
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
"LEALDADE NÃO SIGNIFICA OBEDIÊNCIA" - DIZ SÓCRATES E EU CONCORDO

domingo, 4 de janeiro de 2009
OS PAPÁS É QUE MANDAM

"DE: encarregado de educação
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
ENFIM ....
Mensagem de Ano Novo do Presidente da República
Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2009
(...)
Portugueses,
Já passámos por outras situações bem difíceis. Não nos resignámos e fomos capazes de vencer.
O mesmo vai acontecer agora. Tenho esperança e digo-o com sinceridade.
Cada um deve confiar nas suas competências, nas suas aptidões e capacidades.
Este é o tempo de resistir às dificuldades, aos obstáculos, às ameaças com que cada um pode ser confrontado.
Não tenham medo.
O futuro é mais do que o ano que temos pela frente.
O futuro será 2009, mas também os anos que a seguir vierem.
Acredito num futuro melhor e mais justo para Portugal, porque acredito na vontade e no querer do nosso povo.
Para todos, Bom Ano de 2009.
Até me apetece substituir "portugueses" por ... professores!!!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
A AVALIAÇÃO DA MINISTRA DA EDUCAÇÃO - INSUFICIENTE
Avaliadora avaliadaPorque a realidade excede os meus dotes ficcionais, esta Ficha de Avaliação da Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, assenta nos critérios seguidos pelo seu Ministério incluindo, a terminologia usada na avaliação de docentes, o número de alíneas e a bitola de classificação.
Níveis de Pontuação: Mínimo 3, máximo 10.
A - Preparação e execução de actividades.
A - 1 Correcção científico-pedagógica e didáctica da planificação.
Classificação obtida - Nível 3
(Não efectuou as reformas previstas no Programa do Governo por falta de trabalho preparatório. As cenas de pugilato, luta greco-romana e intimidação por arma de fogo simulada nas áreas que lhe foram confiadas vão originar um aumento significativo da despesa pública com a contratação à Blackwater (por ajuste directo) de um mercenário israelita por cada sala de aula e dois nas salas dependentes da DREN).
A - 2 Adequação de estratégias.
Classificação obtida - Nível 3
(Não definiu linhas de rumo nem planos de acção que permitissem concretizar a missão delineada, usando como benchmarking nacional os parâmetros seguidos no sistema educativo da Faixa de Gaza.)
A - 3 Adaptação da planificação e das estratégias.
Classificação obtida - Nível 3
(Não obteve eficácia aferível em três anos de actividade, consumindo no processo a maior parcela de verba pública atribuída a um Ministério. Insistiu em manter o organograma dos seus serviços (em particular da DREN) inspirado no modelo das Tentações de Santo Antão de Jeronimus Bosh).
A - 4 Diversidade, adequação e correcção científico-pedagógica das metodologias e recursos utilizados.
Classificação obtida - Nível 3
(A observação empírica dos resultados é indiciária de um inadequado e/ou incorrecto aproveitamento de recursos disponibilizados em sucessivos Orçamentos de Estado em tal monta que fazem o BPP parecer uma operação rentável. Adicionalmente, o seu Ministério atingiu tal desordem que faz a Assembleia Geral do Benfica parecer um retiro de monges Cartuxos).
B - Realização de actividades.
Classificação obtida - Nível 3
(A avaliação conclui que à incapacidade da avaliada na "promoção de clima favorável" se junta a insuficiência de valências de conhecimentos gerais essenciais, como o atesta a confusão que fez a 23 de Junho de 2005 pp. em entrevista televisionada, falhando na distinção entre "República" e "Governo da República". Isto deu novas dimensões ao Estatuto da Autonomia dos Açores e inspirou o Chefe do Estado a crescentes afrontas à vontade do Parlamento com graves e desgastantes consequências para o executivo.
Nas secções C e D da Ficha de Avaliação do Ministério da Educação, nos quatro subgrupos, a avaliada obteve oito classificações de Nível 3, pelo que, feita a média aritmética dos dezasseis parâmetros cotados lhe é atribuída a classificação geral de Insuficiente.
Recomenda-se que sejam propostas à Doutora Maria de Lurdes Rodrigues as seguintes opções: integrar o quadro de mobilidade especial até colocação em Baucau; frequentar um curso das Novas Oportunidades e/ou filiar-se no Movimento Esperança Portugal; aceitar o 12º lugar na lista de espera para o próximo Conselho de Administração da FLAD; frequentar o curso de formação do INA - Limites da Autonomia Regional; ser animadora de As Tardes de Maria de Lurdes na RTP África; integrar a quota ainda disponível para antigos executivos socialistas na Mota Engil, Iberdrola ou BCP.
