BEM-VINDOS A ESTE ESPAÇO

Bem-Vindos a este espaço onde a temática é variada, onde a imaginação borbulha entre o escárnio e mal dizer e o politicamente correcto. Uma verdadeira sopa de letras de A a Z num país sem futuro, pobre, paupérrimo, ... de ideias, de políticas, de educação, valores e de princípios. Um país cada vez mais adiado, um país "socretino" que tem o seu centro geodésico no ministério da educação, no cimo do qual, temos um marco trignométrico que confundindo as coordenadas geodésicas de Portugal, pensa-se o centro do mundo e a salvação da pátria.
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domingo, 11 de janeiro de 2009

GREVE DIA 19 DE JANEIRO 2009

A Escola Pública está de luto e em luta.

Dia 19 de Janeiro mais um dia de greve.

Não tenhas qualquer dúvida, este dia é fundamental.

É mais um




terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"LEALDADE NÃO SIGNIFICA OBEDIÊNCIA" - DIZ SÓCRATES E EU CONCORDO


A desorientação deste governo é enorme e o seu autismo apenas reflecte a conveniência daquilo que no momento mais lhes interessa.

Os professores têm nas palavras do primeiro ministro José Sócrates, o tal que se licenciou a um DOMINGO, o melhor exemplo para a sua luta, seguindo à risca, por vezes, o seu pensamento.

Referindo-se à polémica em torno do Estatuto dos Açores como uma diferença de leituras entre o Presidente da República e a Assembleia da República, José Sócrates afirmou que «lealdade não significa obediência», o que configura do mesmo modo a leitura que podemos e devemos fazer relativamente às diferenças que temos com o ECD e este modelo de avaliação.

De facto, "lealdade não significa obediência", é isso mesmo. Eu e os professores em geral, estamos TODOS de acordo com ele. Provavelmente pela primeira vez conseguimos finalmente estar em sintonia!!!!

E mais, quando o SE Jorge Pedreira vem avisar que quem não cumpre a lei é penalizado, esqueceu-se de dizer que O PRIMEIRO a NÃO CUMPRIR a lei foi o próprio JOSÉ SÓCRATES que foi apanhado a fumar no avião, mais os ministro Manuel Pinho entre outros, indo descaradamente contra uma lei que ele próprio tinha criado. Antes, já o o inspector-geral da ASAE, António Nunes, tinha sido apanhado a fumar na passagem de ano depois de a nova lei do tabaco estar em vigor, no Casino de Estoril.

domingo, 4 de janeiro de 2009

OS PAPÁS É QUE MANDAM


ISTO É O MESMO QUE ESCREVER:
"DE: encarregado de educação
PARA: professora
MENSAGEM: o meu educando não leva livros porque não lhe apetece ter aulas.
ASSINATURA: o papá "

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ENFIM ....

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República
Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2009

(...)

Portugueses,
Já passámos por outras situações bem difíceis. Não nos resignámos e fomos capazes de vencer.
O mesmo vai acontecer agora. Tenho esperança e digo-o com sinceridade.
Cada um deve confiar nas suas competências, nas suas aptidões e capacidades.
Este é o tempo de resistir às dificuldades, aos obstáculos, às ameaças com que cada um pode ser confrontado.
Não tenham medo.
O futuro é mais do que o ano que temos pela frente.
O futuro será 2009, mas também os anos que a seguir vierem.
Acredito num futuro melhor e mais justo para Portugal, porque acredito na vontade e no querer do nosso povo.
Para todos, Bom Ano de 2009.

Até me apetece substituir "portugueses" por ... professores!!!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A AVALIAÇÃO DA MINISTRA DA EDUCAÇÃO - INSUFICIENTE

Avaliadora avaliada

Porque a realidade excede os meus dotes ficcionais, esta Ficha de Avaliação da Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, assenta nos critérios seguidos pelo seu Ministério incluindo, a terminologia usada na avaliação de docentes, o número de alíneas e a bitola de classificação.

Níveis de Pontuação: Mínimo 3, máximo 10.

A - Preparação e execução de actividades.

