BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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quarta-feira, 23 de julho de 2008

LUIS DE MATOS NÃO FARIA MELHOR !!!

O país não melhora chamando profissional a um ensino sem oficinas nem laboratórios nem diplomando o analfabetismo. A Comissão Europeia tornou público mais um relatório, o quinto, sobre a distância que separa os sistemas educativos europeus do cumprimento das metas para 2010, estabelecidas pela Estratégia de Lisboa, em 2000. Como Portugal não está bem na fotografia, logo o inefável Valter Lemos se apressou a desvalorizar as constatações de Ján Figel, comissário europeu da Educação, alegando que os números não traduzem a "aceleração" dos últimos tempos.

São assim, estes governantes: se os números são bons, loas a eles; se os números são maus, toca a torcê-los. Estou farto de relatórios e dos bonzos da estatística, mas socorro-me deste para denunciar a glorificação da asneira promovida pelos pigmeus da política e para clarificar que a "aceleração" de que falam é simples manipulação de números e mistificação de resultados. Diz o relatório que, em 2007, 36 por cento dos jovens portugueses abandonaram a escola sem concluir o ensino secundário.

A média de abandono para esse nível de ensino na Europa não chega a 15 por cento e o objectivo da Estratégia de Lisboa é reduzi-lo a 10. O governo tem anunciado o sucessivo crescimento do ensino profissional como o facto que mais tem contribuído para a diminuição da taxa de abandono. É uma insistência que cansa. Recordo o que aqui já escrevi e é bem conhecido por quantos estão no terreno: o país não melhora chamando profissional a um ensino de papel e lápis, sem oficinas nem laboratórios, diminuindo exigências ao nível da fraude e diplomando o analfabetismo. Estes cursos, insidiosamente anunciados como o futuro dos nossos filhos e magicamente facilitadores duma entrada na universidade, terminarão com uma desilusão do tamanho da ilusão que vendem.

Quando daqui a anos os factos me derem razão, perceber-se-á que garantir equivalência a diplomas escolares com cursos de jogadores de futebol não passa de malabarismo rasca para manter na escola todos os que antes a abandonavam. A "aceleração" dos anos 80 gerou universidades de vão de escada e um crescimento desordenado do ensino superior, que terminou nos tribunais, nas falências, no descrédito e num desemprego de doutores que, só no reinado de Sócrates, cresceu 63 por cento. Mas não impediu, duas décadas mais tarde, a glorificação de nova asneira. Quando os factos lhes caem em cima, julgam que os políticos mudam de ideias e corrigem as políticas? Não! Eles preferem mudar os factos.

Esperemos para ver reacções mais elaboradas a uma constatação do relatório, segundo o qual a iliteracia, que a Estratégia de Lisboa queria diminuir de 20 por cento até 2010, afinal... aumentou. Disse Figel, desvalorizou Valter, que um quarto dos jovens portugueses não sabe ler ou interpretar o que lê. Naturalmente que esse é o resultado da orientação do ensino para a facilidade suprema, para a despromoção do rigor e da exigência que a ministra, secretários de Estado e gurus do eduquês têm promovido.
Disse-se que "os chumbos são um mecanismo retrógrado, antigo" e que "facilitismo é chumbar".
Disse-se aos adultos que chegou a altura de terem "a escolaridade obrigatória sem frequentar a escola" e aos jovens que podem nem sequer lá pôr os pés que não reprovam por isso.
Esperava-se que tais dislates promovessem o saber? O milagre da Matemática e a farsa dos exames nacionais foram chocantes. A facilidade de muitas provas colheu a unanimidade dos observadores. Mas a ministra diz que são meras opiniões, não sustentadas por factos.

Perguntas mal formuladas não são factos.
Perguntas a tresandar a ideologia de pacotilha não são factos.
Respostas erradas, mandadas considerar como certas, não são factos.
Glossários e formulários indigentes fornecidos aos alunos, não são factos.
Grelhas paranóicas de classificação, que reduziram a zero a autonomia dos professores, não são factos.
Facto é que os 25 por cento de analfabetos funcionais, apontados pelo comissário europeu, são antes os acelerados de Valter Lemos.
Luís de Matos não faria melhor!

Santana Castilho, professor do ensino superior

quarta-feira, 16 de julho de 2008

AO PONTO A QUE CHEGÁMOS ...

Via email, acabo de receber um documento incrível que ilustra bem ao ponto a que este Ministério da Educação fez chegar as escolas. Do Agrupamento das Marinhas, vale a pena clicar no documento para o aumentar e ler.
Para ler atentamente.
De boca fechada.
De facto, anda tudo doido, mas há uns que andam mais doidos que outros !!!!

terça-feira, 8 de julho de 2008

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES - UMA ANALOGIA INTERESSANTE

Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos. A carreira seria dividida em duas: Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados.

Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.

A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal.

Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo? Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora... Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos(des)governantes...

sábado, 5 de julho de 2008

PORREIRO, PÁ ... JÁ SOMOS TODOS BONS A MATEMÁTICA

De repente ... de um ano para o outro ... somos um país de matemáticos.

Assim SIM, vale a pena termos orgulho em sermos portugueses.

2+2=4 ... pois claro
Sendo a aprendizagem um processo gradual e contínuo, este Ministério consegue o milagre das notas.

"Rapidamente e em força", de um momento para o outro, a taxa de reprovação baixou de 18% para 7%. A média obtida foi de 14 valores, 3,4 valores acima do que se verificou em 2007, ano em que pela primeira vez a média obtida por estes alunos foi superior a dez valores. VALENTE!

Já tinhamos o milagre das rosas, agora conhecemos o milagre da ministra da avaliação.

"São boas notas, meu senhor".

Só falta aprender a fazer melhor as cruzinhas nos exames de português !! ehehehe

E daqui a uns anos vamos ver quem governa este país!!

Consulte aqui o quadro de exames nacionais

sexta-feira, 4 de julho de 2008

APRENDER (E SABER) PORTUGUÊS COM CRUZINHAS

AQUI tinha feito esta denúncia:

"Uma prova que pouco mais exigia que fazer algumas cruzinhas nas perguntas de escolha múltipla. Uma prova de PORTUGUÊS onde poucas vezes se pedia para ESCREVER"

Deste vez, e uma vez mais, surge mais uma voz importante na denúncia desta enorme mentira que são os exames e cada vez mais o "ensino" em Portugal - Mª Filomena Mónica. Vale a pena ler o seu artigo hoje pulicado no Jornal Público a este respeito.

