BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
__________________________________________________________________
Mostrar mensagens com a etiqueta Política Nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política Nacional. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de abril de 2008

SINTO-ME ROUBADO, ISSO MESMO ... ROUBADO

MNE atribui apoio financeiro
Cravinho dá 150 000 euros a Soares
O secretário de Estado da Cooperação atribuiu, no primeiro semestre de 2007, à Fundação Mário Soares um subsídio de 150 mil euros.

O apoio financeiro, atribuído segundo decisão de João Gomes Cravinho, em 16 de Fevereiro de 2006, consta de uma lista de transferências correntes e capital ontem publicada em Diário da República, e destina-se a apoiar projectos de cooperação com os PALOP.
Os subsídios atribuídos pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), destina-se a várias entidades, entre embaixadas e organizações não governamentais.
O apoio financeiro dado à Fundação Mário Soares corresponde a um projecto desenvolvido por essa entidade sobre ‘Política de Cooperação entre Portugal e os PALOP’.

Na sequência deste trabalho, o MNE e a Fundação Mário Soares assinaram, em Janeiro de 2007, um protocolo de colaboração institucional num montante total de 600 mil euros, a serem distribuídos em tranches, pelo período de quatro anos, ou seja, até 2010.

Constituída em 1991, a Fundação Mário Soares é uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, ligada à pessoa do ex-Presidente da República Portuguesa, segundo é descrito no site da própria Fundação.
Mas têm sido muitas as vozes a levantar questões relativamente aos critérios de atribuição de subsídios a esta instituição. Foi o que ocorreu em 2005 quando Luís Amado, na altura ministro da Defesa, atribuiu um subsídio de vinte mil euros à entidade para a realização de um projecto de investigação sobre a ‘Participação dos Portugueses em Missões de Paz’.

O apoio surgiu numa altura em que o Governo de José Sócrates previa um corte orçamental de 58 milhões de euros no financiamento de missões de Portugal no estrangeiro, o que levou o PSD a exigir do ministério da Defesa esclarecimentos.
Já em 1997, o Governo de António Guterres disponibilizou à Fundação 2,5 milhões de euros para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifício cedido pela Câmara de Lisboa, na altura presidida pelo filho de Mário Soares, João Soares.

JF

terça-feira, 1 de abril de 2008

OS BUFOS... O CASAMENTO E ... O FISCO.

.



Senhor injinheiro,
ministro das Finanças da 5ª Repartição, 4º bairro, Chelas, Zona K,
Excelência

Zé Carlos & Soraia Vanessa vêm por este meio bufar junto de Vossa Excelência os gastos que fizeram anteontem, derivado ao matrimónio que contraíram, aqui ao lado, naquela igreja pré-fabricada que tem a cruz fluorescente em roxo, não sei se está a ver, é aquilo que parece a oficina do Chinas, mas em branco e sem pneus pendurados. Prontos.

Então é assim, tivemos que dar uma data de dinheiro ao senhor padre, mas ele não passou recibo, pelo que achamos que é de prendê-lo e mandar vir outro.

Ao resisto com cervatória, o civil, sem ser pela igreja, esse também pagámos bué, mas esses Vossa Excelência já deve estar a mancar e sobre olho, derivado a serem da família, salvo seja,de Vossa Excelência.

Passamos então ao chamado vestido de noiva, o qual foi oferecido por uma senhora chamada Dona Clara que criou a minha esposa desde pequena,isto agora sou eu a escrever, o Zé Carlos, porque a Soraia foi à bica à Dona São, derivado a que a mãe dela teve de ir bulir para Barcelona e deve ter-se casado por lá, mas ninguém tem a certeza, derivado ao que não podemos, portanto, bufar junto de Vossa Excelência quanto é que custou o casório dela, se é que se casou mesmo, se não bufávamos e Vossa Excelência até era homem para nos fazer um desconto no IRS que eu sei que você era.

O dito vestido de noiva era da Zara e custou 19 euros, há quem ache caro à vista, mas até foi barato, a Dona Clara diz que estava em saldos e aproveitou.
Como é de Verão, deve acrescentar-se ao preço do vestido uma embalagem de parasita mor, que foi para a carraspana,genéricos, adquiridos na Farmácia da Dra. Lena (ficou de venda suspensa, por isso não tenho aqui a factura nem o número de contribuinte da Dra. Lena, senão juro que lhe mandava, até porque essa senhora deve estar cheia à custa do dinheirão que leva em preservativos e outros géneros de primeira necessidade, mas prontos, Vossa Excelência, de gatunos deve saber tudo).