A - 1 Correcção científico-pedagógica e didáctica da planificação.
Classificação obtida - Nível 3
(Não efectuou as reformas previstas no Programa do Governo por falta de trabalho preparatório. As cenas de pugilato, luta greco-romana e intimidação por arma de fogo simulada nas áreas que lhe foram confiadas vão originar um aumento significativo da despesa pública com a contratação à Blackwater (por ajuste directo) de um mercenário israelita por cada sala de aula e dois nas salas dependentes da DREN).

A - 2 Adequação de estratégias.
Classificação obtida - Nível 3
(Não definiu linhas de rumo nem planos de acção que permitissem concretizar a missão delineada, usando como benchmarking nacional os parâmetros seguidos no sistema educativo da Faixa de Gaza.)

A - 3 Adaptação da planificação e das estratégias.
Classificação obtida - Nível 3
(Não obteve eficácia aferível em três anos de actividade, consumindo no processo a maior parcela de verba pública atribuída a um Ministério. Insistiu em manter o organograma dos seus serviços (em particular da DREN) inspirado no modelo das Tentações de Santo Antão de Jeronimus Bosh).

A - 4 Diversidade, adequação e correcção científico-pedagógica das metodologias e recursos utilizados.
Classificação obtida - Nível 3
(A observação empírica dos resultados é indiciária de um inadequado e/ou incorrecto aproveitamento de recursos disponibilizados em sucessivos Orçamentos de Estado em tal monta que fazem o BPP parecer uma operação rentável. Adicionalmente, o seu Ministério atingiu tal desordem que faz a Assembleia Geral do Benfica parecer um retiro de monges Cartuxos).

B - Realização de actividades.
Classificação obtida - Nível 3
(A avaliação conclui que à incapacidade da avaliada na "promoção de clima favorável" se junta a insuficiência de valências de conhecimentos gerais essenciais, como o atesta a confusão que fez a 23 de Junho de 2005 pp. em entrevista televisionada, falhando na distinção entre "República" e "Governo da República". Isto deu novas dimensões ao Estatuto da Autonomia dos Açores e inspirou o Chefe do Estado a crescentes afrontas à vontade do Parlamento com graves e desgastantes consequências para o executivo.

Nas secções C e D da Ficha de Avaliação do Ministério da Educação, nos quatro subgrupos, a avaliada obteve oito classificações de Nível 3, pelo que, feita a média aritmética dos dezasseis parâmetros cotados lhe é atribuída a classificação geral de Insuficiente.

Recomenda-se que sejam propostas à Doutora Maria de Lurdes Rodrigues as seguintes opções: integrar o quadro de mobilidade especial até colocação em Baucau; frequentar um curso das Novas Oportunidades e/ou filiar-se no Movimento Esperança Portugal; aceitar o 12º lugar na lista de espera para o próximo Conselho de Administração da FLAD; frequentar o curso de formação do INA - Limites da Autonomia Regional; ser animadora de As Tardes de Maria de Lurdes na RTP África; integrar a quota ainda disponível para antigos executivos socialistas na Mota Engil, Iberdrola ou BCP.

O SIMPLEX NADA ALTERA - JÁ ANTES LUTÁVAMOS CONTRA O 2/2008

Declaração do secretário-geral da FENPROF a propósito da promulgação pelo PR do Dec-Lei que aprova a "simplificação" da avaliação do desempenho dos docentes para 2008/09

A promulgação, pelo Presidente da República, do decreto regulamentar sobre o regime "simplificado" de avaliação de desempenho não constitui nada de extraordinário nem altera a situação que, sobre este assunto, se vem vivendo.

Esperava-se esta promulgação, pois era obrigatória para que o decreto fosse publicado não tendo havido, da parte do Presidente da República, qualquer indício que levasse a supor que vetaria o diploma.