O Ministério da Educação, na sua política autista e incompetente, não olha a meios para atingir fins estatísticos para propaganda barata. Razão tinha Scolari: "E o burro sou eu?"

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O FUTURO AGORA, ESTÁ MAIS PARA A CIGARRA DO QUE PARA A FORMIGA


- Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!
- Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
- Empresário: Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
- Ministro: E que habilitações ele tem?!
- Empresário: Tem o 12.º completo.
- Ministro:O que ele sabe fazer?!
- Empresário:Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas damanhã!
- Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000€, agrada-te?!
- Empresário:Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma desgraça não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!
- Ministro: Sim, um lugar de Secretario já se ganha 3000€ ! ...
- Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada volta dos 600/700€ ???
- Ministro: Eh pá, isso não, para esse ordenado tem de ser Licenciado, falar Inglês e dominar Informática!!!...

sábado, 28 de junho de 2008

DA PROMISCUIDADE EDUCATIVA À MINISTRA DA AVALIAÇÃO E AO MINISTÉRIO DA ESTATÍSTICA

A ministra já tinha avisado que "chumbar" era a via do facilitismo.
Chumbar, era igualmente um custo "muito elevado" por aluno.

Os professores de Matemática da escola Tomás Cabreira já tinham denunciado isto em comunicado.
Esta constante e permanente pressão que o ministério exerce sobre os professores para seguir a via do sucesso a martelo e a qualquer preço, já há muito que tem vindo a ser denunciado.
Como têm vindo a apresentar queixa contra este FACILITISMO e PROMISCUIDADE EDUCATIVA e CULTURAL, várias associações de professores.

As provas e exames passaram a ser BÁSICAS, extremamente elementares.

Agora, até a "insuspeita" Margarida Moreira, quer que as correcções das provas se façam por critérios que elevem" a média" do sucesso a martelo.

Às vezes pasmo com tanta admiração pelo que está a acontecer no ensino em Portugal

Mas então digam-me lá uma coisa:

Sócrates não tirou o "diploma" ao domingo? Das 31 cadeiras que tinha de fazer, não lhe deram equivalência a 26? das 5 que sobraram, 4 não foram dadas pelo mesmo professor Morais, o amiguinho do peito? A outra, Inglês Técnico não foi dada pelo reitor, preso por falsificação de documentos? Já para não falar nos bilhetinhos pessoais em papel timbrado da Secretaria de Estado do Ambiente.


ENTÃO estavam à espera DE QUÊ?

HONESTIDADE? RIGOR? MÉRITO? TRABALHO?

... ora, ora, ... se o exemplo de OPORTUNISMO e de FACILITISMO vem do 1º ministro ...

domingo, 8 de junho de 2008

JOGO ANTI-STRESS

É professor? Vai entrar em avaliações?
Tem algum aluno em risco de chumbar? É contra o facilitismo?
Então não entre em stress. Distraia-se e jogue!
Não entre em "parafuso"

Aguarde um pouco ... deixe "carregar" o jogo.


quinta-feira, 29 de maio de 2008

OS PROFESSORES DE MATEMÁTICA, E O FACILITISMO DA MINISTRA

Declaração aprovada por unanimidade na última reunião do

Departamento de Matemática da Escola Secundária Tomás Cabreira

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---- Em reacção às recentes declarações da Senhora Ministra da Educação, foi apresentada para discussão a seguinte declaração:
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DECLARAÇÃO
.
Relativamente às recentes declarações da Senhora Ministra da Educação, em que se mostrou preocupada com o insucesso escolar, afirmando que “os chumbos é que são facilitismo”, os professores do Departamento de Matemática da Escola Secundária de Tomás Cabreira, reunidos em 30 de Abril de 2008, declaram o seguinte:
Denunciamos a distorção do conceito correspondente ao termo “facilitismo”, tendo em conta a realidade e a vivência concreta na maioria das escolas portuguesas, onde os professores são constantemente pressionados para passarem alunos que não atingem os objectivos mínimos das respectivas disciplinas.
Sublinhamos a explicitação, por parte da tutela, das verdadeiras razões que sustentam a preocupação com o insucesso, razões, quer de ordem economicista – chegando a argumentar com o preço de 3000 euros a que fica cada “chumbo” –, quer de ordem estatística – pretendendo comparar níveis de sucesso de países com realidades sociais que não são comparáveis;
Não obstante não enjeitarmos a responsabilidade que nos cabe na parte em que a Senhora Ministra afirma que não é com “chumbos”, mas com mais trabalho dos professores que se atinge o sucesso, não deixamos de lamentar que a tutela continue a enviar a falsa mensagem aos alunos e respectivas famílias de que os professores trabalham pouco, em vez do apelo, que vem tardando, de estudo, rigor, trabalho e disciplina nas aulas para a maioria dos alunos e maior acompanhamento e exigência, por parte de muitas famílias, no sentido de cumprirem plenamente o papel que lhes cabe na educação dos filhos;
Atendendo ao momento em que foram proferidas – perto do final de ano lectivo –, classificamos de irresponsáveis as declarações da Senhora Ministra da Educação, pela pretensão de condicionamento dos professores no processo de avaliações que se avizinha.
Mais declaramos que a mensagem de desresponsabilização dos alunos e respectivas famílias, essa sim, hipoteca o futuro dos nossos jovens e do País num mundo global cada vez mais exigente.
Depois de discutida, a declaração foi aprovada, por unanimidade, pelos professores do Departamento.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

PROVAS DE AFERIÇÃO - "UMA CENA FIXE E BUÉ DE FÁCIL"

Esta é a prova de aferição de Português do 6º ano. Exactamente, do 6º ano!!

Tal como se suspeitava, os exames e as provas e tudo o que possa ser para avaliar ou aferir, serão cada vez mais fáceis. Foi assim no passado com esta ministra, é no presente e, já se começa a perceber que o facilitismo será igualmente risonho no futuro.

