BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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sábado, 14 de abril de 2007

TRABALHAR? ... QUEM?

Hoje não me apetece trabalhar. NADA, NADA.
E a ti apetece?



E amanhã apetece-te fazer alguma coisa?




E depois ... também Não?

NADA, ... NADA ?



A MIM TAMBÉM NÃO!!!

NADA... NADA!!

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sexta-feira, 13 de abril de 2007

TRISTE ÁFRICA

Tenho de confessar que às vezes o Miguel Sousa Tavares também se engana e escreve algumas coisas acertadas.
Não sou grande admirador dele, principalmente porque ainda não percebeu que o melhor CLUBE, (eu disse CLUBE!) no nosso país é o Sporting Clube de Portugal e que o Apito Dourado é a ponta de um iceberg que tem no cimo o seu adorado Pinto da Costa.
Bom, mas isso são outras coisas para outras alturas

Vale a pena ler o MST na sua crónica no Jornal Expresso:


Triste África
Olhem para a cara de Jean-Pierre Bemba, o líder da oposição congolesa.
Eu sempre acreditei que olhar para a cara das pessoas ajuda muito a perceber quem são. Concordo que a receita é falível: há gente com aspecto de boa pessoa e que, afinal, não é recomendável e vice-versa. E há caras que não dizem tudo, de bom ou de mau, acerca do seu portador. Mas, para quem conhece um bocadinho a África Negra e a sua classe política, a cara do sr. Bemba diz tudo ou quase tudo sobre o que há a esperar dele no dia em que conseguir chegar à presidência da República Democrática do Congo. A menos que estejamos perante uma notável excepção ao meu critério de adivinhar carácteres a partir das caras, a do sr. Bemba traz as marcas inconfundíveis da generalidade dos políticos negros africanos da última geração. Um catálogo de horrores: nepotismo, prepotência, violência, cupidez e, fatalmente, corrupção. Agora, olhem para a cara do sr. Joseph Kabila, o seu rival e actual Presidente da RDC: a outra face da mesma moeda. O Presidente Joseph Kabila sucedeu a seu pai — coisa habitual nestas paragens —, o distinto Laurent-Desiré Kabila, cuja presidência será sobretudo recordada pela ruína do país e o estendal de cadáveres deixados para trás.

Kabila-pai tinha sucedido ao imortal Mobutu Sese Zeko, uma espécie de estereótipo de ditador africano, de quem Bemba e o pai foram estreitos aliados. Dois clãs em luta pelos despojos do país, coisa comum na África Negra. Depois de vinte anos de guerras, golpes e contra golpes, o ex-Zaire e ex-Congo Belga, um dos mais ricos países africanos, está reduzido à miséria, à ineficácia e à corrupção e exposto às intromissões e cobiças do seu poderoso vizinho angolano. Voltemos ao sr. Bemba, herdeiro de uma colossal fortuna deixada por seu pai e empresário cujos exemplos mais admirados são o marselhês Bernard Tapie e o milanês Sílvio Berlusconi, dois príncipes da alta finança europeia que a Justiça perseguiu e condenou por toda a espécie de falcatruas possíveis no ramo.

No final de 2006, Bemba regressou do exílio para fundar o MLC e concorrer às eleições. Derrotado por Kabila, gritou à fraude (o que, mais do que provavelmente, é verdade) e transformou o MLC numa milícia militar, apoiada pela Líbia e outros países africanos e acusada pela ONU de práticas de canibalismo. Em Março passado, o MLC saiu do mato e desceu às ruas de Kinshasa, tentando tomar o poder pela mais antiga das formas locais de o fazer. Derrotado também nas ruas, Bemba refugiou-se na Embaixada da África do Sul, e a situação caiu num impasse. Foi então que a diplomacia portuguesa teve uma ideia luminosa: mediar a saída negociada (e necessariamente provisória) de Bemba do país e da cena política.

Aproveitar o passaporte português da mulher, uma luso-brasileira filha de um emigrante português, e dos filhos e aproveitar o facto de o sr. Bemba ser proprietário de uma casa na Quinta do Lago, no Algarve (como já sucedia com o seu 'padrinho' Mobutu), assim proporcionando uma saída airosa a ambas as partes.

Se os esforços do embaixador Alfredo Duarte Costa tiverem sucesso, a nossa diplomacia consegue, de facto, uma lança em África: proporciona uma saída para a crise, que Kabila tem de agradecer, e fica nas boas graças do sr. Bemba, para o dia em que este, milhar de mortos a mais ou a menos, consiga enfim sentar-se no trono do Leopardo. O desfecho diplomático está iminente e apenas aguarda que Kabila resista à tentação de tentar deitar a mão ao seu rival para o cortar às postas e se decida a assinar um papel, deixando-o sair.Como se pode imaginar, aos congoleses, à excepção dos milicianos e arregimentados de ambos os lados, tanto se lhes faz Kabila como Bemba.

Quem ficar com o poder enriquecerá — ele e a sua corte; o resto da população continuará na miséria, à espera do milagre impossível do dia em que o Congo, como o resto da África Negra, seja governado por homens sérios, competentes e com vontade de servir o seu país.
Desçamos um pouco mais abaixo e a leste, onde temos o caso-limite do Zimbabwe, desse louco criminoso que é Robert Mugabe.
Como escreveu há dias a Conferência Episcopal do Zimbabwe, ali o poder perdeu já qualquer resquício de vergonha, de pudor, de condescendência para com a miséria do povo ou de respeito pelos direitos humanos mais elementares.

A oposição é espancada, presa e torturada à vista de todos, os jornalistas estrangeiros são expulsos, o desemprego atinge os 80%, e a fantástica Reforma Agrária de Mugabe, que correu com os melhores agricultores africanos, que eram os rodesianos brancos, trouxe a fome aos campos e às cidades superlotadas. No seu delírio de psicopata, Mugabe não encontrou melhor plano do que mandar o Exército desterrar da capital, Harare, centenas de milhares de pessoas que não tinham para onde ir. Em Harare esteve há duas semanas o ministro dos Estrangeiros de Angola, que lá foi oferecer apoio militar a Mugabe e proclamar a solidariedade 'anticolonialista' do regime de José Eduardo dos Santos.

Depois, o ministro veio a Lisboa e sentou-se numa mesa ao lado do nosso MNE, Luís Amado. Perguntaram a Amado se, perante a situação no Zimbabwe e o isolamento a que o regime foi votado pela União Europeia, ele ponderava a possibilidade de não convidar Mugabe para a Cimeira Europa-África, prevista para a presidência portuguesa da UE. O MNE deve ter estremecido, antes de responder convictamente que não: imaginar que Portugal pudesse comprometer aquilo que está previsto ser o «achievement» da nossa presidência, arriscando-se a que os países africanos boicotassem a Cimeira por 'solidariedade anticolonialista' com o Zimbabwe, é simplesmente antipatriótico.

Seria o mesmo que convidar o Governo português, por exemplo, a perguntar a Luanda para onde vão as receitas do petróleo angolano que não entram no Orçamento do Estado. 'Provocações' dessas não se fazem aos africanos. Eles são muito sensíveis às intromissões 'colonialistas' dos brancos nos seus assuntos: em especial se forem europeus e, pior ainda, antigas potências coloniais em África. Eles não se importam de ser neocolonizados pelos indianos e agora pelos chineses, que estão a tomar conta de África em busca de energia e terras cultiváveis. Como antes não se importavam com os negócios ruinosos feitos com russos ou americanos, desde que as 'nomenclaturas' locais, bem entendido, fossem devidamente recompensadas.

Mas, para os europeus, as regras são muito mais duras e exigem, como ponto prévio, que só há negócios em África se se seguir estritamente a diplomacia dos interesses e jamais a dos valores. É preciso ficar muito calado, olhar para o lado, fingir que não se vê e não se sabe e, sendo possível, como fazem Portugal e França, conseguir que os seus dirigentes tenham sempre um «pied à terre» na Côte d'Azur ou no Algarve, para criarem laços de afinidade e cumplicidade connosco. Um dia, quando se fizer a história da África desaparecida, haveremos de chegar à conclusão de que, muito pior e muito mais imperdoável do que os cinco séculos de colonialismo europeu, foram estas cinco décadas de cumplicidade com o que há de pior em África.


