JES e dos seus generais que, gerem a riqueza de Angola em proveito próprio, comprando e subornando a consciência dos mais capazes, enquanto ele, a família e os generais, continuam na lavagem do dinheiro proveniente dessa riqueza, com a descarada cumplicidade de parceiros portugueses, chineses, americanos, brasileiros, russos e …franceses, que, obviamente, estão-se borrifando para o povo angolano!


E agora, vem a justiça francesa acusar o ditador angolano no 'Angolagate' de ter recebido um pagamento de 37 milhões de dólares

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, está entre os acusados de receber comissões elevadas no âmbito do Angolagate, um caso relativo à
venda de armas russas a Luanda por intermédio dos empresários Pierre Falcone e Arcadi Gaydamak.

Segundo o Expresso, "Eduardo dos Santos é acusado pelo juiz de ter, directa ou indirectamente, recebido milhões de dólares de comissões". A mesma fonte adiantou que um dos arguidos no caso informou Courroye de que o Chefe do Estado angolano "foi pessoalmente informado, em meados dos anos 90, sobre 'o tráfico e as elevadas somas de dinheiro que Falcone e Arcadi Gaydamak realizavam e distribuíam por personalidades francesas e angolanas'".

O citado artigo do Monde identificava vários beneficiários franceses e angolanos no alegado esquema de desvio de fundos, nomeadamente Jean-Christophe Mitterrand (filho do ex-presidente francês com o mesmo apelido), o ex-ministro Charles Pasqua, José Leitão Silva (então secretário do Conselho de Ministros angolano), Fernando Araújo (conselheiro de Eduardo dos Santos) e Elísio Figueiredo (embaixador itinerante de Angola).

Angola rejeita as acusações de tráfico ilegal de armas e de fraude fiscal cometidos por Pierre Falcone, porque o material não era de origem francesa nem transitou através de França.


O montante das verbas desviadas neste negócio "atingiu o valor de 300 milhões de dólares", referia ainda aquele semanário.

O governo de Eduardo dos Santos delineou, de acordo com o mais recente relatório da
GW, «Hora de Transparência», “um sistema de empréstimos com juros altos, garantidos pela futura produção petrolífera”.

Este documento, publicado em Março último, detalha o processo de pagamento: “os que organizavam o fornecimento de equipamento militar recebiam um valor inicial, à cabeça; depositavam este dinheiro e encomendavam as armas; um empréstimo garantido por petróleo era então obtido dos bancos franceses e desembolsado a partir de Paris para cobrir os restantes custos e honorários.”

Segundo as investigações publicadas no «Hora da Transparência», a
Global Witness afirma que “pelo menos” um outro contrato de fornecimento de armas foi levado a cabo entre 1995 e 1996. O relatório indica ainda que o valor desta operação deverá rondar os 44 milhões de dólares. Para a ONG, Falcone foi o mediador do processo.
No entanto, os negócios entre o empresário e Eduardo dos Santos não se limitaram ao comércio de armamento, segundo a GW.


De acordo com as investigações desta ONG britânica, de “um modo semelhante de financiamento e fornecimento”, Falcone forneceu ao exército angolano, em regime de “monopólio”, bens essenciais entre os quais comida e medicamentos. O negócio terá sido empreendido através da CADA – Empresa Angolana de Distribuição Alimentar, estrutura integrante da Brenco International, cujo presidente é o empresário francês.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

AGÊNCIA ESMANTÓRRAS


Não, não me vou referir ao Luisão quando foi apanhado com uns copos a mais a conduzir e o castigo foi pouco mais que ... um "serviçozinho cívico de cáca".

Hoje a minha dedicatória vai para o Pedro Mantorras

Não, também não vou dizer que o sentam no banco e não o deixam jogar

Não, também não me vou referir à falsificação de passaporte do Mantorras quando foi apanhado no aeroporto em Lisboa.

Não, também não me vou referir à condução sem carta em Lisboa, (que nem sequer tem nada a ver com a utilização de uma carta angolana porque, até mesmo se fosse lá, ele estava ILEGAL) e a "coisa" não deve andar muito longe da "medalha" que foi dada ao Luisão.

Estou só a pensar em voz alta se por acaso, isso tivesse acontecido ao Sá Pinto. Ou a qualquer outro leão.