Uma prova que pouco mais exigia que fazer algumas cruzinhas nas perguntas de escolha múltipla. Uma prova de PORTUGUÊS onde poucas vezes se pedia para ESCREVER.

Uma autêntica brincadeira de garotos, ao nível de uma criança do 4º ano, como refere Edviges Ferreira, vice-presidente da Associação de Professores de Português tal como acontecera igualmente com a prova de aferição de Matemática que, segundo Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática a classificou de "ridiculamente fácil" e de um "teste de uma simplicidade infantil, com muito pouco a ver com a Matemática".




sábado, 24 de maio de 2008

PROFESSORES DOMINAM AS QUEIXAS AO PROVEDOR


Protestos de professores fazem disparar queixas na Provedoria de Justiça
O relatório anual da Provedoria de Justiça de 2007, enviado esta semana para a Assembleia da República, regista um aumento do número de queixosos de 22 por cento, relativamente ao ano anterior, totalizando 10.021 participações.

Este acréscimo decorreu sobretudo de problemas relacionados com o emprego na administração pública, sobretudo no sector da educação.

As queixas relativas à função pública (859 novos processos) assinalaram um crescimento de 37 por cento, colocando o tópico no primeiro lugar dos assuntos mais reclamados ao provedor de Justiça.

Em 25 por cento destes processos a iniciativa pertenceu a professores, por causa do concurso de ingresso na categoria de professor titular.

Em muitos casos, o "volumoso número de queixas" mereceu a concordância de Nascimento Rodrigues, que decidiu enviar um ofício à ministra da Educação, recomendando medidas para corrigir "flagrantes injustiças" originadas no concurso.
Apesar de a ministra da Educação não ter dado resposta positiva às propostas de Nascimento Rodrigues, já este ano o Tribunal Constitucional veio confirmar uma das reservas feitas então pelo provedor.

A impossibilidade de os professores temporariamente dispensados da componente lectiva concorrerem a titulares foi declarada inconstitucional e a tutela vai mesmo ter de fazer um concurso extraordinário.

terça-feira, 20 de maio de 2008

SÓCRATES PEDE DESCULPA E NÃO PAGA POR FUMAR MAS ... PAGA E NÃO PEDE DESCULPA POR DIFAMAR !!

O jornalista José António Cerejo processa José Sócrates.

Sócrates diz que são tretas de Cerejo. Um caso de 2001.


Hoje, 20-5-2008, José Sócrates foi condenado pelo Tribunal da Relação de Lisboa a pagar uma indemnização de 10 mil euros ao jornalista José António Cerejo do Público por danos morais e materiais.

Dizia José Sócrates, na altura ministro do Ambiente, em que este acusava José António Cerejo de ser “leviano e incompetente”, de padecer de “delírio” e de servir “propósitos estranhos à actividade de jornalista”.

Para quem é tão arrogante como ele ... deve-lhe estar a doer muito, ai se deve!!

Mas a grande questão ainda é a de saber como é possível este José Sócrates, um pseudo-engenheiro, que diz que tirou um curso e um pós graduação que já toda a gente sabe COMO FOI e ONDE FOI e que, ainda por cima, MENTIROSO como tem sido, assume a paternidade de uns pseudo PROJECTOS de engenharia/arquitectura de fazer arrepiar qualquer mestre de obras com a 4ª classe, ainda é capaz de chamar alguém de "incompetente e leviano"? E mesmo depois daquelas "istórias" MUITO MAL CONTADAS das fotocópias na Assembleia da República também ainda tem o descaramento de falar em "propósitos estranhos à actividade"?

Estamos na Europa ou isto já é o Burkina Faso, com todo o respeito por esse país africano?

MAIS UM PROFESSOR A DESISTIR !!!!

Domingo, 20 de Abril de 2008

Aos meus alunos, aos Pais dos meus alunos, aos professores e a todos os meus concidadãos. Tenho cinquenta e tal anos de idade, trinta e muitos dos quais como docente no ensino secundário e no ensino superior.

Fiz a Licenciatura com 16 valores, o Estágio Pedagógico com 18 e um mestrado em Ciências da Educação com Muito Bom.
Dediquei a minha vida à Escola Pública. Fui Presidente do Conselho Executivo (dois mandatos), orientador de estágio pedagógico (3 anos), delegado de grupo / coordenador de departamento (dois mandatos), Presidente do Conselho Pedagógico (um mandato) e director de turma durante vários anos.
Nos últimos tempos leccionei no ensino superior, com ligação permanente à formação de professores. Desempenhei vários cargos pedagógicos, participei em múltiplos projectos e desenvolvi dois trabalhos de elevado valor científico.
Entretanto, regressei ao ensino secundário e à minha escola de origem. Alguns dos antigos colegas, embora mais novos do que eu e com menos tempo de serviço (compraram o tempo, explicaram-me depois) já se tinham reformado. Eu também já tinha idade, mas faltavam-me alguns meses para o tempo necessário quando mudaram as regras do jogo.

E como se não bastasse a alteração dessas regras, é aprovado, entretanto, um novo estatuto para a carreira docente. E logo de seguida é aberto o concurso para professores titulares. Um concurso para uma nova categoria onde eu não tinha lugar! Não reunia condições. Mesmo com um Mestrado em Ciências da Educação e sem ter dado uma única falta nos últimos sete anos, o meu curriculum valia, apenas, 93 pontos! Faltavam 2 pontos para o mínimo exigido a quem estivesse no 10º escalão.

Com as novas regras, o meu departamento passou a ser coordenado, a partir do presente ano lectivo, por um professor titular. Um professor que está posicionado no 8º escalão. Tem menos 15 anos de serviço do que eu. Foi meu aluno no ensino secundário e, mais tarde, meu estagiário. Fez um bacharelato com média de 10 valores e no estágio pedagógico obteve a classificação de 11 valores. Recentemente concluiu a licenciatura numa estabelecimento de ensino privado, desconhecendo a classificação obtida. É um professor que nunca exerceu qualquer cargo pedagógico, à excepção de director de turma. Nos últimos sete anos deu 84 faltas, algumas das quais para fazer 15 dias de férias na República Dominicana (o atestado médico que utilizou está arquivado na secretaria da escola, enquanto os bilhetes do avião e a factura do hotel constam de um outro processo localizável). O seu curriculum vale 84 pontos, menos 9 pontos do que o meu. Contudo, este docente foi nomeado professor titular.