O SIMPLEX NADA ALTERA - JÁ ANTES LUTÁVAMOS CONTRA O 2/2008
A promulgação, pelo Presidente da República, do decreto regulamentar sobre o regime "simplificado" de avaliação de desempenho não constitui nada de extraordinário nem altera a situação que, sobre este assunto, se vem vivendo.
Esperava-se esta promulgação, pois era obrigatória para que o decreto fosse publicado não tendo havido, da parte do Presidente da República, qualquer indício que levasse a supor que vetaria o diploma.
Se, ao promulgar o diploma legal, o Presidente da República fez o que dele se esperava, o mesmo acontecerá com os professores que, a partir de dia 5 de Janeiro, ao regressarem às escolas, continuarão a fazer o que deles se espera: a lutar, a manter suspensa a aplicação da avaliação do ME e, no dia 19 de Janeiro, a juntar ao objectivo da Greve - exigência de uma revisão do Estatuto da Carreira Docente que, entre outras medidas, elimine a divisão da carreira entre professores e professores-titulares e substitua o modelo de avaliação, incluindo a abolição das quotas para a atribuição das menções mais relevantes - a exigência de suspensão desta avaliação.
Recorda-se que apesar desta promulgação falta ainda a publicação em Diário da República para a entrada em vigor e que, quando isso acontecer, não passa a existir uma situação legalmente estabelecida que contrasta com qualquer vazio anterior. Na verdade, quando os professores decidiram suspender a avaliação nas suas escolas ela também se sujeitava a um quadro legal que estava consagrado no decreto regulamentar n.º 2/2008, passando, apenas, este, e para o ano lectivo em curso, a ser substituído por outro. Além disso, no próximo dia 8, por iniciativa do grupo parlamentar do PSD será votada uma proposta de lei que, a ser aprovada, suspenderá, esta avaliação de desempenho imposta pelo ME e pelo Governo e, agora, promulgada pelo Presidente da República. Não está posta de lado, ainda, a possibilidade de haver recurso aos Tribunais caso o texto final do decreto contrarie quadros legais superiores que deverão ser respeitados.
Pelas razões que antes se referiram, a promulgação deste decreto regulamentar não altera rigorosamente nada no que à luta dos professores e educadores diz respeito. Esta irá continuar, se necessário ainda mais forte.
Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF
Declaração feita em 1 de Janeiro de 2009
"NUNCA NINGUÉM PODERÁ DIZER QUE FIZ TUDO O QUE ESTAVA AO MEU ALCANCE PARA DEFENDER OS PROFESSORES" - Cavaco Silva
Cavaco Silva referia, a propósito do Estatuto dos Açores que:
- "É muito importante que os portugueses compreendam o que está em causa neste processo (...)- (...) "Trata-se de uma solução absurda," (...)- (...) "Nunca ninguém poderá alguma vez dizer que não fiz tudo o que estava ao meu alcance para defender os superiores interesses do Estado" (...)- (...) "Nunca ninguém poderá dizer que não fiz tudo o que estava ao meu alcance para impedir que interesses partidários de ocasião se sobrepusessem aos superiores interesses nacionais." (...)
Pois bem, Cavaco Silva, desde o início deste processo em que o ECD dividiu INJUSTA e VELHACAMENTE os professores em 2 categorias por critérios com fins exclusivamente economicistas, NUNCA se preocupou em dizer aos portugueses o quanto estava em causa este processo de ÓDIO aos professores e de explicar a sua génese.
E agora, agora que sabemos das suas cambalhotas, dos seus interesses, dos seus valores voltados para o seu umbigo, também NUNCA NINGUÉM PODERÁ DIZER QUE ELE FEZ TUDO O QUE ESTAVA AO SEU ALCANCE PARA DEFENDER A JUSTIÇA E A IGUALDADE A QUE OS PROFESSORES TÊM DIREITO. Como cidadão português, era disso que eu esperava, de alguém que nos defendesse já que desta ministra NADA podemos esperar que não seja o desprezo e o ódio pela classe de professores.
E o que para mim é mais grave, é que Cavaco Silva TEM PLENA CONSCIÊNCIA e PERFEITO CONHECIMENTO daquilo de que os professores estão a ser vítimas.