Se, ao promulgar o diploma legal, o Presidente da República fez o que dele se esperava, o mesmo acontecerá com os professores que, a partir de dia 5 de Janeiro, ao regressarem às escolas, continuarão a fazer o que deles se espera: a lutar, a manter suspensa a aplicação da avaliação do ME e, no dia 19 de Janeiro, a juntar ao objectivo da Greve - exigência de uma revisão do Estatuto da Carreira Docente que, entre outras medidas, elimine a divisão da carreira entre professores e professores-titulares e substitua o modelo de avaliação, incluindo a abolição das quotas para a atribuição das menções mais relevantes - a exigência de suspensão desta avaliação.

Recorda-se que apesar desta promulgação falta ainda a publicação em Diário da República para a entrada em vigor e que, quando isso acontecer, não passa a existir uma situação legalmente estabelecida que contrasta com qualquer vazio anterior. Na verdade, quando os professores decidiram suspender a avaliação nas suas escolas ela também se sujeitava a um quadro legal que estava consagrado no decreto regulamentar n.º 2/2008, passando, apenas, este, e para o ano lectivo em curso, a ser substituído por outro. Além disso, no próximo dia 8, por iniciativa do grupo parlamentar do PSD será votada uma proposta de lei que, a ser aprovada, suspenderá, esta avaliação de desempenho imposta pelo ME e pelo Governo e, agora, promulgada pelo Presidente da República. Não está posta de lado, ainda, a possibilidade de haver recurso aos Tribunais caso o texto final do decreto contrarie quadros legais superiores que deverão ser respeitados.

Pelas razões que antes se referiram, a promulgação deste decreto regulamentar não altera rigorosamente nada no que à luta dos professores e educadores diz respeito. Esta irá continuar, se necessário ainda mais forte.

Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF

Declaração feita em 1 de Janeiro de 2009

"NUNCA NINGUÉM PODERÁ DIZER QUE FIZ TUDO O QUE ESTAVA AO MEU ALCANCE PARA DEFENDER OS PROFESSORES" - Cavaco Silva

Cavaco Silva referia, a propósito do Estatuto dos Açores que:

- "É muito importante que os portugueses compreendam o que está em causa neste processo (...)
- (...) "Trata-se de uma solução absurda," (...)
- (...) "Nunca ninguém poderá alguma vez dizer que não fiz tudo o que estava ao meu alcance para defender os superiores interesses do Estado" (...)
- (...) "Nunca ninguém poderá dizer que não fiz tudo o que estava ao meu alcance para impedir que interesses partidários de ocasião se sobrepusessem aos superiores interesses nacionais." (...)

Pois bem, Cavaco Silva, desde o início deste processo em que o ECD dividiu INJUSTA e VELHACAMENTE os professores em 2 categorias por critérios com fins exclusivamente economicistas, NUNCA se preocupou em dizer aos portugueses o quanto estava em causa este processo de ÓDIO aos professores e de explicar a sua génese.

Procurou sim "uma solução absurda" que foi a de se refugiar no diálogo entre as partes mas, ao mesmo tempo, colocar-se descaradamente do lado de uma das parte, o ME.

E agora, agora que sabemos das suas cambalhotas, dos seus interesses, dos seus valores voltados para o seu umbigo, também NUNCA NINGUÉM PODERÁ DIZER QUE ELE FEZ TUDO O QUE ESTAVA AO SEU ALCANCE PARA DEFENDER A JUSTIÇA E A IGUALDADE A QUE OS PROFESSORES TÊM DIREITO. Como cidadão português, era disso que eu esperava, de alguém que nos defendesse já que desta ministra NADA podemos esperar que não seja o desprezo e o ódio pela classe de professores.

E o que para mim é mais grave, é que Cavaco Silva TEM PLENA CONSCIÊNCIA e PERFEITO CONHECIMENTO daquilo de que os professores estão a ser vítimas.

DA BABA E RANHO DO ESTATUTO DOS AÇORES À PROMULGAÇÃO DO SIMPLEX

Cavaco Silva acabou de promulgar ontem à noite o diploma de avaliação dos professores, mais conhecido como o simplex, uma autêntica manta de retalhos e uma verdadeira carcaça de um modelo já desacreditado publicamente pela ministra, por diversas vezes, inclusivamente na Assembleia da República.