Eu levei um fato do Manecas, que é central do Picheleira e mais ou menos do meu tamanho (n/c 128 396 288).
Ele não me levou nada pelo fato, só tive que o mandar limpar na Tinturaria Tati, mas foi a minha esposa que o mandou e ela, como disse, foi à Dona São, por isso não tenho aqui a facturazinha, mas acho que é três euros, não sei é se é por peça ou todo.

Quanto ao copo de água, foi servido na já referida Dona São e pago pelo meu padrinho, o Toni (n/c 277 266 109), que me disse que foi um bocado caro, mas não dizia quanto porque não se diz.
Mas é perguntar lá que a Dona São faz-lhe a conta.
Éramos cinco homens, à média de umas quatro bujecas cada um e seis senhoras, incluindo a minha, que beberam três um compal laite, uma uma mini e duas só quiseram água,que foi uma seca prós brindes, derivado a que não se fazem saúdes com água.
E quatro sandes de fiambre, duas de torresmos e um bolicau prá Sandrinha que levou as alianças, as cujas eram e voltaram a ser hoje do meu pai e da minha mãe.

A noite de núpcias não teve gastos, já íamos aviados.

Espero que Vossa Excelência fique satisfeito e que não me venha cá com coimas, porque neste preciso momento a Soraia já chegou e tenho deparar de escrever.
Vossa Excelência sabe como é a vida de casado, se é que tem mulher que lhe pegue e interesse nelas (isto é eu na reinação,não leve a mal).
Pede deferimento,
Zé Carlos e Soraia.

_______________
O Zé Sócas responde em inglês técnico:
Diar Zé,
trazeite-me your uaife to bufeite-me in person.
If i like, então i deferirei.
Ass. Zé Sócas
.

sexta-feira, 28 de março de 2008

ESPELHO MEU, ESPELHO MEU ... HAVERÁ ALGUÉM PIOR E MAIS MENTIROSO QUE EU?

Imagino a cólera que deve ir neste momento no nosso primeiro ministro, o ex-engenheiro José Sócrates. Mas a verdade é ESTA - O PIOR primeiro ministro de sempre em Portugal é, nem mais nem menos, o sr. José Sócrates.
Não sei se estará mais possesso do que quando percebeu que o povo português ficou a saber que afinal ele não era sr. engenheiro de nada, ... que assinou projectos rascas que ele diz serem seus, ... que trabalhava para além do regime de exclusividade que ele diz que era por solidariedade ou coisa que o valha, ... que apareceram fotocópias de habilitações suas rasuradas na Assembleia da República que ele não soube explicar como foi possível, ... que se licenciou a um domingo com um amigo e por fax, depois de ter enviado alguns bilhetinhos na qualidade de governante ao reitor da UNI e que ele diz ter sido tudo uma cortesia, ... que por OPORTUNISMO se transferiu do Politécnico de Coimbra onde tinha médias de 12 e passou para a UNI, no seu ano de abertura, e passou a ter médias de 18 que ele diz que era por estar mais perto de casa, ... que utilizou o portal do governo com a indicação de falsas habilitações que ele NUNCA conseguiu provar serem verdadeiras, ... e por aí em diante
Não sei se estará mais possesso, dizia eu do que em todas as outras ocasiões já referidas, mas lá que está ferido no alto do seu orgulho e arrogância ... está!
Ficamos então agora à espera da próxima sondagem.
Não a do primeiro ministro mais mentiroso de sempre mas sim, a do PORTUGUÊS MAIS MENTIROSO DE SEMPRE.

quinta-feira, 27 de março de 2008

NOVA COLECÇÃO ...

... acabadinhas de chegar e já preparadas para a próxima manifestação.








Ou muito me engano ou nem sequer vão ter tempo de aquecer antes de entrarem em campo ...



A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA ...

Depois da FIDELIDADE no casamento, vem aí o "Divórcio na Hora".


terça-feira, 25 de março de 2008

ESTE PAÍS JÁ CANSA ...

Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS

É cada vez mais importante ouvir estas vozes dissidentes.
Lentamente, muito lentamente... começam a aparecer.

1.
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.
Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer
neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.

2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?
Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres? Criar mais desemprego? nviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos.
Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia parte dos regimes democráticos.