Miguel Sousa Tavares Publicado segunda-feira, 9 de Abril de 2007 5:12 por Expresso Multimédia
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QUANDO HÁ COISAS QUE NÃO ACONTECEM SÓ AOS OUTROS


António Lobo Antunes luta contra um cancro após intervenção cirúrgica.

Lobo Antunes escreveu a crónica no hospital, onde recuperava de uma intervenção cirúrgica em que lhe foi retirada a vesícula.

O prognóstico era ainda reservado.

O escritor confessa abertamente a sua angústia e desespero, mitigados com a esperança dada pelo facto de um amigo de longa data, em quem deposita inteira confiança, ter aceite operá-lo.


"Não acreditava que um dia destes chegasse. E agora, Março de 2007, veio com a brutalidade de uma explosão no peito. Não imaginava que fosse assim, tão doloroso e, ao mesmo tempo, tão pouco digno como a velhice e a decadência. Tão reles. O olhar de pena dos outros, palavras de esperança em que não têm fé" - escreve Lobo Antunes.O autor diz que está a lutar e que, seja qual for o desfecho, o cancro alterou "de cabo a rabo" a sua vida, mas ainda sem saber em que sentido.Pede também desculpa pelo facto de o texto poder estar um pouco desconexo e pede à revista que entenda "a caligrafia tremida da crónica".Sobre o cancro, escreve: "Mói e mata. Mata. Mata. Mata. Mata. Levou-me tantas das pessoas que mais queria. E eu, já agora, quero-me? Sim. Não. Sim. Não - sim.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

O DIA SEGUINTE

Sócrates esteve ontem na RTP1 para falar da sua licenciatura

Constrange-me os jornaleiros encomendados para a entrevista.
A forma como ela foi conduzida, as perguntas por fazer, a insistência que ficou por ser feita em dúvidas que persistem.
Perguntas simples como a utilização provinciana de um curso municipal de 7 dias utilizado pomposamente como pós graduação, o título e orientador da monografia, uma explicação plausível para a rasura de documentos na AR, impossibilidade legislativa ao alcance de ninguém para se matricular sem documentos comprovativos que atestem as suas habilitações a não ser POR FAVOR, confirmação abusiva de um título que não possui desde que andou a forjar em 93 documentos na AR até à permanente alteração do CV no portal do governo, etc,
Mas temos um primeiro ministro que tem uma licenciatura em que todas as incongruências (e não são poucas) e pouca transparência (e não é pouca) são SEMPRE culpa da Universidade. Ele é um pobre coitado, uma vítima apanhado numa teia que não urdio. Uma matrícula na UnI, inocente e descomprometida.
Ficámos a saber que o PM tem uma licenciatura e um percurso exemplar com documentos sem datas, sem carimbos, sem assinaturas, com favores, concluída ao domingo, matriculado sem apresentar documentos e na boa fé da secretaria da UnI (só ao alcance dele, de mais ninguém).Uma entrevista bem organizada, com gente certa no lugar certo.
Como se impunha. Com guião.
Como se fossemos todos parvos.
A saber:

- Certificado de Habilitações - Entregou-o, conforme confirmou, em Junho/Julho de 1996, tendo-se inscrito em 1995. É mais que óbvio que aqui houve favorecimento!
Se eu chegar a uma secretaria e disser: "Acabei o Bacharelato, quero inscrever-me na Licenciatura, para o ano trago as minhas habilitações (ou quando as tiver)"
Alguém consegue esse FAVOR?
- Professor(es) - Foi para uma turma especial de Inglês Técnico do 1º ano, com o Reitor, que se encontra de momento preso por FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS, leccionada por outro professor que diz ser ele o titular da cadeira. PORQUÊ?
As restantes cadeiras (4) com outro professor, TODAS NO MESMO ANO. Teve dois 17 e dois 18, era era seu colega no governo Guterres e mais tarde fez parte do seu governo, e acabou demitido por ter contratado uma brasileira (boazona?) cozinheira no Restaurante "Sr. Bacalhau" em Benfica para assessora dele ou de um amigo, não sei bem. Estranho? Não é nada...
- Coincidências - Afirmou claramente que não conhecia o professor em questão antes deste lhe dar aulas, mas este tinha sido seu docente também no ISEL. Não o conhecia anos depois quando o nomeou, através do seu ministro, para director das finanças do ministério da Justiça (grande Engenharia).
Este senhor viria mais tarde a demitir-se devido a um escândalo convenientemente abafado de ter nomeado uma senhora brasileira que era criada de mesa para chefe do seu gabinete. Caricato.
- Equivalências - Pediu 25 e obteve 26. Querem melhor? Mas melhor ainda é que faltavam 12 disciplinas e passaram a faltar 5! Uffffffff! E deram-lhe as equivalências sem certificado de habilitações entregue, como ele próprio admitiu e achou "normal" com um papel que ele entregou ao reitor Arouca, com o plano de equivalências que ele (Sócrates) achava correcto...
- Títulos - Se usou do titulo de Engenheiro ou não, é irrelevante. Como ele diz, é um titulo "social". Mas trabalhou em Castelo Branco ou na Covilhã entre 1981/82 até 1987, como engenheiro. Isto é um bocadinho mais grave.
- Falsificação de documentos - Na inscrição da Assembleia, nota-se claramente 2 acrescentos: Na profissão, de "engenheiro civil" para "técnico de engenheiro civil" e nas qualificações, de "Engenharia Civil" para "bach engenharia civil". Diz ele que aquilo foi uma correcção. E porque não foi destruída a que estava errada?

Vejamos outros comentários:

“Simplesmente patético! Um primeiro-ministro a defender-se como um arguido!

Um primeiro-ministro a considerar insinuações as mais legítimas dúvidas da imprensa e da opinião pública!
Um primeiro-ministro que acha normal que um deputado, ministro depois, se matricule em curso superior e obtenha diploma académico de recurso (feito em três universidades diferentes), ainda por cima em estabelecimento não reconhecido pela respectiva Ordem profissional!
(…)
Um primeiro-ministro que considera normal e desculpável que os seus documentos oficiais curriculares sejam corrigidos e alterados ao gosto das revelações públicas!” António Barreto



“ (…) Para começar, arrumou com brandura o caso da sua carreira académica, que afinal não é um caso. A Universidade Independente mandou e ele cumpriu. Quanto à burocracia, não sabe, nem se interessa. Quanto ao Dr. António José Morais, que lhe “deu” quatro cadeiras, não o conhecia antes. Quanto ao resto, toda a sua vida de estudante só revela “nobreza de carácter”, vontade de “melhorar” e de se “enriquecer” (intelectualmente). Um exemplo que ele, aliás, recomenda aos portugueses. Ponto final.
A minha ignorância não me permite contestar explicações tão, por assim dizer, “transparentes”. Claro que nunca ouvi falar de um professor que “desse” quatro cadeiras no mesmo ano ao mesmo aluno, nem um reitor que ensinasse “inglês técnico”, nem um conselho científico que fabricasse um “plano de estudos” para “acabar” uma licenciatura. Falha minha, com certeza. Se calhar, agora estas coisas são normais. (…) ” Vasco Pulido Valente



“O único momento verdadeiramente surpreendente da entrevista do primeiro-ministro à RTP foi quando explicou que escreve o pronome seu no fim das cartas, para ser como o inglês yours. Isso e a ideia de que, afinal, o substantivo engenheiro não designa uma competência mas sim um rótulo social definiram uma entrevista que valeu pelo que não se viu. Desde logo não se viu o balanço dos dois anos do Governo, que era a justificação da entrevista. Ora, gastou-se mais tempo com a Independente. (…) “ Miguel Gaspar



“ (…) Conseguiu desmontar bem o alegado caso de assassínio de carácter, mas acabou por se atrapalhar nos pormenores. Ficou muito emperrado na questão da emenda dos documentos da Assembleia da República, bem como nas notas lançadas pela Independente a um domingo. As questões de facto foram remetidas para casos de secretaria. (…) “ Pedro Mexia



“José Sócrates não esclareceu porque falou tão tarde. Disse que estava à espera que decorresse o processo de investigação em relação à Universidade Independente mas este ainda está em curso. É uma falácia política. Qualquer cidadão colocado perante tantos factos – a questão da data de lançamento da conclusão do curso, estatísticas erradas que dizem que não houve licenciados no seu ano de curso – teria uma reacção: eu reconheço que a minha vida académica parece uma trapalhada, mas não é, porventura por culpa da instituição. Eu nunca vi um tão grande amontoado de factos erróneos, contradições. Não há como não admitir que a situação precisa de se explicar.” António Lobo Xavier



“Há esclarecimentos que o primeiro-ministro não deu. Usou ou não de forma indevida títulos académicos a que não tinha direito? A resposta é sim, voluntariamente ou quanto mais não seja por omissão. Nenhum deputado permite que se reproduzam documentos que lhe atribuem títulos académicos que não tinha. Foi um jovem que se deixou deslumbrar. Quanto ao processo Universidade Independente caiu em contradições: hoje falou dos seus professores, ao Público disse que não se lembrava dos professores. Pode ser vítima de caos administrativo, mas isto tem de ser esclarecido. O caso não acabou.” José Pacheco Pereira
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terça-feira, 10 de abril de 2007

HUMOR

- Qual é a coisa qual é ela que antes de ser já o era?