Seria o bom e o bonito!

Mas, descansem os benfiquistas que o Mantorras já está bem!

E o negócio promete.


A RIQUEZA DO MILHAFRE

Farto-me de rir com estes benfiquistas que ficaram todos contentes quando ouviram dizer que o Benfica era o 20º clube mais rico do mundo!
Todos sabemos que NEM ELES PRÓPRIOS acreditam nisso!
Como é possível ser-se rico com um passivo muito superior ao activo.?
Só o passivo do Benfica ultrapassa os 315 milhões de euros, repito, 315 milhões de euros.
Se formos ver as contas da Deloitte, este passivo é muito superior ao activo do 1º clube que é o Real Madrid.
Ainda recentemente, o Benfica fez um empréstimo de 22 milhões de euros para cobrir o empréstimo anterior de 15 milhões de euros.
Isto é de um clube rico?
Estádio por pagar, passivo incalculável, perdões fiscais, empréstimos ... enfim, nem sequer os activos dos jogadores entraram nessas contas ...
Confundir receitas do estádio com riqueza bruta ... baahhhhhh ...
Mas ainda bem que andam felizes, tenho muitos amigos benfiquistas e gosto de os ver felizes, não sei é se todos os benfiquistas estão tão crentes e eufóricos como alguns

Então e agora vem aí a Forbes estragar a festa?
Ehhhhhhh, pá ... isso não se faz!!!!

O PERFIL

Continua muita coisa por esclarecer no PERFIL académico do nosso primeiro ministro José Sócrates.
Vamos lá a ver se a gente se entende.


O problema do primeiro ministro José Sócrates, não é ser nem deixar de ser equiparado a licenciado.
Isso não interessa.
O que interessa é ele ter andado a MENTIR, a dizer que tem o que NUNCA teve seja, engenharia, seja o pós em Sanitária. ISSO é FALSO!!!!
Tão falso que até já FOI OBRIGADO a ALTERAR o seu perfil e biografia por 3 vezes o que, ATESTA a sua FALSA POSTURA nisto tudo.
Tal como também o que interessa é ESCLARECER ...
- COMO é que ele adquiriu a licenciatura com toda esta trapalhada de professores que são mas não são, - de notas que existem mas não existem,
- de um Inglês Técnico que foi dado mas não foi dado, às tantas nem por um professor quanto mais por 3 ou 4,
- da promiscuidade de docências, reitores e filhos, que até lhe passaram um "pseudo" diploma ao domingo
- da promisuidade e tráfico de influências que resulta do bilhete enviado ao reitor em papel timbrado do Ministro do Ambiente sa altura ou do professor, seu colega de governo, que lhe dá 4 (QUATRO) 4 disciplinas.
- Enfim ... do conjunto de contradições FLAGRANTES e RIDÍCULAS que existem de cada vez que se levanta uma pedra da calçada.

Será que alguém é capaz de ir dizer isso ao Bettencourt Resendes?
Alguém que não tenha andado na Independente nem esteja comprometido com o governo em assessorias e outras tretas, está claro(...)
É difícil?
Ahhhhh ... é dificil encontar um jornalista LIVRE, HONESTO, ISENTO, SINCERO e VERDADEIRO ...
Ah, bom,... isso então já é outra conversa!

quinta-feira, 5 de abril de 2007

O PÓS ENGENHEIRO GRADUADO


Isto, ao que parece, ainda está muito longe do fim.

De mentira em mentira até à vitória final.

Com tanta coisa por esclarecer, o Blog Do Portugal Profundo, através de uma leitora, conseguiu descobrir que afinal em 1996, não houve nenhum licenciado em engenharia na Universidade Independente, coisa que, vergonhosamente o jornal Público divulga como tendo sido uma investigação de sua autoria.
Adiante!

Logo se apressou o Gabinete do sr. ex-engenheiro e primeiro ministro José Sócrates, vir dizer que isso não tem importância porque o caso dele é de equivalências e isso apenas se aplica aos licenciados lá.
OK.

Só não percebo é porque foi tão ligeiro a vir dar esta explicação e não é tão ligeiro a dar TODAS AS OUTRAS.