3.
Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se
estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares?
Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.

4.
Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os
deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.
Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?

5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!
O país cansa!
Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais exigentes.
Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

segunda-feira, 24 de março de 2008

DÁ-ME O TELEMÓVEL ... JÁ!!!!!

Mário , Crespo, Jornalista
Tira os adjectivos e ficas com os factos.
Atticus Finch advogado no Alabama, in Não matem a cotovia - Harper Lee. Vi há semanas uma excelente encenação do Cândido de Voltaire, no Maria Matos, em Lisboa. Uma das personagens, o filósofo germânico dr. Pangloss, que encontrava sempre um aspecto redentor em praticamente tudo (já que este era o melhor dos mundos possível), ao desembarcar na frente ribeirinha de Lisboa no dia do terramoto de 1755, vê tudo destruído e no meio das ruínas a gentalha a pilhar num saque sanguinário.
Questionado por Cândido sobre o que era aquilo, responde
"... Isto é o fim do Mundo".
Pivot
Boa noite, uma professora foi agredida na escola Carolina Michaëlis, no Porto.
A cena foi registada em vídeo por um telemóvel e divulgada no YouTube.

(Segue Vídeo 1' 10")

Se o incurável optimista Pangloss tivesse visto o vídeo da aula de Francês no 9.º C, só podia ter comentado que era o fim do Mundo. E foi. O vídeo, a boçalidade dos comentários de quem filmou, os ataques selváticos de quem atacou, a birra criminosa da delinquente a quem tiraram o telemóvel, a indiferença da maioria da turma pelo horror do que se estava a passar mostram o malogro do sistema administrado pelo Ministério da Educação.

"Ha… ha… ha...ha...ha""DÁ-ME O TELEMÓVEL!"

Há um caso exemplar no historial governativo socialista onde Maria de Lurdes Rodrigues podia ir buscar inspiração. Em Março de 2001, depois da queda da ponte de Entre-os-Rios, o ministro da tutela anunciou que se demitiria com efeitos imediatos. Foi a maneira consciente de mostrar responsabilidade.

"Sai da frente... sai da frente!"

Por favor, façam-me a justiça de não considerar sequer que estou a fazer comparações. A enorme crise que atravessa o sistema educativo em Portugal e a queda de uma ponte cheia de pessoas em cima, com as consequentes fatalidades, são situações de gravidade específica que não toleram comparações. O que digo é que a decisão de Jorge Coelho de se retirar de funções porque a ponte de Entre-os-Rios era responsabilidade de vários departamentos do seu ministério, é o modelo de comportamento governativo.

"Ó Rui, ó Rui, ó Ruizinho!"

Maria de Lurdes Rodrigues tem um tremendo desastre entre mãos e contribuiu directamente para ele com as suas políticas de desrespeito de toda a classe docente e com o incompreensível arrazoado de privilégios estatutários garantísticos aos discentes, que estão a condenar toda uma geração e a comprometer o futuro de todo um país.

"Ó gorda, ó p (...), sai daí!"

Depois de todos termos, finalmente, visto aquilo que realmente se passa nas nossas escolas, nada pode ficar na mesma. A DREN, que já se devia ter ido embora no escândalo do professor Charrua, tem de sair porque aquela gente obviamente não sabe o que está a fazer. O Conselho Directivo da Carolina Michaëlis tem de ser imediatamente substituído por gente capaz de proibir telemóveis e de impor (não tenham medo da palavra), impor, um ambiente de estudo na escola pública. Reparem que durante o desacato e o linchamento da professora nenhum dos alunos abre a porta da sala de aulas e pede ajuda.

"Sai da frente... sai da frente!"

Isso atesta que já não ocorre aos próprios alunos que haja na escola alguém capaz de impor disciplina e restabelecer a ordem.

"Olha a velha vai cair!"

Por isto a Turma do 9.ºC tem de acabar! Por uma questão de exemplo, os alunos têm de ser dispersos por outras turmas e o 9.º C deve ficar com a sala fechada o resto do ano, numa admoestação clara de que este género de comportamento chegou ao fim. Maria de Lurdes Rodrigues não pode ficar à espera de receber outra vez o apoio do primeiro-ministro. Depois disto, é seu dever sair do cargo. E não é, como diz constantemente, a mais fácil das soluções. É a medida necessária para que haja soluções.