DA BABA E RANHO DO ESTATUTO DOS AÇORES À PROMULGAÇÃO DO SIMPLEX
Cavaco Silva acabou de promulgar ontem à noite o diploma de avaliação dos professores, mais conhecido como o simplex, uma autêntica manta de retalhos e uma verdadeira carcaça de um modelo já desacreditado publicamente pela ministra, por diversas vezes, inclusivamente na Assembleia da República.
Deu assim luz verde à nova versão do modelo apresentado há algumas semanas pela ministra da Educação, um modelo que continua a ser altamente contestado pelos docentes e que motivou uma onda de protestos nos últimos meses.
Para quem pedia diálogo entre governo e professores, não está mau. O lado para o qual pendia, já todos sabíamos mesmo conhecendo claramente, por obrigação, que este modelo e que o ECD são do mais injusto que há para a classe docente.
A luta vai continuar, podem ter a certeza.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
É ESTE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO QUE TEMOS ...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
BOAS FESTAS
Firmes e hirtos!!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
A BRANCA DE NEVE E OS DOIS ANÕES
«Este abaixo-assinado vale o que vale. As circunstâncias em que foi recolhido permitiam que qualquer pessoa sem nenhuma identificação o preenchesse e enviasse aos sindicatos. Qualquer pessoa podia assinar na Internet. Só era pedido um nome e uma escola.»
Esqueceu-se de dizer que os 13 apóstolos a favor deste modelo de avaliação que foram ao beija-pés do ministério comandados pela madre Armandina e recebidos com toda a pompa e circustência, nem sequer valem o que valem. Mas tiveram direito à página do ministério.
RIDÍCULO! ... 13 ... sim, apenas 13, não me enganei não, em 140.000 ... treze (13) !!!!!!
Só faltou também dizer que foram 70.000 professores chantagistas a assinar.
domingo, 14 de dezembro de 2008
AVALIAÇÃO DE PROFESSORES - OS PROTESTOS EM PORTUGAL SÃO IGUAIS NO CHILE
Depois de Maria de Lurdes Rodrigues ter ido ao Chile importar um modelo sul americano para aplicar aos professores em Portugal, os protestos, afinal, não são diferentes.
RESPOSTA À TRALHA DA DREN E AO NOJO NOREPLAY DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Aqui está a justiça do sistema!!!!
E como esta ... MUITAS.
Ex.mos Srs.
Sou professora há vinte e oito anos. Durante todos estes anos não tive o prazer de receber uma única carta (a Internet é uma invenção recente) nem um e-mail dos vossos serviços, excepto quando fui convidada pelo então ministro David Justino para participar nos Encontros de Caparide, sobre os novos programas de Português. Este convite deveu-se ao facto da minha escola ter estado durante cinco anos consecutivos nos cinco primeiros lugares dos Rankings dos Exames Nacionais do Ensino Secundário e de eu ser uma das professoras responsáveis pelos resultados. De repente, recebo duas comunicações endereçadas por noreply a convidar-me a colocar os meus objectivos on-line (provavelmente para me poupar trabalho e para evitar ter que os discutir com a minha avaliadora, conforme a lei obriga) e ainda três esclarecimentos enviados pelos vossos serviços. Assim gostaria de
esclarecer que:
1º Não sou loura nem burra;
2º Sei ler e interpretar a legislação, que mal seria se o não fizesse sendo professora de Português, mas, admitindo que o não fosse, tenho amigos e familiares advogados e juízes sempre prontos a esclarecer-me;
3º Desde o concurso para professores titulares, considero que os vossos serviços não merecem a honra de me contactarem nem de receberem uma resposta minha;
4º Durante vinte e oito anos de serviço dediquei a minha vida à escola, e expensas da minha própria família (prescindi mesmo da licença de amamentação do meu filho para orientar estágio, a pedido do Conselho Directivo, por não haver ninguém disponível e para nãoperdermos o núcleo de estágio);
5º Na escola onde lecciono, a Secundária de Barcelos, dos professores no 9º escalão, só eu e uma colega do mesmo Departamento ocupámos um tão grande número de cargos.