De acordo com o Senhor Primeiro Ministro e demais membros do seu Governo, com o apoio do Senhor Presidente da República e, agora, com o apoio dos dirigentes sindicais, este professor está em melhores condições do que eu para integrar (…) um corpo de docentes altamente qualificado, com mais experiência, mais formação e mais autoridade, que assegure em permanência as funções de organização das escolas para a promoção do sucesso educativo, a prevenção do abandono escolar e a melhoria da qualidade das aprendizagens.

´A conclusão, embora absurda, é clara: se eu estivesse apenas no 9ºescalão, e com os mesmos pontos, seria considerado um docente altamente qualificado, com mais experiência, mais formação e mais autoridade. Como estou no 10º escalão, e não atingindo os 95 pontos, eu já não sou nada. Isto é o resultado de uma selecção feita com base na (…) aplicação de uma grelha de critérios objectivos, observáveis e quantificáveis, com ponderações que permitam distinguir as experiências profissionais mais relevantes (…) [onde se procurou] reduzir ao mínimo as margens de subjectividade e de discricionariedade na apreciação do currículo dos candidatos, reafirmando-se o objectivo de valorizar e dar prioridade na classificação aos professores que têm dado provas de maior disponibilidade para assumir funções de responsabilidade.`

É assim que'reza' o DL 200/2007, de 22 de Maio. Admirável!

Agora consta-se por aí (e por aqui) que aquele professor (coordenador do meu departamento) me irá avaliar… Não, isso não será verdade. Esse professor irá, provavelmente, fazer de conta que avalia, porque só pode avaliar quem sabe, quem for mais competente do que aquele que se pretende avaliar.

O título de 'titular' não é, só por si, suficiente. Mesmo que isto seja só para fazer de conta…Conhecidos que são os meus interesses, passo ao principal objectivo desta carta, que é, simplesmente, pedir perdão!
Pedir perdão, em primeiro lugar, aos meus alunos.
Pedir perdão a todos os Pais dos meus alunos.
Pedir perdão porque estou de professor, mas sem me sentir professor. Tal como milhares de colegas, humilhados e desencorajados, sinto-me transformado num funcionário inútil, à esperada aposentação.
Ninguém consegue ser bom professor sem um mínimo de dignidade.
Ninguém consegue ser bom professor sem um mínimo de paixão. As minhas aulas eram, outrora, coloridas, vivas e muito participadas. Com acetatos, diaporamas, vídeos, power point, etc.
Hoje é, apenas, o giz e o quadro.
Só a preto e branco, com alguns cinzentos à mistura.
Sinto-me desmotivado, incapaz de me empenhar e de estimular. Receio vir a odiar a sala de aulas e a própria escola. Receio começar para imitar o professor titular e coordenador do meu departamento (só não irei passar férias para a República Dominicana porque tenho outras prioridades…).
Receio que os professores deste País comecem a fingir que ensinam e a fingir que avaliam.
Sim, porque neste país já tudo me parece a fingir.

Cumprimentos.

(Um professor anónimo e humilhado, tal como milhares de outros professores)...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

PROFISSÃO EM SALDO: PROFESSOR


«O facto dos professores estarem insatisfeitos com a sua condição tem um grave reflexo na aprendizagem dos alunos», disse João Ruivo, responsável pelo estudo realizado pelo Centro de Estudos e de Desenvolvimento Regional (CEDER), à margem do V Encontro Luso-Espanhol sobre a profissão docente.

Segundo o estudo, «quase 80 por cento dos professores querem um sistema de auto-regulação, uma Ordem dos Professores».
«Como ponto de partida para este sistema, enfatizamos (ANP) a criação de um código deontológico para a profissão de docente, que é a única que trata da formação das pessoas que não tem um código», afirmou.
«Uma larga maioria dos professores consideram importante o surgimento de uma entidade de auto-regulação, não só por questões meramente corporativas mas porque entendem que essa é uma forma de reconfigurar a própria profissão de docente, conceder-lhe um outro reconhecimento social e por outro lado contribuir para a melhoria da qualidade da educação», salientou.

O estudo baseado numa amostra de educadores de infância e professores do ensino básico e do secundário e que João Ruivo considerou «marcante por não existir nenhum sobre a matéria, com rigor científico, desde 1990», revela ainda que 61 por cento não sente que o seu trabalho seja reconhecido pela sociedade.

Para além disso, mais de 90 por cento revelam uma grande preocupação para com o seu futuro profissional e não estão satisfeitos com o pouco apoio pedagógico que o Ministério da Educação lhes dá.

Dos resultados obtidos foi também possível concluir que «a maioria não está satisfeita com o interesse revelado pelos alunos nas questões de aprendizagem escolar, e também apresenta insatisfação quanto às políticas educativas do Ministério da Educação, assim como com o trabalho desenvolvido pelos sindicatos».

Os concursos profissionais são também alvo de críticas, revelando os professores inquiridos, que estes causam instabilidade profissional.

Segundo o presidente da ANP, o estudo, que culminou no lançamento do livro «Ser Professor: Satisfação Profissional e Papel das Organizações de Docentes», será enviado ao Ministério da Educação «pela sua utilidade, importância e relevo».

«Há um caminho ainda a percorrer. Há que dar um novo sentido à forma como se olha para a construção da própria educação. E o Ministério da Educação tem falhado numa atitude arrogante que vai levar a um isolamento com consequências que pela primeira vez vamos poder atribuir a alguém em concreto».

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O CURRÍCULO DA MINISTRA? CLARO, APRENDEU COM JOSÉ SÓCRATES.

"Não sirvas a quem serviu, nem peças a quem pediu."...

Maria de Lurdes Rodrigues, hoje já toda a gente sabe, foi professora do 1º ciclo do ensino básico. Uma profissão prestigiante que ela faz toda a questão de esconder. Tem vergonha de ter sido VERDADEIRAMENTE professora.