- O Diploma de Sócrates

"DIPLOMA" DOMINGUEIRO

Voilá!
Este é o Certificado do aluno nº 950389 José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que concluiu o curso de Licenciatura em Engenharia Civil com a média final de 14 - catorze valores - em 08 de Setembro de 1996 ... a um Domingo!

Este é o "célebre" bilhetinho que o sr. ex-engenheiro enviou ao Reitor a dar conta do seu "desconsolo", utilizando para o efeito o papel TIMBRADO do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente. Bonito!

Mas HÁ MAIS documentos e perguntas que, por exemplo o Jornal Público, gostava de ver esclarecidas. Vejam AQUI

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O EXEMPLAR PERCURSO ACADÉMICO DE SÓCRATES

Pois é, Portugal ficou a saber que o percurso académico daquele que hoje é o Ministro Primeiro deste país, teve um percurso académico exemplar.
E se esse percurso é de facto um exemplo para os nossos jovens, estamos mal.

A partir de agora, ficamos a saber que cada um de nós pode publicitar o título que não tem.
Toda a gente pode passar a auto-intitular-se de Engenheiro.
Inclusivamente, é exemplar, a utilização de folhas TIMBRADAS do Ministério/Secretaria de Estado do Ambiente para resolver assuntos pessoais, "pressionando" o Reitor.
Aliás, terminar a licenciatura a um domingo é de facto um exemplo.
Melhor dizendo, um EXEMPLO ÚNICO.
Ao que parece, segundo o próprio Sócrates, o seu motorista particular no carro do estado, enquanto membro do governo, pode testemunhar as vezes (!) que o levou à UnI e ficou à espera. E nós a pagarmos ao motorista, digo eu.
Mariano Gago deu ainda a conhecer a Portugal e ao mundo as razões e o exemplo porque Sócrates teve de alterar repetidamente o seu CV no portal do governo.
Talvez faça igualmente parte desse exemplo, as incompreensíveis e frequentes tentativas em silenciar a comunicação social pois, sendo o seu percurso exemplar, não faz sentido essa pressão.
Ou estaria Mariano Gago a referir-se à gestão do silêncio do Primeiro Ministro sempre que era confrontado com as suas habilitações e principalmente pela forma como a conseguiu?
Exemplo de quê, afinal?
Quem assim fala ... não é Gago.



domingo, 8 de abril de 2007

DIPLOMA


A todo(a)s o(a)s portuguese(a)s que mantiveram e trouxeram novos valores e talentos para a política nacional e elegeram grandes personalidades e grandes estadistas para nos representarem no Parlamento, no Governo e no Parlamento Europeu:
É atribuído o DIPLOMA TROUXA

sábado, 7 de abril de 2007

"ANGOLAGATE" - JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, NEM INOCENTE NEM INGÉNUO ... CORRUPTO!

José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola desde 1979, portanto, há 28 anos no poder, é um exemplo consagrado da ditadura e da corrupção do tal poder que tanto se gosta de dizer ser do povo.

Desde a sua subida ao poder, o seu principal aliado é a indiferença do povo angolano perante a teia que sustenta e consagra um império que tem no vértice José Eduardo dos Santos e família e na base todo um generalato em compadrio.
Os diamantes e o petróleo mantêm esta família cada vez mais rica e poderosa, apoiada numa cumplicidade sustentada no silêncio e no servilismo de um pobre povo, incompreensivelmente resignado ao momento, mas sabedor da forma como é urdida e controlada a corrupção instalada, por aquele que reconhecidamente é um ditador.


A guerra foi sempre a desculpa para tudo, contudo, desde que a guerra acabou, o bem estar do povo angolano, continua a contrastar com a riqueza pessoa e familiar de JES e dos seus generais que, gerem a riqueza de Angola em proveito próprio, comprando e subornando a consciência dos mais capazes, enquanto ele, a família e os generais, continuam na lavagem do dinheiro proveniente dessa riqueza, com a descarada cumplicidade de parceiros portugueses, chineses, americanos, brasileiros, russos e …franceses, que, obviamente, estão-se borrifando para o povo angolano!


E agora, vem a justiça francesa acusar o ditador angolano no 'Angolagate' de ter recebido um pagamento de 37 milhões de dólares

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, está entre os acusados de receber comissões elevadas no âmbito do Angolagate, um caso relativo à
venda de armas russas a Luanda por intermédio dos empresários Pierre Falcone e Arcadi Gaydamak.

Segundo o Expresso, "Eduardo dos Santos é acusado pelo juiz de ter, directa ou indirectamente, recebido milhões de dólares de comissões". A mesma fonte adiantou que um dos arguidos no caso informou Courroye de que o Chefe do Estado angolano "foi pessoalmente informado, em meados dos anos 90, sobre 'o tráfico e as elevadas somas de dinheiro que Falcone e Arcadi Gaydamak realizavam e distribuíam por personalidades francesas e angolanas'".

O citado artigo do Monde identificava vários beneficiários franceses e angolanos no alegado esquema de desvio de fundos, nomeadamente Jean-Christophe Mitterrand (filho do ex-presidente francês com o mesmo apelido), o ex-ministro Charles Pasqua, José Leitão Silva (então secretário do Conselho de Ministros angolano), Fernando Araújo (conselheiro de Eduardo dos Santos) e Elísio Figueiredo (embaixador itinerante de Angola).

Angola rejeita as acusações de tráfico ilegal de armas e de fraude fiscal cometidos por Pierre Falcone, porque o material não era de origem francesa nem transitou através de França.


O montante das verbas desviadas neste negócio "atingiu o valor de 300 milhões de dólares", referia ainda aquele semanário.

O governo de Eduardo dos Santos delineou, de acordo com o mais recente relatório da
GW, «Hora de Transparência», “um sistema de empréstimos com juros altos, garantidos pela futura produção petrolífera”.

Este documento, publicado em Março último, detalha o processo de pagamento: “os que organizavam o fornecimento de equipamento militar recebiam um valor inicial, à cabeça; depositavam este dinheiro e encomendavam as armas; um empréstimo garantido por petróleo era então obtido dos bancos franceses e desembolsado a partir de Paris para cobrir os restantes custos e honorários.”

Segundo as investigações publicadas no «Hora da Transparência», a
Global Witness afirma que “pelo menos” um outro contrato de fornecimento de armas foi levado a cabo entre 1995 e 1996. O relatório indica ainda que o valor desta operação deverá rondar os 44 milhões de dólares. Para a ONG, Falcone foi o mediador do processo.
No entanto, os negócios entre o empresário e Eduardo dos Santos não se limitaram ao comércio de armamento, segundo a GW.


De acordo com as investigações desta ONG britânica, de “um modo semelhante de financiamento e fornecimento”, Falcone forneceu ao exército angolano, em regime de “monopólio”, bens essenciais entre os quais comida e medicamentos. O negócio terá sido empreendido através da CADA – Empresa Angolana de Distribuição Alimentar, estrutura integrante da Brenco International, cujo presidente é o empresário francês.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

AGÊNCIA ESMANTÓRRAS


Não, não me vou referir ao Luisão quando foi apanhado com uns copos a mais a conduzir e o castigo foi pouco mais que ... um "serviçozinho cívico de cáca".

Hoje a minha dedicatória vai para o Pedro Mantorras

Não, também não vou dizer que o sentam no banco e não o deixam jogar

Não, também não me vou referir à falsificação de passaporte do Mantorras quando foi apanhado no aeroporto em Lisboa.