Deu assim luz verde à nova versão do modelo apresentado há algumas semanas pela ministra da Educação, um modelo que continua a ser altamente contestado pelos docentes e que motivou uma onda de protestos nos últimos meses.
Para quem pedia diálogo entre governo e professores, não está mau. O lado para o qual pendia, já todos sabíamos mesmo conhecendo claramente, por obrigação, que este modelo e que o ECD são do mais injusto que há para a classe docente.

O que torna engraçado é a baba e o ranho com que estrebuchou por causa do Estatuto dos Açores. Quer dizer, não parou de nos encher os ouvidos por causa de um artigo que punha em causa, e eu até nisso lhe dou TODA a razão, a sua posição de chefe de estado e se tornava injusta e irregular (e anticonstitucional) a dependência perante a Assembleia dos Açores, contudo, já não acha injusta a forma como o Estatuto da Carreira Docente está feita e o cadáver do modelo caduco de uma avaliação sem pernas para andar e que, mais tarde ou mais cedo há-de DESAPARECER PARA SEMPRE.
Diálogo, diz ele ... está à vista !!

A luta vai continuar, podem ter a certeza.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

É ESTE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO QUE TEMOS ...

... autista, miope, velhaco, não inspira qualquer confiança e, acima de tudo INIMIGO dos professores.


A verdade, nua e crua!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS

Depois das rabanadas e do bacalhau, a luta com a Santíssima Trindade e com o "licenciado" a martelo em Engenharia, vai continuar

Firmes e hirtos!!


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A BRANCA DE NEVE E OS DOIS ANÕES

A Plataforma foi hoje ao Ministério entregar cerca de 70.00 assinaturas. Assim que a Plataforma vira as costas, o sr. Pedreira, secretário de estado daquilo a que chamam Ministério da Educação dispara do alto da sua altivez:

«Este abaixo-assinado vale o que vale. As circunstâncias em que foi recolhido permitiam que qualquer pessoa sem nenhuma identificação o preenchesse e enviasse aos sindicatos. Qualquer pessoa podia assinar na Internet. Só era pedido um nome e uma escola.»

Esqueceu-se de dizer que os 13 apóstolos a favor deste modelo de avaliação que foram ao beija-pés do ministério comandados pela madre Armandina e recebidos com toda a pompa e circustência, nem sequer valem o que valem. Mas tiveram direito à página do ministério.
RIDÍCULO! ... 13 ... sim, apenas 13, não me enganei não, em 140.000 ... treze (13) !!!!!!

Só faltou também dizer que foram 70.000 professores chantagistas a assinar.

domingo, 14 de dezembro de 2008

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES - OS PROTESTOS EM PORTUGAL SÃO IGUAIS NO CHILE

Lá como cá.
Depois de Maria de Lurdes Rodrigues ter ido ao Chile importar um modelo sul americano para aplicar aos professores em Portugal, os protestos, afinal, não são diferentes.
O CAPRICHO da D.ª Milú é ainda mais revoltante quando reconhece publicamente: " Este modelo não presta, para o ano posso substituir por outro mas este ano é assim e ... "prontus"..."
Parece a dona da bola que não sabe jogar, ninguém lhe reconhece mérito mas ... é a dona da bola e ... "prontus"


RESPOSTA À TRALHA DA DREN E AO NOJO NOREPLAY DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Uma resposta daquelas que eu gosto.
Uma resposta e um esclarecimento aoS ABUSOS e à forma ABUSIVA como o Ministério dito da Educação e as suas Direcções Regionais têm utilizados gratuitamente os emails individuais e pessoais dos professores que, solicitados para um determinado fim, têm vindo a ser velhaca e sorrateiramente disponibilizados para outros fins.
Parabéns Ana Maria Bonifácio, PARABÉNS!

Aqui está a justiça do sistema!!!!
E como esta ... MUITAS.

[Resposta à DREN]

Ex.mos Srs.