Esconde isso no portal do governo onde apenas se consegue vislumbrar vagamente e de forma aberrantemente genérica que entre 1978 e 1985, "desenvolveu uma actividade profissional e funções de direcção, coordenação e consultoria, em diferentes instituições públicas e privadas, nos domínios da gestão dos recursos humanos e da formação profissional."
Confesso que fiquei surpreendido.

Várias vezes tinha visto o seu currículo e nunca tinha reparado nisto. Só me lembro de ver referências académicas neste portal desde 1984. Terei visto mal? Terá isto caído de paraquedas? Bom ... fica o benefício da dúvida.

Hoje recebi um email que refere que depois de tirar o antigo 5º ano, equivalente ao actual 9º ano, ingressa no curso do magistério primário que nessa altura eram 2 anos. O professor Iturra, seu antigo colega no ISCTE refere que como estudante trabalhadora (como prof do 1º ciclo) conseguiu a licenciatura em sociologia e mais tarde o doutoramento. E, segundo este professor, já nessa altura era contra a avaliação de professores, "filosofando" teorias pelos corredores da escola, dias seguidos.
Não consta que alguma vez, como professora tenha sido avaliada. NUNCA foi.

Foi subindo na sua carreira SEM SER AVALIADA, até chegar a ministra. A unica avaliação até agora conhecida foi como ministra, no dia 8 de Março. Cem mil (100.000) professores saíram à rua, em protesto, numa manifestação sem precedentes na península ibérica. Foi a única avaliação conhecida! Resultado: CHUMBADA!

Enfim, temos uma ministra da educação que NUNCA publicou qualquer livro sobre educação, que se esquece que uma escola não é uma empresa nem nunca o será, e se um dia o vier a ser já não será escola.

É neste mesmo ISCTE que o ex-engenheiro José Sócrates, licenciado na Universidade Idependente apenas com 5 (cinco) cadeiras por obra de um generoso processo de equivalências, também tira um "pós graduação" que ao que parece, só ele o reconhece como MBA.
Espera-se, ao menos, que tenha melhor qualidade que o tal pós graduação em sanitária na ENSP, que ele NUNCA esclareceu, parece ter sido de semanas, no âmbito de um processo de qualificação para autarquias.
Acaba por eliminar do portal do governo a referência a esse ... MBA mas, não deixa cair o pós graduado em sanitária.

terça-feira, 13 de maio de 2008

FACILITISMO PIMBA

A propósito ainda deste "post", mantenho alguma reserva sobre o efeito da ministra da educação ter vindo abocanhar para a opinião pública o facilitismo que ela considera ser "chumbar" os alunos, isto é, não enche-los de chumbos mas sim reprová-los, ou melhor dizendo retê-los no mesmo ano da escolaridade em que se encontram

"Facilitismo, é chumbar" - não é difícil perceber-se para quem ela terá falado. Não foi certamente para os professores que estão muito mais à vontade para explicar à srª ministra como se deve ensinar. Não, não foi. Foi uma linguagem brejeira, direccionada para os pais e alunos, mais um artificio de conflito e pressão que os atire contra os malandros dos professores.

Os professores têm de trabalhar MAIS. Soa bem aos ouvidos, principalmente da CONFAP. O orgulho de quem diz que perdeu os professores mas ganhou a população, é o reflexo do caminho brejeiro que esta ministra escolheu na cruzada contra ( e sempre) os professores.

"Facilitismo, é chumbar", diz a ministra esquecendo-se de dizer que o facilitismo que ela quer e pretende é a estatística fácil e simplex de um sucesso, apenas e só estatístico, cada vez maior na "inducação" em Portugal que arrasta os jovens para a ignorância, incompetência e incapacidades básicas com que a falta de rigor e a burocracia ASSALTARAM o Ensino. Como se já não bastasse aos professores ter-lhes sido substituído o tempo para dar e preparar aulas pelo tempo de reuniões, mais reuniões e mais reuniões, de fichas, de grelhas e de mapas cujo produto final, a maior parte das vezes, ou é ZERO ou ABAIXO DE ZERO.
"Facilitismo é chumbar" cheira a música pimba!
A este propósito, depois admirem-se com autênticas pérolas como esta de um dos nossos alunos eruditos que vão saindo das escolas. Qual Homero ou Camões, qual Eliada, Odisseia, Lusiadas poderão ser comparados com esta " deliciosa e talentosa" prosa de um futuro lusitano .

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola.
Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá
os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões
qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa
n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação
estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima
de trásosmontes é munto montanhoso?
ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina?
ou cuantas estrofes tem um cuadrado?
ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas
tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato
e q n foi escrevido c/ palavras normais
mas q no aspequeto é como outro qq
e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on,
mas os bitaites dos profes até dam gomitos
e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou
q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta
n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras
foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao'
é q conceguiu assertar lhe com um sapato.
Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes
até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam
como na minha escola q á um curço de otelaria
e a malta aprendemos a faser lã pereias e
ovos mois e piças de xicolate
q são assim tipo as pecialidades da rejião e
ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro.
Ah poizé. Tarei a izajerar?

AINDA E SEMPRE ... A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Porque nunca é demais, retirei este texto do jornal da minha escola
A Avaliação do Desempenho ou o desempenho de uma (dita) avaliação