A saída da ministra é, viu-se agora, uma questão de segurança nacional. É a mensagem necessária para a comunidade escolar, alunos e professores, entenderem que o relaxe, a desordem e o experimentalismo desenfreado chegaram ao fim. Que não há protecção política que os salve já da incompetência do Ministério, da DREN e de tudo o mais que nestes três anos nos trouxe à vergonhosa situação que o vídeo do YouTube mostrou ao país e ao Mundo.

Uma questão mais os sindicatos viram as imagens de um crime a ser cometido em público contra uma professora. Façam o que devem. Façam as devidas queixas-crime contra a aluna agressora e contra quem filmou e usou abusiva e ilegalmente da imagem da professora a ser martirizada. O crime foi visto por todos. O Ministério Público tem competência para mover o adequado processo contra esses alunos. Cumpram o vosso dever sem tibiezas palavrosas. Já não se pode perder mais tempo com disparates. Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras

http://jn.sapo.pt/2008/03/24/opiniao/dame_o_telemovel_ja.html

sábado, 15 de março de 2008

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS - MANIFESTO "ANTI-LURDES"


Basta pum, basta!!!
Uma geração de professores que consente deixar-se representar por uma Lurdes é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
Uma geração de professores com uma Lurdes a cavalo é um burro impotente!
Uma geração de professores com uma Lurdes ao leme é uma canoa em seco!
A Lurdes é uma cigana!
A Lurdes é meio cigana!
A Lurdes saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ela faz!
A Lurdes pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas!
A Lurdes é uma habilidosa!
A Lurdes veste-se mal!
A Lurdes usa ceroulas de malha!
A Lurdes especula e inocula os concubinos!
A Lurdes é Lurdes!
A Lurdes é Maria!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
A Lurdes fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!
E a Lurdes teve claque! E a Lurdes teve palmas! E a Lurdes agradeceu!
A Lurdes é uma ciganã!
Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como a Lurdes! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Lurdes!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
A Lurdes nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
A Lurdes é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro!
A Lurdes é um soneto dele-próprio!
A Lurdes em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.
A Lurdes nua é horrorosa!
A Lurdes cheira mal da boca!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
A Lurdes é o escárnio da consciência!
Se a Lurdes é portuguêsa eu quero ser espanhol!
A Lurdes é a vergonha da intelectualidade portuguesa!
A Lurdes é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar a Lurdes!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó da Lurdes!
E ainda há quem duvide que a Lurdes não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!
Vocês não sabem quem é a soror Mariana da Lurdes? Eu vou-lhes contar:
(...)
Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela gritar desalmadamente plo seu Noel. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral da Lurdes.
A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana-alLurdescufurado que tinha cheliques e exageros sexuais.
Continue a senhora Lurdes a escrever assim que há-de ganhar muito com o Alcufurado e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes pró seu monumento erecto por subscrição nacional do "Século" a favor dos feridos da guerra, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Maria de Lurdes, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta "Maria Lurdes" e pasta Lurdes prós dentes, e graxa Lurdes prás botas e Niveína Lurdes, e comprimidos Lurdes, e autoclismos Lurdes e Lurdes, Lurdes, Lurdes, Lurdes... E limonadas Lurdes- Magnésia.
E fique sabendo a Lurdes que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é a Lurdes que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.
E fique sabendo a Lurdes que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.
Mas julgais que nisto se resume literatura portuguesa? Não Mil vezes não!
Temos, além disto o Chianca que já fez rimas prá Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos Castelhanos pra ser a derrota do Chianca.
E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avózinha! E as infelicidades de Ramada Curto! E o talento insólito de Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só pra homem do ilustríssimos excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o frei Matta Nunes Moxo! E a Inês Sifilítica do Faustino! E as imbecelidades do Sousa Costa! E mais pedantices da Lurdes! E Alberto Sousa, a Lurdes do desenho! E os jornalistas do Século e da Capital e do Notícias e do Paiz e do Dia e da Nação e da República e da Lucta e de todos, todos os jornais! E os actores de todos os teatros! E todos os pintores das Belas-Artes e todos os artistas de Portugal que eu não gosto. E os da Águia do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez do Oldemiro César e o Dr. José de Figueiredo Amante do Museu e ah oh os Sousa Pinto hu hi e os burros de cacilhas e os menos do Alfredo Guisado! E (o) raquítico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Lucta a quem Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Arte(s)! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camacho, os Cunha, os Carneiro, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mântua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas e todas as Lurdes que houver por aí!!!!!!!!!
E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!...
E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa da Lurdes!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus!
O entulho das desvantagens e dos sobejos!
Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!
Morra a Lurdes, morra! Pim!
José de Almada Negreiros
Poeta d'Orpheu
Futurista E Tudo

terça-feira, 11 de março de 2008

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES EM LISBOA

Afinal não havia só comunistas, também havia socialistas ... e que socialistas.
Na foto a mulher de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa ... aos gritos !!!!