Estive durante três mandatos no Conselho Executivo, fui Directora de Turma, orientei o estágio da Universidade Católica de Braga, orientei estágio na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Docente de Apoio Pedagógico), fui Coordenadora dos Directores de Turma, fui Coordenadora de Departamento e de Secção. Dos cargos existentes na escola só não fui Directora da Biblioteca nem doutras instalações, nem pertenci à Assembleia de Escola;
6º Quase todos estes cargos foram exercidos antes de 2000, ficando, por isso, fora dos sete anos escolhidos para a candidatura a Professor Titular (Portugal deve ser o único país em que Curriculum Vitae não significa toda a vida mas apenas sete anos. A propósito, fui confirmar e no meu processo há registo de todos os meus cargos, de todas as minhas faltas, horários de todos os meus anos lectivos ao contrário do que a Sra. Ministra afirmou quando justificou que o concurso só dizia respeito aos últimos sete anos por falta de registos anteriores;
7º Quase me esqueci de mencionar (pois para o Ministério parece ser o menos importante) que fui professora, tenho anos lectivos sem uma única falta, os meus alunos continuam a ser excelentes nos Exames Nacionais, fiz, para me actualizar todas as acções do Projecto Falar sendo, por isso, Professora Acompanhante dos novos programas de Português;
8º Consegui no concurso para Professora Titular 124 pontos mas não tive vaga, pelo que não passo duma mera professora, que nas palavras da Sra. Ministra não pertence ao leque dos professores excelentes que os pais devem ambicionar para os seus filhos. Na minha escola, num outro Departamento, uma colega é Titular com oitenta e poucos pontos, o mesmo acontecendo noutras escolas;
9º Como aparte devo referir que muitos dos meus antigos alunos desejam que eu seja a professora dos filhos, sabe-se lá porquê!
10º Neste momento, de acordo com a lista graduada da minha escola, descobri que estou no limbo (apesar do papa o ter extinguido) pois apenas tenho o meu índice remuneratório, não pertencendo a nenhum escalão;
Assim, e em jeito de conclusão, agradecia que parassem de me enviar e-mails. Para o caso de não lerem este, vou assinalar no meu o vosso endereço como spam evitando assim enervar-me sempre que vejo o vosso contacto.
Sem mais
Ana Maria Bonifácio
domingo, 7 de dezembro de 2008
VALE A PENA VER ...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
O CERNE DA QUESTÃO É ESTE
O Modelo de Avaliação é apenas a "cereja em cima do bolo" que fez explodir toda uma classe revoltada com a injustiça e a mentira, que tem vindo a ser maltratada e enxovalhada por este ministério da educação.
Um "professor titular" APENAS E SÓ é titular porque estava no lugar certo na hora certa. MAIS NADA!
A seriação para que um professor seja titular teve por base APENAS E SÓ a qualificação dos últimos 7 anos. Disse bem, "os últimos 7 anos" independentemente de já estar a trabalhar há 20 ... 25 ... 30 ... 34 ...
UMA VERGONHA. Mais que isso, UM NOJO. Pior ainda, uma FRAUDE.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
QUEM É VALTER LEMOS - SUBMISSO SECRETÁRIO DE ESTADO DAQUILO A QUE CHAMAM EDUCAÇÃO
Para quem assistiu ontem à PATÉTICA imagem do sr. Valter Lemos na TV a procurar explicar o inexplicável do encerramento de escolas e GREVE quase Geral dos professores, vale a pena, numa altura destas, recuperar um artigo de há 2 anos que mostra bem a quem estamos entregues e o estado a que chegou o ensino em Portugal.
tamos a falar portanto, de um governante que perdeu o mandato na CM de Penamacor por EXCESSO DE FALTAS INJUSTIFICADAS, que não é EXEMPLO PARA NINGUÉM e que, nem sequer tem moral para falar em rigor ou exigir. UMA VERGONHA
Não, sr. secretário de Estado.Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca, demonstrou possuir uma ideia sobre Educação. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no Parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, ValterLemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário.
Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei. Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na 'ciência' que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. 
Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação,nunca fez um discurso digno de nota. Chegada aqui, deparei-me com umproblema: como saber o que pensa do mundo este senhor?

Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico.
Eis a epígrafe escolhida:'Quem mais conhece melhor ama.' Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na 'medição' da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como ' skill cognitivos'. Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias 'grelhas de análise'.
Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno 'interrompe o professor', se 'não cumpre as tarefas em grupo' e se 'ajuda os colegas'. Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo 'Diferencialidade':'
Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste.'
Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal 'índice de dificuldade e o dediscriminação de cada item'. É ela a seguinte: Df= (M+ P)/N em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.
O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, 'tais afirmações escondem muitas vezes,[sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes 'desculpas de mau pagador', sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal'. Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância. Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes:
'Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo.' O sábio pedagógico-burocrático dixit.O que sobressai deste arrazoado é aconvicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras.
Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas 'ciências exactas', não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro.
NÃO HÁ MÉRITO SEM QUOTAS? QUE BURRIDADE !!!!
«Não há mérito sem quotas»: ouviu-se defender no último debate televisivo sobre a avaliação do desempenho docente.
Esta é uma afirmação que revela a confusão existente entre avaliação do desempenho profissional e progressão na carreira. Ora, a avaliação do desempenho profissional dos professores tem um carácter científico e pedagógico-didáctico, enquanto a progressão na carreira tem um carácter burocrático, administrativo e remuneratório.
Os objectivos da avaliação de desempenho docente, que estão consignados no artigo 40.º do Estatuto da Carreira Docente(Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro), são os seguintes:– Melhorar a qualidade das aprendizagens e dos resultados escolares dos alunos;– Favorecer o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores;– Inventariar as necessidades de formação;– Diferenciar e premiar os melhores profissionais;– Promover o trabalho colegial.
Como se pode observar, nos próprios objectivos definidos pela tutela não consta a progressão na carreira e muito menos a progressão na carreira sujeita a quotas. Nem mesmo o penúltimo objectivo(«Diferenciar e premiar os melhores profissionais») remete directamente para tal.Os objectivos acima referidos (consignados no Estatuto da Carreira Docente e que, não tendo sido revistos, se mantêm, portanto) remetem,pois, directamente para a análise da componente científica e pedagógico-didáctica do ensino, e não para a progressão na carreira.
A progressão na carreira surge, no Estatuto da Carreira Docente, como uma consequência, e não como um objectivo, o que é totalmente diferente, como se pode ver no artigo 41.º, em que se consigna a relevância (e não o objectivo) da avaliação do desempenho: esta é considerada «para efeitos de progressão e acesso na carreira». Como é consabido, o efeito decorre da causa, e não o contrário. Tal significa que, em primeiro lugar, os profissionais são avaliados e vêem reconhecido o seu mérito segundo critérios definidos pela tutela. A tutela só tem de definir os critérios do mérito, nomeadamente os de Bom, de Excelente e de Muito Bom.
E, se os profissionais corresponderem a esse critérios, o mérito tem de ser reconhecido.
Depois, depois surge o efeito do reconhecimento desse mérito: o professor progride de uma determinada forma na carreira. As quotas são um número artificial, que nada tem que ver com o mérito, mas, apenas,com uma determinada política salarial.
Assim, não se deve deixar confundir mérito com quotas. Há, sim,mérito, independentemente de quotas, como há quotas, independentemente do mérito.
Para uma melhor compreensão, só uma simples analogia com a avaliação dos alunos: um aluno que num 12.º ano obtém uma média de classificação de 18 valores tem mérito, muito mérito. No entanto, se pretender entrar num curso em que o numerus clausus seja de 100 vagas e houver100 candidatos a essas vagas com a classificação de 18,1 valores ou superior, o aluno de 18 valores não entra, mas não deixa de ter mérito! Ao invés, poderá ocorrer que num curso com o mesmo numerus clausus, mas que não tenha tanta procura, haja alunos de 10 valores que entrem (sem grande mérito) e até que fiquem vagas por preencher.
Quotas não são mais do que um numerus clausus artificial, que não tem nada que ver com o mérito!
Se o Ministério da Educação pretende realmente o mérito no desempenho docente, e não, apenas, pagar menos aos professores em salários,deverá demonstrá-lo suprimindo as quotas, substituindo-as pela definição de um perfil de Excelente, de Muito Bom e de Bom e atribuindo as referidas menções a quem corresponder aos perfis definidos. E assim estará, com seriedade, a diferenciar e a premiar os melhores professores.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES AVALIADORES
Presidente do Conselho Executivo
Coordenador do Departamento Curricular:
FASES DA AVALIAÇÃO
2.ª fase
3.ª fase
4.ª fase
5.ª fase
6.ª fase
7.ª fase
8.ª fase
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO
EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional.
(in Jornal 24 horas, acessível a todos os portugueses)
Pergunto:
Digam-me qual... enviem-me o modelo de avaliação dos médicos, engenheiros, enfermeiros, jornalistas, ministros, economistas, gestores (do BPN, por exemplo), supervisores, carpinteiros, coveiros... seja lá o que for que seja IGUAL ao que querem fazer aos professores!!!