Não, também não me vou referir à condução sem carta em Lisboa, (que nem sequer tem nada a ver com a utilização de uma carta angolana porque, até mesmo se fosse lá, ele estava ILEGAL) e a "coisa" não deve andar muito longe da "medalha" que foi dada ao Luisão.

Estou só a pensar em voz alta se por acaso, isso tivesse acontecido ao Sá Pinto. Ou a qualquer outro leão.

Seria o bom e o bonito!

Mas, descansem os benfiquistas que o Mantorras já está bem!

E o negócio promete.


A RIQUEZA DO MILHAFRE

Farto-me de rir com estes benfiquistas que ficaram todos contentes quando ouviram dizer que o Benfica era o 20º clube mais rico do mundo!
Todos sabemos que NEM ELES PRÓPRIOS acreditam nisso!
Como é possível ser-se rico com um passivo muito superior ao activo.?
Só o passivo do Benfica ultrapassa os 315 milhões de euros, repito, 315 milhões de euros.
Se formos ver as contas da Deloitte, este passivo é muito superior ao activo do 1º clube que é o Real Madrid.
Ainda recentemente, o Benfica fez um empréstimo de 22 milhões de euros para cobrir o empréstimo anterior de 15 milhões de euros.
Isto é de um clube rico?
Estádio por pagar, passivo incalculável, perdões fiscais, empréstimos ... enfim, nem sequer os activos dos jogadores entraram nessas contas ...
Confundir receitas do estádio com riqueza bruta ... baahhhhhh ...
Mas ainda bem que andam felizes, tenho muitos amigos benfiquistas e gosto de os ver felizes, não sei é se todos os benfiquistas estão tão crentes e eufóricos como alguns

Então e agora vem aí a Forbes estragar a festa?
Ehhhhhhh, pá ... isso não se faz!!!!

O PERFIL

Continua muita coisa por esclarecer no PERFIL académico do nosso primeiro ministro José Sócrates.
Vamos lá a ver se a gente se entende.


O problema do primeiro ministro José Sócrates, não é ser nem deixar de ser equiparado a licenciado.
Isso não interessa.
O que interessa é ele ter andado a MENTIR, a dizer que tem o que NUNCA teve seja, engenharia, seja o pós em Sanitária. ISSO é FALSO!!!!
Tão falso que até já FOI OBRIGADO a ALTERAR o seu perfil e biografia por 3 vezes o que, ATESTA a sua FALSA POSTURA nisto tudo.
Tal como também o que interessa é ESCLARECER ...
- COMO é que ele adquiriu a licenciatura com toda esta trapalhada de professores que são mas não são, - de notas que existem mas não existem,
- de um Inglês Técnico que foi dado mas não foi dado, às tantas nem por um professor quanto mais por 3 ou 4,
- da promiscuidade de docências, reitores e filhos, que até lhe passaram um "pseudo" diploma ao domingo
- da promisuidade e tráfico de influências que resulta do bilhete enviado ao reitor em papel timbrado do Ministro do Ambiente sa altura ou do professor, seu colega de governo, que lhe dá 4 (QUATRO) 4 disciplinas.
- Enfim ... do conjunto de contradições FLAGRANTES e RIDÍCULAS que existem de cada vez que se levanta uma pedra da calçada.

Será que alguém é capaz de ir dizer isso ao Bettencourt Resendes?
Alguém que não tenha andado na Independente nem esteja comprometido com o governo em assessorias e outras tretas, está claro(...)
É difícil?
Ahhhhh ... é dificil encontar um jornalista LIVRE, HONESTO, ISENTO, SINCERO e VERDADEIRO ...
Ah, bom,... isso então já é outra conversa!

quinta-feira, 5 de abril de 2007

O PÓS ENGENHEIRO GRADUADO


Isto, ao que parece, ainda está muito longe do fim.

De mentira em mentira até à vitória final.

Com tanta coisa por esclarecer, o Blog Do Portugal Profundo, através de uma leitora, conseguiu descobrir que afinal em 1996, não houve nenhum licenciado em engenharia na Universidade Independente, coisa que, vergonhosamente o jornal Público divulga como tendo sido uma investigação de sua autoria.
Adiante!

Logo se apressou o Gabinete do sr. ex-engenheiro e primeiro ministro José Sócrates, vir dizer que isso não tem importância porque o caso dele é de equivalências e isso apenas se aplica aos licenciados lá.
OK.

Só não percebo é porque foi tão ligeiro a vir dar esta explicação e não é tão ligeiro a dar TODAS AS OUTRAS.

Contudo, parece que de facto o homem é mesmo licenciado e inscrito na Ordem dos Engenheiros. Está aqui a prova:



quarta-feira, 4 de abril de 2007

O CHICO ESPERTISMO PORTUGUÊS

Os nomes de Cabinda, Loango, Cocongo, Molembo, etc entraram cedo na vida da história de Portugal, algumas destas designações datam dos recuados tempos de 1490 e muitos, penso eu, que se conservam inalteráveis até aos dias de hoje.

O conhecido e célebre Reino do Congo teve como partes integrantes e mais tarde só tributárias os Reinos de N´Goio, Cacongo e Loango, ... conhecidos genericamente pela Coroa Portuguesa por Cabinda. Desde que Diogo Cão tocou as costas de Cabinda em 1484, as várias cortes consideraram o Rei de Portugal soberano.

Conhecem-se vários exemplos desde Henrique VIII que das várias expedições, respeitou sempre essas terras. Francois de Bellefoust, historiógrafo francês, em 1575 já considerava o Congo sob jurisdição portuguesa.
Já no sec XVII as missões de Loango tinham sido ocupadas por vários missionários portugueses onde fundaram escolas e missões.

Em 1784, o capitão francês, Marigny, desmantelou algumas obras, mas em 30 de Janeiro de 1786, sob a mediação de Espanha, foi assinado com a França uma Convenção em que esta pediu desculpa pelo sucedido e reconheceu igualmente a soberania portuguesa.
A soberania é alicerçada em 19 de Fevereiro de 1810 numa Convenção com a Inglaterra no Rio de Janeiro onde era reconhecida a soberania "nos territórios de Cabinda e Malembo".


Esta Convenção foi confirmada pelo Tratado de 22 de Janeiro de 1815 e na Convenção adicional ao mesmo Tratado de 28 de Julho de 1817 onde se menciona no § 2º, do artº 2º "que Portugal reservava os seus privilégios sobre Cabinda e Malembo na costa africana entre 5º e 12´e 8º"

Face a um conjunto de investidas francesas e inglesas, os sobas e príncipes assinaram vários tratados reconhecidos internacionalmente (ver intervenções anteriores) em que os seus territórios ficavam sob protectorado português. Simulambuco não aparece por acaso , é corolário de vários tratados e convenções dos quais os mais visíveis e importantes são os de Chinfuma e Chicambo, já citados.

O problema aqui, é a meu ver um problema de seriedade. Eu sei que custa aceitar ESTA VERDADE
O MFA é um bom exemplo, muito bom exemplo mesmo do espírito chico-espertista português!

ALGUM ENTENDIMENTO LEGISLATIVO

A Constituição Portuguesa de 1933, na sua parte intitulada "Das garantias Fundamentais" cita Cabinda, no nº 2, do artigo 1, de maneira totalmente distinta de Angola, separando assim completamente a referida Cabinda de cada uma das outras partes do território português e, nomeadamente, da própria Angola (até mesmo a edição de 1971 - 4 anos antes do 25 de Abril - da constituição portuguesa de 1933, no seu Título 1 «Da nação portuguesa», n. 2 do artigo 1. continua a distinguir Cabinda de Angola (p. 7 da edição de 1971).
Todas as Constituições portuguesas até ao 25 de Abril referem que Cabinda é um território separado de Angola, só em 1975, na Conferência de Alvor, se declara que Cabinda fará parte de Angola... no artigo 3. do referido Acordo de 15 de Janeiro de 1975.
Assim era, à data dos Acordos do Alvor e da Independência de Angola. Mas já o não é, após a promulgação da constituição portuguesa de 2 de Abril de 1976, que fez caducar todos os anteriores textos constitucionais.
O que acontece é que, também na Constituição agora em vigor, se reconhece a todos os povos (e, portanto, também ao de Cabinda) o direito à autodeterminação.
Da serena, minuciosa, exaustiva e pertinente argumentação usada se conclui, sem o mínimo espaço para dúvidas, que os signatários dos Acordos do Alvor (de resto declarado suspenso antes da independência de Angola) praticaram um acto inconstitucional, ilegítimo e sem qualquer validade, ao declarar Cabinda parte integrante de Angola.
À luz do Direito Público Internacional, dos compromissos assumidos pelo Tratado de Simulambuco e da prática internacional adoptada em casos idênticos, dos diferentes reconhecimentos quer pela OUA, quer pela ONU, já referidos aqui, Portugal não podia declarar Cabinda como parte integrante de Angola e deixá-la na dependência do governo de Luanda, com absoluto desprezo pela vontade quer das suas populações quer dos pareceres e resoluções internacionais.