Sou professora há vinte e oito anos. Durante todos estes anos não tive o prazer de receber uma única carta (a Internet é uma invenção recente) nem um e-mail dos vossos serviços, excepto quando fui convidada pelo então ministro David Justino para participar nos Encontros de Caparide, sobre os novos programas de Português. Este convite deveu-se ao facto da minha escola ter estado durante cinco anos consecutivos nos cinco primeiros lugares dos Rankings dos Exames Nacionais do Ensino Secundário e de eu ser uma das professoras responsáveis pelos resultados. De repente, recebo duas comunicações endereçadas por noreply a convidar-me a colocar os meus objectivos on-line (provavelmente para me poupar trabalho e para evitar ter que os discutir com a minha avaliadora, conforme a lei obriga) e ainda três esclarecimentos enviados pelos vossos serviços. Assim gostaria de
esclarecer que:

1º Não sou loura nem burra;

2º Sei ler e interpretar a legislação, que mal seria se o não fizesse sendo professora de Português, mas, admitindo que o não fosse, tenho amigos e familiares advogados e juízes sempre prontos a esclarecer-me;

3º Desde o concurso para professores titulares, considero que os vossos serviços não merecem a honra de me contactarem nem de receberem uma resposta minha;

4º Durante vinte e oito anos de serviço dediquei a minha vida à escola, e expensas da minha própria família (prescindi mesmo da licença de amamentação do meu filho para orientar estágio, a pedido do Conselho Directivo, por não haver ninguém disponível e para nãoperdermos o núcleo de estágio);

5º Na escola onde lecciono, a Secundária de Barcelos, dos professores no 9º escalão, só eu e uma colega do mesmo Departamento ocupámos um tão grande número de cargos.
Estive durante três mandatos no Conselho Executivo, fui Directora de Turma, orientei o estágio da Universidade Católica de Braga, orientei estágio na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Docente de Apoio Pedagógico), fui Coordenadora dos Directores de Turma, fui Coordenadora de Departamento e de Secção. Dos cargos existentes na escola só não fui Directora da Biblioteca nem doutras instalações, nem pertenci à Assembleia de Escola;

6º Quase todos estes cargos foram exercidos antes de 2000, ficando, por isso, fora dos sete anos escolhidos para a candidatura a Professor Titular (Portugal deve ser o único país em que Curriculum Vitae não significa toda a vida mas apenas sete anos. A propósito, fui confirmar e no meu processo há registo de todos os meus cargos, de todas as minhas faltas, horários de todos os meus anos lectivos ao contrário do que a Sra. Ministra afirmou quando justificou que o concurso só dizia respeito aos últimos sete anos por falta de registos anteriores;

7º Quase me esqueci de mencionar (pois para o Ministério parece ser o menos importante) que fui professora, tenho anos lectivos sem uma única falta, os meus alunos continuam a ser excelentes nos Exames Nacionais, fiz, para me actualizar todas as acções do Projecto Falar sendo, por isso, Professora Acompanhante dos novos programas de Português;

8º Consegui no concurso para Professora Titular 124 pontos mas não tive vaga, pelo que não passo duma mera professora, que nas palavras da Sra. Ministra não pertence ao leque dos professores excelentes que os pais devem ambicionar para os seus filhos. Na minha escola, num outro Departamento, uma colega é Titular com oitenta e poucos pontos, o mesmo acontecendo noutras escolas;

9º Como aparte devo referir que muitos dos meus antigos alunos desejam que eu seja a professora dos filhos, sabe-se lá porquê!

10º Neste momento, de acordo com a lista graduada da minha escola, descobri que estou no limbo (apesar do papa o ter extinguido) pois apenas tenho o meu índice remuneratório, não pertencendo a nenhum escalão;

Assim, e em jeito de conclusão, agradecia que parassem de me enviar e-mails. Para o caso de não lerem este, vou assinalar no meu o vosso endereço como spam evitando assim enervar-me sempre que vejo o vosso contacto.

Sem mais

Ana Maria Bonifácio

domingo, 7 de dezembro de 2008

VALE A PENA VER ...