Contudo, parece que de facto o homem é mesmo licenciado e inscrito na Ordem dos Engenheiros. Está aqui a prova:



quarta-feira, 4 de abril de 2007

O CHICO ESPERTISMO PORTUGUÊS

Os nomes de Cabinda, Loango, Cocongo, Molembo, etc entraram cedo na vida da história de Portugal, algumas destas designações datam dos recuados tempos de 1490 e muitos, penso eu, que se conservam inalteráveis até aos dias de hoje.

O conhecido e célebre Reino do Congo teve como partes integrantes e mais tarde só tributárias os Reinos de N´Goio, Cacongo e Loango, ... conhecidos genericamente pela Coroa Portuguesa por Cabinda. Desde que Diogo Cão tocou as costas de Cabinda em 1484, as várias cortes consideraram o Rei de Portugal soberano.

Conhecem-se vários exemplos desde Henrique VIII que das várias expedições, respeitou sempre essas terras. Francois de Bellefoust, historiógrafo francês, em 1575 já considerava o Congo sob jurisdição portuguesa.
Já no sec XVII as missões de Loango tinham sido ocupadas por vários missionários portugueses onde fundaram escolas e missões.

Em 1784, o capitão francês, Marigny, desmantelou algumas obras, mas em 30 de Janeiro de 1786, sob a mediação de Espanha, foi assinado com a França uma Convenção em que esta pediu desculpa pelo sucedido e reconheceu igualmente a soberania portuguesa.
A soberania é alicerçada em 19 de Fevereiro de 1810 numa Convenção com a Inglaterra no Rio de Janeiro onde era reconhecida a soberania "nos territórios de Cabinda e Malembo".


Esta Convenção foi confirmada pelo Tratado de 22 de Janeiro de 1815 e na Convenção adicional ao mesmo Tratado de 28 de Julho de 1817 onde se menciona no § 2º, do artº 2º "que Portugal reservava os seus privilégios sobre Cabinda e Malembo na costa africana entre 5º e 12´e 8º"

Face a um conjunto de investidas francesas e inglesas, os sobas e príncipes assinaram vários tratados reconhecidos internacionalmente (ver intervenções anteriores) em que os seus territórios ficavam sob protectorado português. Simulambuco não aparece por acaso , é corolário de vários tratados e convenções dos quais os mais visíveis e importantes são os de Chinfuma e Chicambo, já citados.

O problema aqui, é a meu ver um problema de seriedade. Eu sei que custa aceitar ESTA VERDADE
O MFA é um bom exemplo, muito bom exemplo mesmo do espírito chico-espertista português!

ALGUM ENTENDIMENTO LEGISLATIVO

A Constituição Portuguesa de 1933, na sua parte intitulada "Das garantias Fundamentais" cita Cabinda, no nº 2, do artigo 1, de maneira totalmente distinta de Angola, separando assim completamente a referida Cabinda de cada uma das outras partes do território português e, nomeadamente, da própria Angola (até mesmo a edição de 1971 - 4 anos antes do 25 de Abril - da constituição portuguesa de 1933, no seu Título 1 «Da nação portuguesa», n. 2 do artigo 1. continua a distinguir Cabinda de Angola (p. 7 da edição de 1971).
Todas as Constituições portuguesas até ao 25 de Abril referem que Cabinda é um território separado de Angola, só em 1975, na Conferência de Alvor, se declara que Cabinda fará parte de Angola... no artigo 3. do referido Acordo de 15 de Janeiro de 1975.
Assim era, à data dos Acordos do Alvor e da Independência de Angola. Mas já o não é, após a promulgação da constituição portuguesa de 2 de Abril de 1976, que fez caducar todos os anteriores textos constitucionais.
O que acontece é que, também na Constituição agora em vigor, se reconhece a todos os povos (e, portanto, também ao de Cabinda) o direito à autodeterminação.
Da serena, minuciosa, exaustiva e pertinente argumentação usada se conclui, sem o mínimo espaço para dúvidas, que os signatários dos Acordos do Alvor (de resto declarado suspenso antes da independência de Angola) praticaram um acto inconstitucional, ilegítimo e sem qualquer validade, ao declarar Cabinda parte integrante de Angola.
À luz do Direito Público Internacional, dos compromissos assumidos pelo Tratado de Simulambuco e da prática internacional adoptada em casos idênticos, dos diferentes reconhecimentos quer pela OUA, quer pela ONU, já referidos aqui, Portugal não podia declarar Cabinda como parte integrante de Angola e deixá-la na dependência do governo de Luanda, com absoluto desprezo pela vontade quer das suas populações quer dos pareceres e resoluções internacionais.