Digam-me que profissão tem de escrever SUMÁRIOS exaustivos do que faz em cada hora de trabalho (os enfermeiros, por exemplo, no fim do turno têm de escrever registos, mas depois não levam trabalho para casa)... que tem de ELABORAR portefólios completos de TODA a sua actividade... e que TEMPO é que resta para fazer aquilo para que existe, que, no caso dos professores, é (devia ser) PREPARAR E DAR AULAS!
Enviem-me, por exemplo, o modelo de avaliação que avaliou a ministra Maria de Lurdes Rodrigues enquanto foi professora... antes de ser socióloga... ou, enquanto tal, enquanto foi professora no ISCTE! Existe esse modelo... ou na altura ela era CONTRA o que agora FAZ?!
Enviem-me o número de pessoas que trabalham no Ministério da Educação e que JÁ FORAM AVALIADAS! Não sabem?! Que tal investigarem? Hein? Dá muito trabalho?
PROFESSOR DO ANO
Professor do ano
- professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.
- professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.
- professor do ano foi aquela que leccionou a 200 km de casa e só viu os filhos e o marido de 15 em 15 dias.
- professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.
- professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.
- professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho,preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.
- professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.
- professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.
- professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos oscustos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.
- professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguintecom a mesma esperança.
- professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.
- professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que jorge pedreira considerava que ele estava a faltar.
- professor do ano foi aquele que encontrou forças para motivar osalunos depois de ser insultado e indignamente tratado pelos seussuperiores do ME.
professor do ano foi aquela que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.
- professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o anoentre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.
- professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda. professor do ano... tanto professor do ano em cada escola, tantomilagre em cada aluno.
Somos mais que professores do ano. Somos professores sempre!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
FINGIDA E COM ARZINHO DE MINISTRA
GREVE DE PROFESSORES, DIA 3 DE DEZEMBRO - PORQUÊ????
Para o dia 3 de Dezembro está marcada GREVE.
Não fazer greve significa concordar com:
a) Coordenação de Departamento não remunerada;
b) Aulas de apoio não remuneradas;
c) Aulas de substituição não remuneradas;
d) Direcção de Instalações não remunerada;
e) Desenvolver actividades extracurriculares não remuneradas.
f) Visitas de estudo não remuneradas.
g) Reuniões fora de horas não remuneradas.
h) Reuniões à noite, fora de horas.
i) Ficar fechado na Escola horas sem fim, sem condições de trabalho, em vez de estar em casa a preparar as aulas.
j) Estar na Escola à espera que um colega falte, como se os colegas cumpridores fossem os responsáveis pelos colegas faltistas; apontem uma outra profissão onde se passe o mesmo.
k) Que a Sra. Ministra obrigue a trabalhar mais horas e o agradecimento passe apenas por um obrigado cínico no Parlamento.
l) Com o congelamento dos vencimentos e progressão na carreira.
m) Que a maternidade, morte de um familiar próximo te impeça de progredir na carreira.
n) Com o Estatuto do Aluno.
o) Com a diminuição da autoridade dos PROFESSORES.
p) Com os insultos e agressões por parte de alguns alunos e respectivos Encarregados de Educação.
q) Com a destruição da Escola Pública.
r) Com a divisão da carreira em duas: titular e não titular colocando Professores contra Professores.
s) Com as cotas na progressão.
t) Com os critérios que levaram à escola dos professores titulares.
u) Com o péssimo ambiente de trabalho que se está a instalar nas Escolas.
v) Com o fim dos destacamentos.
w) Com os concursos por três anos.
z) Com o trabalho excessivo.
y) Com a permanência na Escola de 40 horas.
x) Que os Professores se substituam aos Pais e que os Pais só sirvam para procriar.
z) Que Professores tenham 10 Turmas, mais de 250 alunos e 1500 testes para corrigir por ano, para não falar dos trabalhos.
aa) …………………………………………
Depois de tudo isto, a Sra Ministra agradece chamando-te preguiçoso, incompetente, mentiroso, humilhando-nos, colocando os Pais contra os professores, impedindo-nos de progredir na carreira.
Em resumo a Sra. Ministra dá mais trabalho e ao mesmo tempo diz que para dignificar a carreira tem que pagar menos ao impedir que todos cheguem ao topo da mesma.
O mais engraçado, é que ela ia implementando tudo isto sem darmos conta, só agora é que acordámos, dava a impressão que a reforma não era para nós.
O grande erro da Ministra foi ter apertado, de uma só vez, tanto a corda e ela ter partido.
"A carga era maior que BURRO e o BURRO caiu…"