QUANDO, ONDE, POR QUEM todos estes acordos nacionais e internacionais foram anulados?
a) - O Tratado de Simulambuco é válido ou não é? Se não é, porquê que não é, quando é reconhecido internacionalmente.
b) - A OUA, reconheceu ou não "distintamente " Angola e Cabinda como países a tornarem-se independentes, identificados respectivamente como o 35º e 39º? Isto não tem valor?
c) - A Resolução 1542 de 1963 afirmava ou não a necessidade de descolonizar Angola e Cabinda?
d) - A FLEC forma-se em 1963, na sequência do MLEC formado em 1960, após primeiros contactos iniciados em 1956. A FLEC é reconhecida ou deixaram de a reconhecer após o 25 Abril?

CHIFUMA, CHICAMBO e SIMULAMBUCO

Não é difícil perceber a situação de Cabinda em relação a Angola, não é difícil perceber que Portugal traiu os cabindas ao ignorar os acordos e proteccionismo solicitado.
Assim sendo, sugiro a consulta dos seguintes documentos que não são difíceis de encontrar:
- Tratado do Chinfuma , celebrado ao Norte do Zaire e redigida a bordo da Corveta Rainha de Portugal - Boletim Oficial de Angola, nº 42/1883, pág. 733/735.

Aqui é possível ver os autos de posse dos terrenos cedidos ao governo português em virtude do artigo 10º desse tratado, feito entre Portugal os príncipes que governavam os terrenos de ambas as margens do Kacongo.- Tratados do Chicambo - Boletim Oficial de Angola, 6/1885, das páginas 81 à 86 assinados em 26 de Dezembro de 1884 entre o governo português e os príncipes governadores dos povos de Caio Chimisi, Suangili Mando, Buamongo, Guamongo, Chicambo Naeba e N´cula.

Também aí é possível ler-se o auto de posse dos terrenos cedidos ao governo português de acordo com o tratado assinado entre Portugal e os príncipes que governam os terrenos de ambas a s margens da lagoa do Caio.
Os tratados permitiram montar diversos postos militares que lá estão bem explicados, arredar os ingleses da zona então de conflito e gorar a intenção francesa de ocupação territorial. Neste contexto, a importância da corveta Rainha de Portugal foi decisiva.

O Tratado de Simulambuco, foi a concretização da ocupação de uma área perfeitamente definida e a cimentação do que nos espíritos e corações de ambas as partes - cabindas e portugueses - existia. Este Tratado está no post anterior.

Para além de tudo isto, a fixação das fronteiras foi feita e negociada a norte com a França e com com a Associação Internacional do Congo, assinada em 1886, com base no meridiano de Lucula. As delimitações a sul, foram definidas pela 3ª Convenção e está lá tudo bem descrito: as linhas, meridianos, confluências e embucaduras de rios etc, que delimitam esse território.
Estes textos dos Boletins Oficiais de Angola que referi, foram devidamente comunicados à França, Bélgica e AIC (mais tarde estado independente do Congo, dependente do Rei da Bélgica) e Inglaterra.

A Conferência de Berlim (15/11/1884 - 26/2/1885) também anuiu tal como os seus 14 membros plenipotenciários.
O que me deixa incrédulo, é que isto tudo à data do 25 de Abril, tinha 90 anos , praticamente a idade de uma geração. Não são coisas da pré história, não.
Não acredito que os políticos do 25 de Abril não o soubessem ou não tenham conhecimento desta VERDADE !
Na verdade aquilo que não quiseram fazer foi honrar compromissos assinados e reconhecidos pelo Mundo.
Uma canalhice a que o petróleo e o compadrio do MFA não são inocentes e o coitado do cabinda ficou indevidamente sem aquilo que É SEU .
Só quem estiver de má fé ou for faccioso, pode negar esta evidência.

TRATADO DE SIMULAMBUCO

PETIÇÃO

CÓPIA DO TRATADO DE PORTUGAL EM ÁFRICA


Nós, abaixo assinados, príncipes e governadores de Cabinda, sabendo que na Europa se trata de resolver, em conferência de embaixadores de diferentes potências, questões que directamente dizem respeito aos territórios da Costa Ocidental de África, e, por conseguinte, do destino dos seus povos, aproveitamos a estada neste porto da corveta portuguesa Rainha de Portugal, a fim de em nossos nomes e no dos povos que governamos pedirmos ao seu comandante, como delegado do Governo de Sua Majestade Fidelíssima, para fazermos e concordarmos num tratado pelo qual fiquemos sob o protectorado de Portugal, tornando-nos, de facto, súbditos da coroa portuguesa, como já o éramos por hábitos e relações de amizade.

E, portanto, sendo de nossa inteira, livre e plena vontade que de futuro entremos nos domínios da coroa portuguesa, pedimos ao Exmo. Sr. Comandante da corveta portuguesa para aceder aos nossos desejos e dos povos que governamos, determinando o dia, onde, em sessão solene, se há-de assinar a tratado que nos coloque sob a protecção da bandeira de Portugal.

Escrito em reunião dos príncipes abaixo assinados, no lugar de Simulambuco, aos 22 de Janeiro de 1885.

Representante da regência, sinal em + de Ibiala Mamboma, Rei; sinal em + da princesa Maria Simbo Mambuco, (a) Manuel José Puna (mais tarde Barão de Cabinda); sinal em + do príncipe Iambo Franque, governador de Chinga; sinal em + do príncipe Jack, governador de Buco-Sinto; sinal em + de Fernando Mengas, filho do príncipe Jack; sinal em + de King Jack, príncipe; sinal em + do príncipe King Faine, sinal em + de Fernando Sonça, governador do Povo Grande; sinal em + do Mongovo Velho, dono do Povo Grande; sinal em + do Mongovo Mamgombe, governador de Siamona; sinal em + de Betti Jack, governador de Cai; (a) Manuel Bonzela Franque, governador de Porto Rico e Mambu; Francisco Rodrigues Franque, governador de Pernambuco e Vitória; sinal em + do Massabo; sinal em + de Machimbe Mafuca Franque; sinal em + do príncipe Muan Sambi Linguister de Francisco Franque.

Guilherme Augusto de Brito Capello, capitão tenente da Armada, comandante de corveta «Rainha de Portugal», comendador de Aviz e Cavaleiro de várias ordens, autorizado pelo governo de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei de Portugal, satisfazendo os desejos manifestados pelos príncipes de Cabinda em petição devidamente por eles assinada, em grande fundação concluiu com os referidos príncipes, governadores e chefes abaixo assinados, seus sucessores e herdeiros, o seguinte


TRATADO DE SIMULAMBUCO

Art. 1º - Os príncipes e mais chefes e seus sucessores declaram, voluntariamente, reconhecer a soberania de Portugal, colocando sob o protectorado desta nação todos os territórios por eles governados.

Art. 2º - Portugal reconhece e confirmará todos os chefes que forem reconhecidos pelos povos segundo as suas leis e usos, prometendo-lhes auxílio e protecção.

Art. 3º - Portugal obriga-se a fazer manter a integridade dos territórios colocados sob o seu protectorado.

Art. 4º - Aos chefes do país e seus habitantes será conservado o senhorio directo das terras que lhes pertencem, podendo-as vender ou alugar de qualquer forma para estabelecimento de feitorias de negócio ou outras indústrias particulares, mediante pagamento dos costumes, marcando-se de uma maneira clara e precisa a área dos terrenos concedidos, para evitar complicações futuras, devendo ser ratificados os contratos pelos comandantes dos navios de guerra portugueses, ou pelas autoridades em que o governo de sua majestade delegar os seus poderes.