Parece-nos útil abrir um espaço de reflexão neste momento particularmente atribulado por que tem passado a escola e o ensino/educação na sequência de um conjunto de propostas políticas do governo que não podem nem devem ser encaradas de forma isolada ou descontextualizada.
Todos conhecemos a reacção geral dos docentes de todo o país e de todos os graus de ensino sobre a avaliação naquela que foi a maior manifestação de sempre de uma só classe profissional em Portugal, com base na avaliação de desempenho.
O sentimento de indignação foi partilhado de uma forma única e inolvidável por 100.000 professores e educadores presentes no dia 8 de Março em Lisboa e, por muitos outros que não estando presentes, acompanharam em directo a grandiosidade deste protesto, com a emoção própria de quem comungava das mesmas preocupações.
Esta reacção de tão grande profundidade e magnitude, foi um movimento genuíno de revolta e de desespero, em protesto por aquilo que eram consideradas políticas voltadas contra os professores, culminando num processo de avaliação de desempenho que, ao contrário daquilo que se pretende transmitir para a opinião pública como um dever que tem estado ausente, é, acima de tudo, mais do que um direito que nos assiste, uma inerência à profissão que abraçámos e honramos. A avaliação foi apenas a mola impulsionadora de um conjunto de equívocos autistas que têm provocado um mau estar numa classe cada vez mais carente de respeito e autoridade. Foi a cereja em cima do bolo que fez extravasar um prenhe ECD incongruente que é, acima de tudo, das maiores injustiças dolosas que já trespassaram incólumes qualquer classe. E o maior grito de revolta desta classe desprotegida é aquele que não se faz ouvir. Não porque não se oiça, mas porque não se quer ouvir. A classe docente é transversal em toda a sociedade portuguesa, não havendo quase família que não tenha conhecimento do que se passa. Jornalistas e políticos incluídos, obviamente.
Várias têm sido as tomadas de posição ditas, escritas e presenciais, assumidas por alguns professores da nossa escola, na procura de soluções que consideram mais justas e humanizadas e combatam o excesso de burocracia e a imposição da utopia de muitas medidas avulso de teimosia, meramente, política.
À pressa, atabalhoadamente e sem princípios de honorabilidade, não há transformações na Educação que aconteçam. Todos perdem em dignificação e competência.
Acreditamos que as diferentes representações de professores desta escola nos diferentes contextos de protesto no país, pelas mais diversas formas, terão ajudado a dar um contributo válido para uma maior seriedade, prudência e humildade em todo este processo que, embora tendo nascido torto, se espera que cedo ou tarde se endireite e sirva para dignificar a Escola e todos os agentes de educação
FTH

domingo, 11 de maio de 2008

CANUDOS HÁ MUITOS

Não tenho nada a ver com a Manuela, nem o Santana, nem o Coelho nem ninguém mas, tenho de confessar que "gostei desta".

Tenho de me congratular finalmente porque vejo alguém que não se importa com o politicamente correcto e parte para a frente na DENUNCIA daquilo que foi e É o OPORTUNISMO do ex-engenheiro José Sócrates na aquisição de uma habilitação feita às três pancadas, a martelo, ao domingo, com amigos a darem 4 cadeiras, por FAX, saído da Farinha Amparo como referiu e MUITO BEM o prof, Marcelo Rebelo de Sousa.

Canudos do "tipo Sócrates" que dão de facto para tudo, são uma afronta ao mérito, ao rigor e à honestidade. Basta ver o descaramento e o desplante com que foi evocado no portal do governo, a falta de seriedade e de verdade ou ainda, a qualidade dos projectos que diz que foi ele que fez. Mais valia ter dito a verdade.

Ou o "canudo" tem credibilidade e se reveste de seriedade ou então, bem que se pode juntar à mesma promiscuidade com que se embrulha o diploma que o ex-engenheiro José Sócrates arranjou numa bela tarde domingueira, numa Universidade sem qualquer credibilidade, que ele próprio acabou por encerrar, com professores suspeitos de falsificação de documentos e outras acusações.

Canudos destes não servem de nada, mas é para canudos inócuos que infelizmente os nossos jovens estão a ser empurrados pelo "ministério da inducação". Não todos, claramente, mas muitos deles.


quinta-feira, 8 de maio de 2008

ISTO É EXTREMAMENTE GRAVE!

O nosso país não sabe e não se apercebe, mas a grande maioria dos professores que estão no terreno já sabe que 30 anos após o 25 de Abril, estamos a assistir à destruição do sistema de ensino em Portugal.
Os motivos? fácil:
- Poupar nos profissionais (professores) para continuar a embolsar para diminuir o défice e encher os bolsos dos amigos que mamam à grande no Estado, desde administradores a gestores e passando pelos privados que recebem favorecimentos cada vez mais inconcebíveis!
Até vão poupar nos profissionais que lidam com crianças deficientes (incluído profundas, surdos, mudos, cegos...) fechando os estabelecimentos próprios e colocando-as todas "inseridas" em turmas comuns na escola normal!!! para fazer o quê? com que possível atenção do professor que tem o dever de dar aulas?
- Descredibilizar a Escola Pública para abrir caminho para os negócios privados da Educação que aí vêm! O último grande negócio que lhes faltava!
- Criar um país de absolutos ignorantes com um papel passado de frequência da escola que será obrigatória como depósito de pessoas, até ao12º ano. Nunca terão emprego capaz! Não terão capacidade nem conhecimentos para protestar e deitar abaixo uma minoria de ditadorzinhos e exploradores que se alimentará e viverá em extrema riqueza à custa de todos!
O perigo do povo ter instrução: A CULTURA LIBERTA!!! O burro aceita o cabresto!!!
- Aparentar na Europa que temos perto de 100% de alfabetização e frequência da escola até ao 12º ano. Uma colossal mentira!
Para isto, atacam todos os dias os professores, como se fossem os culpados de tudo o que não corre bem no ensino, pelo caminho os pais (4 milhões de votos...) são promovidos a santos e descartados de toda a responsabilidade na educação dos seus filhos (até aplaudem que no 5º e 6ºanos os alunos passem a estar 11 horas por dia na escola!!! não querem filhos? para que os tiveram?) e os alunos são promovidos a semi-deuses, podendo faltar às aulas a gosto, não trabalhando, não tendo disciplina, obrigações nem educação perante outras pessoas e estando garantida a sua passagem seja como for, e se ele não sabe nada a culpa é do professor,claro.
De repente, todos os professores que formaram milhões de Portugueses em 30 anos são incompetentes e maus profissionais segundo este governo!
Talvez devam começar a pensar que toda a base da nossa sociedade começa na educação e formação do nosso povo, senão seriam todos uns pobres labregos a trabalhar por uma côdea de pão, e são os professores os agentes dessa formação!
A base do nosso estilo de vida e da nossa sociedade!
Abram os olhos e digam a outros, pois a campanha de intoxicação das televisões por conta do governo tem impedido que as pessoas fora das Escolas saibam do que se passa!
ISTO É AINDA MUITO MAIS GRAVE DO QUE PARECE!
A avaliação do desempenho de professores é uma patranha para escamotear mais uma poupança para combater o défice.