segunda-feira, 3 de março de 2008

PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA 2/3 DE 5 DE OUTUBRO

Plano de Recuperação

Aluna nº 1; Turma: 1;
Nome: MARIA DE LURDES RODRIGUES
Enc. Educação: Ela própria
Morada: Avenida 5 de Outubro, nº 107, 1069-018 Lisboa



Dificuldades diagnosticadas:


· Deficiente capacidade de relacionamento interpessoal (tem dificuldade em olhar as pessoas de frente, não respeita opiniões diferentes da sua, distorce a realidade à medida dos seus interesses;

· Falta de pré-requisitos (deveria saber algo sobre a escola e sobre o seu modo de funcionamento antes de começar a dizer que está tudo mal e produzir legislação em catadupa e antes de ser demonstrada a sua necessidade);


· Deficiente domínio da Língua Portuguesa (confunde a palavra “Professor” – nome comum concreto, com os adjectivos “malandro”, “incompetente”, “baldas”, “ocioso”, entre outros.



Propostas para a recuperação da aluna:

· Frequentar workshops sobre relacionamento interpessoal – recomenda-se em particular o desenvolvimento das capacidades de ouvir os outros, pensar pela sua cabeça e agir em seguida;

· Leccionar aulas numa escola do ensino público onde poderá demonstrar as suas brilhantes qualidades de condutora de jovens, professora, confidente, amiga e, por fim, mãe…

· Relacionar-se com membros dessa classe marginal que são os professores para estudar a origem das suas limitações e comportamentos desviantes, de modo a apresentar alternativas válidas para a sua integração como cidadãos de pleno direito, na sociedade.




O Director de Turma: Hélder Figueira

domingo, 2 de março de 2008

OPOSIÇÃO vs GOVERNO

Em Portugal, o poder de compra caiu de tal modo que até a classe média está a sentir na pele essa queda.
No seu estilo, o Bloco de Esquerda atacou o Governo com o seguinte argumento:
- Temos a situação tão degradada com os valores éticos, sociais e morais a ser postos quotidianamente em causa por este Governo, que até universitárias estão a começar a prostituir-se.
A resposta de Sócrates não se fez esperar:
- Em primeiro lugar, este Governo não recebe lições de ética, nem quaisquer outras, de ninguém; em segundo lugar e como é apanágio de V.Ex.ª que já nos habituou à distorção sistemática da realidade, o que acontece é exactamente o oposto: a situação é tão boa que até as prostitutas já são universitárias!

O CHEIRO DOS POLÍTICOS

.
Os políticos e as fraldas
devem ser mudados frequentemente
e pela mesma razão.
.

PORQUÊ QUE A CONFAP APOIA CEGAMENTE A MINISTRA DA EDUCAÇÃO

E já agora, fiquemos a saber porque razão o sr. Albino Almeida, Presidente da CONFAP, apoia cegamente a Ministra da Educação e espuma ódio aos professores.
Sem palavras!

Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720).

Recebeu ainda, mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115).

Trata-se de uma organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra.
Perante isto, que se pode esperar do apoio que o sr. Albino Almeida dá à ministra ?
Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro, ou não é?

QUE RICO PAR ... COM O EMPLASTRO

Os beijinhos da ministra.
Maria de Lurdes Rodrigues e o major Valentão.

Não poderia ser melhor o par !!!!!!!

No primeiro dia de Março, a ministra mais contestada do Governo, Maria de Lurdes Rodrigues, foi a Gondomar falar sobre educação (!?).
Para comentar as manifestações de milhares de professores na rua esteve indisponível. Mas para receber uma oferta das mãos do presidente da câmara, trocar dois beijinhos com Valentim Loureiro e sorrir a uma graçola do major sobre o «apito dourado» foi toda sorrisinhos.
Claro que a situação da educação em Portugal é séria, enquanto este episódio não passa de uma anedota. Mas fica mal a um membro do Governo expor-se a este tipo de situações. Mas esta ministra não se importa do ridículo e da colagem. Soube-lhe bem e sentiu-se bem ao lado do major, um dos símbolos do processo corrupto do Apito Dourado. E até gostou de receber a caravela de prenda. Não levou peças em ouro ... levou a caravela! Bonito!!
Na prática, o presidente da câmara, que também é um dos principais arguidos num caso de corrupção desportiva, aproveitou a presença da ministra para tentar, mais uma vez, esvaziar o julgamento do «apito dourado».