Art. 5º - A maior liberdade será concedida aos negociantes de todas as nações para se estabelecerem nestes territórios, ficando o governo português obrigado a proteger esses estabelecimentos, reservando-se a direito de proceder como julgar mais conveniente, quando se provar que se tenta destruir o domínio de Portugal nestas regiões.

Art. 6º - Os príncipes e mais chefes indígenas obrigam-se a não fazer tratados nem ceder terrenos aos representantes de nações estrangeiras, quando esta cedência seja com carácter oficial e não com o fim mencionado no artigo 4º.

Art. 7º - Igualmente se obrigam a proteger o comércio quer dos portugueses, quer dos estrangeiros e indígenas, não permitindo interrupção nas comunicações com o interior, e a fazer uso das suas autoridades para desembaraçar os caminhos, facilitando e protegendo as relações entre vendedores e compradores, o as missões religiosas e científicas que se estabeleçam temporária ou permanentemente nos seus territórios; assim como o desenvolvimento da agricultura.§ único. - Obrigam-se mais a não permitir o tráfico de escravatura nos limites dos seus domínios.

Art. 8º - Toda e qualquer questão entre europeus e indígenas será resolvida sempre com a assistência do comandante do navio de guerra português que nessa ocasião estiver em possível comunicação com a terra, ou de quem estiver munido de poderes devidamente legalizados.Art.
9º - Portugal respeitará e fará respeitar os usos e costumes do país.

Art. 10º - Os príncipes e governadores cedem a Portugal a propriedade inteira e completa de porções de terreno, mediante o pagamento dos seus respectivos valores, a fim de neles o governo português mandar edificar os seus estabelecimentos militares, administrativos ou particulares.

Art. 11º - O presente tratado assinado pelos príncipes e chefes do país, bem como pelo capitão-tenente comandante da corveta «Rainha de Portugal», começa a ter execução desde o dia da sua assinatura, não podendo, contudo, considerar-se definitivo senão depois de ter sido aprovado pelo Governo de Sua Majestade.Simulambuco, em Cabinda, 1 de Fevereiro de 1885, (a) Guilherme Augusto de Brites Capello (seguem-se as assinaturas de todos os príncipes e nobres de Cabinda).

Este tratado foi explicado e lido em língua do país, ficando todos inteirados do seu conteúdo antes de assinarem e fazerem o sinal de + (cruz), na minha presença e comigo, António Nunes de Serra e Moura, aspirante do corpo de oficiais da Fazenda da Armada, servindo de escriturário (a) Nunes de Serra e Moura.

Afirmamos e juramos, sendo preciso, que as assinaturas e sinais são dos indivíduos, por os conhecermos pessoalmente e os termos visto assinar este auto (a) João Puna, João Barros Franque, Vicente Puna, Guilherme Franque.

Estavam presentes a este acto as seguintes pessoas:

(a) Onofre Alves de Santiago, M. J. Corrêa, Alexandre Manuel António da Silva, J. C. Contreiras; oficiais da corveta «Rainha de Portugal»: (a) Cristiano Frederico Knusse Gomes, 1º tenente; Eduardo Ciríaco Pacheco, 1º tenente; António da Fonseca Sarmento, 2º tenente; João de Matos e Silva, facultativo naval de 1ª classe; Alberto António de S. Marino, G.-Mª; José Francisco, G.-Mª; João António Ludovice, G.-Mª

segunda-feira, 2 de abril de 2007

JÁ NÃO SÃO COISAS A MAIS?

Jornal Público
- 22.03.2007 - Título "Há falhas no dossier de José Sócrates na Universidade Independente"
- O dossier relativo à licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente tem várias falhas. Há alguns documentos por assinar, ou sem data, timbre ou carimbo, tal como há elementos contraditórios, nomeadamente os relativos às notas atribuídas a José Sócrates.
- ... matrícula da UnI, a 14 de Setembro de 1995. Só que a sua data é posterior: nas costas da fotocópia vê-se um carimbo, assinado pelo chefe de secção da secretaria do ISEL, "conforme o original arquivado", com data de 8 de Julho de 1996.
-Plano de Equivalências de José Sócrates, sem qualquer timbre nem carimbo e onde se concretiza que cadeiras mereceram equivalência por parte da UnI. Ou do Pedido de Equivalência, uma folha não numerada (como todas as outras), onde apenas surge o nome José Sócrates Sousa, manuscrito pelo próprio, e o mapa de equivalências por ele proposto.
- espaço onde o responsável do conselho pedagógico pelo processo deveria colocar a sua assinatura está em branco. Documentos sem numeração Não se sabendo a data em que foi entregue,
- O primeiro-ministro despede-se apresentando os melhores cumprimentos, com "do seu José Sócrates" escrito à mão.
- a comissão científica da Faculdade de Ciências da Engenharia e Tecnologias deliberou "propor-lhe a frequência e conclusão das seguintes disciplinas do Plano de Estudos de Engenharia Civil: Análise de Estruturas, Betão Armado e Pré-Esforçado, Estruturas Especiais e Projecto e Dissertação". De fora ficou, "por falha", segundo Luís Arouca, a cadeira de Inglês Técnico.
- duas folhas avulsas, aparentemente folhas de rosto, que não se percebe a que se referem. Uma, com cabeçalho do gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ambiente, é um fax dirigido a Luís Arouca e aparenta ser uma folha de rosto. Na zona do texto, José Sócrates escreveu: "Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos (o de 1995 fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo."
- "As fichas de cada aluno já ninguém sabe delas. Nos primeiros anos, a nota final é acompanhada com fundamento, depois é deitada fora", - Luis Arouca.
- "Ao fim de cinco anos, vai tudo para o maneta."
- confrontado com o facto de as folhas do processo não estarem numeradas, o reitor afirmou: "A numeração importa. Mas nem sempre se numera."O certificado de habilitações, assinado pela chefe dos serviços administrativos, Mafalda Arouca, e pelo reitor, Luís Arouca, indica ainda que o curso foi concluído a 8 de Setembro de 1996, com média final de 14 valores


Jornal Expresso
- 31-03.2007 - Título " UnI emitiu diploma de Sócrates num domingo"
- Os únicos documentos apresentados como ‘o dossiê Sócrates’ na Universidade
Independente são um conjunto de papéis soltos, sem numeração nem qualquer carimbo da instituição.
- Aparentemente, só o reitor está na posse desta documentação. O mesmo Luís Arouca que, quarta-feira passada, seria constituído arguido por suspeita de vários crimes, entre os quais o de falsificação de documentos.
- O Gabinete do primeiro-ministro proibiu, mesmo, na passada terça-feira, um novo acesso do Expresso à documentação existente na reitoria da lndependente.
-O processo académico que consultámos — e que constitui, assim, o único conjunto de documentos que fazem prova da licenciatura do primeiro-ministro — foi analisado em condições «sui generis»: na reitoria de uma universidade em estado de crise interna e sempre na presença de Luís Arouca, que se fazia acompanhar por quatro homens, um dos quais nomeado há cerca de três semanas director do curso de Direito, João Alvaro Dias. Foram expressamente proibidas fotocópias.
- Nos documentos apresentados como prova consta apenas o nome do aluno (manuscrito), sem quaisquer referências adicionais. Apenas uma rubrica do professor da cadeira: quatro alegadamente de António Morais e outra de Luís Arouca. Duas folhas manuscritas e com algumas disciplinas quase ilegíveis, constituíam o plano de equivalências, que não tinha nem data nem assinatura.
- Não tivemos acesso a qualquer livro de termos — exigido por lei —. onde
constariam os dados académicos dos estudantes, ou a livros de sumários, horários e lista de alunos, de professores e de disciplinas daquele curso. Alegadamente, não existem.
- Constavam ainda do dossiê algumas notas (cartões, faxes e uma carta) manuscritas por José Sócrates e em papel timbrado da secretaria de Estado do Ambiente.
Um texto em inglês dactilografado e corrigido a vermelho foi apresentado como a prova escrita de Inglês Técnico, embora não estivesse redigido em nenhuma folha de teste da universidade.
As dúvidas que o processo levanta precisam de ser esclarecidas.