CLUBE DE IMPRENSA

IMPERDÍVEL.
Veiga Simão - Filomena Mónica - Nuno Crato

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O CERNE DA QUESTÃO É ESTE

O Modelo de Avaliação é apenas a "cereja em cima do bolo" que fez explodir toda uma classe revoltada com a injustiça e a mentira, que tem vindo a ser maltratada e enxovalhada por este ministério da educação.
Um "professor titular" APENAS E SÓ é titular porque estava no lugar certo na hora certa. MAIS NADA!

A seriação para que um professor seja titular teve por base APENAS E SÓ a qualificação dos últimos 7 anos. Disse bem, "os últimos 7 anos" independentemente de já estar a trabalhar há 20 ... 25 ... 30 ... 34 ...

UMA VERGONHA. Mais que isso, UM NOJO. Pior ainda, uma FRAUDE.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

QUEM É VALTER LEMOS - SUBMISSO SECRETÁRIO DE ESTADO DAQUILO A QUE CHAMAM EDUCAÇÃO

Para quem assistiu ontem à PATÉTICA imagem do sr. Valter Lemos na TV a procurar explicar o inexplicável do encerramento de escolas e GREVE quase Geral dos professores, vale a pena, numa altura destas, recuperar um artigo de há 2 anos que mostra bem a quem estamos entregues e o estado a que chegou o ensino em Portugal.

tamos a falar portanto, de um governante que perdeu o mandato na CM de Penamacor por EXCESSO DE FALTAS INJUSTIFICADAS, que não é EXEMPLO PARA NINGUÉM e que, nem sequer tem moral para falar em rigor ou exigir. UMA VERGONHA

Não, sr. secretário de Estado.

Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca, demonstrou possuir uma ideia sobre Educação. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no Parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, ValterLemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário.

Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei. Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na 'ciência' que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas.


Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de 'projectos e missões do Ministério daEducação' e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por 'doutor', título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum.

Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não. Deixemos isto de lado, a fim de analisar acarreira política do sr. secretário de Estado.

Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que afunção de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de CasteloBranco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei.

Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação,nunca fez um discurso digno de nota. Chegada aqui, deparei-me com umproblema: como saber o que pensa do mundo este senhor?



Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação.

Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico.

Eis a epígrafe escolhida:'Quem mais conhece melhor ama.' Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na 'medição' da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como ' skill cognitivos'. Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias 'grelhas de análise'.

Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno 'interrompe o professor', se 'não cumpre as tarefas em grupo' e se 'ajuda os colegas'. Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo 'Diferencialidade':'

Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste.'

Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal 'índice de dificuldade e o dediscriminação de cada item'. É ela a seguinte: Df= (M+ P)/N em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.

O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, 'tais afirmações escondem muitas vezes,[sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes 'desculpas de mau pagador', sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal'. Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância. Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes:

'Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo.' O sábio pedagógico-burocrático dixit.

O que sobressai deste arrazoado é aconvicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras.

Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas 'ciências exactas', não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro.

Maria Filomena Mónica
Público, 2007-09-30
Historiadora

NÃO HÁ MÉRITO SEM QUOTAS? QUE BURRIDADE !!!!


«Não há mérito sem quotas»: ouviu-se defender no último debate televisivo sobre a avaliação do desempenho docente.
Esta é uma afirmação que revela a confusão existente entre avaliação do desempenho profissional e progressão na carreira. Ora, a avaliação do desempenho profissional dos professores tem um carácter científico e pedagógico-didáctico, enquanto a progressão na carreira tem um carácter burocrático, administrativo e remuneratório.

Os objectivos da avaliação de desempenho docente, que estão consignados no artigo 40.º do Estatuto da Carreira Docente(Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro), são os seguintes:– Melhorar a qualidade das aprendizagens e dos resultados escolares dos alunos;– Favorecer o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores;– Inventariar as necessidades de formação;– Diferenciar e premiar os melhores profissionais;– Promover o trabalho colegial.
Como se pode observar, nos próprios objectivos definidos pela tutela não consta a progressão na carreira e muito menos a progressão na carreira sujeita a quotas. Nem mesmo o penúltimo objectivo(«Diferenciar e premiar os melhores profissionais») remete directamente para tal.Os objectivos acima referidos (consignados no Estatuto da Carreira Docente e que, não tendo sido revistos, se mantêm, portanto) remetem,pois, directamente para a análise da componente científica e pedagógico-didáctica do ensino, e não para a progressão na carreira.