O NEGÓCIO DA AVALIAÇÃO DE PROFESSORES COM O BENEPLÁCITO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

O Instituto Nacional de Administração, é um instituto público, com autonomia científica, administrativa, financeira (esta suspensa em 2003) e patrimonial. A sua lei orgânica, Decreto-Lei nº85/2007, de 29 de Março, estabelece-lhe como missão: “contribuir, através da formação, da investigação científica e da assessoria técnica, para a modernização da Administração Pública e para a actualização dos seus funcionários”
É neste Instituto Público que podemos encontrar, várias acções de formação para Avaliação de Pessoal Docente
Os Destinatários são Membros de Conselhos Executivos, Coordenadores, Docentes, e outras pessoas envolvidas no processo de avaliação do pessoal docente.
Formador(es): Dr. Jorge Fatal Nogueira.
Nº máximo participantes: 25
Preço (privadas/públicas): 200€ / 200€
O Dr. Jorge Fatal é formador do INA e no seu currículo NADA consta na área da Supervisão mas anda a "vender" às escolas um sistema de avaliação baseado em condutas profissionais.
Jorge Fatal Nogueira
- Licenciatura em Engenharia de Sistemas Decisionais (Faculdade de Engenharia de Sistemas de Lisboa, 1985).
- Pós-graduação em Marketing - Curso Aberto de Marketing para Executivos (Universidade Católica Portuguesa, 1995)
- MBA (Insead França, 2000).
- Director de projectos em várias organizações internacionais.
- Expert em Liderança e Gestão de Equipas, Gestão do Tempo, Motivação e Gestão da Mudança.
- Consultor e formador em diversas empresas internacionais.
E o programa em curso faz correr milhares de euros. É só fazer as contas, como dizia o "outro". Parece um verdadeiro NEGÓCIO fomentado e no seio de uma instituição pública, como pública é a escola e o ministério que a tutela.
-Seminário Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente
Semide, 9 e 10 de Maio, Agrupamento Escolas Ferrer Correia
INA, Oeiras, 12 e 13 de Maio - esgotado
Coimbra, 22 e 23 de Maio,
Agrupamento Escolas Martim de Freitas
INA, Oeiras, 6 e 7 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 11 e 12 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 20 e 21 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 30 de Junho e 1 de Julho
Póvoa do Varzim, 4 a 5 de Julho
Portel, 2 e 3 Julho
O "sistema" que o Dr. Jorge Fatal anda a "vender", consiste no enunciado de 96 "condutas" e mesmo assim, diz ele, que ainda funciona melhor se as condutas forem 12o, (com ponderações que a escola decide) de resposta Sim/Não.
E o que é GRAVE é que, para que "este sistema" seja usado, a escola tem de assinar um termo de compromisso de confidencialidade na base de um secretismo e confidencialidade inadmissíveis e inqualificáveis que vão contra todos os princípios avaliativos.
Vejamos então, as referidas Condutas, algumas delas perfeitamente incríveis e já denunciadas no Terrear de Matias Alves:

CONDUTAS
1.
É pontual.
2. Disponibiliza-se para actividades que ultrapassam obrigações horárias/profissionais.
3. Cumpre prazos .
4. Quando trabalha em equipa é um elemento participativo e não conflituoso.
5. Zela e preserva material/equipamento escolar.
6. Proporciona ambiente calmo, propício à aprendizagem.
7. Numa reunião tem uma atitude de colaboração e de entreajuda.
8. Manifesta opinião própria e construtiva relativamente a assuntos debatidos.
9. Não gera mau ambiente no local de trabalho.
10. Evita banalidades e perda de tempo.
11. É receptivo à mudança.
12. Dá sugestões / tem opiniões críticas para melhoria de serviços.
13. Faz formação de acordo com o projecto educativo da escola (1/3).
14. Faz formação na sua área específica (2/3).
15. Disponibiliza-se para apoiar os alunos após as horas lectivas, sempre que considere necessário.
16. Regista e avalia o cumprimento das actividades planificadas.
17. Estabelece planos de acção para corrigir desvios.
18. Apoia o desenvolvimento de métodos de aprendizagem / estudo.
19. Estabelece e faz respeitar regras de convivência, colaboração e respeito.
20. Aplica os critérios de avaliação aprovados pelos órgãos competentes.
21. Cumpre o horário - substituir parâmetros de assiduidade
22. Mantém a calma perante uma situação de tensão com alunos, professores ou pais.
23. Mantém limpo e arrumado o local de trabalho.
24. Oferece-se para ajudar em outras áreas que não a sua quando é necessário.
25. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço
26. Conhece o PE da escola, a missão e a visão da escola.
27. Utiliza correctamente os equipamentos.
28. Verifica o estado dos equipamentos antes e depois da sua utilização.
29. Zela pelo cumprimento do regulamento interno da escola.
30. É educado e cordial com todos os elementos da comunidade escolar
31. Perante uma situação determinada, apresenta diferentes alternativas como solução.
32. Comunica por escrito ao conselho executivo sugestões a implementar (por ex:com base na análise de melhores práticas de outras escolas ou organizações) que ajudam a garantir um
serviço de mais qualidade.
33. Mantém a confidencialidade e discrição perante determinadas situações.
34. Recolhe diferentes opiniões ou sugestões procurando criar sinergias com os seus colegas com a mesma função.
35. Colabora / age no sentido de proporcionar um bom clima de escola.
36. Resolve situações de conflito sem ter que solicitar ajuda extra.
37. Assiste a aulas de colegas sempre que considera útil.
38. Permite que outros colegas assistam a aulas suas.
39. Actua de forma rápida e eficaz, de acordo com critérios predefinidos, dentro das acções previstas nos processos de trabalho em que está envolvido
40. Age com assertividade e discernimento, encontrando as soluções mais pertinentes para cada situação, apresentando-as ao respectivo responsável hierárquico.
41. Analisa problemas e toma decisões relativas a rotinas de trabalho, não necessitando de apoio superior.
42. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as actividades para atingir os resultados de forma mais eficaz.
43. Cumpre prazos.
44. Transmite a sua opinião de forma racional e controlada.
45. É receptivo à mudança e envolve os seus pares para melhorar a sua área, a dos outros e a escola no seu todo, não se opondo às questões.
46. Quando é chamado a desenvolver outras actividades, encara sempre a situação de uma forma positiva, predispondo-se para actuar.
47. Revela empenho no desenvolvimento das tarefas, realizando-as antecipadamente.
48. Toma decisões e assume a responsabilidade não jogando a culpa dos problemas para cima de outros.
49. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
50. Gere com eficiência todos os meios existentes na escola.
51. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
52. Propõe actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra (extravasando os limites da escola).
53. Supera as expectativas do grupo com contribuições activas de desenvolvimento, motivando estes a seguir o exemplo, oferecendo ajuda e dando opiniões construtivas (não havendo rejeições das suas contribuições).
54. Assiste a eventos desenvolvidos por qualquer tipo de entidade.
55. Está ao corrente de situações e dificuldades de outras escolas desenvolvendo soluções na escola como prevenção.
56. Perante uma dificuldade na escola conversa com outros colegas que possam partilhar situações similares e sugere determinadas acções.
57. Traz à escola pessoas de assuntos de interesse partilhando experiências.
58. Desenvolve planos de acção para a implementação de melhores práticas pesquisadas e adequadas à escola.
59. Fomenta o networking interno e externo através de comunicações e actividades.
60. Analisa continuamente as tendências dos outros e procura implementar as melhores práticas para encontrar as melhores soluções.
61. Aplica a formação recebida nas tarefas que lhe são atribuídas.
62. Aproveita ideias de outras áreas ou de organizações semelhantes e adapta-as à sua.
63. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as tarefas, no sentido da melhoria, ou seja, faz alterações ao previsto, para atingir os resultados de forma mais eficaz.
64. Consegue sinergias com outras áreas da organização no sentido de facilitar ou agilizar o serviço.
65. Identifica situações que fogem do padrão do controle previsto e apresenta soluções ao Coordenador no sentido de evitar possíveis problemas.
66. Organiza e coordena actividades consideradas por outras áreas como melhores práticas e incorpora-as com vista à superação dos resultados previamente estabelecidos, apresentando propostas ao Coordenador para superação de objectivos através de um plano de a
67. Orienta e planeia acções com uma visão partilhada que potencia a missão e os valores da organização.
68. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos dentro da organização.
69. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos fora da organização, por exemplo fazendo apresentações em congressos, palestras, etc
70. Partilha técnicas, ideias e recursos melhorando o trabalho em equipa através de aconselhamentos aos seus colaboradores.
71. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço.
72. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
73. Sempre que verifica alguma anomalia mesmo que não seja da sua área sugere soluções simples mas concretas.
74. Contribui para a mudança planeando melhores práticas e tomando iniciativas, com base em projectos de autonomia e liderança, medindo o grau de satisfação de pelo menos 75% dos seus colaboradores através de pesquisas de satisfação rápidas
75. Apresenta por escrito propostas de soluções novas de problemas fora da sua área de trabalho e de actuação
76. Cria acções novas e motivadoras para a manutenção da disciplina na sala.
77. Cria e implementa novas formas e metodologias que favorecem a participação dos alunos na realização da aula.
78. Cria ferramentas de controle da sua actividade ou de outros dentro da organização que sejam simples mas resolvam os problemas de acompanhamento.
79. Cria instrumentos que proporcionam auto avaliação dos alunos com rigor e objectividade.
80. Cria novos métodos de estudo para os alunos, demonstrando a sua eficácia.
81. Cria novos sistemas ou metodologias nas turmas que estimulam o processo de ensino-aprendizagem.
82. Cria processos e critérios de avaliação e partilha com os avaliados, obtendo consenso e validação.
83. Desenvolve recursos inovadores para a realização de actividades lectivas.
84. É capaz de desenhar condutas observáveis dos colegas avaliados de forma simples e objectiva.
85. Envolve-se em projectos comunitários inovadores por iniciativa própria.
86. Estabelece mecanismos novos de seguimento ou acompanhamentos da implementação dos planos de melhoria negociados com os avaliados.
87. Executa um projecto de liderança inovador e consegue implementar ideias revolucionárias e estratégicas, envolve as pessoas nesses projectos não deixando de fora ninguém.
88. Inova com ideias jamais testadas em algum lado e prova que a organização poderá beneficiar disso.
89. O professor cria e implementa processos claros e reconhecidos pelos alunos para facilitar a sua disponibilidade e apoio aos mesmos.
90. Preocupa-se no desenho e implementação de novas ideias criadas por ele que ajudem a escola na redução do abandono escolar.
91. Propõe novas actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra.
92. Quando apresenta os problemas apresenta também hipóteses de várias soluções criadas por ele, devidamente estudadas e analisadas e dá a sua opinião de como o problema pode ser resolvido da melhor forma.
93. Sugere novas estratégias para a resolução de problemas.
94. Sugere novos critérios que permitam fazer uma análise da planificação e estratégias de ensino para a adaptação ao desenvolvimento das actividades lectivas.
95. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
96. Utiliza os resultados da avaliação dos alunos como base para criar novas formas de actividade lectiva que permitam desenvolver com eficácia e competência as atitudes dos alunos.
Apêndice
(às 20:30h do dia 11 de Maio)
Alertado pelo Paulo G. de ameaças do Dr. Fatal a diversos Blogs que tenham publicado aquilo a que ele parece chamar de "ferramentas" sobre as quais também não sei se tem alguns direitos autorais, quero reafirmar que estas 96 condutas não são de facto minhas, nem as quero rigorosamente para nada. Supostamente serão dele, do dr. Fatal, pelo menos parece que foi isso que fez passar aos seus formandos nas referidas acções onde cada um pagou a módica quantia de 200 euros. Ele a mim (ainda) nada me disse nem escreveu pelo que mantenho algumas reservas sobre as eventuais ameaças.
Mesmo assim, espero e faço mesmo questão que nenhum colega use estas tretas. Tem mais proveito, como se vê o dr. Fatal que qualquer um dos colegas. Noventa e seis (96) condutas? É de doidos, já nem questiono os conteúdos.
Aqui deixo também, para que conste, a menção quanto ao copyright, não sei quem possa estar interessado na "ferramenta" do dr. Fatal.