E Maria de Lurdes Rodrigues sorriu.

E já agora, fiquemos a saber porque razão na mesma mesa, a aplaudir a Ministra e a espumar ódio aos professores, estava lá um emplastre que faz gala em aparecer sempre ao beija-mão da ministra. Sabem PORQUÊ?

Sem palavras!

Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720).

Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115). Trata-se de uma organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra.

... dá para perceber muita coisa, não dá? Muito histerismo hipócrita ... Pudera !!!!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

PROTESTO DOS PROFESSORES EM AVEIRO

É o culminar de algumas iniciativas espontâneas que se têm verificado mais recentemente.
Em 16 de Fevereiro, dezenas de pessoas convocadas por SMS, manifestaram-se à porta da sede do PS em Lisboa quando este se reunia com professores socialistas.
A 23 de Fevereiro, mais de 2 mil professores, juntaram-se nas Caldas da Rainha, Leiria e Porto. Antes disso, já em Aveiro um grupo de professores de Eixo, fazia uma vigília.
A 26 de Fevereiro, 3.000 professores desfilaram em Coimbra. Nos dias seguintes em Viseu, Guarda e Castelo Branco juntaram-se mais de 5.000 professores.
Dia 8 em Lisboa, espera-se a MAIOR MANIFESTAÇÃO de sempre contra o Ministério da Educação que de ,tem muito pouco.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

POLÍTICA E JORNALISMO - PROMISCUIDADE E OPORTUNISMO

Pois é ... se dúvidas houvesse de que este governo não dorme, não há nada como um "tachinho" para a mulher do senhor director da SIC, irmão do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, não é verdade?
Depois do controlo absoluta na RTP, que tal uma lança agora em África?
Porquê que Sócrates não mexeu nos privilégios e regalias da classe mais favorecida em Portugal - os jornalistas - logo a seguir aos corruptos que há do melhor em Portugal e se movimentam na política?
Como é que se diz da mulher de César, como é?
Ahhhhhh ... afinal vocês sabem, não sabem? Então contem lá essa ao ... director da SIC!
.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

"PROFESSORESZECOS" - UMA NOVA CLASSE DE PROFESSORES A EMERGIR

O incrível sucedeu.

Este mês a ministra da educação foi à assembleia da república e alguns deputados do PS questionaram-na sobre algumas das suas políticas da educação.
Confrontada com essas dúvidas o que faz a ministra... Responde ?

Não...

Acusa antes os deputados de ao colocarem dúvidas estarem a dar voz aos "professorezecos"...
Assim mesmo, os "professorzecos".
(Clicar em cima para ampliar)

http://educar.files.wordpress.com/2008/01/ps.jpg

Esta notícia foi publicada no Público, mas, por alguma razão, passou praticamente despercebida, ...

PROPAGANDA E PETER PAN - ASSIM VAI A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL

Público - 20.02.2008
Santana Castilho - Professor do ensino superior


A avaliação do desempenho dos professores é a referência mais recente e persistente na demagogia do discurso de Sócrates
No Parlamento, a 13, e na SIC, a 18, Sócrates falou duma Educação virtual, dum país que não existe senão no imaginário dele. Em qualquer dos locais, o homem cavalgou uma onda autista. Falou do que quis, mas não do que é. Como se estivesse num comício do PS, despejando propaganda sobre os fiéis. Parafraseando Churchill, o êxito dele não é mais que ir de fracasso em fracasso, mantendo o entusiasmo.
A avaliação do desempenho dos professores é a referência mais recente e persistente na demagogia do discurso de Sócrates. Com a arrogância que lhe conhecemos, tem falado dela com a mesma ligeireza com que projectou vivendas sobre estábulos ou prestou provas de licenciatura por fax.