A progressão na carreira surge, no Estatuto da Carreira Docente, como uma consequência, e não como um objectivo, o que é totalmente diferente, como se pode ver no artigo 41.º, em que se consigna a relevância (e não o objectivo) da avaliação do desempenho: esta é considerada «para efeitos de progressão e acesso na carreira». Como é consabido, o efeito decorre da causa, e não o contrário. Tal significa que, em primeiro lugar, os profissionais são avaliados e vêem reconhecido o seu mérito segundo critérios definidos pela tutela. A tutela só tem de definir os critérios do mérito, nomeadamente os de Bom, de Excelente e de Muito Bom.

E, se os profissionais corresponderem a esse critérios, o mérito tem de ser reconhecido.
Depois, depois surge o efeito do reconhecimento desse mérito: o professor progride de uma determinada forma na carreira. As quotas são um número artificial, que nada tem que ver com o mérito, mas, apenas,com uma determinada política salarial.
Assim, não se deve deixar confundir mérito com quotas. Há, sim,mérito, independentemente de quotas, como há quotas, independentemente do mérito.

Para uma melhor compreensão, só uma simples analogia com a avaliação dos alunos: um aluno que num 12.º ano obtém uma média de classificação de 18 valores tem mérito, muito mérito. No entanto, se pretender entrar num curso em que o numerus clausus seja de 100 vagas e houver100 candidatos a essas vagas com a classificação de 18,1 valores ou superior, o aluno de 18 valores não entra, mas não deixa de ter mérito! Ao invés, poderá ocorrer que num curso com o mesmo numerus clausus, mas que não tenha tanta procura, haja alunos de 10 valores que entrem (sem grande mérito) e até que fiquem vagas por preencher.

Quotas não são mais do que um numerus clausus artificial, que não tem nada que ver com o mérito!

Se o Ministério da Educação pretende realmente o mérito no desempenho docente, e não, apenas, pagar menos aos professores em salários,deverá demonstrá-lo suprimindo as quotas, substituindo-as pela definição de um perfil de Excelente, de Muito Bom e de Bom e atribuindo as referidas menções a quem corresponder aos perfis definidos. E assim estará, com seriedade, a diferenciar e a premiar os melhores professores.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES AVALIADORES

Presidente do Conselho Executivo

Avalia:
- Assiduidade
- Grau de cumprimento do serviço distribuído
- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo
- Participação nas actividades da escola
- Acções de formação realizadas- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica
- Dinamização de projectos de investigação
- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola

Coordenador do Departamento Curricular:

Avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros:
- Preparação e organização das actividades lectivas
- Realização das actividades lectivas
- Relação Pedagógica com os alunos
- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos

FASES DA AVALIAÇÃO

1.ª fase
Objectivos e indicadores
- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.
- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.

2.ª fase

Objectivos individuais
- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência os seguintes itens:
- Melhoria dos resultados escolares dos alunos
- Redução do abandono escolar
- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldade de aprendizagem
- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola- Relação com a comunidade;
- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.
- Participação e dinamização de projectos
Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores

3.ª fase

Aulas observadas
- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.
- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas

4.ª fase

Auto-avaliação
- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos
- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)

5.ª fase

Fichas de Avaliação
- O presidente do conselho executivo e o coordenador do departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação, nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.
- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado
- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.

6.ª fase

Aplicação das quotas máximas
- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.

7.ª fase

Entrevista individual
- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação, a qual é apreciada de forma conjunta.

8.ª fase

Reunião Conjunta dos Avaliadores
- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação.