QUANDO, ONDE, POR QUEM todos estes acordos nacionais e internacionais foram anulados?
a) - O Tratado de Simulambuco é válido ou não é? Se não é, porquê que não é, quando é reconhecido internacionalmente.
b) - A OUA, reconheceu ou não "distintamente " Angola e Cabinda como países a tornarem-se independentes, identificados respectivamente como o 35º e 39º? Isto não tem valor?
c) - A Resolução 1542 de 1963 afirmava ou não a necessidade de descolonizar Angola e Cabinda?
d) - A FLEC forma-se em 1963, na sequência do MLEC formado em 1960, após primeiros contactos iniciados em 1956. A FLEC é reconhecida ou deixaram de a reconhecer após o 25 Abril?

CHIFUMA, CHICAMBO e SIMULAMBUCO

Não é difícil perceber a situação de Cabinda em relação a Angola, não é difícil perceber que Portugal traiu os cabindas ao ignorar os acordos e proteccionismo solicitado.
Assim sendo, sugiro a consulta dos seguintes documentos que não são difíceis de encontrar:
- Tratado do Chinfuma , celebrado ao Norte do Zaire e redigida a bordo da Corveta Rainha de Portugal - Boletim Oficial de Angola, nº 42/1883, pág. 733/735.

Aqui é possível ver os autos de posse dos terrenos cedidos ao governo português em virtude do artigo 10º desse tratado, feito entre Portugal os príncipes que governavam os terrenos de ambas as margens do Kacongo.- Tratados do Chicambo - Boletim Oficial de Angola, 6/1885, das páginas 81 à 86 assinados em 26 de Dezembro de 1884 entre o governo português e os príncipes governadores dos povos de Caio Chimisi, Suangili Mando, Buamongo, Guamongo, Chicambo Naeba e N´cula.

Também aí é possível ler-se o auto de posse dos terrenos cedidos ao governo português de acordo com o tratado assinado entre Portugal e os príncipes que governam os terrenos de ambas a s margens da lagoa do Caio.
Os tratados permitiram montar diversos postos militares que lá estão bem explicados, arredar os ingleses da zona então de conflito e gorar a intenção francesa de ocupação territorial. Neste contexto, a importância da corveta Rainha de Portugal foi decisiva.

O Tratado de Simulambuco, foi a concretização da ocupação de uma área perfeitamente definida e a cimentação do que nos espíritos e corações de ambas as partes - cabindas e portugueses - existia. Este Tratado está no post anterior.

Para além de tudo isto, a fixação das fronteiras foi feita e negociada a norte com a França e com com a Associação Internacional do Congo, assinada em 1886, com base no meridiano de Lucula. As delimitações a sul, foram definidas pela 3ª Convenção e está lá tudo bem descrito: as linhas, meridianos, confluências e embucaduras de rios etc, que delimitam esse território.
Estes textos dos Boletins Oficiais de Angola que referi, foram devidamente comunicados à França, Bélgica e AIC (mais tarde estado independente do Congo, dependente do Rei da Bélgica) e Inglaterra.

A Conferência de Berlim (15/11/1884 - 26/2/1885) também anuiu tal como os seus 14 membros plenipotenciários.
O que me deixa incrédulo, é que isto tudo à data do 25 de Abril, tinha 90 anos , praticamente a idade de uma geração. Não são coisas da pré história, não.
Não acredito que os políticos do 25 de Abril não o soubessem ou não tenham conhecimento desta VERDADE !
Na verdade aquilo que não quiseram fazer foi honrar compromissos assinados e reconhecidos pelo Mundo.
Uma canalhice a que o petróleo e o compadrio do MFA não são inocentes e o coitado do cabinda ficou indevidamente sem aquilo que É SEU .
Só quem estiver de má fé ou for faccioso, pode negar esta evidência.