Não é verdade que durante 30 anos não tenha havido avaliação de desempenho dos professores, como não se cansa de repetir, ou que os professores não queiram ser avaliados, como insinua. A questão reside na substituição de um modelo de avaliação ineficiente, o que existia, por outro, escabroso, o que propõe, que, se se consumar, trará mais caos ao caótico sistema de ensino. Nenhuma organização séria, seja pública ou privada, propõe mudar seja o que for, neste quadro, sem permitir (e mais que isso, fomentar e promover) o envolvimento dos visados na construção do processo.

A avaliação do desempenho só vale a pena, se for concebida como instrumento de gestão do desempenho. Quer isto dizer que o seu fim primeiro é identificar obstáculos ao desenvolvimento das organizações, removendo-os, e não castigar pessoas. Dito doutro modo, as instituições maduras preocupam-se hoje mais com a apropriação por parte dos colaboradores dos valores que, intrinsecamente, geram o sucesso e melhoram o desempenho do que com os instrumentos que, extrinsecamente, o promovem.

Porque o primeiro-ministro não tem tempo para ler esses estudos, quando na SIC deu o exemplo dos Estados Unidos da América, ignorava, por certo, que a introdução, aí, do indicador "resultados obtidos pelos estudantes", logo fez aparecer professores a treinarem alunos nas técnicas de copiar nos exames.

Ou ainda, quando invocou a França, se esqueceu que a avaliação do desempenho dos professores franceses (que mostrou desconhecer) não impediu o descalabro do respectivo sistema educativo. Lá, como cá (ainda não tivemos Lisboa a arder como eles já tiveram Paris), é a desregulamentação da sociedade e a desagregação da escola pública que tornou os menores franceses o grupo mais representativo nos delinquentes cadastrados (quase 20 por cento).

Sem discutir a bondade dos fins, o que afasta qualquer democrata honesto do primeiro-ministro é a teimosia em que este persiste: porque julga que o fim é bom, despreza os meios e os processos, como fazem os ditadores. Uma questão deste melindre e com as implicações sociais que lhes estão associadas, obrigaria sempre a ponderações criteriosas das soluções e à sua testagem antes da aplicação. Não entender isto, compactar tudo em prazos irreais, persistir na defesa das trapalhadas normativas do ministério, mesmo depois de, por quatro vezes, quatro tribunais administrativos distintos aceitarem providências cautelares sobre a matéria, é reagir como um menino grande, que manipula o brinquedo do poder sem qualquer sentido de Estado.

Quando Sócrates fala de números em Educação, já sabemos o que vai dizer, porque repete sempre o mesmo. Na SIC, Nicolau Santos, jornalista familiarizado com estatísticas, deveria tê-lo confrontado com as mais fresquinhas do INE: durante o Governo de Sócrates o desemprego aumentou 6,5 por cento e, dentro deste, o aumento do desemprego dos licenciados ultrapassou os 63 (sessenta e três) por cento. Este sim é o país real.


O resto são fantasias de Peter Pan.
.

PROFESSORES - UMA CLASSE A LUTAR PELA EDUCAÇÃO E PELA PROFISSÃO

Os professores andam FARTOS de serem enchovalhados, do ensino se tornar numa vulgaridade sem mérito, da escola estar a ser transformada numa enorme sala de aula sem educação e disciplina, sem aprendizagem e sem ensino.
A INDEPENDÊNCIA de ser professor está em risco por via de uma avaliação que tenha em vista resultados positivos pré-definidos.
Este fim de semana foram vários milhares de professores que manifestaram a sua INDIGNAÇÃO. Escola EBI de Eixo (Aveiro), Porto, Caldas da Rainha, Leiria.


Para contrabalaçar, o Ministério da Educação, AGENDOU para amanhã um programa a que eles intitulam "Prós e Contras" convidando a Ministra para estar presente e responder a perguntas de convidados previamente seleccionados. A fazer lembrar aquelas entrevistas ao nosso primeiro ministro, combinadas previamente para não o comprometerem.
Sabendo-se que este é um programa mais do tipo "Prós e Prós", estamos à espera de mais uma saída em beleza da Ministra, com toda a gente cheia de dúvidas mas ela com a noção de que tudo vai bem, está a correr bem e ... com tranquilidade.
A Fátima Campos Ferreira, saberá dar a volta, evitar perguntas incómodas e directas, convidar gente do "sistema". Não é por acaso que os jornalistas andam calados com toda esta pouca vergonha e escondem "revelações" processuais chave ou evitam perguntas fundamentais incómodas. Não é porque não saibam o que se passa, NÃO, mas lá que há muita gente besuntada ...