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

- Excelente, de 9 a 10 valores
- Muito Bom, de 8 a 8,9
- Bom, de 6,5 a 7,9-
Regular, de 5 a 6,4
- Insuficiente, de 1 a 4,9

EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular

- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular
- Bom não altera a normal progressão na carreira
- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira

- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional.
(in Jornal 24 horas, acessível a todos os portugueses)


Pergunto:

CONHECEM QUALQUER OUTRO SECTOR PROFISSIONAL QUE PASSE POR ESTE "HORROR", acima descrito?

Digam-me qual... enviem-me o modelo de avaliação dos médicos, engenheiros, enfermeiros, jornalistas, ministros, economistas, gestores (do BPN, por exemplo), supervisores, carpinteiros, coveiros... seja lá o que for que seja IGUAL ao que querem fazer aos professores!!!

Digam-me que profissão tem de escrever SUMÁRIOS exaustivos do que faz em cada hora de trabalho (os enfermeiros, por exemplo, no fim do turno têm de escrever registos, mas depois não levam trabalho para casa)... que tem de ELABORAR portefólios completos de TODA a sua actividade... e que TEMPO é que resta para fazer aquilo para que existe, que, no caso dos professores, é (devia ser) PREPARAR E DAR AULAS!

Enviem-me, por exemplo, o modelo de avaliação que avaliou a ministra Maria de Lurdes Rodrigues enquanto foi professora... antes de ser socióloga... ou, enquanto tal, enquanto foi professora no ISCTE! Existe esse modelo... ou na altura ela era CONTRA o que agora FAZ?!

Enviem-me o número de pessoas que trabalham no Ministério da Educação e que JÁ FORAM AVALIADAS! Não sabem?! Que tal investigarem? Hein? Dá muito trabalho?

DEIXEM-NOS ENSINAR !!!!!!!!

PROFESSOR DO ANO

A ti, que eu considero mesmo Professor/Professora em cada dia, todos os dias de todos os anos, mesmo nos últimos em que nos querem fazer desistir, desanimar, desencantar e que nos querem fazer acreditar que nada sabemos, que nada fazemos. E que tão mal nos tratam e enxovalham PORQUE ... NÃO GOSTAM DE NÓS!!
A ti, porque eu sei, que apesar da raiva, do desânimo, do desencanto e da frustração consegues arranjar forças para "tirar da cartola", uma última surpresa, para motivar, para prender a atenção, para dar mais brilho à tua aula.
E, que apesar de tudo isso e de não sei mais quantos problemas e desencantos pessoais, ainda te emocionas quando te contam a história triste de um dos "teus meninos"...
A ti, meu caro companheiro porque "eles" não conseguirão deitar acabar com os teus sonhos.


Professor do ano

- professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.
- professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.
- professor do ano foi aquela que leccionou a 200 km de casa e só viu os filhos e o marido de 15 em 15 dias.
- professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.
- professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.
- professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho,preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.
- professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.
- professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.
- professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos oscustos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.
- professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguintecom a mesma esperança.
- professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.
- professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que jorge pedreira considerava que ele estava a faltar.
- professor do ano foi aquele que encontrou forças para motivar osalunos depois de ser insultado e indignamente tratado pelos seussuperiores do ME.
professor do ano foi aquela que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.
- professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o anoentre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.
- professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda. professor do ano... tanto professor do ano em cada escola, tantomilagre em cada aluno.
Somos mais que professores do ano. Somos professores sempre!
Professor do Ano, não aquele PROFESSOR do ANO da TRETA do Ministério da Educação que, para nos dividir, PAGA a um professor IGUAL a MUITOS outros que existem entre os 140.000 professores

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

FINGIDA E COM ARZINHO DE MINISTRA


Baixa, de olhos ruins, amarelenta,

Usando só de raiva e de impostura,

Triste de facha, o mesmo de figura,

Um mar de fel, malvada e quezilenta ;

Arzinho confrangido que atormenta,

Sempre infeliz e de má catadura,

Mui perto de perder a compostura,

É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,

Voz de lamento e ar de coitadinha,

Com pinta de raposa assustadinha,

É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:

Prepotente, mui gélida e sinistra,

Amarga, matreira e intriguista,

Abusa do poder... e é MINISTRA.