Jornal Correio da Manhã
- 1 de Abril de 2007, (link não disponível), uma alegada decisão tomada por José Sócrates, em jantar onde também curiosamente também terá estado outro aluno famosíssimo da Universidade Independente, Armando Vara, de se inscrever no Instituto Superior Técnico para obter aí o diploma de Engenharia Civil. Motivo de gozo para o "Dia das Mentiras"


Diário de Notícias
- 1 de Abril de 2007 - Título "Polémica sobre curso de Sócrates preocupa Governo".
"Há necessidade de fiscalizar tudo isto", diz ao DN o deputado Vítor Baptista, líder do PS/Coimbra. "Não há nada como tornar as coisas claras. Todas as explicações devem ser dadas. A gestão do silêncio não é a mais adequada", recomenda o eurodeputado socialista Manuel dos Santos. "

SIC Notícias
Jornal da noite (31.03.2007) -
- Excerto do currículo de José Sócrates escrito pela pena do gabinete:
* Bacharelato em Engenharia pelo ISEC,
* Licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente, com frequência também no ISEL,
* Pós-graduação com MBA em gestão de empresas pelo ISCTE.
Esta última versão oficial oficializa o MBA e deixa cair uma outra Pós-graduação que sempre constou do currículo oficial do primeiro-ministro: a Pós-graduação em Engenharia Sanitária.
[Esta é a terceira versão do curriculum oficial do primeiro-ministro: depois do "engenheiro" e do licenciado em Engenharia - e "engenheiria" (sic)... ]


O QUE É QUE È PRECISO MAIS?
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domingo, 1 de abril de 2007

DOPORTUGALPROFUNDO.BLOGSPOT

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Tenho de prestar aqui uma justa homenagem a quem desde 22.02.2005 tem levantado algumas dúvidas sobre as habilitações académicas de José Sócrates, numa luta muitas vezes sozinho e, outras vezes plagiado por um jornalismo de sarjeta, que se aproveita das investigações de António Balbino Caldeira para fazer notícias de primeira página sem referenciar quem de facto merece ser tido como o grande investigador deste processo.


Ao contrário daquilo que muitos jornalistas (ou jornaleiros?) querem fazer crer que se trata de uma ajuste de contas do jornal Publico por causa da opa da PT, um ajuste de contas com aproveitamento do caso da UnI, etc, etc, etc, ... BABUSEIRAS!

TUDO começou em 2005 com este HOMEM e este Blog.


Ao
doPortugalProfundo, o meu muito obrigado por este serviço que deveria ser público e que, graças à democracia que reina, essa sim, nos blogs, é possível chegar ao ponto a que se chegou sem nos SILENCIAREM como José Sócrates tem andado a fazer a cada jornal/jornalistas, de acordo com o conjunto de telefonemas que o Expresso denuncia, sempre que sai uma notícia de que ele não gosta!


Leitor(a) amigo(a)

Se quer estar a par das notícias (vergonhosas) sobre o assunto em causa

- (Re)Habilitações de José Sócrates,

vá a este bolg:

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ALDRABÃO

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José Sócrates, até pode nem ser engenheiro de nada, não ser licenciado de nada ou ter até apenas a 4ª classe para ser primeiro ministro. Para além da competência que se EXIGE, não está em causa o grau académico ou o título que possa ter. Não está.

Está em causa sim, o uso e abuso de um título que de facto não possui.

Está em causa sim, um pós graduação que até ontem utilizou no seu portal do governo que de facto não possui.


Está em causa sim, a forma MUITO POUCO CLARA E TRANSPARENTE como ele diz ainda ter uma licenciatura em Engenharia.


Para um primeiro ministro não é bonito, é mesmo MUITO FEIO.
E para um primeiro ministro que se tem mostrado arrogante e procurado mostrar o paradigma da humildade, da justiça, da verdade, da transparência, da honestidade e de todas as virtudes ao cimo da terra, é de facto MUITÍSSIMO FEIO.

As trapalhadas à volta das suas habilitações e da forma como as conseguiu é de tal forma insustentável que já não dá para se acreditar minimamente no que ele possa dizer. Das 5 únicas cadeiras que terá conseguido para as equivalências, 4 foram dadas pelo mesmo professor que era seu colega de governo e uma outra (Inglês Técnico)pelo reitor Luís Arouca, detido por falsificação de documentos. Nesta última cadeira, há ainda uma disputa de competências pois o verdadeiro regente da cadeira diz que não pode ter sido o reitor a dá-la, teria de ser ele e ele não conheceu José Sócrates de lado nenhum!

O que mais estranho no meio de tudo isto é a passividade de uma imprensa, ao que se vê também ela condicionada, não se sabe bem porquê (ou talvez se saiba pois muitos deles também por lá passaram bem como outros governantes) incapaz de reagir com a mesma firmeza e escândalo com que reagiu com o ministro dos negócios estrangeiros de Durão Barroso que meteu uma simples "cunha" para que a sua filha entrasse em medicina (e ele tinha até esse direito pelo numerus clausus que é conferido a diplomatas e familiares).
Esse caso na altura considerado "tenebroso e promíscuo" tem alguma comparação com o de um primeiro ministro que se faz passar por aquilo que NÃO É em graus académicos e pós graduações?
Será que de ex-engenheiro e de ex-graduado em Engenharia Sanitária ainda vamos ter um ex-licenciado, para ficarmos apenas por aqui e não tornarmos este caso bem mais grave, depois de tudo aquilo que se tem visto na Universidade Independente?
E PORQUÊ que José Sócrates não esclarece e DEIXA ESCLARECER de uma vez por todas a sua situação? Não está à vontade?
MENTIU? Não, NÃO MENTIU!!!

Mentir foi quando ele entrou para o governo e disse que fazia de uma maneira se ganhasse e quando se apanhou no governo fez TUDO AO CONTRÁRIO.

Sim nessa altura era um MENTIROSO.

Agora NÃO, agora é um ALDRABÃO!!!


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EX PÓS-GRADUADO SANITÁRIO

José Sócrates fez o bacharelato em engenharia no politécnico de Coimbra que concluiu em 1978, com 21 anos.
Exerceu a profissão na CM da Covilhã (COMO ENGENHEIRO?) mas só alguns anos depois "de deixar de ser engenheiro" é que decidiu fazer a licenciatura na área.
A ambição política passou a exigir-lhe uma licenciatura, grau que a profissão aparentemente nunca lhe exigira.

Em 1987 chegou ao Parlamento como deputado por Castelo Branco.
Em 1991 já era porta-voz do PS e membro do secretariado nacional do partido. A ascensão rápida pode ter determinado a corrida ao “canudo”.
Sócrates inscreveu-se no ISEL – o politécnico das engenharias em Lisboa –, para cumprir o sonho político de ser doutor.
Não parava de subir na política: António Guterres, seu quase conterrâneo e de quem era muito próximo, convida-o para secretário de Estado do seu primeiro Governo.
É então que o secretário de Estado decide rumar à Universidade Independente. O politécnico das engenharias só lhe garantiria uma equivalência ao grau de doutor e não o grau propriamente dito.

A Independente, que tinha aberto as portas 2 anos antes, concretizou-lhe o sonho em troca de (APENAS) cinco cadeiras – quatro assumidas por um professor seu colega no governo PS de então, e uma quinta, inglês técnico, pelo próprio reitor, Luiz Arouca, agora detido por falsificação de documentos.

A noticia do Expresso cita colegas que fizeram o curso com o actual primeiro-ministro e que confirmam a fórmula usada por José Sócrates para chegar a doutor.
Cita igualmente o professor António José Morais, responsável pelas quatro cadeiras que confirma o grau, mas cita também um segundo professor, nomeado presidente do conselho científico, órgão responsável pelas equivalências, já depois do "engenheiro" ter conseguido o diploma.
Esse outro professor duvida da forma como essas equivalências foram obtidas.
São problemas administrativos, do foro interno da Universidade, afirma-nos uma fonte do gabinete de Sócrates. :):):)
Em comunicado, o gabinete informa que o primeiro-ministro tem, de facto, uma licenciatura reconhecida pelo Ministério do Ensino Superior.
Os procedimentos assumidos pela Universidade para lhe conferir o grau, lê-se no texto, são matéria da exclusiva responsabilidade da Universidade e não do aluno (??).[O que a meu já é um reconhecimento implícito da pouca transparência deste processo que o próprio não quer e foge a esclarecer]
O gabinete entende igualmente existir aqui um aproveitamento político da situação – o caso só surge agora, interpreta um dos assessores, pela vontade de descredibilizar o primeiro-ministro associando-o ao conturbado processo de que a independente se tornou dependente.

Isto é FALSO pois o ex-engenheiro e ex-pós-graduado sabe que tem sido questionado por isto desde 22.02.2005

Excerto do currículo de José Sócrates escrito pela pena do gabinete:
- Bacharelato em Engenharia pelo ISEC,
- Licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente, com frequência também no ISEL,
- Pós-graduação com MBA em gestão de empresas pelo ISCTE.


Esta última versão oficial oficializa o MBA e deixa cair uma outra Pós-graduação que sempre constou do currículo oficial do primeiro-ministro: a Pós-graduação em Engenharia Sanitária.
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sexta-feira, 30 de março de 2007

AULAS DE SUBSTITUIÇÃO

A Sr.ª Ministra da Educação, entra na clínica onde tinha marcado uma consulta de cardiologia.
Após cerca de uma hora de espera é chamada ao consultório, dizendo-lhe o médico de imediato:
- Por favor dispa-se e abra as pernas.

Espantada, a srª Ministra da Educação, responde :
- Mas, Sr. Dr. ... eu marquei uma consulta de cardiologia.


E o médico esclarece-a de imediato:
- Eu sei, minha senhora, mas acontece que eu sou ginecologista e estou a fazer serviço de substituição.



quinta-feira, 29 de março de 2007

PEDRO FREITAS - UM VERDADEIRO EXEMPLO!

O Pedro Freitas é um rapaz que no dia 04.03.2003, quando tinha apenas 25 anos, ficou tetraplégico, fruto de um mergulho no mar, num período da sua vida em que procurava, em férias no Brasil, algum divertimento com os amigos.

Convido-vos a frequentar o seu site: http://www.pedrofreitas.org.

Conforme podem verificar no site, o Pedro manifesta as suas preocupações e objectivos, todo o histórico da sua tragédia, as suas recordações e a sua actualidade e, procura nos braços de amigos todo o apoio de que necessita permanentemente.

Paulatinamente, tem conseguido da cama onde se encontra, e pela luta e persistência que tem desenvolvido os vários objectivos a que se tem proposto por etapas.
Não tem sido fácil e só quem o conhece, sabe o quanto de lutador ele é devendo ser tido como um exemplo para todos nós

O Pedro tem todos os contactos no seu site para quem pretender ajudar
Experimentem falar com o Pedro.
Experimentem.
É a voz de um jovem que não virou a cara à luta, que sente o mesmo direito à vida como qualquer um de nós, que consciente das dificuldades que tem e terá, quer viver, quer viver com dignidade, sem dependências excessivas, sem ver à sua volta o sofrimento das outras pessoas que se preocupam com ele, especialmente o pai João, reservando para si, de uma forma conformada, todo o infortúnio que lhe bateu à porta.

A sua maior e última vitória foi a operação a que se sujeitou submeter recentemente na esperança de poder ganhar mais alguma autonomia funcional. Uma "aventura" que está por pagar e que lhe custa a módica quantia de 30.000 euros em números redondos. Necessita de ajuda de todos, qualquer colaboração será muito bem recebida.
Achando-se ainda assim uma pessoa com sorte, no sentido em que o acidente poderia, segundo ele ter sido pior, garante que não vai parar. Percebeu que muitos tetraplégicos se acomodaram e atiraram a toalha ao chão. Ele não é desses, não senhor, inclusivamente quer dar a conhecer ao mundo, toda a sua infortunada experiência, com o objectivo de mostrar como se deve lutar, como se deve saber lutar a todos quantos possam estar com as mesmas dificuldades.

Um exemplo, meus amigos e amigas.

Um verdadeiro exemplo de tenacidade, vontade e querer. Com um Pedro destes, tenho a certeza que o seu sonho será uma realidade. É difícil, e eu que tenho acompanhado todo o seu esforço e luta posso-vos garantir que é mesmo muito difícil. Trata-se de um rapaz anónimo, como anónimo é o povo. Se fosse do jet-set ou filho de um político da treta, estaria muito melhor. Tenho a certeza.

Uma vez mais vos convido a verem o site do Pedro Freitas: www.pedrofreitas.org e verificarem o quanto ele tem lutado, o quanto nem sempre tem sido ajudado como necessita e merece, o quanto é um exemplo que todos devemos ter como referência.

Vejam com os vossos próprios olhos. Contribuam e ajudem!

Anexo:
A medula é a parte do nosso sistema nervoso central que transporta as informações do cérebro ao resto do corpo e do corpo para o cérebro. É como um sistema de comunicação de rede com dados que vão e vêm instantaneamente com informações da sensibilidade, do movimento, do controle do intestino, da bexiga, etc.
Tem a espessura de um dedo, o comprimento da base da cabeça até ao cóccix dentro de uma espécie de tubo dentro da coluna vertebral.
A coluna vertebral é a estrutura óssea, que protege a medula, é formada por várias vértebras e dividida por um disco que amortece os impactos nas costas e que se divide em 4 partes:
Região Cervical - região do pescoço. (C1 a C8 ) que é exactamente a zona de lesão do Pedro
Região Dorsal - do pescoço à cintura. (D1 a D12)
Região Lombar - abaixo da cintura. (L1 a L5)
Região Sacral - abaixo da lombar. (S1 a S5)
Que função tem então a Medula?O corpo mexe por ordem do cérebro com comunicação da medula, assim como as informações da sensibilidade (calor, dor, etc) chegam ao cérebro pela medula. A medula é assim, o canal principal da comunicação do cérebro para o corpo. No caso do Pedro Freitas, a lesão medular foi causada por um traumatismo raqui-medular, produzindo imediata tetraparesia (04/03/2003).
Os relatórios médicos estão "linkados" no seu site na parte do Historial Clínico.
Que consequências para os traumatizados na medula ?Sendo uma lesão gravíssima, pode afectar o movimento e/ou a sensação do corpo além de comprometer o funcionamento de alguns órgãos internos. A quantificação e afectação da lesão depende do nível da lesão e o quanto a medula foi lesada. Isto é, o nível da lesão é dado pela numeração das vértebras e nervos e calculado pelo último nível normal, sendo que abaixo dele as funções já estão alteradas.
Se consultarem uma vez mais o site, no Historial Clínico verificam que no dia 06-03-2003 depois de ter sido operado e "após vários exames médicos, onde se concluiu fractura dos corpos vertebrais da C5 e C6 , e fractura do arco posterior da C5 .
A medula mostrava sinais de contusão na C5 e edema que se estendia da C3 até à D2 (07/03/2003)." É por isso, por a lesão ter sido tão alta, que o Pedro perdeu toda a sensibilidade praticamente da linha dos ombros para baixo, isto para não ser milimétrico, mantendo apenas alguma "enervação" não me lembro se no cúbito se no rádio do braço esquerdo, o que lhe permite ter "meio punho".
Por ter os extensores do punho afectados, se, por exemplo, pretender "teclar" tem de fixar à sua mão esquerda uma cinta com um "lápis" (apontador) que lhe permitirá "acertar" nas teclas desejadas.Bom ...
O tempo é a grande resposta da recuperação havendo no entanto algumas fontes causadoras de "prejuízo", nomeadamente no seu caso:
- Mal posicionamento.
- Ausência de movimentação articular
- Edema por imobilização.
- Microhemorragias, provenientes de movimentos bruscos e excessivos.
- Espasticidade. com consequências diversas ao nível das contraturas musculares e articulares, de edemas e da dor ao movimento.
Recordo-me do Pedro se referir persistentemente às dores provocadas pelos espasmos que segundo ele ... "eu nem imagino".
Mas para além de tudo isto, para além do corpo, há o espírito. E do espírito já nós estamos mais à vontade para perceber o quanto é importante que ele consiga atingir os objectivos a que se propõe.

"ANÁLISE DE ESTRUTURAS" - PAUTA AFIXADA NA UNI A UM DOMINGO

Único aluno nesse dia. Média 18 (dezoito), grande sabichão!!
Com a assinatura do amigo e colega de governo Eng. (de verdade) António José Morais.

Esse mesmo!!